BUSCA PELA CATEGORIA "Brasil"
Cinco pastores evangélicos foram presos na quarta-feira (11) durante uma operação intitulada "Deus Tá Vendo", da Polícia Civil gaúcha. Suspeitos de praticarem golpes que somam R$ 1,2 milhão apenas no Rio Grande do Sul, os homens foram detidos em Itajaí (SC), Ponta Grossa (PR) e São Gonçalo (RJ). Ligados à Assembleia de Deus, eles se valiam da confiança de fiéis e outros membros da comunidade para vender carros com valor muito abaixo dos de mercado, mas que jamais eram entregues. Além do RS, os golpes eram aplicados em Santa Catarina, Paraná e Rio. A polícia aputa se os golpes também eram aplicados em São Paulo e no Distrito Federal --segundo a polícia, os golpes podem ter dado um prejuízo de 20 milhões em todo o país. Segundo a polícia, o esquema teve início no Rio de Janeiro, onde uma mulher identificada apenas como Andreia contatou um pastor oferecendo parceria no negócio ilegal. Esse, por sua vez, chamou outros pastores, que se aproximavam de interessados em comprar os veículos, segundo eles, doados pela Receita Federal.
No Rio Grande do Sul, o grupo lesou 40 vítimas –37 em Veranópolis, duas em Bento Gonçalves (ambas na serra gaúcha) e uma em Passo Fundo, no norte do RS. "Eles ofereciam automóveis de cerca de R$ 90 mil por R$ 30 mil. Então o comprador depositava o dinheiro em uma conta de um laranja, que repassava a quantia à cabeça do esquema", explica o delegado que comandou a operação, Álvaro Luiz Pacheco Becker, titular da 2ª Delegacia de Bento Gonçalves. "Estou convencido de que esse grupo apenas usava a ligação que têm com a igreja para conquistar a confiança das vítimas", afirma o delegado. Depois que as vítimas reclamavam sua compra, Andreia –apontada como a líder do grupo– se passava por auditora, promotora e até juíza para "tranquilizar" as vítimas, dizendo que o processo era legal e que os veículos seriam entregues em breve. A mulher, que possui passagens por estelionato, está sendo procurada. As investigações começaram no final de 2011, mas, segundo a polícia, o golpe era aplicado desde 2010. Os cinco presos devem ser soltos após auxiliarem nas investigações. "Acredito que essa rede seja ainda maior", avalia Becker.
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(Foto: Reprodução)
Foi mesmo dramático. A Seleção Feminina de futebol empatou no tempo normal, por 0 a 0 e na prorrogação, com a Austrália, em jogo no Mineirão, e avançou para as semifinais ao vencer a cobrança de pênaltis por 7 a 6. A melhor jogadora do Brasil, Marta, perdeu sua cobrança, mas a goleira Bárbara defendeu duas vezes e colocou a Seleção perto de uma medalha, nos Jogos Olímpicos do Rio. O Brasil enfrenta a Suécia na terça-feira, às 13 horas, no Maracanã, pela semifinal. Também nesta sexta-feira, a seleção escandinava eliminou os Estados Unidos nos pênaltis após empate por 1 a 1. A outra semifinal é formada por Canadá e Alemanha.
O jogo
As duas equipes tinham planos de jogo bem definidos desde os primeiros minutos. Enquanto o Brasil valorizava a posse de bola e buscava pressionar o adversário, a Austrália apostava em contragolpes rápidos e nas bolas paradas levantadas para a área, aproveitando a boa estatura de suas jogadoras. Mesmo mais presente no campo de ataque, a Seleção Brasileira não conseguia levar perigo à goleira Williams. O time da casa rondava a área adversária, mas não conseguia se infiltrar na bem postada defesa australiana. Na melhor oportunidade da primeira etapa, Andressa Alves deu belo passe para Debinha, mas a atacante bateu por cima do gol após cortar a zagueira Alleway. Na segunda etapa, a situação seguiu parecida. O Brasil ficava com a bola tentando pressionar, mas faltavam jogadas mais agudas e passes que encontrassem as atacantes em boas condições de finalizar. Aos poucos, a Austrália ia se soltando e ameaçava a meta da goleira Bárbara. Com a prorrogação se aproximando, a Seleção Brasileira tomou um susto aos 40 minutos. Lorgarzo arriscou de fora da área e a bola explodiu no travessão, na melhor oportunidade do tempo normal. Para responder, o Brasil exigiu uma linda defesa de Williams em conclusão de Andressa Alves. Depois de mais dois tempos de 15 minutos sem gols na prorrogação, a classificação teve de ser definida na disputa por pênaltis.
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(Foto: Reprodução)
A Lei Maria da Penha completou uma década sem que uma de suas principais metas fosse cumprida: a instalação de delegacias 24 horas para atendimento especializado e multidisciplinar às mulheres vítimas de violência. Os espaços são importantes principalmente diante do preconceito que as vítimas sofrem e da dificuldade de serem convencidas a prestar a queixa, de acordo com as participantes da 10º Jornada Maria da Penha, painel realizado ontem (11) pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sob coordenação da ministra do Supremo Tribunal Federal Carmen Lúcia. As delegacias existentes funcionam somente no horário comercial, de segunda a sexta. A primeira com atendimento em 24 horas passará a funcionar em São Paulo apenas no fim deste mês. “Será que os homens combinaram com as autoridades que vão parar de agredir suas mulheres após as 18h e nos fins de semana?”, ironizou a delegada Martha Rocha, deputada estadual do Rio de Janeiro. Para ela, essa deficiência de infraestrutura prejudica a aplicação da lei. “Há um apelo pela política sem pensar na efetividade da política pública”, disse. “A questão das delegacias não abrirem no final da semana é caótica, porque a maioria das agressões contra mulheres ocorrem no fim de semana, quando os maridos chegam em casa após o consumo de álcool”, disse a médica e especialista em comportamento humano Ana Beatriz Barbosa, que atende mulheres vítimas de violência na periferia de São Paulo.
Ampliação da rede
A subprocuradora-geral da República Ela Wiecko, que participou do consórcio de organizações sociais do qual partiu o anteprojeto que deu origem à Lei Maria da Penha, ressaltou que há deficiência não somente de delegacias com horário integral para mulheres, mas de toda uma rede multidisciplinar de acolhimento à vítima de violência doméstica. “Precisamos avançar nessa rede de atendimento com o fortalecimento dessa porta de entrada, que não é somente a porta de entrada pelo sistema de segurança e Justiça”, disse a subprocuradora. A instalação de delegacias 24 horas para atendimento a mulheres é uma atribuição dos governos estaduais, mas a secretária nacional para as Mulheres do Ministério da Justiça, Fátima Pelaes, que participou do painel do CNJ, disse que o governo se esforça para expandir a experiência que será inaugurada em São Paulo para o restante do país. “Como vamos conseguir fazer com que essa mulher que sofre violência à noite e nos finais de semana tenha a quem recorrer, o que é um direito dela? Esse é um desafio que vamos ter que discutir e no qual precisamos avançar”, reconheceu.
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Mais uma vez, gigante! Robson Conceição não deixou margem para dúvidas, tomou conta do ringue no Pavilhão 6 do Riocentro e fez a arena explodir ao vencer Hurshid Tojibaev, do Uzbequistão, por decisão unânime, com 3 a 0 (30-27, 29-28 e 30-27) pelas quartas de final do peso-leve (até 60kg). A atuação foi extremamente segura e técnica. O brasileiro, número 2 do mundo e que garantiu a medalha de bronze, terá pela frente Lázaro Alvarez, de Cuba, líder do ranking mundial da divisão, na semifinal da categoria. O confronto está marcado para o próximo domingo, 12h30 (de Brasília).
- Estou maduro, mais experiente, meus resultados nos últimos anos foram favoráveis. Treinei muito, apanhei bastante dos meus amigos na Bahia, eles me espancaram e me ajudaram bastante, e graças a eles consegui um bom resultado. Consegui o bronze, mas não estou satisfeito. Quero a medalha de ouro e vou lutar por ela. Estou em casa. Meus resultados nos últimos anos são favoráveis. Sou atual número dois no mundo. Graças à dedicação, consegui a medalha de bronze e vamos mudar a cor dessa medalha - prometeu Robson.
A entrada dos atletas foi suficiente para incendiar o caldeirão do Pavilhão 6 no Riocentro. Vaias e mais vaias para o uzbeque. Muito barulho para o brasileiro. Tojibaev não pareceu respeitar muito o fato de o rival ser o segundo colocado no ranking mundial. Foi para cima variando cabeça e linha de cintura, mas Robson respondeu bem. Os dois conectaram bons socos no primeiro minuto. Tojibaev apostava nos cruzados por cima dos jabs de Robson, que neutralizou a pressão inicial e combinou bem com jab e direto algumas vezes. A esquiva também estava em dia para o brasileiro. Nos 30 segundos finais, Robson procurou ser mais agressivo, mas foi contragolpeado no fim. Após clinchar, ainda entrou com um bom direto de direita no soar do gongo.Tojibaev encontrou a distância no começo do segundo assalto e conectou dois socos de encontro. Robson clinchou, trabalhou a linha de cintura no "dirty boxing" e, ao se desvencilhar, colocou direto no rosto do rival. Confiante e veloz, Robson circulava no ringue e passou a contragolpear com precisão. A guarda baixa chamava o uzbeque para cima, mas era difícil encontrar o baiano. Os cruzados de esquerda levantaram a torcida após, por duas vezes, tocaram a cabeça de Tojibaev, que tentou tirar a diferença nos segundos finais, mas voltou a sofrer com os contra-ataques. Quando o terceiro round começou, Robson apontou para o céu agradecendo. Sabia que a atuação era convincente para garantir seu lugar no pódio. Tojibaev não queria saber. Caminhava para a frente, soltava o braço, algumas vezes até de forma desesperada, o que lhe custou alguns contra-ataques na linha de cintura. O brasileiro começou a administrar, clinchando mais e amarrando o duelo. No minuto final, Robson cresceu e voltou a mostrar a precisão que lhe é peculiar. Colocou o rival nas cordas, trabalhou uma dura sequência na linha de cintura e precisou ser contido no clinche. Foi só administrar os últimos 15 segundos e aguardar o árbitro levantar seu braço.
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(Foto: Reprodução)
Termina hoje (12) o prazo para as escolas da rede pública escolheram os livros didáticos a serem usados pelos estudantes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental a partir de 2017. A escolha deve ser informada pelos professores, diretores e coordenadores no Sistema PDDE Interativo, disponível no portal eletrônico do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Para auxiliar a escolha, o FNDE disponibilizou o Guia de Livros Didáticos 2017, com resenhas e informações de cada uma das obras aprovadas para o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). O PNLD garante às escolas públicas de ensino fundamental e médio livros didáticos e acervos de obras literárias, livros complementares e dicionários. A cada ano, o FNDE adquire e distribui exemplares para todos os alunos de determinada etapa de ensino, repõe e complementa as publicações reutilizáveis para outras etapas. Um mesmo período recebe todos os livros novos a cada três anos.
Nesta edição, serão selecionadas coleções didáticas para os anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano) de língua portuguesa, matemática, língua estrangeira moderna (inglês e espanhol), ciências da natureza, história, geografia e arte. As escolas devem selecionar duas opções de coleções de cada componente curricular de editoras diferentes. Caso não seja possível a aquisição dos livros da editora da primeira opção, o FNDE negociará as obras da segunda opção. Caso a escola não queira receber livros de algum componente, basta manter a indicação inicial do sistema: “Não desejo receber livros deste componente”. Os representantes escolares devem estar atentos, pois se registrarem a escolha de alguns componentes e deixarem de marcar em outros, só receberão os livros que escolheram. Se gravarem a escolha sem marcar nenhum componente, não receberão nenhuma obra. Se colégio que não acessar o sistema ou não registrar nenhuma opção, receberá compulsoriamente uma das coleções aprovadas pelo Ministério da Educação (MEC). O último balanço divulgado pelo FNDE, na terça-feira (9), mostrava que cerca de 48% das escolas públicas ainda não haviam escolhido os livros didáticos.
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Após prisão temporária, outras duas denúncias forma feitas contra o homem (Foto: Reprodução/TV Gazeta)
Um vigilante de 36 anos foi preso suspeito de ter estuprado uma filha de 13 anos, abusado sexualmente de outra filha que sete anos e por ter mantido um relacionamento com uma outra menina que tem 13 anos. A prisão aconteceu dentro de uma igreja Adventista no bairro Itapemirim, em Cariacica, às 10h do sábado (6). O titular da delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente Lorenzo Pazolini disse que a mãe da vítima estupro desconfiou do crime depois que viu mensagens no celular da menina. "O suspeito não é pai registrado da vítima, mas mantinha contato com ela. A família da criança disse que ele confessou em uma reunião que ele teria mantido relação com a menina nos dias 30 de junho e 5 de julho", disse Pazolini. O suspeito teria dito para a mãe, prima e tia da vítima que só ele poderia tirar a virgindade da filha. Ele também teria dito que queria ter um filho com a menina, que seria criado por ele. A mãe da menina fez a denúncia para a polícia e a vítima passou por um exame que confirmou que ela foi violentada. Aos jornalistas, ele negou que tenha assumido o crime.
Prisão
Um mandado de prisão temporária foi expedido no dia 19 de julho. A polícia disse que, após isso, o homem teria fugido para a Serra. O suspeito diz que estava morando com o irmão, após ter se separado da ex-mulher. "Nós fomos informados que ele frequentava a igreja adventista do bairro Itapemirim, fomos até lá e efetuamos a prisão", disse o delegado. O suspeito foi levado para a delegacia, mas ficou em silêncio durante o depoimento.
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- Bahia Notícias
- 12 Ago 2016
- 10:12h
(Foto: Divulgação)
A estudante carioca Alice Cunha da Silva, de 25 anos, venceu a 'Olimpíada Nuclear', nesta quinta-feira (11). A brasileira disputou a final da competição mundial de universitários, promovida pela World Nuclear University, na sede da Agência Internacional de Energia Atômica, na Áustria, apresentando uma dissertação sobre a produção de radiosótopos. Alice está se formando em Engenharia Nuclear pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), de acordo com O Globo. Para chegar à vitória, a carioca passou por etapas de produção de vídeo com tema 'Técnicas Nucleares para o Desenvolvimento Global', seleção do júri internacional, busca para estar entre os cinco vídeos mais curtidos e envio da dissertação. Atualmente Alice trabalha na unidade brasileira da Westinghouse, onde atua na área de "core engineering" e dando apoio às operações da empresa no Brasil, mas já teve um trabalho selecionado para conferência do Massachusetts Institute of Technology (MIT); foi uma das fundadoras da seção estudantil de engenharia nuclear latino-americana da American Nuclear Society (ANS); estudou um ano no Departamento de Engenharia Nuclear da Pennsylvania State University por meio do Ciência sem Fronteiras e fez um estágio de verão na sede da Westinghouse, em Pittsburgh, nos Estados Unidos.
(Foto: Reprodução)
O Ministério da Educação propôs à embaixada dos Estados Unidos no Brasil intercâmbio entre os dois países para estudantes do ensino médio de baixa renda. A proposta foi feita nesta quinta-feira (12), durante reunião entre o ministro Mendonça Filho e a diplomata americana Liliana Ayalde, em Brasília. "Queremos que os alunos de escolas públicas do Brasil possam estudar inglês nos Estados Unidos por um semestre, como os garotos com alta renda já fazem hoje em dia", afirmou o ministro, de acordo com o G1. Os EUA e o Brasil já possuem um programa de intercâmbio para estudantes de 15 a 18 anos com baixa renda, o Jovens Embaixadores. A diferença nesse novo programa proposto pelo MEC é a duração: a ampliação de três semanas para um semestre. A embaixadora americana pediu que o governo acelere o processo de finalização da parceria assinada entre a presidente afastada Dilma Rousseff (PT) e o governo americano em 2015, para aumentar a cooperação dos dois países na educação técnica e profissionalizante. O MEC informou que o processo está sendo analisado pelo Ministério das Relações Exteriores e ainda deve passar pela Casa Civil antes de seguir para o Congresso.
- Tribuna da Bahia
- 12 Ago 2016
- 07:04h
(Foto: Reprodução)
A Provinha Brasil, avaliação aplicada para os alunos do 2º ano do ensino fundamental para medir o aprendizado em Português e Matemática, não terá versão impressa no segundo semestre deste ano - por restrições financeiras. Segundo Maria Inês Fini, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - o Inep, órgão responsável pela prova -, isso permitirá uma economia de R$ 10 milhões. A própria realização da prova nos próximos anos ainda está em avaliação. "A não impressão se deve, em primeiro lugar, ao fato de que estamos em uma economia tremenda. Segundo, essa é uma avaliação processual que as próprias escolas têm de fazer e não o Inep ou o MEC (Ministério da Educação). Não é uma prova de larga escala", disse Maria Inês. A avaliação digital será oferecida no site do Inep em 15 de agosto para que as escolas que tenham interesse possam imprimi-la. A Provinha Brasil não é uma avaliação externa, mas oferece um diagnóstico imediato aos professores e gestores escolares do processo de aprendizagem dos alunos.
Ela também não é obrigatória. A avaliação ocorre duas vezes, no início e no fim do ano letivo, para avaliar a aquisição dos conhecimentos esperados pelos alunos que passaram por, pelo menos, um ano de alfabetização. Os dois testes têm resultados comparáveis para possibilitar às escolas avaliar o avanço estudantil. Neste ano, a primeira etapa foi enviada às escolas em maio e aplicada para 2 milhões de crianças, segundo informou o MEC à época.
Mudanças
Maria Inês disse que o MEC ainda estuda a continuidade da Provinha Brasil nos próximos anos. Uma das propostas é incorporá-la à Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA), prova de larga escala que hoje é aplicada aos alunos do 3º ano do ensino fundamental. "Essa é uma discussão que ainda está aberta. Mas não faz sentido termos uma avaliação para o 2º ano e outra para o 3º ano", disse. Ex-secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda disse ser lamentável a decisão do Inep em não imprimir as provas "As escolas, as redes municipais e as estaduais não têm recursos pra isso. É uma economia de palito, porque a prova tem um custo baixo pelo que proporciona de benefícios para a formação dos professores, já que para cada questão ela traz uma orientação de como trabalhar com os alunos", afirmou. Ela também ressaltou que os exames que o MEC estuda fundir têm papéis diferentes de análise. "A ANA é uma avaliação externa com grande impacto na formação de políticas públicas, mas a Provinha apresenta um papel extremamente importante na formação e no engajamento dos professores na alfabetização." Já Mozart Ramos , diretor do Instituto Ayrton Senna, disse que a Provinha mede um patamar de aprendizado aquém do esperado para a etapa. "Não mede de fato o nível de alfabetização esperado para o fim de ciclo. Além de que não há transparência pública com os dados, já que eles não são publicados e servem apenas para o consumo do professor."
Cancelamento
Não é a primeira vez que há cortes em avaliações para o monitoramento da alfabetização. No ano passado, o MEC cancelou a realização da ANA, criada com o Pacto Nacional da Alfabetização na Idade Certa (PNAIC), lançado pela presidente afastada Dilma Rousseff em 2012. A decisão interrompeu a série de provas iniciada em 2013. O corte de gastos foi o principal motivo para o cancelamento, mas, à época, o ministério informou que questões pedagógicas também foram levadas em consideração. Maria Inês informou que a ANA deste ano já está garantida para novembro e sua realização já foi informada às escolas. "Resolvemos investir bastante nessa avaliação", disse.
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O governo vai começar no mês que vem um pente-fino nos benefícios de auxílio-doença de quem recebe há mais de dois anos e nunca fez uma perícia. Pelas contas de INSS, são mais de 1,6 milhão de pessoas. E na mira do INSS estão também aposentados por invalidez que têm até 60 anos. Peritos podem até fazer mutirão para avaliar todos os casos e vão receber um bônus para fazer as reavaliações. A convocação deve começar em setembro. Milhares de pessoas que recebem auxílio-doença podem ser chamadas pelo INSS para fazer uma nova perícia médica. Sandra Pereira Marinho, que é analista de crédito, está sem poder trabalhar há quase cinco anos. Ela diz que não consegue se concentrar no trabalho. E às vezes desmaia. Vive hoje do auxílio doença e tem medo de perder o benefício. “Não consigo nem ficar em pé por causa das fraturas. Como que eu vou trabalhar?”, diz Sandra.
A Sandra não deve ser chamada. Ela está fora do perfil definido pelo governo porque passou por uma perícia recentemente. Quem recebe auxílio-doença há mais de dois anos e mesmo quem já está aposentado por invalidez, mas tem menos de 60 anos, pode ser convocado para esta nova avaliação do INSS, que pode suspender o benefício, se ficar comprovado que a pessoa tem condições de voltar ao trabalho. O objetivo do governo é ter uma avaliação real e atualizada da condição de saúde de quem está recebendo o benefício há algum tempo, mas não fez nenhuma perícia médica nos últimos dois anos. Nas contas do INSS estão nesta condição 530 mil beneficiários do auxílio-doença e 1,1 milhão de aposentados por invalidez que têm até 59 anos. Primeiro, devem ser chamados os beneficiários mais jovens e os que estão há mais tempo sem passar por perícia. As reavaliações vão ser feitas pelos médicos peritos do INSS que quiserem participar do programa. Eles vão receber um bônus de R$ 60 por cada perícia extra. Poderão fazer até quatro exames a mais por dia, mas também poderão fazer mutirões em feriados ou fim de semana e, neste caso, o limite será de 20 atendimentos por dia. O governo diz que este trabalho não poderá prejudicar a agenda regular de atendimento dos peritos, que já fazem, em média, 15 perícias diariamente. O Ministério do Desenvolvimento Social não sabe quantos aposentados podem perder o benefício e voltar ao trabalho, mas estima que entre 20% e 30% das pessoas que hoje recebem auxílio doença poderão deixar de receber, depois desta avaliação. “Nós temos informação segura que tem muitos beneficiários de auxílio-doença que já não têm mais a condição permanente de manter esse benefício e que continuam em gozo dele por um descuido de não chamá-los para uma revisão”, comenta o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, Alberto Beltrame. Pelos cálculos do próprio governo, mais de R$ 6 bilhões podem estar sendo gastos com pagamento de benefícios irregulares na Previdência.
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O Ministério do Trabalho informou nesta quinta-feira (11) que chega a 6,5 mil o número de trabalhadores em "situação irregular" na Olimpíada do Rio de Janeiro (RJ). Segundo o governo, os problemas encontrados até o momento foram jornada de trabalho excessiva; local inadequado para alimentação; falta de pausa para refeições e descanso; e ausência de registro de ponto. "Estamos analisando também o tipo de contrato feito com esses funcionários. Dependendo da documentação apresentada pela empresa e pelo Comitê Olímpico, que nós já solicitamos, a situação desses empregadores pode se agravar", afirmou o chefe do setor de fiscalização da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Rio de Janeiro, Márcio Guerra.De acordo com ele, os trabalhadores estavam a serviço de duas empresas de alimentação, que fornecem a maior parte das refeições servidas no evento.
José Carlos Bumlai foi preso na 21ª etapa da Operação Lava Jato (Foto: Rodolfo Buhrer/Reuters)
O juiz Sérgio Moro determinou na quarta-feira (10) que o pecuarista José Carlos Bumlai volte para a cadeia. Ele foi preso na 21ª fase da Operação Lava Jato e estava em prisão domiciliar desde março deste ano devido a um tratamento contra um câncer na bexiga. Moro considerou que o pecuarista representa risco à investigação e que o estado de saúde dele é estável. Bumali deve se apresentar à Polícia Federal (PF), em Curitiba, na terça-feira (23). O pecuarista foi detido em novembro de 2015, na etapa da Lava Jato que recebeu o nome de "Passe Livre" devido à amizade com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo os investigadores, Bumlai tinha trânsito livre no Palácio do Planalto. Bumlai é acusado de ter contraído um empréstimo fraudulento no Banco Schahin de R$ 12 milhões em 2004. O destinatário final do dinheiro, segundo o Ministério Público Federal (MPF), foi o Partido dos Trabalhadores (PT).
Réu na Lava Jato, o pecuarista responde pelos crimes de corrupção passiva, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro. Na avaliação de Moro, o quadro que permitiu a prisão preventiva de Bumlai em 2015 se agravou considerando que ele foi denunciado por obstrução à Justiça, em Brasília. Lulax, o ex-senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS), o ex-chefe de gabinete de Delcídio Diogo Ferreira, o banqueiro André Esteves, o advogado Édson Ribeiro e o filho do pecuarista Maurício Bumlai também são réus nesta ação penal. "Então o risco à instrução e à investigação que motivou a preventiva não só é atual, como foi reforçado. O mesmo pode ser dito em relação ao risco à ordem pública, já que a tentativa de obstrução à Justiça também representa reiteração delitiva, embora por crime de diferente espécie", argumentar Moro. Em novembro, Bumlai tinha sido preso preventivamente, ou seja, por tempo indeterminado. Moro citou no despacho outras suspeitas que recaem sobre o pecuarista, como suposto pagamento de propina por intermediações de negócios junto à SeteBrasil e à Petrobras me pagamentos a empresas de intermediadores de propinas em contratos da estatal. O juiz ainda elencou o recebimento de empréstimos milionários do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banco BVA e o envolvimento em reformas e benfeitorias no Sítio de Atibaia em circunstâncias igualmente suspeitas.
Prisão domiciliar
Na decisão em que permitiu que o pecuarista cumprisse a prisão domicilar, o juiz havia dito que o benefício seria válido por três meses e que, após este período, a Justiça deveria reavaliar se o réu seguia ou não em regime domiciliar. Durante o tratamento do tumor, Bumali fez uma cirurgia cardíaca. Por essa razão, a defesa pediu a prorrogação da prisão domiciliar, que foi aceita por Moro, valendo até o dia 19 de agosto. De acordo com o juiz, na prisão, Bumlai poderá realizar exames e tratamentos necessários tanto no Complexo Médico-Legal, que fica na Região Metropolitana de Curitiba, quanto em hospitais mediante escolta policial.
O que diz a defesa
A defesa de Bumlai disse que vai recorrer porque considera a decisão sem sentido, há que o pecuarista está colaborando e comparencendo às audiências na Justiça. A defesa afirmou que no período que Bumlai ficou em casa, ele nunca ofereceu riscos à investigação.
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Carro ficou arranhado por outro veículo em que motorista estaria "caçando" pokémon (Foto: PM/Divulgação)
Um motorista bateu em um carro estacionado em Balneário Camboriú por estar jogando Pokémon Go ao volante, conforme relato feito pelo condutor do carro atingido à Polícia Militar. Segundo a PM, o causador do acidente fugiu. O caso foi registrado na noite de terça-feira (9), às 23h50, na avenida Normando Tedesco, no Centro da cidade do Litoral Norte catarinense. O veículo estacionado era um Ford Ka preto, que ficou com marcas na lateral e traseira. O condutor denunciante, de 37 anos, afirmou que estava fora do carro, mas próximo ao local, quando ouviu o estrondo da batida. Ao chegar na vaga, disse que viu o suspeito com o celular na mão jogando o game. Ele informou que o veículo envolvido seria um Fiat Idea vermelho. Entretanto, não anotou a placa ou descreveu aos policiais as características de quem teria causado o acidente. O boletim de ocorrência foi feito, mas até esta quinta-feira (11) a polícia não tinha informações sobre o condutor. A Polícia Militar divulgou um alerta para motorista para não jogarem enquanto estiverem dirigindo por caracterizar infração de trânsito e por "poder tirar a vida de um inocente".
As medalhas para os Jogos Paralímpicos fazem barulho quando são agitadas (Foto: BBC)
O brasileiro já teve a oportunidade de vibrar com os pódios de Rafaela Silva e Felipe Wu nos primeiros dias dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Lá em cima, eles receberam a medalha olímpica, desenvolvida num processo minucioso, pela Casa da Moeda, buscando valorizar a sustentabilidade e a acessibilidade. Foram produzidas ao todo 5.130 medalhas, objeto de desejo de 10.500 atletas de 206 países. Para estimar um valor, a primeira coisa a considerar é que no caso de medalhas olímpicas, nem tudo que reluz é ouro. Sua composição atual é de 92,5% de prata; 6,16% de cobre e apenas 1,34% de ouro, de acordo com informações da BBC. O Comitê Olímpico Internacional estabelece que cada medalha de ouro deve conter pelo menos 6 gramas de ouro 24 quilates. As medalhas da Rio 2016 pesam cerca de 500 gramas. Seu valor, calculado com base na sua composição, é de cerca de US$ 600, de acordo com estimativas do Conselho Mundial de Ouro. As últimas medalhas douradas feitas inteiramente de ouro foram entregues nos Jogos Olímpicos de 1912.
Segundo a Cada da Moeda, mais de 30% da prata e do bronze utilizados são reciclados, enquanto o ouro utilizado é totalmente isento de mercúrio. As fitas das medalhas foram tecidas, em média, com 50% de fios PET, também reciclados. Já os insumos dos produtos provenientes de madeira, como certificados, estojos e diplomas, têm a certificação Forest Stewardship Council (FSC), que garante a origem como sendo de áreas de manejo ambiental sustentável e socialmente responsável. Nas 2.642 medalhas paralímpicas, a grande novidade é a acessibilidade. A composição metálica, o formato e os relevos são os mesmos da olímpica. O que muda são os desenhos e um dispositivo interno que emite sons metálicos, permitindo que atletas com deficiência visual possam identificá-las. As medalhas contam com uma espécie de guizo interno com esferas de aço. A de bronze contém 16 esferas, a de prata 20 e a de ouro 28, o que permite a diferenciação sonora entre elas. As medalhas de premiação – ouro, prata e bronze têm no anverso dela a imagem gravada da deusa Nike, com projeto artístico do Comitê Rio 2016 e modelagem por artistas da Casa da Moeda Brasileira. O símbolo Paralímpico ilustra o anverso da respectiva medalha, bem como o nome oficial dos Jogos Paralímpicos e a escrita em Braille. O reverso de ambos é composto pela marca dos Jogos Paralímpicos Rio 2016.
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(Foto: Reprodução)
O julgamento final contra a presidente afastada Dilma Rousseff poderá ter início a partir do dia 23 de agosto. A acusação já abriu mão de metade do prazo de 48 horas para a entrega do libelo, que são as alegações finais, e da lista de testemunhas. Já a defesa da presidente afastada usará os dois dias a que tem direito. A partir dessa entrega, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, notifica as duas partes e define a data do julgamento. A sessão tem que ser marcada para, no mínimo, dez dias depois. O líder do PMDB, senador Eunício Oliveira, do Ceará, admitiu pressa na conclusão desse processo.
Ele confirmou que diversos parlamentares inscritos abriram mão dos discursos na votação da pronúncia para não atrasar os prazos e o julgamento de Dilma acabar até o dia 2 de setembro. "É para que a gente não ultrapasse a data do dia 25 para o início do julgamento. O Brasil precisa dar um basta nisso por um lado ou por outro. O Senado tem que tomar uma decisão. O Brasil inteiro espera por isso. A economia espera por isso." A senadora Vanessa Grazziotin, do PC do B do Amazonas, questionou a pressa dos colegas na conclusão do processo ao afirmar que eles temem novas delações no âmbito da Lava Jato. "A conduta deles de tentar apressar o processo não é de agora. É algo repreensível porque na Comissão, eles chegaram a negar o direto da defesa de apresentar as testemunhas e de formar uma comissão que fizesse um trabalho de perícia. Questões que só foram conquistadas graças a uma decisão do Supremo Tribunal Federal." Durante o julgamento, poderão ser ouvidas até 12 testemunhas, seis para cada lado. Mas a acusação já anunciou que vai indicar apenas três. Da Rádio Senado, Hérica Christian. Senadores pró-impeachment defendem a conclusão do processo no início de setembro. Aliados da presidente afastada questionam pressa
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