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Vinte dos 27 vereadores de Uberlândia foram alvos de mandados de prisão na manhã desta segunda-feira (16) em uma operação do Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG). A ação apura desvio de verbas de gabinete e também inclui mandados para prender outras 20 pessoas, entre funcionários e assessores da Câmara Municipal e donos de gráficas . Entre os investigados estão o presidente da Câmara, Hélio Ferraz, o Baiano (PSDB), que foi preso. Também estão na lista dos vereadores alvos de mandado de prisão os vereadores Juliano Modesto (SD) e Alexandre Nogueira (PSD) — o primeiro já estava preso, e o segundo cumpria prisão domiciliar e foi levado para a delegacia. Para os três, o mandado é de prisão preventiva. Para todos os demais, prisão temporária. (confira nomes abaixo). Até por volta de 10h45, 18 vereadores já estavam presos e dois ainda não haviam sido localizados — o nome deles não foi divulgado. Das outras 20 pessoas alvos dos mandados, 15 já estavam presas às 10h45. Foram expedidos, ainda, 42 mandados de busca e apreensão, inclusive na Câmara. Veja o nome dos vereadores investigados nesta operação
- Alexandre Nogueira (PSD)
- Ceará (PSC)
- Doca Mastroiano (PL)
- Dra. Flavia Carvalho (PDT)
- Dra. Jussara (PSB)
- Felipe Felps (PSB)
- Hélio Ferraz, Baiano (PSDB) - Presidente da Câmara
- Isac Cruz (Republicanos)
- Juliano Modesto (SD)
- Marcio Nobre (PSD)
- Pâmela Volp (PP)
- Paulo César PC (SD)
- Ricardo Santos (PP)
- Rodi (PL)
- Roger Dantas (Patriota)
- Ronaldo Alves (PSC)
- Silésio Miranda (PT)
- Vico (Sem Partido)
- Vilmar Resende (PSB)
- Wender Marques (PSB)
(Foto: Reprodução)
A Justiça mandou prender seis médicos que usavam material cirúrgico reaproveitado e cobravam dos pacientes como se fosse produto novo. Na quarta-feira (11), três pessoas que passaram por cirurgias de retirada de pedras nos rins esse ano descobriram que os médicos urologistas responsáveis pelos procedimentos tinham sido presos. Segundo a polícia, eles compravam material reaproveitado para fazer cirurgias. Esse tipo de operação é muito comum e, quando feito corretamente, tem uma taxa de sucesso acima de 90%, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia. Em geral, essas cirurgias utilizam um fio guia, que é um cateter que entra pelo canal da uretra conduzindo uma microcâmara. Pelo cateter também passa um laser que vai quebrar as pedras nos rins. Esse laser tem uma fibra ótica na ponta, que direciona o raio, e que não pode ser reutilizada. Uma vez quebradas as pedras, entra um outro cateter, chamado extrator. Ele vai retirar os pedacinhos de pedra dos rins. Vários equipamentos esterilizados ilicitamente foram apreendidos com os médicos presos.
- Bahia Notícias
- 16 Dez 2019
- 09:06h
(Foto: Reprodução)
O juiz William Douglas, da 4a Vara Federal de Niterói, no Rio de Janeiro, quer processar a Netflix por conta do vídeo especial do Porta dos Fundos sobre o Natal. O juiz, nas redes sociais, afirmou que não cancelará o serviço da empresa, mas que buscará à Justiça contra a obra pelas ofensas a comunidade cristã. “Escolher a data mais especial dos cristãos para ofendê-los é uma vergonha. Não vou cancelar o Netflix. O que pretendo fazer é, como consumidor, processar a empresa por ofensa ao sentimento religioso”, assegurou o juiz. O juiz aconselhou os seguidores a agirem da mesma forma, caso tenham se sentido ofendidos com o filme. “Se alguém deliberadamente ofende a religião das pessoas: não assista nada que essa pessoa produz (boicote direto, um direito seu); não use nenhum produto anunciado por tais pessoas (boicote indireto, um direito seu); dê nota negativa (direito seu); assine a petição de protesto em http://chng.it/GGdJH27R (idem); compartilhe e divulgue seu protesto: família, amigos, igreja, trabalho etc (idem)”, escreveu. Ele disse que já não assistia os vídeos do Porta dos Fundos, mas que será mais exigente com o boicote indireto ao grupo. “Se o Porta dos Fundos anuncia, também não uso. É isso aí: vamos lutar pelos nossos direitos constitucionais, civis e humanos. Se ofende minha religião ou a de outrem, me ofende também. E vamos usar a lei. Viva o respeito ao próximo”, declarou. O Centro Dom Bosco do Rio de Janeiro processou o grupo. Em uma postagem no Facebook, a entidade religiosa diz que teve a “difícil tarefa de narras as cenas do ultrajante ‘Especial de Natal’ produzido pelo Porta dos Fundos, que não mediu esforços em sua criatividade maligna para insultar a Deus, a Santíssima Virgem e os apóstolos”. A ação pede indenização de valor correspondente ao faturamento do grupo com o filme e R$ 2 milhões que serão repassados a um fundo do Ministério da Justiça, comandado por Sérgio Moro. “Somente quando afetar o bolso desses vilipendiadores, eles pararão de achincalhar a fé de milhões de brasileiros”, diz o comunicado. “Assim como ator Fábio Porchat disse não citar Alá e a seita islâmica por medo de morrer, desejamos que tenha similar receio de insultar a Deus e a fé católica, única e verdadeira, por medo de processos judiciais. Infelizmente o ator não tem medo hoje do juízo que virá no instante seguinte a sua morte. Neste tempo estarão diante dele os mesmos de que hoje faz piada e a quem insulta. As penas poderão ser infinitamente piores que perder toda fortuna acumulada nesta vida”, diz o texto.
(Foto: Reprodução)
A promessa era de emagrecimento rápido, com medicamentos supostamente naturais, daqueles que muita gente olha e diz: “que mal tem?”. Só que por trás das cápsulas milagrosas, estava uma organização criminosa que fabricava e vendia produtos adulterados sem controle algum. Esses falsos medicamentos eram distribuídos país afora, com a venda pela internet. Uma das principais iscas para atrair os clientes era um visual totalmente diferente em poucos dias, uma coleção de fotos de antes e depois. Pura ilusão. Mas a Graciele pagou para ver. O produto que ela tomou - vendido no Brasil e até exportado para a Europa -, segundo a polícia, é uma fraude. Mas como ele chegou até Graciele? Essa história começa na pacata Paranaiguara, no interior de Goiás, uma cidade de dez mil habitantes. O comportamento de alguns moradores começou a intrigar o Ministério Público, que resolveu investigar. Veja na matéria do Fantástico.
(Foto: Reprodução)
Uma empregada doméstica foi condenada por furtar joias, roupas, perfumes importados e dinheiro da residência de um empresário em Santos, no litoral de São Paulo. Ela chegou a usar no dia de seu casamento uma corrente com pingente de ouro levada do imóvel e publicou a foto em seu perfil em uma rede social. O G1 teve acesso ao documento de condenação neste domingo (15). Além da corrente usada no casamento, a esposa do empresário reconheceu outros acessórios e peças de roupa em outras fotos na rede social da empregada, Adriana Barreto dos Santos, de 39 anos. As publicações foram impressas e serviram de provas no processo, que tramitou na 4ª Vara Criminal de Santos. Em depoimento, a esposa do empresário conta que passou a perceber a falta dos objetos após ver Adriana usando um de seus brincos durante a jornada de trabalho na residência. "A quantidade de pertences desaparecidos aumentou, fazendo com que instalassem câmeras de monitoramento", diz nos autos do processo. Através das câmeras de monitoramento, imagens mostram a empregada levando diversos pertences dos quartos e do escritório da residência. De acordo com o casal, a limpeza dos quartos da casa não eram de responsabilidade da condenada. O casal procurou a empregada nas redes sociais e, em seu perfil no Facebook, encontrou diversas fotos usando acessórios, roupas e objetos que pertenciam à família. Eles se deram conta, então, que os furtos aconteceram entre o final de 2017 e agosto de 2018. Adriana trabalhava na casa do casal desde 2015 e tinha a confiança da família. Uma busca e apreensão na casa da empregada, realizada no final do ano passado, revelou diversos outros objetos das vítimas, como roupas, perfumes, relógios, colares e anéis. O casal estima que o prejuízo foi de R$ 100 mil, mas a Polícia Civil conseguiu recuperar apenas 30% do total. De acordo com a defesa da empregada, alguns dos objetos encontrados foram emprestados e outros, como roupas e eletrônicos, foram doados pelo casal. Ela negou o crime e se defendeu alegando que outras sete pessoas tinham acesso à residência das vítimas, através de chaves reserva que eram colocadas na caixa do relógio de luz do apartamento. Ela alegou ainda, em depoimento, que estaria sendo acusada falsamente por conta de um atrito com a esposa do empresário a respeito do horário de trabalho. "Não conseguia cumprir seu intervalo de almoço pela divergência de horários entre sua saída de seu outro emprego e sua entrada na casa das vítimas", diz nos autos. "Este poderia ser o motivo da acusação".
(Foto: Reprodução)
Um homem de 32 anos matou o marido da amante e depois cometeu suicídio em Pirapora, no Norte de Minas. O crime foi neste sábado (14) na saída de um motel na BR-365. Segundo as primeiras informações da Polícia Militar, a vítima soube da traição e foi atrás da esposa. "O homem ficou esperando na parte de fora do motel , e o amante estava com uma arma e atirou no rosto dele. Os dois não chegaram a discutir. A polícia soube do homicídio depois que uma pessoa abordou uma viatura da patrulha rural, que passava pela rodovia, e disse que tinha um homem caído na porta do motel”, informou o tenente Swed Fonseca. Após o crime, o homem fugiu a pé, e as polícias Civil e Militar realizaram uma operação para prendê-lo. Pouco depois, souberam que ele estava escondido em uma casa no Bairro Santa Mariana. “Nós cercamos a área e fizemos varredura em várias casas com autorização dos moradores. Quando batemos no portão onde o homem estava escondido e falamos que era da polícia, escutamos um estampido de arma de fogo. De imediato, forçamos o portão e encontramos o homem ferido", complementa o tenente. Segundo a PM, ele se matou com um tiro na parte inferior do queixo. O Samu foi chamado e constatou o óbito. Os dois homens não tinham passagens pela polícia, e os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal. A mulher, de 27 anos, não ficou ferida e foi encontrada na porta do motel. Ela foi levada para a delegacia para prestar esclarecimentos. O caso será investigado pela Polícia Civil.
(Foto: Reprodução)
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que o decreto de indulto natalino deste ano deverá incluir policiais condenados. O indulto é tradicionalmente publicado no final do ano por decreto presidencial, com regras para o perdão ou abrandamento da pena de condenados que se enquadram em alguns critérios, como tempo de prisão já cumprido ou tipo de crime. "O indulto não é para determinadas pessoas. É para o tipo de [crime] pelo que ele foi condenado no passado", disse Bolsonaro. "Vai ter policial sim, vai ter civil, vai ter todo mundo lá. Agora, sempre esquecemos dos policiais, não é justo isso aí", afirmou o presidente, ao sair do Palácio da Alvorada na tarde de hoje. Reportagem do jornal "O Estado de S.Paulo" apontou que a proposta para o decreto do indulto deste ano, elaborado pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, deixou de fora o perdão da pena a policiais presos. Bolsonaro havia prometido, em agosto, conceder indulto a policiais "presos injustamente". "Tem policial preso por abuso porque em vez de dar dois tiros em vagabundo de madrugada deu três. E foi preso por abuso. Abuso é por parte de quem prendeu", disse hoje o presidente. "Não podemos continuar cada vez mais criminalizando os policiais no Brasil. Ou tem indulto para todo tipo de gente ou não tem. Quem assina sou eu", afirmou Bolsonaro. No início da tarde, Bolsonaro deixou a residência oficial para participar de uma confraternização de fim de ano oferecida pelo gabinete do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli, em uma casa de eventos de Brasília.
(Foto: Reprodução)
A polícia de Coari, em Manaus, procura um homem que estuprou a própria filha, de 13 anos. A adolescente, identificada como Luana, morreu na última quarta-feira (11) por complicações da gravidez. Ela estava com 25 semanas de gestação, e a criança era fruto dos abusos cometidos pelo pai, segundo informações da Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Coari. Luana morava com os pais em Santa Maria do Iguapó Grande, e frequentemente saía para pescar com Tomé Silva Faba, de 36 anos. O homem, segundo a polícia, cometia o crime durante essas saídas. O delegado do caso, José Barradas, explicou que a polícia recebeu uma denúncia e foi até o encontro da mãe e da filha verificar a informação.
( Foto: Divulgação/Fundação Padre Albino)
Um idoso de 86 anos que está internado há mais de 15 dias no Hospital Emilio Carlos, em Catanduva (SP), emocionou parentes e funcionários da unidade após receber uma visita especial: seu cachorro de estimação. De acordo com a família, Arthur Santaela foi internado em 19 de novembro porque fraturou o fêmur ao sofrer uma queda dentro de casa. A filha do idoso, Célia Raquel Santaela, afirmou em entrevista ao G1 que, ao longo desse período no hospital, o pai chorava por estar com saudade de Sheik, seu cachorro vira-lata há quase seis anos. Ela conta que, então, decidiu fazer um pedido ao médico. "Eu alimento o Sheik duas vezes ao dia, e ele estava chorando com saudade do meu pai. O meu pai também chorava de saudade dele. Então, fiz o pedido para o médico, brincando, mas não imaginava que realmente aconteceria e eles iriam permitir", diz a filha de Arthur.
(Foto: Reprodução)
A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados aprovou nesta semana um projeto de lei que propõe datas comemorativas para "três segmentos étnicos" do Brasil. Além do Dia do Índio (19 de abril) e Dia da Consciência Negra (20 de novembro), já existentes, o projeto quer estabelecer um dia da "chegada oficial do branco europeu ao Brasil" — iniciativa classificada de "absurda" por advogados ouvidos pelo UOL, que avaliam, no entanto, que a proposta não fere a Constituição.O texto foi apresentado pela então senadora Roseana Sarney em 2005, e, desde então, passou por várias comissões dentro da Câmara, incluindo a Comissão de Educação e Cultura e a Comissão de Direitos Humanos e Minorias. Ao longo dos anos, a proposta recebeu pareceres positivos de deputados à esquerda e à direita, incluindo parlamentares do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e do Partido dos Trabalhadores (PT). A proposta sustenta que, no dia 22 de abril, atualmente caracterizado como "Dia Do Descobrimento do Brasil", passe a ser comemorada a "chegada oficial do branco europeu ao Brasil." "A proposição estabelece datas que, já celebradas, correspondem aos três grandes grupos étniicos que se encontram na base da formação da população brasileira. Nota-se que as datas comemorativas de alta significação derivam de eventos históricos e culturais notórios do povo brasileiro que, pela força da tradição, são incorporadas naturalmente no calendário nacional", escreveu o deputado Gilson Marques (NOVO), relator do projeto na CCJ.
(Foto: Adriano Machado/Reuters)
O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, é investigado em um inquérito do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por ter supostamente pressionado um perito a mudar um laudo que era prejudicial à empresa para qual advogava.Na denúncia, o perito disse que Ricardo Salles montou um esquema, dentro da Corregedoria de Polícia Civil, para coagi-lo a se retratar de um laudo pericial. Além disso, um delegado afirma, no inquérito, que Salles tentou defender os interesses do Grupo Bueno Netto enquanto atuava como secretário do então governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.A denúncia tramita na 6ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital do MP-SP e investiga fatos que ocorreram entre 2014 e 2016. A promotoria ainda não determinou se o processo contra o atual ministro do Meio Ambiente se tornará uma denúncia ou se será arquivado, mas pediu que seja verificado em que data as intervenções de Salles ocorreram e se estão dentro do período em que ele ocupava cargo público no governo estadual.Procurada, a assessoria de imprensa do ministro do Meio Ambiente disse que “trata-se de uma acusação mentirosa, sem qualquer fundamento, iniciada por Eduardo Bottura, conhecido como um dos maiores litigantes profissionais do Brasil".Por meio de nota, a promotora de justiça responsável pelo caso, Karyna Mori, disse que não vai comentar o assunto com a imprensa. O G1 procurou ainda o Grupo Bueno Netto, que não se pronunciou até o momento.Salles também responde a outra investigação no MP-SP, esta por suspeita de enriquecimento ilícito durante o período em que atuou no governo do estado. Em novembro, a Justiça de SP autorizou a quebra de sigilo fiscal e bancário do ministro.Além disso, Salles foi condenado pela Justiça, em dezembro de 2018, por improbidade administrativa, acusado de fraudar o Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental da Várzea do Rio Tietê, em 2016, quando estava à frente da pasta do Meio Ambiente do governo estadual. Na semana passada, Salles virou réu por mandar tirar um busto de Lamarca de um parque em Cajati, no interior de São Paulo.
(Foto: Adriano Oliveira/G1)
Geladeira limpa, cama nova, televisão funcionando. Roupas lavadas na gaveta e lençóis com cheiro de amaciante. Elídia de Oliveira, de 72 anos, mal reconhece a própria casa, após a limpeza que terminou com a retirada de 10 caminhões de lixo em Ribeirão Preto (SP). Acumuladora, a idosa passou cerca de 10 anos guardando roupas velhas, móveis quebrados, materiais recicláveis, entulho e lixo doméstico dentro do imóvel. A situação estava crítica e o caso foi denunciado ao Comitê de Atenção às Pessoas em Situação de Acumulação.“Ainda não fizemos tudo, mas só de lavar ficou lindo. Não tenho por que não estar feliz. Olha tudo isso que fizeram para mim! Agora, tem que conservar, senão, de que adiantou fazer tudo isso? É daqui para melhor, não pode parar”, afirma.Elídia diz que comprou o imóvel, no Jardim Marchesi, na década de 1960. O local ficou alugado por muitos anos, enquanto ela vivia com a mãe na casa de um irmão, em um bairro vizinho. No início dos anos 2000, ela e o filho adotivo, de 22 anos, voltaram a morar na residência.Desde então, a compulsão por recolher e guardar lixo dentro de casa foi se agravando, principalmente após a morte do marido. A idosa conta que perdeu o controle e já não encontrava mais solução para o problema, apesar dos alertas do filho.“Tinha pedido a Deus alguém para me ajudar, para a minha casa ficar, pelo menos, uma casa mesmo. Eu dizia: ‘meu Deus, não estou entendendo o que tenho que fazer, sozinha é tão ruim, se tivesse alguém para me ajudar seria tão bom’, e vieram”, diz.
(Foto: G1 Santos)
O padre suspeito de estuprar um adolescente de 14 anos no banheiro de um shopping em Guarujá, no litoral de São Paulo, teve a prisão preventiva decretada após passar por audiência de custódia. Em entrevista ao G1, o advogado do padre explica que solicitou a liberdade provisória junto à 3ª Vara de Direito Cível de Guarujá. Conforme apurado pelo G1, a prisão preventiva, ou cautelar, foi decretada durante audiência de custódia ocorrida na terça-feira (10). Anderson Moraes Domingues, de 43 anos, foi preso em flagrante suspeito de abusar do adolescente e tentar estuprar outra criança, de 13. Ele teria levado as vítimas ao shopping após oferecer lanches a elas. O advogado de defesa de Anderson, Gilmar José Mathias Prado, explica que o caso corre em segredo de justiça por envolver menores de idade, no entanto, a defesa do padre trabalha com uma linha dos fatos para apresentar as justificativas sobre o ocorrido. Também foi solicitada a liberdade provisória de Moraes. "Caso esse pedido seja negado, será ajuizado o pedido de habeas corpus de Anderson. A prisão preventiva foi decretada a fim de preservar a segurança do processo e do próprio Anderson, visto a repercussão do noticiário", explica Prado. O padre permanece preso desde a noite de sexta-feira (9). Segundo uma familiar do adolescente estuprado, o jovem tem medo de sair na rua desacompanhado após o ocorrido e, desde então, passa o tempo acompanhado da mãe. "Está sendo bem difícil, a gente nunca imagina que esse tipo de coisa vai acontecer com a gente, ainda mais vindo de um padre, que deveria ajudar as crianças". "Estamos conversando com ele e orientando que nem todo mundo é uma pessoa boa. Espero que o padre pague pelo que fez, é preciso procurar por outras vítimas na cidade dele. Se foi capaz de fazer isso em um lugar onde não conhece ninguém, imagina na cidade dele onde tem a confiança das pessoas. Ele se aproveitou da inocência das crianças", finaliza a familiar. Por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública afirma que o caso permanece sendo investigado pela Delegacia Sede de Guarujá e que, por envolver menores, segue sob segredo de Justiça.
(Foto: Crédito: Tribuna do Norte/Adriano Abreu)
O vaqueiro Eldis Trajano da Silva ficou preso por engano, no lugar do irmão, durante dois anos e oito meses no sistema carcerário do Rio Grande do Norte. Esse irmão, de nome semelhante, Eudes Trajano da Silva, é o verdadeiro culpado pelos crimes de roubo, furto e falsidade ideológica pelo qual ele acabou respondendo. Eldis, o inocente, foi solto na última segunda-feira (9). De acordo com a advogada Marilene Batista de Oliveira, ele estava encarcerado desde abril de 2017, quando foi levado pela polícia do seu trabalho, no município de Pedro Velho. Eldis da Silva tem 36 anos e nasceu e se criou em Piriti, na zona rural de Canguaretama. De acordo com a advogada, Eldis estava na propriedade do patrão, onde trabalhava de vaqueiro, quando uma guarnição policial o prendeu. Os policiais estavam atrás de Eudes, com “u” no início e “e” no final, irmão dele. Mesmo assim, o levaram. Os nomes parecidos teriam induzido ao erro. “Eles não pediram sequer uma identificação antes de prendê-lo”, reforça a advogada. Eudes, o irmão procurado da Justiça, cumpria pena em regime semiaberto. Nesse tipo de regime, o presidiário passa o dia fora da cadeia e retorna para dormir. Ele não havia voltado para a unidade em que estava lotado, portanto, foi considerado foragido e a polícia foi até o endereço indicado para prendê-lo. Depois de um tempo preso no lugar desse irmão no Centro de Detenção Provisória do Pirangi, em Natal, Eldis foi transferido para a Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP). Lá, uma enfermeira o procurou para lhe entregar a medicação de controle do HIV. Foi aí que ele disse à mulher que não era portador do vírus. Contudo, constava em sua ficha que havia sido infectado. Ocorre que Eudes, o verdadeiro suspeito e foragido, tem Aids. Após essa informação, foi feito um exame no irmão preso, que constatou que ele falava a verdade e não tinha o vírus. Ainda assim Eldis da Silva permaneceu encarcerado. No entanto, o caso chamou a atenção do diretor da unidade, que comunicou o fato à Defensoria Pública do Estado. Eldis Trajano da Silva não sabe ler, sempre morou na zona rural de Canguaretama e não tinha advogado. Ele sequer sabia informar sua data de nascimento, ou se seu nome era escrito com a letra “l” ou “u”. Os familiares acreditavam que Eldis estava morto, pois não tiveram nenhuma notícia durante o cárcere. Em 2018, a advogada Marilene de Oliveira tomou conhecimento do caso. Ela é ligada à Pastoral Carcerária e foi até a penitenciária para saber se havia detentos com a possibilidade de progressão de regime que ainda não tinham obtido o direito por falta de acompanhamento jurídico. Durante esse trabalho, se deparou com a história de Eldis e passou a tentar ajudá-lo. A advogada requereu a identificação de Eldis Trajano da Silva através do Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep). Marilene de Oliveira conta que encontrou dificuldades para concretizar o pleito. Em julho do ano passado foi feita essa identificação. Segundo a advogada, a defesa não foi informada e só descobriu em outubro.
(Foto: Reprodução)
Após representante do Tesouro municipal apresentar, nesta quinta-feira (12), as contas específicas de administração exclusiva da prefeitura do Rio, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) expediu mandado judicial para bloquear R$ 300 milhões da verba municipal. O dinheiro deve ser usado exclusivamente para pagamento dos salários atrasados dos funcionários da Saúde. “O subsecretário do Tesouro municipal forneceu a relação das contas-fonte dos créditos do município que não envolvem valores da União. Em razão disso, foi determinado a expedição de mandado aos bancos vinculados a essas fontes (Banco do Brasil e Caixa Econômica) para que proceda ao bloqueio e transferência à exposição deste juízo do valor correspondente a R$ 300 milhões. A fim de que seja redistribuído o montante de forma proporcional às Organizações Sociais para que proceda o pagamento imediato dos trabalhadores dos salários correspondente a outubro, novembro e décimo terceiro. E ao final as parcelas dos acordos decisórias e benefícios”, disse o desembargador César Marques Carvalho. “Foi solicitado aos suscitantes que a partir do momento do recebimento retornem integralmente a prestação de serviço em face da situação caótica do município. As organizações sociais deverão proceder a transferência do salário dos trabalhadores no momento em que creditado os valores das suas contas bancárias, evitando descontos dos dias de paralisação”, completou o vice-presidente do TRT. O desembargador impôs ainda multa às OSs caso o dinheiro seja usado para outro fim que não seja o pagamento dos trabalhadores.