O empresário Luís Augusto Schiavon, de 24 anos, morreu em um acidente automobilístico na tarde de terça-feira (25), na Rodovia João Ribeiro de Barros (SP-294), em Marília (SP). Uma jovem de 20 anos também morreu na colisão e outras três pessoas continuam internadas.Guto Schiavon, como era conhecido, era um dos empresários mais bem sucedidos do ramo de criptomoedas do Brasil. Ele foi um dos fundadores da Foxbit em 2014, considerada uma das maiores corretoras de bitcoin do país. Sob seu comando, a empresa conquistou mais de 400 mil clientes, chegando a movimentar até R$ 20 milhões por dia, e ajudou a disseminar o conceito de investimento em criptomoedas entre os brasileiros. Em fevereiro deste ano o G1 visitou a empresa, formada em sua maioria por pessoas com menos de 30 anos. Em seu perfil no Twitter, a Foxbit postou uma mensagem de pesar. "Comunicamos com profundo pesar o falecimento do fundador e diretor de Operações da Foxbit, Luís Augusto Schiavon, o Guto, aos 24 anos." Na internet, dezenas de pessoas lamentaram a morte do fundador da Foxbit. "O Guto era uma inspiração para todos os jovens empreendedores! Que Deus console os familiares, amigos e admiradores dele", escreveu um internauta. "Que perda! Jovem, visionário e grande empreendedor. Que a família saiba a importância e grandeza desse cara. Força!", postou outro. Guto nasceu em Marília e viveu em Pompéia até 2016, quando se mudou para São Paulo para se dedicar à empresa que fundou. Ele frequentemente visitava a família no interior de SP. O corpo do empresário foi enterrado no cemitério de Pompéia (SP), na tarde desta quarta-feira (26).
O ex-governador do Espírito Santo Gerson Camata, de 77 anos, foi assassinado na tarde desta quarta-feira na Praia do Canto, em Vitória. O crime ocorreu em frente a um restaurante. Segundo a polícia, o ex-governador foi morto com um tiro no pescoço depois de uma discussão com um ex-assessor, causada por uma ação judicial movida por Camata contra ele. O suspeito confessou o crime e foi preso. O Samu chegou a ser acionado, mas o ex-governador morreu no local. Segundo a polícia, o autor dos disparos fugiu após cometer o crime, mas foi preso logo depois e presta esclarecimentos no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A arma usada não tinha registro e foi apreendida. De acordo com o Secretário Estadual de Segurança Pública, Nylton Rodrigues, o suspeito foi preso e declarou, em depoimento, que a motivação foi uma ação judicial movida contra ele por Camata, que resultou no bloqueio de R$ 60 mil de sua conta bancária. “Na tarde de hoje, o assessor foi tirar satisfação ao encontrar Gerson Camata na rua, na calçada, próximo a uma banca de revista e a uma padaria. Neste encontro, iniciou uma discussão verbal, onde o assessor sacou a arma e efetuou o disparo contra o ex-governador”, explica Rodrigues.Camata foi governador do Espírito Santo entre 1982 e 1986, exerceu três mandatos como senador, de 1987 até 2011. Ele ainda foi vereador de Vitória, deputado estadual e deputado federal.Depois de ser baleado, Camata ficou caído na calçada. A família esteve no local do crime. Depois da perícia da Polícia Civil, o corpo Departamento Médico Legal (DML) de Vitória. No início da noite, os parentes ainda não tinham liberado o corpo. A ação será feita por um sobrinho de Gerson, Edmar Camata.
Os eleitores que não votaram no segundo turno das Eleições 2018, realizado no dia 28 de outubro deste ano, têm até quinta-feira (27) para regularizar a situação eleitoral. Devido ao recesso do judiciário (de 20/12 a 6/1), que suspende o funcionamento dos cartórios eleitorais em todo o estado, os eleitores poderão enviar justificativa de maneira online, por meio do Sistema Justifica. O não comparecimento injustificado no dia da eleição é irregularidade punível com multa. De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a comprovação da quitação com as obrigações eleitorais é necessária para, por exemplo, tomar posse em cargo público, fazer matrículas em instituições de ensino superior e, no caso de servidor público, receber o salário. Além disso, após três ocorrências consecutivas, a ausência do eleitor às urnas acarreta o cancelamento de título eleitoral. A regra só não se aplica aos eleitores cujo voto é facultativo (analfabetos, maiores de 16 e menores de 18 anos, e maiores de 70 anos) e aos portadores de deficiência física ou mental que torne impossível ou demasiadamente oneroso o cumprimento das obrigações eleitorais. Por meio do Sistema Justifica, o eleitor deverá preencher um formulário online para informar os dados pessoais, declarar o motivo da ausência e anexar comprovante do impedimento para votar. O cidadão receberá um protocolo para acompanhar o andamento do requerimento, que será encaminhado para exame pelo juiz competente. Se acolhida a justificativa, o eleitor será notificado da decisão. O eleitor inscrito na Zona Eleitoral do Exterior, ausente do domicílio eleitoral na data da eleição ou que não tenha votado, também necessita justificar o não comparecimento às urnas na eleição presidencial. Nesse caso, o Requerimento de Justificativa Eleitoral – pós eleição deve estar acompanhado de cópia de documento oficial brasileiro de identidade e de comprovante dos motivos alegados para justificar a ausência. O requerimento deve ser enviado diretamente ao juiz da Zona Eleitoral do Exterior. A justificativa também pode ser entregue nas missões diplomáticas ou repartições consulares localizadas no país em que o eleitor estiver. Também pode ser enviada pelo Sistema Justifica. Já o cidadão brasileiro que estava no exterior no dia do pleito tem até 30 dias, contados de retorno ao Brasil, para justificar a ausência no cartório eleitoral ou também pela internet, por meio do Sistema Justifica.
Com a Mega-Sena da Virada se aproximando, pessoas em todo país tentam aumentar suas chances de começar o ano com o bolso cheio de dinheiro.Fazer jogos com mais números, apostar no bolão ou então tentar os números recorrentes dos concursos que ocorreram ao longo de 2018 são algumas das técnicas usadas por apostadores para tentar a vida milionária.O prêmio deste ano é estimado em R$ 280 milhões. A aposta simples custa R$ 3,50 e deve ser feita até as 16h do dia 31 de dezembro. O sorteio ocorre às 20h da mesma data. Para quem gosta de usar as dezenas mais sorteadas para escolher os números, algumas dicas:
As dezenas 27 e 56 saíram 19 vezes cada uma. Elas foram os "campeãs" em 106 jogos de janeiro a dezembro
Em segundo lugar ficou a dezena 11, que foi sorteada 18 vezes
Já na terceira colocação estão 6, 10, 35, 37, 38 e 40, sorteadas 17 vezes cada
Veja abaixo os dezenas mais sorteadas neste ano: Números mais sorteados na Mega-Sena em 2018
Após três dias de buscas, a sexta vítima atingida pela tromba d'água em uma cachoeira em São João Batista do Glória (MG) no último sábado (22) apareceu com vida na própria casa, em Passos (MG), no início da noite desta terça-feira (25). A informação foi confirmada pela família do rapaz. Outras cinco pessoas morreram no incidente.Eduardo Gomes Moraes, de 35 anos, era o último desaparecido do grupo de seis pessoas que fazia rapel na Cachoeira do Zé Pereira. A informação inicial é que após a tromba d'água atingir o local, ele se refugiou em uma gruta e depois saiu andando por uma fazenda até conseguir retornar para casa nesta terça-feira.Após chegar em casa, Eduardo se alimentou, tomou um banho e seguiu para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Passos, onde deve tomar soro para se reidratar."Foi uma bênção de Deus, foi o ano da renovação, o Natal faz tudo e acontece”, disse Eduardo. “Uma satisfação, uma alegria, um renascimento de vida. Um novo aprendizado. E um abraço para todo mundo que veio aqui prestigiar eu aqui na minha casa. É uma gratificação", completou.Em uma rede social, o irmão de Eduardo, Leonardo Gomes Moraes comemorou o retorno. Após a notícia ser confirmada pela família, uma multidão se formou na porta da casa.
O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar no ano que vem se é constitucional a apreensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou passaporte para pressionar réus inadimplentes a regularizar os débitos. Os ministros irão responder se medidas assim ferem ou não a liberdade de ir e vir do cidadão, garantida pela Constituição. Segundo o blog apurou, o ministro Luiz Fux, relator do tema, quer liberar o processo para julgamento em 2019 - e caberá ao presidente do STF, Dias Toffoli, marcar uma data. No último dia 19 de dezembro, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, opinou ao Supremo sobre a questão e se posicionou contra apreensão de carteira de motorista ou passaporte. Para ela, decisões que determinam recolhimento desses documentos devem ser consideradas inconstitucionais. "Patrimônio e propriedade de bens não se confundem com liberdade", afirmou Raquel Dodge. Para a procuradora, as medidas devem ser tomadas no campo do patrimônio do cidadão. "A liberdade do indivíduo não está disponível nem ao credor, nem ao Estado-juiz no momento em que age para efetivar direitos patrimoniais. Esta é, precisamente, a função dos direitos fundamentais, estabelecer limites ao poder estatal, mesmo quando há pretensões legítimas em jogo", considerou. A ação foi apresentada pelo Partido dos Trabalhadores em maio deste ano e questiona trecho do Novo Código de Processo Civil (CPC), que autoriza que os juízes determinem medidas indutivas e coercitivas "necessárias para assegurar o cumprimento de ordem judicial". Com base nesse ponto, juízes têm determinado a apreensão da carteira de motorista e do passaporte, por exemplo, como forma de pressionar os devedores. O advogado Rodrigo Mudrovitsch, que assina a ação do PT, argumenta que o trecho dá margem para interpretações que ferem direitos ligados à liberdade do cidadão, como a liberdade de locomoção. Em junho, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) analisou um caso específico de homem que teve carteira de motorista e passaporte apreendidos por dever R$ 16.853,10 a uma escola. A turma entendeu que era possível o recolhimento da carteira de motorista, mas rejeitou autorizar a apreensão do passaporte por considerar que a medida seria desproporcional e violava o direito de ir e vir. Outro caso semelhante que ganhou repercussão envolve o ex-jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho. Em novembro, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) determinou as apreensões dos passaportes dele e de e seu irmão, o empresário Assis Moreira. O motivo foi a falta de pagamento de uma dívida que já chega a R$ 8,5 milhões em um processo por dano ambiental em Porto Alegre. Eles foram condenados pela Justiça em 2015. Ao G1, o advogado Sérgio Queiroz, que representa os irmãos Assis, qualificou a decisão como "arbitrária", por afrontar o "direito de ir e vir garantido na Constituição Federal". Ele entrou com recurso contra a medida. O ministro relator da ação movida pelo PT no STF, Luiz Fux, entende que, em razão da relevância, o tema deve ser julgado diretamente no plenário do tribunal. "A matéria versada na presente ação direta se reveste de grande relevância, apresentando especial significado para a ordem social e a segurança jurídica", afirmou o ministro.
O teólogo e antropólogo belga Etienne Samain doou 2,4 mil livros de sua coleção para a biblioteca do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp. Entre os títulos cedidos pelo professor aposentado da Universidade Estadual de Campinas (SP) estão obras de antropologia, teologia, fotografia, artes visuais e etnologia."A vida tem que continuar e os livros também. Esses livros se tornarão adultos e podem viajar, tenho confiança neles e que estão seguros junto a Unicamp e o IFCH", diz Samain.Os livros doados pelo belga se juntam a outros 250 mil títulos que fazem parte do acervo da Biblioteca ‘Octávio Ianni’. Constantemente a Unicamp recebe livros de pessoas físicas e jurídicas, principalmente as doações póstumas, feitas por familiares de ex-professores.De acordo com a diretora técnica Valdinéia Sonia Petinari, a doação de Samain é a maior de uma coleção particular com o dono ainda vivo desde que assumiu o posto, há dois anos. E isso permitiu um diálogo com o doador e considerações sobre a coleção."As pessoas me chamam de generoso. Eu não sei se a generosidade pode ser definida como estar aberto a um futuro que não me pertence apenas, mas pertence a muitos outros", afirma o antropólogo.A doação de Samain é responsável por abrir uma catalogação de antropologia e imagem, já que até então, os livros eram separados por outras categorias, de acordo com a doutora em multimeios, Fabiana Bruno.Fabiana teve as teses de doutorado e mestrado orientadas pelo professor Etienne. Ela conta que a biblioteca pessoal do antropólogo teve participação fundamental na sua formação acadêmica. "É uma biblioteca muito preciosa para antropologia visual e da imagem", afirma."Tenho dado aula sobre o tema e nem todos os autores estavam disponíveis. A biblioteca do professor tem um enorme número de autores que trabalham essas relações, é uma enorme contribuição", diz Fabiana.
Entre os tantos pedidos de celulares, videogames e brinquedos para o Natal, o Papai Noel recebeu uma cartinha diferente da cidade de Minduri (MG). O autor é o Miguel Castro Souza, de 12 anos, que tem autismo de grau leve e gostaria de ganhar algo simples, mas muito importante - amigos. “Brinco na escola sozinho pois as crianças me odeiam por ser diferente”. A carta emocionou a mãe, Cristina de Castro Silva Souza, que mandou uma foto dos escritos do Miguel para a filha que mora em Belo Horizonte (MG). Foi de lá que veio a ideia de postar o pedido em uma rede social. O resultado surpreendeu a família. O post de Cristina viralizou e, até a tarde desta segunda-feira (24), já havia recebido mais de 25 mil curtidas e quase 60 mil compartilhamentos. Diante do sucesso da cartinha, ela resolveu criar um perfil para o filho. Assim, ela quer entregar a ele o que pediu de Natal. “O que eu pensei: já que tem tanta gente enviando mensagem dizendo que quer ser amiga dele, eu vou criar um perfil para ele. E este vai ser o presente do Papai Noel para ele. Só vou mostrar no dia 25”, afirma.Miguel tem recebido mensagens de várias partes do país, a maioria com a mesma intenção. "Quero ser seu (sua) amigo (a)", dizem os internautas.Miguel e o irmão gêmeo, que não tem autismo, estudam com a mesma turma desde os 6 anos de idade. A mãe dos meninos conta que desde que ingressou na escola, o pequeno Miguel é excluído entre os colegas. “Alguns, às vezes, conversam um pouquinho com ele, depois já não falavam mais. Com o passar do tempo, foram realmente isolando”, relata Cristina.
Hospedado com a família na base da Marinha na Ilha de Marambaia (RJ), o presidente eleito Jair Bolsonaro fez piada nesta segunda-feira (24) com o atentado à faca que sofreu durante o primeiro turno da campanha eleitoral. Em um vídeo divulgado por sua assessoria, Bolsonaro brinca de esfaquear um integrante da Marinha que estava assando um churrasco na base militar. Na gravação feita durante um passeio pela Ilha de Marambaia, o presidente eleito se aproxima do militar da Marinha, o cumprimenta com um tapinha nas costas e, logo em seguida, faz graça com o tamanho da faca utilizada pelo fuzileiro naval, fingindo golpeá-lo no abdômen, mesma região em que foi esfaqueado no início de setembro por Adélio Bispo de Oliveira. "Olha o tamanho da faca do cara. Olha o tamanho da faca do cara. Se alguém der com uma dessa aqui em você, você vai ser presidente da ONU", diz Bolsonaro ao militar, gargalhando. Bolsonaro viajou para a base de Marambaia para passar o Natal com a família. Ainda nesta semana ele irá para Brasília, onde será empossado presidente da República na próxima terça-feira (1º).Em 6 de setembro, Bolsonaro levou uma facada durante um ato de campanha em Juiz de Fora, interior de Minas Gerais. O autor da facada foi preso em flagrante e confessou o crime. Adélio está preso em uma penitenciária de segurança máxima em Campo Grande (MS). Em razão da facada, Bolsonaro ficou três semanas internado na Santa Casa, de Juiz de Fora, e no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, e foi submetido a duas cirurgias. Até hoje ele utiliza uma bolsa de colostomia por conta do episódio. Mais cedo nesta segunda-feira, o presidente eleito publicou em sua página pessoal no Facebook um banner virtual ilustrado por uma imagem do momento em que foi esfaqueado no interior de Minas Gerais. Na publicação em que deseja "Feliz Natal", ele diz que "milagres existem" e que "juntos mudaremos o destino do Brasil".
Cleone Santos, uma das fundadoras do Mulheres da Luz — Foto: Marcelo Brandt/G1
Uma associação que atua pela garantia dos direitos humanos das mulheres em situação de prostituição arrecadou R$ 20 mil em um financiamento coletivo pela internet para realizar uma ceia de Natal no Parque da Luz, na região central da cidade de São Paulo. Neste ano, as mulheres, com idades acima dos 40 anos, vão levar para suas famílias uma cesta com alimentos e ganharam um kit com produtos de beleza. Desde a sua formação, o coletivo Mulheres da Luz procura garantir um Natal com presentes para 200 mulheres, em sua maioria negras e pardas, provedoras de suas famílias e moradoras das periferias da capital. Em 2018, no entanto, a proposta das festas de fim de ano mudou a partir da escuta das necessidades delas. “Costumávamos oferecer um almoço e sacolinhas com roupas e brinquedos para as crianças, mas elas pediram ajuda para, se possível, confraternizar com suas famílias. Então pensamos em oferecer uma cesta básica e um presente para cada uma por meio de um financiamento coletivo. Arrecadamos R$ 23 mil e pudemos acrescentar esta ceia, que é um lanche, na verdade”, explica Cleone Santos, uma das fundadoras do grupo. “Elas só pensam nas famílias, e por isso tivemos a ideia de pensar nelas por meio deste presente, que é um kit de beleza”, continua. A campanha foi lançada em uma plataforma online no dia 30 de outubro e tinha um mês de prazo. A arrecadação para 200 cestas básicas, ao valor de R$ 70 cada, e de 200 kits de beleza, ao custo de R$ 30 cada, ganhou repercussão nas redes sociais e a meta de R$ 20 mil foi alcançada e ultrapassada. A confraternização com a entrega das cestas aconteceu na tarde de sexta-feira (21) no Parque da Luz.
Às vésperas do Natal, uma das épocas em que as pessoas mais precisam de dinheiro, um morador de Palmas deu um exemplo de honestidade. Gabriel Oliveira caminhava pela quadra 104 Sul, quando encontrou uma carteira com mais de R$ 400, cartões de crédito e documentos pessoais. Ao invés de ficar com o dinheiro, ele fez um vídeo para encontrar a dona, conseguiu devolver e fez questão de recusar a recompensa. "O que é dela, é dela", afirmou. A dona da carteira é a biomética Maria Alves. Era uma quarta-feira, horário de almoço. Ela deitou em um banco da praça dos Girassóis para descansar. Ficou por alguns minutos e saiu. Ela acredita que perdeu a carteira no local. "Eu praticamente rodei a praça inteira na possilidade de achar pelo menos os meus documentos porque o dinheiro a gente trabalha e consegue de novo. Mas documento dá um trabalho danado para retirá-los", contou. Apesar de achar que perdeu a carteira na praça, de alguma forma o objeto foi parar em outra quadra, no meio da rua. Mas, o objeto acabou voltando para a dona. Isso aconteceu graças ao Gabriel. Ele estava trabalhando quando, por acaso, viu o objeto vermelho caído no chão e pegou. Quando percebeu que dentro tinha mais de R$ 400, a ideia nunca foi ficar com o dinheiro. "O que é dela, é dela. O que é meu, é meu. Não tive nenhum interesse de ficar com esse dinheiro. Quando ela chegou, queria me dar uma quantia em dinheiro, eu não aceitei. A gente tem que fazer o melhor não pensando em recompensa", disse. Gabriel procurou um número de telefone na carteira, como não encontrou, gravou um vídeo. Nas imagens, ele diz. "Encontrei essa carteira na 104 Sul com R$ 402,30, com o nome de Maria Alves de Jesus, com documentos pessoais, dois cartões de banco. Quem conhecer essa moça, entre em contato comigo". Ele postou o vídeo, menos de uma hora depois de achar a carteira e em 15 minutos a informação chegou até Maria. "Um colega meu me falou me passou o vídeo e falou: 'Maria, é você'? Eu falei: 'Sim, é'. Como tinha o número do Gabriel no vídeo, eu fiz a ligação e fui até o local indicado onde ele estava para buscá-la", contou ela. O encontro para a entrega da carteira aconteceu no mesmo dia. "No momento que eu entreguei a carteira para ela, eu estava com meu coração acelerado, nervoso um pouco. Quando eu entreguei, senti uma paz no meu coração. Eu a vi com uma cara assustada, cansada, preocupada. Quando ela me abraçou, foi uma coisa inexplicável". De lá para cá, eles continuam falando por mensagem. "Gratidão, orgulho e admiração, esses são os sentimentos que tenho por esse rapaz", agradeceu ela.
"Não tivemos outra opção senão abandonar tudo e deixar a Venezuela porque ficou impossível viver lá. Para a gente, não importava o destino, só importava escapar de uma situação que se tornou alarmante em meio a qual não dava mais para sobreviver". Com essas palavras e os olhos marejados por não conseguir esconder a emoção diante de tudo que passou até se instalar com a família em Salvador, o imigrante venezuelano Jesus, de 46 anos, retrata o drama de ter largado tudo para trás em seu país para fugir de uma crise política e econômica que só faz aumentar com o tempo. Agora, tenta uma vida melhor para ele, a esposa e o filho de apenas 12 anos. Jesus foi um dos 30 venezuelanos trazidos no final de outubro, do estado de Roraima, onde os imigrantes atravessam a fronteira para o Brasil. A transferência dele para a Bahia ocorreu durante a 14ª etapa do processo de interiorização dos imigrantes — ação da Operação Acolhida, iniciada pelo Governo Federal, em parceria com a Agência de Refugiados da ONU (ACNUR) e outras entidades para ajudar venezuelanos em situação de extrema vulnerabilidade a encontrar melhores condições de vida em outros estados brasileiros. Do total de estrangeiros que vieram para a Bahia, 25 foram para Alagoinhas e 5 residem em Salvador. O processo de interiorização deles foi viabilizado pela Associação Voluntários para o Serviço Internacional (AVSI Brasil), que, além de viabilziar emprego para os estrangeiros, custeia o aluguel dos imóveis onde ficam por três meses — até janeiro de 2019. A entidade disse que buscou locais acessíveis para eles, para que possam se manter mesmo depois do fim do auxílio. A AVSI informou que vieram 5 famílias para a Bahia — com 7 crianças, ao todo — e 3 homens solteiros. A entidade diz que conseguiu emprego para 8 pessoas, que incluem todos os chefes de família e os solteiros num mesma empresa que atua em Salvador e Alagoinhas. Afirma que contratou uma profissional em Alagoinhas para auxiliar 2 deles na busca por emprego e que mantém contato também com uma família (3 venezuelanos) que conta com o auxílio de membros de uma igreja que estão frequentando na cidade. A entidade diz que os que não têm emprego formal contam com o apoio para moradia, alimentação e intermediação de mão-de-obra, a partir da elaboração de currículo e contatos locais para fazerem entrevistas. Jesus, a mulher e o filho, que moravam em Caracas, capital da Venezuela, chegaram a Roraima em 24 de agosto. Junto com os demais conterrâneos, ficaram em um abrigo até serem trazidos para a capital baiana, no dia 24 de outubro. Em Salvador, eles moram no bairro do Saboeiro. Jesus está empregado — atua como técnico de ar-condicionado numa empresa de bebidas. Diz já ter 30 anos de experiência como técnico em consertos de eletrodomésticos e eletroeletrônicos — inclusive, colocou uma placa na janela de casa com essa informação para que possa ser acionado por vizinhos para a realização de algum serviço. A esposa, Nellys, de 43 anos, ainda está à procura de uma ocupação. "Aqui na Bahia, em Salvador, tem muito amor humano. As pessoas são muito acolhedoras. Ficamos felizes e, ao mesmo tempo, preocupados, porque nos tratam melhor aqui do que no nosso próprio país", destaca Jesus. O país vizinho, do presidente Nicolás Maduro, vive a maior recessão de sua história e, sem perspectiva de melhora, o número de imigrantes só aumenta. Segundo a ONU, que já considera o êxodo como o maior deslocamento de pessoas na história recente da América Latina, cerca de 3 milhões de venezuelanos vivem no exterior, dos quais pelo menos 2,3 milhões deixaram a Venezuela a partir de 2015. Em 2018, cerca de 5,5 mil pessoas deixaram o país por dia, e a previsão da ONU é que, haverá 5,3 milhões de migrantes e refugiados venezuelanos até o final de 2019. Na Venezuela, Jesus era empresário e a esposa trabalhava como cozinheira, mas ele conta que foi, aos poucos, perdendo tudo. Diz que chegaram a ficar com dificuldades até para comprar comida, por causa da inflação que afeta o país desde outubro de 2017 e que, conforme o Fundo Monetário Internacional (FMI), pode chegar a 10.000.000% em 2019. "Lá, quem era de classe média alta virou nada, perdeu praticamente tudo. Agora, imagine quem era das classes menos favorecidas. Quem trabalha um mês lá, ganha um salário de 4.500 bolívares, enquanto 1 kg de tomate já estava custando 3.500 bolívares", afirma. Então, não tivemos outra alternativa. Precisávamos sair, seja para onde fosse: Colômbia, Peru, Brasil... E não é fácil deixar o seu país, sem saber o que vai conseguir". Ao contrário de muitos conterrâneos, vieram para o Brasil sem vender a casa onde moravam na Venezuela, para terem para onde voltar caso a vida aqui não desse certo. Ao chegarem em território brasileiro, no entanto, ficaram sabendo que o imóvel havia sido saqueado por criminosos. "Não vendemos a casa lá porque seria o lugar para onde voltaríamos caso a gente não conseguisse se manter aqui. Teríamos, assim, para onde voltar. Mas já aqui recebi uma foto de como a nossa casa ficou: parte foi destruída e tudo foi saqueado", diz, mostrando a imagem do que restou da residência na tela do celular. O filho, de 12 anos, conseguiu bolsas de estudo em Salvador para fazer aulas de natação e karatê. O menino tem um problema cardíaco e precisa fazer atividades regulares. Ele só não conseguiu ainda vaga em uma escola da capital para poder continuar os estudos.
Pelo menos oito grandes volumes contendo cestas básicas e presentes de Natal destinados a crianças carentes que enviaram cartas ao Papai Noel solidário foram levados durante uma invasão a uma agência dos Correios em Guarujá, no litoral de São Paulo. A Polícia Federal investiga o caso e pede que denúncias para localizar os responsáveis sejam feitas. O crime ocorreu durante a madrugada, enquanto a agência estava fechada, informou a polícia neste domingo (23). A suspeita é que pelo menos dois homens tenham acessado por meio de uma janela a unidade, localizada na avenida Santos Dumont, bairro Sítio Paecara, Distrito de Vicente de Carvalho, e permanecido no local por poucos minutos. Os alvos, conforme apurado pelo G1, eram as encomendas enviadas por meio de doações voluntárias ao projeto "Papai Noel nos Correios". Ao longo do último mês, as cartinhas enviadas por crianças de até 10 anos foram colocadas à disposição de pessoas que pudessem atender aos pedidos - a maioria deles era referente à mantimentos para a família.Metade do conteúdo levado são cestas básicas que seriam entregues nos próximos dias aos destinatários na região. A outra metade era de presentes solicitados por outras crianças também por meio do projeto solidário da instituição. Todas as encomendas foram doadas nos últimas semanas por voluntários que "adotaram" uma cartinha.A Polícia Federal informou que procura pelos responsáveis pelo crime, assim como pelas encomendas levadas. Denúncias, mesmo que anônimas, podem ser feitas ao plantão da Delegacia da PF em Santos (13) 3213-1800 ou então também pelo telefone da Polícia Militar (190). As instituições também recebem doações para repor as que foram furtadas.
Uma mulher relatou que foi abusada por João de Deus entre 2009 e 2010 cerca de 20 vezes durante atendimentos espirituais na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, Goiás. Ela contou sobre os abusos em entrevista exclusiva ao Fantástico e mostrou os registros que fez na época em um diário. O médium está preso suspeito de abusar de mulheres que procuravam tratamento espiritual. Ele nega as acusações.A mulher contou que ficou deprimida e chegou a pensar em suicídio na época em que foi abusada pelo médium. “Eu pensava: gente, não é possível que isso não vai ter fim”, disse. A vítima relatou que tinha 20 anos na época dos abusos e mantinha um diário – único espaço em que se sentia confortável para falar sobre o que passou. Em um dos registos, ela escreveu: “A vez que ele foi mais longe”. “Ele ficava com o pênis dele passando no meu ventre. Colocava no meio das minhas nádegas”, disse.Outro trecho do caderno mostra quando ela registrou uma ordem do médium, pedindo que ela prometesse que não iria perder peso. Em um terceiro momento, ela contou que ele havia prometido pagar pela formatura dela. A vítima disse ainda que chegou a reclamar para o próprio João de Deus, se mostrando desconfortável com a situação. “Eu reclamei: cara, você está me deixando doente. Eu estou ficando cada vez pior. Mas ele: ‘Não. Você é forte’”, contou. O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) informou que o diário dela, cartas e passagens entregues por outras mulheres servem como documentos e farão parte das denúncias. A engenheira Gleice Lima, brasileira que mora em Chicago, nos Estados Unidos da América (EUA), contou que já esteve em Abadiânia para passar por tratamento espiritual com João de Deus. Na época, ela tinha recebido diagnóstico de leucemia que, mais tarde, descobriu que estava errado. A mulher contou que, na época, o médium disse que ela estava muito mal e, por isso, precisaria ficar em Abadiânia. Ela disse que, ainda no hotel onde ela estava hospiedada, João de Deus a forçou a fazer sexo oral nele, mas ela cuspiu no médium. A partir de então, ela disse que começou a ser ameaçada. "Ele falou: 'você fica quieta, menina. A partir de hoje você não vai falar nada, você não vai embora. Se você falar para alguém, alguma coisa muito ruim vai acontecer com o seu filho'. Eu sabia que se ele quisesse me ver definhar e ele fizesse alguma coisa para mim, eu tinha certeza que ia acontecer", contou. Ainda em Abadiânia, mesmo em meio ao medo, Gleice disse que conheceu um lituano deficiente auditivo que também procurava cura pelas mãos de João de Deus. Eles se apaixonaram, foram morar juntos e tiveram um filho. Segundo Gleice, durante o tempo que ficou lá, o médium pedia que ela se aproximasse dele, se oferecendo para desenvolver a mediunidade dela, se tornando membro do grupo de assistentes pessoais dele. Ela contou que ficou dois anos lá e observou o médium de perto. "Uma vez eu vi ele escondendo uma arma em um dos sofás no escritório dele. [...] Ele participava de garmpos de ouro no Pará, garimpos de esmeralda, isso em áreas indígenas e coisas do tipo", relatou.
Pollyana Diniz e Alexsandro Souza estão entre as vítimas localizadas — Foto: Reprodução Facebook
A equipe de resgate que trabalha nas buscas na Cachoeira do Zé Pereira, em São João Batista do Glória (MG), encontrou três corpos do grupo que desapareceu em uma tromba d'água, na tarde deste sábado (22), quando fazia rapel. Uma mulher já havia sido encontrada no início da manhã. Outros dois homens ainda não foram localizados. O incidente aconteceu quando um grupo de quatro pessoas descia um paredão utilizado para rapel no local, que é de difícil acesso e fica no bairro rural das Palmeiras. Segundo familiares das vítimas, que acompanham as buscas, os outros dois desaparecidos são um casal que nadava na cachoeira. A primeira vítima a ser identificada foi Pollyana Diniz, de 26 anos. De acordo com amigos, ela estudou na PUC-Campinas e morava na cidade paulista desde os tempos de faculdade. Ainda segundo amigos, ela havia acabado de tirar férias do trabalho e estava no local da tragédia passeando. Uma tia de Pollyana informou ao G1 que o velório da jovem está marcado para começar às 6h desta segunda-feira (24), na cidade de Passos (MG). As outras vítimas foram reconhecidas como Mariana de Melo Horta, de 23 anos, Alexsandro Antônio Pereira de Souza, de 32 anos, e Maurílio Pádua Silveira, de 30 anos. Os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Passos (MG).De acordo com a repórter Graziela Fávaro, da EPTV, afiliada da Rede Globo, o último corpo foi encontrado em um pequeno riacho em uma fazenda na zona rural de São João Batista do Glória.