PF realiza terceira fase da Operação Hashtag contra o terrorismo
- 06 Set 2016
- 19:07h
-32-64.jpg)
(Foto: Reprodução)
A Polícia Federal realizou nesta terça-feira (6) a terceira fase da Operação Hashtag de combate ao terrorismo em São Paulo. Segundo a PF, foram cumpridos dois mandados de condução coercitiva (quando a pessoa é levada a prestar depoimento) e dois mandados de busca e apreensão no estado. A assessoria da Polícia Federal não informou a identidade dos que foram levados para depôr e as cidades onde os mandados foram cumpridos. A operação Hashtag teve a primeira fasedeflagrada no dia 21 de julho, e a segunda no dia 11 de agosto. Ao todo, 14 pessoas foram presas e seguem detidas em um presídio federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Um adolescente também foi apreendido e está em Goiânia.
Ataques na Olimpíada
Trechos de mensagens de texto apreendidos pela Polícia Federal (PF) nos celulares dos investigados da Operação Hashtag, obtidos com exclusividade pelo Jornal Hoje em 2 de setembro, revelam que o grupo tinha a intenção de promover extermínio em massa e que a Olimpíada do Rio, que se encerrou no dia 21 de agosto, seria uma "ótima oportunidade". Os presos são suspeitos de ligação com o grupo terrorista Estado Islâmico. "Ótima oportunidade para matar americanos, iranianos xiitas, saudis, etc", diz uma das mensagens trocadas entre os suspeitos. Para comentar sobre o assunto, eles criaram grupos em vários aplicativos de conversa no celular, ainda conforme a PF. "A nossa oportunidade de conseguir entrar no paraíso de Alah está naquela Olimpíada", diz outra mensagem trocada entre os suspeitos. Para a polícia, Alisson Luan de Oliveira, um dos presos, foi quem revelou a intenção de promover as mortes em massa. Para isso, ele sugeriu o uso de armas bioquímicas. Em um dos grupos de conversa, ele diz saber pouco sobre o assunto e perguntou se alguém sabia manusear materiais bioquímicos. "Já imaginaram um ataque bioquímico, contaminar as águas em uma estação de abastecimento de água por exemplo?", indagou Oliveira. Ele argumentou ainda que se isso acontecesse, entraria para a história. O problema, segundo ele, é que não daria para fazer isso com poucas pessoas, no mínimo cinco. A defesa de Alisson Luan de Oliveira não foi localizada.



















