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A Polícia Federal realizou nesta terça-feira (6) a terceira fase da Operação Hashtag de combate ao terrorismo em São Paulo. Segundo a PF, foram cumpridos dois mandados de condução coercitiva (quando a pessoa é levada a prestar depoimento) e dois mandados de busca e apreensão no estado. A assessoria da Polícia Federal não informou a identidade dos que foram levados para depôr e as cidades onde os mandados foram cumpridos. A operação Hashtag teve a primeira fasedeflagrada no dia 21 de julho, e a segunda no dia 11 de agosto. Ao todo, 14 pessoas foram presas e seguem detidas em um presídio federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Um adolescente também foi apreendido e está em Goiânia.
Ataques na Olimpíada
Trechos de mensagens de texto apreendidos pela Polícia Federal (PF) nos celulares dos investigados da Operação Hashtag, obtidos com exclusividade pelo Jornal Hoje em 2 de setembro, revelam que o grupo tinha a intenção de promover extermínio em massa e que a Olimpíada do Rio, que se encerrou no dia 21 de agosto, seria uma "ótima oportunidade". Os presos são suspeitos de ligação com o grupo terrorista Estado Islâmico. "Ótima oportunidade para matar americanos, iranianos xiitas, saudis, etc", diz uma das mensagens trocadas entre os suspeitos. Para comentar sobre o assunto, eles criaram grupos em vários aplicativos de conversa no celular, ainda conforme a PF. "A nossa oportunidade de conseguir entrar no paraíso de Alah está naquela Olimpíada", diz outra mensagem trocada entre os suspeitos. Para a polícia, Alisson Luan de Oliveira, um dos presos, foi quem revelou a intenção de promover as mortes em massa. Para isso, ele sugeriu o uso de armas bioquímicas. Em um dos grupos de conversa, ele diz saber pouco sobre o assunto e perguntou se alguém sabia manusear materiais bioquímicos. "Já imaginaram um ataque bioquímico, contaminar as águas em uma estação de abastecimento de água por exemplo?", indagou Oliveira. Ele argumentou ainda que se isso acontecesse, entraria para a história. O problema, segundo ele, é que não daria para fazer isso com poucas pessoas, no mínimo cinco. A defesa de Alisson Luan de Oliveira não foi localizada.
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O Conselho Superior do Ministério Público Federal aprovou, nesta terça-feira (6), a prorrogação por mais um ano da força-tarefa da Operação Lava Jato. O prazo para que os 11 promotores e procuradores se dedicassem de forma exclusiva chegaria ao fim no próximo dia oito de setembro deste ano, agora valerá até setembro de 2017. A força-tarefa da lava jato foi criada em abril de 2014 e conta com 11 integrantes fixos, além do procurador Deltan Dallagnol e mais três colaboradores. O Conselho é presidido pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que também aprovou a prorrogação da força-tarefa que investiga fraudes na Eletronuclear, no Rio de Janeiro. Em dois anos de operação, a Lava Jato contabiliza 990 anos em penas acumuladas, 134 mandados de prisão expedidos e 93 condenações criminais, sendo considerada a maior da história do país. Em 24 fases deflagradas, 2,9 bilhões foram recuperados para os cofres públicos. A lista dos investigados, que teve início em um posto de gasolina de Brasília e chegou até à Praça dos Três Poderes, conta com Doleitos, deputados, senadores, operadores financeiros e até o ex-presidente Lula, indiciado por lavagem de dinheiro no caso do Triplex do Guarujá, em São Paulo. Empresas com atuações no Brasil e no exterior, e ex-diretores da Petrobras também fazem parte do grupo de investigados
Newton apareceu recentemente fazendo a escolta do ex-presidente da OAS Léo Pinheiro e do pecuarista Bumlai (Foto: Ana Zimmerman / RPC e reprodução)
O policial federal Newton Ishii, conhecido como japonês da Federal, voltou a fazer atividades externas da Polícia Federal (PF). Condenado a 4 anos e 2 meses por facilitar a entrada de contrabando no país e monitorado por uma tornozeleira eletrônica, o japonês foi visto recentemente fazendo a escolta de presos da Lava Jato como o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro e pecuarista José Carlos Bumlai, nesta segunda (5) e terça-feira (6). Ishii cumpre a pena no regime semiaberto harmonizado, ou seja, deve ficar em casa entre 23h e 5h durante a semana e está impedido de sair nos fins de semana. No dia em que colocou a tornozeleira, a PF havia dito que ele continuaria atuando na Superintendência, mas em um cargo interno.
Contudo, nesta terça, a PF disse ao G1 que como Newton continua atuando na corporação, nada impede que ele também faça trabalhos ou atividades externas. Sobre a escolta de Bumlai, em especial, ele precisou substituir um funcionário que faltou. A decisão da Justiça também impede que o japonês da Federal saia de Curitiba e Região Metropolitana sem a prévia autorização. A medida alternativa foi adotada, segundo a juíza Luciani de Lourdes Tesserolli Maronezi, em virtude da falta de vagas no sistema penitenciário para o cumprimento do regime semiaberto tradicional. Além disso, conforme a decisão, o réu é primário, não cometeu crime mediante violência ou ameaça grave e não possui outro fato que desabone a conduta do agente. O monitoramento ocorrerá até 21/10/2016, quando deverá ser revisto o regime. Quando Ishii foi condenado, em 2009, ele era aposentado e, portanto, a Justiça não fez nenhuma determinação relacionada a trabalho. Depois da condenação, o Tribunal de Contas da União (TCU) considerou a aposentadoria dele irregular por causa da contagem de tempo de serviço.
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- Estadão Conteúdo
- 06 Set 2016
- 13:06h
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A sinalização do presidente Michel Temer de que vai adiar o envio do projeto de reforma da Previdência para depois das eleições municipais abriu uma nova crise na relação do Palácio do Planalto com o PSDB, principal aliado do governo. O partido, que ocupa a liderança do governo no Senado, não foi informado da intenção de Temer de procrastinar o processo. "Se optaram por enviar após a eleição, paciência. Eu preferia discutir esse assunto o mais rápido possível", disse o senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, após se reunir em São Paulo com o governador Geraldo Alckmin, que endossou a cobrança. "Para já ir amadurecendo e ganhando corpo eu acho que deveria mandar o quanto antes. Se deixar para o final do ano corre o risco de não votar em 2016", completou o governador. Aécio esteve em São Paulo para um encontro com Alckmin no Palácio dos Bandeirantes e outro com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para tratar da relação do governo com o partido. Com a visita, o tucano cumpriu um ritual de consulta que, dessa vez, avaliza um recado ao governo: ou Temer assume o ajuste fiscal, ou o PSDB desembarca da base aliada.
"O governo deve ter suas razões (para o adiamento), mas não pode sinalizar para a perda da prioridade do ajuste fiscal", afirmou Aécio em conversa com jornalistas no Palácio dos Bandeirantes. Respaldo. Ao escolher o local da reunião, o tucano tenta demonstrar que tem respaldo interno para pressionar Temer. Aécio disse, ainda, que "não foi bom" o governo ter decidido mudar o prazo do envio da reforma da Previdência sem comunicar o partido. Ao jornal O Estado de S. Paulo, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), líder do governo no Senado, foi na mesma linha e também pediu pressa. "Tem que começar a divulgar o projeto para iniciar a batalha da opinião pública. Quanto antes isso for esclarecido melhor." Conforme revelaram na segunda-feira (5) a reportagem e a colunista do jornal O Estado de S. Paulo Vera Magalhães, a base aliada de Temer pressiona para adiar o envio da proposta de reforma da Previdência para depois das eleições para não prejudicar os candidatos aliados. A proposta é polêmica, pois prevê idade mínima de 65 anos para a aposentadoria. Em um jantar com líderes da base aliada na semana passada, Temer avisou que pretende apresentar a reforma provavelmente até o fim deste mês. Aliados do Centrão e da antiga oposição - os dois blocos de sustentação governista - reclamam que a apresentação do texto coincidiria com o auge das campanhas municipais - o primeiro turno será no dia 2 de outubro. O projeto seria entregue a um Congresso praticamente vazio. Segunda-feira, em Brasília, o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, minimizou a pressão."Não teria como aprovar antes. O envio do texto dez dias antes ou dez dias depois não faz diferença". Aécio, por sua vez, pensa que Temer precisa dar "sinais mais claros". "Se não enviar hoje, então quando será?", questionou. Em viagem à China, onde participou de encontro do G-20, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, evitou falar em prazos e afirmou que o projeto será encaminhado quando estiver pronto. "É uma coisa que terá efeito por décadas", disse o ministro, ressaltando que "um ou dois meses" não farão diferença. Auxiliares de Temer garantem que o cronograma não será afetado se o projeto for apresentado duas ou três semanas depois do previsto. Temer espera, porém, que o adiamento seja "compensado" com um esforço concentrado após a eleição.
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Os consumidores de energia elétrica terão, a partir do dia 1º de janeiro de 2018, a opção de pagarem mais barato pela energia consumida fora do horário de pico. O prazo foi fixado nesta terça-feira (6) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Segundo a decisão da agência, as distribuidoras de energia terão até o dia 1º de janeiro de 2018 para oferecerem a opção da tarifa branca aos consumidores com consumo anual superior a 500 kWh por mês. A partir de janeiro de 2019 a oferta deve ser aplicada para os consumidores com consumo superior a 250 kWh/mês e a partir de janeiro de 2020 para todos os consumidores..
A opção pela tarifa branca não é obrigatória. Os consumidores podem optar pela nova cobrança e também podem pedir para sair da cobrança caso não seja vantajoso. A tarifa branca foi criada em 2011, mas por falta de medidores apropriados, a aplicação da tarifa foi adiada. Os medidores devem medir o consumo de energia por horário, já que a tarifa branca prevê cobrança diferenciada de acordo com o horário de consumo da energia. Segundo informou a Aneel, o Inmetro aprovou o primeiro modelo de medidor em junho deste ano e tem outros 18 processos em análise.
Tarifa branca
A tarifa branca prevê tarifas de energia mais baixas para o consumo feito fora dos horários de pico, mas em compensação, a tarifa no horário de pico é mais cara que a convencional. O chamado horário de pico tem duração de três horas e varia de distribuidora para distribuidora, mas está sempre no horário noturno. Além do horário de pico há o intermediário, com uma hora antes e uma hora depois do horário de pico. No horário intermediário a tarifa também é mais cara que a convencional. A diferença entre a tarifa convencional e a tarifa cobrada quando o consumidor optar pela tarifa branca também varia de acordo com a distribuidora.
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A Polícia Federal divulgou somente na noite desta segunda-feira (5) o balanço de apreensões da Operação Greenfield , deflagrada pela manhã. Foram apreendidos R$ 350 mil, 100 mil dólares e 50 mil euros (o equivalente a um total de R$ 856.500, na cotação de segunda), além de obras de arte, joias e veículos de luxo. Segundo a PF, os veículos apreendidos – 139 automóveis e um avião, de acordo com informações divulgadas ainda na manhã desta segunda (clique aqui) – foram entregues aos proprietários por decisão da Justiça Federal, ficando como depositários fiéis dos bens, não podendo dispor dos bens sem autorização judicial. Ao todo, foram expedidos 147 mandados, dos quais foram cumpridos 139: cinco de prisão temporária, 106 de busca e apreensão e 28 de condução coercitiva.
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Bancários de todo o país devem entrar em greve a partir desta terça-feira (6) por tempo indeterminado, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf). A paralisação foi aprovada em assembleia na última quinta-feira (1º). No início do dia, pelo menos 11 estados e o Distrito Federal tinham agências fechadas.
Reivindicações
A categoria rejeitou a proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) de reajuste de 6,5% sobre os salários, a PLR e os auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3 mil. Os sindicatos alegam que a oferta ficou abaixo da inflação projetada em 9,57% para agosto deste ano e representa perdas de 2,8% para o bolso de cada bancário. Os bancários querem reposição da inflação do período mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial, no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.940,24 em junho), PLR de três salários mais R$ 8.317,90, além de outras reivindicações, como melhores condições de trabalho. Segundo a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban, o braço sindical dos bancos), a proposta representa um aumento, na remuneração, de 15% para os empregados com salário de R$ 2,7 mil, por exemplo. Para quem ganha R$ 4 mil, o aumento de remuneração será de 12,3%; e, para salários de R$ 5 mil, equivale a 11,1%. O piso salarial para a função de caixa, com o reajuste, passaria a R$ 2.842,96, por jornada de 6 horas/dia. "É importante ressaltar que as soluções encontradas na mesa de negociação variam conforme a conjuntura econômica e que a proposta apresentada neste ano responde a condições específicas pela qual passa a economia brasileira", diz a entidade.
Atendimento
Em nota, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) lembra que os clientes podem utilizar os caixas eletrônicos para agendamento e pagamento de contas (desde que não vencidas), saques, depósitos, emissão de folhas de cheques, transferências e saques de benefícios sociais. Nos correspondentes bancários (postos dos Correios, casas lotéricas e supermercados), é possível também pagar contas e faturas de concessionárias de serviços públicos, sacar dinheiro e benefícios e fazer depósitos, entre outros serviços.
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O prazo para saque do abono salarial PIS/Pasep foi ampliado até 31 de dezembro. Segundo o Ministério do Trabalho, cerca de um milhão de trabalhadores ainda não sacaram o beneficio. O abono é de um salário mínimo, atualmente R$ 880 reais. Quem possui o Cartão do Cidadão e senha cadastrada pode ir até os terminais de autoatendimento da Caixa ou em uma Casa Lotérica verificar se o benefício está na conta. Se não tiver o Cartão do Cidadão, o beneficiado pode receber o abono em qualquer agência da Caixa Econômica Federal mediante apresentação de um documento de identificação. Quem recebe o Pasep pago pelo Banco do Brasil, deve primeiro confirmar o depósito na conta e se ainda não constar, procure uma agência e apresente um documento com foto. Os benefícios que não forem sacados voltarão para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e não estarão mais disponíveis para retirada nas agências bancárias.
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O governo de Michel Temer vai apoiar a proposta de terceirização irrestrita, para qualquer tipo de atividade, nos moldes propostos pelo projeto aprovado na Câmara, no início de 2015, e que está à espera da votação no Senado. O Palácio do Planalto quer que o projeto, que conta com a simpatia de associações patronais, mas a ojeriza das centrais sindicais, seja aprovado ainda este ano, concomitantemente ao andamento da reforma da Previdência. Apesar de o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, ter dito que o governo vai encaminhar ao Congresso outro projeto sobre o tema, não há dúvidas no núcleo duro que assessora Temer do apoio a essa proposta, que já passou pelo trâmite na Câmara. A ideia é economizar tempo e entregar ao setor produtivo, no prazo mais breve possível, uma medida concreta que represente redução de custos.
Regulamentar a terceirização é um dos pontos do que está sendo chamado no Planalto como “modernização” das relações de emprego. A reforma trabalhista deve permitir que as convenções coletivas prevaleçam sobre as normas legais. Sob essa premissa, além dos itens que a própria Constituição permite flexibilizar – como jornada de trabalho, banco de horas, redução de salário, participação nos lucros e resultados – outros benefícios, como férias e 13.º salário, adicionais noturno e de insalubridade, salário mínimo, licenças e FGTS, também serão negociados. O Estado apurou que a avaliação de Nogueira no mercado e entre seus pares no ministério é ruim. Ele não teria força para tocar uma reforma trabalhista desse calibre e deve ser enquadrado pelo Planalto para encampar os princípios que o governo Temer defende. O ministro do Trabalho chegou a prometer às centrais que só haveria posição sobre terceirização depois de discussões em um grupo de trabalho – que foi criado, mas nunca se reuniu. A equipe de Temer também quer tirar do papel duas novas modalidades de contrato de trabalho: o parcial e o intermitente, com jornada inferior a 44 horas semanais e salários proporcionais. “Ninguém imagina que vai conseguir unanimidade em qualquer desses projetos”, afirmou ao Estado o ministro de Governo, Geddel Vieira Lima, quando questionado sobre a força da base aliada do governo para aprovar a regulamentação da terceirização de qualquer atividade. “Veja que, nas grandes democracias do mundo, toda vez que se fala em mudanças de regras trabalhistas e previdenciárias sempre dá turbulência”, completou o ministro. Segundo ele, porém, essas são medidas necessárias para garantir crescimento de longo prazo. “Diferente desses processos cíclicos que se aproveitam de circunstâncias internacionais, dando ilusão a todo brasileiro”, alfinetou. O projeto aprovado na Câmara, depois da atuação com mãos de ferro do ex-presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ), não tinha a adesão do governo da presidente cassada Dilma Rousseff. Será preciso o governo Temer convencer o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), sobre o teor do projeto aprovado na Câmara. Ele não concorda com o texto por considerar que haverá precarização das condições de trabalho. Mesmo opinião tem o senador Paulo Paim (PT-RS), relator do projeto na comissão especial. Ele vai apresentar um novo texto para garantir, segundo ele, os direitos básicos trabalhistas aos 13 milhões de brasileiros que são terceirizados. “O projeto da Câmara não coloca limite para a terceirização. Dessa forma, não passará aqui no Senado”, afirmou. Paim disse que visitou todas as capitais brasileiras e foi “unânime” a opinião que o texto aprovado pelos deputados tem de ser rejeitado.
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Policiais federais foram às ruas nesta segunda-feira (5) em uma operação que investiga irregularidades em quatro dos maiores fundos de pensão do país, todos ligados a estatais. Os desvios são estimados em R$ 8 bilhões. Ao todo, são cumpridos 106 mandados de busca e apreensão, 34 mandados de condução coercitiva e 7 mandados de prisão temporária. De acordo com a Polícia Federal, os alvos são 74 pessoas e 38 empresas ou entidades. Os focos da operação "Greenfield" são a Funcef (fundo de pensão de funcionários da Caixa), a Petros (de trabalhadores da Petrobras), a Previ (de funcionários Banco do Brasil) e o Postalis (de trabalhadores dos Correios). A ação da PF conta com auxílio do Ministério Público Federal, a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Os mandados foram expedidos pela 10ª Vara Federal de Brasília.
As ações ocorrem em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Amazonas e no Distrito Federal. "A decisão judicial ainda determinou o sequestro de bens e o bloqueio de ativos e de recursos em contas bancárias de 103 pessoas físicas e jurídicas que são alvos da operação no valor aproximado de R$ 8 bilhões", informou a Polícia Federal. De acordo com a corporação, as investigações foram motivadas após a revelação da causa de déficits bilionários de fundos do tipo. "De dez casos, oito são relacionados a investimentos realizads de forma temerária ou fraudulenta pelos fundos de pensão, por meio dos FIPs (Fundos de Investimentos em Participações)", disse a polícia. Os investigadores observaram a configuração de núcleos criminosos: o empresarial, o dirigente de fundos de pensão, o núcleo de empresas avaliadoras de ativos e o núcleo de gestores e administradores dos fundos de investimentos em participações. De acordo com a PF, os investigados podem ser indiciados por gestão temerária ou fraudulenta. Também podem responder por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. Ao todo, participaram da operação iniciada pela manhã cerca de 560 policiais federais, 12 inspetores da CVM, 4 procuradores federais da CVM, 8 auditores da Previc e 7 procuradores da República.
Greenfield
O nome da operação faz alusão a investimentos que envolvem projetos incipientes (iniciantes, em construção), ainda no papel, como se diz no jargão dos negócios. No sistema financeiro, o contrário de investimentos Greenfield é o Brownfield. Nesse tipo, os recursos são aportados em um empreendimento/empresa já em operação.
VEJA ONDE SÃO CUMPRIDOS OS MANDADOS
DF: 20 mandados de busca e apreensão, 6 conduções coercitivas e 5 mandados de prisão temporária
São Paulo:
São Paulo - 44 mandados de busca e apreensão, 17 conduções coercitivas e 1 prisão temporária
Campinas - um mandado de busca e apreensão e um de condução coercitiva;
Santos - um mandado de busca e apreensão
Rio de Janeiro:
Rio de Janeiro - 28 mandados de busca e apreensão, 7 conduções coercitivas e 1 prisão temporária
Niterói: três mandados de busca e apreensão e um de condução coercitiva
Espírito Santo:
Vila Velha - um mandado de busca e apreensão e um prisão temporária
Bahia:
Salvador - um mandado de busca e apreensão e um condução coercitiva
Ilheus - um mandado de busca e apreensão
Paraná:
Curitiba - um mandado de busca e apreensão;
Rio Grande do Sul:
Porto Alegre - dois mandados de busca e apreensão e um de condução coercitiva
Santa Catarina:
Florianópolis - três mandados de busca e apreensão, um de condução coercitiva e um mandado de prisão temporária
Amazonas
Manaus - dois mandados de busca e apreensão
Segundo a Polícia Federal, o número de mandados (de busca e apreensão, condução coercitiva e prisão) é diferente do numero total de alvos porque parte deles teve medidas cumpridas em mais de um endereço.
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No primeiro semestre de 2016, as vendas pela internet alcançaram um faturamento de R$ 19,6 bilhões, o que representa um crescimento nominal de 5,2% na comparação com o mesmo período no ano passado, segundo a Ebit. Entre os fatores estão aumento de 7% no valor do tíquete médio, ficando em R$ 403,46, crescimento puxado pela alta de preços registrada pelo índice Fipe/Buscapé, maior participação das classes A e B e manutenção das vendas de categorias de produtos de maior valor, como eletrodomésticos e telefonia/celulares. Segundo o balanço, houve aumento de 31% de consumidores virtuais ativos, aqueles que realizaram pelo menos uma compra no período, chegando a 23,1 milhões. Houve ainda forte crescimento das vendas via dispositivos móveis, que tiveram 18,8% em participação média no semestre e, em junho, representaram 23%.
No entanto, com o aumento do desemprego e enfraquecimento das compras feitas pela classe C, houve queda de 2% no volume de pedidos na comparação com o ano anterior. No total, foram contabilizados 48,5 milhões de encomendas virtuais. Por outro lado, a renda média familiar dos consumidores online aumentou em 11%, alcançando R$ 5.174. Neste semestre verificou-se uma mudança no comportamento dos consumidores em relação à preferência dos produtos adquiridos. A categoria “livros, assinaturas e apostilas” (14%) assumiu a liderança em volume de pedidos, seguida por “eletrodomésticos” (13%), “moda e acessórios” (12%, que estava à frente desde a primeira metade de 2013), “cosméticos e perfumaria /cuidados pessoais/saúde” (12%) e “telefonia/celulares” (9%). "Apesar de um começo de ano com menor ritmo nas vendas, a Ebit registrou uma melhora na confiança do consumidor, o que garantiu uma retomada das transações nos últimos meses. A expectativa é de que o crescimento do e-commerce seja maior no segundo semestre potencializado, principalmente, pela Black Friday e Natal", comentou o COO da Ebit, André Dias. A estimativa de vendas até o final do ano se mantém de acordo com o previsto pela Ebit no começo de 2016. O faturamento deverá totalizar R$ 44,6 bilhões, um crescimento nominal de 8% ante 2015. O número de pedidos poderá chegar a 106,5 milhões, próximo ao apresentado no ano passado.
Ciclo de compra
Em pesquisa especial da Ebit realizada com 7.809 consumidores, entre 3 de junho e 11 de julho, sobre o ciclo de compra na Internet, uma pergunta abordava quais produtos foram comprados no e-commerce nos últimos três meses. Celular/smartphone foi o campeão, com 26% da preferência, seguido por moda feminina/acessórios (19%), moda masculina/acessórios (15%), perfume (12%) e esporte e lazer (11%). Analisando o item líder em vendas, verificou-se que em média as pessoas demoram 16 dias para tomar a decisão de adquirir um celular/smartphone. Dos consumidores que procuram o produto, 37% já buscam informações apenas na internet antes de fazer a compra e apenas 3% não pesquisaram em nenhum canal. Questionados sobre os fatores de indução de compra, ainda no caso desse produto de preferência, os respondentes indicaram preço (57%), qualidade (50%) e frete grátis (23%) como os que mais levam em consideração no momento de decisão. Em relação ao indicador que mede a satisfação e fidelização do cliente, houve evolução gradativa nos últimos meses, de 59,7% em dezembro, alcançando 61,6% em março e chegando a 64,4%, em junho deste ano. Uma das causas foi a queda no volume de atraso na entrega, de 8,6% para 7,7% dos pedidos, segundo o estudo. O estado de São Paulo é o que tem maior faturamento no comércio eletrônico no Brasil. E no primeiro trimestre de 2016 atingiu R$ 3,6 bilhões. A quantia representa, porém, uma queda real de 7,4% na comparação com os R$ 3,9 bilhões registrados no mesmo período de 2015. A região Sudeste é também a mais forte em participação nas vendas (Ebit), detendo no primeiro semestre 64,5% do todo.
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A cada 10 candidatos das eleições de 2016, apenas 3 são mulheres, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A proporção não evoluiu desde as últimas eleições municipais, em 2012 - em que 31,5% dos candidatos eram mulheres - e continua abaixo da média da população brasileira. No país, a cada 10 pessoas, 5 são do sexo feminino. Entre os partidos, o com o percentual mais alto é o Partido da Mulher Brasileira (PMB), com 43% dos candidatos mulheres – ou 1.923 das 4.477 pessoas participando das eleições pela sigla. Ele é seguido por PSTU (39,4%), PT (33,4%) e Partido Novo (32,6%). Na outra ponta, o partido com o pior percentual de representação feminina é o PCO, com 28% – ou 23 dos 82 candidatos. O PCB (29,1%) e o PDT (30,1%) vêm em seguida com os índices mais baixos. Desde 1997 a Lei Eleitoral brasileira exige que os partidos e as coligações respeitem a cota mínima de 30% de mulheres na lista de candidatos. A norma vale em todas as eleições, tanto municipais quanto estaduais e federais. Quando foi editada, a legislação falava em “vagas preenchidas”, e causava divergências de interpretação. Em 2009, a redação da Lei 9.504 foi alterada de “deverá reservar” para “preencherá”.
Mônica e a filha (Foto: Márcio Rodrigues / MPIX/CPB)
Um dos destaques da esgrima paralímpica no Brasil, Mônica Santos tem uma história de vida emocionante. A atleta ficou paraplégica depois de optar por não abortar uma gravidez de risco. A filha, Paolla, hoje tem 13 anos. Mônica descobriu aos 18 anos que estava grávida. A alegria trouxe junto preocupação. Ela começou a se sentir mal e sofrer fraqueza nas pernas. Pouco depois, descobriu um angioma medular. Os médicos recomendaram que interrompesse a gravidez para evitar que a lesão pressionasse ainda mais a medula, o que poderia causar até tetraplegia. Mônica não quis e preferiu encarar o risco. Após o parto da filha, passou por uma cirurgia para retirar o angioma e acabou perdendo o movimento das pernas. "Me tornei cadeirante em 2002 por opção. Eu estava com dois meses de gestação quando tive um angioma medular e optei por ter a neném e ficar paraplégica. Não foi uma questão religiosa. Foi uma questão humana. Acho que, se cada um tivesse um pouquinho mais de humanização, o país estaria bem melhor. No momento eu nem pensava em ser contra aborto ou a favor. O fato é que eu queria ter um bebê, ali era uma vida, e eu não queria tirar aquela vida. Acho que era um ser humano desde o momento que estava ali batendo o coraçãozinho", disse ela ao GloboEsporte. Na época, Mônica jogava futebol. Ela procurou vários esportes adaptados para continuar se exercitando. Acabou descobrindo e se apaixonando pela esgrima. Ela foi bicampeã Regional das Américas e garantiu vaga na Paralimpíada - as disputas da categoria acontecem de 12 a 16 de setembro.
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A Organização Mundial de Saúde (OMS) e autoridades médicas se dizem intrigadas com o fato de os casos de microcefalia aparentemente serem muito mais numerosos no Brasil do que em outros países afetados pela epidemia de zika. A questão esteve no centro dos debates do 4º encontro do comitê emergencial da OMS sobre o tema, que terminou na última sexta-feira em Genebra. De acordo com o diretor do comitê, o médico David Heymann, explicações para o alto número de incidência de más-formações ainda precisam ser desvendadas, e estudos em diversas direções procuram entender causas além das especuladas até o momento. "Há enormes variações e precisamos responder à pergunta: isso ocorreu simplesmente porque o vírus atingiu a população em um outro momento, e há apenas um lapso de tempo? Estamos apenas aguardando que as complicações apareçam? Ou outros fatores contribuem fazendo com que, em uma parte do mundo, a doença resulte em maiores complicações do que em outra?", indagou.
De acordo com o último boletim epidemiológico da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), até agosto foram confirmados 1.845 casos de bebês nascidos com más-formações no Brasil, em uma população de 206 milhões. O segundo país a registrar maior incidência de más-formações congênitas é a Colômbia, com 29 casos confirmados em uma população de 47 milhões. Em uma comparação simplificada, o Brasil tem população cerca de 4,3 vezes maior do que a do vizinho, mas registra 63 vezes mais casos de más-formações. Ao todo, infecções por zika foram observadas em 72 países desde 2007, porém apenas 20 desses reportaram más-formações no sistema nervoso de bebês associadas ao vírus. Entre eles, quatro foram episódios de infecção ocorridos fora do território.
Possibilidades
Diversas teorias procuram explicar a razão dos altos índices de microcefalia observados particularmente no Brasil, mas até o momento nenhuma é conclusiva. O argumento mais aceito era de que os surtos haviam iniciado anteriormente no Brasil e se alastrado para o resto da América Latina, portanto seria apenas uma questão de tempo até a microcefalia atingir altos números na região como um todo. Essa profecia, porém, ainda não se concretizou, deixando o Brasil numa indesejável e solitária liderança estatística. Para o virologista da USP Paolo Zanotto, a cepa (linhagem) do vírus, o lapso do tempo desde o início da epidemia, a interação com outras doenças e as condições socioeconômicas são os fatores mais prováveis por trás da discrepância. Na reunião da OMS debateu-se extensamente se a versão do zika que provocou a epidemia no Brasil - de origem asiática e comprovadamente associada à microcefalia - seria mais perigosa do que sua gêmea, a cepa africana. "As epidemias com a cepa africana vêm ocorrendo há vários anos, mas ninguém realmente as observou. Então a pergunta é: estaria a africana também causando microcefalia?", questionou Peter Salama, diretor-executivo para surtos e emergências da organização. "Estamos analisando as diferenças entre as cepas. Isso está sendo investigado", reforçou Heymann. Zanotto ressalta que a desproporcionalidade de casos nos Brasil depende da compreensão do fenômeno como um todo. O lapso do tempo desde o início da epidemia e o nível de prevalência do vírus seriam os parâmetros corretos para essa aferição. "A gente precisaria ter estudos de sorologia retroativos nas populações para entender em que ponto estamos, quantas pessoas de fato foram infectadas. Um milhão? Cinquenta milhões? Precisamos saber isso para poder calcular os casos de microcefalia com um denominador de fato." "Imagine se no Nordeste (do Brasil) 80% da população já tiver sido infectada? Aí os números de microcefalia fariam sentido. Mas, se menos de 2 milhões tiverem sido infectados, ainda haveria muitos milhões (de pessoas vulneráveis). Aí a doença ficaria muito mais complicada do que parece", explicou.
Cofatores
"É necessário que haja estudos completos, com grupos de controle, para estabelecer se existem ou não outros aspectos envolvidos. Isso é principalmente por conta da diferença entre as manifestações (do vírus) em diversos países", afirmou Heymann. O diretor-executivo destacou que a particularidade brasileira é "uma questão em aberto". "Há muitos estudos em andamento, inclusive com grupos de controle, especialmente no Nordeste do Brasil, para explicar as variações entre as incidências de complicações." Ele enumerou aspectos genéticos, alimentares e de contaminação ambiental como exemplos. "Há uma extensa gama de fatores que precisa ser avaliada para entendermos exatamente a causa", agregou. O desafio dos cientistas não é apenas definir quais cofatores impactaram a má-formação dos bebês, mas também avaliar a interação entre eles, já que possivelmente ocorrem simultaneamente. "No Nordeste, há uma prevalência de dengue muito mais alta do que no resto do Brasil. Cerca de 80% da população já teve dengue. Pesquisas já mostraram que isso pode ser um intensificador do problema", exemplificou Zanotto. Outro ponto destacado por Zanotto é o índice de desenvolvimento humano (IDH), referência utilizada para avaliar a condição socioeconômica da população. De acordo com o professor, a maioria dos bebês afetados nasceu em comunidades cujo IDH é baixo. "Temos evidência de que o fator socioeconômico está relacionado também - pode ser relacionado à má nutrição ou à exposição a outras doenças.""Há várias coisas que podem ser a razão (da alta incidência de microcefalia) e estamos tentando produzir pesquisas em várias linhas pra tentar ficar sensível às respostas que venham dessas diferentes hipóteses", concluiu.
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Tenda de oxigênio teria sido improvisada para atendiemento de criança (Foto: Reprodução/Facebook)
Um vídeo gravado na sexta-feira (3) no Hospital da Mulher Mãe Luzia, única maternidade pública do Amapá, mostra um bebê recebendo oxigênio através de uma tenda improvisada com saco plástico. As imagens foram publicadas e compartilhadas na rede social Facebook. Veja o vídeo O recém-nascido está internado na Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal (UTI), da maternidade. Um enfermeiro que pediu para não ser identificado contou que a falta de materiais adequados para atendimentos é constante na unidade hospitalar localizada no Centro deMacapá. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou que a falta de material na sexta-feira foi temporária. A instituição garantiu que o processo com o uso do saco plástico é seguro e é utilizado em casos de emergência, além de que uma tenda de oxigênio estava sendo esterilizada no momento e o atendimento foi normalizado após algumas horas, afirmou o órgão.