BUSCA POR "t"
- Por Diego Felix | Folhapress
- 30 Jan 2026
- 16:26h
Foto: Reprodução Redes Sociais
Um dos empresários mais famosos do país, Roberto Justus ficou surpreso ao saber, após a deflagração da operação Carbono Oculto, que tinha como um de seus principais sócios o Banco Master, desde 2023. E, mais recentemente, também descobriu que seu novo sócio é o BRB.
Justus é dono e CEO da Steelcorp, empresa de casas modulares com aço que tem em sua sociedade um fundo de investimentos cujo nome do cotista único era mantido sob sigilo, segundo o empresário, e foi descoberto após dois anos de parceria.
Até recentemente, o empresário afirmava em entrevistas que a gestora Reag era sócia minoritária da Steelcorp, e que João Carlos Falbo Mansur, ex-CEO da Reag, era o representante da gestora no conselho de administração da construtora.
Documentos da Jucesp (Junta Comercial de São Paulo) mostram, no entanto, que a Reag nunca figurou como sócia da empresa. Além de Justus, que é sócio majoritário, estão na SteelCorp a Potenza Administração e Empreendimentos, do empresário Marcelo Pieruzzi, e o SH Fundo de Investimentos em Participações Multiestratégia, cujo único cotista é o Banco Master. Esse fundo era administrado pela Reag.
"Não, a Reag nunca foi sócia. Foi apenas administradora e gestora de um fundo, a qual eu fui muito agradecido na época porque a empresa estava começando. Tanto que você pode ver que no capital social era bem relevante a participação deles, a empresa ainda era muito uma startup", diz Justus após questionamentos da reportagem.
Fundada como Dry Service Construction em julho de 2023, a companhia assinou, em outubro daquele ano, um bônus de subscrição avaliado em R$ 75 milhões ao SH FIP e que garantiria 30% de participação no negócio. O objetivo da captação de recursos era comprar maquinário, utilizar como capital de giro e ajudar na construção de uma fábrica própria da construtora.
Segundo o empresário, como a legislação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) assegura o anonimato de cotistas em fundos de investimentos, a identidade do dono do fundo SH só era conhecida pela Reag, que geria a estrutura.
"É um erro [não divulgarem o nome dos cotistas]. Eu nunca entendi por que não podia saber quem eram os cotistas do fundo. E a Reag, por mais que as pessoas não acreditem, na época era muito compliance lá dentro. Os caras eram muito sérios com isso. Eu falava, 'João [Mansur], eu não quero uma sociedade onde eu não sei com quem falar. Então, você faz um favor para mim? Vem você representar o fundo no meu conselho, pelo menos, para eu ter um sócio relevante'", explica Justus.
Os documentos que oficializam Mansur como conselheiro de administração independente foram protocolados em julho de 2024, quando a construtora passou a se chamar Steelcorp. Foi neste momento que a companhia reconheceu em seu capital social a integralização dos R$ 75 milhões aportados pelo fundo SH, além dos R$ 2 milhões de Justus e Pieruzzi.
Em setembro daquele ano, a Steelcorp apresentou formulário ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) anunciando formalmente a entrada do Banco Master na companhia. A operação seria feita com o fundo Dynamic, do ex-banqueiro e dono do Master, Daniel Vorcaro, sem valor público declarado.
Justus relata que chegou em certo momento a procurar Vorcaro para alavancar o negócio, pois precisava construir uma nova fábrica e o Master, então em "crescimento vertiginoso", parecia ser o parceiro ideal. O aval do Cade levou quase 3 meses para ser anunciado, o que Justus classifica como "sorte", já que análises que não apontam concentração de mercado são resolvidas em semanas.
"Eu nunca entendi por que demorou tanto, mas no fim foi bom para mim, porque depois disso, já terminou o ano de 2024, começou 2025, ele [Vorcaro] já estava em outras negociações, não sei se com o BRB [Banco de Brasília], e a atenção dele desviou. Eu não conseguia quase falar com o cara e ele ia protelando, protelando, falando 'vamos, vou converter', 'vou fazer', 'pode deixar', 'vou fazer', e nunca fez. Chegou o momento em que desfizemos o contrato", relembra Justus.
O empresário diz conhecer Henrique Vorcaro, pai do banqueiro, desde quando Daniel era criança.
"Eu pressionei muito para ele entrar, muito. Ele não tinha nada, era um banqueiro agressivo, que eu conhecia, um menino super do bem, eu conheço ele desde pequeno. Então assim, é um cara que eu nunca imaginei que pudesse entrar numa confusão dessa, ele investiu em muitas empresas de amigos meus."
Hoje com 70 anos, Justus montou seus negócios no mercado publicitário após fundar, na década de 1980, o Grupo Newcomm, um dos maiores conglomerados de publicidade do país. A partir dos anos 2000, fez sucesso com o reality show O Aprendiz e se tornou apresentador de programas da Record.
Em 28 de agosto do ano passado, foi deflagrada a operação Carbono Oculto, que revelou infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) no mercado financeiro e, segundo as investigações, tinha a Reag como braço decisivo na administração e gestão de fundos ligados ao crime organizado.
Logo após a operação, Mansur foi destituído do conselho da empresa, e a Steelcorp notificou a Reag para saber quem era o cotista do fundo. Em meio à avalanche do caso, o fundo SH entrou em liquidação e determinou, por conta própria, a transfência total de seu patrimônio para outro fundo, o SH II FIP, constituído em agosto.
É na assinatura da liquidação que o nome do Master apareceu como cotista do fundo -o único documento registrado na CVM com referência ao banco
A transferência dos mais de R$ 526 milhões de patrimônio líquido do fundo ainda não foi realizada, segundo dados da CVM. Na carteira do SH ainda estão os R$ 75 milhões investidos na Steelcorp e cotas de outros fundos da Reag.
"Eu vou ser bem sincero, eu não sabia que eles tinham feito [a liquidação], eles não poderiam ter feito sem autorização minha. Eles só podiam, pelo acordo de acionistas, transferir para entidades do mesmo grupo econômico, não poderia transferir para um outro fundo sem a autorização do sócio majoritário, que era eu. Então eu denunciei até o acordo de acionistas, nem isso mais está de pé", diz o empresário.
Ao longo dos últimos anos, a participação dos acionistas foi diluída. Hoje, os 10% da Steelcorp que pertencem ao fundo SH estão sob controle do BRB, banco que tentou comprar o Master ao longo do ano passado e foi impedido pelo Banco Central em setembro.
Justus afirma não saber como a participação do Master foi parar na conta do BRB.
"Vou fazer contato com os caras na hora certa e ver se eles querem seguir. Se eles não quiserem, eu posso até recomprar a parte deles, para eles não terem nenhum prejuízo. Não tenho interesse em prejudicar ninguém, mas também não quero prejudicar o meu negócio. Eu não quero ter sócios tóxicos no meu negócio", alega Justus.
O empresário diz ter aportado R$ 300 milhões na Steelcorp neste mês para retomar 90% da participação na empresa. Os passivos adquiridos na operação e que seriam liquidados com o dinheiro de Vorcaro através do Dynamic foram resolvidos nesta integralização de capital.
"Se eu fizer algum outro movimento, procurar sócio estratégico, não quero mais ninguém do mercado financeiro. Quero fazer negócio com gente que possa ajudar a alavancar ainda mais a nossa empresa", completa.
Procuradas, as defesas de Daniel Vorcaro e João Carlos Mansur não quiseram comentar. A Reag não se manifestou.
- Bahia Notícias
- 30 Jan 2026
- 14:24h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
De acordo com a pesquisa nacional realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas que analisa o grau de conhecimento sobre os candidatos, Lula e Flávio Bolsonaro apresentam os maiores índices de fidelidade de voto, mas também as maiores rejeições para as eleições de outubro.
Lula é a figura mais conhecida entre os entrevistados, com 82,1% afirmando que o conhecem bem, enquanto apenas 1,9% declaram não conhecê-lo. Em termos de potencial eleitoral, 31,5% dos eleitores que o conhecem afirmam que votariam nele com certeza, já a rejeição é de 45,3%.
Com relação a Flávio Bolsonaro, a pesquisa ainda indica que 34,9% da população conhece bem o senador, enquanto a maioria, 52,7%, afirmou apenas ouvir falar, e 12,4% não possuem conhecimento sobre ele. Seu potencial eleitoral entre os que o conhecem revela que 26,3% votariam nele com certeza e o índice de rejeição chega a 44,7%.
O levantamento comparativo mostra que o Lula é o candidato mais conhecido pela população, enquanto Ratinho Junior possui o menor índice de conhecimento entre os citados.
- Por Márcia Magalhães | Folhapress
- 30 Jan 2026
- 12:21h
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
A defasagem da tabela do IRPF (Imposto de Renda da Pessoa Física) chegou a 157,22% em 2025, segundo cálculo do Sindifisco (Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal) com base no IPCA, índice oficial da inflação no país.
Isso significa que milhões de brasileiros estão recolhendo mais imposto, ano após ano, mesmo sem elevação das alíquotas ou aumento real de renda —apenas pela não atualização da tabela.
Apesar da sanção da lei que estabeleceu a isenção para quem ganha até R$ 5.000 mensais e a redução gradual do imposto até R$ 7.350 por mês, em novembro de 2025, essas medidas não recompõem a perda inflacionária acumulada ao longo dos anos.
"O desconto que garantiu a isenção de IR para pessoas com ganhos até R$ 5.000 foi um grande avanço na direção da justiça tributária, especialmente ao ser alinhado com a cobrança de alíquota efetiva mínima de 10% para os contribuintes com rendas superiores a R$ 1,2 milhão anuais. Porém, ainda existe uma diferença de R$ 1.694,37 comparando-se a tabela corrigida pela inflação e a isenção concedida", afirma Dão Real, presidente do Sindifisco Nacional.
De acordo com o estudo do sindicato, se a tabela estivesse integralmente corrigida pela inflação acumulada desde 1996, ano em que os reajustes automáticos foram suspensos, estariam isentos os brasileiros com renda mensal bruta de até R$ 6.694,37. Nesse cenário, apenas a parcela dos salários acima de R$ 12.374,74 por mês estaria sujeita à alíquota máxima de 27,5%, atualmente aplicada a partir de R$ 7.350.
Para o Sindifisco, a nova lei, ao não corrigir as demais faixas da tabela, manteve a estrutura regressiva do IRPF, em que os que ganham menos acabam, proporcionalmente, pagando mais.
Segundo ele, a manutenção das demais faixas defasadas sustenta o chamado "efeito arrasto", quando reajustes salariais apenas para repor a inflação fazem o contribuinte subir de faixa e pagar mais imposto, mesmo sem ganho real. Isso amplia a carga tributária de forma implícita e recai de forma desproporcional sobre os contribuintes de rendas mais baixas e especialmente a classe média assalariada.
Simulações presentes no estudo evidenciam o peso da defasagem: um contribuinte com rendimento mensal bruto de R$ 6.500 paga atualmente R$ 535,04 a mais por mês do que pagaria com a tabela corrigida integralmente. Quem ganha R$ 10 mil por mês paga R$ 1.186,87 a mais, o que corresponde a um aumento de 371,80% em relação ao valor que deveria ser devido. Já entre os que ganham acima de R$ 100 mil mensais, o impacto relativo da defasagem é de apenas 7,86%.
*
Diferença entre a tabela de 2026 e valores corrigidos pela inflação
Em R$
Rendimento Mensal Bruto - Imposto a mais
1.518 - 0
2.000 - 0
2.500 - 0
3.000 - 0
3.036 - 0
3.434 - 0
4.000 - 0
4.358 - 0
5.000 - 0
5.010 - 3,58
5.158 - 56,58
5.272 - 97,36
5.500 - 190,47
5.600 - 231,28
5.698 - 271,25
6.000 - 382,88
6.500 - 535,84
6.800 - 627,38
7.000 - 688,41
7.100 - 718,92
7.200 - 749,44
7.350 - 795,21
7.360 - 796,93
7.400 - 803,81
7.500 - 821,01
7.800 - 872,61
8.000 - 907,01
8.500 - 992,67
9.000 - 1.078,17
10.000 - 1.186,87
20.000 - 1.553,42
45.000 - 1.553,42
100.000 - 1.553,42
Fonte: Sindifisco
*
Para o Sindifisco Nacional, a correção integral da tabela pela inflação oficial não representa renúncia fiscal, mas sim uma obrigação do Estado de preservar o valor real da renda do trabalho, respeitando os princípios constitucionais da capacidade contributiva e da progressividade.
O sindicato defende ainda medidas estruturais, como a ampliação do número de faixas, o aumento da alíquota efetiva nos estratos superiores de renda e a tributação adequada de lucros e dividendos, como forma de corrigir distorções históricas do sistema tributário brasileiro.
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VEJA A TABELA DE ISENÇÃO E REDUÇÃO DO IR 2026
Rendimentos tributáveis - Redução do imposto
até R$ 5.000 - até R$ 312,89, de modo que o imposto devido seja zero
de R$ 5.000,01 até R$ 7.350 - R$ 978,62 - (0,133145 x rendimentos tributáveis sujeitos à incidência mensal)
de modo que a redução do imposto seja decrescente linearmente até zerar o benefício para rendimentos a partir de R$ 7.350
VEJA A TABELA DO IR A PARTIR DE 1º DE JANEIRO DE 2026
Base de cálculo - Alíquota - Dedução
Até R$ 2.428,80 - - - -
De R$ 2.428,81 até R$ 2.826,65 - 7,5% - R$ 182,16
De R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05 - 15,0% - R$ 394,16
De R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68 - 22,5% - R$ 675,49
Acima de R$ 4.664,68 - 27,5% - R$ 908,73
CONTINUE LENDO
- Por Liz Barretto/Bahia Notícias
- 30 Jan 2026
- 10:19h
Foto: Agência Senado
O senador Angelo Coronel (PSD), comentou a possibilidade da formação de uma chapa majoritária “puro-sangue” do PT, o ministro da Casa Civil Rui Costa, o senador Jaques Wagner e o atual governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues. A declaração foi dada em entrevista à Antena 1 nesta sexta-feira (30).
Para o psdbista, seu partido, que sempre esteve na base do governo, deveria ter mais espaços nas eleições de outubro. “É um absurdo no meu pensamento o PSD abrir mão desse espaço, já que se prega tanto essa unidade entre os partidos que compõem a base. Eu vejo que é uma gula muito grande por parte do PT”, declarou.
O senador criticou a escolha de uma chapa formada por um único partido. As especulações vieram após declarações de Jaques Wagner que sugeriam uma formação 100% petista.
“Talvez seja a chapa dos sonhos para o Partidos dos Trabalhadores, porque pra mim mesmo, não vejo nada de chapa de sonho aí. Até então não vi nenhuma palavra por parte do governador Jerônimo”, declarou Coronel.
Ele ainda chamou atenção para o silêncio do governador sobre a questão. “Talvez o governador deve estar imaginando: essa chapa dos sonhos pode terminar virando uma chapa pesadelo”, completou.
Agora, seu filho, o deputado federal Diego Coronel (PSD) é o responsável pelas articulações sobre o futuro dos dois para a corrida eleitoral.
- Bahia Notícias
- 30 Jan 2026
- 08:13h
Foto: TV Globo
Representante do Brasil na mídia internacional desde que os holofotes se viraram para ele durante a divulgação do longa 'O Agente Secreto', Wagner Moura voltou a falar sobre política nas entrevistas pré-Oscar e fez uma análise do cenário global.
À revista, o baiano comparou a resposta do Brasil e dos Estados Unidos frente a ameaças autoritárias, e frisou que o Brasil foi mais firme que o país norte-americano pelo passado sombrio.
"Vocês nunca tiveram a experiência de viver sob uma ditadura. Não sabem o que é isso, como é essa sensação ou o quanto isso é ruim."
O ator ainda citou o fato de 'O Agente Secreto' ter sido desenvolvido em um momento considerado delicado para ele, o governo Bolsonaro. Crítico da gestão do militar, o baiano frisou que o papel dele como ator foi de utilizar a arte para se manifestar.
"Esse é um filme que nasceu de como eu e Kleber e eu nos sentimos quando o Brasil estava sob esse tipo de governo fascista. Como nos sentíamos em relação ao nosso papel como artistas. Isso acontece lentamente. E se você não reage às pequenas coisas, é aí que elas assumem o controle."
- Bahia Notícias
- 29 Jan 2026
- 16:15h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) encerra inscrições para concurso público nesta sexta-feira (30). As oportunidades são da área médica, com previsão de mais de 150 vagas distribuídas em 96 especialidades em hospitais universitários federais de todo o país.
Em Salvador, no Hospital Universitário Professor Edgard Santos da Universidade Federal da Bahia (Hupes-UFBA/Ebserh), a seleção contempla 78 especialidades médicas, com formação de cadastro de reserva, conforme lista que consta no edital. Já na Maternidade Climério de Oliveria, também da Universidade Federal da Bahia (MCO-UFBA/Ebserh), há oferta de vagas para cadastro de reserva em 19 especialidades.
O concurso público vigente da Ebserh, homologado em junho de 2025, resultou na convocação de mais de 1.240 médicos e médicas, número seis vezes superior ao total de vagas imediatas inicialmente previsto, com esgotamento do cadastro de reserva em diversas especialidades. As pessoas aprovadas neste certame mantêm prioridade nas convocações. Além disso, os editais das áreas administrativa e assistencial terão sua validade prorrogada por mais um ano.
INSCRIÇÕES, PROVAS E SALÁRIOS
As inscrições permanecem abertas até as 23h59 do dia 30 de janeiro e devem ser realizadas exclusivamente pelo site da Fundação Getúlio Vargas (FGV), banca organizadora do concurso. A taxa de inscrição é de R$ 180, com pagamento permitido até 2 de fevereiro.
As provas objetivas estão previstas para o dia 29 de março e serão aplicadas simultaneamente em 42 municípios brasileiros, incluindo todas as capitais. A avaliação será composta por 60 questões de múltipla escolha, de caráter eliminatório e classificatório, além de prova de títulos.
Os salários iniciais variam conforme a carga horária: R$ 11.464,35 para jornada de 24 horas semanais e R$ 19.107,31 para 40 horas semanais. As pessoas aprovadas serão contratadas pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
“Nosso esforço é pela contratação tempestiva de profissionais aprovados nos concursos, sempre que houver demanda pela expansão ou pela reposição da força de trabalho nos hospitais que integram a Rede Ebserh e na administração central da estatal, em Brasília”, afirma a diretora de Gestão de Pessoas da Ebserh, Luciana de Gouvêa Viana.
- Por Diego Felix | Folhapress
- 29 Jan 2026
- 14:12h
Foto: Rosinei Coutinho / CSO / STF
O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), devolveu à Justiça de São Paulo uma denúncia apresentada pelo MPF (Ministério Público Federal) contra o empresário Nelson Tanure. Acusado de uso de informações privilegiadas na construtora Gafisa, Tanure tentava vincular o caso ao Banco Master, pois a procuradoria apontava o banco de Daniel Vorcaro como um braço financeiro e operacional do empresário.
A denúncia, apresentada no final de dezembro, foi remetida ao STF há pouco mais de uma semana. Em seu despacho, o ministro Dias Toffoli, relator das investigações do Master no Supremo, afirmou não ver relação entre os casos e determinou a devolução do processo à 5ª Vara Criminal Federal de São Paulo, segundo noticiado inicialmente pelo jornal O Globo e confirmado pela Folha de S.Paulo.
Em nota nesta quarta-feira (28), a defesa de Tanure disse que o empresário tem décadas de experiência profissional no mercado e jamais havia sido acusado de qualquer prática supostamente delitiva nas empresas em que foi ou é acionista.
Alguns pontos do caso são importantes, segundo os advogados de Tanure, para atestar sua inocência. Um deles é que a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) não apontou ilicitude na operação de compra da incorporadora Upcon pela Gafisa, entre 2019 e 2020; o delegado da Polícia Federal que investigou o caso não teria encontrado indícios de crime e a operação foi amplamente debatida pelos acionistas da Gafisa.
"O empresário Nelson Sequeiros Rodriguez Tanure lastima mais uma vez a açodada denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal e tem certeza de que os fatos serão esclarecidos no bojo do processo", diz em nota o advogado Pablo Naves Testoni.
ENTENDA O CASO
De acordo com o Ministério Público, Tanure e o empresário Gilberto Benevides praticaram insider trading (uso de informação privilegiada) na operação de aquisição da incorporadora Upcon pela Gafisa, ocorrida entre 2019 e 2020.
Segundo a denúncia, eles teriam feito uma série de movimentações financeiras para inflar o valor de mercado da Upcon e, consequentemente, receber mais ações com poder de voto da construtora na operação de compra e venda.
Na época narrada pela denúncia, Tanure era acionista relevante da Gafisa e membro do conselho de administração, cujo mandato teve início em abril de 2019. Benevides, por outro lado, era acionista controlador da Upcon e responsável direto pelas negociações.
De acordo com a procuradoria, Tanure utilizou estruturas societárias com duas offshores sediadas em paraísos fiscais e o fundo de investimento Singular Plus com o objetivo de ocultar sua participação na Gafisa e realizar operações dissimuladas com a Upcon.
Os procuradores remontaram um caso que aconteceu dias antes da conclusão da compra, em fevereiro de 2020. À época, a Upcon recebeu um aumento repentino de R$ 150 milhões em seu capital social e impulsionou seu valor de mercado em quase 1.400%.
O valor de mercado da Upcon era importante dentro da operação porque determinaria qual seria o montante de ações a serem repassadas da Gafisa aos controladores da Upcon. Neste caso, a Gafisa não utilizou recursos de caixa e fez a compra com o repasse de ações.
Segundo as investigações, Tanure e Benevides, sabendo que o laudo de avaliação da Upcon seria feito dali a poucos dias, aportaram dinheiro ao capital social da incorporadora para inflar o valor de mercado e aumentar o tamanho das ações a serem pagas pela Gafisa.
Para realizar a integração dos valores ao capital social, Benevides obteve um empréstimo junto à corretora Planner. Segundo as investigações, o dinheiro emprestado era, na verdade, de Tanure, que utilizou o fundo de investimento Singular Plus para internalizar as garantias dadas no negócio.
O Master, apesar de não ser denunciado no caso da Gafisa, é apontado na denúncia como um braço financeiro e operacional que permitiu a concentração acionária necessária para inflar ativos e viabilizar garantias nas operações de Tanure pelo mercado, criando um cenário de liquidez manipulada.
No início deste mês, Tanure foi alvo de buscas pela Polícia Federal na segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada inicialmente em dezembro, que apura irregularidades relacionadas ao Master.
O empresário é investidor de inúmeras empresas brasileiras, como a petroleira Prio, a rede de supermercados Dia e a Gafisa. A apuração policial investiga suspeitas de gestão fraudulenta, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.
- Por Liz Barretto/Bahia Notícias
- 29 Jan 2026
- 12:28h
Foto: Agência Brasil
Após o anúncio do Governo Federal sobre a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para bons condutores, mais de 28 mil motoristas já foram beneficiados na Bahia, segundo dados do Detran-BA obtidos pelo Bahia Notícias.
A iniciativa beneficia motoristas que não cometeram infrações de trânsito nos últimos 12 meses e que estejam cadastrados no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC). Para esse público, a renovação ocorre de forma totalmente automática, sem necessidade de exames presenciais, deslocamento aos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans) ou pagamento de taxas adicionais.
O processo é realizado por meio do sistema da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). Quando o documento vence, a atualização é feita diretamente na base nacional e disponibilizada no aplicativo da CNH do Brasil. Além da renovação do documento, os condutores beneficiados passam a receber o selo de Bom Condutor, que fica visível no aplicativo como forma de reconhecimento pelo comportamento responsável.
MUDANÇAS NA PROVA PRÁTICA
Além da medida do “Bom Condutor”, que beneficia motoristas formados, quem deseja tirar sua primeira carteira também terá novidades depois das novas regras da Resolução nº 1.020/2025 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que reformula o processo de formação de condutores em todo o país.
A norma não exige mais, de forma explícita, a realização do teste de baliza, o que fez com que alguns estados retirassem a exigência das provas práticas. São Paulo, Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Goiás já excluíram a manobra do exame oficial.
No entanto, o Detran-BA informou que não deve retirá-la da prova no estado, e vai realizar apenas uma “alteração na ordem cronológica da realização da manobra”. Agora, ela deve ser feita ao final do circuito.
Outra novidade é a utilização de carros automáticos, que serão liberados para participarem das provas práticas na Bahia após publicação do Manual Brasileiro de Direção Veicular, do Contran.
O órgão estadual não detalhou se os condutores que realizarem a prova neste tipo de veículo poderão dirigir também veículos manuais e informou que aguarda a publicação das normas pelo Contran.
- Bahia Notícias
- 29 Jan 2026
- 10:22h
Foto: Alberto Maraux / SSP-BA
O mandante de homicídios na cidade de Ipiaú estava no sistema prisional e ganhou a liberdade após ser beneficiado pela Saidinha de Natal em 2025.
O integrante da facção não retornou no dia 5 de janeiro, como foi determinado pela Justiça. Em liberdade, o criminoso passou a ordenar assassinatos de rivais.
O traficante de drogas e armas, autor também de homicídios, lavagem de dinheiro, roubos e corrupção de menores estava custodiado no Conjunto Penal de Jequié.
CAPTURA
Na tarde de quarta-feira (28), o criminoso foi localizado na localidade de Barra Grande, município de Maraú, por equipes da FICCO Bahia e das Polícias Civil e Militar.
Durante a prisão em uma pousada de luxo, o integrante de facção ofereceu R$ 300 mil para ser solto. Além dele, outros dois comparsas foram capturados.
- Bahia Notícias
- 29 Jan 2026
- 08:11h
Foto: Divulgação / Polícia Federal
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (28) a Operação Monã com o objetivo de apurar um suposto esquema de fraudes previdenciárias no Extremo Sul baiano. Três mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Porto Seguro, na Costa do Descobrimento.
Segundo a PF, pessoas que não pertencem à etnia indígena pataxó estariam recebendo indevidamente benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), como aposentadoria rural e salário-maternidade, mediante a apresentação de documentos ideologicamente falsos.
O esquema investigado era informalmente denominado por alguns envolvidos como “Green Card Pataxó”. Ainda segundo a polícia, as apurações indicam que os participantes assinavam declarações falsas para obter os benefícios previdenciários, documentos que posteriormente teriam sido validados pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).
Os beneficiários dos pagamentos irregulares, acrescenta a PF, eram obrigados a contratar empréstimos consignados, cujos valores eram posteriormente divididos entre os integrantes do esquema fraudulento. As medidas cautelares tiveram como finalidade a apreensão de documentos, dispositivos eletrônicos e outros elementos de prova considerados essenciais para o aprofundamento das investigações, a completa elucidação dos fatos e a responsabilização dos envolvidos.
Durante a ação, também foram apreendidas armas e munições de calibre restrito. Todo o material recolhido foi encaminhado à Delegacia da Polícia Federal em Porto Seguro, onde serão adotados os procedimentos legais cabíveis.
Caso as irregularidades sejam confirmadas, os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato qualificado e associação criminosa, entre outros delitos que eventualmente venham a ser identificados no decorrer das investigações. Participaram das ações a Coordenação-Geral de Inteligência do Ministério da Previdência Social, por meio da Força-Tarefa Previdenciária da Bahia, e a Força Nacional.
- Bahia Notícias
- 28 Jan 2026
- 16:37h
Foto: Rosinei Coutinho/STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, concedeu prazo de 48 horas para que o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), preste esclarecimentos sobre a Lei Estadual nº 19.722/2026, que extingue cotas raciais e mantém apenas reservas de vagas para pessoas com deficiência, estudantes oriundos da rede pública estadual e critérios exclusivamente socioeconômicos. A decisão foi publicada na última segunda-feira (26).
No despacho, o ministro também intimou a Assembleia Legislativa de Santa Catarina e a Reitoria da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) a se manifestarem sobre a aplicação da norma, especialmente em relação ao processo seletivo do primeiro vestibular de 2026. Gilmar Mendes ainda determinou que a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentem pareceres sobre o pedido de suspensão imediata da lei.
ENTENDA
O Supremo Tribunal Federal foi acionado contra a Lei nº 19.722/2026 por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) protocolada pelo PSOL, pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e pela Educafro. A ação questiona a constitucionalidade da norma por proibir políticas de ação afirmativa com base em critérios étnico-raciais em instituições de ensino superior públicas ou financiadas com recursos públicos.
Sancionada na última quinta-feira pelo governador Jorginho Mello, a lei veda a adoção de cotas raciais e outras políticas afirmativas semelhantes. Permanecem autorizadas apenas reservas de vagas destinadas a pessoas com deficiência, estudantes da rede pública estadual e critérios estritamente socioeconômicos. A norma também prevê sanções em caso de descumprimento, como aplicação de multas, anulação de processos seletivos e suspensão de repasses de recursos públicos.
- Por Manoella Smith | Folhapress
- 28 Jan 2026
- 14:45h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Um juiz federal de Minnesota, nos Estados Unidos, intimou o chefe do ICE, a agência de imigração americana, a comparecer ao tribunal nesta semana para explicar o que o magistrado descreveu como falhas repetidas no cumprimento de ordens judiciais relacionadas às operações no estado.
Segundo o juiz, o governo de Donald Trump não cumpriu as ordens de realizar audiências para imigrantes detidos pelo ICE nas operações realizadas no estado. "A paciência do tribunal chegou ao fim", afirma o juiz Patrick J. Schiltz na petição protocolada na noite de segunda-feira (26), segundo a imprensa americana.
O diretor interino do ICE, Todd Lyons, deve comparecer pessoalmente ao tribunal na próxima sexta-feira (30). Minnesota tem sido palco de embate entre o governo democrata local e a Casa Branca após dois americanos terem sido mortos a tiros por agentes federais durante operações em menos de um mês.
O juiz ameaçou instaurar procedimentos por desacato contra Lyons após, segundo o magistrado, a agência ter deixado de realizar audiências de fiança com imigrantes detidos, apesar de determinações judiciais emitidas por tribunais em Minneapolis que exigiam esse processo.
Schiltz diz que o ICE não se preparou nem tomou providências para lidar "com as centenas de pedidos de habeas corpus e outras ações judiciais que certamente" seriam apresentados à Justiça em decorrência das operações.
Manifestações em larga escala têm dominado as ruas de diferentes cidades do estado, em especial de Minneapolis, palco das operações que resultaram nos dois óbitos.
A ordem judicial ocorre logo após Trump enviar a Minneapolis o encarregado das fronteiras, Tom Homan, que deve assumir o comando do ICE na cidade -hoje, é a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, quem controla os agentes federais no local.
Segundo a imprensa americana, Trump também demitiu o comandante de operação do ICE em Minneapolis. Gregory Bovino, conhecido como um defensor da truculência das operações de deportação e por usar roupas que suscitaram comparações com trajes nazistas.
Especialistas veem Bovino como a peça central da ofensiva de Trump. Agora, ele voltará ao cargo que tinha antes do governo Trump, como oficial do CBP, a agência de proteção de fronteiras, na Califórnia.
No sábado (24), o enfermeiro Alex Pretti, 37, foi morto a tiros enquanto filmava uma operação do ICE em Minnesota. O governo Trump diz que Pretti havia ameaçado os policiais. Vídeos da cena não comprovam essa versão.
Em 7 de janeiro, a poeta Renee Nicole Good, 37, também foi morta a tiros em seu próprio carro. A Casa Branca também tentou culpá-la pelo episódio afirmando que ela teria tentado atropelar um agente -versão também contestada pelas imagens do incidente.
Em entrevista à Folha de S. Paulo, o comissário de Segurança Comunitária de Minneapolis, Todd Barnette, criticou a atuação dos agentes federais e disse que batidas, detenções e agressões conduzidas pelo ICE estão fazendo com que imigrantes revivam traumas de seus países de origem.
- Por Lucas Marchesini e Adriana Fernandes | Folhapress
- 28 Jan 2026
- 12:27h
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
O rombo causado pelo Banco Master no BRB pode ser maior do que os R$ 2,6 bilhões mapeados até o momento pelo Banco Central. Isso porque, ao ressarcir o banco estatal de Brasília, Daniel Vorcaro usou como moeda fundos com créditos inadimplentes (dívidas não pagas ou em atraso), ações que perderam valor e imóveis, que são ativos de menor liquidez.
Em novembro, o Banco Central detectou que R$ 12 bilhões em carteiras de crédito vendidos pelo Master ao BRB eram fraudados e determinou que o valor fosse ressarcido ao banco estatal de Brasília. O BRB informou que havia recuperado cerca de R$ 10 bilhões.
A investigação preliminar conduzida pelo BRB para mapear as perdas com o Master identificou que, nesse montante, estão oito fundos ligados ao banco de Vorcaro. Conforme mostrou a Folha, eles foram repassados ao BRB e hoje fazem parte do conglomerado do banco.
A reportagem identificou que esses fundos investiram em negócios imobiliários ligados à família Vorcaro, têm mais de R$ 800 milhões em créditos inadimplentes, além de papéis da Ambipar, empresa da área de resíduos sólidos que está em recuperação judicial.
Procurado, o BRB informou que "qualquer estimativa de necessidade de aporte de capital vai considerar, integralmente, todos os efeitos identificados na avaliação dos fundos e ativos repassados pelo Banco Master".
"Essa avaliação integra a apuração do Banco Central e, também, a investigação independente conduzida pelo escritório Machado e Meyer, que conta com apoio técnico da Kroll", afirmou.
Como a Folha mostrou, o BC já mandou o BRB reservar R$ 2,6 bilhões para cobrir perdas com a fraude provocada pela negociação com o Master.
O maior dos oito fundos repassados ao BRB é o Jeitto, focado em crédito, com uma carteira de mais de R$ 1 bilhão. Desse total, R$ 952 milhões estavam inadimplentes em dezembro de 2025, o que levou a um provisionamento de R$ 873 milhões (reserva de capital para arcar com potenciais perdas).
A origem desses créditos são empréstimos concedidos pelo Banco Master, e havia um contrato entre a instituição de Vorcaro e o fundo para que concessões com inadimplência superior a 90 dias fossem pagas pelo fundo, o que parou de acontecer ainda no primeiro semestre de 2025.
Diante disso, o Master notificou os fundos em outubro do ano passado "reiterando formalmente a necessidade de realização da recompra dos direitos creditórios em aberto", conforme comunicado divulgado pelo fundo.
A notificação não levou a uma regularização da situação e o fundo suspendeu a compra de qualquer direito creditório novo enquanto o impasse não se resolve.
O segundo maior fundo entre os repassados pelo Master ao BRB é o Kyra, com uma carteira de R$ 882 milhões. O valor todo tem como base ações da Ambipar, que está em recuperação judicial.
Hoje, uma ação da empresa vale R$ 0,26. Antes de a Ambipar ingressar na Justiça com o pedido para suspender o pagamento de dívidas, as ações chegaram a valer R$ 10,75. Desde então, o papel não se recuperou.
A queda se refletiu na avaliação de outro fundo repassado pelo Master ao BRB, o Texas I.
Em setembro de 2025, a carteira do fundo valia R$ 634 milhões, sendo R$ 530 milhões em ações da Ambipar. Em dezembro de 2025, o patrimônio líquido do fundo era de R$ 122 milhões. O valor da ação no último relatório não é discriminado, mas a queda aconteceu no mesmo período em que os papéis da Ambipar despencaram.
O BRB não informou a data em que o fundo foi repassado pelo Master nem o valor dos ativos na ocasião.
O terceiro fundo em valor é o Supreme Realty, focado em investimentos imobiliários, com uma carteira de R$ 737 milhões.
Desse total, R$ 264 milhões se referem a um investimento em um projeto imobiliário tocado por Nathalia Vorcaro, irmã de Daniel Vorcaro. O montante está dividido em duas empresas, a MG I Desenvolvimento Imobiliário, na qual Nathalia é diretora, e a Brazil Realty Empreendimentos.
A MG I é dona de uma outra empresa, a Minas Gerais II Desenvolvimento Imobiliário, que por sua vez detém 69,5% de um terreno denominado "Campo do Meio" com 76 mil m². Ele fica em Contagem (MG), cidade na região metropolitana de Belo Horizonte. A Brazil Realty é dona dos 30,5% restantes do terreno.
O fundo tem um investimento em outro projeto de Nathalia Vorcaro, o Mountain View, um residencial do Minha Casa, Minha Vida em Contagem estimado em R$ 388 milhões. Ele é tocado pela empresa Focus Participação, que também tem a irmã de Daniel Vorcaro como diretora.
O Master repassou outro fundo imobiliário para o BRB, o CMX Realty, que também contém projetos ligados à família Vorcaro. Do total de R$ 118 milhões do fundo, R$ 108 milhões se referem a um projeto chamado Pedra Histórica, em Brumadinho (MG).
O projeto é tocado por duas empresas, a CMX Realty e a Pedra Histórica Holding e Participações. Seus diretores participam de outros projetos tocados pelas empresas do pai de Vorcaro, Henrique Vorcaro, e Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro.
Questionado, o Master afirmou que "não houve transferência de ativos ocultos, não registrados ou fora dos critérios contábeis e regulatórios aplicáveis". "As operações realizadas seguiram os parâmetros técnicos de avaliação vigentes à época", informou.
Já o BRB acrescentou que o valor do possível aporte necessário para cobrir eventuais perdas será estabelecido após o encerramento das apurações em curso.
"Todos os ativos efetivamente cedidos ao BRB estavam registrados no balanço do Banco Master e integravam as demonstrações financeiras da instituição", informou, em nota, a instituição financeira.
"Esses ativos eram periodicamente auditados e precificados conforme metodologias formais de avaliação e de classificação de risco, previstas no manual de rating adotado pelo banco e observadas pelas instâncias de supervisão", acrescentou.
- Por Bianca Andrade/Bahia Notícias
- 28 Jan 2026
- 10:32h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
Vencedor do Globo de Ouro de 2025 na categoria Melhor Ator por 'O Agente Secreto', e indicado ao Oscar pelo mesmo papel no longa de Kleber Mendonça Filho, o ator Wagner Moura pode colocar mais uma honraria na prateleira de casa em 2026.
Um projeto de resolução foi apresentado na Assembleia Legislativa da Bahia na última semana para conceder ao artista a Comenda 2 de Julho, a mais alta honraria concedida pela Alba.
Na proposta apresentada por Fátima Nunes (PT), a deputada reforça a importância de Wagner Moura para a cultura baiana e brasileira, exaltando personagens do ator desde muito antes de ganhar o mundo com 'O Agente Secreto'.
“É inegável a contribuição deste grandioso artista para a arte, a cultura e, principalmente, para o cinema brasileiro. Wagner Moura carrega o nome da Bahia para o mundo”, afirma a deputada.
Para Fátima Nunes, o reconhecimento de Moura com a comenda reforça ainda o posicionamento firme do ator em defesa da democracia.
Criada em 1999, a Comenda Dois de Julho é conferida às pessoas que contribuem ou tenham contribuído para o desenvolvimento político e administrativo da Bahia e do Brasil.
Entre os artistas reconhecidos com o título estão Carlinhos Brown, Bell Marques, Kocó de Lordão, Manno Góes, Bela Gil, Margareth Menezes, Nelson Rufino e Chocolate da Bahia.
SOBRE WAGNER
Soteropolitano de nascimento e rodelense de criação, o artista, que foi criado no município localizado a 540km da capital, carrega com orgulho o "molho baiano" ao redor do mundo.
Wagner, que se formou em Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, decidiu seguir o caminho na arte e se tornou um dos principais representantes da cultura local para o Brasil, com papéis marcantes em produções que variaram de novelas, como 'Paraíso Tropical', séries como 'JK' e 'Sexo Frágil' e longas como 'O Homem do Ano', 'Carandiru', 'Cidade Baixa', 'Tropa de Elite', 'Saneamento Básico', 'Ó Paí Ó', além de se desafiar como diretor na produção 'Marighella', trabalho reconhecido com prêmios no cinema brasileiro.
No cenário internacional, o artista se destacou ao protagonizar a série Narcos (2015–2017), interpretando o narcotraficante Pablo Escobar. Desde então, o baiano virou referência brasileira para o mundo.
Recém-indicado ao Oscar, o baiano descobriu o fato enquanto estava em um avião e foi informado por um amigo da conquista. A cerimônia do Oscar 2026 acontecerá no dia 15 de março, no Teatro Dolby, em Los Angeles, Califórnia.
- Por Liz Barretto/Bahia Notícias
- 28 Jan 2026
- 08:51h
Foto: Agência Senado
O senador Otto Alencar (PSD) afirmou, em entrevista à Antena 1, que não apoiará a candidatura de Ronaldo Caiado caso o presidenciável migre para o PSD. A declaração acontece em meio à saída do governador de Goiás do União Brasil, confirmada nesta terça-feira (27).
Questionado por Maurício Leiro e Rebeca Menezes, no programa Bahia Notícias no Ar, o senador garantiu que seguirá com o apoio ao presidente Lula mesmo se sua sigla decidir escolher um nome para disputar à Presidência da República.
“No palanque do PSB Bahia não. Aqui na Bahia vamos apoiar com todas as letras Luiz Inácio Lula da Silva em sua reeleição e a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues. Isso já conversei com deputados federais, a maioria deles consentiram. O Kassab já sabe disso”, destacou Otto.
O senador ainda afirmou que, apesar de não ter problemas com o candidato, a decisão não foi planejada. “Não tenho nenhuma crítica a ele, mas aqui na Bahia não não vamos aceitar uma mudança de caminho de última hora”, disparou.