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Pesquisa aponta que desempenho de Lula é aprovado por 49,7% e reprovado por 45,7% da população

  • Bahia Notícias
  • 13 Nov 2024
  • 08:32h

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Uma pesquisa divulgada pela Confederação Nacional do Transporte, apontou que o desempenho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é aprovado por 49,7% da população brasileira, enquanto é reprovado por 45,7% dos brasileiros.

A pesquisa foi divulgada nesta terça-feira (12) e ainda trouxe a informação de que 4,6% dos entrevistados não souberam responder. A pesquisa ouviu 2.002 pessoas entre os dias 6 e 9 de novembro e conta com uma margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

Em comparação ao último levantamento trazido pela CNT, a aprovação do presidente caiu ao mesmo tempo que a sua reprovação aumentou. Em maio deste ano, data do último levantamento, 50,7% aprovavam o governo de Lula e 43,7% reprovavam.

Essa variação representa uma diminuição de 1 ponto percentual na aprovação do governo do petista, enquanto a reprovação apresentou um aumento de 2%. A pesquisa de maio, por sua vez, já apresentava uma queda em relação à anterior, que apresentava a Lula uma aprovação de 55,2% e uma reprovação de 39,6%.

Pesquisa sobre tratamento de leucemia e linfoma finaliza primeira fase de testes

  • Por Milena Félix | Folhapress
  • 12 Nov 2024
  • 16:46h

Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

O Hemocentro de Ribeirão Preto encerrou a primeira fase de testes de uma pesquisa para tratamento de alguns tipos de câncer sanguíneos. O estudo, que usa células CAR-T (de linfócitos T), faz parte de uma das iniciativas mais modernas para tratamento de leucemia linfoide aguda de células B e linfoma não Hodgkin de células B.

A primeira etapa de testagem visou especialmente verificar a segurança do tratamento. Agora, os resultados serão avaliados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que deverá assegurar —ou não— o sucesso dos testes para aprovar a próxima fase.

O professor de medicina da USP (Universidade de São Paulo) e diretor-presidente do Hemocentro de Ribeirão Preto, Rodrigo Calado, afirma que, preliminarmente, os resultados dos testes foram satisfatórios.

"Foram selecionados pacientes no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, e todos eles mostraram resposta ao tratamento e não houve nenhum efeito colateral grave. Todos os dados clínicos foram então submetidos para a Anvisa, que está fazendo a análise de segurança."

A Anvisa, em nota, diz que o Hemocentro submeteu o Relatório de Dados Preliminares de Segurança referente ao ensaio clínico no dia 1º de novembro e que está em análise pela agência.

A pesquisa é uma parceria do Hemocentro de Ribeirão Preto com o Instituto Butantan, e faz parte de um projeto para ampliar o tratamento com CAR-T de forma mais acessível. Caso a produção nacional tenha sucesso, será possível oferecer o tratamento de forma gratuita no SUS (Sistema Único de Saúde).

"Existem hoje tratamentos com competência comercialmente, mas que são inviáveis do ponto de vista financeiro. O nosso trabalho é justamente fazer uma tecnologia completamente nacional para que esse tratamento seja acessível", afirma Calado.

COMO FUNCIONA

A terapia CAR-T começou a ser pesquisada nos Estados Unidos, e, por volta dos anos 2010, era aplicada em pacientes com câncer terminal. Em 2018, os resultados renderam o Prêmio Nobel de Medicina a seus pesquisadores. Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, Espanha, Itália, Reino Unido, China, Austrália, Singapura e Israel já oferecem esse tratamento.

No Brasil, o Hemocentro de Ribeirão Preto foi pioneiro nessa pesquisa, que se iniciou em 2019; hoje, a Anvisa só permite que essa terapia celular seja aplicada em pacientes que não possuem outra possibilidade de tratamento para salvar suas vidas.

Os linfócitos T são células de defesa naturais do organismo, que atacam cânceres. Porém, uma vez que a resposta imunológica de pacientes com quadros graves pode ser lenta, a terapia CAR-T se torna útil.

Nesse tratamento, o sangue do paciente é colhido, e suas células T isoladas. Então, elas são ativadas e reprogramadas para combater células cancerígenas que possuem um antígeno chamado CD19 (presente no linfoma e leucemia do tipo B citados). Depois disso, as células são multiplicadas e aplicadas de volta no paciente, por meio de um vetor —um vírus modificado, incapaz de gerar doenças.

Algumas das vantagens desse tratamento são a redução do uso de remédios, da necessidade de quimioterapia, das dores, e a possibilidade de remissão total ou parcial do câncer.

Essa terapia celular é indicada para pacientes com câncer agressivo, muitas vezes reincidente, e que já tentaram outras terapias convencionais sem sucesso. O CAR-T não tem eficácia comprovada no tratamento de cânceres com massa até o momento.

Lula é liberado para viagens aéreas após novos exames em Brasília

  • Por Nathalia Garcia | Folhapress
  • 11 Nov 2024
  • 18:15h

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi liberado para viagens aéreas após passar por novos exames neste domingo (10) no hospital Sírio-Libanês, em Brasília.

De acordo com o boletim médico, o chefe do Executivo "permanece sem sintomas, e o exame mostrou melhora em relação aos anteriores, devendo manter suas atividades habituais, com liberação para viagem aérea."

O presidente seguirá sob acompanhamento da equipe médica, liderada pelos médicos Roberto Kalil Filho e Ana Helena Germoglio.

Lula teve um acidente doméstico no dia 19 de outubro. Ele cortava as unhas do pé quando se desequilibrou e caiu de um banco. O presidente bateu a cabeça e precisou levar seis pontos, além de ter sofrido uma pequena hemorragia.

Em entrevista na última quarta (6), o mandatário comentou a queda, dizendo que tinha sofrido uma "batida muito forte" da cabeça e que ele achou que "tinha rachado o cérebro".

O petista também afirmou que seguirá fazendo exames periódicos de ressonância magnética e que está tomando muitos remédios para a prevenção.

BNDES libera R$ 7,3 bilhões para o Fundo Clima entre abril e outubro

  • Bahia Notícias
  • 11 Nov 2024
  • 16:30h

Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, entre abril e outubro deste ano, R$ 7,3 bilhões para operações do programa Fundo Clima, que é vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e da Mudança do Clima. O valor foi apresentado esta semana na 36ª reunião ordinária do Comitê Gestor do fundo e corresponde a 70% da quantia destinada pela União para financiar projetos de mitigação das mudanças climáticas.

De acordo com informações da Agência Brasil, o montante aprovado neste período é significativamente superior ao total destinado ao fundo nos últimos 10 anos. Em valores atualizados, os R$ 7,3 bilhões representam 2,5 vezes o total de R$ 3 bilhões alocados no Fundo Clima entre 2013 e 2023.

O dinheiro liberado será utilizado para financiar iniciativas focadas em resiliência e sustentabilidade urbana, bem como para projetos relacionados à transição energética, com o objetivo de substituir gradualmente os combustíveis fósseis. A expectativa do BNDES é que até o final de 2023, o valor aprovado para o fundo alcance R$ 10 bilhões.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que, com a liberação desses recursos, foram gerados 15,2 mil empregos "verdes", número que supera em 20 vezes os 753 postos de trabalho registrados no ano anterior.

Mercadante também mencionou que R$ 167 milhões serão destinados a projetos de produção de combustíveis sustentáveis, como o combustível de aviação sustentável (SAF) e outros voltados para a navegação. Ele ressaltou que o Brasil tem uma oportunidade de liderança no processo de descarbonização, dado seu histórico de mais de 50 anos como líder global na agenda de biocombustíveis.

Além disso, o BNDES afirmou que parte dos R$ 7,3 bilhões, cerca de R$ 2,7 bilhões, ainda terá o destino definido até o final de dezembro. Para 2025, a projeção de recursos destinados ao fundo é de aproximadamente R$ 11,5 bilhões.

Outro ponto destacado pela instituição foi a ampliação dos recursos para as regiões Norte e Nordeste. No caso do Nordeste, o valor aprovado entre abril e outubro foi 19 vezes maior do que o montante aprovado em 2022, com R$ 1 bilhão alocados neste período, contra R$ 51 milhões no ano passado.

PL que visa fim da escala 6x1 busca apoio de deputados para ser discutido no Congresso; baianos votaram a favor

  • Bahia Notícias
  • 11 Nov 2024
  • 14:11h

Foto: Reprodução/Bahia Notícias

O projeto de lei da deputada federal Erika Hilton (Psol) pelo fim da escala de trabalho 6x1 busca espaço para ser discutida no Congresso Nacional. O PL visa alterar a atual escala, que prevê seis dias de trabalho seguidos, totalizando 44 horas semanais, por um dia de descanso. O projeto foi apoiado por três deputados baianos na Câmara.

Encabeçada pela deputada Erika Hilton, a PL visa modificar a estrutura, dando aos trabalhadores mais dias de descanso, com o intuito de promover equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

O projeto, que nasceu a partir do movimento Vida Além do Trabalho (VAT), do vereador Rick Azevedo (Psol-SP), ainda está sendo discutido nas comissões da Câmara dos Deputados, mas ainda não chegou ao Congresso por falta e assinaturas. 

Caso sancionada, a alteração da escala poderá impactar milhões de trabalhadores em todo o país, principalmente em setores com alta demanda de horas extras e jornadas flexíveis.

A proposta apresentada pelo VAT é de alterar a escala 6x1 para a escala 4x3, no qual o empregado trabalha quatro dias da semana e folga outros três, ideia reprovada pelo empresariado que aponta um impacto negativo nos custos da empresa, com aumento no quadro de funcionários para suprir as folgas.

Para ser discutida no Congresso, o PL precisa do apoio de 171 deputados, um terço da Câmara, ou de um terço dos senadores, 27 assinaturas. Até o momento, Erika Hilton conseguiu 71 assinaturas, entre os votos a favor estão três baianos Jorge Solla (PT), Waldenor Pereira (PT), Alice Portugal (PCdoB) e Lídice da Mata (PSB). 

Confira lista completa dos deputados que apoiam a PEC pelo fim da escala 6x1: 

 

  • Jorge Solla (PT-BA)
  • Waldenor Pereira (PT-BA)
  • Lídice da Mata (PSB-BA)
  • Alice Portugal (PCdoB)
  • Alfredinho (PT-SP)
  • Ana Pimentel (PT-MG)
  • Camila Jara (PT-MS)
  • Carol Dartora (PT-PR)
  • Dandara (PT-MG)
  • Delegada Adriana Accorsi (PT-GO)
  • Denise Pessôa (PT-RS)
  • Dimas Gadelha (PT-RJ)
  • Erika Kokay (PT-DF)
  • Fernando Mineiro (PT-RN)
  • Gleisi Hoffmann (PT-PR)
  • João Daniel (PT-SE)
  • Juliana Cardoso (PT-SP)
  • Kiko Celeguim (PT-SP)
  • Leonardo Monteiro (PT-MG)
  • Lindbergh Farias (PT-RJ)
  • Luiz Couto (PT-PB)
  • Luizianne Lins (PT-CE)
  • Marcon (PT-RS)
  • Maria do Rosário (PT-RS)
  • Miguel Ângelo (PT-MG)
  • Natália Bonavides (PT-RN)
  • Nilto Tatto (PT-SP)
  • Odair Cunha (PT-MG)
  • Padre João (PT-MG)
  • Patrus Ananias (PT-MG)
  • Paulão (PT-AL)
  • Reginete Bispo (PT-RS)
  • Reimont (PT-RJ)
  • Rogério Correia (PT-MG)
  • Rubens Otoni (PT-GO)
  • Tadeu Veneri (PT-PR)
  • Vicentinho (PT-SP)
  • Washington Quaquá (PT-RJ)
  • Benedita da Silva (PT-RJ)
  • Célia Xakriabá (PSOL-MG)
  • Chico Alencar (PSOL-RJ)
  • Erika Hilton (PSOL-SP)
  • Fernanda Melchionna (PSOL-RS)
  • Glauber Braga (PSOL-RJ)
  • Guilherme Boulos (PSOL-SP)
  • Ivan Valente (PSOL-SP)
  • Luiza Erundina (PSOL-SP)
  • Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ)
  • Prof. Luciene Cavalcante (PSOL-SP)
  • Sâmia Bomfim (PSOL-SP)
  • Taliria Petrone (PSOL-RJ)
  • Tarcísio Motta (PSOL-RJ)
  • Douglas Viegas (União Brasil-SP)
  • Meire Serafim (União Brasil-AC)
  • Saullo Vianna (União Brasil-AM)
  • Yandra Moura (União Brasil-SE)
  • Daiana Santos (PCdoB-RS)
  • Jandira Feghali (PCdoB-RJ)
  • Márcio Jerry (PCdoB-MA)
  • Orlando Silva (PCdoB-SP)
  • Dorinaldo Malafaia (PDT-AP)
  • Duda Salabert (PDT-MG)
  • Marcos Tavares (PDT-RJ)
  • Célio Studart (PSD-CE)
  • Stefano Aguiar (PSD-MG)
  • Túlio Gadelha (Rede-PE)
  • Antônia Lúcia (Republicanos-AC)
  • Maria Arraes (Solidariedade-PE)
  • Dagoberto Nogueira (PSDB-MS)
  • Socorro Neri (PP-AC)
  • Fernando Rodolfo (PL-PE)
  • André Janones (Avante-MG)

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Gabarito oficial do Enem 2024 será divulgado até 20 de novembro pelo Inep

  • Bahia Notícias
  • 11 Nov 2024
  • 10:10h

Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil

O gabarito oficial do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será divulgado até o dia 20 de novembro pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Já o resultado final será conhecido em 13 de janeiro de 2025.

Neste ano, mais de 4,3 milhões de candidatos se inscreveram para o exame. As provas foram aplicadas em duas etapas: no domingo passado (3), foram as 90 questões de linguagens, história, geografia, sociologia e filosofia, além de uma redação dissertativa; neste domingo (10), foi a vez das 90 questões de matemática, física, química e biologia.

O Enem avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica. Ao longo de mais de duas décadas de existência, o Enem se tornou a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e de iniciativas como o Programa Universidade para Todos (Prouni).

Instituições de ensino públicas e privadas utilizam o Enem para selecionar estudantes. Os resultados são usados como critério único ou complementar dos processos seletivos, além de servirem de parâmetro para acesso a auxílios governamentais, como o proporcionado pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Os resultados individuais do Enem também podem ser aproveitados nos processos seletivos de instituições portuguesas que possuem convênio com o Inep para aceitar as notas do exame. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.

Ministério do Meio Ambiente diz que meta climática mais dura é o alvo e defende flexibilidade

  • Por Thaísa Oliveira| Folhapress
  • 11 Nov 2024
  • 08:25h

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O Ministério do Meio Ambiente afirmou que o alvo do Brasil é cortar 67% das emissões de gases de efeito estufa em 2035 e argumentou que a nova meta climática estabeleceu uma banda de redução entre 59% e 67% porque o país precisa de "flexibilidade".

O documento completo, segundo o ministério, será entregue durante a COP29, conferência das Nações Unidas sobre mudança climática, que começa nesta segunda-feira (11), em Baku, capital do Azerbaijão, pelo chefe da delegação brasileira, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

A nova meta climática do Brasil (conhecida no jargão da ONU como NDC, sigla em inglês para contribuição nacionalmente determinada) foi divulgada na sexta-feira à noite (8) pelo governo Lula (PT) sem maiores detalhes e recebeu duras críticas de especialistas e organizações da sociedade civil.

Um dos pontos que chamou atenção foi a definição de um intervalo de redução que vai de 59% a 67%, considerando os níveis de emissões em 2005. Em termos absolutos, isso significa limitar as emissões em 2035 ao valor entre 1,05 bilhão de toneladas de gás carbônico (59% de redução) e 850 milhões de toneladas (67% de redução).

Questionado pela Folha neste sábado (9), o Ministério do Meio Ambiente afirmou que a "ambição é reduzir as emissões em 67%" para "chegar a 2035 com 850 milhões de toneladas de CO2". Disse, ainda, que o Brasil é um país em desenvolvimento, que enfrenta limitações --inclusive financeiras.

"É uma meta muito ambiciosa e, ainda que sejamos um país em desenvolvimento, sem as mesmas condições dos países desenvolvidos em termos de base tecnológica, recursos financeiros e creditícios, trabalharemos para superar essas limitações a fim de atingirmos nossa meta, criando as condições propícias, tanto nacionais quanto internacionais, para alcançar a redução de 67%", disse.

"Para isso, precisaremos atrair investimentos internacionais, usar o mercado de carbono ou garantir mais cooperação. Já estamos nos organizando para isso, mas não podemos controlar todos os outros atores. Essa é a razão de existir da banda. Precisamos de flexibilidade, mas com o objetivo de chegar a 2035 com 850 milhões de toneladas de CO2, que é o nosso alvo."

A última NDC submetida pelo Brasil, em 2023, prometia emitir no máximo 1,3 GtCO?e (gigatoneladas, ou bilhões de toneladas, de gás carbônico equivalente) em 2025 e 1,2 GtCO?e em 2030. Esse objetivo representava um corte de 48% nas emissões até 2025 e de 53% até 2030, na comparação com 2005 (ano usado como referência nas metas).

Pelo Acordo de Paris, os países signatários têm até fevereiro de 2025 para divulgar os planos atualizados. Como o Brasil sediará a próxima cúpula climática, a COP30, em novembro do ano que vem em Belém, havia a expectativa de que os objetivos traçados fossem ainda mais ambiciosos.

Em resposta aos questionamentos, o ministério de Marina Silva afirmou que a meta anunciada é não só ambiciosa, mas também responsável. Segundo o governo, a proposta reflete o papel brasileiro "de liderar pelo exemplo, tanto no que diz respeito à meta quanto ao desafio de sua implementação".

"O Brasil é um país que cumpre suas metas internacionais, o que fortalece os acordos multilaterais, fundamentais para o enfrentamento das mudanças climáticas", afirmou.

O ministério defendeu ainda que a nova NDC está em linha com a meta do Acordo de Paris de limitar o aquecimento médio do planeta a 1,5ºC. A pasta afirmou que se guia "pela melhor ciência disponível" e que existem "muitos modelos com variáveis diferentes, níveis de incerteza e, principalmente, diferentes perspectivas de justiça climática".

"Utilizamos o melhor da ciência brasileira para nos orientar, e o modelo Coffee, da UFRJ [Universidade Federal do Rio de Janeiro], coloca a NDC brasileira como alinhada à meta de 1,5°C. Logicamente, esse alinhamento também depende muito do alinhamento dos outros países", declarou em nota.

Governo federal decreta GLO para Cúpula de Líderes do G20 no Rio de Janeiro

  • Bahia Notícias
  • 10 Nov 2024
  • 12:41h

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Na sexta-feira (8), o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou um novo decreto autorizando o emprego das Forças Armadas para a garantia da lei e da ordem (GLO), no período de 14 a 21 de novembro, com a finalidade de proteger os chefes de estado que irão participar da Cúpula de Líderes do G20, na cidade do Rio de Janeiro.

Nos dias 18 e 19 de novembro, a realização da Reunião de Cúpula de Líderes do G20 reunirá, além das delegações dos seus 21 membros, países e organizações internacionais convidadas, totalizando 56 delegações.

Segundo o Planalto, mais de 40 delegações já estão confirmadas com as presenças de chefes de Estado ou Governo (países) ou dirigente máximo (organizações internacionais). O G20 Social, por sua vez, reunirá organizações da sociedade civil entre 14 e 16 de novembro.

Conforme o decreto publicado no Diário Oficial da União (DOU), o emprego das Forças Armadas ocorrerá em articulação com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e em coordenação com os órgãos de segurança pública.

Caberá às Forças Armadas seguir as ações previstas no Plano Estratégico Integrado de Segurança para a Cúpula. O plano prevê que elas deverão atuar nos perímetros de segurança estabelecidos, tanto na parte terrestre quanto marítima, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; na Marina da Glória; no monumento a Estácio de Sá; no perímetro externo do Aeroporto Internacional Tom Jobim e nos locais de hospedagem das delegações dos Chefes de Estado.

O decreto também determina que as tropas atuem na segurança das vias de ida e volta das comitivas, entre os locais de hospedagem e o Museu de Arte Moderna; nas vias de chegada e saída entre o Aeroporto Internacional Tom Jobim e os locais de hospedagem, incluindo as linhas amarela (Rodovia Governador Carlos Lacerda) e vermelha (Via Expressa Presidente João Goulart), além das demais ruas da zona sul e da zona oeste utilizadas no percurso.

O MJSP informou que a Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) atuará com 95 agentes no esquema de segurança da reunião. Os agentes farão ações de policiamento ostensivo e preventivo no entorno do evento e nos locais das conferências, no Museu de Arte Moderna (MAM), no centro da cidade.

Ludmilla anuncia gravidez da esposa, Brunna Gonçalves, durante show

  • Bahia Notícias
  • 10 Nov 2024
  • 08:28h

Foto: Reprodução / G1

A dançarina Brunna Gonçalves, esposa da cantora Ludmilla, está grávida. O anúncio da gestação foi anunciado neste sábado (9) durante o show da turnê Numanice 3, em São Paulo. Depois, a notícia circulou nas redes sociais das duas. Em um comunicado, a assessoria da cantora brincou com o nome da turnê da artista: "Numababy a caminho".

Ludmilla e Brunna estão casadas desde o fim de 2019. Elas tinham anunciado o relacionamento em julho do mesmo ano. Conforme o G1, no vídeo exibido no show, Ludmilla aparece pintando um quadro, enquanto Brunna dança, em movimentos suaves.

A pintura depois se transforma no desenho de um bebê. No momento em que a gravidez é anunciada, o vídeo ganha cores, simbolizando a nova fase na vida do casal.

Bolsonaro revela ter feito pedido a Trump em telefonema: “Não deixe o Brasil virar a Venezuela”

  • Bahia Notícias
  • 09 Nov 2024
  • 17:06h

Foto: Alan Santos/Presidência da República

O ex-presidente Jair Bolsonaro revelou que fez um pedido para o presidente eleito dos EUA Donald Trump durante um telefonema realizado para parabenizar o futuro mandatário do país norte-americano.

“Desejo felicidades. E que não esqueça o Brasil. O Brasil depositou muita esperança na sua eleição, Trump”, afirmou o ex-mandatário brasileiro ao ser questionado pelo Portal Metrópoles quanto ao que teria dito ao futuro presidente estadunidense.

Bolsonaro ainda revelou que teria feito um pedido para Trump: “Ainda durante a campanha, uma mulher brasileira pediu a você que não permita que os EUA virem o Brasil. E eu faço um complemento: não deixe o Brasil virar a Venezuela. Peço que nos ajude, Trump, a não deixar o Brasil virar uma Venezuela”.

DIREITA VÊ COM BONS OLHOS ELEIÇÃO NORTE-AMERICANA

O grupo político que apoia o ex-presidente Bolsonaro acredita que, com o retorno de Trump ao poder nos EUA, o ex-presidente terá mais chances de reverter a sua inelegibilidade e disputar a presidência nas eleições de 2026.

Nos EUA, o partido Republicano, do qual Trump faz parte, conquistou a maioria das cadeiras no Senado e, até o momento desta reportagem, possui uma vantagem de doze cadeiras na Câmara dos Representantes, similar a Câmara dos Deputados brasileira.

Foi justamente na Câmara dos Representantes que parlamentares republicanos exibiram uma foto do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e apresentaram um projeto de lei para punir autoridades estrangeiras que “firam a liberdade de expressão”. Moraes, por sua vez, afirma que a eleição nos EUA não mudará a sua atuação no supremo. 

Bolsonaro chegou a ser convidado por Trump para acompanhar a apuração dos votos junto a ele, em um de seus resorts de luxo, na Flórida. O ex-presidente, no entanto, não pôde viajar aos EUA, por estar com o passaporte retido por determinação do STF. A apreensão do documento objetiva garantir que Bolsonaro esteja em território brasileiro no decorrer das investigações das quais é alvo e de evitar uma possível fuga.

Brasileiros ainda não sacaram R$ 8,53 bilhões de valores a receber

  • Bahia Notícias
  • 09 Nov 2024
  • 15:04h

Foto: Bahia Notícias

Até o fim de setembro, os brasileiros não tinham sacado R$ 8,53 bilhões em recursos esquecidos no sistema financeiro, divulgou nessa quinta-feira (7) o Banco Central (BC). Segundo a atualização mais recente, o Sistema de Valores a Receber (SVR) devolveu R$ 8,35 bilhões, de um total de R$ 16,88 bilhões postos à disposição pelas instituições financeiras. As informações são da Agência Brasil.

Em 16 de outubro, os recursos esquecidos foram transferidos para o Tesouro Nacional e aguardam a publicação de um edital com as novas regras para o saque. Caso o dinheiro não seja requerido nos próximos 25 anos, será incorporado definitivamente ao patrimônio da União.

As estatísticas do SVR são divulgadas com dois meses de defasagem. Os dados de outubro, último mês antes do repasse do dinheiro ao Tesouro, só serão apresentados em 6 de dezembro.

Em relação ao número de beneficiários, até o fim de setembro, 24.674.462 correntistas haviam resgatado valores. Apesar de a marca ter ultrapassado os 24 milhões, isso representa apenas 35,3% do total de 69.918.333 correntistas incluídos na lista desde o início do programa, em fevereiro de 2022.

Entre os que retiraram valores até o fim de setembro, 22.773.593 são pessoas físicas e 1.900.869 são pessoas jurídicas. Entre os que ainda não fizeram o resgate, 41.593.288 são pessoas físicas e 3.650.583 são pessoas jurídicas.

A maior parte das pessoas e empresas que não fizeram o saque tem direito a pequenas quantias. Os valores a receber de até R$ 10 concentram 63,52% dos beneficiários. Os valores entre R$ 10,01 e R$ 100 correspondem a 24,67% dos correntistas. As quantias entre R$ 100,01 e R$ 1 mil representam 9,98% dos clientes. Só 1,83% tem direito a receber mais de R$ 1 mil.

Depois de ficar fora do ar por quase um ano, o SVR foi reaberto em março de 2023, com novas fontes de recursos, um novo sistema de agendamento e a possibilidade de resgate de valores de pessoas falecidas. Em setembro, foram retirados R$ 395 milhões, alta em relação ao mês anterior, quando tinham sido resgatados R$ 255 milhões.

O aumento ocorreu após a aprovação da lei que estabeleceu a transferência dos valores esquecidos para o Tesouro Nacional para compensar a prorrogação da desoneração da folha de pagamento até 2027. Os cerca de R$ 8,5 bilhões comporão os R$ 55 bilhões que entrarão no caixa do governo para custear a extensão do benefício.

Brasil atrai R$ 167 bilhões em propostas para combustíveis renováveis de aviação e navegação

  • Por Gustavo Gonçalves | Folhapress
  • 09 Nov 2024
  • 13:01h

Foto: Tomaz Silva / EBC

A chamada pública do BNDES e da Finep para selecionar projetos de produção de combustíveis sustentáveis recebeu 76 propostas. Esses planos de negócio visam a criação de biorrefinarias dedicadas à fabricação de combustíveis para aviação e navegação, somando um potencial de R$ 167 bilhões em investimentos.

Entre as propostas, 43 são para combustíveis de aviação e totalizam R$ 120 bilhões. As outras 33, focadas em combustíveis marítimos, envolvem R$ 47 bilhões. A iniciativa busca fortalecer a posição do Brasil como referência na produção de energia renovável, além de atender às metas da Lei do Combustível do Futuro.

O Brasil busca não apenas atender ao mercado interno, mas também aproveitar a crescente demanda global por soluções de baixo carbono.

De acordo com Celso Pansera, presidente da Finep, o Brasil não será apenas produtor. "Há intenções concretas de desenvolver tecnologias para atender à demanda global por combustíveis sustentáveis, algo que apoiamos há décadas", afirmou.

Com a possibilidade de exportar combustíveis renováveis, o Brasil pode se consolidar como um dos principais produtores de SAF (Sustainable Aviation Fuel, ou Combustível Sustentável de Aviação) e biocombustíveis marítimos, contribuindo diretamente para as metas globais de descarbonização e aumentando sua competitividade no setor energético.

"A qualidade das propostas recebidas demonstram que o Brasil tem, de fato, todas as condições para se tornar líder global na produção de combustíveis sustentáveis para aviação e para a navegação", disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. Segundo ele, biocombustíveis podem reduzir em até 94% as emissões de CO2, já que a aviação e a navegação respondem por 5% das emissões globais.

Para Pansera, se esses investimentos avançarem com o apoio da Finep e do BNDES, o Brasil poderá se posicionar como líder global na redução de emissões de gases poluentes, tanto pela capacidade produtiva quanto pela liderança tecnológica.

O BNDES e a Finep disponibilizaram R$ 6 bilhões para apoiar os projetos aprovados, com recursos divididos igualmente entre as duas instituições. As propostas estão em avaliação para definir quais receberão apoio financeiro.

A partir do próximo ano, a União Europeia exigirá o uso de 2% de SAF em voos partindo do bloco. A meta será de 5% em 2030 e 63% até 2050.

No setor marítimo, a Organização Marítima Internacional estabeleceu a meta de reduzir em pelo menos 50% as emissões de gases de efeito estufa até 2050, com base nos níveis de 2008. Para alcançar esse objetivo, o setor aposta no uso de biodiesel, diesel verde (HVO, ou Óleo Vegetal Hidrogenado), etanol e biometano.

A chamada pública foi uma iniciativa da Nova Indústria Brasil, com prazo encerrado no fim de outubro.

STF tem maioria para manter condenação de Fernando Collor na Lava Jato

  • Bahia Notícias
  • 09 Nov 2024
  • 11:20h

Foto: Marcelo Camargo / EBC

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou nesta sexta-feira (8) maioria de votos para manter a condenação do ex-presidente Fernando Collor a oito anos e dez meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em um dos processos da Operação Lava Jato.

Até o momento, o plenário virtual da Corte tem placar de 6 votos a 2 para rejeitar um recurso da defesa contra a condenação.

O placar foi obtido com voto do relator, ministro Alexandre de Moraes. Para o ministro, não há irregularidades na decisão que condenou Collor.

"A decisão recorrida analisou com exatidão a integralidade da pretensão jurídica deduzida, de modo que, no presente caso, não se constata a existência de nenhuma dessas deficiências", argumentou o ministro.

Além de Moraes, votaram para manter a condenação os ministros Edson Fachin, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Luís Roberto Barroso e Luiz Fux.

Dias Toffoli e Gilmar Mendes votaram pela redução da pena de Collor para quatro anos por entenderem que houve erro na dosimetria da pena. Cristiano Zanin se declarou impedido para julgar o caso.

Em maio do ano passado, o tribunal entendeu que Collor, como antigo dirigente do PTB,  foi responsável por indicações políticas para a BR Distribuidora, empresa subsidiária da Petrobras, e recebeu R$ 20 milhões em vantagens indevidas em contratos da empresa. Segundo a denúncia, os crimes ocorreram entre 2010 e 2014.

Dois ex-assessores de Collor também foram condenados, mas poderão substituir as penas por prestação de serviços à comunidade.

O julgamento virtual está previsto para terminar na segunda-feira (11).

Comédias lideram maiores bilheterias do Brasil, e Paulo Gustavo segue no topo

  • Por Natália Santos e Nicholas Pretto | Folhapress
  • 09 Nov 2024
  • 09:54h

Foto: Rovena Rosa / EBC

Ao olhar a lista de maiores bilheterias do cinema nacional, não demora muito para notar a onipresença das comédias, as obras mais bem-sucedidos da nossa cinematografia. A cada três filmes no ranking dos cem títulos brasileiros de maior público, dois são desse gênero.

A análise da reportagem considerou uma listagem da Ancine de filmes lançados entre 1995 -período da retomada do cinema nacional, após um longo período sem fomento ao setor- e 2023. Os dados de renda e público de cada obra abarcam informações relativas ao ano do lançamento e também reexibições.

Os gêneros dos filmes foram coletados no IMDB, portal que serve de base de dados para produções audiovisuais em todo o mundo. Vale ressaltar que uma obra pode pertencer a mais de um gênero.

A popularidade histórica da comédia teve como consequência uma maior ocupação desse tipo de longa-metragem nas salas de cinema do país. Entre as 45 mil salas que exibiram os cem filmes brasileiros de maior público, 30 mil receberam obras que tinham a comédia como um de seus gêneros.

Os 67 longas do gênero que aparecem no ranking venderam, ao todo, o equivalente a R$ 3,2 bilhões em ingressos, em valores corrigidos pela inflação. A cifra representa 64% dos R$ 5,1 bilhões acumulados por todos os cem filmes mais bem-sucedidos.

Quando se fala em comédia no Brasil, é importante lembrar o sucesso da franquia "Minha Mãe É uma Peça", protagonizada pelo humorista Paulo Gustavo. Seus três filmes foram exibidos em 3.347 salas, totalizando um público de 24,8 milhões de pessoas e uma renda de R$ 500 milhões.

O último longa da série, em tom de despedida, também é a comédia com maior público acumulado e a mais rentável. O filme arrecadou R$ 226 milhões e reuniu 10,9 milhões de espectadores. O segundo título com maior quantidade de espectadores é da mesma franquia, "Minha Mãe é uma Peça 2", com 9 milhões de ingressos e arrecadação de R$ 183 milhões.

A lista de comédias brasileiras mais rentáveis também conta com outras franquias, caso de "Até que a Sorte nos Separe", com R$ 218 milhões, "De Pernas pro Ar", com R$ 200 milhões, "Se Eu Fosse Você", com R$ 188 milhões, e "Minha Vida em Marte", com R$ 111 milhões.

Entre os outros gêneros que aparecem na lista das cem maiores bilheterias brasileiras estão drama, romance, fantasia e os filmes familiares -também chamados de infantojuvenis.

O drama é o gênero de 35 desses filmes, caso da produção neopentecostal "Nada a Perder", cinebiografia do bispo Edir Macedo. Segundo dados da Ancine, este é o filme brasileiro que mais levou pessoas às salas de cinema, acumulando 12 milhões de ingressos vendidos e R$ 166 milhões em arrecadação.

Outro filme de teor religioso e que também teve destaque nas bilheterias é "Os Dez Mandamentos". A produção da Igreja Universal do Reino de Deus é o segundo filme com maior público acumulado, de 11,3 milhões, e R$ 171 milhões em arrecadação.

Os dados dos filmes financiados pela Igreja Universal, porém, devem ser analisados com cautela. Na época do lançamento desses títulos, a Folha de S.Paulo apurou que havia uma discrepância entre a taxa de ocupação das salas que exibiam os longas e o número de entradas vendidas. Muitos dos ingressos foram comprados pela própria igreja para distribuição entre os fiéis, mas nem todos compareciam às sessões.

Fora da comédia e da religião, "Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro" é o terceiro com maior público no Brasil, com 11,1 milhões de ingressos vendidos e R$ 227 milhões da arrecadação em valores corrigidos. No ranking das maiores arrecadações, aliás, ele fica em primeiro lugar.

Brasileiro acusado de dar golpe em hotel de Nova York é considerado juridicamente incapaz

  • Por Anahi Martinho | Folhapress
  • 08 Nov 2024
  • 15:32h

Foto: Reprodução / TV Globo

Mickey Barreto, 49, o brasileiro que morou por cinco anos sem pagar nada em um hotel tradicional de Nova York, foi considerado juridicamente incapaz. Ele responde a 24 processos, incluindo 14 por fraude criminosa e outros por descumprimento de ordens judiciais.

Nascido Marco Aurélio Barreto em Uruguaiana (RS), o brasileiro é acusado de forjar um esquema criminoso se valendo de brechas nas leis municipais para não apenas morar no hotel sem pagar, mas reivindicar a propriedade de todo o prédio de 42 andares.

Na última quarta-feira (6), os promotores apresentaram um laudo que conclui que Mickey não tem capacidade mental para ser julgado. Ele tem sete dias para encontrar tratamento psiquiátrico hospitalar, caso contrário, será forçado a se tratar em uma audiência marcada para a próxima semana. As informações são do New York Times.

Mickey foi preso em fevereiro, mas liberado mediante pagamento de fiança. Em maio, o tribunal ordenou que ele passasse por avaliação psiquiátrica. Os peritos concluíram que Mickey não compreende completamente os procedimentos criminais contra ele e que sofre de doenças mentais e dependência química.

Desde então, o brasileiro vem se tratando em um hospital de Nova York e deverá passar por nova perícia, que vai determinar se ele melhorou o suficiente para ser julgado.

Em entrevista à Folha em março deste ano, Mickey falou em teorias da conspiração e contou histórias improváveis. Questionado se utilizaria o argumento da saúde mental para não ser julgado, ele negou. "Nunca fui diagnosticado com qualquer problema de saúde mental", disse.