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Brasil tem quase 5.000 denúncias contra líderes religiosos por violações a direitos humanos

  • Por Bruno Lucca | Folhapress
  • 11 Dez 2023
  • 09:20h

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O governo federal contabilizou 4.879 violações de liberdades fundamentais por líderes religiosos no Brasil entre agosto de 2022, quando começou o levantamento, e novembro de 2023. Relatos foram feitos por alvos ou testemunhas à ouvidoria do hoje Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

A crença da vítima não está presente em todas as ocorrências. Dentre as que possuem, destacam-se protestantismo (151) e catolicismo (70). Não há dados de períodos anteriores, para comparação.

Os casos descritos envolvem desrespeitos a direitos sociais, vida, liberdade, integridade e igualdade. Episódios de LGBTfobia, por exemplo, chegaram a 153.

Matheus Ferreyra, 24, é um retrato disso. Morador do Recife, capital pernambucana, ele foi expulso de uma congregação por ser gay. O vendedor cresceu como evangélico. Frequentou templo da infância à maioridade sob influência familiar. Segundo ele, todos notavam sua homossexualidade e, por meio de orações, suplicavam uma suposta cura. Logo, ele agia da mesma maneira. "Pedia muito a Deus para arrancar de mim o desejo por homens", lembra.

Seu pastor encontrou uma companheira para o jovem e insistiu na viabilidade desse relacionamento durante seis meses. Não funcionou, e o sacerdote expulsou Matheus do culto. Hoje, ele frequenta a terapia para tratar sequelas daquela época.

 

Após receber denúncia --que pode conter mais de uma violação--, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania examina seu teor e a encaminha às autoridades competentes.

Há, no entanto, um empecilho até essa última etapa, avalia Gustavo Coutinho, da ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transexuais). Ele diz que muitos cidadãos preferem esconder as agressões homofóbicas sofridas pela possibilidade de julgamento no círculo religioso e até no seio familiar, muitas vezes parte do primeiro grupo.

"Porém, não devemos culpar a religião por todo o mal. O verdadeiro problema é o fundamentalismo", afirma. Coutinho diz ser importante incentivar expressões acolhedoras da fé.

"SORRIA, JESUS TE ACEITA"

Noite de sábado, 11 de novembro deste ano. Uma fila foi formada da porta ao púlpito da Igreja Cristã Contemporânea, no Tatuapé, zona leste paulistana. Era a recepção de novos membros, que recebiam abraços dos enfileirados. Você é amado, diziam todos aos recém-chegados.

A igreja acolhe pessoas não heteronormativas. Aos montes, elas chegam todas as semanas em busca de aceitação, palavra de ordem no espaço. "Sorria, Jesus te aceita. Este é o lema da igreja. Ninguém precisa mudar, precisa ser respeitado", diz o fundador, pastor Marcos Gladstone, 47.

O líder religioso criou sua congregação em 2002, após uma experiência penosa compartilhada com muitos de seus fiéis: ser injuriado em um templo por ser homossexual. Diz ter sofrido muito com a situação, da qual teve dificuldades de sair. Até uma esposa arranjou para tentar se encaixar.

"Viver no faz de conta é impossível. Com a minha voz, quero incentivar os seres humanos a mostrarem sua verdade", diz Gladstone, casado com outro homem há mais de uma década e pai de quatro filhos. "Apesar do meu esforço, sabemos que a esfera religiosa é ainda muito dura com LGBTs, e histórias de sofrimento se multiplicam", acrescenta.

Uma dessas histórias foi vivida pelo publicitário Lucas, 26. Ele prefere esconder seu sobrenome. Morador da cidade de São Paulo, ele se descobriu bissexual na adolescência. Ainda jovem, temia a opinião dos correligionários protestantes sobre o assunto.

Ao falar, fiscalizava a entonação da própria voz para soar viril. Andando, mantinha postura rígida, como entendia que deveria ser a locomoção masculina. Preferências musicais também eram omitidas. Nada de falar sobre divas do pop e seus novos álbuns e interpretações bombásticas. Isso, tinha certeza, o entregaria.

Em 2017, Lucas conheceu um rapaz. Os encontros eram cada vez mais frequentes. Alguém os avistou e delatou o caso à igreja que ele frequentava. Lá, surgiram ainda fofocas sobre romances com outros homens.

O pastor julgou ser usual a atração por semelhantes. Apenas mais um pecado dentre tantos. Se Lucas abdicasse da prática, seria perdoado e poderia frequentar o templo.

Inicialmente, o jovem aceitou esses termos, mas passou a sentir crescente desconforto. Decidiu então abandonar a igreja, mas não o credo. "Deus ama todas as suas criações e as moldou como são", diz.

COMO DENUNCIAR VIOLAÇÕES DE DIREITOS HUMANOS

A ouvidoria do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania possui diversos canais para denunciar ataques, perseguições a grupos minoritários e outros tipos de violações. Elas podem ser formalizadas de maneira anônima e ganham protocolo para acompanhamento.

O Disque 100 é o canal para atendimento via telefone. Também é possível buscar ajuda pelo aplicativo Direitos Humanos Brasil, pelo WhatsApp --por meio do número (61) 99656-5008-- ou pelo Telegram, digitando "Direitoshumanosbrasil" na busca da plataforma.

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Políticos baianos participam de posse de Milei na Argentina para “celebrar o declínio da esquerda”

  • Bahia Notícias
  • 11 Dez 2023
  • 07:06h

Foto: Divulgação/Bahia Notícias

Baiano, o deputado estadual Diego Castro (PL) participou, neste domingo (10), da posse de Javier Milei como novo presidente da Argentina. “Nosso propósito visa consolidar lideranças conservadoras na América do Sul, celebrando o declínio da esquerda e reforçando os vínculos entre as nações sul-americanas”, declarou

“O surgimento de líderes conservadores representa um indicador positivo para fortalecer nossas convicções e valores compartilhados. [...] Unir as vozes conservadoras é imperativo para se destacar globalmente”, emendou.

Diego Castro integra a comitiva de Jair Bolsonaro (PL) na Argentina. Outros representantes do estado baiano, o deputado federal Capitão Alden (PL) e o presidente do grupo conservador Bahia Direita, Alexandre Moreira, pré-candidato a vereador de Salvador, também integram a equipe. 

O parlamentar, crítico ferrenho do presidente Lula (PT), assegurou ter direcionado seus esforços parlamentares para coordenar um protesto contra a indicação do ministro Flávio Dino (PSB) para o Supremo Tribunal Federal (STF) em municípios baianos.

A comitiva do ex-presidente também está acompanhado de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL; de seu filho e deputado, Eduardo Bolsonaro (PL-SP); dos ex-ministros Ciro Nogueira e Gilson Machado; além do ex-secretário de Comunicação no governo de Bolsonaro Fabio Wajngarten.

Lídice da Mata lidera esforços para impulsionar a Economia Criativa no Brasil

  • Bahia Notícias
  • 10 Dez 2023
  • 14:30h

Foto: Divulgação/Ascom

Será lançada, nesta terça-feira (12), às 15h, em Brasília, a Frente Parlamentar Mista da Economia Criativa (FrenCriativa). O ato ocorrerá às 15 horas, no Auditório do Interlegis, Senado Federal.

O grupo, presidido pela deputada federal Lídice da Mata (PSB-BA), conta com 182 deputados federais e 20 senadores, e tem como objetivo impulsionar a economia criativa no país. Esse setor engloba uma grande variedade de atividades, desde artes e cultura até tecnologia e inovação.

Autora do projeto que institui a Política Nacional de Desenvolvimento da Economia Criativa (PNDEC), Lídice explica que o setor é baseado na abundância e não na escassez de recursos, pois seu insumo principal é a criatividade e o conhecimento humano. Além disso, a natureza colaborativa dessa economia favorece a ação entre indivíduos, comunidades, instituições, coletivos, empresas, governos e redes.

Em audiência pública realizada em outubro, a deputada disse que muito da economia criativa está localizada nas micro e pequenas empresas do Brasil. Por isso, ela defende um diálogo com o Ministério da Cultura com o objetivo de estimular o desenvolvimento dessa cadeia de micro e pequenas empresas.

Para a parlamentar, é grande a necessidade de qualificação da percepção e da compreensão dos agentes – artistas, empreendedores, profissionais e instituições – quanto às dimensões da economia criativa e às dinâmicas de seus sistemas produtivos, redes setoriais e intersetoriais, para que se fortaleça uma cultura de colaboração, participação e desenvolvimento.

Lídice também destaca que o potencial de desenvolvimento dos sistemas produtivos e das redes de economia criativa é infinito, mas precisa ser trabalhado com profissionalismo. “Fazer frente às grandes empresas, em mercados competitivos, demanda das micro e pequenas empresas ações articuladas e integradas para a mitigação de suas fragilidades, desde a etapa da criação à produção, distribuição e consumo, ampliando, sobretudo, capacidade de difusão e canais de comercialização”. 

Haddad diverge de Gleisi após PT citar 'austericídio fiscal' e vê vida difícil com Congresso e BC

  • Por Thiago Resende | Folhapress
  • 10 Dez 2023
  • 12:25h

Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

O ministro Fernando Haddad (Fazenda) divergiu neste sábado (9) da presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, na condução da política fiscal. Ele afirmou ainda que a vida não está fácil para o governo no Congresso por não haver base favorável à agenda defendida por ele.

As declarações foram dadas durante debate com a deputada, na conferência eleitoral do PT, em Brasília. Haddad defende zerar o rombo das contas públicas em 2024, enquanto a petista pede um déficit de 1% do PIB (Produto Interno Bruto).

Para ela, as contas públicas no vermelho em 2024 garantiriam ao país maior crescimento econômico. Haddad, porém, afirmou que um rombo maior não é sinônimo de maior atividade.

No dia anterior, um documento da maior corrente do PT, da qual fazem parte Gleisi e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, criticou o que chamam de "austericídio fiscal".

 

"O Brasil precisa se libertar, urgentemente, da ditadura do BC [Banco Central] 'independente' e do austericídio fiscal, ou não teremos como responder às necessidades do país", diz a resolução.

"A gente não tem a política monetária, que está com [Jair] Bolsonaro, que foi nomeado pelo [ex-ministro] Paulo Guedes. É um neoliberal e que atenta contra os interesses do Brasil. Nós só temos uma política para mexer na economia, que é a política fiscal. Eu sei que tem discussão da meta fiscal zero", disse Gleisi, neste sábado. "Para mim, far ia um déficit de 1%, 2% [do PIB]", afirmou.

No debate, Haddad apresentou outra visão: "Não é verdade que déficit faz crescer", disse. "Não existe essa correspondência. Não é assim que funciona. Depende".

O ministro disse mais de uma vez que não há bala de prata para resolver os problemas econômicos do país e que é preciso fazer um trabalho constante de "apertar parafusos".

"A gente cria condições para exigir da autoridade monetária, do BC, a redução dos juros. Os juros precisam cair no Brasil", disse.

Enquanto alas do PT e do governo defendem mais espaço no Orçamento para evitar cortes e estimular a economia por meio de gastos públicos (com obras, por exemplo), o BC tem reiterado a necessidade de reequilíbrio fiscal para controlar a inflação e criar mais espaço para a queda dos juros.

"A vida está fácil? Não está pelo seguinte: nós não temos uma base no Congresso progressista, nós não temos uma diretoria mais arejada no Banco Central. É uma diretoria muito ‘hawkish’, muito durona. Começaram a baixar a taxa de juros só em agosto. Por isso que estamos sofrendo um período de menor crescimento. Poderíamos estar crescendo mais", disse o ministro.

O debate é feito em um momento de pressão sobre a equipe econômica. Índices apontam para uma desaceleração na economia —com o PIB crescendo apenas 0,1% no terceiro trimestre—, enquanto o governo corre para aprovar um pacote de medidas para elevar a arrecadação federal em 2024.

"Talvez poucos possam imaginar a luta que é aprovar essas medidas. Semana que vem será decisiva para 2024. O governo vai ter que aprovar meia dúzia de leis, maduras para serem aprovadas, que precisam passar para garantir um Orçamento mais consistente e possam dar fundo de financiamento para aquilo que precisa ser pago –diretos dos trabalhadores, saúde, educação", disse.

Ele ainda ligou a pauta defendida pelo atual Congresso à do presidente eleito da Argentina, Javier Milei.

"A agenda do Milei é basicamente ir arrochando direitos sociais. Vende patrimônio público e arrocha trabalhadores, aposentados. É assim. É a receita de bolo deles. A nossa é desenvolvimento, crescimento econômico. É outra pegada. Eliminação dos privilégios tributários, fazer rico pagar imposto", disse.

Haddad afirmou que queria ter feito mais durante o ano, mas considera que as expectativas em relação ao governo foram superadas. Em sua visão, o Executivo surpreendeu os críticos.

"Estou um pouco insatisfeito, sempre queria fazer mais. Mas quando você pega o que eles diziam que ia acontecer e o que aconteceu, acho que nós surpreendemos eles", disse.

Questionado por jornalistas sobre quando irá apresentar a alternativa para a desoneração da folha de pagamento, o ministro respondeu: "Espero resolver nos próximos dias. Está toda a agenda bastante conturbada. Muita votação para fazer. Mas estou confiante de que vamos votar tudo. Vamos apresentar [a proposta da desoneração] também, conforme eu havia dito seis meses atrás".

A desoneração da folha de pagamento vale para 17 setores da economia. Entre eles está o de comunicação, no qual se insere o Grupo Folha, empresa que edita a Folha. Também são contemplados os segmentos de calçados, call center, confecção e vestuário, construção civil, empresas de construção e obras de infraestrutura, entre outros.

Gleisi, por sua vez, elogiou medidas do governo, como a recriação do Bolsa Família e a taxação das offshores. Mas insistiu na mudança na meta fiscal.

"A economia para nós é fundamental do ponto de vista de disputa política", afirmou. "A nossa meta tinha que ser uma meta de crescimento econômico", continuou.

Questionada por jornalistas sobre as divergências de visões sobre a meta fiscal, a presidente do PT minimizou a questão.

"O ministro Haddad está fazendo o papel dele como ministro da Fazenda. Ele tem uma visão e nós temos uma visão um tanto quanto divergente, que foi exposta de maneira respeitosa", afirmou. Segundo ela, esses debates internos no partido são normais.

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Lula prega diálogo e diz a Maduro que América Latina é uma região de paz

  • Bahia Notícias
  • 10 Dez 2023
  • 10:14h

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu na manhã deste sábado (9) uma ligação do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. A notícia do contato dos líderes foi divulgada pela assessoria do Palácio do Planalto. Na ligação, ambos trataram sobre a situação em Essequibo, território em disputa por Venezuela e Guiana, que faz fronteira com o norte do Brasil, através do estado de Roraima.

"O presidente Lula transmitiu a crescente preocupação dos países da América do Sul sobre a questão do Essequibo. Expôs os termos da declaração sobre o assunto aprovado na Cúpula do Mercosul e assinada por Brasil, Uruguai, Paraguai, Argentina, Colômbia, Peru, Equador e Chile”, afirma a nota do Planalto. 

Ainda, por meio de nota, o Planalto apontou que na conversa, Lula relembrou a tradição do diálogo e afirmou que a América Latina é uma “região de paz”. 

“Recordou a longa tradição de diálogo na América Latina e que somos uma região de paz", disse o Planalto, em nota.

Ainda durante a ligação com Maduro, o presidente brasilerio pregou diálogo e sugeriu que o presidente de turno da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), Ralph Gonsalves, primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas, fizessem a mediação sobre o assunto entre as duas partes envolvidas. Lula reforçou que o Brasil está à disposição para apoiar e acompanhar as medidas e pediu que não haja ações unilaterais que piorem a situação.

No último domingo (3), a Venezuela aprovou em referendo a anexão do território de Essequibo. Na ocasião, Maduro já tinha estabelecido que fosse criado um estado na região disputada, que pertence atualmente a Guiana.  O assunto chegou a entrar na pauta do Conselho de Segurança das Nações Unidas na última sexta-feira (8) e o governo dos Estados Unidos anunciou a realização de exercícios militares aéreos conjuntos com militares da Guiana. O anuncio aumentou a tensão pela disputa da área.  

Janja defende mulheres ocupando a política, após Lula demitir ministras e indicar homens ao STF

  • Por Mateus Vargas | Folhapress
  • 10 Dez 2023
  • 08:28h

Foto: Claudio Kbene/PR

A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, defendeu neste sábado (9) a revisão dos incentivos à participação das mulheres na política. Ela afirmou que a cota de gênero nas eleições não é suficiente.

"Precisa lutar por cadeiras, equidade. As cotas já não bastam mais", disse Janja durante a conferência eleitoral do PT.

O primeiro ano do governo Lula (PT), porém, ficou marcado pela demissão de duas ministras do governo --Daniela Carneiro, do Turismo, e Ana Moser, de Esportes-- e de Rita Serrano, do comando da Caixa. Todas foram substituídas por homens indicados pelo centrão.

Lula ainda foi pressionado a indicar uma mulher para o STF (Supremo Tribunal Federal), mas escolheu Cristiano Zanin e Flávio Dino para as vagas abertas neste ano.

No mesmo debate, a ministra Cida Gonçalves criticou a cota partidária. "Não se cumpre e depois perdoa a dívida [dos partidos]", afirmou.

As regras eleitorais determinam que partidos devem repassar às candidatas em um percentual proporcional ao número que lançar, nunca sendo inferior a 30%. O Congresso discute uma anistia, com apoio do PT, aos partidos que descumpriram esta cota, entre outras regras eleitorais.

 

Em novembro, Lula culpou os partidos pela redução de mulheres em ministérios. "Eu lamento, porque o que eu quero fortalecer no governo é passar a ideia de que a mulher veio para a política para ficar. Quando um partido político tem que indicar uma pessoa e não tem mulher, eu não posso fazer nada", disse o presidente na ocasião.

Janja também defendeu, neste sábado, que candidatas e mulheres eleitas recebam maior proteção contra a violência política de gênero.

A primeira-dama rebateu críticas por participar de eventos ao lado de Lula.

"Numa reunião que eu estava, no G20, todo mundo ficou falando 'o que ela está fazendo lá, não foi eleita'. Dane-se, eu vou estar sempre. Ninguém me deu aquele lugar, eu conquistei", disse ela.

"Quando o primeiro-ministro da Índia, o [Narendra] Modi, falou na reunião 'nós, homens, precisamos dar espaço às mulheres', e o Biden, 'é isso mesmo, nós precisamos dar'. Vocês não precisam dar nada, a gente sabe muito bem fazer a nossa luta e conquistar nossos espaços", afirmou Janja.

A primeira-dama defendeu não usar mais o termo bolsonarismo. "O inominável está inelegível, e se tudo der certo, logo ele vai estar...", disse ela, sem completar a frase.

"Começar a chamar as pessoas de fascistas, é isso que elas são. Virar essa chave, começar a usar o termo fascista, deixar esse cara no lugar que lhe é de direito, que é nada, a lata do lixo", afirmou Janja sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A chamada PEC da Anistia tem o apoio da ampla maioria da Câmara, da esquerda à direita, e concede o maior perdão da história a partidos políticos, em especial pelo descumprimento das cotas afirmativas de gênero e de raça na disputa de 2022.

O texto proíbe qualquer punição a ilegalidades eleitorais cometidas até a promulgação da PEC. Se aprovada, a proposta consolida a total impunidade ao descumprimento generalizado das cotas, que entraram em vigor vagarosamente ao longo do tempo com o objetivo de estimular a participação de mulheres e negros na política.

Ainda tramita na Câmara a PEC das Mulheres, que enfrenta maior resistência na Casa e pretende estabelecer uma cota de 15% das cadeiras dos colegiados de todo o Brasil a ser destinado a candidatas.

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Mega-Sena pode pagar R$ 30 milhões neste sábado (9); saiba como concorrer

  • Bahia Notícias
  • 09 Dez 2023
  • 12:00h

Foto:Mega-Sena/Bahia Notícias

O concurso 2666 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 30 milhões neste sábado (9). 

O valor, acumulado dos sorteios anteriores, está disponível para aposta até às 19h (horário de Brasília), deste sábado, com possibilidade de fazer jogos presencialmente, nas lotéricas de todo o Brasil, ou online, pelo aplicativo.

No último sorteio, as dezenas sorteadas foram 03, 14, 21, 22, 37 e 39, e ninguém acertou. O prêmio foi distribuído em quina, com 56 apostas que acertaram cinco números e faturaram R$ R$ 43.607,57, e quadra, com 3.900 apostas que acertaram quatro números e ganharam R$ 894,51.

Para quem quiser tentar a sorte grande, é necessário desembolsar R$5 na aposta mínima, no qual são selecionados seis números. É possível também fazer a aposta em bolão, que tem preço mínimo de R$10 e cada cota não pode ser inferior a R$5.

Lula defende que PT busque evangélicos e critica 'briguinhas internas' do partido

  • Por Marianna Holanda | Folhapress
  • 09 Dez 2023
  • 10:39h

Foto: Ricardo Stuckert/Bahia Notícias

O presidente Lula (PT) disse nesta sexta-feira (8) a uma plateia de militantes e pré-candidatos a vereador e a prefeito em 2024 que é preciso conversar com evangélicos e parar com "briguinhas internas" no partido.

O segmento dos evangélicos votou majoritariamente em Jair Bolsonaro (PL) no ano passado, que contou com o apoio de algumas das maiores igrejas pentecostais.

"Como é que a gente vai chegar nos evangélicos, companheira Benedita? Se fosse fácil, colocava você que é a mais linda evangélica desse país para resolver os problemas, mas não é você. Não é individualmente um problema de uma pessoa. É a narrativa que temos que aprender para conversar com essa gente", disse o presidente.

"Que é gente trabalhadora, gente de bem, gente que muitas vezes agradece a igreja de ter tirado o marido da cachaça para cuidar da família", continuou.

De acordo com o Datafolha divulgado na quinta-feira (7), o petista ainda não teve sucesso em ganhar o coração evangélico, grupo de 28% do eleitorado muito influente politicamente, geralmente associado ao bolsonarismo. Nele, sua reprovação é de 38%, ante 28% registrados entre católicos (52% da população ouvida).

A declaração foi dada durante a abertura da conferência eleitoral do PT, em Brasília. O encontro teve participação de ministros de governo, governadores, da primeira-dama Janja e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Na plateia, militantes e filiados.

 

Em outro momento de sua fala, o presidente criticou atritos internos no partido e que é preciso escolher os melhores candidatos.

"É preciso que a gente tenha coragem de escolher o melhor, não pode ser as briguinhas internas do PT. A gente tem que escolher o melhor. Que vai melhor defender o partido, o que vai melhor defender as coisas do governo, aquele que vai melhor apresentar proposta para a sociedade", afirmou.

O chefe do Executivo disse ainda que promete ser o melhor cabo eleitoral possível com o governo federal e que ministros vão se empenhar nas campanhas, fora do horário de trabalho.

Lula atacou ainda, em vários momentos de seu discurso, Bolsonaro, e disse ainda apostar na polarização na disputa do ano que vem.

"Eu sinceramente acho que essa eleição vai ser outra vez Lula e Bolsonaro disputando essas eleições no municípios. E vocês sabem que não pode aceitar provocação, ficar com medo, ficar com vergonha, enfiar rabo entre as pernas", disse.

"A gente vai ter que mostrar que queremos exercitar democracia com eleições mais competitiva o possível, mas a gente não vai ter medo de ninguém", completou.

A leitura foi compartilhada pela presidente do PT, Gleisi Hoffmann, que disse ser preciso ainda derrotar o bolsonarismo nas urnas, em discurso antes do Lula.

O chefe do Executivo fez um gesto ainda a Gleisi, que está sendo cotada para ministérios em uma eventual reforma ministerial mais adiante. Seu nome chegou a circular nesta semana como possível sucessora de Flávio Dino (PSB) no Ministério da Justiça, mas ela afastou essa possibilidade.

Para Lula, como mostrou a Folha de S.Paulo, é importante que ela fique no comando do partido neste ano de eleições municipais.

"Graças a Deus, você é a presidenta nacional dos Partidos dos Trabalhadores que fez a gente enfrentar os anos difíceis", afirmou.

Na reta final de seu primeiro ano de mandato, Lula manteve sua avaliação estável, segundo a última pesquisa Datafolha. O petista fecha 2023 com 38% de aprovação dos brasileiros, enquanto 30% consideram seu trabalho regular, e o mesmo número, ruim ou péssimo.

Apesar de algumas iniciativas de aproximação, o petista não teve sucesso em ganhar o coração evangélico, grupo de 28% do eleitorado muito influente politicamente, geralmente associado ao bolsonarismo. Nele, sua reprovação é de 38%, ante 28% registrados entre católicos (52% da população ouvida).

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Claudia Leitte é acusada de plágio em nova música e se defende: "Irresponsáveis"

  • Bahia Notícias
  • 09 Dez 2023
  • 08:47h

Foto: Instagram/Bahia Notícias

A poucos meses do Carnaval, a aposta de Claudia Leitte para a folia momesca deu dor de cabeça para a artista, que está sendo acusada de plágio na música 'Liquitiqui', faixa lançada em novembro pela loira.

Toda situação se tornou pública na última sexta-feira (8), após uma análise feita pela cantora independente Bea Duarte, que acusa da intérprete de 'Baldin de Gelo' de ter copiado a canção 'Lilith', de autoria dela.

A cantora de 26 anos, que já chegou a ser jurada no reality show musical Canta Comigo Teen, da Record TV, apontou as semelhanças entre a música dela, lançada em 2021, e a de Claudia Leitte, uma versão brasileira da faixa de Kes e J Perry, também lançada em 2023.

Em um longo vídeo, Bea fez uma comparação que viralizou na web e gerou um posicionamento de Claudia Leitte por parte da assessoria. Em nota, a equipe da cantora lamentou a situação e explicou a construção da música.

"Informamos que a canção 'Liquititi' da cantora Claudia Leitte, possui construção melódica e composição absolutamente diferentes da música com a qual está sendo comparada, o que não justifica a acusação infundada de plágio. A bpmcom lamenta que notícias sejam pautadas em cima de julgamentos e acusações irresponsáveis na web."

Foto:Bahia Notícias

Após a repercussão do caso, Bea voltou a se pronunciar sobre a situação e pediu calma aos fãs de Claudia Leitte que passaram a atacá-la após expor a situação.

"É um tema muito complexo e já adianto que eu sei que a @claudialeitte só faz parte do REMIX. Acalmem-se fãs da 'milk', também não precisam me atacar só porque existem sim semelhanças. Eu nem sei como absorver essas informações ainda, só to falando sobre porque na rede do lado virou um campo de guerra. Meu posicionamento é: nenhum, eu tô confusa?."

OEA diz que referendo de Maduro é ilegal; Conselho de Segurança da ONU vai discutir conflito entre Venezuela e Guiana

  • Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
  • 08 Dez 2023
  • 17:24h

Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

Uma semana depois de a Corte Internacional de Justiça (CIJ), com sede em Haia, ter determinado que a Venezuela se abstenha de tentar interferir no atual status do território da Guiana, desta vez foi a Organização dos Estados Americanos (OEA) que tachou de “ilegítimo” o referendo consultivo convocado pelo governo Nicolás Maduro. Segundo informações da Agência Lusa, o secretário-geral OEA, Luis Almagro, classificou ainda como “ilegal” a tentativa do governo venezuelano de se apropriar de mais de 60% do território guianense.

Diz a Agência Lusa que o gabinete de Almagro denunciou em comunicado a “posição agressiva” do governo Maduro em relação à Guiana. O comunicado afirma que as crescentes tensões entre os dois países são uma “preocupação para a segurança regional” e ameaçam a “estabilidade e a soberania territorial” no continente.

Para Luis Almagro, o referendo convocado pelo presidente Nicolás Maduro, no qual mais de 90% dos que participaram votaram a favor da anexação da região do Essequibo à Venezuela, representaria um uso “antidemocrático” dos “processos democráticos” por parte do líder venezuelano.

“As recentes ações tomadas pelo regime na Venezuela não só colocam em perigo o desenvolvimento e a estabilidade da Guiana, mas também representam um risco mais amplo para a segurança da América Latina e do Caribe”, afirma o comunicado assinado pelo secretário-geral da OEA, organização da qual a Venezuela deixou de fazer parte desde 2017.

 

 

Além da OEA, o governo do México também condenou a tentativa de invasão da Guiana por parte da Venezuela, e pediu diálogo para a solução do conflito. A diplomacia mexicana manifestou seu apoio à proposta brasileira de mediação da crise no continente sulamericano por meio da Comunidade dos Estados Unidos Latino Americanos e Caribenhos (Celac).

Nas redes sociais, a secretaria de relações exteriores do México, Alicia Barcena, afirmou que seu país estava se somando à iniciativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que a Celac “fomente o diálogo” entre os dois países a fim de encontrar uma solução pacífica. “Reiteramos a importância de ater-se ao direito internacional e a carta da ONU”, completou Alicia Barcena.

Nessa sexta-feira (8), o Conselho de Segurança na ONU realiza a primeira reunião para tratar do assunto desde que a Venezuela realizou um referendo para anexar uma parte do território da Guiana. A solicitação foi feita pela representação da Guiana junto às Nações Unidas e foi analisada pelo Equador, país que ocupa a presidência rotativa do conselho em dezembro. A reunião deve ser a portas fechadas. 

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PF estaria investigando ameaças do Comando Vermelho à vida do comandante da Aeronáutica, diz Revista Veja

  • Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
  • 08 Dez 2023
  • 15:53h

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Reportagem da revista Veja que chega às bancas nesta sexta-feira (8) revela que a Polícia Federal está investigando em sigilo uma suposta ameaça do grupo criminoso Comando Vermelho à vida do comandante da Aeronáutica, brigadeiro Marcelo Damasceno. De acordo com a revista, o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria sido informado a respeito das ameaças, que teria classificado como ousadas e absurdas. 

A Veja relata que a ameaça teria sido recebida pelo brigadeiro Damasceno no dia 28 de outubro, quando chegou em sua casa um envelope pardo, postado em agência dos Correios no Rio de Janeiro. Dentro do envelope havia um manuscrito em letra de fôrma, no qual o autor insinua ter conhecimento sobre a rotina do brigadeiro, dos familiares dele, faz uma exigência e o adverte sobre o que aconteceria caso ela não fosse atendida.

Segundo a reportagem da revista Veja, a exigência feita ao comandante era a de que a Força Aérea deveria entregar 200 fuzis, cinquenta metralhadoras, cinquenta pistolas, cinquenta granadas e “farta” munição. O manuscrito dizia ainda que, se até o dia 11 de novembro as armas não fossem entregues, haveria uma retaliação violenta contra o comandante Damasceno e seus familiares. 

 

 

De acordo com as instruções passadas ao comandante da Aeronáutica, o material pedido deveria ser embarcado em um caminhão e levado até uma rua da Cidade de Deus, uma das favelas mais conhecidas do Rio de Janeiro. No final da carta, são assinaladas as iniciais C.V., referência à facção criminosa Comando Vermelho. Além da Polícia Federal, a ameaça está sendo investigada também pelo Centro de Inteligência da Aeronáutica.

“A exigência feita pelos supostos criminosos era tão absurda que a primeira reação do comandante foi imaginar que estava sendo vítima de um trote, uma brincadeira de mau gosto. Ao analisar a carta, no entanto, alguns detalhes chamaram a atenção dos policiais, que recomendaram uma apuração mais profunda. Os peritos não encontraram impressões digitais nem qualquer vestígio de material genético, o que indicava que o autor se preocupou em não deixar pistas que permitissem sua identificação. Outro detalhe que chamou atenção: o manuscrito enviado ao brigadeiro era uma fotocópia, o que também indica que o autor tem um nível no mínimo razoável de conhecimento”, afirma a reportagem da revista.

A matéria, assinada por Marcela Mattos, repórter na sucursal de VEJA em Brasília desde 2013, afirma que peritos consultados pela revista explicaram que a polícia pode elucidar casos assim a partir do exame da tinta da caneta utilizada ou da pressão exercida sobre o papel. A cópia inviabiliza a utilização dessas técnicas. Esses cuidados sugerem que o autor pode não ser quem se apresenta, o que justificou uma elevação do nível do alerta de segurança. 

“O presidente Lula foi informado da ameaça pelo próprio comandante, classificou-a como absurda e se disse impressionado com a ousadia. Os ministros da Defesa, José Múcio, e da Justiça, Flávio Dino, também foram comunicados. Dino designou um delegado da Polícia Federal exclusivamente para cuidar do caso. Um dos primeiros passos nesse tipo de investigação é avaliar a credibilidade da ameaça e, caso seja detectado que existe um risco real à integridade da autoridade ameaçada, coloca-se em prática imediatamente uma série de medidas de segurança”, diz a Veja. 

A matéria afirma ainda que as ameaças justificaram o reforço no esquema de segurança do comandante Marcelo Damasceno e de seus familiares. O passo seguinte agora é a busca pelo autor. A Polícia Federal estaria rastreando imagens de câmeras de segurança de pontos próximos da agência dos Correios onde a carta foi postada, no Rio de Janeiro. 

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Médico acusado de feminicídio contra ex-companheira é condenado a mais de 23 anos de prisão na Bahia

  • Bahia Notícias
  • 08 Dez 2023
  • 13:15h

Foto: Aldo Matos/Acorda Cidade

O médico Antônio Marcos Rego Costa, autor do assassinato da ex-companheira Gabriela Jardim Peixoto, foi condenado a 23 anos, 4 meses e 20 dias de reclusão. O júri, que teve duração de cerca de 12 horas, foi realizado nesta quinta-feira (7), no Fórum Desembargador Filinto Bastos, em Feira de Santana, e presidido pela juíza Márcia Simões Costa.

As informações são do site Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias. O médico aguardou o julgamento preso no Conjunto Penal da cidade, para aonde voltou após a condenação por homicídio triplamente qualificado (22 anos de reclusão) e ocultação de cadáver (1 ano, 4 meses e 20 dias).

O corpo da vítima foi encontrado em um matagal às margens da BR-116 Norte uma semana após o desaparecimento da mulher. O crime ocorreu no final de agosto de 2021. Uma perícia apontou que a mulher foi agredida e morta pelo médico pela condição de ser mulher e ser vítima de violência doméstica e familiar. A partir do laudo pericial, a justiça entendeu que ela foi agredida, morta e teve seu cadáver ocultado pelo réu.

Saiba como a queda do diesel pode impactar na vida do brasileiro

  • Petrobras vai reduzir R$ 0,27 por litro o preço médio do diesel vendido às distribuidoras. A queda pode impactar a vida do consumidor médio
  • Maria Eduarda Portela/Metrópoles
  • 08 Dez 2023
  • 11:33h

Foto:Rafaela Felicciano/Metrópoles

A Petrobras anunciou uma redução de R$ 0,27 no preço médio do litro do diesel vendido para as distribuidoras. O novo valor passa a valer a partir desta sexta-feira (8/12). O Metrópoles conversou com especialistas que explicaram como a queda poderá afetar a vida dos brasileiros.

Com a redução, o preço do litro do diesel A passa a ser de R$ 3,78 por litro. Nas bombas, o valor cobrado ao consumidor final pode atingir R$ 5,92 por litro, tendo como base o último levantamento divulgado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Renan Silva, professor de economia do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), destaca que a queda na bomba pode chegar aos 15,8%, o que pode trazer um grande alívio para o consumidor.

“Temos que considerar que nossa matriz de transporte é essencialmente rodoviária e a formação do preço do frete está totalmente ligada ao preço dos combustíveis e essa pode ser um alento no final do ano”, afirma Renan Silva.

O professor do Ibmec acredita que essa redução pode trazer consequências positivas para as vendas de final de ano, tanto para o comércio varejista como para a venda de alimentos em geral.

 

Por outro lado, César Bergo, professor de mercado financeiro da Universidade de Brasília (UnB), acredita que ainda é cedo para avaliar as consequências da redução do preço médio do diesel para o consumidor final.

“É pouco tempo para dizer que vai ter impacto nos preços dos alimentos, porque apesar de uma redução de 27 centavos, você tem uma perspectiva de aumento do preço do diesel em função dos impostos no ano que vem”, explica o professor da UnB.

César Bergo ressalta que uma variação no preço do diesel tem sim impacto no valor dos alimentos e no comércio em geral, uma vez que o mercado varejista tem como principal meio de distribuição das mercadorias as rodovias.

“Não tem a dúvida que a queda nesse preço, que não é uma queda significativa, mexe com as expectativas, então de fato é positivo, mas não o suficiente para ensejar uma queda de preço nesse sentido”, completa o professor Bergo.

Queda no preço

A Petrobras afirma que o reajuste no preço do diesel é um resultado da análise dos fundamentos dos mercados externos e internos, frente à estratégia comercial da empresa.

Em relação à gasolina, a petroleira afirmou que os preços seguem estáveis, tendo em vista a última queda de R$ 0,12 por litro de 21 de outubro. No ano, o valor do combustível A da Petrobras acumula uma queda de R$ 0,27 por litro, o equivalente a 8,7%.

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Pressão de produtores rurais da França frustrou acordo Mercosul-UE

  • Maior potência agrícola na UE, a França contabiliza 1/4 da produção total do bloco. Entrada do Mercosul assusta setor agropecuário francês
  • Mariana Andrade/Metrópoles
  • 08 Dez 2023
  • 09:24h

Foto:Corbis/Getty Images

Declaradamente contra o acordo de livre-comércio entre Mercosul e União Europeia (EU), a França é o país do bloco europeu que mais se beneficia de subsídios direcionados ao agronegócio. De acordo com dados da Comissão Europeia, os produtores do argonegócio francês receberam, entre 2014 e 2020, € 11,4 bilhões (cerca de R$ 61 bilhões) pelo Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (Feader).

E foram os produtores rurais franceses os maiores responsáveis por pressionar o presidente do país, Emmanuel Macron, a jogar contra o acordo que o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), gostaria de ter fechado essa semana. Oficialmente, os dois blocos dizem que vão continuar negociando, mas diplomatas brasileiros admitem nos bastidores que a chance de um acerto num futuro próximo praticamente não existe.

Maior potência agrícola na União Europeia, a França contabiliza um quarto do agronegócio do bloco, graças, em parte, à competititvidade que os subsídios asseguram. E é exatamente essa competitividade que franceses acham que seria ameaçada com uma parceria entre Mercosul e UE.

As tratativas para essa cooperação entre o bloco sul-americano e a UE duram mais de 20 anos e encontram o maior obstáculo na França. Macron, disse, no último sábado (2/11), que o contrato entre Mercosul e União Europeia é “antiquado” e “incoerente”. A declaração tem como contexto a resistência do setor produtivo francês ao acordo.

Especialistas ouvidos pelo Metrópoles afirmam que a “desaprovação” de Macron trata-se de uma resposta à pressão do setor agropecuário, de ambientalistas e da sociedade civil franceses.

No entanto, a agropecuária representa apenas 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e emprega 3% da população francesa. O terceiro setor, de serviços, é responsável por 70,3% do PIB, seguido pela indústria (17,4%).

Lia Valls, professora de economia internacional na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), lembra que o setor agrícola francês tem um histórico de “protecionismo de séculos” e está empenhado em barrar o acordo.

Ela afirma que Macron responde ao lobby devido ao peso significativo do setor ruralista francês na política do país.

Foto:Ricardo Stuckert/Secom

Valls pontua que o acordo entre Mercosul e UE desagrada aos franceses, mas, por outro lado, agrada a países com menor poderio agrícola. Isso porque, com a aprovação da parceria, menos dinheiro será gasto durante algumas etapas da produção agrícola, altamente taxadas.

Assimetria de demandas

Segundo Carolina Pavese, professora de relações internacionais da ESPM, com especialização em assuntos ligados à Europa, o agronegócio francês teme perder “competitividade” ante os produtos produzidos pelos membros do bloco sul-americano.

Ela ressalta que o acordo sofre uma série de resistências de ambos os lados. No caso do Mercosul, o que pesam são as concessões ambientais e compras governamentais. Já na UE, há uma posição “heterogênea” devido à distribuição desigual dos possíveis ganhos e perdas no mercado europeu.

Nesse sentido, pesam para a França os impactos no agronegócio — setor com alta importância econômica, política e social. “É um setor que faz muito lobby e pressiona os governos regionais e nacional, além da União Europeia”, explica Pavese.

A professora afirma que o acordo dá poucas garantias de que os dois blocos vão observar os princípios de sustentabilidade nas respectivas atividades econômicas. Ela destaca uma “assimetria de demandas”, onde a UE exige responsabilidade ambiental dos países do Mercosul e, por outro lado, o bloco sul-americano não faz as mesmas exigências.

“Portanto, a posição de Macron vem respaldada em uma postura que agrada dois grupos antagônicos: o agronegócio e a sociedade civil, principalmente ambientalistas”, diz. “É muito mais uma fala direcionada para agradar a sociedade francesa do que uma fala de conciliação diplomática”, completa.

Além do agronegócio

Mesmo com grandes chances de deslanchar no agronegócio, o Mercosul poderia sentir impactos com a aprovação do acordo no setor de indústria, conforme Pavese.

“O acordo traz benefícios para o Mercosul, mas também traz um possível processo de desindustrialização e perda da competitividade dos nossos setores de serviços, inclusive, quando considera que o setor público é um dos grandes mercados desse setor”, fala.

Na análise de Pavese, empresas brasileiras não têm capacidade de ingressar no mercado europeu com a mesma força que as empresas europeias vão entrar no mercado sul-americano.

Em contrapartida, Valls entende que a ideia de que o acordo iria “destruir a indústria brasileira” é falsa. Para a professora de economia, como “acordos são cronogramas com muita defasagem”, os impactos não são imediatos.

Governador sanciona lei que isenta IPVA de veículos elétricos; fator ajuda compra de carros BYD

  • Bahia Notícias
  • 07 Dez 2023
  • 17:14h

Foto: Mateus Pereira/GOVBA

O governador Jerônimo Rodrigues anunciou, nesta quinta-feira (7), investimentos do Governo do Estado para o município de Camaçari, parte deles impulsionado pela instalação da BYD.  O governador também sancionou a lei que isenta o IPVA de veículos elétricos de até R$ 300 mil e estabelece em 2,5% do imposto para veículos elétricos de valor superior, que já tinha sido votado pela Assembleia Legislativa da Bahia (AL-Ba).

Além disso,  ele também autorizou a obra de recuperação da atual ponte sobre o Rio Jacuípe, no trecho da BA-512, entre Jordão e Monte Gordo, com recursos de R$ 329 mil. A licitação para essa construção de uma nova ponte, em substituição à atual, ainda não aconteceram. 

“Viemos aqui hoje apresentar um cardápio de investimentos que já vem acontecendo em Camaçari, preparando a cidade para dinamizar a sua economia e gerar renda. Estamos em diálogo com a comunidade, e queremos que todos os setores estejam preparados para o desenvolvimento que virá”, ressaltou o governador.

Quatro representantes de diferentes segmentos da sociedade de Camaçari entregaram ao governador cartas com as demandas e as propostas de seus respectivos grupos de trabalho. Os documentos tratam de questões relacionadas à esfera empresarial, laboral, de infraestrutura e social, como a geração de emprego e renda, a qualificação profissional, a mobilidade urbana, a preservação ambiental, a participação popular, entre outras.

FÁBRICA BYD

Vice-presidente global da BYD, Stella Li declarou que a obra para a construção das plantas terá início em fevereiro de 2024, e que a previsão é de que, no mesmo ano, comecem a ser montados os primeiros veículos na unidade baiana. A produção na fábrica está prevista para começar em 2025, com nova perspectiva de 300 mil veículos produzidos por ano. 

"Vamos começar em breve os processos de qualificação e seleção, e tenho uma mensagem muito clara: estejam preparados. Não só para a estrutura de funcionários e mão de obra para a fábrica, mas para dispor de bons restaurantes, bons hotéis. Teremos uma oferta de 10 mil empregos diretos e indiretos", declarou Stella Li, que pontuou os planos da BYD em investir em pesquisa e intercâmbio de estudantes na China.

Acompanharam a reunião os secretários da Casa Civil, Afonso Florence; de Relações Institucionais, Luiz Caetano; do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Davidson Magalhães; representantes da BYD, da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) e do Comitê Organizacional da cidade, que apresentou sugestões para as autoridades presentes.