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- Bahia Notícias
- 10 Mai 2026
- 12:11h
Foto: Divulgação / SSP-BA
Um homem apontado como líder de uma facção criminosa com atuação na Bahia e no Rio de Janeiro foi preso na madrugada deste domingo (10) na cidade de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, onde estava escondido.
O suspeito é apontado como responsável por atividades relacionadas ao tráfico de drogas e armas, homicídios, lavagem de dinheiro, corrupção de menores e roubos.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA), a atuação do grupo criminoso estaria concentrada no bairro do Engenho Velho da Federação, em Salvador, além de municípios das regiões Sul e Sudoeste da Bahia. Durante a ação, a esposa do suspeito também foi presa.
Conforme as investigações, ela seria responsável pela movimentação financeira da organização criminosa e pela articulação do esquema de lavagem de dinheiro da facção.
As forças policiais chegaram a capturar outros chefes da organização criminosa na Bolívia em março e abril deste ano, como o homem que ordenou o sequestro do presidente do Partido Verde na Bahia, Ivanilson Gomes. O político ficou quase 36 horas refém e foi libertado.
A operação contou com a Polícia Federal (PF), a Polícia Civil da Bahia, por meio do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco), e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco Bahia).
Em nota, o secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, declarou que as forças de segurança seguem em ações em diferentes regiões da Bahia com o objetivo de localizar e prender outros integrantes da organização criminosa.
A SSP informou ainda que denúncias anônimas podem ser feitas por meio do telefone 181, canal do Disque Denúncia da secretaria.
- Bahia Notícias
- 09 Mai 2026
- 12:50h
Foto: MP-BA
Um homem foragido da Justiça foi preso em Salvador, no bairro de Itapuã, na última sexta-feira (8), suspeito de tráfico de drogas. Identificado como Marcus Fabrício Freitas da Silva, o suspeito tinha dois mandados de prisão em aberto expedidos pelas Justiças da Bahia e do Rio Grande do Norte.
A prisão ocorreu durante uma operação coordenada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), executada por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), com apoio do Batalhão de Policiamento Rodoviário (BPRV/TOR).
Marcus Fabrício também já havia sido alvo de investigações da Polícia Federal em 2022, em uma operação voltada ao combate do tráfico interestadual e internacional de entorpecentes.
De acordo com as investigações do Ministério Público, o suspeito exercia funções logísticas dentro de uma organização criminosa. O grupo é descrito como detentor de uma estrutura sofisticada para a ocultação de substâncias ilícitas.
Marcus era responsável por coordenar o transporte e o envio de cargas. A organização utilizava empresas e operadores logísticos para inserir cocaína em contêineres contendo cargas lícitas, e o objetivo final do escoamento da droga era o mercado europeu.
As investigações apontaram que a rede criminosa operava em cinco importantes terminais portuários do Brasil, Salvador, Natal, Santos, Fortaleza e Belém. O suspeito foi encaminhado às autoridades competentes para o cumprimento das ordens judiciais e seguirá à disposição da Justiça.
- Por Aline Gama I Bahia Notícias
- 08 Mai 2026
- 12:01h
Foto: Divulgação
A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) recebeu parcialmente a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) em mais um desdobramento da Operação Faroeste, investigação que apura um suposto esquema de venda de decisões judiciais para legitimar a posse de mais de 800 mil hectares de terras no oeste da Bahia.
O colegiado acompanhou o voto do relator, ministro Og Fernandes, e tornou rés magistradas e empresários acusados de corrupção e lavagem de dinheiro.
No voto, o relator Og Fernandes afastou as alegações de litispendência e “non bis in idem”. Segundo o ministro, a APn 940 trata de organização criminosa e lavagem de dinheiro em contexto distinto, enquanto o atual inquérito apura crimes específicos de corrupção e lavagem relacionados a fatos delimitados.
O relator entendeu haver indícios suficientes para o recebimento parcial da denúncia. Segundo o voto, há elementos que indicam possível comercialização de decisões judiciais e legitimação irregular de extensas áreas de terras no oeste da Bahia, envolvendo magistrados, advogados, empresários e agentes públicos.
Og Fernandes afirmou que existem indícios relacionados a contatos telefônicos, movimentações financeiras fracionadas, supostos pagamentos disfarçados de honorários advocatícios e aquisição de bens de luxo. O ministro também considerou haver justa causa para imputações de lavagem de dinheiro, citando fracionamento de depósitos, contratação e quitação de empréstimos bancários e conversão de recursos em bens de luxo como possíveis mecanismos de ocultação de valores.
Com isso, o STJ recebeu a denúncia contra Adaílton Maturino dos Santos e Geciane Maturino dos Santos pelos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro; contra Maria do Socorro Barreto Santiago por corrupção passiva e lavagem de dinheiro; e contra Marivalda Almeida Moutinho por corrupção passiva.
Por outro lado, a Corte rejeitou a denúncia contra Aristóteles Moreira, Marcio Duarte Miranda e João Antônio Franciosi por ausência de indícios suficientes de autoria ou participação nos crimes de corrupção. Também foram rejeitadas as imputações contra Ediene Santos Lousado, Gabriela Caldas Rosa de Macedo e Maurício Teles Barbosa relacionadas à integração de organização criminosa e embaraço às investigações.
O relator ainda determinou o desmembramento da denúncia em relação ao desembargador José Olegário Monção Caldas para tramitação em outro inquérito e declarou extinta a punibilidade de João Carlos Santos Novaes.
Por fim, a Corte Especial decidiu prorrogar o afastamento das funções públicas da desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago e da juíza Marivalda Almeida Moutinho. O entendimento foi acompanhado pelo revisor, ministro Luis Felipe Salomão, e pelos demais integrantes do colegiado.
DENÚNCIA DO MPF
O inquérito analisado pelo STJ trata de fatos iniciados em 2015 e relacionados à Ação Penal (APn) 940, atualmente em fase de alegações finais, na qual são investigados crimes de organização criminosa. Segundo o MPF, o grupo atuava na produção de minutas de decisões judiciais, pagamento de propinas, ocultação de valores e embaraço às investigações envolvendo disputas fundiárias na região de Barreiras, no oeste baiano.
Durante a sessão realizada na quarta-feira (6), a subprocuradora-geral da República Luíza Cristina Fonseca Frischeisen afirmou que o advogado Adaílton Maturino e a esposa dele, Geciane Maturino, seriam responsáveis por estruturar uma organização criminosa voltada à legitimação da grilagem de terras no cerrado baiano. Conforme a acusação, o grupo utilizava decisões administrativas e judiciais para retirar produtores rurais das áreas ocupadas e consolidar propriedades em nome de terceiros.
O MPF apontou que as terras passaram a despertar maior interesse econômico com a expansão agrícola da região, especialmente por causa das plantações de soja. Um dos núcleos da denúncia envolve a validação da Portaria 105/2015, editada por um juiz de Direito de Barreiras, que reconhecia determinada titularidade de terras e permitia o cancelamento de matrículas de imóveis rurais.
De acordo com a acusação, o desembargador José Olegário Monção Caldas votou pela manutenção da portaria em recurso administrativo, o que teria possibilitado o cancelamento de registros imobiliários e atingido produtores rurais que ocupavam as áreas. A subprocuradora afirmou que registros telefônicos apontam mais de 100 ligações entre o magistrado e Adaílton Maturino nos dias anteriores à decisão. Também foi mencionada a compra, em dinheiro vivo, de uma caminhonete avaliada em cerca de R$ 140 mil.
O MPF também atribuiu participação à então presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago. Segundo a denúncia, ela teria atuado para dar cumprimento célere à decisão administrativa por meio da expedição de ofícios urgentes aos cartórios de registro de imóveis.
Ainda conforme a acusação, a intermediação das negociações ocorreria por meio do advogado Marcio Duarte Miranda, genro da magistrada, apontado como responsável por conduzir reuniões para negociar liminares. O Ministério Público também informou que buscas realizadas na residência da desembargadora encontraram minutas de decisões produzidas por advogados ligados ao grupo investigado.
Segundo a subprocuradora, vantagens indevidas teriam sido ocultadas por meio da aquisição de joias, obras de arte e um relógio Rolex apreendidos durante a investigação.
O MPF afirmou que a estratégia baseada na portaria administrativa foi interrompida após suspensão determinada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A partir disso, segundo a acusação, o grupo passou a atuar em uma ação possessória iniciada na década de 1990.
De acordo com a procuradora, o então presidente do TJ-BA, desembargador Gesivaldo Britto, já falecido, designou uma magistrada de sua confiança para atuar na comarca de Formoso do Rio Preto, onde tramitava o processo. Conforme a denúncia, a juíza Marivalda Almeida Moutinho assinou, em 2018, sentença que entregava as terras a Adaílton Maturino e pessoas ligadas ao grupo investigado.
O MPF sustentou que uma perícia identificou que o arquivo da sentença apreendido no computador da magistrada teria sido criado pelo advogado Aristóteles Moreira e editado por Antônio Roque, assessor de Gesivaldo Britto. Segundo a subprocuradora, foram encontradas 47 minutas de despachos e sentenças em situação semelhante.
Em relação a Gesivaldo Britto, a denúncia sustenta que o desembargador teria recebido vantagens indevidas por meio de um depósito de R$ 800 mil realizado em conta de Mirela Ferreira, cunhada do magistrado, com recursos oriundos de uma empresa apontada como de fachada. Posteriormente, segundo o MPF, ele teria inserido informação falsa em declaração de Imposto de Renda ao afirmar possuir cerca de R$ 787 mil em espécie, em tentativa de justificar a origem dos valores.
Como Gesivaldo Britto morreu durante as investigações, o MPF pediu a extinção da punibilidade em relação a ele.
A denúncia também envolve o juiz Sérgio Humberto de Quadros Sampaio, acusado de conceder liminar em ação de reintegração de posse ligada ao esquema investigado. Segundo a subprocuradora, a prova da corrupção teria sido confessada pelo próprio magistrado em captação ambiental autorizada judicialmente.
O MPF ainda apontou Luiz Carlos São Mateus como operador financeiro do grupo. Conforme a acusação, ele teria utilizado contas de empresas para triangular cerca de R$ 410 mil até beneficiar um trabalhador rural apontado como laranja do magistrado.
Além dos supostos crimes relacionados à venda de decisões judiciais, a denúncia também aborda possíveis tentativas de obstrução das investigações. Segundo o MPF, o então secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Teles Barbosa, e a chefe de gabinete dele, Gabriela Macedo, teriam promovido a remoção de delegados responsáveis pelas primeiras apurações conduzidas pelo Ministério Público baiano e pela Polícia Civil, mas a denúncia foi rejeitada pelo STJ.
A então promotora de Justiça Ediene Lousado também foi mencionada pela acusação. De acordo com o MPF, ela teria vazado informações sigilosas da operação aos investigados e praticado advocacia administrativa em favor de pessoas ligadas ao grupo. O Ministério Público informou que Ediene firmou acordo de não persecução penal homologado pelo STJ e reconheceu dois crimes.
Ao final da sustentação oral, o MPF pediu o recebimento da denúncia pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, integração de organização criminosa e embaraço à investigação de organização criminosa contra os investigados listados no processo.
O QUE DIZ A DEFESA?
Durante as sustentações orais, as defesas negaram irregularidades. Os advogados de Adaílton Maturino e Geciane Maturino sustentaram que o caso decorre de uma antiga disputa agrária iniciada em ação possessória de 1985 e alegaram ausência de provas de pagamento de vantagens indevidas a magistrados. Também afirmaram que houve repetição de fatos já tratados na APn 940, o que configuraria litispendência e violação ao princípio do “non bis in idem”.
Já a defesa da desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago alegou que ela foi incluída na denúncia apenas por ter expedido ofícios para comunicar decisão do Conselho da Magistratura do TJ-BA, ato que classificou como dever funcional inerente ao cargo de presidente da Corte. Também sustentou ausência de provas concretas de recebimento de valores ou participação em esquema ilícito.
DECISÃO
A Corte Especial do STJ recebeu parcialmente a denúncia do MPF contra magistradas e empresários por corrupção e lavagem de dinheiro na Operação Faroeste, mas rejeitou as acusações contra outros investigados por falta de indícios. O relator, ministro Og Fernandes, afastou alegações de litispendência, determinou o desmembramento da denúncia contra um desembargador e prorrogou o afastamento das rés Maria do Socorro Barreto Santiago e Marivalda Almeida Moutinh
- Recebeu a denúncia contra Adaílton Maturino dos Santos, Geciane Maturino dos Santos (corrupção ativa e lavagem de dinheiro), contra a desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago (corrupção passiva e lavagem de dinheiro) e contra a juíza Marivalda Almeida Moutinho (corrupção passiva).
- Rejeitou a denúncia contra Aristóteles Moreira, Marcio Duarte Miranda e João Antônio Franciosi (falta de indícios de corrupção), bem como contra Ediene Santos Lousado, Gabriela Caldas Rosa de Macedo e Maurício Teles Barbosa (integração a organização criminosa e embaraço às investigações).
- Determinou o desmembramento da denúncia em relação ao desembargador José Olegário Monção Caldas.
- Declarou extinta a punibilidade de João Carlos Santos Novaes.
- Prorrogou o afastamento das funções públicas da desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago e da juíza Marivalda Almeida Moutinho.
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- Por Aline Gama I Bahia Notícias
- 07 Mai 2026
- 16:57h
Foto: Leopoldo Silva / Agência Senado
O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu, por unanimidade, considerar parcialmente procedente uma denúncia contra o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) referente a possíveis irregularidades no Pregão 90039/2024, que resultou na contratação de empresa para prestação de serviços terceirizados por meio de alocação de postos de trabalho. A decisão está consubstanciada no Acórdão nº 987/2026, da sessão plenária de 22 de abril de 2026, relatada pelo ministro Augusto Nardes.
Embora o TCU tenha reconhecido falhas na condução do certame, o colegiado indeferiu o pedido de medida cautelar formulado pelo denunciante, cuja identidade foi preservada com base na Lei 8.443/1992, por ausência dos elementos necessários para sua adoção.
A principal determinação do acórdão é clara: o TRE-BA está proibido de prorrogar o Contrato 86/2024, decorrente do pregão questionado. Caso haja necessidade de continuidade dos serviços, o tribunal regional deverá realizar novas contratações, observando integralmente as normas legais aplicáveis. O órgão foi intimado a informar ao TCU, no prazo de 90 dias, as medidas adotadas para cumprimento da deliberação.
Em nota oficial, o TRE-BA afirmou que o procedimento adotado pela gestão baiana foi pautado na interpretação de que as atividades contratadas possuem natureza acessória e de apoio técnico, não abrangendo funções finalísticas, estratégicas ou de tomada de decisão, atribuições que permanecem sob responsabilidade exclusiva dos servidores efetivos do quadro da Justiça Eleitoral.
Segundo o tribunal, os profissionais terceirizados atuam em atividades de apoio técnico, sem assumir planejamento, coordenação, supervisão ou controle, o que, no entendimento do órgão, fundamentaria a regularidade da contratação à luz da legislação vigente.
A Corte de Contas não chegou a determinar a anulação imediata do contrato em vigor, determinou que, em novas contratações, o edital e o termo de referência sejam estruturados com foco nas entregas ou resultados esperados.
O acórdão também determinou o levantamento do sigilo processual, resguardadas apenas as informações pessoais do denunciante, e o arquivamento dos autos.
O TRE-BA, por sua vez, informou que já está adotando as providências necessárias para atender as orientações do TCU, reafirmando seu compromisso com a legalidade e a boa gestão dos recursos públicos. A decisão do Tribunal de Contas reforça o entendimento de que contratações de mão de obra terceirizada na administração pública devem ser permanentemente justificadas sob o ângulo da acessoriedade e, cada vez mais, orientadas por critérios de eficiência e resultados, sob pena de reprovação futura.
Leia a nota na íntegra:
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) informa que o procedimento adotado pelo Regional baiano foi pautado na interpretação de que as atividades contratadas possuem natureza acessória e de apoio técnico, não abrangendo funções finalísticas, estratégicas ou de tomada de decisão, as quais permanecem sob responsabilidade exclusiva dos servidores efetivos do quadro da Justiça Eleitoral.
Conforme detalhado no termo de referência, os profissionais terceirizados atuam em atividades de apoio técnico, sem assumir atribuições típicas de planejamento, coordenação, supervisão ou controle, o que fundamentou o entendimento do Tribunal quanto à regularidade da respectiva contratação à luz da legislação vigente.
O Tribunal de Contas da União, por sua vez, ao analisar a matéria, não determinou a anulação do contrato firmado, mas orientou que, em futuras contratações, este seja estruturado com foco nas entregas ou resultados.
O TRE-BA informa que já está adotando as providências necessárias para o atendimento das orientações do TCU, reafirmando seu compromisso com a legalidade e a boa gestão dos recursos públicos.
Tribunal Regional Eleitoral da Bahia
Assessoria de Comunicação Social
- Bahia Notícias
- 07 Mai 2026
- 11:43h
Foto: Divulgação
Através da Operação Compliance Zero, a Polícia Federal (PF) mostrou a suposta atuação de um advogado baiano na elaboração de uma emenda parlamentar que teria beneficiado o Banco Master, instituição controlada pelo banqueiro Daniel Vorcaro.
O advogado André Kruschewsky é citado em relatório da PF que integra a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento embasou a quinta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (7), que apura suspeitas de fraudes envolvendo o sistema financeiro nacional.
Segundo as investigações, Kruschewsky ocupou o cargo de diretor jurídico do Banco Master entre março de 2023 e agosto de 2024.
De acordo com a PF, a emenda nº 11 alterava a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 65/2023, que trata da autonomia financeira do Banco Central. A proposta previa ampliar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) por depositante.
A investigação aponta que o texto apresentado pelo senador Ciro Nogueira (PP) teria sido elaborado pela própria assessoria do Banco Master.
Segundo o relatório, André Kruschewsky encaminhou a Daniel Vorcaro a minuta da proposta considerada favorável ao banco. O texto teria sido posteriormente impresso e entregue em um envelope ao senador na residência dele.
Em abril, o BN mostrou que o escritório de advocacia Gabino Kruschewsky Advogados, com sede em Salvador, passou a ser alvo de atenção da Polícia Federal (PF) no âmbito das investigações relacionadas ao caso Banco Master.
O escritório é apontado como o quarto que mais recebeu recursos do banco comandado por Daniel Vorcaro, com repasses que somam R$ 54 milhões entre os anos de 2022 e 2025. O escritório tem como um dos sócios Eugênio Kruschewsky, procurador do Estado da Bahia, e está sediado em Salvador, cidade que também é origem de um dos principais produtos do Banco Master, o Credcesta.
- Por Gabriel Lopes/Bahia Notícias
- 06 Mai 2026
- 08:06h
Foto: Feijão Almeida / GovBA
Um projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) visa alterar as regras de escolha para as reitorias das universidades estaduais. A proposição tem como objetivo alterar uma lei estadual (nº 8.352) de 2002 para instituir eleições diretas e extinguir o mecanismo da lista tríplice para os cargos de reitor e vice-reitor.
De acordo com o texto da proposta, os dirigentes das universidades passariam a ser nomeados pelo governador do estado após eleição direta realizada pela comunidade acadêmica, que inclui docentes, servidores técnico-administrativos e discentes com matrícula ativa. O projeto estabelece que a nomeação deve respeitar integralmente a vontade majoritária expressa nas urnas, alterando a prática atual em que o chefe do Executivo pode escolher qualquer um dos três nomes enviados pela instituição.
Os critérios de elegibilidade definidos no projeto estipulam que os candidatos devem ser docentes das três classes mais elevadas da carreira ou possuir título de mestre ou doutor, além de integrarem o quadro da universidade há mais de cinco anos. O mandato proposto é de quatro anos, sendo permitida uma recondução ao cargo.
A regulamentação do processo eleitoral, incluindo a definição do peso do voto de cada segmento acadêmico, ficaria sob responsabilidade dos Conselhos Superiores (CONSU) de cada universidade, em conformidade com seus estatutos e regimentos. Após o pleito, caberia a esses mesmos conselhos a homologação da regularidade da eleição antes do encaminhamento do nome escolhido para a nomeação oficial pelo governador.
Na justificativa, o autor do projeto, deputado Hilton Coelho (PSOL), argumenta que a extinção da lista tríplice busca reafirmar o princípio constitucional da autonomia universitária.
O texto menciona que o mecanismo da lista tríplice pode comprometer a gestão democrática ao permitir interferências políticas externas. Além disso, o projeto cita como precedente a Lei Federal 15.367, de 30 de março de 2026, que encerrou a utilização da lista tríplice nas universidades federais brasileiras.
O projeto de lei também propõe alterações nos mandatos dos diretores de departamento, que passariam a ser de dois anos, com direito a uma recondução. Em situações de vacância dos cargos de reitor ou vice-reitor sem condições de provimento imediato, o texto prevê que o governador designará substitutos temporários obrigatoriamente indicados pelo Conselho Superior da respectiva universidade.
A proposta legislativa, protocolada em 30 de abril, agora segue para análise nas comissões temáticas da AL-BA.
Atualmente a Bahia possui quatro universidades estaduais: Uneb (Universidade do Estado da Bahia); Uefs (Universidade Estadual de Feira de Santana); Uesc (Universidade Estadual de Santa Cruz) e Uesb (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia).
- Bahia Notícias
- 05 Mai 2026
- 18:53h
Foto: Divulgação/Polícia Civil de SP
O suspeito de participar do estupro coletivo de duas crianças em São Paulo foi transferido nesta terça-feira (5) para a capital paulista. O avião saiu no final da manhã do Aeroporto de Vitória da Conquista, no sudoeste do estado e chegará ao Aeroporto de Guarulhos no início da tarde.
O homem foi identificado como Alessandro Martins Santos, de 21 anos. Ele foi detido na última sexta (1º) no distrito de Serrana, no município baiano de Brejões, no Vale do Jiquiriçá. Além do adulto, outros quatro adolescentes, com idade entre 14 e 16 anos, foram apreendidos. Os suspeitos vão responder por estupro de vulnerável, divulgação de imagens e corrupção de menores.
O crime ocorreu no último dia 21 de abril, na Zona Leste de São Paulo. As vítimas têm 7 e 10 anos de idade. A polícia obteve conhecimento do caso três dias depois, após a irmã de um dos meninos ver imagens dos abusos circulando na internet. Ela procurou a delegacia para registrar a denúncia e os suspeitos foram identificados em cinco dias.
Segundo o g1, Alessandro confessou ter participado do crime e afirmou que deixou a capital paulista após ser ameaçado por criminosos. De acordo com a Polícia Civil, as vítimas foram atraídas ao local do crime com um convite para jogar pipa. Os suspeitos conheciam as crianças e se aproveitaram da confiança para cometer os abusos.
A investigação do caso é feita pelo 63º Distrito Policial (DP), na Vila Jacuí, em São Paulo.
- Por Francis Juliano I Bahia Notícias
- 05 Mai 2026
- 16:09h
Foto: Reprodução / Aqui só Política
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) negou, por unanimidade, um recurso de um vereador de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), por propaganda antecipada e uso criminoso de um vídeo contra o governador Jerônimo Rodrigues (PT).
A decisão foi tomada em sessão desta terça-feira (5). O tribunal também manteve duas multas, ambas de R$ 20 mil, contra o edil Gabriel Bandarra Joffily de Souza, conhecido como Tenóbio (PL).
O fato se refere a um vídeo feito por inteligência artificial, já retirado pela Justiça, em que o edil apresenta a Bahia como um lugar onde o tráfico de drogas é recompensado.
Nas imagens, o gestor estadual aparece entregando bombons a uma pessoa com capuz. No vídeo, o vereador ainda afirmava que seria candidato a deputado.
- Bahia Notícias
- 05 Mai 2026
- 12:11h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
O piloto Wellington de Oliveira Pereira, de 34 anos, que morreu após a queda de um avião monomotor de pequeno porte em Belo Horizonte, tinha endereço registrado em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. Natural de Colorado, no norte do Paraná, ele conduzia a aeronave que colidiu contra um prédio residencial no início da tarde desta segunda-feira (4).
De acordo com informações disponíveis, Wellington estudou entre 2022 e 2023 em um aeroclube que funcionava em Maringá. Até o momento, não há informações sobre o sepultamento do piloto.
Além de Wellington, outras quatro pessoas estavam a bordo da aeronave, que seguia para São Paulo após uma parada na capital mineira. Entre os passageiros estava Fernando Moreira Souto, de 36 anos, filho do prefeito da cidade de Jequitinhonha (MG). Ele ocupava o banco do copiloto e também morreu no local.
Leonardo Berganholi, empresário de 50 anos, chegou a ser socorrido em estado grave e encaminhado a uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no fim da tarde desta segunda-feira.
Outros dois ocupantes sobreviveram ao acidente, mas foram levados em estado grave ao Hospital João XXIII. São eles Arthur Schaper Berganholi, de 25 anos, filho de Leonardo, e Hemerson Cleiton Almeida Souto, de 53 anos.
- Bahia Notícias
- 05 Mai 2026
- 10:05h
Foto: Reprodução
O empresário baiano Francisco Leal Salles Neto, conhecido como Chico Salles entrou na Justiça contra executivos ligados ao Banco Master após registrar prejuízo financeiro decorrente de investimentos em Certificados de Depósito Bancário (CDBs) da instituição. A ação busca responsabilizar diretamente Daniel Vorcaro, o também baiano Augusto Lima e Maurício Quadrado.
De acordo com as informações do processo, o empresário investiu R$ 710,4 mil em CDBs do banco entre janeiro de 2022 e abril de 2024, com rentabilidade de até 128% do CDI. Com a liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo Banco Central em novembro de 2025, parte significativa do valor aplicado não foi recuperada, resultando em perda de R$ 485,4 mil.
Chico Salles foi ressarcido em R$ 250 mil por meio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre aplicações financeiras dentro do limite estabelecido. O valor restante é objeto da ação judicial.
O processo tramita na 3ª Vara de Relações de Consumo de Salvador e tem como objetivo alcançar o patrimônio pessoal dos executivos citados, com a finalidade de responsabilizá-los diretamente pelo prejuízo alegado.
Procurado, o advogado Ermiro Neto, responsável pela defesa do empresário, informou que não comenta ações em andamento. Francisco Leal Salles Neto é fundador da Faculdade Baiana de Direito e da Editora JusPodivm. Em perfil profissional, também se apresenta como empreendedor e investidor anjo.
Todas as informações são do Metrópoles.
- Bahia Notícias
- 05 Mai 2026
- 08:02h
Foto: Thuane MariaGOVBA
A Bahia encerrou 2025 com a menor taxa de desemprego desde o início da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. A informação foi divulgada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa anual de desocupação caiu para 8,7%, recuo em relação aos 10,8% registrados em 2024 e o quarto ano consecutivo de queda, sequência inédita no estado.
O resultado reflete a expansão do número de pessoas ocupadas, que atingiu 6.511 milhões em 2025, o maior contingente já registrado. O crescimento de 3,4% superou o desempenho nacional e regional, enquanto o número de desempregados caiu para 621 mil pessoas, também o menor da série histórica. Houve ainda redução no desalento, que chegou a 500 mil pessoas, menor nível desde 2015.
O secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Augusto Vasconcelos, atribuiu o desempenho a uma combinação de políticas públicas e atração de investimentos.
“Esse resultado é esforço de um trabalho em equipe liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues, que tem buscado atrair investimentos com a instalação de novas empresas, fortalecendo as já existentes, além de um amplo programa de qualificação profissional que já certificou mais de 25 mil pessoas em todos os setores da economia. Também modernizamos a Rede SineBahia, que alcançou 125 unidades, e inauguramos a primeira Casa do Trabalhador no Brasil no Metrô de Pituaçu. Vale destacar também nosso programa Credibahia e as grandes obras de infraestrutura que impulsionam o desenvolvimento”, afirmou.
No campo da renda, os dados também apontam crescimento. O rendimento médio real habitual chegou a R$ 2.284, maior valor desde 2020, enquanto a massa de rendimento atingiu R$ 14,587 bilhões, recorde da série. De acordo com o diretor-geral da SEI, José Acácio Ferreira, o cenário evidencia a consolidação da recuperação econômica. “A Bahia alcançou em 2025 a menor taxa de desocupação de sua história, com recorde de 6,5 milhões de pessoas ocupadas e crescimento superior à média nacional. O avanço simultâneo do emprego e da massa salarial reflete a consolidação da recuperação econômica no estado”, destacou.
Apesar dos avanços, a informalidade ainda é um desafio. A taxa chegou a 52,8% da população ocupada em 2025, acima do registrado no ano anterior, embora ainda figure como a terceira menor da série histórica. Para 2026, a SEI projeta um cenário mais desafiador, com expectativa de desaceleração econômica, mas manutenção da geração de empregos e renda, ainda que em ritmo mais moderado.
- Bahia Notícias
- 04 Mai 2026
- 07:51h
Foto: Divulgação
O boxe baiano voltou a subir ao lugar mais alto do pódio nacional neste domingo (3). Em Foz do Iguaçu, no Paraná, Keno Marley Machado conquistou o Campeonato Brasileiro de Boxe Elite 2026 na categoria até 90kg e ampliou sua trajetória vitoriosa na competição, chegando ao sexto título brasileiro da carreira.
A campanha do atleta começou nas quartas de final, por ser cabeça de chave do torneio. A partir daí, Keno precisou passar por três adversários para confirmar mais uma conquista nacional. Na decisão, o baiano derrotou o mineiro Davi Vitorino e garantiu o ouro.
Após a final, o lutador falou sobre o significado da conquista e citou o processo de preparação até o retorno ao topo.
"Esse título tem um significado muito grande pra mim. Só eu sei o que foi preciso passar pra chegar até aqui de novo. Cada treino, cada momento difícil, tudo isso passa na cabeça. Sou muito grato à minha família, à minha equipe e a todos que estiveram comigo nessa caminhada", afirmou.
Além da equipe técnica e da família, Keno também fez questão de mencionar o papel de quem contribui para a manutenção da carreira fora dos ringues.
"Aos patrocinadores e apoiadores, meu respeito e agradecimento. Eles são fundamentais para que eu continue evoluindo. Quando uma empresa investe em um atleta, ela ajuda a transformar o esporte e abrir caminho para muitos outros", completou.
Depois da conquista nacional, o calendário de Keno Marley já aponta para um novo compromisso internacional. O baiano tem luta marcada para o dia 13 de junho, em Orlando, nos Estados Unidos, onde fará sua segunda apresentação como boxeador profissional.
- Por Gabriel Lopes via Bahia Notícias
- 30 Abr 2026
- 10:07h
Foto: Reprodução / Google Street View
Um relatório divulgado pela Companhia de Gás da Bahia (Bahiagás) no início de abril aponta que a concessionária superou a marca de 100 mil usuários interligados à sua rede de distribuição. O número representa um crescimento de aproximadamente 12% em comparação ao exercício anterior, sendo que mais de 95% dessa base é composta por clientes do segmento residencial. No mesmo período, a malha de gasodutos da empresa ultrapassou 1.350 km de extensão construída, com atendimento em diversos municípios baianos.
Segundo o documento, publicado pelo Governo da Bahia e acessado pela reportagem, a consolidação da presença da companhia no mercado urbano incluiu a conexão dos primeiros usuários residenciais no município de Camaçari em 2025. Além da capital, a rede distribui o energético para segmentos em cidades como Lauro de Freitas, Alagoinhas, Eunápolis, Feira de Santana, Itabuna e Santo Amaro. Para o ano de 2026, a meta estabelecida é atingir 109 mil clientes por meio da ligação de mais de 9 mil novas unidades consumidoras.
Ainda conforme o documento, a companhia sinalizou o avanço do Gás Sudoeste, que será o maior duto de distribuição da região Nordeste. Em 2025, a companhia concluiu a construção da rede estruturada de Jequié e atingiu a fase final de testes de tubulação nos dois primeiros trechos do empreendimento, que ligará cidades entre Itagibá e Brumado. O projeto recebeu aportes de R$ 72,1 milhões no último ano e tem previsão de conclusão das obras da Estação de Distribuição de Brumado e dos ramais para mineradoras no primeiro semestre de 2026.
O fornecimento de gás para a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia foi retomado após assinatura de contrato com a Petrobras, com previsão de movimentação de 1,2 milhão de m³/dia de gás por cinco anos. A interiorização do GNV também foi ampliada com lançamentos de programas de incentivo em Itabuna e Ilhéus, além da liderança no Programa GNV do Nordeste para infraestrutura em rodovias federais. No suprimento, a empresa expandiu seu portfólio para 12 supridores e 15 contratos ativos, atuando também no mercado spot para otimizar custos.
A receita bruta operacional da concessionária totalizou R$ 3,68 bilhões em 2025, valor que indica uma redução de 4,5% frente aos R$ 3,85 bilhões de 2024. O lucro líquido do exercício foi de R$ 182,3 milhões, uma retração de 8% em relação ao ano anterior, influenciada pelo aumento de despesas operacionais e custos financeiros de novas dívidas para investimentos. Contudo, o EBITDA cresceu 4%, chegando a R$ 233,3 milhões, o que a administração atribui a ganhos de eficiência e ao desempenho de outras receitas operacionais.
Inovações como o sistema HuBGás, para gestão estratégica de volumes, e a Plataforma Eletrônica de Gás, para negociação de excedentes, foram implementadas para modernizar os processos internos. Na área de sustentabilidade, o uso de um trio elétrico movido a gás natural liquefeito no Carnaval de Salvador serviu como demonstração de soluções para a transição energética.
O relatório também menciona o investimento de R$ 18,5 milhões em patrocínios socioambientais e culturais, além de programas como o Cresce com a Gente, que impactou mais de mil pessoas em comunidades vizinhas aos gasodutos.
PROJEÇÕES
O Plano Plurianual de Investimentos para o período entre 2026 e 2031 projeta a aplicação de R$ 1,86 bilhão na expansão da infraestrutura estadual. A estimativa é implantar 830 km de nova rede nos próximos cinco anos, visando alcançar um total de 2.189 km de dutos construídos até 2031. Para 2026, o orçamento previsto é de R$ 259,62 milhões, com foco na massificação do uso do gás, estudos para novas redes urbanas e atendimento a áreas industriais e de mineração.
- Por Edu Mota / Liz Barretto I Bahia Notícias
- 29 Abr 2026
- 16:30h
Foto: Edu Mota / Bahia Notícias
A autora de uma das propostas de emenda à Constituição que acaba com a escala 6x1, a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) comemorou nesta quarta-feira (29) a instalação da comissão especial que julgará o mérito do projeto. Com relatoria do baiano Leo Prates (Republicanos) e presidência de Alencar Santana (PT-SP), o grupo vai debater com diversos setores da sociedade o impacto da mudança de regime de trabalho dos brasileiros.
Para Erika, a tramitação deve continuar avançando no Congresso e o texto não demorará a chegar ao plenário da Câmara. “As pessoas desacreditaram da nossa capacidade de avançar com essa matéria, diante de um setor produtivo tão egoísta e que luta o tempo todo contra a dignidade da classe trabalhadora. Hoje nós estamos diante da instalação da Comissão Especial, que vai analisar o método da proposta e que, muito em breve, permitirá que a proposta chegue ao plenário”, afirmou a parlamentar.
A deputada ressaltou que o período eleitoral deve facilitar a aprovação do projeto. Nos bastidores, a expectativa de parlamentares da direita é adiar a votação para evitar desgaste na popularidade de deputados contrários a proposta. No entanto, Erika acredita que a pauta seja discutida antes do pleito de outubro. A expectativa do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), é que o texto seja votado na comissão e no plenário ainda em maio.
“Nós estamos num período muito propício para a votação desse texto, porque vai constranger deputados e senadores que, porventura, possam querer atender aos interesses do patrão, negando a dignidade e tempo de descanso, mas as eleições vão nos fortalecer e nos ajudar a levar essa matéria e vamos conseguir tirar o Brasil desse lugar obsoleto e páreo diante de outros países do mundo, criando uma nova jornada de trabalho à classe trabalhadora”, concluiu Erika Hilton.
- Por Mauricio Leiro I Bahia Notícias
- 29 Abr 2026
- 12:41h
Foto: Reprodução / Seap BA
A Bahia aparece entre os estados que mais gastam com a população carcerária no Brasil. Em 2026, o custo mensal médio por preso no estado chegou a R$ 3.449,56, valor que supera dois salários mínimos mensais e coloca o estado entre os mais caros do país nesse tipo de despesa.
Os dados constam no painel Custo do Preso, da Secretaria Nacional de Políticas Penais, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública do governo federal. Os números ganham ainda mais destaque quando se observa o recorte mais recente. Apenas no mês de fevereiro de 2026, a Bahia registrou um custo de R$ 4.403,35 por preso, ultrapassando inclusive estados como Santa Catarina, que possui um dos maiores custos médios do ano, com R$ 3.549,53.
O cenário reforça o peso das despesas com o sistema prisional baiano, que fica acima de estados como São Paulo, onde o custo médio é de R$ 1.959,55, e do Distrito Federal, com R$ 2.476,39. Em nível nacional, apenas alguns estados, como Amapá e Maranhão, apresentam médias próximas ou superiores em determinados períodos.
CRISE NO SETOR
O Bahia Notícias detalhou na última semana a delação premiada da ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Silva Neres. A fuga de 16 detentos no Conjunto Penitenciário de Eunápolis, no Extremo Sul da Bahia, foi organizada em 40 dias, por meio de visitas privilegiadas, escavação em celas e operação institucional e armada. As informações foram apuradas pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). O conteúdo foi, inclusive, matéria do Jornal Nacional divulgou as imagens da delação premiada da ex-diretora.
Em trecho da delação, uma troca de mensagens entre a ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Silva Neres, e o ex-deputado federal Uldurico Júnior revela que, após a fuga dos 16 detentos da unidade, ambos passaram a adotar um discurso convergente de críticas à atuação da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), ao mesmo tempo em que tentavam reagir ao avanço das investigações.
Uma das principais lideranças do MDB na Bahia, o ex-ministro Geddel Vieira Lima também foi citado no depoimento da ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Silva Neres, como um possível beneficiário da propina de R$ 2 milhões pela facilitação na fuga de 16 detentos da unidade prisional, ocorrida em dezembro de 2024. Conforme delação premiada, Geddel teria acordado com o ex-deputado federal Uldurico Júnior, à época filiado ao MDB, o recebimento de metade da quantia, ou seja, R$ 1 milhão.
Em um diálogo registrado no dia 18 de dezembro de 2024, um dia após ser afastada do cargo por decisão judicial, Joneuma afirmou de forma direta: “Sim, mas quando a Seap quer ela abafa”. A mensagem foi enviada após Uldurico comentar que o caso já havia chegado ao conhecimento de lideranças políticas, mas ganhava repercussão. Nas mensagens consultadas pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), a resposta da ex-diretora sugere a percepção de que a secretaria teria, quando conveniente, minimizado ou contido a repercussão de episódios semelhantes.