O corpo do apresentador Gugu Liberato chegou à cidade de São Paulo às 9h40 desta quinta (28) após desembarcar no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, no interior paulista. Ele veio acompanhado por batedores da Polícia Militar e segue até a Assembleia Legislativa, na Zona Sul da capital paulista, onde será velado. Gugu, um dos maiores nomes da TV brasileira, morreu na semana passada em Orlando, nos Estados Unidos, após um acidente doméstico. Ele tinha 60 anos. A família de Gugu acompanhou em uma van todo o trajeto do veículo com o corpo. O velório, que será aberto ao público, deve começar por volta das 12h desta quinta-feira (28) e terminar às 10h da sexta-feira (29). Antes da entrada dos fãs, os familiares farão uma cerimônia privada. O corpo de Gugu será velado em caixão aberto. A entrada para o velório será pela Avenida Sargento Mário Kozel Filho. Antes mesmo da chegada do corpo, fãs já formavam uma fila para a despedida do apresentador. O enterro será no jazigo da família no Cemitério Gethsêmani, no Morumbi, também na Zona Sul. O voo que trouxe o corpo do apresentador e a família ao Brasil partiu de Orlando na noite de quarta-feira (27). O trânsito no aeroporto foi alterado pela concessionária e a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) para facilitar o acesso do comboio à rodovia. O carro funerário com o corpo de Gugu os outros veículos deixaram o terminal pelo contrafluxo. A concessionária Aeroportos Brasil, que administra Viracopos, informou que os familiares de Gugu, entre eles a mãe de 90 anos, esposa e os três filhos, passaram pela imigração normalmente e foram direcionados a uma área reservada enquanto aguardavam a liberação da urna com o corpo do apresentador. A família também pediu uma sala no terminal para fazer a maquiagem do corpo. Os familiares de Gugu viajaram de Orlando para o Brasil na classe executiva. Primeiro aconteceu o desembarque do corpo. Depois, a família do apresentador recebeu atendimento prioritário de imigração em uma sala privativa. Eles foram os primeiros a descer do avião.
Se ter um filho já é uma grande emoção, imagina cinco de uma vez só. Foi o que aconteceu com o Casal Aniel Kurtel, 24 anos, e Luís Fernando, 33 anos, no começo do mês de setembro (02) em Chopinzinho, no sudoeste do Paraná. A gravidez de Anieli, aconteceu de forma natural. O casal conta que estavam tentando ter mais um filho desde o fim de 2018. O Casal que já são pais do Davi Lucas de seis anos, estavam na expectativa de dar um irmão para o garoto. No entanto, depois de muitas dúvidas e exames, veio a surpresa da confirmação dos cinco bebês. “Cada bebê que o médico mostrava o Luíz ficava mais feliz. No quarto ele ficou mudo, No quinto ele perguntou: Mas será que é possível isso?”, contou a mãe. Os bebês nasceram às 21h15 e são três meninos e duas meninas. Os nomes escolhidos foram Luis Henrique, Jhordan, Tiago, Laura e Antonella. “Ela estava sentindo um desconforto. Então, a médica examinou e viu que as contrações tinham começado. Aí foi feita a cesariana”, conta Luis Fernando. Todas as crianças nasceram com mais de um quilo, menos a pequena Laura, que veio ao mundo com pouco mais de 900 gramas. Após o parto, os bebês foram levados para incubadoras da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital, onde devem permanecer até ganharem peso. Ainda não há previsão de alta. “Agora é só aguardar. Todos vieram com saúde. A partir de agora é uma batalha todos os dias. Mas vamos ficar todos bem”, disse o pai dos quíntuplos.
A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (27) a Medida Provisória 890/19, que cria o Programa Médicos pelo Brasil. O novo programa vai substituir o Mais Médicos, em vigor desde 2013. O texto da MP permite a reincorporação dos médicos cubanos que permaneceram no País após o fim do convênio entre o governo dos dois países. A MP prevê que os profissionais cubanos poderão ser contratos por até dois anos na condição de intercambistas. Nesse caso eles terão atuação limitada ao programa. A única exigência é que esses profissionais tenham permanecido no Brasil entre 13 de novembro de 2018 - data de rompimento do acordo - e 1º de agosto deste ano.
O Congresso Nacional derrubou na tarde desta quarta-feira (27) o veto do presidente Jair Bolsonaro que barrava a notificação compulsória à polícia dos casos de violência contra mulheres atendidas no sistema de saúde. No total, o Congresso derrubou nesta quarta sete vetos do presidente. Com isso, os profissionais, tanto da rede pública de saúde quanto da rede privada, passarão a ser obrigados a comunicar à polícia, no prazo de 24 horas, indícios de que a paciente foi vítima de violência. Atualmente, a notificação é feita somente às autoridades sanitárias para fins de estatística e de controle epidemiológico. Em caso de risco à vítima ou à comunidade, a polícia até poderia ser comunicada, mas desde que com o conhecimento prévio da paciente ou do responsável. Agora, a polícia terá de, necessariamente, ser informada. O projeto de lei tinha sido aprovado pela Câmara e pelo Senado e gerou intenso debate. Críticos ao texto defendiam a manutenção do veto sob o argumento de que a decisão de levar o caso à polícia deveria ser da mulher, a fim de que ela não tivesse a segurança ameaçada. Na justificativa para o veto integral, o presidente Bolsonaro argumentou da mesma maneira – que a notificação compulsória à polícia vai expor a vítima de violência doméstica. No documento enviado ao Congresso para esclarecer a razão do veto, o presidente afirmou que, “ao determinar a identificação da vítima, mesmo sem o seu consentimento e ainda que não haja risco de morte, mediante notificação compulsória para fora do sistema de saúde”, a mulher ficará, segundo o texto, mais vulnerável e sob risco de sofrer retaliação do agressor. Defensores da mudança na lei afirmam que a notificação compulsória ajudará a reduzir a subnotificação dos casos de violência contra as mulheres.
Policiais Civis da 58ª DP (Posse) prenderam nesta quarta-feira (27) um homem suspeito de torturar o próprio filho, um bebê de 11 meses de idade. De acordo com as investigações, no último dia 23, Claudinei Lourenço Costa da Silva deu um pisão no filho que fraturou o fêmur da criança. O golpe foi dado após uma discussão entre Claudinei e a companheira dele. A polícia afirma que o homem tentou esconder a fratura causada no bebê, trocando a roupa da criança e colocando uma calça comprida. Isso teria agravado agravado as lesões e retardado o atendimento médico do neném. O caso segue sendo investigado para apurar a prática de outras agressões contra a criança.
O Ministério da Agricultura publicou nesta quarta-feira (27) a autorização do registro de mais 57 agrotóxicos. Já são 439 novos produtos liberados em 2019, permanecendo como o maior ritmo de liberação da história. Do total liberado nesta quarta, são 55 genéricos de princípios ativos já autorizados no Brasil e 2 produtos inéditos (um biológico e outro com baixa toxicidade). Com o anúncio desta quarta-feira, o número de registros chega próximo aos 450 novos agrotóxicos autorizados em 2018, até agora o maior número da série histórica, iniciada em 2005. No mesmo período do ano passado, o governo havia registrado 374 agrotóxicos. O atual ritmo de liberação provocou reação de entidades ligadas a defesa do meio ambiente, que entraram na Justiça contra algumas dessas medidas. Na semana passada, um juiz federal do Ceará suspendeu provisoriamente o registro de 63 agrotóxicos autorizados no dia 17 de setembro. Entre as novidades anunciadas pelo Ministério da Agricultura está um defensivo agrícola biológico à base da vespa Telenomus podisi, que poderá ser usado na agricultura brasileira para combater o percevejo marrom, uma importante praga da cultura de soja. "O percevejo marrom é uma praga de grande importância na cultura da soja, que só contava com opções químicas para o seu controle. Esta vespa parasita ovos do percevejo marrom favorecendo uma diminuição populacional da praga e aumentando o número de inimigos naturais no campo", explicou, em nota, o coordenador de Agrotóxicos do Ministério da Agricultura, Carlos Venâncio. Outro novo agrotóxico aprovado é um produto de baixa toxicidade formulado à base de óleo de casca de laranja, ele é um inseticida e fungicida que poderá ser usado para combater o pulgão em pequenas culturas como alface. O produto é autorizado nos Estados Unidos e não tem registro na União Europeia.
O corpo do apresentador Gugu Liberato já foi liberado para retornar ao Brasil. De acordo com O Dia, ele embarcará para o Brasil no voo AD 8707, nesta quarta-feira (27), às 19:15h, na companhia Azul Linhas Aéreas Brasileiras. Os familiares do apresentador estarão no mesmo voo e a chegada será no aeroporto de Viracopos, em Campinas, às 6h05 da manhã de quinta-feira (28). Ainda segundo a nota, após cumprir todos os trâmites legais, seguirá para a ALESP em carro funerário, com vidros escuros. Às 12h de quinta-feira, o velório será aberto e se estenderá até às 10 horas da manhã de sexta-feira (29), quando o corpo seguirá em carro de bombeiros para o Cemitério Gethsêmani, no Morumbi. O sepultamento será no jazigo da família.
Atualmente adotada em sete Estados Brasileiros - Amazonas, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Sul -, a CNH Social (ou gratuita) pode se expandir por todo o território brasileiro dentro de pouco tempo. Pelo menos é isso o que pretende alcançar o Projeto de Lei 3904/2019, de autoria do deputado federal Emerson Miguel Petriv, também conhecido como Boca Aberta, do PROS/PR. A intenção do PL apresentado pelo deputado Boca Aberta é garantir acesso ao documento, principalmente para fins profissionais, à parcela da população que não tem condições de arcar com os quase R$ 2 mil necessários para tirar a habilitação nas categorias A ou B. Em entrevista para o UOL Carros o deputado explicou qual a principal intenção do projeto, que rotulou de "arroz com feijão" e "viável de se fazer". Para Boca Aberta, a aprovação do PL será fundamental até na luta contra o desemprego. "Esse projeto é 'arroz com feijão', mas importante para levar a gratuidade às pessoas de baixa renda. Aqui no Paraná, por exemplo, você gasta mais ou menos R$ 3 mil. É muito caro para o trabalhador, para a trabalhadora e para os filhos deles. Hoje vai todo mundo de pé e apertado no ônibus, que mais parece uma lata de sardinha", comparou. "A habilitação há muito tempo é um meio de você arrumar um emprego também, assim como você mexer na internet hoje é um fator preponderante para isso. Para ter uma rendinha e conseguir ganhar um pouco mais é necessário ter habilitação. O projeto vem de encontro ao anseio da sociedade e vai beneficiar milhares de centenas de famílias. Está aprovado em outros Estados e é viável de se fazer", emendou o paranaense. O projeto, que garante aos cidadão de baixa renda o direito de tirar a carteira de habilitação sem arcar com qualquer custo, tem alguns requisitos básicos que precisam ser avaliados antes da concessão. Além da necessidade de comprovar que vive em uma condição de baixa renda, o cidadão que pleitear a CNH Social precisará se enquadrar dentro das seguintes especificações: - Ter idade mínima de 18 anos para a categoria B, que permite condução de veículos com até 8 passageiros; - Possuir 21 anos no mínimo, ou dois anos de carta com categoria B, para também ser liberado a usufrui- Ter concluído o nível básico da educação, ou seja, saber ler e escrever; - Possuir renda familiar de 2 a 3 salários mínimos por pessoa. Exames complementares para a emissão da CNH, como os psicotécnicos, médicos e de aptidão física também seriam contemplados pela gratuidade de acordo com a ideia do deputado paranaense. Para ser aprovado na Câmara, o Projeto de Lei será analisado previamente por órgãos de diferentes setores, como Viação e Transportes, Finanças e Tributação e Constituição de Justiça e de Cidadania
O humorista Charles Guttenberg, conhecido como Rapadura, morreu na tarde desta terça-feira (26), em um hospital de Jundiaí (SP). O artista ficou conhecido por participação no programa “A Praça é Nossa”, do SBT. O paciente estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e passou por uma operação no intestino. O hospital afirmou ao G1 em nota que o paciente teve falência de múltiplos órgãos em decorrência de cirurgia no aparelho digestivo. Ainda não há informações sobre velório e enterro. O perfil do humorista havia publicado horas antes que o estado de saúde dele era grave e que continuava na UTI. "Continuem orando por ele!", escreveu. Na semana passada, o artista publicou um vídeo no Facebook avisando aos fãs que passaria por uma cirurgia no intestino e que, por isso, estava internado.
As imagens das câmeras de segurança de um shopping revelaram, neste domingo (24), o estupro que uma menina de 9 anos em Uberaba, no Triângulo Mineiro. O suspeito de 58 anos é padrinho da criança e levou a vítima para comprar um caderno no shopping. Enquanto os dois estavam no elevador o homem estuprou a afilhada. A Polícia Militar foi acionada pelos seguranças do shopping que viram nas imagens de câmeras de segurança do elevador o suspeito se esfregar na criança, beija-lá e ainda passar as mãos em suas partes íntimas por debaixo do vestido da menina. De acordo com o boletim de ocorrência, nas imagens é possível ver que a criança fica claramente constrangida e impaciente com o crime. Os seguranças acompanharam o trajeto feito pelos dois e passaram para a polícia o carro onde o homem saiu. A menina estava na casa do suspeito e contou aos policiais que saiu para comprar um caderno e dentro do elevador o padrinho teria a estuprado. A criança narrou o estupro exatamente como mostram as imagens. Ela disse ainda que os estupros estão acontecendo há 15 dias, desde quando começou a frequentar a casa do padrinho. Ela disse ainda que ele já tinha passado as mãos no corpo dela dentro de uma piscina e que a situação tinha se repetido em uma sala da casa do suspeito, quando os dois ficaram sozinhos. A vítima disse que pedia o suspeito para parar, mas ele não parava. Disse também que tinha medo de contar para outras pessoas. A mãe da menina foi chamada pelos militares e disse que deixava a criança com ele, por o suspeito ser padrinho dela e que não sabia dos estupros. A vítima foi levada ao Hospital da Criança em Uberaba para passar por exames. O celular do suspeito foi apreendido e o homem preso em flagrante. As imagens das câmeras de segurança recolhidas e entregue à Polícia Civil, que vai investigar o caso.
Como alternativa para a carne, o consumo de ovos está batendo recorde. Na casa da professora Célia Martins do Nascimento, ele está sempre lá, pronto para ser levado da geladeira para a frigideira. “Bem mais econômico, bem mais barato do que carne. Carne está um absurdo de caro”. A cuidadora de idosos Lídia Fátima Prestes compra uma dúzia e meia toda semana. Mas quem come tanto ovo assim? “Eu e meu marido. A gente come bastante. É ovinho quente de manhã. É omelete no almoço. Ovinho frito da tarde. A gente come bastante”. O ovo está ganhando cada vez mais espaço no nosso prato. Tanto que o Brasil deve alcançar pela primeira vez a média mundial de consumo. Quando 2019 terminar, cada um de nós vai ter comido em média 230 ovos. É quase o dobro do que a gente consumia há dez anos. Essa mudança de hábito está associada ao preço do ovo. Comparado com as outras proteínas animais como carne ou frango, é a mais barata. E tem reflexo em toda a cadeia de produção. As granjas estão investindo em tecnologia. Em 2019, a produção de ovos no país deve chegar a nove bilhões de unidades. São 93 mil por segundo. As fábricas de embalagem têm que acompanhar o ritmo. “A gente acredita no crescimento do mercado, tanto é que a gente está expandindo a empresa na Região Nordeste pelo incremento no consumo e na produção de ovos”, explicou Edson Roberto Donzeli, gerente-geral.
Uma mulher foi agredida por um homem em um bar, na noite deste domingo (24), na Avenida Alberto Cintra, no bairro União, na Região Nordeste de Belo Horizonte. Imagens da câmera de segurança mostram a vítima, de 29 anos, sendo empurrada, jogada no chão três vezes e levando tapa. A mulher estava com o pai no bar e pediu uma mesa aos garçons. De acordo com a vítima, o grupo de homens que estava ao lado não queria que a mesa fosse colocada perto deles. O vídeo mostra um dos homens empurrando a mulher, que cai e bate a cabeça. Quando ela consegue se levantar, é novamente empurrada. Em uma terceira aproximação, o agressor dá um soco no rosto da vítima e vai embora. “Quando os dois agressores entraram na casa atrás de mim, o homem negro alto foi para cima de mim, me xingando, e respondi os xingamentos e ele me empurrou. Ao cair, bati a cabeça e fiquei tonta. Ao tentar levantar, ele e o grisalho me empurraram novamente ao chão. Quando levantei, a confusão continuou e o negro alto me deu um soco no rosto onde desmaiei e, quando acordei, ele já havia fugido e meu pai chegou até o local sem saber o que acontecia”, relatou a vítima, que pediu para não ser identificada. De acordo com o boletim de ocorrência, o agressor que aparece no vídeo fugiu a pé pela Rua Alberto Cintra, no sentido Avenida Cristiano Machado. “Todos os funcionários e clientes do bar assistiram a situação e não tiveram nenhuma atitude mesmo me vendo ao chão e os agressores ainda insistindo. Ninguém tentou segurar o homem ou separar, a única pessoa que quiseram segurar fui eu”, contou a mulher agredida. A vítima disse ainda que foi por conta própria para o Hospital Felício Rocho, onde foi medicada. O dono do bar informou que acionou a polícia imediatamente e que esta foi a primeira vez que houve agressão dentro do estabelecimento. Ele afirmou também que a orientação dada aos funcionários é de sempre separar as brigas. A ocorrência foi encaminhada para a 3ª Delegacia de Polícia Civil Leste.
O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira (25) que deve encaminhar ao Congresso Nacional um projeto de lei para dar garantias a moradores de áreas urbanas e rurais que tenham suas propriedades invadidas. "[Um projeto] para garantir dentro de casa, por exemplo, como você pode se comportar dentro de casa armado se alguém entrar. Hoje em dia como que é a legislação... Queremos [dar a] garantia absoluta de que dentro da sua casa você pode tudo contra um invasor, tá certo?", afirmou ao chegar ao Palácio da Alvorada no início da noite.
Segundo o presidente, o texto será um projeto de lei e será encaminhado nesta semana ao Poder Legislativo. "É um projeto de lei, essa questão não pode ser medida provisória. É um projeto de lei", repetiu.Bolsonaro disse não estar inventando nada, mas sim copiando o modelo de outros países. Em sua rápida fala, contudo, ele não explicou em que vai consistir esse projeto de lei. "Nos EUA é assim, não estou inventando nada, estou copiando países desenvolvidos", afirmou. Na visão do presidente, um projeto como esse é necessário porque o poder público não é capaz de garantir a segurança da população o tempo todo. "O que eu quero é... o poder público... não tem governador para proporcionar segurança para todo mundo 24 horas. Dentro de casa, você tem que ser dona de você. Qualquer pessoa que vier entrar na sua casa, você tem poder absoluto sobre ela em defesa da tua vida, dos teus", afirmou, acrescentando que o texto terá validade tanto para propriedades urbanas quanto rurais. Na semana passada, o governo Bolsonaro enviou ao Congresso um projeto de lei para isentar de punição militares e policiais que cometerem excessos durante operações de garantia da lei e da ordem. O projeto que trata do excludente de ilicitude a militares em operações de garantia de lei e da ordem —como as que ocorreram no Rio de Janeiro, em Roraima e no Amazonas— é uma promessa de campanha. As regras também abrangem integrantes da Força Nacional de Segurança Pública e membros da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Ferroviária Federal, policiais civis, militares e bombeiros, sempre quando estiverem apoiando operações de garantia da lei e da ordem. Uma novidade em relação a proposta semelhante feita pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, é a inclusão de casos de terrorismo para que o excludente de ilicitude tenha validade. Na manhã desta segunda, ao sair do Alvorada para o Palácio do Planalto, de onde despacha, Bolsonaro disse que enviaria uma série de propostas ao Congresso sobre segurança pública. Um deles é para autorizar o emprego pelo governo federal da chamada GLO (Garantia da Lei e da Ordem) para reintegração de posse em propriedades rurais. As GLOs são operações de segurança autorizadas pelo Poder Executivo que podem ter duração de meses. Elas incluem a participação de agentes de segurança civis e militares, como das Forças Armadas e da Polícia Federal. Hoje, é papel das gestões estaduais acionarem forças de segurança locais para fazer cumprir decisões judiciais de reintegração de posse. Para o presidente, no entanto, há governadores que têm protelado a retirada de invasores. Em 1996, uma operação da Polícia Militar do Pará para a desobstrução de uma estrada deixou 19 trabalhadores rurais mortos, o que ficou conhecido como o massacre de Eldorado do Carajás. Um ano antes, dez sem-terra e dois PMs morreram num confronto em Corumbiara (RO). Desde então, diante da repercussão negativa, inclusive no exterior, governos estaduais têm adotado postura de cautela no cumprimento de decisões judiciais para evitar novas tragédias. Com o mesmo receio, o governo federal criou, na época, a função do ouvidor agrário, que existe até hoje. O posto foi inaugurado com o propósito de evitar conflitos e impedir embates entre agentes policiais e manifestantes sem-terra.
A ONU Mulheres apresentou nesta terça-feira o relatório "O Progresso das Mulheres no Mundo 2019-2020: Famílias em um mundo em mudança" que mostra que 17,8% das mulheres no planeta, ou cerca de uma de cada cinco, relataram violências física ou sexual de seus companheiros nos últimos 12 meses. Essa é a média global de mulheres que sofreram violência com idades entre 15 e 49 anos. A maior porcentagem foi registrada na Oceania (sem Austrália e Nova Zelândia), com 34,7% (uma a cada três mulheres). A menor, por sua vez, foi registrada na Europa e na América do Norte, 6,1% (uma de cada 16). O relatório, dividido por regiões, mostra ainda que a Oceania é seguida pelas partes central e sul da Ásia, com 23% de mulheres agredidas, África, com 21,5%, e pelo norte da África e pela Ásia oriental, com 12,3%. Por sua parte, a América Latina e o Caribe respondem por 11,8% dos casos, enquanto o leste e o sudeste da Ásia totalizam 9%. O documento ressalta a diversidade familiar existente no mundo e faz recomendações para garantir políticas para responder às necessidades dos seus membros mais vulneráveis, especialmente mulheres e meninas, já que as famílias são "locais de profunda insegurança" para elas e é também onde existem mais chances de viver agressões. O texto defende que as leis deveriam ser reformadas para reconhecer os direitos das mulheres no casamento, no divórcio e na custódia dos filhos, de forma que tenham maior e melhor garantia para sair de situações violentas ou abusivas. No que se refere à migração, um dos contextos nos quais estes efeitos podem ser vistos com maior clareza, a ONU vê como "fundamental" que as permissões de residência para elas não dependam da situação dos seus parceiros. Além disso, propõe assegurar o acesso feminino à renda independente. "Hoje em dia, há muitos indicadores de que as mulheres são cada vez mais capazes de exercer sua vontade e sua voz dentro das suas famílias", contextualiza a ONU, logo no início do relatório, citando na explicação o aumento da idade para casamento, o reconhecimento de outras formas de família e a redução da taxa de natalidade. Além disso, de acordo com os dados da ONU Mulheres, só 38% das famílias atuais no mundo são formadas por um casal com filhos, enquanto as ampliadas - com outros parentes, como avôs - representam 27%. As famílias monoparentais (8% do total) são na grande maioria lideradas por mulheres e cada vez há mais famílias formadas por casais homossexuais. "A partir das nossas pesquisas e das provas que dispomos, sabemos que não existe uma forma de família 'normal' e que, de fato, nunca existiu", destacou a diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka. O relatório sugere diferentes campos nos quais avançar para se adaptar a estes tempos em transformação. Entre eles, criar leis familiares baseadas na diversidade e na igualdade de oportunidades, assegurar a igualdade de gênero e serviços bons e acessíveis de apoio a famílias, garantir o acesso feminino a uma renda independente dos homens e diminuir as diferenças no tempo dedicado às tarefas domésticas, majoritariamente feitas por elas.
O Brasil teve uma queda de 22% no número de mortes violentas registradas nos nove primeiros meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2018. É o que mostra o índice nacional de homicídios criado pelo G1, com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal. Somente em setembro, houve 3,3 mil assassinatos, contra 4,1 mil no mesmo mês do ano passado. Já no período que engloba os nove meses, foram 30.864 mortes violentas — 8.663 a menos que o registrado de janeiro a setembro de 2018 (39.527). A tendência de queda nos homicídios do país tem sido mostrada pelo G1 desde o balanço de 2018 – a maior queda dos últimos 11 anos da série histórica do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, com 13%. Já no 1º semestre deste ano, a queda foi de 22% – percentual que se mantém.O número de assassinatos, porém, segue alto. São quase 5 mortes a cada hora, em média.O levantamento faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
o país teve quase 31 mil assassinatos de janeiro a setembro, ainda assim 22% a menos que no mesmo período de 2018
houve 8.663 mortes a menos na comparação dos dois anos
todos os estados do país apresentaram redução de assassinatos no período
três estados registraram uma queda superior a 30% no ano: Ceará, Rio Grande do Norte e Roraima