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Aos 93, aposentada mantém rotina de estudos e garante: 'somos poderosas'

  • 08 Mar 2017
  • 20:07h

Jultiva Oliveira dos Aflitos (Foto: Divulgação/Uneb)

A dificuldade para se locomover sozinha, consequência dos mais de 93 anos de idade, não impede que a aposentada Jultiva Oliveira dos Aflitos sempre queira dar um passo a mais na vida. A quase centenária, mãe de cinco filhos, avó de 15 netos e bisavó de outros oito, conta que tem uma vida em que busca constantemente "fugir" do sedentarismo e manter-se ativa. "Eu digo que nós, mulheres, somos poderosas. Temos que focar na vida e esquecer a idade e seus problemas. A velhice é apenas uma fase e não uma razão para ficar pensando na idade por conta de doenças ou outras coisas. Temos que simplesmente viver, encarar a vida como uma coisa natural, uma bênção de Deus", destaca. Além de fazer piltates, Jultiva tem aulas, uma vez por semana, na Universidade Aberta à Terceira Idade (UATI), programa de educação voltado a pessoas com mais de 60 anos, da Universidade Estadual da Bahia (Uneb). Ela participa de cursos técnicos há mais de cinco anos no local, junto com outros cerca de 600 idosos cadastrados. 

Eles pagam apenas uma taxa mensal de R$ 25 para custeio de materiais usados no curso. A instituição abre vagas anualmente e os interessados devem comparecer ao local para ver a disponibilidade de vagas e fazer a matrícula. "A civilização, a tecnologia têm levado a população para um desenvolvimento, mas, ao mesmo tempo, a uma vida sedentária. Antes, se pulava corda no momento das brincadeiras; hoje, tudo é feito pelo celular. Quero escapar disso, quero agitação", conta a idosa, que diz se preocupar em sempre ter uma vida "agitada", longe da poltrona e da monotomia da vida em frente à televisão, sobretudo após ter um AVC [acidente vascular cerebral] há 12 anos. Jultiva já fez oficinas de tai chi chuan, embalagem, artes plásticas, artesanato regional, expressão corporal. "É mais uma terapia. Faços os cursos uma ou duas vezes por semana. Tenho aulas de manhã e à tarde. Tem dias que começa às 9h e vai até as 16h. Como tenho dificuldade para andar, uso uma bengala pra me sentir mais segura e preciso que sempre alguém me leve de carro até a universidade. Para mim, é muito agradável fazer os cursos. Se eu estivesse somente dentro de casa assistindo TV ou lendo, estaria cansada e até mesmo depressiva", destaca.A idosa conta que se diverte muito durante as aulas e que se sente em casa ao lado dos colegas de curso, todos idosos. Atualmente, Jultiva realiza os cursos de psicologia do envelhecimento e terapia comunitária e ainda faz pilates duas vezes por semana. "Nunca é tarde para aprender as coisas e sou muito curiosa. Também é uma forma de lazer. E pretendo fazer [os cursos] até quando continuar aguentando a andar. Não posso ficar parada", destacou. Natural de Salvador, onde criou também todos os filhos (uma mulher, que hoje é professora de geografia, e quatro homens, sendo um empreendedor, dois sargentos da Marinha e um engenheiro) Jultiva diz que nunca fez faculdade -- somente concluiu o segundo grau. A mãe era professora e sempre a incetivou a fazer Direito, mas ela conta que a vida a "jogou" para outros rumos. "Eu era comerciante e concluí só o Ensino Médio. Eu até tinha planos de fazer facudade de Direito, mas não fiz, preferi me casar e cuidar da minha família. Aí, virei dona de casa e passei a vida fazendo cursos avulsos para distrair", conta a mulher, que mora atualmente no bairro de Pernambués, em Salvador. Jultiva está viúva desde 1983, quando o homem com quem foi casada há 25 anos morreu vítima de infarto. "Ele era dois anos mais novo que eu e também sempre me incentivava a estudar e fazer meus cursos. Fiz diversas oficinas durante a vida em associações religiosas ao mesmo tempor que cuidava da família. Também fazia muitos trabalhos voluntários na igreja. Ensinava também cursos de corte e costura e bordado para pessoas carentes", lembra a mulher, que é católica. A idosa diz que consegue lidar com problemas de saúde como diabetes e hipertensão, mas afirma que se sente muito bem. "Está tudo controlado. Já tive AVC [acidente vascular cerebral] também, quando tinha 81 anos, mas não ficou nenhuma sequela. Quando entrei na terceira idade fiquei sedentária até os 80 anos e decidi mudar isso", diz. Com tanta disposição, cada ano a mais de vida é comemorado com festa pelos parentes. "Menino, você precisa ver a festa que eles fazem para mim no meu aniverário. No último [dia 30 de setembro de 2016], foi uma comemoração grande que contou com mais de 200 pessoas, entre familiares e parentes", destacou.

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Após 15 anos, mulheres continuam sendo minoria nos cursos universitários de ciência

  • 08 Mar 2017
  • 19:17h

Elisa Orth é cientista na UFPR e busca encontrar alternativas para combater o excesso de pesticida que é usado nos alimentos (Foto: Divulgação/L'Óreal)

As mulheres representam 60% das pessoas que concluíram cursos superiores no Brasil em 2015, de acordo com o Censo da Educação Superior. No entanto, quando são considerados apenas os cursos relacionados às ciências (biologia, farmácia, engenharias, matemática, medicina, física, química, ciência da computação, entre outros), a participação feminina cai para 41% - índice que não registra aumento desde 2000. Considerando isoladamente os cursos de engenharia, o desequilíbrio entre homens e mulheres é ainda maior: dos 81.194 estudantes que se formaram em 2015 no país, 29,3% são do sexo feminino e 70,7%, do masculino. Nesse segmento, apesar da desproporção, houve avanço nos últimos anos: em 2000, as meninas representavam 22,1% dos concluintes de engenharia. Especialistas também comentam as razões de ainda existir desigualdade de oportunidades.

Brincadeira de menino, profissão de menino

Na adolescência, as mulheres continuam enfrentando os rótulos: as “brincadeiras de menino” viram “profissões de menino”. Thalita Pinheiro, de 17 anos, é estudante de escola pública em São Paulo e quer cursar engenharia civil – mas sua família crê que ela deveria seguir a carreira de pedagoga. “A gente aprende a ser dona de casa, não a construir a casa. Foi difícil discordar dos meus pais, mas desde que conheci laboratórios, tive a certeza de que era ali onde eu queria estar”, afirma a menina. Ela faz um curso de desenho online e, três vezes por semana, tem aulas de edificações em uma escola técnica. Para enfrentar o preconceito, Thalita conta com o apoio do professor de matemática. “Ele procura cursos para mim e me mostra que é possível. Eu não ouvi de ninguém que engenharia poderia ser para mulher também – e isso me fez falta. Meu colega diz que sou frágil, que não vou me adaptar. Mas sei que tenho capacidade”, diz. A escola e a família são elementos importantes para incentivar as meninas a entenderem que podem seguir qualquer carreira – inclusive as de ciência. Jamile Falcão, de Fortaleza (CE), teve o apoio de ambas para ser a única menina medalhista de ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) 2016, aos 14 anos. Ao todo, foram distribuídas 22 medalhas de ouro naquela edição da OBM. Ela conta que tinha dificuldade em entender os enunciados dos problemas matemáticos, mas recebeu ajuda da irmã mais velha e “as coisas começaram a fazer mais sentido”. “Queria participar de olimpíada, mas minha escola em Pacaju (interior do Ceará) não demonstrou interesse em me apoiar. Então fui morar com as minhas irmãs em Fortaleza e a escola nova fez toda a diferença. Os professores tiram dúvidas e não cultivam diferença de gêneros”, conta.Jamile ainda não sabe se quer seguir a carreira de engenharia ou de medicina – mas diz já perceber que enfrentará preconceito. “Tento ignorar e caminhar para frente. A sociedade ainda tem esse comportamento de dizer que só garoto consegue as coisas, como se ser menina fosse alguma limitação. Tive a sorte de crescer em uma família que não cultivou isso. Nem todas as minhas amigas têm essa liberdade”, completa.

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Brumauto: Aplique seu fundo na garantia de um Volkswagen

  • 08 Mar 2017
  • 18:24h

Conquista: Jornalistas citados no processo movido Herzem Gusmão convocam coletiva de imprensa

  • BDM
  • 08 Mar 2017
  • 17:19h

Em um comunicado, os jornalistas Paulo Nunes, do Blog do Paulo Nunes, e Frarley Nascimento, do Blitz Conquista, convocaram a imprensa para uma coletiva nesta quinta-feira.O convite ocorre diante dos últimos acontecimentos envolvendo uma suposta invasão à Secretaria de Finanças de Vitória da Conquista, denunciada nos dois veículos. No último sábado (4), o prefeito Herzem Gusmão disse que iria processar os jornalistas que publicaram a denúncia, ao que ele chamou de “inverdades caluniosas”. A coletiva ocorre na tarde desta quinta-feira (9), quando eles pretendem reafirmar as acusações e esclarecer o caso. Segue a íntegra do convite:

Prezados. Diante dos últimos acontecimentos e principalmente da fala do Sr. Prefeito municipal sobre a  ” invasão” do prédio da SEFAZ, os jornalistas   Frarley Nascimento e Paulo Nunes, convidam a todos constantes nesse email assim como os demais jornalistas da cidade que desejarem ouvi-los sobre esses episódios, que compareçam ao escritório do BLOG do Paulo Nunes, na (…) amanhã  (quinta-feira, 9) às 15 horas, momento em que responderão a todas as indagações dos colegas, sem nenhum temor, principalmente porque entendem, que a verdade é absoluta e jamais deve ceder um centímetro para a mentira, mesmo que ameaças retaliações ou qualquer coisa desse tipo surja.

Taisan Auto: Parabéns Mulheres!

  • 08 Mar 2017
  • 16:38h

FGTS: Caixa já iniciou transferência de conta inativa para saques de março

  • 08 Mar 2017
  • 16:13h

A Caixa Econômica Federal já começou a transferência do dinheiro das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quem pode sacar os recursos em março, ou seja, para os nascidos em janeiro e fevereiro. Os valores precisam, primeiro, ser debitados da conta do FGTS e transferidos para a Caixa Econômica. A liberação para os clientes seguirá o calendário de saques divulgado pelo governo. "Como o volume é expressivo a ser liberado, logo depois do carnaval nós começamos a fazer gradualmente os débitos na conta do FGTS para as contas inativas com liberação em março", disse diretor executivo do FGTS da Caixa, Valter Nunes , durante transmissão ao vivo no Facebook do banco. Por causa disso, o dinheiro aparece zerado no extrato de alguns trabalhadores.

 "É porque o dinheiro saiu da base do FGTS e foi para a base da Caixa para que possa ser sacado pelo beneficiário (na hora)", explicou. Outras pessoas estão visualizando a seguinte mensagem na consulta do saldo: “Sua conta inativa está em processo de liberação para a data do seu calendário”. Isso ocorre porque o dinheiro já está no processo de ser liberado, segundo a Caixa Econômica. O saque das contas inativas do FGTS começa nesta sexta-feira (10) para os beneficiários nascidos nos meses de janeiro e fevereiro. O cronograma de saques se estende até o dia 31 de julho e varia de acordo com a data de nascimento dos trabalhadores. De acordo com a Caixa Econômica Federal, 4,8 milhões de beneficiários têm direito ao saque das contas inativas já neste mês, totalizando cerca de R$ 6 bilhões. A Caixa explica que a rotina normal de liberar o dinheiro do FGTS é de cinco dias úteis. No caso das contas inativas, o banco já está agilizando a liberação do dinheiro para que seja automática no momento em que o beneficiário for até a agência sacar o recurso. Se esse procedimento não fosse feito, uma pessoa que fosse até a Caixa pedir o dinheiro numa segunda-feira só conseguiria sacá-lo na sexta-feira, por exemplo. A assessoria de imprensa do banco ressalta que essa antecipação do crédito só é feita para as pessoas que não têm problemas de inconsistência nas informações no cadastro do FGTS. As agências da Caixa Econômica Federal vão abrir neste sábado (11) e em outros três durante o calendário de saques para atender somente os casos de interessados em sacar o dinheiro ou obter informações sobre as contas inativas. Os demais sábados serão 13 de maio, 17 de junho e 15 de julho. Serão 1.891 agências abertas das 9h às 15h. A relação das agências consta no site. Tem direito a sacar o dinheiro do FGTS quem pediu demissão ou foi demitido por justa causa até 31/12/2015. Uma conta fica inativa quando deixa de receber depósitos da empresa devido à extinção ou rescisão do contrato de trabalho. O trabalhador deve estar afastado do emprego pelo menos desde o fim de 2015. O trabalhador, no entanto, não pode sacar o FGTS de uma conta ativa, ou seja, que ainda receba depósitos pelo empregador atual. De acordo com o governo, são mais de R$ 43 bilhões parados nessas contas inativas e o governo calcula que, desse total, R$ 34 bilhões serão sacados pelos trabalhadores. Segundo a Caixa, as pessoas que não conseguirem fazer a retirada do dinheiro até 31 de julho não conseguirão fazer o saque em outra data.

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Feliz dia Internacional da Mulher!

  • 08 Mar 2017
  • 15:40h

Bahia: Adolescente é apreendida após entrar vestida de médica e tentar matar rival em hospital

  • 08 Mar 2017
  • 15:18h

Uma adolescente de 16 anos foi detida e conduzida à Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI), na última segunda-feira (6), em Salvador.Ela foi flagrada circulando no Hospital Roberto Santos vestida com um jaleco branco e com uma faca do tipo peixeira. De acordo com a polícia, funcionários do hospital acionaram uma guarnição da 23ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) ao verem a garota armada andando pelos corredores da maternidade, que fica no terceiro andar do prédio. Ouvida pela titular da DAI, a delegada Claudenice Mayo, a adolescente confessou que tinha a intenção de matar a mulher de um traficante que teve um bebê e se encontrava naquele setor do hospital. Ainda segundo a polícia, a adolescente seria usuária de drogas e teria contado que tinha sido ameaçada de morte por um outro traficante, conhecido como Fuinha, caso não cometesse o crime. Ela foi apresentada ao Ministério Público (MP) para adoção de medidas socioeducativas. // Metro1.

Brumauto: Uma homenagem a todas as mulheres

  • 08 Mar 2017
  • 14:50h

Polícia apura ataques à cantora Daniela Mercury nas redes sociais

  • 08 Mar 2017
  • 08:10h

Daniela Mercury é hostilizada nas redes sociais após mal-entendido com foliões no carnaval de Salvador (Foto: Reprodução/Facebbok)

A Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) informou por meio de nota na noite desta terça-feira (7) que apura ataques a cantora baiana Daniela Mercury nas redes sociais. Segundo a assessoria da cantora, ela foi xingada e ameaçada em comentários no facebook após um mal-entendido com os foliões no carnaval de Salvador. A assessoria detalhou que no dia 28 de fevereiro, na terça-feira de carnaval, durante o desfile do trio de Daniela, no circuito do Campo Grande, a cantora teria encerrado a apresentação próximo a um camarote da Polícia Militar e os foliões entenderam como um protesto à PM. Por ter parado de tocar, a cantora foi vaiada e xingada. Por meio de nota, a assessoria da cantora explicou que ela parou de cantar na altura do quartel da corporação, após um fiscal de pista da Empresa Salvador Turismo (Saltur), que organiza o carnaval de Salvador, informar que o trajeto deveria terminar naquele ponto. 

A cantora então, desceu do trio para celebrar com os músicos, sem se dar conta de que havia um camarote à frente, nem que era da PM. A gritaria ao redor do trio teria chamado atenção da cantora, que imaginou se tratar de uma briga. Ao observar o que estava acontecendo e ter sido surpreendida por xingamentos, Daniela teria pedido para que o áudio fosse novamente ligado e cantou por mais 30 minutos. O presidente da Saltur, Isaac Edington, relatou outra versão sobre o encerramento da apresentação da cantora, mas reforçou que a situação foi um mal-entendido. Explicou que quando o trio dela se aproximava da região dos Aflitos, próximo ao camarote e quartel da PM, Daniela terminou a apresentação pois era o local onde ela pegaria a van da produção onde deixaria o circuito. "A equipe [de Daniela] começou a desligar o trio porque a van estava se aproximando de onde ela estava. Só que o veículo ficou parado em uma barreira [para veículos] e não conseguiu chegar ao trio. Nesse tempo, as pessoas começaram a hostilizar ela. Ainda assim, depois da situação ela voltou e cantou, mas de forma nenhuma Daniela se recusou a tocar na frente de alguém, muito pelo contrário, ela uma artista que faz o percusso completo", disse Edington. Após a situação no circuito do carnaval, Daniela ainda foi hostilizada na internet. Em uma das postagens da cantora no facebook haviam comentários do tipo: "Mais respeito à PM", "Ela vai precisar. Espera que a vida ensina". Conforme a assessoria de Daniela, chegou a ter postagem contra a cantora como: "Quando você for estuprada, chama o Batman para te ajudar". Apesar das agressões teve quem saísse em defesa da cantora e argumentou: "Vocês foram procurar o que realmente aconteceu?", escreveu. Por conta das mensagens contra a cantora, o Grupo Especializado de Repressão aos Crimes por Meios Eletrônicos ficará a frente do caso. A SSP informou ainda, que a Polícia Militar está solidária à cantora e que pretende realizar um encontro com ela e a esposa, Malu Verçosa, na próxima semana. Ainda segundo a SSP, o comandante-geral da PM, coronel Anselmo Brandão, e o delegado-geral da Polícia Civil, Bernardino Brito, também participarão do encontro. De acordo com a assessoria da cantora, Daniela espera que os autores das falsas acusações e das agressões homofóbicas e machistas sejam identificados e punidos pela lei.Desfile do dia 28 Na terça-feira de carnaval, Daniela Mercury puxou um trio sem cordas no circuito do Campo Grande, em Salvador. Ela homenageou o pintor Pablo Picasso e desfilou com pinturas pelo corpo e no rosto. Durante uma parte do percurso, ela ainda coloriu a avenida ao jogar um pó colorido na multidão. A cantora Marcia Castro participou do trio como convidada especial. Daniela também fez um dueto com MC Beijinho, cantando o hit "Me Libera Nega".

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Mulheres ganham menos do que os homens em todos os cargos, diz pesquisa

  • G1
  • 08 Mar 2017
  • 07:06h

As mulheres ganham menos do que os homens em todos os cargos. É o que aponta pesquisa salarial da Catho que avalia 8 funções, de estagiários a gerentes. A maior diferença é no cargo de consultor, no qual os homens ganham 62,5% a mais do que as mulheres. A pesquisa da Catho foi divulgada nesta terça-feira (7), véspera do Dia da Mulher. Para cargos operacionais, a diferença entre os salários chega a 58%, e para especialista graduado é de 51,4%. Completam o ranking: especialista técnico (47,3%), coordenação, gerência e diretoria (46,7%), supervisor e encarregado (28,1%), analista (20,4%), trainee e estagiário (16,4%) e assistente e auxiliar (9%). Essa disparidade entre os gêneros também pode ser observada na análise da renda da população. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a renda média nacional do brasileiro é de R$ 2.043, mas os homens continuam recebendo mais. Enquanto eles ganham, em média, R$ 2.251, elas recebem R$ 1.762 (diferença de R$ 489). “Ao longo dos anos, isso pouco mudou. É uma diferença de 70%, que pode estar nas escolhas ocupacionais – há mais médicos homens do que enfermeiros homens, por exemplo - e tem também porque as oportunidades são diferentes. A quantidade de cargos gerenciais, por exemplo, é menor entre as mulheres. Apesar de estarmos em 2017, a gente tem toda uma diferença”, disse o coordenador do IBGE.

Em 2 anos, parlamentares questionam decisões do Congresso 45 vezes no STF

  • 07 Mar 2017
  • 20:13h

(Foto: Reprodução)

Embora sejam comuns as críticas de parlamentares de que o Poder Judiciário interfere no processo legislativo, deputados e senadores acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) ao menos 45 vezes nos últimos dois anos, com pedidos para que a Corte decida sobre assuntos internos do Congresso Nacional. O G1 levantou no sistema do STF o número de vezes em que os congressistas entraram com processos desse tipo na atual legislatura, iniciada em 2015. Em média, os deputados e senadores abriram uma ação no Supremo a cada 16 dias questionando decisões tomadas dentro do próprio Congresso. Em discurso no dia em que foi reeleito presidente da Câmara, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) fez críticas à judicialização de questões internas da Casa. Somente contra a candidatura à reeleição dele, foram abertos cinco processos diferentes. "Muito se fala em independência, mas, mais uma vez, o ator principal da nossa eleição foi o Poder Judiciário e, por incrível que pareça, por decisão dos próprios políticos", disse Maia, no dia 2 de fevereiro. 

"Todas as nossas decisões acabam sendo levadas ao Judiciário", completou em tom de crítica. Os apelos feitos à Justiça envolvem diversas áreas: são questionados ritos de votação, funcionamento de comissões, tramitação de projetos, representatividade de partidos, abertura de CPIs, legitimidade do presidente da Casa, entre outros. O Supremo Tribunal Federal é o guardião da Constituição. Com base nesse princípio, os parlamentares formulam as ações com o argumento de que o texto constitucional foi ferido ou interpretado de forma equivocada. Em um caso recente, de ação aberta por deputados do PT e do PCdoB para tentar impedir a tramitação da proposta que criou um teto para o gasto público, o relator do processo, ministro Luis Roberto Barroso, usou a própria decisão para tecer uma crítica sutil. "Esta não é uma questão constitucional, mas política, a ser enfrentada com mobilização social e consciência cívica, e não com judicialização", escreveu na peça jurídica, em outubro do ano passado, ao negar o pedido feito pelos parlamentares.

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2,5 milhões de mulheres deixam de se declarar pretas e pardas, diz IBGE

  • 07 Mar 2017
  • 19:10h

(Foto: Reprodução)

Faltam 2,5 milhões de mulheres pretas e pardas no Brasil. Esse é o número total de brasileiras que deveriam deixar de se declarar brancas para que, estatisticamente, os números retratassem a mesma proporção racial dos homens, destaca o jornal O Estado de S. Paulo. Como é o próprio indivíduo que declara ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a cor de sua pele, os dados revelam que na verdade as brasileiras têm mais dificuldade em se identificar como pretas e pardas do que os brasileiros. Recorte feito pelo Estadão Dados nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) mostra que, historicamente, as mulheres declararam ser mais brancas que o sexo oposto. Essa diferença se manteve mesmo durante o impressionante crescimento do número de brasileiros que afirmava ser pardo ou preto na última década - a proporção subiu de 45% para 55% de 2001 para 2015, data da última pesquisa. 

Hoje, 53% das mulheres se declaram não brancas, ante quase 56% dos homens. Essa diferença de quase 3% pode parecer pequena, mas impressiona quando traduzida para números absolutos. Se as mulheres declarassem a raça do mesmo jeito que os homens, seriam ao menos 2 milhões pardas e 500 mil pretas a mais na população brasileira. A estimativa é conservadora, pois, como a probabilidade de nascerem homens e mulheres é a mesma dentro de uma mesma raça e a mortalidade de homens não brancos é mais alta do que a de brancos, o esperado seria que a proporção de pretas e pardas entre as mulheres fosse ainda maior. "A comparação é interessante, e eu não conheço estudos que falem da diferença por sexo na classificação por cor ou raça", diz o pesquisador da Coordenação de População e Indicadores Sociais do IBGE Leonardo Athias. Ou, em outras palavras: não há pesquisa suficiente no Brasil para conseguir entender exatamente por qual motivo as mulheres parecem ter tendência de se imaginarem, na média, mais brancas do que são.A literatura acadêmica sobre a declaração racial no Brasil ganhou corpo na última década, quando o número de brasileiros declarados não brancos aumentou de maneira consistente. O crescimento acentuado, principalmente em faixas etárias mais altas, deixou pouca dúvida sobre sua origem: o que estava mudando não era a cor de pele dos brasileiros, mas sim como eles se veem e de qual raça dizem ser. Questão cultural Outros dados da Pnad dão algumas pistas na direção de que a principal explicação para a diferença desse processo entre homens e mulheres é também cultural. Em Estados do Norte e do Nordeste como Rondônia, Piauí, Roraima e Bahia, é praticamente igual a proporção de brancos, pretos e pardos entre homens e mulheres. Já em alguns Estados do Sul e do Sudeste, como Santa Catarina, Paraná e Rio, há uma diferença bem maior entre raças que cada sexo declara. A diferença também diminui de acordo com a escolaridade. Quanto mais anos de estudo a mulher tem, maior a chance de ela se declarar não branca. A maior diferença proporcional entre mulheres e homens que se declaram brancos está justamente no grupo que não acabou o ensino fundamental: as brancas têm 3,2 pontos porcentuais a mais. Mas, entre a população com curso superior completo, o gráfico se inverte - 26% das mulheres declararam ser negras ou pardas, número que é superior aos 23% referente aos homens dessa escolaridade. Para entender melhor o processo de transformação na percepção da própria raça, o jornal O Estado de S. Paulo ouviu mulheres que viveram essas mudanças ou são símbolos para esse grupo e perguntou o que poderia explicar a diferença entre homens e mulheres na hora de declarar sua raça. A resposta foi praticamente unânime. "É difícil para a mulher assumir-se preta ou parda. Há um discurso cultural dominante, uma construção do padrão de beleza com base em um embranquecimento", avaliou a jornalista Viviane Duarte, criadora do projeto Plano Feminino. "A mulher negra está na base da pirâmide social, por ser mulher e por ser negra. É natural que ela tente se afastar dessa imagem", avalia a advogada Mayara Souza, fundadora do grupo Negras Empoderadas. "Ser mulher negra neste País é muito difícil. Entendo profundamente as pessoas que tentam se aproximar de uma realidade que não é delas", comenta a atriz Taís Araújo, que já foi vítima de racismo e acompanha o movimento de mulheres negras em busca do reconhecimento da própria identidade. 

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Estudantes da rede estadual descobrem que extrato da erva-cidreira pode matar larvas do Aedes aegypti

  • Ascom/Educação
  • 07 Mar 2017
  • 18:04h

(Foto: Divulgação)

Muito além de suas propriedades medicinais já conhecidas – como calmante, diurética e expectorante –, a erva-cidreira ganhou uma outra notoriedade pelas mãos das estudantes Júlia Fagundes e Sandy Marques, ambas 17 anos. Ao cursarem o 3º ano no Colégio Estadual Rolando Laranjeira, no município de Santa Maria da Vitória, no Oeste baiano, elas desenvolveram uma pesquisa em sala de aula e descobriram que a Lippia alba (erva-cidreira brasileira), existente em abundância na região, pode matar a larva do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da Dengue, Zica e Chikungunya. Pelo alcance social, baixo custo e por não causar nenhum prejuízo à saúde, o projeto ‘A propriedade larvicida do óleo essencial da erva-cidreira brasileira’ acabou sendo selecionado para a 15ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE), que acontece durante os dias 20 e 27 de março, na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). Ao todo, seis projetos da rede estadual serão apresentados no evento, destacando as experiências desenvolvidas no âmbito do projeto Ciência na Escola, da Secretaria da Educação do Estado da Bahia. O projeto ‘A propriedade larvicida do óleo essencial da erva-cidreira brasileira’ foi desenvolvido em sala de aula e em campo. 

A estudante Júlia Fagundes fala sobre a experiência. “Desenvolvemos uma pesquisa sobre plantas existentes em Santa Maria da Vitória, como a erva-cidreira, o manjericão e a arruda, e, através dos óleos essenciais retirados destas espécies, fizemos testes com as larvas do A. aegypti. Comprovando, por fim, que a folha da erva-cidreira contém propriedades larvicidas, promovendo assim meios mais naturais de combatê-las”, relata. De acordo com a pesquisa, o óleo essencial da Lippia alba – onde se encontram as propriedades larvicidas – é de fácil extração, tornando a técnica barata e acessível. Para se ter uma ideia, para extrair o óleo essencial do material vegetal, as estudantes construíram um destilador simples, com a utilização de materiais reciclados, como copos acrílicos (para formar o condensador); mangueira de nível (para transporte do óleo essencial); lâmpada (recipiente onde foi aquecido com água o material vegetal); T de PVC (fazendo a ligação da mangueira com a lâmpada); rolha de cortiça (para lacrar um dos lados do T); lamparina (para aquecer a solução) e lata de leite ninho.  

Eficácia da erva-cidreira – Com os testes realizados, a partir desta tecnologia social, as estudantes concluíram que a propriedade larvicida presente no óleo essencial da erva-cidreira brasileira apresenta-se mais eficaz que o larvicida artificial. A professora de Biologia Sílvia de Araújo Silva, orientadora do projeto, conta que o mais interessante do trabalho, além da sua importância social, foi a identificação dos estudantes com a pesquisa. “Foi uma experiência muito gratificante e estimulante para toda a comunidade escolar. Testemunhá-los agregando e construindo conhecimentos foi um momento ímpar para mim, como educadora”, revela, afirmando que não há propostas de comercialização do produto natural. A estudante Sandy Miranda comemora o reconhecimento nacional do projeto de iniciação científica e fala sobre as expectativas para a participação na FEBRACE. “Com este trabalho, passei a ter um olhar mais apurado para as Ciências, para a pesquisa. Não esperava que iríamos tão longe, porque trabalhos do país inteiro foram observados, embora o nosso tenha abordado um problema. Estou muito grata por este reconhecimento e, no momento, vivo um misto de ansiedade e felicidade com a aproximação da viagem para participar da FEBRACE 2017, em São Paulo”, conta.  

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Mais Futuro: Inscrições para auxílio permanência e estágio encerram no dia 31

  • 07 Mar 2017
  • 16:56h

Estudantes podem se candidatar até o dia 31 de março (Foto: Luka Santos/G1)

Os editais do programa Mais Futuro, que concede auxílio a estudantes de universidades estaduais baianas e vagas de estágio, foram publicados nesta terça-feira (7) no Diário Oficial do Estado (DOE). As inscrições para o auxílio permanência ou à seleção de estagiários devem ser feita no site do programa (clique aqui) até o dia 31 de março. O prazo não será prorrogado. O auxílio tem valor de R$ 300, para universitários que estudam em uma instituição distante até 100 quilômetros de sua cidade de origem; ou de R$ 600, para alunos de cidades situadas a mais de 100 quilômetros do campus. O benefício será concedido desde o primeiro semestre até o estudante completar dois terços do curso. No terço final da graduação, os beneficiários terão a opção de ocupar vagas de estágio de nível superior em órgãos e secretarias do governo. Os estudantes na fase final do curso que atendam os critérios do programa também podem ingressar na fase do estágio. A meta é beneficiar 9 mil universitários em situação de vulnerabilidade econômica. Parte do programa Educar para Transformar, o “Mais Futuro” receberá um investimento de cerca de R$ 50 milhões até o fim de 2018.