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Há cerca de 1 mês, ainda morando no Brasil, Nilton Travesso teve a casa invadida por bandidos e foi feito refém. (Foto: Reprodução)
Há 20 dias nos UA, onde se recupera do trauma de ter a casa invadida por ladrões e de ter sido feito refém em São Paulo, o diretor de TV Nilton Travesso, 82 anos, foi vítima de um assalto em San Francisco, na Califórnia. O crime aconteceu neste domingo (29). Um dos pioneiros da TV brasileira, Travesso publicou no Instagram fotos de um carro com o vidro do lado do motorista todo quebrado. “Assalto 2! CA – São Francisco! Hoje! – Levaram tudo”, escreveu na legenda. Por “Assalto 2”, Travesso se referiu ao segundo assalto em pouco mais de um mês _o primeiro no Brasil. Desta vez, aparentemente o diretor se recuperou rapidamente do susto. Ainda ontem, publicou na mesma rede social um vídeo em que um músico toca algumas notas em um órgão. “Depois… Paz em São Francisco!”, escreveu. Travesso viajou para a Califórnia no último dia 9, após deixar a direção do Todo Seu, programa apresentado por Ronnie Von na TV Gazeta.
A secretária nacional de Direitos Humanos | Foto: Divulgação / OAB-SP
Os atendimentos a mulheres vítimas de violência sexual, física ou psicológica em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) somam, por ano, 147.691 registros - 405 por dia, ou um a cada quatro minutos. A maior procura por serviços de saúde após casos de agressão se dá entre adolescentes de 12 a 17 anos, faixa etária das duas vítimas de estupro que ganharam repercussão na semana passada, no Rio e no Piauí. Especialistas apontam para a necessidade de se encerrar a "lógica justificadora" que tenta lançar para as vítimas a culpa pelos crimes. Os dados integram o Mapa da Violência - Homicídio de Mulheres, um dos mais respeitados anuários de violência do País. As estatísticas foram reunidas com base no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, que registra os atendimentos na rede do SUS. O relatório mostra que Mato Grosso do Sul, Acre, Roraima, Tocantins e Minas lideram a lista de Estados com as maiores taxas de procura por atendimento.
O registro mais recente do Sinan contém dados de 2014 - o estudo foi concluído no fim de 2015. O cônjuge da vítima aparece como o agressor mais frequente, responsável por 22,5% das ocorrências; outras pessoas próximas de adolescentes e mulheres também são apontadas como responsáveis por ataques, como namorado, ex-namorado, irmão, pai e padrasto. Em só 13% dos casos, a agressão é cometida por uma pessoa desconhecida. No caso do Rio, um dos suspeitos é ex-namorado da vítima de 16 anos que diz ter sido atacada por mais de 30 homens no Morro da Barão. "A normalidade da violência contra a mulher no horizonte cultural do patriarcalismo justifica, e mesmo 'autoriza', que o homem pratique essa violência, com a finalidade de punir e corrigir comportamentos femininos que transgridem o papel esperado de mãe, esposa e dona de casa", aponta o Mapa da Violência - Homicídio de Mulheres. "Culpa-se a vítima pela agressão, seja por não cumprir o papel doméstico que lhe foi atribuído, seja por 'provocar' a agressão dos homens nas ruas ou nos meios de transporte, por exibir seu corpo." Ao Estado, Julio Jacobo Waiselfisz, coordenador da pesquisa e da área de estudos sobre violência da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), reforça a tese e diz ver uma reação conservadora à tentativa de ampliação de direitos pelas mulheres. "Na medida em que se criam condições sociais de proteção, mais violento se torna o agressor. É uma reação conservadora do patriarcalismo machista que persiste no Brasil", diz Waiselfisz. "E, hoje, estamos assistindo a uma cultura em que está permitindo esse tipo de violência." Os dados do Mapa da Violência mostram também que são as mulheres jovens as que mais voltam para novos atendimentos no SUS após outros casos de violência. "A violência contra a mulher é mais sistemática e repetitiva do que a que acontece contra os homens. Esse nível de recorrência da violência deveria ter gerado mecanismos de prevenção, o que não parece ter acontecido", diz Waiselfisz. Para a secretária nacional de Direitos Humanos, Flávia Piovesan, "é fundamental trabalhar em educação e capacitação dos operadores da segurança pública e da Justiça para que entendam que a violência contra a mulher é gravíssima violação contra os direitos humanos". Ao Estado, ela afirmou também que são necessárias três linhas de enfrentamento do problema. "Precisamos adotar medidas eficazes no que se refere ao dever do Estado de investigar, processar e punir essas violações sob a perspectiva de gênero; adotar todas as medidas para dar total e integral apoio e assistência às vítimas; e adotar medidas preventivas, fomentando educação com parâmetros não sexistas e igualitários. Isso é o mais difícil", diz Flávia. Para a promotora paulista especialista em combate à violência doméstica Silvia Chakian, a solução passa pelo combate à impunidade dos agressores, mas também exige medidas educativas.
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(Foto: Reprodução)
O ex-presidente do PSDB de Minas Gerais Narcio Rodrigues, que foi secretário no governo do hoje senador Antonio Anastasia (PSDB), foi preso nesta segunda-feira (30), em Belo Horizonte. Ele foi levado pela manhã para prestar depoimento à Promotoria de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG). O tucano é investigado em operação deflagrada pelo MP, Polícia Federal e Polícia Militar. Ex-deputado federal, Narcio foi secretário de Ciência e Tecnologia de Antonio Anastasia entre 2011 e 2014. A operação teria como objetivo investigar suposto desvio de recursos para a construção do Centro Internacional de Educação, Capacitação e Pesquisa Aplicada em Águas (Hidroex), erguido pelo governo de Minas em Frutal, no Triângulo Mineiro, cidade natal e reduto eleitoral de Rodrigues. A autorização para o início das atividades do centro foi assinada pelo então governador Aécio Neves, atual senador por Minas e presidente nacional do PSDB, em fevereiro de 2010. O filho de Narcio Rodrigues, o deputado federal Caio Narcio, acompanhou o pai no MP. O parlamentar não atendeu às ligações feitas pela reportagem. Na votação pelo impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff na Câmara, Caio Narcio votou a favor da admissão do pedido contra a petista, levantou a bandeira do Brasil e fez o seguinte discurso: "Por um Brasil onde meu pai e meu avô diziam que decência e honestidade não era possibilidade. Era obrigação. Por um Brasil onde os brasileiros tenham decência e honestidade. Por Minas, pelo Brasil, para os jovens que estão lá fora nas ruas, verás que um filho teu não foge à luta". Em seguida, disse "sim" e beijou a bandeira nacional.
- Folha de S.Paulo
- 30 Mai 2016
- 15:55h
(Foto: Reprodução)
Em entrevista coletiva na tarde desta segunda (30), a delegada Cristiana Bento, que assumiu neste domingo (29) as investigações do caso do estupro da adolescente de 16 anos, afirmou não ter dúvida de que o crime aconteceu. "A minha convicção a é de que houve estupro. Está lá no vídeo, que mostra um rapaz manipulando a menina. O estupro está provado. O que eu quero agora é verificar a extensão desse estupro, quantas pessoas praticaram esse crime", disse a delegada. Titular da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), Cristiana alegou que o processo está em segredo de Justiça, motivo por que não daria acesso às declarações prestadas pela vítima e pelos suspeitos. Ela afirmou ter pedido a prisão temporária de seis suspeitos de envolvimento no crime "para que possamos investigar com mais calma" e afirmou que já havia indícios suficientes para justificar o pedido. "O vídeo prova o abuso sexual.
Além do depoimento da vítima." Além da delegada, participaram da entrevista o chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso, e Adriane Rego, diretora do Instituto MédicoLegal (IML), órgão responsável pelo exame físico da garota cinco dias após o crime. Segundo os policiais, a perícia técnica do IML ficou prejudicada por conta do tempo decorrido entre o crime e o exame. "Não foram colhidos indícios de violência, o que não quer dizer que ela não aconteceu", disse o chefe da Polícia Civil. A diretora do IML afirmou que os peritos procuraram material biológico dos estupradores no corpo da vítima e não encontraram. Diversos fatores, segundo ela, interferem nessa questão, desde o uso de preservativos até o tempo decorrido para o exame. "O prazo de cinco dias dificulta muita coisa. Quanto mais próximo da violência for o exame, mais fácil é a gente detectar qualquer vestígio. O corpo tem reações que são muito fugazes, desaparecem rapidamente. Então, quanto mais próximo da lesão for o exame, maiores as chances de produzir provas técnicas", disse Adriane Rego. "Os vestígios se perderam em razão dos vários dias que se passaram. Mas a polícia não pode afirmar que não houve lesão só porque o laudo não constatou", afirmou. A delegada Cristiana relativizou a importância do laudo. "Nos crimes sexuais, o exame de corpo de delito é importante, mas não é determinante. Às vezes há lesão, mas foi consentida pela vítima. E pode acontecer de ter havido estupro mesmo não tendo havido lesão." A policial aventou uma outra possibilidade para a falta de vestígios no corpo da adolescente: "Como ela estava desacordada, não vai haver lesão porque ela não ofereceu resistência. Por isso o laudo não é determinante."
CAÇA AOS TRAFICANTES
Segundo a delegada, um dos seis suspeitos que estão sendo procurados pelo crime já foi encontrado e está sendo encaminhado à delegacia. Raí de Souza se entregou à polícia na tarde desta segundafeira (30). Os outros cinco estão foragidos e alguns deles não estavam nos endereços que comunicaram à polícia em seus depoimentos. O chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso, afirmou que os policiais vão prender "qualquer pessoa que tenha envolvimento com o tráfico naquela comunidade, esteja lá ou em outras". "Independentemente da investigação pelo envolvimento com o tráfico, há o interesse de que sejam investigadas e ouvidas nessa investigação comandada pela doutora Cristiana.
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(Foto: Reprodução)
O Ministério da Fazenda autorizou nesta segunda-feira (30) a contratação, pela Bahia, de crédito externo de U$ 200 milhões, destinados ao programa de manutenção de rodovias. A informação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU). O senador Walter Pinheiro (sem partido-BA), licenciado para assumir a secretaria de Educação do Estado, atuou para dar celeridade a tramitação da matéria no plenário do Senado. Com a aprovação do texto, a liberação do empréstimo do montante junto ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird) é garantida pelo governo federal. Os recursos serão usados na segunda etapa do Programa de Restauração e Manutenção de Rodovias Estaduais da Bahia (Premar). “É importante por dois aspectos: Primeiro, porque a gente faz uma injeção de recursos no estado gerando trabalho e renda, portanto, movimentando a atividade econômica numa área que emprega muita mão-de-obra. E, segundo, que você entra com a providência de uma das questões fundamentais que são corredores de transporte tanto para as pessoas quando para o escoamento da produção”, explica o congressista.
(Foto: Reprodução)
O laudo da perícia referente ao caso de estupro coletivo de uma menina de 16 anos, ocorrido na última semana no Rio de Janeiro, não apontou indícios de violência. A informação foi divulgada pelo programa Bom Dia Rio, da TV Globo, nesta segunda-feira (30). De acordo com o jornal, o resultado foi influenciado pela demora da vítima em registrar o caso na Polícia Civil e realizar o exame de corpo de delito. O laudo será divulgado oficialmente na tarde desta segunda-feira (30). A Polícia Civil realiza buscas desde a madrugada desta segunda (30) para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra seis suspeitos de participar do abuso sexual. O crime ocorreu no Morro do Barão, na Praça Seca, zona oeste do Rio de Janeiro. A ação é coordenada pela delegada Cristiana Onorato, da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), e pelo diretor do Departamento Geral de Polícia Especializada, Ronaldo de Oliveira.
Polícia Civil faz operação para prender suspeitos de estupro no Rio
A Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav) deflagra nesta segunda-feira (30) uma operação policial para cumprir seis mandados de prisão e de busca e apreensão de aparelhos celulares e computadores expedidos na investigação do crime sofrido por uma adolescente de 16 anos, no Morro São José Operário, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. Entre os procurados pela polícia estão Lucas Perdomo Duarte Santos, de 20 anos, o jogador do time de futebol Boa Vista, apontado como namorado da vítima, Raí de Souza, que admitiu ser o autor do vídeo onde a jovem aparece desacordada e o mesmo que aparece acenando para as câmeras de TV na entrada da delegacia, Marcelo Miranda Correa, suspeito de divulgar as imagens, Raphael Assis Duarte Belo, que aparece em uma foto fazendo selfie com a jovem desacordada na cama, Sérgio Luiz da Silva Júnior, o Da Rússia, apontado como chefe do tráfico no Morro do Barão, e Michel Brasil da Silva, também suspeito de divulgar o vídeo. Além de mandados de prisão, a polícia também cumpre mandados de busca e apreensão na casa dos suspeitos. As buscas são realizadas na Cidade de Deus, Taquara, Recreio, Favela do Rola e Praça Seca.
A Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav) deflagra nesta segunda-feira (30) uma operação policial para cumprir seis mandados de prisão e de busca e apreensão de aparelhos celulares e compu
Segundo os agentes que participam da ação, Lucas não foi encontrado no endereço que ele informou durante depoimento na Delegacia de Combate aios Crimes de Informática (DRCI). Diversas delegacias dão apoio. A operação é coordenada pelos delegados Cristiana Bento, da Dcav, que assumiu as investigações neste domingo, e Ronaldo Oliveira, diretor do Departamento Geral de Polícia Especializada. O advogado do suspeito Marcelo Miranda informou que os policiais estavam na Cidade de Deus e já tinham ido até a casa de seu cliente, que ainda não havia sido localizado às 7h45 desta segunda. Em entrevista para o Fantástico, a adolescente contou que sofre ameaças e disse que se sentiu desrespeitada na delegacia onde prestou depoimento. "O próprio delegado me culpou", afirmou, ressaltando que pediu para que o depoimento ao delegado-titular da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI), Alessandro Thiers, fosse interrompido.“O próprio delegado me culpou. Quando eu fui à delegacia eu não me senti à vontade em nenhum momento. Eu acho que é por isso que muitas mulheres não fazem denúncias. Tentaram me incriminar, como se eu tivesse culpa por ser estuprada”, relatou a menor, que afirma que chegou a pedir para que o depoimento fosse interrompido.
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- Estadão Conteúdo
- 30 Mai 2016
- 06:58h
Presidente em exercício Michel Temer | Foto: Reprodução / TV Globo
Aos 7 anos de idade, completados em 2 de maio, Michel Miguel Elias Temer Lulia Filho, mais conhecido como Michelzinho, é proprietário de pelo menos dois imóveis cujos valores somados superam R$ 2 milhões. O pai, Michel Miguel Elias Temer Lulia, de 75 anos, presidente em exercício da República, passou para o nome do único herdeiro do seu casamento com Marcela Temer dois conjuntos comerciais que abrigam seu escritório político em São Paulo. Localizados no Edifício Lugano, no Itaim-Bibi, zona sul da capital paulista, cada conjunto tem 196 m² e valor venal de R$ 1.024.802, segundo a Prefeitura de São Paulo – os dados são públicos e podem ser consultados na internet. O valor de mercado costuma ser de 20% a 40% mais alto do que o valor de referência usado pela Prefeitura para calcular o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Mesmo assim, na declaração de bens que Temer apresentou à Justiça Eleitoral em 2014, cada conjunto é avaliado em apenas R$ 190 mil. Isso é comum nas declarações de políticos, pois os imóveis costumam ser declarados pelo valor de quando foram comprados. A legislação não obriga a atualização do valor.
Líder do PSDB, Cássio Cunha Lima (PB) | Foto: Divulgação
Líderes dos sete maiores partidos do Congresso não querem se comprometer com a pauta econômica do presidente em exercício Michel Temer, principalmente em relação às duas medidas prioritárias: o teto dos gastos públicos e a reforma da Previdência. Apesar de reconhecerem a necessidade dos projetos, eles dizem ser necessário discutir mudanças nas propostas. A resistência existe até nas bancadas do PMDB, partido do qual Temer é presidente licenciado. Os líderes ouvidos pelo Estado representam 326 deputados e 58 senadores, o equivalente a aproximadamente dois terços de cada Casa. O número é superior aos três quintos da Câmara (308) e do Senado (48), quantidade necessária de votos para aprovar Propostas de Emenda à Constituição (PEC), que é o caso dos principais projetos econômicos de Temer. No caso da PEC do teto fiscal, segundo o ministro Henrique Meirelles (Fazenda), a medida limitará gastos com Saúde e Educação, medida que não agrada aos líderes de PP, PR, PSD e DEM na Câmara, que disseram que vão “estudar a proposta”. No Senado, o líder do PSDB, Cássio Cunha Lima (PB), sugeriu que a proposta seja modificada. “A função do Estado está muito vinculada a educação, saúde e segurança, são as três grandes demandas da população. Seria possível encontrar um mecanismo para preservar esses setores, mesmo que se exijam cortes maiores em outras áreas”, afirmou o tucano, que diz concordar com o teto fiscal em si, mas defende mudanças na proposta original.
(Foto: Divulgação)
Uma resolução publicada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) nesta sexta-feira (27) determina que todos os carros em circulação no Brasil tenham placas no padrão do Mercosul até 2020. De acordo com a publicação, a medida já valerá para carros zero-quilômetro a partir de 2017. A nova placa foi definida em consenso pelos países membros do Mercosul. Ela possui fundo branco e margem superior azul. Do lado esquerdo, haverá o logotipo do bloco econômico, enquanto ao lado direito virá a bandeira do país de origem. O objetivo da mudança é coibir possíveis clonagens de veículos.
(Foto: Reprodução)
A OMS (Organização Mundial de Saúde) informou nesta sextafeira (27) que "cancelar ou mudar o local de realização dos Jogos Olímpicos de 2016 não vai alterar significativamente a propagação internacional do vírus da zika". A declaração ocorreu em resposta à divulgação de uma carta enviada à organização e assinada por 150 cientistas de diferentes partes do mundo. Eles pedem que a realização da Olimpíada seja adiada ou transferida do Rio de Janeiro para outro local devido ao surto de zika, "em nome da saúde pública". Para os especialistas, as descobertas recentes sobre o zika tornam "antiética" a manutenção dos Jogos no Rio. Entre os signatários estão Philip Rubin, consultor científico da Casa Branca, médicos e especialistas em ética médica de instituições como as universidades de Oxford, no Reino Unido, e Harvard e Yale, nos Estados Unidos. Para a OMS, porém, "não há nenhuma justificativa de saúde pública para adiar ou cancelar os Jogos" com base na avaliação atual do vírus da zika. "A OMS continuará monitorando a situação e atualizando as recomendações, se necessário", informou a organização, em nota. Ao todo, cerca de 60 países registram transmissão do vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. "Pessoas continuam a viajar entre esses países e territórios por diversas razões. A melhor forma de reduzir os riscos de infecção é seguir as recomendações direcionadas aos viajantes", afirma a OMS. A organização mantém a recomendação de que grávidas não viajem para áreas de transmissão do vírus, o que inclui o Rio de Janeiro. Desde outubro de 2015, o vírus tem sido relacionado no Brasil à ocorrência de complicações em bebês, como a microcefalia, quadro que indica a possibilidade de uma má formação no cérebro durante a gestação. Para diminuir os riscos, a OMS orienta que parceiros sexuais das gestantes que retornarem de áreas com circulação do vírus sejam aconselhados "a praticar sexo seguro ou abstinência durante toda a gravidez".
A medida ocorre devido ao número crescente de estudos que apontam também para a transmissão sexual do vírus da zika. RECOMENDAÇÕES Em meio à polêmica sobre a recomendação do grupo de cientistas em relação à Olimpíada, a OMS voltou a reforçar algumas orientações a turistas e atletas que pretendem viajar para o evento. A primeira é que seja feita uma consulta a um profissional de saúde antes da viagem, além de seguir as orientações das autoridades de saúde do país. Outras medidas são usar repelentes "sempre que possível" durante o dia, além de vestir roupas que cubram o corpo para se proteger de picadas de mosquitos. O uso de preservativo em relações sexuais também é recomendado, "ou se abster de sexo durante a estadia e por, pelo menos, quatro semanas após seu retorno, particularmente se apresentaram ou apresentam sintomas de infecção pelo vírus da zika", diz a organização. Os turistas devem optar por acomodações com ar condicionado, o que permite manter as janelas fechadas, e evitar visitas a áreas sem água encanada e com problemas de saneamento, cenário que aumenta a possibilidade de haver focos do mosquito no local, informa a OMS.
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- Último segundo
- 28 Mai 2016
- 20:04h
(Foto: Reprodução)
O ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, afirmou nesta sexta-feira (27) em entrevista que o estupro coletivo sofrido por uma adolescente de 16 anos na zona oeste do Rio fere a dignidade de todas as mulheres. Segundo ele, por determinação direta do presidente em exercício Michel Temer (PMDB), a Polícia Federal está à disposição para ajudar no caso."Esse é um atentado à dignidade não só da vítima, mas à de todas as mulheres", afirmou Moraes, que neste momento concede entrevista coletiva ao lado do secretário de Estado de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame. O ministro viajou especialmente para tratar do caso. Beltrame também disse que o crime é uma agressão a todos os cidadãos. "Seja lá com o auxílio de quem for, não vamos permitir que um crime desse tipo fique impune", disse o secretário. "Não vamos deixar passar em branco.. Neste momento, segundo o secretário de Segurança, a polícia realiza uma operação no morro da Barão, onde a adolescente foi estuprada no último final de semana. Até a tarde desta sexta-feira, a polícia havia identificado quatro homens envolvidos, seja por participação direta no ato ou pela divulgação das imagens. Porém, as autoridades não haviam pedido a prisão de nenhum deles.
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O presidente da Câmara afastado, deputado Eduardo Cunha (PMDBRJ), entrou com queixacrime no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado Jean Wyllys (PSOLRJ) por calúnia, difamação e injúria com base no que disse o parlamentar durante a sessão na Casa que deu continuidade ao processo de impeachment contra a presidente afastada Dilma Rousseff. De acordo com Cunha, Wyllys teria cometido crimes contra sua honra durante a sessão plenária de 17 de abril, quando o chamou de "ladrão" ao votar contra a admissibilidade do processo de impeachment. "Eu quero dizer que eu estou constrangido de participar dessa farsa sexista, dessa eleição indireta, conduzida por um ladrão, urgida por um traidor, conspirador, apoiada por torturadores, covardes, analfabetos políticos e vendidos", disse Wyllys na sessão. A defesa do peemedebista alega que o deputado do PSOL tinha "claro intuito de levantar dúvida quanto à regularidade das suas condutas utilizandose premeditadamente de
momento de grande atenção sobre as atividades do parlamento brasileiro para ofendêlo". "O querelado (Wyllys), sem sombra de dúvidas, pretendia imputar ao ofendido (Cunha) fato criminoso que sabia não ter ocorrido, tanto que afirmou que seria um conspirador, vendido, que estaria conduzindo uma eleição indireta, tudo no intuito de transmitir a ideia de que, conjuntamente com pessoas que praticariam tortura, estaria praticando um 'golpe'", escrevem os advogados do deputado afastado na peça. De acordo com o documento, as ofensas de Wyllys a Cunha excedem os direitos à liberdade de expressão, de opinião e de crítica assegurados pela Constituição e extrapolam a imunidade parlamentar. Para o peemedebista, a prerrogativa que assegura aos congressistas ampla liberdade "não pode ser banalizada a ponto de ser entendida como uma 'carta branca' conferida ao parlamentar para que ofenda covarde e gratuitamente outras pessoas, inclusive publicamente". Para evitar "celeumas ainda maiores, tais quais enfrentamentos físicos que são rotineiramente noticiados pela imprensa internacional", a peça de Cunha ainda cobra do Supremo uma providência "diante dos lamentáveis acontecimentos verificados no âmbito do parlamento brasileiro para coibir excessos trazidos a efeito por parlamentares que se aproveitam de suas prerrogativas para praticar crimes, o que é muito mais grave do que uma quebra de decoro parlamentar". Os defensores de Cunha ainda mencionam a cusparada que Wyllys deu no deputado Jair Bolsonaro (PSCRJ) logo após votar contra o impeachment de Dilma. Durante a votação do dia 17 de abril, Cunha foi criticado por diversos adversários e anunciou que iria estudar medidas cabíveis para se defender. O pedido contra Wyllys, no entanto, foi o primeiro a chegar ao STF e está sob a relatoria do ministro Gilmar Mendes. "Embora vários parlamentares tenham manifestado inconformismo ou irresignação com a condução da votação do impeachment da então presidente da República, inclusive dirigindo críticas ao ofendido (Cunha), este somente cuidou de propor ação penal contra quem tenha o feito de maneira verdadeiramente ofensiva", justifica a defesa do peemedebista. Em nota, a assessoria de Wyllys acusa Cunha de "mais uma manobra desesperada para calar denúncias". O deputado afirma não ter dito nenhuma mentira sobre o seu adversário, que tem como base a denúncia no âmbito da Lava Jato contra o peemedebista. "Ser processado por Eduardo Cunha é um elogio que o enche de orgulho. O deputado não vai se calar nem permitirá que o réu o intimide ou ameace e continuará denunciando o golpe e defendendo a democracia como tem feito até agora", diz o comunicado.
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(Foto: Reprodução)
Médicos brasileiros formados no exterior têm até o dia 1º de junho para se elegerem para uma das 282 vagas do Mais Médicos que não foram preenchidas por profissionais com diploma emitido no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, apesar das vagas remanescentes, os médicos com registro brasileiro, que possuem prioridade nas inscrições, ocuparam 79,5% das vagas ofertadas. Os interessados devem entregar a documentação na sede do Ministério da Saúde, em Brasília, para análise. A previsão é que no dia 13 de junho a pasta divulgue as inscrições validadas. Depois, os profissionais formados no exterior devem escolher os municípios de preferência entre os que tenham vagas disponíveis, nos dias 22 e 23 de junho. Caso sobrem vagas depois desta etapa da seleção, serão abertas inscrições para médicos estrangeiros formados no exterior. Criado no governo da presidente afastada Dilma Rousseff, em 2013, o Mais Médicos conta com 18.240 médicos em 4.058 municípios e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), levando assistência para cerca de 63 milhões de pessoas. Somando com os residentes em Medicina de Família e Comunidade, esse número chega a 65 milhões de brasileiros beneficiados.
(Divulgação)
Nos últimos três dias, no Facebook, usuários promoveram uma campanha contra a violência sexual com o uso de um avatar (imagem principal do perfil) que diz “Eu luto pelo fim da cultura do estupro”. Páginas de políticos, como a da presidente afastada Dilma Rousseff, e de jornais como o CORREIO, também passaram a usar o avatar. No Twitter, a hashtag #EstuproNãoÉCulpadaVítima foi o segundo assunto mais comentado do Brasil, com 174 mil tweets publicados. Mas, afinal, o que significa “cultura do estupro”? Pois, o termo vem do inglês (‘rape culture’), surgiu na década de 1970 e foi cunhado pelas feministas dos Estados Unidos. O objetivo era mostrar como a sociedade culpava as próprias vítimas da violência sexual por terem sofrido a agressão, tornando “normal” a violência contra a mulher. “À medida em que o corpo da mulher é objetificado, que você considera a mulher uma propriedade do homem, por omissão, você termina sendo conivente. Essa cultura do estupro é o que deixa essas coisas aconteceram, porque fecha os olhos. A impunidade em relação aos estupradores termina legitimando esse tipo de comportamento, já que não há nenhuma sanção em relação a isso”, explica a professora da Ufba Márcia Tavares, integrante do Núcleo de Estudos Interdisciplinares da Mulher (Neim) e coordenadora do Observatório da Lei Maria da Penha. Segundo a pesquisadora, a cultura do estupro faz parte da maneira como os homens são educados na sociedade. “É o que faz com que eles achem que, se está com decote, se está sozinha em um bar, é porque está pedindo. Então (as pessoas) não veem (o estupro) como errado, mas como uma punição merecida, acreditam que ela buscou isso”. Por isso, é preciso discutir igualdade de gênero desde as escolas. “A discussão não defende esse ou aquele comportamento sexual, ela defende o respeito”, concluiu.