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( Foto: Matheus Luís / Onda Poços)
Uma menina foi flagrada sendo levada no porta-malas de um carro em uma das avenidas mais movimentadas do Centro de Poços de Caldas (MG). A foto foi tirada na tarde deste sábado (30). O registro foi feito pelo repórter Matheus Luís, do portal Onda Poços, e mostra a menina deitada no bagageiro enquanto o carro passa pela Avenida Assis Figueiredo. Na imagem é possível ver também que uma caixa de televisão parece ocupar todo o espaço que seria do banco traseiro do veículo. A foto mostra ainda que o trecho onde o carro foi flagrado está movimentado, com os consumidores aproveitando ainda as promoções da Black Friday. De acordo artigo 230, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que trata especificamente das violações cometidas no trânsito, transportar passageiros em compartimento de carga é uma infração gravíssima, sujeita à multa, perda de 7 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e até mesmo à apreensão do veículo. O motorista do carro não foi localizado para comentar o caso.
(Foto: DGAP/Divulgação)
Agentes prisionais conseguiram salvar um bebê que havia engasgado, em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal. Segundo a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP), a mãe da criança mora próximo à base dos profissionais e correu desesperada para pedir ajuda assim que percebeu que o filho não conseguia respirar. O caso aconteceu na última sexta-feira (29). Ainda de acordo com a DGAP, assim que foram acionados, os agentes correram até a casa da família para prestar o socorro. Chegando ao local, eles relataram ter encontrado a criança já roxa e sem respirar. No mesmo instante, eles começaram a fazer as manobras necessárias e, em dois minutos, conseguiram fazer o bebê voltar a respirar. A mãe da criança disse que ele engasgou ao ingerir leite com achocolatado, o qual foi regurgitado. Em seguida, os servidores levaram mãe e filho ao hospital, onde o bebê recebeu atendimento e foi liberado em seguida.
(Foto: Guarda Municipal/Divulgação)
Um homem de 40 anos foi detido pela Guarda Municipal e levado para a Delegacia após ser flagrado dirigindo embriagado e sem um dos pneus no Fusion que conduzia no Centro de Florianópolis. O flagrante ocorreu no sábado (30). O carro de luxo foi abordado pelos guardas por volta das 14h em uma rua central da capital catarinense após passar pela Ponte Pedro Ivo, que liga o Continente e a Ilha, e bater no guard-rail. Ele já estava sem o pneu de uma das rodas dianteiras. Segundo a Guarda Municipal, é provável que motorista tenha batido em algum meio fio e continuado trafegando, o que ocasionou o estouro do pneu. O teste de alcoolemia foi realizado pelos agentes municipais e apontou 0,61 miligramas de álcool por ar expelido. "Com a embriaguez, ele insistia em continuar dirigindo mesmo sem o pneu. Com isso, saiu bastante fumaça do veículo, de andar só no aro", detalhou o sub-comandante da GM, Ricardo Pastrana. O motorista foi autuado por embriaguez ao volante e deve pagar multa de R$ 2.934.70, além de ter o direito de dirigir suspenso por 1 ano. Ele foi encaminhado ainda no sábado à 5º Delegacia de Polícia de Florianópolis, no bairro Agronômica. O G1 procurou a Polícia Civil, a Justiça e o Departamento de Administração Prisional (Deap) para saber se o motorista passou por audiência de custódia e se ficou preso, mas não obteve retorno.
(Foto: Reprodução)
Nove pessoas, sendo uma mulher e oito homens, morreram pisoteadas durante um baile funk na comunidade de Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo, na madrugada deste domingo (1º), depois de uma perseguição policial seguida de troca de tiros, segundo a Polícia Civil. Outras sete pessoas ficaram feridas. Ainda de acordo com a polícia, agentes do 16º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM/M) realizavam uma Operação Pancadão na comunidade – a segunda maior da cidade, com 100 mil habitantes – quando foram alvo de tiros disparados por dois homens em uma motocicleta. A dupla teria fugido em direção ao baile funk ainda atirando, o que provocou tumulto entre os frequentadores do evento, que tinha cerca de 5 mil pessoas. No entanto, a mãe de uma adolescente de 17 anos que estava no local e que foi agredida com uma garrafa disse que os policiais fizeram uma emboscada para as pessoas que estavam no baile. A jovem ferida durante a confusão descreveu o momento em que foi atingida. "Eu não sei o que aconteceu, só vi correria, e várias viaturas fecharam a gente. Minha amiga caiu, e eu abaixei pra ajudá-la", afirmou. "Quando me levantei, um policial me deu uma garrafada na cabeça. Os policiais falaram que era para colocar a mão na cabeça." Segundo a polícia, equipes da Força Tática, ao chegarem para apoiar a ação em Paraisópolis, levaram pedradas e garrafadas. Os policiais, então, teriam respondido com munições químicas para dispersão. Ainda de acordo com informações da polícia, alguém no meio da multidão disparou um tiro, e houve correria. Durante confusão, pessoas foram pisoteadas. Elas foram levadas em estado grave ao Pronto Socorro do Campo Limpo. Duas viaturas da PM foram depredadas. O delegado Emiliano da Silva Neto, do 89º DP, afirmou que todas as vítimas morreram pisoteadas e que ninguém foi vítima de disparos (leia mais abaixo). O governador João Doria (PSDB) lamentou as mortes e pediu "apuração rigorosa" do episódio. O Ouvidor das Polícias, Benedito Mariano, afirmou que "a PM precisa mudar protocolo". A diretora-executiva do Instituto Sou da Paz, Carolina Ricardo, afirmou em entrevista à Globo News que a polícia tem de prestar contas do que ocorreu "sem medo de assumir um erro caso tenha havido". Vídeos que circularam nas redes sociais mostraram a ação da PM em Paraisópolis na madrugada deste domingo. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, a Operação Pancadão tem sido periodicamente realizada em toda a capital "para garantir o direito de ir e vir do cidadão e impedir a perturbação do sossego, fiscalizando a emissão ruídos proveniente de veículos".
(Foto: Reuters)
O ator americano Leonardo DiCaprio se manifestou neste sábado (30) após o presidente Jair Bolsonaro acusá-lo de colaborar com queimadas criminosas na Amazônia por meio de doações à WWF, organização não governamental (ONG) que atua na área ambiental. Em nota, DiCaprio negou ter feito doações a ONGs citadas em investigações sobre incêndios florestais no Brasil. "Embora mereçam apoio, nós não financiamos as organizações citadas", afirmou. No comunicado, o ator disse ainda ter orgulho de grupos que protegem ecossistemas e elogiou o povo brasileiro, que "está trabalhando para salvar seu patrimônio natural e cultural".
(Foto: Junior Paschoalotto/TV Fronteira)
Levantamento do G1 com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que 15,5 milhões de pessoas ainda precisam fazer a biometria para votar nas eleições de 2020. O cálculo considera apenas os eleitores que moram nos 4.577 municípios onde a votação por biometria será obrigatória nas próximas eleições. O 1º turno será em 4 de outubro de 2020. Das 15,5 milhões de pessoas que precisam registrar a biometria, mais da metade (56,6%) mora em cidades onde a revisão biométrica ainda está em andamento ou se encerrou recentemente. Porém, essas 8,8 milhões pessoas ainda não foram ao cartório eleitoral. As demais (6,7 milhões, o equivalente a 43,4%) já tiveram o título eleitoral cancelado por não comparecer à revisão biométrica nas cidades onde o processo já foi encerrado há mais tempo e a biometria também é obrigatória. Para chegar aos números, o G1 cruzou várias informações (uma relação do TSE com a situação de cada município em relação à biometria, uma tabela pedida via Lei de Acesso à Informação com todos os títulos cancelados e regularizados por causa da biometria e uma lista das cidades onde a biometria será obrigatória enviada por cada um dos tribunais regionais eleitorais). Cada cidade tem um prazo final para a revisão biométrica. Quando o eleitor não comparece ao cartório eleitoral dentro do prazo, o título é cancelado. É possível regularizar essa situação, porém, ao procurar um cartório eleitoral até 6 de maio de 2020, quando se encerra o cadastro eleitoral para as próximas eleições. Apenas em 2022 a biometria deverá ser obrigatória em todo o Brasil. Os eleitores que votam nas eleições presidenciais no exterior não devem registrar a biometria. Segundo dados enviados ao G1 pelo TSE por meio da Lei de Acesso à Informação, desde o início da revisão biométrica, 12,5 milhões de títulos eleitorais foram cancelados por não registro da biometria. Desse montante, 45,5% dos títulos foram regularizados posteriormente. O restante (54,5%) continua em situação irregular, e as pessoas precisam procurar o cartório eleitoral para atualizar os dados e registrar a biometria para poder votar. Salvador, Recife, Belém, Guarulhos e Cuiabá são as cidades com o maior número de títulos eleitorais cancelados, após o fim da revisão biométrica. Em Salvador, 226,5 mil títulos continuam cancelados. No Recife, são 122,8 mil. Em Belém, 115,5 mil. Em Guarulhos, 114,4 mil. E em Cuiabá, 103,6 mil.
(Foto: Divulgação/Saeb)
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) vai mudar o sistema de agendamento de atendimento a partir da segunda-feira (2), para os postos de Salvador e do interior do estado. O sistema de agendamentos do Portal SAC será desativado e os atendimentos por hora marcada devem ser realizados pelo site e do aplicativo SAC Digital. A plataforma, além de padronizar o atendimento, vai concentrar informações sobre os serviços ofertados em toda a rede SAC e personalizar o relacionamento com o usuário, com o envio de alertas, sugestão de serviços e acesso rápido aos favoritos. O perfil para agendamento no portal SAC não é válido para o SAC Digital. Por isso, para fazer o agendamento através do SAC Digital, seja portal ou aplicativo, o usuário precisar criar um novo cadastro na plataforma, informando dados pessoais, endereço e senha. Uma mensagem automática para ativação do perfil vai ser encaminhada para o e-mail do cidadão. Após a validação, o cadastro está concluído e o usuário pode acessar o perfil, fazer agendamentos e buscar informações sobre serviços diretamente no SAC Digital. Com a mudança, o Portal SAC vai passar a abrigar, exclusivamente, conteúdo institucional. O portal SAC responde atualmente por 88% da demanda por agendamento em toda a rede. A Rede SAC conta com 74 unidades de atendimento, sendo 37 Postos SAC (em todo o estado) e outros 34 Pontos SAC (interior). Além disso, operam três rotas do SAC Móvel, unidades itinerantes que percorrem localidades que não possuem SAC. O agendamento de serviços está disponível para os postos do Shopping da Bahia, Barra, Bela Vista, Shopping Paralela, Salvador Shopping, Lauro de Freitas, Feira Centro II (Feira de Santana) e Conquista II (Vitória da Conquista), nos dois turnos de atendimento, além das unidades de Liberdade (Salvador), Camaçari, Itabuna, Juazeiro, Teixeira de Freitas e Jequié, para o turno da tarde e em serviços específicos.
(Foto: Sílvia Vieira/G1)
Uma nova declaração do presidente Jair Bolsonaro sobre as queimadas na Amazônia voltou a provocar críticas e reações na imprensa internacional. Bolsonaro acusou o ator americano e ambientalista Leonardo DiCaprio e a ONG WWF de financiarem queimadas criminosas no Brasil. Foi na saída do Palácio da Alvorada. O presidente falou cercado por apoiadores. "Quando eu falei que há suspeitas de ONGs, o que a imprensa fez comigo? Agora, o Leonardo DiCaprio é um cara legal, não é? Dando dinheiro para tacar fogo na Amazônia", disse. O presidente já havia feito referência ao ator, ao vivo, em rede social, ontem. "O pessoal da ONG, o que eles fizeram? O que é mais fácil? Botar fogo no mato. Tira foto, filma, a ONG faz campanha contra o Brasil, entra em contato com o Leonardo DiCaprio, e o Leonardo DiCaprio doa 500 mil dólares para essa ONG. Uma parte foi para o pessoal que estava tocando fogo, tá certo? Leonardo DiCaprio tá colaborando aí com a queimada na Amazônia, assim não dá." Bolsonaro se referia aos quatro brigadistas, da região de Alter do Chão, no Pará, que foram presos, depois de apontados pela Polícia Civil como suspeitos de atear fogo na floresta para obter doações. As prisões geraram críticas. As entidades mantenedoras das atividades desses brigadistas protestaram contra as acusações. O Ministério Público disse que não há indícios do envolvimento deles e investiga a ação de grileiros em Alter do Chão. O governador Elder Barbalho, do MDB, interferiu. Afastou o chefe da investigação, delegado Fabio Amaral, e a Justiça mandou soltar os brigadistas.O pedido de prisão se baseava numa conversa gravada, de um dirigente de ONG, que até hoje não foi apresentada, como indício de envolvimento dos brigadistas nos incêndios. Eles negam as acusações. A referência do presidente Bolsonaro ao ator Leonardo DiCaprio também se baseia nessa investigação que aponta o ator como doador de US$ 500 mil para ONGs. Segundo a polícia, os brigadistas provocaram incêndios e venderam imagens - que teriam sido usadas pela ONG WWF para conseguir doações como a do ator. As declarações de Bolsonaro repercutiram fora do país. Os jornais americanos "Washington Post" e "New York Times" destacaram que o presidente do Brasil criticou DiCaprio por incêndios na Amazônia e afirmaram que Bolsonaro não ofereceu nenhuma prova. O britânico "The Guardian" diz que Bolsonaro acusou falsamente o ator de ter pago pelos incêndios. O WWF declarou em nota que os recursos enviados à brigada Alter do Chão não incluíram doações do ator Leonardo DiCaprio, que não comprou fotos da brigada Alter do Chão nem pôs fogo na Amazônia. A ONG afirmou que, ao contrário, mobilizou recursos para fortalecer organizações locais que se dedicam a proteger a floresta de desmatamento e queimadas, e lamentou que o Presidente da República insista em divulgar inverdades.
(Foto: Marcelo Brandt/G1)
A companheira de Gugu Liberato, Rose Di Matteo, deu uma declaração aos jornalistas após o fim do enterro na manhã desta sexta-feira (29). Foi a primeira declaração de Rose após a morte do apresentador. “Eu quero só falar uma coisa para vocês, se hoje eu sou uma pessoa um pouco melhor, eu devo ao Gugu e aos meus filhos e a Deus. Só isso que eu posso falar, porque ele era a pessoa mais linda desse mundo, mais generosa, e agora ele vai ficar aqui [aponta para o coração] e no coração dos meus filhos”, disse Rose. O corpo de Gugu Liberato foi enterrado na manhã desta sexta-feira (29) sob aplausos e muita emoção no Cemitério Gethsêmani do Morumbi, na Zona Sul de São Paulo. Fãs, familiares e amigos participaram da cerimônia que foi aberta ao público, a família teve uma área reservada. Também estão enterrados no cemitério os corpos de outros famosos como Jair Rodrigues e Hebe Camargo. O corpo chegou ao local depois de ter sido velado por mais de 20 horas na Assembleia Legislativa de São Paulo. Durante o velório, ao chegar ao caixão de Gugu, a companheira de Gugu, Rose Di Matteo se emocionou e lembrou o acidente fatal do apresentador. "Por que você foi para lá? O que você tinha que fazer lá? Estava tudo certo para a gente voltar, estava tudo bem". O corpo do apresentador chegou em um carro aberto do corpo de Bombeiros e foi acompanhado por uma carreata de taxistas e familiares. Assim como o velório, o enterro é aberto ao público. Entretanto, a família tem uma área reservada. O filho de Gugu, João Liberato, colocou uma rosa em cima do caixão do pai. Na chegada ao cemitério os Bombeiros retiraram o caixão do carro da corporação e o entregaram aos funcionários. Durante o trajeto do carro até o jazigo da família, fãs gritavam "Gugu, eu te amo".Os familiares de Gugu Liberato acompanharam o cortejo. A mãe de Gugu, Maria do Céu, chegou de cadeira de rodas e foi aplaudida pelo público.O apresentador e cantor Ronnie Von também compareceu ao enterro. "Meu filho morava no mesmo bairro [que Gugu], então tínhamos amigos em comum. Quando soube da história não acreditei", disse Ronnie Von. "Fica o maior legado de alguém que trabalha com esse nosso ofício. O cara era tão bom, tão generoso, que até na morte se doou. Nunca vi alguém tão dadivoso."
(Foto: Marcelo Benincassa/TV Globo)
Uma carreata com cerca de 300 táxis vai seguir da Assembleia Legislativa de São Paulo, onde o corpo do apresentador Gugu Liberato é velado, até o Cemitério Gethsêmani do Morumbi, na Zona Sul de São Paulo, onde será o enterro nesta sexta-feira (29). O corpo de Gugu será levado por um caminhão do Corpo de Bombeiros e vai passar por vias importantes da cidade. Ubiratan Geremias, taxista e diretor do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores nas Empresas de Táxi no Estado de São Paulo (Simtetaxis), disse ao G1 que a homenagem é um agradecimento por Gugu tem valorizado a categoria ao criar o quadro "Táxi do Gugu". "Os taxistas têm muito a agradecer a ele", disse Ubiratan. Às 7h desta sexta-feira, 300 carros já estavam estacionados no entorno da Alesp, mas, segundo Ubiratan, "seguiremos o cortejo com 3 mil carros, todos do sindicato". "O Gugu fez muito pela categoria taxista. Aquele quadro Táxi do Gugu levantou muito a categoria". Além de seguir o cortejo, os taxistas enviaram para o velório um táxi feito de bexigas, que foi colocado na rampa de acesso ao salao onde o apresentador está sendo velado.
(Foto: Reprodução)
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (28) por 8 votos a 3 autorizar o compartilhamento pela Receita Federal – sem necessidade de autorização judicial – de informações bancárias e fiscais sigilosas com o Ministério Público e as polícias – essas informações incluem extratos bancários e declarações de Imposto de Renda de contribuintes investigados. O julgamento, que se iniciou na semana passada, foi retomado na tarde desta quinta-feira. Foram cinco sessões de julgamento. Os ministros se reuniram para decidir quais seriam os limites a esse compartilhamento, ou seja, que tipo de documento poderá ser compartilhado e em quais situações o compartilhamento exigiria autorização judicial. No dia anterior, havia se formado maioria (6 a 0) em relação ao compartilhamento de informações genéricas da Unidade de Inteligência Financeira (UIF, antigo Coaf), da Receita Federal e do Banco Central. Nesta quinta-feira, o tribunal decidiu autorizar o compartilhamento de informações detalhadas (extratos bancários e declaração de Imposto de Renda, por exemplo), no caso específico da Receita. Embora os ministros admitam o compartilhamento, houve divergência entre o relator Dias Toffoli e os demais em relação aos dados da Receita Federal e do antigo Coaf. Desde que o julgamento se iniciou, na semana passada, votaram a favor do compartilhamento das informações sigilosas sem necessidade de autorização judicial oito ministros:
- Alexandre de Moraes
- Edson Fachin
- Luís Roberto Barroso
- Rosa Weber
- Luiz Fux
- Cármen Lúcia
- Gilmar Mendes
- Ricardo Lewandowski
O ministro Dias Toffoli impôs restrições ao compartilhamento em seu voto. Marco Aurélio Mello e Celso de Mello votaram contra o compartilhamento sem autorização judicial.
( Foto: Arquivo pessoal)
O recém-nascido levado do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), na madrugada desta quinta-feira (28), foi localizado no Hospital Regional de Ceilândia (HRC) por volta das 9h – cerca de seis horas após o desaparecimento. As unidades públicas de saúde do Distrito Federal estão localizadas a 8 km de distância. Segundo a mãe da criança, uma jovem de 21 anos, o menino foi levado por uma suposta enfermeira da maternidade. A mulher teria alegado que a criança passaria por exames. Após ser identificada, a suspeita foi encaminhada para Delegacia de Repressão a Sequestros (DRS) e, até a publicação desta reportagem, prestava depoimento à polícia. A criança foi devolvida à mãe.Familiares do bebê informaram ao G1 que o menino sumiu um dia após o parto. O caso foi registrado na 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga) como subtração de incapaz.
(Foto: Reprodução/TV Globo)
Uma mulher enfrenta, sozinha, um drama diário: criar três filhos menores que têm a síndrome do espectro autista. A família da dona de casa Jéssica Renata da Silva mora de favor em um quintal de uma residência, no Alto José Bonifácio, na Zona Norte do Recife. Sem apoio e condições para trabalhar, diante das dificuldades de relacionamento das crianças, ela vive com R$ 212 do Bolsa Família (veja vídeo acima). Mãe solteira, Jéssica cuida de Carlos Daniel, de 8 anos; Carlos Eduardo, de 5 anos e Davi Lucas, de 3 anos. Eles têm dificuldades de convivência com outras pessoas e são bastante agitados. A dona de casa se separou dos dois ex-companheiros, que são pais dos meninos. Vivendo em uma situação complicada, a mulher publicou nas redes sociais um vídeo, fazendo um desabafo. A mensagem, que viralizou, resultou em uma audiência pública realizada no Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Em audiência, Jéssica pediu socorro. "A lei diz que eles têm direito a um atendimento multidisciplinar, moradia digna, transporte inclusivo, mas nada disso está acontecendo. Parem de dar desculpas, é o que eu peço. As mães dos autistas estão adoecendo", afirmou. Para Jéssica, o dinheiro do Bolsa Família está longe de sanar todas as dívidas da família. Algumas das despesas são custeadas com a ajuda de amigos, que até chegaram a criar uma campanha para arrecadar fundos e comprar uma casa própria para a mãe e os filhos. No lugar onde mora, a mulher passa muitas de suas noites vigiando os filhos para que escorpiões e ratos não invadam a casa. "O mais difícil é que eu não tenho suporte. Sou só eu para fazer tudo com eles. Por passar, às vezes, a noite acordada, tenho que estar bem no outro dia. Isso reflete muito na rotina", disse a dona de casa. Os três filhos de Jéssica são funcionais e verbais. Isso significa que o nível do transtorno do espectro autista permite que eles se expressem e formem diálogos, diferente de pessoas com níveis mais severos de autismo. Entretanto, o transtorno exige que eles tenham assistência multidisciplinar, que, segundo a mãe, nunca chegou. "O neurologista nos encaminhou para fonoaudiólogo, psicólogo, terapia ocupacional... Toda assistência está faltando na rede. É um descaso muito grande", afirmou. Jéssica contou, também, que levou os filhos para atendimento no Centro de Atenção Psicossocial (Caps). Para ela, o tipo de serviço oferecido não se adequa às necessidades dos autistas. "O Caps atende a todas as pessoas com deficiência. São cinco crianças em uma sala de atendimento em grupo. A gente precisa de uma assistência dedicada ao autista", explicou a dona de casa.
(Foto: Reprodução / TV Globo)
O torcedor flamenguista Rogério Silva Guinard, integrante de uma torcida organizada, pegou 19 anos de reclusão, em regime fechado, pela morte do torcedor do Botafogo, Diego Silva dos Santos, de uma torcida organizada rival, durante conflito entre torcidas ocorrido no dia 12 de fevereiro de 2017, no bairro do Engenho de Dentro, Zona Norte do Rio. Durante a briga, Diego foi perfurado por Rogério com um espeto de churrasco. Rogério também foi condenado a outros sete anos e seis meses de reclusão por associação criminosa. O caso foi julgado pelo Conselho de Sentença do 2º Tribunal do Júri da Capital do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Outro acusado de participar do conflito, Herbert Vinicius Sabino de Paula foi absolvido do crime de homicídio pelo Conselho de Sentença, mas foi condenado por associação criminosa. Como já cumpriu três anos em prisão provisória, irá cumprir o restante da pena em regime aberto. Um terceiro acusado de participar do crime, também integrante da torcida organizada, Vitor Portêncio da Silva, que também seria julgado, teve o júri adiado porque os advogados não compareceram. Ele agora terá sua defesa sob a responsabilidade da Defensoria Pública do RJ enquanto aguarda uma nova data para o julgamento. O crime aconteceu no dia 12 de fevereiro de 2017. Por volta das 18 horas, houve confronto entre integrantes das duas torcidas organizadas no Engenho de Dentro, na Zona Norte do Rio. Diego Silva dos Santos caiu, foi agredido por chutes, socos, golpes de porrete e foi perfurado várias vezes. Ele morreu no Hospital Salgado Filho.
(Foto: Reprodução)
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (28) que não conhece pessoalmente o novo presidente da Fundação Cultural Palmares, o jornalista Sérgio Nascimento de Camargo. A fundação tem entre suas missões promover a cultura afro-brasileira. Bolsonaro deu a declaração ao ser questionado se concorda com falas do novo chefe da fundação, que defendeu o fim do movimento negro e afirmou que a escravidão foi "benéfica para os descendentes", conforme reportagem do jornal "O Globo". "Não conheço pessoalmente ele", respondeu Bolsonaro. A nomeação de Camargo como presidente da Fundação Cultural Palmares foi publicada na quarta-feira (27) no "Diário Oficial da União", assinada pela Casa Civil da Presidência da República.A fundação fica na estrutura da Secretaria Especial da Cultural, o antigo Ministério da Cultura. A secretaria integrava o Ministério da Cidadania, mas foi transferida para a pasta do Turismo. O jornal "O Globo" publicou reportagem com declarações de Sérgio Nascimento de Camargo nas redes sociais sobre movimento negro, escravidão e racismo, entre outros temas. Militante de direita, o jornalista é crítico de políticas de esquerda. Camargo defendeu o fim do feriado do Dia da Consciência Negra, que, na sua opinião, foi instituído para o "preto babaca" que é um "idiota útil a serviço da pauta ideológica progressista". Em agosto, Camargo publicou que a escravidão foi "terrível, mas benéfica para os descendentes", já que negros viveriam em condições melhores no Brasil do que na África. No mês seguinte, ele escreveu que no Brasil há um racismo "nutella", enquanto nos Estados Unidos o racismo seria "real". "A negrada daqui reclama porque é imbecil e desinformada pela esquerda", disse.