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Cena de sexo entre Caio Blat e Ricardo Pereira em 'Liberdade, Liberdade' já foi gravada (Foto: Raphael Dias/TV Globo)
As cenas que mostram a noite de amor entre os personagens de Caio Blat e Ricardo Pereira, na novela 'Liberdade, Liberdade', já foram gravadas. A sequência vai ao ar na próxima terça-feira, dia 12 de julho. Segundo informações de bastidores, os atores envolvidos nas filmagens comemoraram o fato de fazerem história na televisão brasileira, já que se trata da primeira cena de sexo entre homens na teledramaturgia. "A intenção foi mostrar a força do amor que explodiu ali, mas que já estava quase explodindo há muito tempo. Acho que a gente tem a tendência de falar e pensar muito sobre a cena. Ali na gravação, no entanto, o que menos interessava era a gente pensar no texto ou na marcação. A gente queria viver aquele momento e tentar mostrar este conflito de, na época, eles não poderem viver isso publicamente", disse Ricardo, em entrevista ao 'Gshow'. Caio reforçou as palavras do companheiro de cena: "é m prazer poder apresentar uma história assim, mostrar o sofrimento de tantas pessoas que precisam se esconder por causa do preconceito e mostrar como é difícil esconder quem você é e o que você sente". À publicação, o diretor Vinícius Coimbra comentou que o drama sofrido pelos personagens vai além deles dois. "Eu sempre me pergunto como deve ser difícil você não poder ser quem você é e, de alguma forma, você ter que se reprimir perante a sociedade ou pela sua cor, ou pela escolha sexual, ou pela religião". "Eu acho que em diversas partes do mundo as pessoas sofrem com isso. Eu tentei buscar nesta cena a identificação com o público para que o próprio público pensasse sobre o tipo de repressão que sente", adiantou.
- Marcela Mattos, de Brasília
- 05 Jul 2016
- 18:13h
Senado abre pregão para locação do "muro do impeachment", que custará mais de 200 mil reais(Alan Marques/Folhapress)
Faltando pouco mais de um mês para a votação do impeachment de Dilma Rousseff, o Senado abriu nesta terça-feira pregão para a locação de grades de alambrado, painel metálico e grade de barricada de contenção de público - o já conhecido "muro do impeachment", destinado a dividir a Esplanada dos Ministérios entre manifestantes contrários e favoráveis à ação por crime de responsabilidade contra a presidente afastada. O valor estimado para a contratação, conforme o edital, é de 224.500 reais. A justificativa para a licitação, que prevê painéis de 2,2 metros de altura, é a grande mobilização popular ocorrida "em virtude do cenário político atual". "Impende frisar que a presença de grupos antagônicos (favoráveis e contrários ao impeachment) aumenta consideravelmente o risco de ocorrências graves, o que majora na mesma proporção o risco de interferência nos trabalhos legislativos e de eventos danosos ao patrimônio e às pessoas presentes no Congresso Nacional", explica o edital. ()
Brasileira atingiu o topo do Everest na quinta-feira (Foto: Thais Amadei Pegoraro/ Arquivo pessoal )
Depois de chegar ao lugar mais alto da Terra, o cume do Everest com 8.844 metros, a bauruense Thais Amadei Pegoraro cumpriu mais um desafio. A montanhista escalou os sete pontos mais altos nos cinco continentes e na Antártida em tempo recorde entre os sete brasileiros que já cumpriram esse desafio. O último cume que faltava, após o Everest, era a montanha Carstensz, que fica na província de Papua, na Nova Guiné, ponto mais alto da Oceania, com 4.884 metros. Desafio que ela cumpriu na noite do último domingo (3), horário do Brasil e já segunda-feira (4) de manhã na Nova Guiné. Em exatos um ano e 9 dias, Thais escalou sete montanhas, além do Everest, que ela chegou ao topo no dia no dia 19 de maio e a última na Nova Guiné, a bauruense chegou ao cume de outras cinco montanhas: Kilimanjaro, no Kênia, com 5.895 metros; Elbrus, na Rússia, com 5.642 metros; Vinson, na Antártida, com 4.892 metros; McKinley, na Áustria, com 6.194 e; Aconcagua, na Argentina, com 6.961 metros. Ainda de acordo com a tia, Thaís deve chegar ao Brasil no dia 13 de julho. Atualmente, a advogada e coach mora no Rio de Janeiro, mas esteve em Bauru no começo de junho após escalar o Everest. Na oportunidade, ela conversou com o G1 sobre o desafio de escalar o topo mais alto do planeta, ainda mais em uma temporada que registrou cinco mortes de montanhistas e após duas tragédias que impediram a subida de alpinistas por dois anos no Everest. “A experiência no Everest nessa temporada foi muito rica, muito fluída perto dos acidentes dos dois últimos anos e ainda que a gente tenha recebido a notícia da morte de cinco pessoas, eles não faziam parte do nosso grupo e aparentemente morreram por causa de fadiga. Ainda que a fadiga não seja a principal causa de morte aqui no Everest, ela acontece por vários fatores seja pela altitude de ataque ao cume, pela fila de pessoas que tentaram chegar ao topo, que faz com que a gente fique parado muito tempo, aguardando as pessoas caminharem, às vezes em arestas, em locais muito expostos”, disse.
(Foto: Veja OnLine)
O juiz federal Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, defendeu vigorosamente a necessidade da prisão preventiva como instrumento para coibir a corrupção. Para o magistrado, os malfeitos em série se tornaram rotina no País porque poucas vezes foram decretadas prisões em caráter preventivo dos investigados. “Embora o Judiciário seja o guardião das liberdades fundamentais, também tem o dever de proteger vítimas de crimes, indivíduos e toda a sociedade, da reiteração delitiva, máxime em um quadro, em cognição sumária, grave de corrupção sistêmica”, escreveu Moro no despacho em que autorizou a Operação Abismo, 31.º desdobramento da Lava Jato, que pegou o ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira. “É possível, aliás, afirmar que uma das causas prováveis do agravamento e da proliferação de práticas corruptas entre nós tenha sido a falta de tomada, como regra geral, de medidas mais sérias para prevenilas, entre elas a prisão preventiva, quando presentes boas provas de autoria e materialidade de condutas criminais graves, para impedir reiteração criminosa”, alertou o juiz. As palavras de Moro batem de frente com o discurso reiterado de alguns dos maiores e mais respeitados criminalistas do País, advogados que veem ‘excessos’ do Judiciário desde que a Lava Jato explodiu, em março de 2014.
- Estadão Conteúdo
- 05 Jul 2016
- 07:32h
Turbulência, Custo Brasil, Recomeço, Boca Livre, Saqueador, Tabela Periódica, Sépsis e Abismo são as operações (Foto: Divulgação)
Nos últimos 15 dias, a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Receita Federal deflagraram oito grandes operações contra a corrupção no País. Além do foco de combater o desvio de dinheiro público, as Operações Turbulência, Custo Brasil, Recomeço, Boca Livre, Saqueador, Tabela Periódica, Sépsis e Abismo têm em comum o fato de serem, direta ou indiretamente, frutos da Lava Jato, que apura, principalmente, corrupção e desvios na Petrobrás. Prestes a completar dois anos e quatro meses, a Lava Jato, sob tutela do juiz federal Sérgio Moro, que conduz as investigações na primeira instância da Justiça, conseguiu amealhar uma quantidade de informações que têm subsidiado outras investigações – hibernadas ou em ritmo lento – pelos Estados. Diretamente, além da Operação Abismo, que é a 31.ª fase patrocinada pela força-tarefa de Curitiba, a Turbulência, a Custo Brasil e a Tabela Periódica se valeram de provas colhidas nos autos que investigam o cartel de empreiteiras acusadas de fraudar contratos bilionários na Petrobrás. A Abismo apura fraudes em licitações das obras do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento (Cenpes) da Petrobrás, no Rio. A Recomeço, fraudes em fundos de pensão.
(Foto: Reprodução)
Apenas três dos 14 presos durante a Operação Boca Livre, deflagrada na semana passada, permanecem sob custódia. Segundo a Polícia Federal, os acusados tiveram as prisões provisórias convertidas em prisões preventivas, enquanto os demais foram liberados neste domingo (3), com o esgotamento do tempo de detenção. A Boca Livre apura um esquema que, de acordo com as investigações, desviou R$ 180 milhões com fraudes na Lei Rouanet desde 2001. A ação investiga mais de dez empresas patrocinadoras que trabalharam com o grupo. Estima-se que mais de 250 projetos tiveram recursos desviados. As empresas recebiam os valores captados com a lei e ainda faturavam com a dedução fiscal do Imposto de Renda. De acordo com a Agência Brasil, a organização apresentava projetos ao Ministério da Cultura e à Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo para a aprovação e utilização de verbas de incentivo fiscal previstas na Lei Rouanet. As investigações mostram que os recursos foram usados para custear eventos corporativos, shows com artistas famosos em festas privadas para grandes empresas, livros institucionais e até mesmo festa de casamento, segundo o Ministério da Transparência. O processo tramita sob segredo judicial na 3ª Vara Federal Criminal em São Paulo.
(Foto: Reprodução)
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) afirma que aumentou em 46% o número de travestis e transexuais que utilizarão o nome social no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2016. Ao todo, 408 pessoas tiveram a solicitação atendida, segundo o Inep. Na edição anterior, foram 278. Ao todo, o órgão recebeu 842 solicitações. Destas, 434 foram reprovadas porque os interessados não encaminharam a documentação, conforme exigia o edital do exame. Para usar o nome social, o participante precisava fazer a inscrição no mesmo período que os demais candidatos. Depois, entre 1º de junho e 8 de junho, o pedido deveria ser formalizado pela internet, com o preenchimento de formulário e envio de foto recente e cópia de documento de identificação. A possibilidade de uso do nome social ocorreu pela primeira vez em 2014, quando foram feitos 102 pedidos. São Paulo lidera as inscrições por Estados, somando 180 inscrições, seguido de Minas Gerais, com 37 inscrições e Rio de Janeiro, com 35. Apenas o Acre não teve nenhuma inscrição tanto em 2015 quanto em 2016. O Enem 2016 teve 8,647 milhões de inscrições confirmadas. Em 2015, o número de inscrições chegou a 7,7 milhões.
(Foto: Reprodução)
Alvo da 31ª fase da Lava Jato, o Consórcio Novo Cenpes pagou R$ 39 milhões em propina para conseguir um contrato na Petrobras entre 2007 e 2012, afirmou o procurador da República Julio Carlos Motta Noronha, em entrevista à imprensa nesta segunda-feira (4), em Curitiba. As empresas envolvidas no esquema construíram o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), no Rio de Janeiro. O consórcio foi formado pela OAS, Carioca Engenharia, Construbase Engenharia, Shahin Engenharia e Construcap CCPS Engenharia. Noronha afirmou que o grupo de empreiteiras formou um cartel e acertou o preço da licitação, mas a WTorre decidiu participar da disputa, oferecendo um valor menor pela obra. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), R$ 18 milhões foram pagos para que a WTorre desistisse da licitação. "Uma empresa recebe R$ 18 milhões para não fazer absolutamente nada", disse Roberson Henrique Pozzobon, procurador do MPF. Após uma renegociação de preços, a Petrobras e o consórcio fecharam o contrato, em 2008. "Um contrato que começou com valor de R$ 850 milhões terminou com valor superior a R$ 1 bilhão", disse o procurador da República.
(Foto: Reprodução)
Após desaparecer no último sábado (2), o jornalista Jorge Kajuru reapareceu. A assessoria de imprensa de Kajuru informou que ele entrou em contato, mas não informou o motivo do sumiço. O jornalista postou algumas mensagens em seu perfil no Facebook e no Twitter durante a madrugada, e comentou as críticas feitas a ele por internautas: "Grato Deus, Abel, Jussara, Claudio, policiais Neto, e Michel e Alexandre. Vou depor tudo hoje no MP aos Drs. Krebs e Mário Lúcio. Nada é", "Por mais q devo e agradeço aos amigos da imprensa, primeiro vou contar detalhes pra justiça e sem show. Vida!" e "Duro é passar o que passei, e ter que ouvir certos comentários aqui. Mas nada mais me derruba, nem a morte, Bj aos de bem". Ainda segundo a assessoria, o jornalista afirmou que irá prestar informações à polícia sobre o que aconteceu. Kajuru estava sob proteção policial desde novembro de 2015, após revelar um esquema de corrupção entre funcionários do Detran e parlamentares de Goiás.
(Foto: Reprodução)
A Polícia Federal deflagrou a Operação Abismo, 31ª fase da Lava Jato, nesta segunda-feira, 4. A ação cumpre 23 mandados de busca e apreensão e 1 de prisão preventiva, 4 custódias temporárias e 7 conduções coercitivas - quando o investigado é levado para depor e liberado - em São Paulo, no Rio e em Brasília.O alvo principal é Paulo Ferreira, ex-tesoureiro do PT, que já está preso, contra quem foi expedido mandado de prisão preventiva. Paulo Ferreira foi capturado na Operação Custo Brasil, que mirou o ex-ministro Paulo Bernardo.
(Foto: Reprodução)
Pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira (1º) mostra os seguintes percentuais de avaliação do governo do presidente em exercício, Michel Temer (PMDB):
- Ótimo/bom: 13%
- Regular: 36%
- Ruim/péssimo: 39%
- Não sabe: 13%
Segundo a CNI, a soma dos percentuais não iguala 100% em decorrência do arredondamento. O levantamento do Ibope, encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), foi realizado entre os dias 24 e 27 deste mês e ouviu 2.002 pessoas, em 141 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Esta é a primeira pesquisa CNI/Ibope divulgada após o afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT), em 12 de maio, em razão do processo de impeachment que ela enfrenta no Congresso Nacional. No levantamento anterior, de 30 de março,a petista aparecia com a aprovação de 10% dos entrevistados, enquanto 69% a desaprovavam e 19% consideravam a gestão dela regular. O nível de confiança da pesquisa divulgada nesta sexta, segundo a CNI, é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%.
Comparação com governo Dilma
A pesquisa Ibope também pediu aos entrevistados que comparassem as gestões de Temer e Dilma na Presidência da República. Segundo o levantamento, 23% dos entrevistados consideram o governo do peemedebista melhor; 44%, igual; 25%, pior; e 8% não souberam ou não responderam. Sobre as perspectivas em relação ao "restante do governo", que avaliou as expectativas dos entrevistados sobre os próximos meses de Temer no Planalto, 24% responderam "ótimo/bom"; 32%, "regular"; 35%, "ruim/péssimo"; e 9% não souberam ou não responderam.
'Maneira de governar'
A pesquisa divulgada também avaliou a opinião dos entrevistados sobre “a maneira de governar” do presidente em exercício:
- aprovam: 31%
- desaprovam: 53%
- não souberam ou não responderam: 16%
No levantamento de março, 14% aprovavam a maneira de governar de Dilma, enquanto 82% desaprovavam.
Confiança
Outro ponto questionado pelo Ibope foi sobre a "confiança" dos entrevistados em relação ao presidente em exercício. De acordo com a pesquisa divulgada nesta sexta, 27% dos entrevistados disseram confiar em Temer, enquanto 66% afirmaram não confiar; 7% não souberam ou não responderam.
Notícias
O Ibope indagou o noticiário em relação ao governo Temer. Para 18% dos entrevistados, as notícias foram "mais favoráveis" no período, enquanto 25% as avaliaram como "nem favoráveis nem desfavoráveis". Para 40%, foram "mais desfavoráveis", e 17% não souberam ou não responderam. O levantamento ainda traz as notícias mais lembradas pelos entrevistados (veja abaixo as cinco mais mais citadas):
- 7%: "Afastamento de ministros do governo por denúncias de corrupção"
- 5%: "Operação Lava Jato"
- 3%: "Processo de cassação de Eduardo Cunha"
- 3%: "Corrupção no governo (sem especificar)"
- 3%: "Novos planos/medidas do governo"
A pesquisa também ouviu os eleitores sobre a opinião deles por área de atuação do governo. Veja os resultados:
Meio Ambiente
Aprovam: 33%
Desaprovam: 55%
Não souberam/Não responderam: 12%
Educação
Aprovam: 30%
Desaprovam: 64%
Não souberam/Não responderam: 6%
Combate à fome e à pobreza
Aprovam: 30%
Desaprovam: 63%
Não souberam/Não responderam: 7%
Inflação
Aprovam: 29%
Desaprovam: 64%
Não souberam/não responderam: 7%
Combate ao desemprego
Aprovam: 27%
Desaprovam: 67%
Não souberam/não responderam: 6%
Segurança pública
Aprovam: 23%
Desaprovam: 72%
Não souberam/Não responderam: 5%
Saúde
Aprovam: 22%
Desaprovam: 73%
Não souberam/não responderam: 5%
Impostos
Aprovam: 17%
Desaprovam: 77%
Não souberam/não responderam: 6%
Taxa de juros
Aprovam: 16%
Desaprovam: 76%
Não souberam/Não responderam: 8%
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- Bahia Notícias
- 01 Jul 2016
- 20:03h
(Foto: Reprodução)
O doleiro Lucio Bolonha Funaro, ligado ao presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), trocou de advogado nesta quinta-feira (30), antes da sua prisão. Funaro foi preso na manhã desta sexta-feira (1º), na 31ª fase da Operação Lava Jato. De acordo com O Globo, o advogado Antônio Mariz passou a defesa do doleiro para Antonio Figueiredo Bastos, o advogado com maior número de acordo de delação na Lava Jato. A expectativa é que Funaro esteja disposto a fazer o acordo de colaboração com a força-tarefa da Lava Jato. A operação deflagrada nesta manhã faz parte das investigações decorrentes da delação do ex-vice-presidente da Caixa Fábio Cleto, indicado de Cunha para o cargo. Os agentes da Polícia Federal ainda cumprem mandados de busca e apreensão em empresas do grupo JBS-Friboi e em São Paulo, Pernambuco, Rio de Janeiro e no Distrito Federal (lembre aqui). O lobista Milton Lira, ligado ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), também é um dos alvos da investigação.
(Foto: Divulgação)
O ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, anunciou nesta quinta-feira (30) que o governo fará um amplo processo de perícia médica para identificar beneficiários do auxílio-doença que recebem, mas não precisam mais do benefício. Segundo ele, atualmente, são gastos R$ 13 bilhões por ano com o pagamento do auxílio a pessoas que recebem o benefício há mais de dois anos, mas é preciso reduzir essa conta. "Faremos uma perícia em todas as pessoas que recebem auxílio-doença. Faremos um cruzamento na base de dados para ver se pessoas em um programa não estão em outro. Isso irá reduzir as despesas. Não acabaremos com os programas, mas quando a pessoa está curada não precisa mais. Precisamos de ação gerenciais para podermos ver se os benefícios estão indo para a área correta”, destacou.
(Foto: Reprodução)
Em cinco das 12 operações do Fundo de Investimento do FGTS (FI-FGTS) com grandes empresas, detalhadas pelo ex-vice presidente da Caixa Fábio Cleto em sua delação premiada, as propinas ao presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), somariam ao menos R$ 15,9 milhões. A delação de Cleto foi uma das que embasou a Operação Sépsis, deflagrada na manhã desta sexta-feira, 1 com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF). O peemedebista, que foi afastado da presidência da Câmara por determinação do STF e enfrenta um processo de cassação que deve ir a votação no plenário da Câmara em breve, é suspeito de achacar grandes empresas que buscavam financiamento do fundo.Apadrinhado de Cunha na Caixa, Cleto também participava do esquema e recebia uma porcentagem das propinas, que ele admitiu terem somado R$ 5 milhões em uma conta na Suíça, valor que será ressarcido por Cleto em sua delação como multa. Além dele, o lobista apontado como operador de Cunha Lúcio Bolonha Funaro, preso preventivamente na Operação Sépsis, também participava do esquema cobrando os valores das empresas e operacionalizando os pagamentos de propina. "Desconheço o conteúdo da delação, por isso não posso comentar detalhes. Reitero que o cidadão delator foi indicado para cargo na Caixa, pela bancada do PMDB/RJ, com meu apoio, sem que isso signifique concordar com qualquer prática irregular. Desminto, como aliás já desmenti, qualquer recebimento de vantagem indevida", defendeu-se Eduardo Cunha por meio de nota.
(Foto: Reprodução)
Inicialmente a ministra havia negado o pedido dos jornalistas, representados pelo advogado Alexandre Kruel Jobim. No entanto, nesta quinta-feira (30/6), reconsiderou sua decisão na Reclamação 23.899 e concedeu a medida, para suspender o trâmite das “ações de indenização propostas em decorrência de matéria jornalística e coluna opinativa apontadas pelos reclamantes, até o julgamento de mérito desta reclamação”. Para o advogado Alexandre Jobim, "a reconsideração da ministra Rosa Weber confirma a seriedade e imparcialidade do STF". O abuso do direito de ação, diz ele "será apreciado pelo STF e não por aqueles que possuem interesse nas demandas. Acredito que a liberdade de expressão prevalecerá na linha dos precedentes da Suprema Corte". O caso é polêmico. Em evento em São Paulo na última semana, a ministra Cármen Lúcia afirmou que as ações coordenadas dos juízes contra os jornalistas deram um novo sentido à expressão "censura judicial". Cármen explicou que, até então, a censura judicial tratava-se de liminares concedidas por juízes para impedir a publicação de determinadas notícias. Agora, com o novo caso, os juízes passaram para o polo ativo do processo. O jornal já foi notificado de cerca de 40 ações, quase todas em juizados especiais. No entanto, o número pode ser maior. Nos juizados, todos os pedidos dos juízes são idênticos, pedindo direito de resposta e indenizações por danos morais, que juntas ultrapassam R$ 1 milhão, segundo o jornal. Os pedidos são sempre no teto do limite do juizado especial, de 40 salários mínimos. Já houve uma condenação, em R$ 20 mil. (Conjur)