BUSCA PELA CATEGORIA "Brasil"

Para MP, autor de facada em Bolsonaro pode ser condenado, mas com pena menor

  • 10 Abr 2019
  • 13:13h

Foto: Reprodução/TV Globo

O parecer do Ministério Público Federal em Juiz de Fora (MG), segundo fontes ouvidas pela TV Globo, concluiu que o autor da facada em Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral, Adélio Bispo, é semi-imputável. Isso quer dizer que, para o MP, Adélio Bispo pode ser enquadrado criminalmente, mas com redução de pena, em razão de transtornos mentais apontados em laudos médicos. A conclusão é do procurador do Ministério Público Federal em Juiz de Fora (MG) Marcelo Medina, que enviou o parecer nesta terça-feira (9) para a Justiça Federal. O documento é mantido sob sigilo e o procurador não fala sobre o teor. A TV Globo apurou que o documento levou em conta sete laudos e pareceres sobre a saúde mental de Adélio. As conclusões vão embasar a decisão judicial sobre a possível punição ao agressor de Bolsonaro. Investigadores disseram que há várias divergências nos laudos sobre o estado mental de Adélio.Os laudos são relevantes porque apontam como o problema mental pode reduzir ou anular a capacidade de entendimento de Adélio sobre a facada em Bolsonaro. O entendimento da Justiça sobre a condição mental de Adélio pode diminuir ou anular uma eventual pena ao fim do processo.

Mulher usa carrinho de mão para levar marido com tumor no cérebro ao hospital

  • 10 Abr 2019
  • 08:06h

Foto: Reprodução/Google Maps

A cena de uma mulher carregando o marido em um carrinho de mão pelas ruas até o hospital do bairro Jardim Esperança, em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, na manhã desta terça-feira (9), chamou a atenção de moradores. Um deles registrou o momento em que o homem, diagnosticado com tumor no cérebro, chega à unidade após ser carregado por dois quilômetros.No vídeo, a mulher, que usa uma capa de chuva, desabafa. "Vocês não têm ambulância pra buscar o paciente em casa. Olha! No carrinho de mão eu trouxe!". Apesar do relato no vídeo, a mulher disse ao jornalismo da Inter TV que não chegou a ligar pedindo ambulância, porém, tomou a atitude de levar o marido num carrinho de mão após ter ido pessoalmente ao Hospital de Emergência perguntar pelo serviço notando que não conseguiria ambulância diretamente no local. A mulher chegou a colocar um colchão para forrar o carrinho e amenizar o desconforto do trajeto. Ela saiu da Rua Rio de Janeiro, no bairro Jardim Peró, indo até o hospital, que fica no bairro Jardim Esperança. Ela informou à produção da Inter TV que o marido dela foi atendido e ficou internado.Segundo a Prefeitura, no caso do paciente em questão, houve um erro de comunicação. "A acompanhante não procurou o Setor Administrativo, responsável pela solicitação da ambulância, mas o Setor de Emergência, que não faz esse atendimento. Além disso, ela não formalizou o pedido, não explicou a necessidade, tampouco de quem se tratava, já que o paciente foi atendido naquela unidade em outras situações, mesmo a cidade não dispondo do serviço de Samu - que é a responsável por agir nestas situações", disse em nota ao G1. Prefeitura informou que o paciente está internado na unidade hospitalar onde está recebendo hidratação e todo o acompanhamento médico necessário. Sobre o estado de saúde, disse que o paciente apresenta uma doença terminal e não há previsão de alta médica.

Sobe para 10 o número de mortos na chuva do Rio

  • 09 Abr 2019
  • 18:22h

Foto: Jose Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo

A tempestade que caiu no Rio de Janeiro na noite desta segunda-feira (8) deixou ao menos dez mortos. A terça-feira segue com chuva.Sete das vítimas estavam na Zona Sul (três pessoas em um táxi em Botafogo, duas irmãs e um homem no morro da Babilônia, no Leme, e outro homem na Gávea) e três na Zona Oeste (dois em Santa Cruz e outro no Jardim Maravilha). O município está em estágio de crise - o mais alto em uma escala de três - desde as 20h55. A recomendação é para evitar deslocamentos. Quedas de barreira interditaram o Alto da Boa Vista e a Avenida Niemeyer - onde mais um trecho da ciclovia foi arrastado para o mar.

Vítimas

  1. Guilherme N. Fontes, 30 anos, na Gávea;
  2. Doralice do Nascimento, 55 anos, no Leme;
  3. Gerlaine do Nascimento, 53 anos, no Leme;
  4. Homem não identificado, no Leme;
  5. Leandro Ramos Pereira, de 40 anos, em Santa Cruz;
  6. Marcelo Tavares, taxista, em Botafogo;
  7. Lucia Xavier Sarmento Neves, 63 anos, no carro de Marcelo;
  8. Júlia Neves Aché, 6 anos, neta de Lúcia, que estava ao lado dela;
  9. Homem não identificado, encontrado no Jardim Maravilha;
  10. Reginaldo Exidro da Silva, em Santa Cruz;

Governo quer elevar nº de pontos para motorista perder a CNH

  • Auto Esporte
  • 09 Abr 2019
  • 09:14h

(Foto: Divulgação)

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, afirmou nesta segunda-feira (8) que o ministério enviará ainda nesta semana para o Palácio do Planalto uma proposta de projeto de lei que prevê o aumento do prazo de validade da carteira de motorista (atualmente de cinco anos) e também da quantidade de pontos pela qual o motorista perde a habilitação em caso de acúmulo de infrações. O ministro não detalhou o projeto, mas disse que, além de aumentar a pontuação para a suspensão da carteira, a proposta também acelerará o processo de suspensão em casos de infrações mais graves, como dirigir sob o efeito de álcool. “A questão da prorrogação e mais um conjunto de questões, como a alteração na pontuação para perda de habilitação depende de lei. Já está pronto e será enviado para o Planalto ainda esta semana”, disse. Atualmente, o motorista pode ter a carteira suspensa se acumular, ao longo de 12 meses, 20 ou mais pontos. Esses pontos são acumulados de acordo com as infrações cometidas no trânsito. O projeto também vai tornar mais ágil, disse o ministro, a suspensão da habilitação em casos de infrações muito graves, como dirigir sob o efeito de álcool.

Brasileiros não acreditam em progresso com desigualdade social, diz pesquisa

  • 08 Abr 2019
  • 16:06h

O Brasil ocupa uma das primeiras posições num ranking dos países mais desiguais do mundo, e isto não é novidade. O que surge como notícia nova neste tema é que oito em cada dez brasileiros, hoje, já acreditam que não é possível se falar em progresso sem reduzir as desigualdades. E mais: a maioria, ou seja, 84% das pessoas ouvidas pela segunda pesquisa de opinião lançada hoje pela Oxfam Brasil em conjunto com o Instituto Datafolha, concordam que é obrigação do estado diminuir a diferença entre ricos e pobres, o que demonstra uma baixa adesão a um projeto de Estado Mínimo para o Brasil, segundo os pesquisadores. Ao mesmo tempo, porém, acompanhando um estado de transição e de profundas transformações por que passam o mundo e o país, a maioria dos brasileiros ainda não compreende o real tamanho das desigualdades brasileiras. E depositam no combate à corrupção, no investimento público em saúde e em educação a esperança para reduzir as desigualdades. O resultado da pesquisa, feita entre os dias 12 e 18 de fevereiro deste ano em 130 municípios, ouvindo 2.086 pessoas, mostra também um descompasso entre a percepção dos cidadãos e cidadãs brasileiras e a agenda política do país, “que não tem demonstrado interesse entre a disparidade de renda entre o topo e a base da pirâmide”, acredita Oded Grajew, presidente do Conselho Deliberativo da Oxfam. Para ilustrar a fala de Grajew, vale a pena visitar o último estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que mostra que o 1% mais rico do Brasil concentra entre 22% e 23% do total da renda do país, nível bem acima da média internacional. Neste sentido, aparentemente o debate sobre a regulamentação do Imposto sobre Grandes Fortunas tem chegado à população em geral, e 77% dos entrevistados decidiram se posicionar a favor do aumento dos impostos de pessoas muito ricas para financiar políticas sociais. Enquanto 94% afirmam que o imposto pago pelos cidadãos deve beneficiar os mais pobres. Não há um critério muito bem definido sobre pobreza entre os cidadãos brasileiros. À pergunta sobre se o entrevistado se considera rico, 85% responderam que não, se colocando na metade mais pobre do país. Mas dois em cada três que responderam à pesquisa acham que a linha da pobreza começa quando a pessoa tem disponíveis R$ 701 mensais, sendo que 53% acham que ela está entre R$ 701 e R$ 1.000 – este último próximo ao valor do salário mínimo atual. Sessenta e cinco por cento dos respondentes acreditam que, para fazer parte do maior decil de renda, são necessários mais de R$ 5 mil mensais; e 49% acham que o mínimo seria de R$ 20 mil, quase cinco vezes mais do que a realidade. Segundo o estudo, o maior decil de renda no Brasil apresenta uma grande desigualdade interna, indo de R$4.290,00 a milhões de reais. E quanto à classe social? Sessenta e cinco por cento dos brasileiros se localizam nas categorias “classe média baixa” ou “pobre”, enquanto 43% daqueles com renda individual superior a cinco salários mínimos também acreditam estar nestes grupos. O estudo, que ganhou o título “Nós e as desigualdades”, mostra ainda que há um otimismo em 70% dos entrevistados de que vão conseguir ascender à classe mais rica, enquanto 57% não acreditam nisto. Já quando a pergunta é se “uma pessoa de família pobre que trabalha muito tem a mesma chance de ter uma vida bem-sucedida que uma pessoa nascida rica e que também trabalha muito”, 58% duvidam e 41% concordam. Para ampliar o pensamento a este respeito, busquei o livro de Jessé Souza, “Batalhadores Brasileiros” (Ed. UFMG), em que o sociólogo defende a tese de que não se deve vincular classe à renda, o que ele julga ser uma “mentira social”, que encobre “fatores e precondições sociais, emocionais, morais e culturais que constituem a renda diferencial, confundindo, ao fim e ao cabo, causa e efeito”. “Esconder os fatores não econômicos da desigualdade é, de fato, tornar invisível as duas questões que permitem efetivamente compreender o fenômeno da desigualdade social: a sua gênese e a sua reprodução no tempo”, escreve Jessé. O sociólogo se refere à “transferência de valores imateriais”, como o estilo de vida, a naturalidade para se comportar em reuniões sociais, algum capital cultural, enfim, um conjunto de coisas que “apenas” o dinheiro não confere a quem o possui. E que vai garantir o privilégio vida afora. Voltando à pesquisa, os entrevistados respondem: um em cada quatro brasileiros entendem que subiram de classe social desde 2014. E as explicações para tal mobilidade estão nas oportunidades de trabalho (para 52%), na melhoria das condições financeiras da família (para 32%), nas oportunidades de estudo (para 27%) e no local de moradia (para 22%). Uma notícia interessante que a pesquisa traz é que os brasileiros não só estão mais antenados com relação à desigualdade social, como também aumentou, de dois anos (quando foi feita a última pesquisa) para cá, a percepção de que há racismo e machismo no Brasil a influenciar negativamente a renda e a complicar a vida de cada um. E sim, a cor da pele define amplamente as chances de contratação por empresas (para 72%) e de abordagem policial (para 81%) , bem como afeta o tratamento pela Justiça (para 71%) . E para 81%, a pobreza pesa mais para os negros. Ainda segundo a pesquisa, 64% dos brasileiros afirmam que as mulheres ganham menos só pelo fato de serem mulheres. “Só avançaremos no combate às desigualdades se os temas do racismo, da discriminação de gênero e do respeito à diversidade, da discriminação pelo endereço de moradia, do assassinato de jovens de periferia, tiverem a mesma urgência que os temas econômicos e fiscais”, afirma Katia Maia, diretora-executiva da Oxfam Brasil. Por fim, dois em cada três brasileiros apontam “fé religiosa”, “estudar” e “ter acesso à saúde” como as três prioridades para uma vida melhor. A Oxfam Brasil elenca algumas sugestões que podem ser usadas por quem está à frente da criação de políticas públicas a fim de diminuir a desigualdade no país. Uma delas se refere à Reforma da Previdência que, segundo os integrantes da Organização, deve garantir “que se torne um mecanismo para enfrentar as desigualdades e não para reforçá-las”. A pauta está aberta ao debate.

Bolsonaro demite Vélez e nomeia Abraham Weintraub como ministro da Educação

  • 08 Abr 2019
  • 15:13h

Foto: Fábio França/G1

O presidente Jair Bolsonaro anunciou em uma rede social nesta segunda-feira (8) a demissão do ministro da EducaçãoRicardo Vélez Rodríguez. Bolsonaro informou também que o novo ministro será Abraham Weintraub.Bolsonaro e Vélez tiveram uma reunião no Palácio do Planalto nesta segunda, pouco antes do anúncio da demissão do agora ex-ministro. "Comunico a todos a indicação do Professor Abraham Weintraub ao cargo de Ministro da Educação. Abraham é doutor, professor universitário e possui ampla experiência em gestão e o conhecimento necessário para a pasta. Aproveito para agradecer ao prof. Velez pelos serviços prestados", afirmou o presidente. Depois, o presidente corrigiu uma parte da informação sobre o currículo de Weintraub. Disse que ele não tem doutorado, mas sim mestrado. "Corrigindo: Abraham possui mestrado em Administração na área de Finanças pela FGV e MBA Executivo Internacional pelo OneMBA, com título reconhecido pelas escolas: FGV/Brasil, RSM/Holanda, UNC/Estados Unidos, CUHK/China e EGADE-ITESM/México. " A exoneração de Vélez e a nomeação de Weintraub foram publicadas em edição extra do "Diário Oficial da União" nesta segunda-feira. Colombiano naturalizado brasileiro, Vélez Rodríguez tomou posse no cargo em 1º de janeiro e enfrentava uma "guerra interna" no MECprovocada por desentendimentos entre militares e seguidores do escritor Olavo de Carvalho. Na sexta-feira (5), em um café da manhã com jornalistas, o presidente Jair Bolsonaro disse que o ministro poderia deixar o cargo nesta segunda-feira (8). "Segunda-feira vai ser o dia do 'fico ou não fico'", disse o presidente na ocasião. Pouco depois da declaração do presidente, Velez, que participava de um evento em Campos do Jordão (SP) declarou que não entregaria o cargo. No café, Bolsonaro também afirmou que não existe rivalidade entre a ala ideológica do governo – influenciada pelo escritor Olavo de Carvalho – e a corrente militar, composta por generais que integram altos cargos no Executivo federal. Nos dois meses e meio à frente do Ministério da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez colecionou uma série de polêmicas, entre as quais:

Além disso, desde o início da sua gestão, em janeiro, houve pelo menos 14 trocas em cargos importantes no Ministério da Educação. A demissão de Vélez Rodríguez é a segunda baixa no ministério do governo Jair Bolsonaro. Há cerca de um mês, o advogado Gustavo Bebianno deixou a Secretaria-Geral após se envolver em uma crise com o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente Bolsonaro.

 

Atos contra a prisão de Lula e a favor da Lava Jato têm confusão entre participantes

  • 07 Abr 2019
  • 19:12h

Foto: Reprodução/TV Globo

Dois grupos de manifestantes, um pedindo que o ex-presidente Lula seja solto e outro em apoio à Operação Lava Jato, fecharam a Avenida Paulista, em São Paulo, na tarde deste domingo (7). Houve confusão entre os participantes quando os dois grupos se encontraram. Segundo a rádio CBN, integrantes do grupo que gritava "Lula livre" foram agredidos ao passar pela área do Museu de Arte de São Paulo (Masp), onde estava um caminhão de som de manifestantes que faziam ato a favor da Lava Jato.Imagens mostram o momento em que dois homens agrediram fisicamente uma apoiadora de Lula. Segundo o repórter Chico Prado, da CBN, a mulher, que estava com um grupo de umas dez pessoas, passou gritando palavras de ordem a favor de Lula e contra o presidente Jair Bolsonaro. Os manifestantes pró-Lava Jato que estavam no alto do caminhão de som, em frente ao Masp, começaram a chamar a PM, que foi aplaudida ao chegar. Os policiais liberaram os dois homens e retiraram a mulher do local. Na sequência, um outro homem, que também se manifestava a favor de Lula, foi agredido com empurrões e também foi afastado pelos PMs. Parte do grupo também tentou impedir o trabalho de jornalistas que estavam no local. O ato contra a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que completa um ano neste domingo, começou na Praça do Ciclista. O Partido dos Trabalhadores (PT) convocou a militância para o ato, que também é realizado diante da sede da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, onde Lula está preso e em várias capitais do país. Segundo a Polícia Militar, a Avenida Paulista teve quatro pontos de protestos. A corporação informou que não vai divulgar estimativa de públicos das manifestações. As organizações dos eventos também não divulgaram estimativa de público.Manifestações a favor da Lava Jato também foram realizadas em várias cidades do país. As convocações foram feitas pelo Movimento Brasil Livre e outros grupos.Por volta das 16h o grupo se juntou com outro que fazia um protesto contra o STF. Segundo a PM, todos os atos foram encerrados às 17h.

Maioria acha que data do golpe de 1964 deveria ser desprezada, aponta Datafolha

  • Último Segundo
  • 06 Abr 2019
  • 18:08h

A comemoração da data que marcou o início da ditadura militar no Brasil não é vista com aprovação pela maioria dos brasileiros. Pelo menos é isso que mostrou a pesquisa Datafolha, veiculada neste sábado (6) no jornal “Folha de S.Paulo”.A data do golpe de 1964 , no dia 31 de março, incentivada pelo presidente Jair Bolsonaro no mês passado, deveria ser desprezada para 57% dos entrevistados, enquanto 36% acredita que merece ser celebrada. Outros 7% não souberam responder ou não quiseram opinar sobre o tema. Participaram da pesquisa 2.086 pessoas de 130 municípios entre terça (2) e quarta-feira (3). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança (que é a chance de a pesquisa retratar a realidade) é de 95%. O assunto se tornou polêmico no último dia 25 de março, quando o porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, declarou que Bolsonaro havia determinado ao Ministério da Defesa "comemorações devidas" à data em quartéis. O presidente chegou a afirmar que, na verdade, a ideia era rememorar, e não comemorar o golpe de 1964. Ainda assim, essa foi a primeira vez que tal orientação foi feita desde a criação da pasta, o que levou a Defensoria Pública da União a tentar impedi-la na Justiça. O desprezo à data do golpe tem maior apoio entre os mais jovens, mais escolarizados e mais ricos da população. Entre as pessoas de 16 a 24 anos, 64% são contrários à comemoração da data. A porcentagem chega a 67% entre quem tem ensino superior e a 72% entre os de renda familiar mensal superior a dez salários mínimos. Ainda segundo o Datafolha, foram favoráveis à celebração do golpe 42% das pessoas com mais de 60 anos, 43% dos que têm ensino fundamental e 39% dos que têm renda mensal familiar de até dois salários mínimos.

Menino de 5 anos morto pela irmã teve os olhos furados e estava cercado por velas, diz polícia

  • G1
  • 05 Abr 2019
  • 19:14h

Foto: Carolina Abelin/TV TEM

menino de 5 anos que foi morto pela irmã, em São Roque (SP), na noite de quinta-feira (4), foi encontrado com os olhos furados, com o pênis decepado e cercado por velas.O caso foi registrado na delegacia de São Roque e a suspeita teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva durante audiência de custódia nesta sexta-feira (5).Conforme a polícia, Karina Aparecida da Silva Roque confessou o crime. Ela estava em casa, no bairro Gabriel Pizza, com o irmão e contou a polícia que o chamou para brincar no quarto quando o matou asfixiado com um travesseiro.Ainda segundo a polícia, a jovem fez cortes pelo corpo do garoto e queimou algumas partes. Ela ainda decepou o pênis do irmão e disse aos policiais que comeu o órgão. A vítima também teve os olhos furados. A polícia investiga se o irmão de Karina foi morto durante algum tipo de ritual.A polícia informou que Karina ainda queimou o celular. Ela deve passar por exames para averiguar se estava sob efeito de algum produto entorpecente.O caso foi descoberto quando a mãe dos irmãos chegou em casa e foi impedida de entrar. A mulher chamou um cunhado, que arrombou a porta, encontrando o menino morto com sinais de tortura na casa e cercado por velas.A suspeita foi contida pelo tio, que acabou atingido por uma pedrada. A polícia foi chamada e a jovem foi detida.Ela vai responder por homicídio qualificado consumado pela morte do irmão, tentativa de homicídio do tio e maus-tratos, porque chegou a morder o cão da família que avançou nela enquanto era rendida pelo parente.A família relatou à polícia que a jovem nunca apresentou problemas e que sempre cuidou do irmão.O corpo do irmão foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) de Sorocaba. O velório está previsto para a tarde desta sexta, em São Roque.

Governo informa que neste ano não haverá horário de verão

  • 05 Abr 2019
  • 18:19h

O porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, informou nesta sexta-feira (5) que não haverá horário de verão neste ano.Inicialmente, Rêgo Barros disse que o governo havia decidido acabar com o horário de verão. Questionado sobre detalhes da medida, respondeu: "Esta é a posição para este ano. Para o próximo ano, faremos avaliação posterior".De acordo com o porta-voz, o Ministério de Minas e Energia fez uma pesquisa segundo a qual 53% dos entrevistados pediram o fim do horário de verão.Mais cedo, nesta sexta-feira, o presidente Jair Bolsonaro participou de um café da manhã com jornalistas. Entre outros pontos, disse que poderia acabar com o horário de verão já em 2019.Pouco depois de Otávio Rêgo Barros informar a decisão do governo, Bolsonaro publicou uma mensagem sobre o assunto em uma rede social:"Após estudos técnicos que apontam para a eliminação dos benefícios por conta de fatores como iluminação mais eficiente, evolução das posses, aumento do consumo de energia e mudança de hábitos da população, decidimos que não haverá Horário de Verão na temporada 2019/2020."De acordo com o Ministério de Minas e Energia, o Brasil economizou pelo menos R$ 1,4 bilhão desde 2010 por adotar o horário de verão. Segundo os números já divulgados, entre 2010 e 2014, o aproveitamento da luz do sol resultou em economia de R$ 835 milhões para os consumidores.

 

Brasil: Cantora gospel é condenada a 21 anos de prisão por matar o marido

  • 05 Abr 2019
  • 17:12h

Foto: Ronaldo Oliveira/EPTV

A cantora gospel Tania Regina Levy foi condenada a 21 anos de prisão por matar o marido em setembro de 2013 em São Pedro (SP). O Tribunal do Júri ocorreu da manhã até o fim da noite de quinta-feira (4) e durou cerca de 14 horas. A defesa já recorreu da decisão e ela continua respondendo ao crime em liberdade. O novo julgamento ainda não tem data para acontecer. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), Tania foi condenada à pena de 21 anos, 7 meses e seis dias de reclusão, inicialmente em regime fechado. Como ela já respondia ao crime em liberdade, o juiz concedeu que ela aguarde o trânsito em julgado sem ir para a prisão.Tania chegou ao fórum por volta de 9h na quinta-feira e a audiência de julgamento começou às 10h20. Foram ouvidas cinco testemunhas de acusação e outras três de defesa. Em seguida, a cantora deu o depoimento dela. Durante a tarde e noite, a promotoria e a defesa fizeram sustentação oral. Ao fim das falas, os jurados se reuniram para decidir. Dos sete, quatro eram mulheres e três homens. O julgamento foi presidido pelo juiz da 1ª Vara de Justiça de São Pedro, Luis Carlos Maeyama Martins, responsável por calcular a sentença de Tania. No início do julgamento, o advogado da cantora, José Oscar Silveira Júnior, afirmou que ela é inocente e que há falhas na investigação e no processo. "Há muitas evidências, fornecidas inclusive pela Tania, de outras pessoas que poderiam ter participado desse homicídio. Não foram empreendidas diligências pelas autoridades policiais de forma que fossem esclarecidas de uma maneira mais firme", disse.Tania respondeu por homicídio qualificado porque, segundo o Ministério Público (MP), teve a ajuda de uma pessoa não identificada para cometer o crime planejado, o que dificultou a defesa da vítima.

Aprovado projeto que responsabiliza engenheiros e arquitetos por problemas em obras públicas

  • Informações da Agência Câmara
  • 05 Abr 2019
  • 07:18h

Edilson Rodrigues/Agência Senado

Engenheiros e arquitetos devem ser responsabilizados por problemas em obras licitadas pelo poder público. É o que determina projeto de lei  (PLS nº 56/2012) aprovado na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado (CI). O projeto altera a Lei de Licitações para deixar claros os deveres e as responsabilidades dos diversos atores envolvidos no planejamento, execução e fiscalização de obras públicas. Segundo o senador Waldemir Moka (PMDB – MS) o objetivo é não deixar impunes os responsáveis por graves prejuízos à população. O senador propôs  uma emenda para incluir a necessidade da ação dolosa ou culposa dos sócios das empresas responsáveis pelas obras.

Brasil: Criança de 9 anos é espancada e acorrentada pela mãe

  • 05 Abr 2019
  • 07:10h

Foto: Foto: PCDF

Uma criança de 9 anos foi espancada e acorrentada pela mãe, de 34, no Acampamento Dorothy Stang, no Setor Habitacional Nova Colina, em Sobradinho, no Distrito Federal na manhã desta quinta-feira (04). A denúncia foi confirmada pelo Conselho Tutelar da região.Segundo a mãe, a criança foi ameaçada de morte por um adolescente de 14 anos, por ter batido em outro garoto. A mulher também contou que o filho já fugiu de casa oito vezes e que sempre vai para locais como a rodoviária do Plano Piloto, no centro de Brasília ou para comunidades da região do Paranoá. A mulher, que tem outros quatro filhos foi presa. Ela confessou ter usado uma “madeira de caixa” para bater no garoto e disse que o acorrentou por “desespero”, para que não fugisse mais. Levada para a Divisão de Controle e Custódia de Presos (DCCP), ela foi autuada por maus-tratos e lesão corporal. Se condenada, pode pegar de seis meses a quatro anos de prisão. O menino está sob os cuidados do Conselho Tutelar de Sobradinho-DF.

Temer vira réu pela 4ª vez, agora em investigação sobre reforma na casa da filha

  • 04 Abr 2019
  • 20:11h

Foto: Reprodução/JN

O juiz Diego Paes Moreira, titular da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, aceitou nesta quinta-feira (4) a denúncia feita pela força-tarefa da Lava Jato do Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-presidente Michel Temer (MDB), a filha dele Maristela Temer, o coronel João Batista Lima Filho e a mulher de Lima, Maria Rita Fratezi.Com a decisão, os quatro agora se tornam réus em uma ação penal pelo crime de lavagem de dinheiro. O MPF havia feito as denúncias nesta terça-feira (2). A suspeita dos procuradores é que a reforma da casa da Maristela foi financiada com dinheiro desviado das obras da usina nuclear de Angra 3.Em nota o criminalista Eduardo Carnelós, que defende Michel Temer, afirmou que a acusação "é infame" e "estapafúrdia". Já o advogado Fernando Castelo Branco, que defende Maristela Temer, disse que "não houve preocupação em se verificar a veracidade dos fatos". Os advogados Cristiano Benzota e Mauricio Leite, que defendem o coronel Lima e a mulher dele, citaram a "precipitação da apresentação de denúncias pelo Ministério Público Federal".A denúncia é desdobramento do chamado inquérito dos portos, que investigou se Temer favoreceu empresas do setor portuário com a edição de um decreto. Ela ocorreu 12 dias após o ex-presidente ser preso pela Lava Jato do Rio. Ele foi solto no dia 25 de março após decisão do desembargador Antonio Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região.O caso estava no Supremo Tribunal Federal (STF) e foi remetido para São Paulo em janeiro, quando Temer deixou a Presidência e perdeu o foro privilegiado. A casa de Maristela Temer tem 350 m² e fica no Alto de Pinheiros, um dos bairros mais valorizados da capital paulista. Em 2014, o imóvel passou por uma grande reforma. Temer, o ex-ministro e ex-governador Moreira Franco e outras 12 pessoas viraram réus no Rio de Janeiro em razão de desvios na Eletronuclear na obra de Angra 3 – o ex-presidente responde por peculato, corrupção e lavagem de dinheiro.

Adolescentes mascarados e armados com machado invadem escola

  • 04 Abr 2019
  • 15:07h

Foto: Divulgação/PMPR

Três adolescentes mascarados e armados com machados invadiram uma escola em Imbaú, nos Campos Gerais do Paraná, na noite desta quarta-feira (3), de acordo com a Polícia Militar do Paraná (PM-PR).De acordo com a polícia, os três invadiram uma das salas do Colégio Estadual Professora Maria das Graças Cavalcante di Mario, no bairro São Cristóvão, onde um dos adolescentes estuda, e deram vários golpes de machado na porta, vidros, quadro negro e mesas. Ninguém ficou ferido.Segundo a PM, os alunos que estavam tendo aula correram da sala e um grande tumulto se formou na escola. Antes da invasão, os três adolescentes desligaram o disjuntor de um dos blocos da escola, deixando as salas de aula sem luz. Segundo a PM, os menores pularam um muro nos fundos da escola para invadir e fugir do local. Próximo ao muro, os policiais encontraram uma das máscaras utilizadas pelos adolescentes. Com base nos relatos de alunos, os policiais fizeram uma ronda e encontraram os três na região da escola. Os pais dos adolescentes foram avisados e os três menores foram encaminhados, junto do Conselho Tutelar, para a Delegacia da Polícia Civil de Telêmaco Borba, também nos Campos Gerais do estado. A Secretaria da Educação do Paraná informou que a direção da escola cumpriu todos os protocolos de segurança descrito no manual de Orientações Práticas de Segurança para Instituições de Ensino. A secretaria afirmou que as aulas na escola acontecem normalmente nesta quinta-feira (4) e que as atividades serão acompanhadas pelo Batalhão da Polícia Escolar Comunitária (BPEC). Na noite desta quinta-feira, a direção e o BPEC fazem uma reunião com a comunidade escolar para esclarecimentos e orientações.