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(Foto: Reprodução)
A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados aprovou nesta semana um projeto de lei que propõe datas comemorativas para "três segmentos étnicos" do Brasil. Além do Dia do Índio (19 de abril) e Dia da Consciência Negra (20 de novembro), já existentes, o projeto quer estabelecer um dia da "chegada oficial do branco europeu ao Brasil" — iniciativa classificada de "absurda" por advogados ouvidos pelo UOL, que avaliam, no entanto, que a proposta não fere a Constituição.O texto foi apresentado pela então senadora Roseana Sarney em 2005, e, desde então, passou por várias comissões dentro da Câmara, incluindo a Comissão de Educação e Cultura e a Comissão de Direitos Humanos e Minorias. Ao longo dos anos, a proposta recebeu pareceres positivos de deputados à esquerda e à direita, incluindo parlamentares do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e do Partido dos Trabalhadores (PT). A proposta sustenta que, no dia 22 de abril, atualmente caracterizado como "Dia Do Descobrimento do Brasil", passe a ser comemorada a "chegada oficial do branco europeu ao Brasil." "A proposição estabelece datas que, já celebradas, correspondem aos três grandes grupos étniicos que se encontram na base da formação da população brasileira. Nota-se que as datas comemorativas de alta significação derivam de eventos históricos e culturais notórios do povo brasileiro que, pela força da tradição, são incorporadas naturalmente no calendário nacional", escreveu o deputado Gilson Marques (NOVO), relator do projeto na CCJ.
(Foto: Adriano Machado/Reuters)
O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, é investigado em um inquérito do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por ter supostamente pressionado um perito a mudar um laudo que era prejudicial à empresa para qual advogava.Na denúncia, o perito disse que Ricardo Salles montou um esquema, dentro da Corregedoria de Polícia Civil, para coagi-lo a se retratar de um laudo pericial. Além disso, um delegado afirma, no inquérito, que Salles tentou defender os interesses do Grupo Bueno Netto enquanto atuava como secretário do então governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.A denúncia tramita na 6ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital do MP-SP e investiga fatos que ocorreram entre 2014 e 2016. A promotoria ainda não determinou se o processo contra o atual ministro do Meio Ambiente se tornará uma denúncia ou se será arquivado, mas pediu que seja verificado em que data as intervenções de Salles ocorreram e se estão dentro do período em que ele ocupava cargo público no governo estadual.Procurada, a assessoria de imprensa do ministro do Meio Ambiente disse que “trata-se de uma acusação mentirosa, sem qualquer fundamento, iniciada por Eduardo Bottura, conhecido como um dos maiores litigantes profissionais do Brasil".Por meio de nota, a promotora de justiça responsável pelo caso, Karyna Mori, disse que não vai comentar o assunto com a imprensa. O G1 procurou ainda o Grupo Bueno Netto, que não se pronunciou até o momento.Salles também responde a outra investigação no MP-SP, esta por suspeita de enriquecimento ilícito durante o período em que atuou no governo do estado. Em novembro, a Justiça de SP autorizou a quebra de sigilo fiscal e bancário do ministro.Além disso, Salles foi condenado pela Justiça, em dezembro de 2018, por improbidade administrativa, acusado de fraudar o Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental da Várzea do Rio Tietê, em 2016, quando estava à frente da pasta do Meio Ambiente do governo estadual. Na semana passada, Salles virou réu por mandar tirar um busto de Lamarca de um parque em Cajati, no interior de São Paulo.
(Foto: Adriano Oliveira/G1)
Geladeira limpa, cama nova, televisão funcionando. Roupas lavadas na gaveta e lençóis com cheiro de amaciante. Elídia de Oliveira, de 72 anos, mal reconhece a própria casa, após a limpeza que terminou com a retirada de 10 caminhões de lixo em Ribeirão Preto (SP). Acumuladora, a idosa passou cerca de 10 anos guardando roupas velhas, móveis quebrados, materiais recicláveis, entulho e lixo doméstico dentro do imóvel. A situação estava crítica e o caso foi denunciado ao Comitê de Atenção às Pessoas em Situação de Acumulação.“Ainda não fizemos tudo, mas só de lavar ficou lindo. Não tenho por que não estar feliz. Olha tudo isso que fizeram para mim! Agora, tem que conservar, senão, de que adiantou fazer tudo isso? É daqui para melhor, não pode parar”, afirma.Elídia diz que comprou o imóvel, no Jardim Marchesi, na década de 1960. O local ficou alugado por muitos anos, enquanto ela vivia com a mãe na casa de um irmão, em um bairro vizinho. No início dos anos 2000, ela e o filho adotivo, de 22 anos, voltaram a morar na residência.Desde então, a compulsão por recolher e guardar lixo dentro de casa foi se agravando, principalmente após a morte do marido. A idosa conta que perdeu o controle e já não encontrava mais solução para o problema, apesar dos alertas do filho.“Tinha pedido a Deus alguém para me ajudar, para a minha casa ficar, pelo menos, uma casa mesmo. Eu dizia: ‘meu Deus, não estou entendendo o que tenho que fazer, sozinha é tão ruim, se tivesse alguém para me ajudar seria tão bom’, e vieram”, diz.
(Foto: G1 Santos)
O padre suspeito de estuprar um adolescente de 14 anos no banheiro de um shopping em Guarujá, no litoral de São Paulo, teve a prisão preventiva decretada após passar por audiência de custódia. Em entrevista ao G1, o advogado do padre explica que solicitou a liberdade provisória junto à 3ª Vara de Direito Cível de Guarujá. Conforme apurado pelo G1, a prisão preventiva, ou cautelar, foi decretada durante audiência de custódia ocorrida na terça-feira (10). Anderson Moraes Domingues, de 43 anos, foi preso em flagrante suspeito de abusar do adolescente e tentar estuprar outra criança, de 13. Ele teria levado as vítimas ao shopping após oferecer lanches a elas. O advogado de defesa de Anderson, Gilmar José Mathias Prado, explica que o caso corre em segredo de justiça por envolver menores de idade, no entanto, a defesa do padre trabalha com uma linha dos fatos para apresentar as justificativas sobre o ocorrido. Também foi solicitada a liberdade provisória de Moraes. "Caso esse pedido seja negado, será ajuizado o pedido de habeas corpus de Anderson. A prisão preventiva foi decretada a fim de preservar a segurança do processo e do próprio Anderson, visto a repercussão do noticiário", explica Prado. O padre permanece preso desde a noite de sexta-feira (9). Segundo uma familiar do adolescente estuprado, o jovem tem medo de sair na rua desacompanhado após o ocorrido e, desde então, passa o tempo acompanhado da mãe. "Está sendo bem difícil, a gente nunca imagina que esse tipo de coisa vai acontecer com a gente, ainda mais vindo de um padre, que deveria ajudar as crianças". "Estamos conversando com ele e orientando que nem todo mundo é uma pessoa boa. Espero que o padre pague pelo que fez, é preciso procurar por outras vítimas na cidade dele. Se foi capaz de fazer isso em um lugar onde não conhece ninguém, imagina na cidade dele onde tem a confiança das pessoas. Ele se aproveitou da inocência das crianças", finaliza a familiar. Por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública afirma que o caso permanece sendo investigado pela Delegacia Sede de Guarujá e que, por envolver menores, segue sob segredo de Justiça.
(Foto: Crédito: Tribuna do Norte/Adriano Abreu)
O vaqueiro Eldis Trajano da Silva ficou preso por engano, no lugar do irmão, durante dois anos e oito meses no sistema carcerário do Rio Grande do Norte. Esse irmão, de nome semelhante, Eudes Trajano da Silva, é o verdadeiro culpado pelos crimes de roubo, furto e falsidade ideológica pelo qual ele acabou respondendo. Eldis, o inocente, foi solto na última segunda-feira (9). De acordo com a advogada Marilene Batista de Oliveira, ele estava encarcerado desde abril de 2017, quando foi levado pela polícia do seu trabalho, no município de Pedro Velho. Eldis da Silva tem 36 anos e nasceu e se criou em Piriti, na zona rural de Canguaretama. De acordo com a advogada, Eldis estava na propriedade do patrão, onde trabalhava de vaqueiro, quando uma guarnição policial o prendeu. Os policiais estavam atrás de Eudes, com “u” no início e “e” no final, irmão dele. Mesmo assim, o levaram. Os nomes parecidos teriam induzido ao erro. “Eles não pediram sequer uma identificação antes de prendê-lo”, reforça a advogada. Eudes, o irmão procurado da Justiça, cumpria pena em regime semiaberto. Nesse tipo de regime, o presidiário passa o dia fora da cadeia e retorna para dormir. Ele não havia voltado para a unidade em que estava lotado, portanto, foi considerado foragido e a polícia foi até o endereço indicado para prendê-lo. Depois de um tempo preso no lugar desse irmão no Centro de Detenção Provisória do Pirangi, em Natal, Eldis foi transferido para a Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP). Lá, uma enfermeira o procurou para lhe entregar a medicação de controle do HIV. Foi aí que ele disse à mulher que não era portador do vírus. Contudo, constava em sua ficha que havia sido infectado. Ocorre que Eudes, o verdadeiro suspeito e foragido, tem Aids. Após essa informação, foi feito um exame no irmão preso, que constatou que ele falava a verdade e não tinha o vírus. Ainda assim Eldis da Silva permaneceu encarcerado. No entanto, o caso chamou a atenção do diretor da unidade, que comunicou o fato à Defensoria Pública do Estado. Eldis Trajano da Silva não sabe ler, sempre morou na zona rural de Canguaretama e não tinha advogado. Ele sequer sabia informar sua data de nascimento, ou se seu nome era escrito com a letra “l” ou “u”. Os familiares acreditavam que Eldis estava morto, pois não tiveram nenhuma notícia durante o cárcere. Em 2018, a advogada Marilene de Oliveira tomou conhecimento do caso. Ela é ligada à Pastoral Carcerária e foi até a penitenciária para saber se havia detentos com a possibilidade de progressão de regime que ainda não tinham obtido o direito por falta de acompanhamento jurídico. Durante esse trabalho, se deparou com a história de Eldis e passou a tentar ajudá-lo. A advogada requereu a identificação de Eldis Trajano da Silva através do Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep). Marilene de Oliveira conta que encontrou dificuldades para concretizar o pleito. Em julho do ano passado foi feita essa identificação. Segundo a advogada, a defesa não foi informada e só descobriu em outubro.
(Foto: Reprodução)
Após representante do Tesouro municipal apresentar, nesta quinta-feira (12), as contas específicas de administração exclusiva da prefeitura do Rio, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) expediu mandado judicial para bloquear R$ 300 milhões da verba municipal. O dinheiro deve ser usado exclusivamente para pagamento dos salários atrasados dos funcionários da Saúde. “O subsecretário do Tesouro municipal forneceu a relação das contas-fonte dos créditos do município que não envolvem valores da União. Em razão disso, foi determinado a expedição de mandado aos bancos vinculados a essas fontes (Banco do Brasil e Caixa Econômica) para que proceda ao bloqueio e transferência à exposição deste juízo do valor correspondente a R$ 300 milhões. A fim de que seja redistribuído o montante de forma proporcional às Organizações Sociais para que proceda o pagamento imediato dos trabalhadores dos salários correspondente a outubro, novembro e décimo terceiro. E ao final as parcelas dos acordos decisórias e benefícios”, disse o desembargador César Marques Carvalho. “Foi solicitado aos suscitantes que a partir do momento do recebimento retornem integralmente a prestação de serviço em face da situação caótica do município. As organizações sociais deverão proceder a transferência do salário dos trabalhadores no momento em que creditado os valores das suas contas bancárias, evitando descontos dos dias de paralisação”, completou o vice-presidente do TRT. O desembargador impôs ainda multa às OSs caso o dinheiro seja usado para outro fim que não seja o pagamento dos trabalhadores.
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A Secretaria de Comunicação Social da Presidência informou em nota nesta quinta-feira (12) que o presidente Jair Bolsonaro retirou lesões na face e na orelha e que o material foi enviado para exame laboratorial. O procedimento foi feito na quarta (11). Na ocasião o presidente relatou a jornalistas que foi ao hospital investigar um "possível câncer de pele". Ainda de acordo com a nota, Bolsonaro fez crioterapia (aplicações de gelo) em lesões no tórax e no antebraço, "provocadas pelo excesso de exposição solar". Quando o presidente deixou o hospital, na quarta, a secretaria informou que Bolsonaro apresentava “boas condições de saúde, sem qualquer indicativo de câncer de pele, e manteria a previsão de agenda para a semana conforme programado." A nota do Planalto ainda informou que Bolsonaro recebeu recomendação de fazer avaliação semestral, em razão do “excesso de exposição solar prévia”, dos pontos do corpo do presidente em que as lesões foram retiradas.
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Lixo, materiais recicláveis, restos de comida, roupas velhas e móveis quebrados retirados da casa de uma idosa encheram as caçambas de 10 caminhões, em Ribeirão Preto (SP), durante uma operação de limpeza que durou dois dias e terminou nesta quinta-feira (12). Segundo a coordenadora do Comitê de Atenção às Pessoas em Situação de Acumulação, Kelly Cristina da Silva, a moradora sofre com Síndrome de Diógenes, que a levou a acumular lixo em casa há mais de 10 anos. Ela já era atendida pelas secretarias da Saúde e da Assistência Social. “A casa já havia sido limpa, mas ela teve uma recaída. As equipes de combate à dengue passam com frequência e disseram que a gente precisava agir. Agora, a gente mudou a metodologia, não vai só limpar, mas dar condições de ela se sentir bem na casa”, explicou. Além da dona de casa, de 72 anos, também mora no imóvel um filho adotivo dela, de 22 anos. O jovem contou aos assistentes sociais que desistiu de tentar ajudar a mãe. Durante a limpeza nesta quarta-feira (10), cerca de 20 ratos e cinco escorpiões foram encontrados no local. “Ela não tem noção de higiene, não tem noção de limpeza. Ela pega coisas do chão em meio ao barro e come. Ela não toma banho”, afirmou Kelly. “Muita barata, muito rato. A pia dela estava cheia de cocô de rato, o fogão. É Deus que cuida, só Deus mesmo”, completou. A coordenadora do Comitê disse que tudo o que estava na casa foi descartado, inclusive objetos pessoais da idosa e do filho. O imóvel será mobiliado a partir de doações. No final de semana, as equipes da Prefeitura também vão pintar as paredes e cimentar o quintal. ”A gente vai trazer umas amigas para tomar café, incentivá-la a deixar tudo arrumado e a Assistência Social vai continuar acompanhando, inclusive com a equipe da Saúde Mental, porque ela mesma tem consciência de que precisa tratar, mas precisa de ajuda”, finalizou. O Comitê de Atenção às Pessoas em Situação de Acumulação foi criado em agosto e é formado por equipes das secretarias de Saúde, Negócios Jurídicos, Meio Ambiente e Infraestrutura, da Coordenadoria de Limpeza Urbana, da Defesa Civil e da Guarda Civil Metropolitana.Segundo a Prefeitura, há cerca de 100 acumuladores que estão sendo atendidos dentro de um cronograma. As denúncias são centralizadas pela Assistência Social e as doações às famílias são recebidas pelo Fundo Social de Solidariedade, que também compõem o comitê.
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Suspeito de ter assediado uma criança em um shopping de Contagem, na Grande BH, o homem de 58 anos que trabalhava como Papai Noel no local negou o crime em entrevista ao G1 nesta quinta-feira (12). Ele disse ter uma doença nos testículos, o que teria levado uma mãe a denunciar que ele ficou "excitado" ao colocar a filha dela no colo. O homem afirmou que procurou a polícia para fazer uma denúncia por difamação contra a mulher, que publicou um relato nas redes sociais nesta quarta-feira (11). Ele declarou ainda que registrou, no Boletim de Ocorrência, ter um laudo médico que comprova sua condição. "É muito triste para um pai de família passar por uma situação dessa. Foi triste, viu, gente? Mas eu estou aqui de cabeça erguida para apresentar minha defesa diante de autoridades, diante da população de Belo Horizonte", disse o homem ao G1. No post, a mãe mostrou uma imagem de sua filha no colo do Papai Noel. Na legenda da imagem, ela afirmou que homem teria ficado "excitado quando a menina sentou em sua perna para tirar a foto". A mulher disse que ele teria resistido a tirar a criança do colo, o que o homem nega. A publicação, que chegou a alcançar mais de 2 mil compartilhamentos, foi posteriormente apagada. Ao saber do caso, uma segunda mulher registrou um boletim de ocorrência dizendo que a filha também sofreu assédio do mesmo Papai Noel. Ela contou que, na terça-feira (10), achou as atitudes do homem estranhas e que, ao analisar as fotos, teve a impressão de que havia "um grande volume do órgão genital". Ao G1, o homem declarou que tem hidrocele testicular. A doença, segundo ele, provoca um aumento anormal no testículo. O homem disse que está sendo orientado por advogado e que trabalha com recreação infantil há mais de 30 anos. Ele lamentou o post da mãe nas redes sociais, que chamou de “atitude drástica”. Disse ainda que pretende continuar trabalhando em outros projetos. “Um caso igual a esse não pode deixar esse espírito natalino que nós temos, que é uma das coisas que famílias esperam o ano inteiro ser afetada por uma simples postagem. Ou melhor, simples, não – uma postagem avassaladora”, afirmou. O Big Shopping informou que suspendeu o contrato com o Papai Noel, mas não divulgou por qual empresa os serviços eram prestados. Em nota, o estabelecimento lamentou o ocorrido e afirmou que as comemorações de Natal no "prosseguem normalmente".
(Foto: Reprodução)
Sem conseguir emprego desde que concluiu a faculdade, há um ano, Andrielle Antonia dos Santos de Jesus recorreu à poesia para colocar para fora seu desespero. E transformou seu currículo em versos e rimas. A repercussão foi grande, e a professora de história de 25 anos foi chamada para entregar seu currículo formal e até para entrevista em algumas escolas. “Não imaginava a repercussão que ganharia. Eu escrevi para desabafar, me sentir melhor. O desemprego afetou minha autoestima. Eu perdi, de certa forma, minha independência. E isso mexeu muito comigo”, conta. A moradora de Santo Antônio de Jesus (BA) conta que fez o poema no dia 5 de novembro e o compartilhou num grupo de WhatsApp de amigas escritoras negras. Elas gostaram tanto que deram a ideia de colocá-lo em forma de cartão para ser divulgado. No mesmo dia, Andrielle fez toda a arte do cartão e o enviou para sua rede de amizades, que acabaram encaminhando para possíveis empregadores. E alguns deles pediram seu currículo formal. Por enquanto, a professora fez uma entrevista, em uma escola particular de educação infantil, que no momento está com o quadro de professores completo. “Todos falaram que gostaram muito do meu currículo e que, provavelmente, haverá vagas no próximo ano”, conta. A recém-formada tem como experiência estágios realizados na rede municipal de ensino durante dois anos. Em sua cidade ela já entregou o currículo em 15 escolas – em três delas a pedidos. Andrielle ainda conta com ajuda de amigos, que enviam seu CV por e-mail para diretores e coordenadores e também distribuem o documento em outras cidades da região como Amargosa, Mutuípe e Jiquiriçá. "Às vezes, tenho a sensação de que nem olham o currículo, jogam fora. Infelizmente, ainda conta muito ter alguém que indique", lamenta. Além de contar com ajuda para envio do seu currículo, uma professora de São Miguel das Matas se ofereceu para pagar a taxa de inscrição de R$ 100 do concurso público que Andrielle vai prestar, que oferece 2,4 mil vagas na rede estadual de ensino. A professora de história ainda tem lutado contra o avanço de uma doença degenerativa da córnea, o ceratocone, cujo tratamento para ela é caro. E Andrielle novamente recorreu à escrita para lidar com o problema e criou um blog para falar sobre o assunto. Ela também conta com uma rede de apoio para ajudá-la no custeio das despesas do tratamento que incluem trocas de lentes de contato e viagens para exames e consultas em municípios vizinhos. “A visibilidade do pedido de emprego trouxe inúmeras coisas boas, apesar de ainda não ter conseguido um emprego. Pessoas dispostas a me ajudar, uma rede de afetividade”, diz. Apesar das dificuldades por que tem passado, tendo que depender da mãe e da avó e de alguns bicos de correções de trabalhos acadêmicos e pesquisas para sobreviver, Andrielle está otimista sobre seu futuro. “Eu sou esperançosa. Eu acredito que existem muitas pessoas boas no mundo, mesmo com tantas notícias ruins. Por isso, tenho certeza que momento certo o emprego certo irá surgir.”
(Foto: Reprodução/TV Globo)
Um estudo técnico contratado por um escritório de advocacia que atende a Vale confirmou que a causa do rompimento da barragem da mineradora em Brumadinho foi “liquefação”, que é quando um material sólido passa a comportar como fluido. O laudo foi divulgado nesta quinta-feira (12). A barragem B1, da Mina Córrego do Feijão, se rompeu em 25 de janeiro e vitimou 270 pessoas. Peritos já identificaram 257 mortos. Outras 13 pessoas ainda estão desaparecidas. Esta é a primeira vez que a causa do rompimento é divulgada. A Polícia Civil de Minas Gerais disse, em 28 de novembro, que havia concluído o laudo sobre o desastre, mas não revelou o resultado da perícia. O fenômeno é explicado no relatório como "perda de resistência significativa e repentina" e aponta que os rejeitos e outros materiais que estava na barragem apresentavam "comportamento frágil". Isso significa que o fluxo de água presente nesse material exerceu uma força que anulou o peso e a aderência de suas partículas, fazendo com que elas ficassem soltas. Seis dias após a tragédia, o subsecretário de Regularização Ambiental da Secretaria do Meio Ambiente de Minas, Hildebrando Neto, disse que tudo indicava que o rompimento da estrutura poderia ter sido causado por liquefação, que foi o mesmo fenômeno causador do colapso da barragem da Samarco em Mariana, em 2015.
( Foto: Alice Mourão/G1)
Funcionários de uma empresa terceirizada, que presta serviços para o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), em Governador Valadares (MG), foram encaminhados ao Hospital Municipal, nesta quarta-feira (11), após fazerem um lanche da manhã. Segundo o SAAE, 20 funcionários deram entrada no hospital com tontura, sonolência, dores no estômago e na cabeça, além de dormência na língua. Foram feitos exames que descartaram intoxicação alimentar. "Foi na sede da empresa que os funcionários tomaram o café, por volta de 7h30. Logo em seguida, vieram os primeiros sintomas. Eles acreditam que o café foi o responsável por toda situação. Alguns disseram que o gosto estava estranho, mas que tomaram mesmo assim", disse um dos empregados que acompanhava os colegas. O SAAE disse ainda que os sinais vitais dos funcionários estavam estáveis, por isso foram medicados e liberados. Informou ainda que os lanches são fornecidos pela empresa que são contratados. Segundo a Polícia Civil, foram recolhidos na cozinha da empresa o pó e os restos do café coado pela manhã, o açúcar utilizado no preparo, além de alguns pães com manteiga que sobraram do lanche. Um inquérito foi aberto para apurar como os fatos ocorreram e se houve envenenamento.
(Foto: Reprodução/Twitter/Força Aérea do Chile)
A Força Aérea do Chile (FACh) disse nesta quarta-feira (11) que encontrou restos de espuma flutuando no mar a 30 km ao sul da posição do último contato do avião C-130 que desapareceu na segunda com 38 pessoas a bordo quando seguia de Punta Arenas para a Base Presidente Eduardo Frei, na Antártica. De acordo com comunicado da FACh, o material foi encontrado pelo navio chileno Antartic Endeavor e pode ser parte dos tanques de combustível que o avião tem nas asas. As espumas serão recuperadas para que a perícia possa avaliar se são mesmo do avião desaparecido. Quase simultaneamente, a Marinha brasileira anunciou que o navio polar Almirante Maximiano, recolheu, por volta das 15h45 (horário de Brasília) "itens pessoais e destroços compatíveis com a aeronave Hércules C-130, da Força Aérea do Chile, que estava desaparecido". As partes do avião e os objetos estavam a aproximadamente 518 km de Ushuaia, na Argentina, informa a Marinha do Brasil. Não está claro se os dois anúncios se referem a materiais encontrados no mesmo local.
(Foto: Reprodução)
Ao levar a filha para fotografar com o Papai Noel do Big Shopping, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, uma mulher percebeu uma atitude estranha do famoso “bom velhinho” e denunciou nas redes sociais que o personagem estava excitado enquanto segurava a criança no colo. A publicação, apagada por ela, havia alcançado mais de dois mil compartilhamentos no Facebook. No post ela a mãe relatou o que aconteceu. “Ontem fui levar minha filha no Big Shopping, ela quis tirar foto com o Papai Noel, o Papai Noel ficou excitado quando ela sentou em sua perna. Eu queria tirar, ele ficava a segurar a menina, minha filha tem 10 anos, ele não queria soltar, ficava virando ela de uma perna para outra, até que eu a puxei do colo dele”. Nesta terça-feira (11), o shopping se manifestou nas redes sociais e afirmou que suspendeu o contrato com o Papai Noel, mas não divulgou por qual empresa os serviços eram prestados. Em nota, o Big Shopping também lamentou o ocorrido e confirmou que as comemorações de Natal no estabelecimento seguem normalmente. Segundo a Polícia Militar, a mãe da criança não registrou boletim de ocorrência. Ainda de acordo com a PM, o homem que se fantasiava de Papai Noel procurou uma delegacia da Polícia Civil alegando que está sendo difamado nas redes sociais. Em outras publicações, a mulher disse que não vai se manifestar mais sobre o caso.Na nota oficial divulgada pelo Big Shopping, outras mulheres, que levaram suas crianças para fotografar com o Papai Noel também reclamaram da forma como ele se comportou.
(Foto: Reprodução)
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (11) que foi ao Hospital da Força Aérea Brasileira (HFAB), em Brasília, para investigar um "possível câncer de pele". Bolsonaro esteve no hospital na tarde desta quarta, e a Secretaria de Comunicação Social informou que o presidente havia se dirigido ao local para ser submetido a "exames de rotina". A Secom acrescentou ainda que Bolsonaro "apresenta boas condições de saúde". Depois de deixar o hospital, Bolsonaro se dirigiu ao Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência. Ao chegar à portaria principal, o presidente foi questionado por jornalistas sobre os exames e sobre curativos na orelha. Bolsonaro, então, respondeu: "Tem possível câncer de pele. Fizeram uma checagem em mim. Inclusive, não sou eu que peço, muitas vezes eles que me convocam, e eu vou para lá." Bolsonaro foi questionado, então, se o sinal na orelha era "preocupante" e se poderia ser câncer. "Eu tenho a pele clara, pesquei muito na minha vida, gosto muito da atividade. Então, a posição de câncer de pele existe", declarou. "Não sei se vão fazer biópsia. Me cutucaram, furaram, deram anestesia. Eu dormi. Eu estava tão cansado que eu deitei na maca e dormi", acrescentou o presidente. Após a entrevista, a Secretaria de Comunicação Social informou: "O presidente apresenta boas condições de saúde, sem qualquer indicativo de câncer de pele e mantém a previsão de agenda para a semana conforme programado."