Recurso impetrado pelo prefeito Eduardo Vasconcelos e por Édio Pereira é acatado por unanimidade pelo TRE em processo de cassação

  • Brumado Urgente
  • 27 Abr 2020
  • 16:22h

Eduardo e Édio Pereira foram absolvidos por unanimidade (Foto: Brumado Urgente Conteúdo)

O prefeito Eduardo Vasconcelos e seu vice Édio Pereira foram absolvidos no início da tarde desta segunda-feira (27) por unanimidade pela corte do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), que manteve os respectivos mandatos. A ação que foi movida pelo MPE, teve o recurso impetrado pelo gestor e vice, já que houve a cassação em primeira instância na 90ª Zona Eleitoral, em Brumado. O parecer da Procuradoria Regional Eleitoral da Bahia (PRE-BA), que já tinha opinado pela manutenção dos cargos, era um forte indicativo da absolvição. Com isso Eduardo Vasconcelos pode seguir seu planejamento eleitoral sem qualquer impedimento.

Projeto de Lei 010/2020 do Executivo é aprovado com emenda que autoriza fiscalização por parte dos vereadores

  • Ascom | CMB
  • 27 Abr 2020
  • 15:30h

Os 4 vereadores da situação votaram contrários à emenda (Foto: Ascom | CMB)

A abertura de créditos adicionais por parte dos municípios brasileiros para o enfrentamento da Covid-19 vem sendo adotada em todo país, onde diversas ações poderão ser implementadas com o reforço do fluxo orçamentário. Em Brumado o Poder Executivo enviou para a Câmara de Vereadores o Projeto de Lei 010/2020, o qual concede a autorização ao chefe do Poder Executivo a abrir crédito adicional ao Orçamento de 2020 para atender as ações emergências de combate ao novo coronavírus. O PL teve uma ampla discussão na sessão desta segunda-feira (27), a qual foi inflamada com a colocação de uma emenda por parte da oposição que hoje tem maioria absoluta na Casa. A emenda preconiza o requerimento contínuo das informações e contratos e aditivos efetuados da situação de emergência e calamidade pública causadas pela Covid-19, ou seja, uma fiscalização totalmente liberada. O PL foi aprovado por unanimidade e a referida emenda foi aprovada por maioria absoluta com 4 votos contrários dos vereadores de situação, o que desagradou os componentes do bloco que, agora mais enfraquecido, alega que isso iria engessar as ações da administração municipal num momento tão complicado de enfrentamento da doença. Os vereadores de oposição, que hoje, ao contrário de antes, são maioria, justificaram que a emenda vem garantir o direito precípuo dos parlamentares que é fiscalizar.

Aracatu: município registra os primeiros dois casos positivos de Covid-19; aglomerações foram registradas na cidade nos últimos dias; veja vídeo

  • Brumado Urgente
  • 27 Abr 2020
  • 13:54h

Aracatu estaria registrando os dois primeiros casos da Covid-19 (Fotocomposição:; Brumado Urgente)

O município de Aracatu, que conta com cerca de 15 mil habitantes e que fica localizado na região sudoeste a cerca de 40 quilômetros de Brumado, segundo informações divulgadas e confirmadas pelos familiares, registrou, nessa segunda-feira (27) os seus dois primeiros casos positivos da Covid-19. Segundo apurações feitas pela equipe do Brumado Urgente, um casal que reside na cidade testou positivo para a doença. A informação foi assegurada por uma publicação pelo próprio filho do casal nas redes sociais que citou que “infelizmente meu pai e minha mãe testaram positivo para a Covid-19. Vamos nos apegar com Deus e cuidar deles agora”. Buscando contato com a secretaria de saúde, mas não obtivemos êxito. Segundo fontes consultadas os dois já foram colocados em isolamento e todos os parentes, amigos e possíveis infectados estão sendo monitorados e, caso venham a apresentar sintomas, serão imediatamente colocados em isolamento também. Não se sabe ainda se existe o risco de contágio comunitário, mas, as recomendações para o uso de máscara e das outras medidas protetivas não estaria sendo observadas de forma plena pela população de Aracatu, a qual não está respeitando o distanciamento social de acordo com um vídeo enviado à nossa redação as aglomerações estavam num nível muito alto, o que aumenta muito os riscos de contágio do novo coronavírus. 

Detran-BA inicia emissão do documento de licenciamento de veículo pela internet

  • por Glauber Guerra I BN
  • 27 Abr 2020
  • 12:30h

Foto: Reprodução Detran-BA

O Departamento Estadual de Trânsito (Detran-BA) iniciou nesta segunda-feira (27) a emissão do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) pela internet.  O documento será baixado gratuitamente no celular e terá a mesma validade da versão impressa. A versão impressa e a segunda via do documento deixarão de existir. Porém, a pessoa poderá fazer uma cópia do CRLV em papel comum, caso queira.  A mudança atende a deliberação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) nº180/19, que estabelece a substituição do CRLV pela via eletrônica, CRLV-e. O documento impresso via internet possui um QR Code. Isso garante a autenticidade, e pode ser apresentado às autoridades de trânsito durante fiscalização.

Para ter acesso ao documento digital no celular, a pessoa deverá fazer o cadastro no site do SAC Digital (acesse aqui), clicar em CRLV-e e digitar o número o número do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam). Para pessoa jurídica, será necessária informar a placa do veículo, caso a empresa não possua certificado digital.  “Agora, a renovação anual do licenciamento do veículo já nasce digital. Acabamos com a impressão e o envio do CRLV pelos Correios e a possibilidade de buscar o documento em nossas unidades, o que consumia um volume importante de recursos. Trocamos por economia, mais segurança e facilidade para o cidadão, em tempos de coronavírus e seu isolamento social", disse o diretor-geral do Detran-BA, Rodrigo Pimentel.

Brumado: Comércio bastante movimentado neste primeiro dia de ‘pós-quarentena’

  • Redação I Brumado Urgente
  • 27 Abr 2020
  • 11:02h

Foto: Laércio de Morais I Brumado Urgente

A equipe do Brumado Urgente registrou na manhã desta segunda-feira (27), um comércio bastante movimentado nas principais ruas da cidade. O que já é visto para muitos como um alívio, depois da grande quantidade de dias de comércio fechado. E ainda pôde observar que a grande maioria da população está seguindo as orientações do governo municipal quanto ao uso das máscaras. O que pode ser decisivo para a não proliferação acentuada da Covid19 em Brumado. Outro ponto que chamou à atenção da equipe do BU, são as enormes filas que se formam em torno dos bancos e casas lotéricas, entretanto, pôde-se observar que grande parte da população que estavam em tais filas estão seguindo as medidas de proteção recomendadas.

Foto: Laércio de Morais I Brumado Urgente

Bahia deve replicar modelo do Pará na contratação de médicos cubanos

  • BN
  • 27 Abr 2020
  • 10:21h

Foto: Reprodução I Agência Brasil

A secretaria estadual de Saúde da Bahia avalia a contratação de médicos cubanos para reforçar suas fileiras no combate ao coronavírus. A ideia é replicar o projeto do governo do Pará, onde 86 médicos cubanos já foram contratados, e, até sábado (25), 50 deles já haviam começado a trabalhar. 

De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, foram contratados profissionais que permaneceram no Brasil e ainda não foram reinseridos no programa Mais Médicos.

Além da Bahia, estudam replicar do projeto do governador Hélder Barbalho, Paraná, Goiás e Mato Grosso do Sul. 

Em meio à crise, empresas investem em presença online

  • Redação
  • 27 Abr 2020
  • 08:31h

Anúncios pagos em redes sociais, lives, e-commerce e ações de relacionamento são apostas para manter-se no mercado | Foto: Reprodução

Em meio à atual crise que envolve as mais diversas atividades econômicas, ‘oportunidade’ tem sido a palavra-guia de empresários por todo o mundo. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm), a alta movimentação no comercio online em 2020, pode ser a chave para comerciantes retomarem a clientela. Impulsionado pelo contexto da pandemia de coronavírus (Covid-19), as demandas online como delivery por aplicativo, lives, teleconferências e até a requisição de influencers digitais têm crescido. Isso porque o número de internautas também tem aumentado. Segundo estimativas das operadoras de telefonia, neste período houve um aumento médio de 40% no tráfego de internet por causa da quarentena. Com um público de oportunidade a ser explorado, a analista da Agência Intermídias e consultora de marketing, Alessandra Carvalho, lembra que consumidores no mundo todo continuam a ter necessidades, entretanto, a maneira como se dá essa relação de oferta e demanda saiu do físico para o virtual. “Diante do confinamento, o consumo online tem crescido disparadamente. A perspectiva é que chegue a aumentar entre 40% a 50% o consumo de mídias digitais, tanto em forma de conteúdo, como serviços. Essa mudança da clientela para o digital pede que empresas também transfiram suas iniciativas para lá, disponíveis para atender as demandas através de meios virtuais”, explica. Com experiência no atendimento de construtoras, instituições de ensino, e-commerces e profissionais de saúde, a profissional explica que a presença online é responsável por aumentar as vendas de pequenas e grandes empresas. Para isso, Alessandra indica que investimentos na web precisam de um canal interativo — redes sociais, e-mail, Whatsapp ?— ?para formar vínculo com clientes, trabalhando anúncios pagos, ações com lives e comércio online (venda por canais interativos ou marketplaces), além do relacionamento forte com o cliente. Para que o negócio sobreviva e fique ainda mais ativo, a consultora atenta para outras estratégias, como alocar recursos – a depender do serviço ofertado -, em cursos online, e-commerce, deliverys e até investir no mercado de influencers?—?tudo para manter o negócio em evidência. “Estar online é essencial para resgatar a clientela. Existe aquele jargão, ‘quem não é visto, não é lembrado’, e as empresas que trabalham para manter um contato virtual com os clientes e sua base de audiência terão muito mais relevância no mercado assim que a crise acabar”, conclui.

Brasil adota uso de máscaras como política de saúde pública

  • Agência Brasil
  • 27 Abr 2020
  • 07:25h

(Foto: Brumado Urgente Conteúdo)

O uso de máscaras de proteção facial já vinha sendo apontado como uma medida importante de proteção para evitar a infecção do novo coronavírus (Covid-19). Com a ampliação da pandemia, essa atitude passou a ser tratada como políticas públicas de prefeituras e governos estaduais, com regras recomendando ou até mesmo obrigando a adoção deste recurso de prevenção contra a doença.

Distrito Federal – Um exemplo foi o Distrito Federal, que tornou obrigação o uso de máscaras de proteção por toda a população em locais públicos e comércios a partir do dia 30 de abril. O texto recomenda máscaras caseiras para a população e a priorização das máscaras profissionais para trabalhadores de saúde.

Piauí – O governo do Piauí também tornou necessário o uso desses equipamentos de proteção desde quarta-feira (22). O decreto do governo do estado estabelece essa medida sempre que um cidadão sair de casa, deslocar-se em via pública ou acesse em um local onde estejam mais pessoas, como estabelecimentos comerciais.

Bahia – Na Bahia, a exigência do uso de máscaras também tem como foco os trabalhadores de atividades cuja natureza envolva o atendimento ao público. A regra estipulou a necessidade dos empregadores fornecerem o material e fiscalizarem o seu uso, sob pena de multa de R$ 1 mil por funcionário.

Mato Grosso – O governo de Mato Grosso anunciou no dia 3 de abril a exigência, que passou a valer desde o dia 13 deste mês. A medida foi transformada em um programa, chamado “Eu cuido de você e você cuida de mim”. Para serem autorizadas a funcionar, as empresas precisam garantir o uso de máscaras por trabalhadores e exigi-las de clientes também.

Santa Catarina – Em Santa Catarina, a iniciativa foi anunciada no dia 9 de abril. A decisão do governo local vale para funcionários que trabalharem com atendimento ao público, bem como para motoristas de táxi ou de aplicativos. O modelo previsto na norma são os acessórios de tecido, que segundo a administração são mais acessíveis pelo fato de poderem ser fabricados em casa.

A regra prevê ainda que elas sejam trocadas a cada quatro horas ou quando ficarem úmidas.  Para o restante da população, o uso de máscaras é tratado como uma recomendação, juntamente com outras atitudes de prevenção, como higienização das mãos.

Pernambuco – Na mesma direção, o governo de Pernambuco editou na quinta-feira (23) decreto em que estipula a exigência para os trabalhadores envolvidos com atividades que demandam contato com público, como em estabelecimentos comerciais. Para o restante da população, a atitude é apontada como uma recomendação da administração local.

Bahia – Na Bahia, a exigência do uso de máscaras também tem como foco os trabalhadores de atividades cuja natureza envolva o atendimento ao público. A regra estipulou a necessidade dos empregadores fornecerem o material e fiscalizarem o seu uso, sob pena de multa de R$ 1 mil por funcionário.

Goiás – Em Goiás, o Decreto N° 9.653, de 19 de abril, impõe aos donos de comércios autorizados a funcionar a impedir a presença de trabalhadores sem máscara ou a entrada de clientes sem o acessório. Além disso, os empresários devem fornecer orientações impressas de que os funcionários utilizem o objeto durante o deslocamento até o local de trabalho. A norma também estende a exigência a todos os cidadãos, recomendando que estes adotem modelos caseiros, segundo especificações do Ministério da Saúde.

Espírito Santo – O governo do Espírito Santo decidiu pela obrigatoriedade nas regiões de maior incidência da doença, a Grande Vitória e a cidade de Alfredo Chaves. A providência vale desde o dia 18 deste mês. A determinação tem caráter educativo, não implicando em multa para quem desrespeitá-la.

Pará – Já a administração do Pará editou decreto com a determinação no dia 17 de abril. Além disso, estabeleceu que o fornecimento deve ser assegurado pelos empregadores a funcionários. O desrespeito à regra pode acarretar responsabilização civil, administrativa e penal, conforme o governo local.

Rondônia – Em Rondônia, a administração local adotou determinação semelhante, em vigor desde o dia 17 de abril. A obrigação é indicada para todo cidadão a partir do momento que deixe sua residência, além de cumprir com medidas de higienização adequadas, como lavar as mãos.

Minas Gerais – Em Minas Gerais, a Lei N° 23.636 deste ano estabeleceu essa obrigação. Ela entrou em vigor no dia 18 deste mês. A norma estipula a exigência para trabalhadores que prestam atendimento ao público das atividades que continuaram autorizadas a funcionar.

Entre os segmentos estão órgãos e entidades públicas, serviço de transporte e estabelecimentos comerciais. O fornecimento de máscaras é elencado pela Lei como uma obrigação dos empregadores. Em cidades onde houve regra específica sobre o tema, a norma municipal é a que prevalece.

Prefeituras

Embora diversos estados tenham optado pela obrigatoriedade de máscaras, prefeituras expediram normativos próprios sobre o tema, mesmo em situações onde o governo estadual já havia fixado a exigência. Capital da Bahia, Salvador, por exemplo, tornou obrigatório o uso desde o dia 23 de março.

Em Belo Horizonte, um dia antes, em na quarta-feira (22). A prefeitura do Rio de Janeiro também determinou a exigência, que passou a valer no domingo (26). A prefeitura de Florianópolis foi outra que optou pela medida, que vale desde o dia 17 de abril para profissionais que lidem diretamente com o público.

A necessidade do acessório foi também definida pela prefeitura de Belém desde sexta (24). O objeto terá que ser colocado por quem tiver que sair às ruas. Quem violar a obrigação ficará sujeito ao pagamento de multas.

Em Fortaleza, a obrigação do acessório foi definida para trabalhadores de setores essenciais cujo funcionamento foi mantido pela prefeitura. É o caso de funcionários de supermercados, bancos, casas lotéricas e entregadores de aplicativo. Cabe aos empregadores fornecer os objetos bem como outros equipamentos de proteção individual.

Para o restante da população, o uso de máscaras foi estabelecido como uma recomendação pela prefeitura. Essa diretriz é apontada para quem estiver em locais públicos, no transporte público e em comércios.

 

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Conquista: Prefeitura renova decreto e grande parte do comércio continuará fechado

  • Redação
  • 26 Abr 2020
  • 16:40h

(Foto: Reprodução)

O Prefeito Herzem Gusmão acaba de assinar o Decreto Municipal 20.273 que renova por mais sete dias as medidas de prevenção e combate ao coronavírus. Com esse novo Decreto, continuam autorizadas a funcionar as empresas consideradas de natureza essencial, seguindo todas as medidas de segurança já estabelecidas em decretos anteriores, a exemplo da obrigatoriedade do uso de máscaras para clientes e comerciários e a disponibilização de álcool em gel. As outras empresas devem permanecer sem atendimento ao público. Mas podem utilizar o serviço de drive thru e o site criado pela prefeitura para vendas de produtos pela internet. O site é exclusivo para os comerciantes de Vitória da Conquista. A Prefeitura vem adotando diversas medidas de prevenção e controle para garantir a segurança da população. Até o momento, o número de casos confirmados no município tem se mantido inferior aos de outras cidades do mesmo porte. A gestão tem tomado todas as medidas para atender as pessoas que necessitem de cuidados de saúde. Nesta semana, vai ser inaugurado o Centro Municipal de Atenção – Coronavírus para atender pacientes com quadros leves e moderados. A partir de maio, o Hospital São Vicente, contratado pela Prefeitura, passa a disponibilizar 30 leitos exclusivos para o tratamento de pacientes com a Covid-19 (10 UTIs e 20 leitos clínicos).

 

'O trauma da pandemia não vai nos redimir', diz filósofo Mario Sergio Cortella

  • por Jairo Marques | Folhapress
  • 26 Abr 2020
  • 15:46h

Completando 45 dias de isolamento social nesta segunda-feira (27), o filósofo, escritor e educador Mario Sergio Cortella, 66, afirma não ter grandes desafios pessoais a serem enfrentados com a quarentena. Isso porque ele, na juventude, passou cerca de três anos enclausurado: pertencia à ordem católica dos carmelitas descalços. Um dos palestrantes mais disputados do Brasil na atualidade, Cortella, que lançou recentemente, em coautoria com o historiador Leandro Karnal, o profético —estava pronto desde o ano passado— “Viver, a que se Destina?” (Papirus 7 Mares, R$ 39,90, 128 págs.) está se dedicando agora à releitura de “Criação”, de Gore Vidal, e “O Físico”, de Noah Gordon. “Temos vivido tempos de silêncios internos. Quando me vem algum, recorro ao meu inventário de memórias construídas ao longo da vida para pensar sobre os passos que dei, que dou e que darei. Cada um de nós precisa buscar maneiras de não deixar um oco dentro de si neste momento, para evitar que a situação, que é difícil, se torne assustadora”, diz.

Cortella, autor de cerca de 40 obras e conhecido por arrastar uma multidão de fãs com suas falas relativas à valorização da vida, das diferenças humanas e de preceitos éticos, não é um entusiasta da ideia de que as pessoas serão transformadas positivamente após o fim da pandemia.

“Não creio numa redenção. Creio que muita gente, após um susto tomado, vai olhar algumas coisas de uma perspectiva diferenciada. Mas, quando se olha a humanidade, ao longo da história, percebe-se que nunca demos sinais de que aquilo que nos traumatiza, quando termina, vai nos redimir.”

*Pergunta - Há amigos, parentes, gente próxima morrendo com a Covid-19. Como lidar com o medo de a fatalidade chegar cada vez mais perto de casa?

Mario Sergio Cortella - A natureza colocou em nós dois mecanismos de proteção: medo e dor. Quando perdemos qualquer um dos dois, ficamos num estado de vulnerabilidade muito extenso. O risco maior, neste momento, é não ter medo de nada, porque isso nos deixaria desatentos. À nossa volta estão rondando coisas com um nível de fatalidade e de desconhecimento que não pode ser desprezível. O maior perigo hoje é achar que não há perigo.

Um ser que, do ponto de vista da ciência, é chamado de não vivo, um vírus, ainda assim, consegue nos produzir um dano fortíssimo. Ele se aproxima da ideia, um pouco infantil, do medo de fantasma: aquilo que a gente não vê, mas nos ameaça.

Como lidar com a angústia da incerteza? Não se sabe se o confinamento vai durar mais algumas semanas ou se estenderá por anos, por exemplo.

MSC - Fomos desentronizados como humanidade, especialmente as camadas mais intelectualizadas, mais escolarizadas, mais marcadas por algum tipo de poder político ou econômico. Desabamos do pedestal no qual nos houvéramos colocado. Imaginávamos que, com o triunfo, no final do século 19, da ciência nas formas de progresso, que começou a se expandir, chegando ao final do século 20 com o mundo cheio de invenções e tecnologias inéditas, com novas formas de contato e comunicação, estávamos no controle.

Bastaram duas décadas do século 21 para que entrássemos num estado de entorpecimento e surpresa, provavelmente com nossa petulância anterior, de supormos que o triunfo de Prometeu —da mitologia grega— estava colocado em campo, que a racionalidade nos garantiria uma visão nítida dos próximos passos da vida.

De repente, chega uma circunstância inédita, em relação a seu modo de ação, sem indicativo de solução rápida em um mundo de instantaneidade e simultaneidade. Estamos habituados hoje a satisfazer nossos desejos de maneira quase imediata. Estamos surpresos agora com esse retardo das soluções. O tempo todo aguardamos o passo imediato da cura, da vacina, da saída, do pico da doença, como num passe de mágica.

Informações científicas nunca circularam com tanta rapidez e para um público tão amplo. Mas isso também gera insegurança. Ora aparece um medicamento salvador, ora se divulga que não há certeza sobre a imunidade contra o vírus. O que pensar?

MSC - A ciência não é infalível, mas é menos falível que a não ciência. Ninguém pode colocar na ciência uma fé inabalável. Ela também se equivoca, tem seus descaminhos históricos, mas eles são menores que seus acertos e sua capacidade de nos orientar. O esforço coletivo hoje, no campo científico, em todo o planeta, para encontrar uma solução que preserve a vida humana é inédito.

Temos dois momentos históricos de um grande temor da morte coletiva —desconsiderando as grandes pestes, que foram mais localizadas. A explosão das bombas nucleares, que trouxeram para nós um pensamento muito concreto de fim da humanidade, é o primeiro. O segundo é este que estamos vivendo, da pandemia do coronavírus, que, 75 anos depois, nos coloca em alerta máximo novamente.

O mundo do ataque nuclear, da Guerra Fria, que poderia acabar com a vida na Terra, era um efeito da ação da ciência. Agora, estamos lidando com o inverso, a ciência unida para enfrentar aquilo que não foi criado por nós, que não está sob o nosso controle, tentando nos salvar.

Como a ética e a filosofia abraçariam os profissionais essenciais que vivem o conflito de servir ao público nesta batalha e, ao mesmo tempo, têm de proteger a si mesmos e a suas famílias?

MSC - Pessoas diferentes fazem arranjos diferentes para o que entendem como seu propósito de vida, para que possam ir adiante. Não me estranha que alguém que esteja na linha de frente dessa batalha tema contaminar os seus e recue. E recuar não significa fugir. Às vezes, é uma proteção diante de uma outra condição.

Por outro lado, há os trabalhadores essenciais que reorganizaram a própria vida para cuidar dos outros, para darem conta de seus serviços que entendem como fundamentais. E muitos fazem isso sem se achar heróis, mesmo uma grande parte de nós não tendo o mesmo desprendimento.

Falar sobre isso sem estar diretamente envolvido na questão é sempre mais fácil. Mas não tenho dúvidas de que, se um dos meus ficar doente, se alguém do meu círculo de amizades precisar de mim para cuidar dele, eu o farei, mesmo sabendo que há risco. Tomarei todos os cuidados, mas o farei, porque eu ficaria envergonhado se, de alguma maneira, me acovardasse diante daquilo que, podendo fazer, não fiz. Mas insisto que não é um juízo moral imaginar que quem teme recue porque quer preservar a si ou a outros.

A questão ética é entre o poder e o dever. Aquele que deve, pode e não faz furta-se à tarefa que tem. O que deve, mas não pode, tem uma diminuição do conflito ético. Aquele que pode, mas não deve, está fazendo a escolha em ser contributivo.

A Covid-19 impõe o isolamento do paciente no hospital, que é apartado de todo tipo de contato com familiares. Dá para alentar quem está na solidão?

MSC - Tenho visto muita gente tentando romper a ausência de pontes, buscando conexão com quem precisa. Quando Guimarães Rosa criou o título “Grande Sertão: Veredas”, ele acertou em cheio a ideia de que a vida é grande sertão e nele a sua percepção é de abandono, que você está sozinho, mas também há veredas. Muita gente, pelo mundo afora, está se colocando como vereda de outras pessoas, mesmo que de forma limitada.

As ameaças do vírus também estão fazendo com que corpos sejam enterrados quase sem despedidas da família, sem cerimônias. Qual a consequência disso?

MSC - É uma situação inédita para uma geração que nasceu depois de 1945 e não viveu em realidades de guerras, em que não há tempo de enlutar. Ainda não tivemos tempo de avaliar o impacto que essa condição atual irá ter, até porque estamos tendo de lidar também com a sobrevivência.

Nossas grandes marcas de humanidade, quase sempre, estão ligadas a rituais que nos conectam com nossos mortos, sinais de túmulos, de fogueiras, de cinzas, paredes gravadas.

As cerimônias, como os velórios e sepultamentos, são para nos confortar, para ganharmos força. Neste momento, muita gente está tendo de encontrar força sozinho. É muito mais doloroso, não há nem o tempo de se dar conta da perda. Infelizmente, acho que o impacto dessas perdas não compartilhadas será conhecido dentro de alguns meses.


Muita gente tem dito que todos sairemos dessa pandemia transformados em algum sentido. Você crê nisso? O efeito pode ser coletivo?

MSC - Não creio nisso. Não acho que a humanidade irá se converter à solidariedade. Este tipo de perspectiva é muito mais marcada por um desejo de que isso tenha seu lugar no mundo. Também não acho que ficaremos do mesmo modo, que olharemos as coisas da mesma forma.

Foi impactante ver as pessoas transformarem algo que deveria ser comum, como o pôr do sol espetacular que tivemos em São Paulo na terça-feira (14), que foi até manchete de jornal, em um momento de alegria, de satisfação.

Mas acontece que, quando vemos o arco-íris muitas vezes seguidas, ele vai deixando de ser deslumbrante para ser comum. O olhar habitual sobre as coisas nos amortece um pouco. Não há dúvida de que, quando essa penumbra se dissipar, não vamos olhar do mesmo modo algumas coisas, mas não será um modo inédito de olhar.

Não creio numa redenção, creio que muita gente, após um susto tomado, vai olhar algumas coisas de uma perspectiva diferenciada. Mas, quando se olha a humanidade ao longo da história, percebe-se que nunca demos sinais de que aquilo que nos traumatiza, quando termina, nos redime. As lições são aprendidas por uma parte, mas há uma outra parte que só quer voltar ao normal.


Antes da pandemia, o Brasil estava em uma polarização profunda na política, nas relações sociais. A crise pode restabelecer laços?

MSC - A crise, que deixou a vida em geral entre parênteses e nos deixou perplexos com a nossa tibieza de reação e nossa indigência de proposição, pode reduzir um pouco a extensão e frequência das polarizações, mas não as inserirá em trilhas de convergência, dada a agudização que tiveram na retórica furiosa sobre responsabilidades e alternativas durante a própria crise. Contudo as urgências para a regeneração das estruturas e fundamentos da sobrevivência econômica nos deixarão tão atarefados que pode ser que várias das contendas inúteis sejam colocadas como aquilo que são: inúteis.

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Uruçuca: Cidade registra quarta morte em apenas 14 casos confirmados da Covid-19

  • Redação
  • 26 Abr 2020
  • 14:18h

(Foto: Reprodução)

A cidade de Uruçuca, no sul do estado, registou na última semana a quarta morte em decorrência da Covid-19. O município possui 14 casos confirmados da doença, segundo o último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), divulgado no último sábado (25).  A paciente, que veio a óbito na última quarta-feira (22), tinha 42 anos, tinha registro de obesidade, hipertensão e diabetes.  O número de mortes na cidade é igual a da cidade de Ilhéus e maior do que a cidade de Itabuna, dois dos principais municípios do sul do estado, que já apresentam mais de 100 casos confirmados cada um. Na Bahia, 117 municípios possuem confirmação de contaminação pelo coronavírus. 

Ministro da Secretaria-Geral da Presidência deve substituir Moro

  • Redação
  • 26 Abr 2020
  • 11:46h

Chefe da Abin e amigo da família Bolsonaro, Alexandre Ramagem deve assumir diretoria-geral da Polícia Federal | Foto: Marcos Corrêa/PR

O ministro Jorge Oliveira, chefe da Secretaria-Geral da Presidência, deve ser anunciado substituto de Sergio Moro no Ministério da Justiça. Informações da TV Globo indicam que, apesar da resistência, Oliveira aceitou o cargo e até se reuniu com Jair Bolsonaro no Palácio da Alvorada. O nome agrada toda a família. O pai de Oliveira já trabalhou com Jair Bolsonaro na época em que era deputado. E o próprio titular da Secretaria-Geral já foi chefe de gabinete de Eduardo Bolsonaro (PSL). Já foi escolhido também o novo diretor-geral da Polícia Federal. Alexandre Ramagen, atual diretor da Agência Nacional de Inteligência (Abin), vai assumir o cargo antes ocupado por Maurício Valeixo. A chefia da corporação foi o motivo que levou à saída de Sergio Moro do governo. O ex-juiz federal revelou que Bolsonaro quer interferir na PF por motivos políticos. Ramagem também é conhecido da família. O novo diretor-geral da PF já passou o Réveillon com Carlos Bolsonaro e amigos, na virada de ano de 2018 para 2019. Além disso, Ramagem trabalhou como segurança de Bolsonaro na campanha presidencial.O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) prometeu entrar com ação na Justiça para impedir que Ramagem assuma o cargo, caso seja nomeado. O motivo é a relação de proximidade com a família do presidente da República.

Mistérios sobre a possível morte de Kim Jong-un não foram ainda esclarecidos

  • Redação
  • 26 Abr 2020
  • 10:09h

A morte do "homem foguete" ainda não foi confirmada pela Coreia do Norte (Foto: Reprodução)

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, voltou a ser o foco das atenções do mundo nos últimos dias, depois de relatos conflitantes sobre o seu paradeiro. O sumiço dos compromissos públicos levantou especulações sobre sua real condição de saúde. No início da semana passada, um veículo de imprensa da Coreia do Sul noticiou que Kim estaria se recuperando de uma cirurgia no coração, feita no dia 12 de abril. Dias depois, os rumores sobre o seu estado de saúde, inclusive sobre uma possível morte, ganharam tração com a sua ausência foi notada em uma das mais importantes celebrações da Coreia do Norte: o aniversário do fundador do regime, e avô de Kim, Kim Il-Sung, em 15 de abril.

 

Há poucas informações pessoais disponíveis sobre o atual líder norte-coreano, mas acredita-se que tenha 36 anos e que tenha problemas de saúde em razão do cigarro e da obesidade.

Mas, afinal, o que está acontecendo na alta cúpula da Coreia do Norte, um dos países mais fechados e misteriosos do mundo? Para responder essa pergunta, EXAME reuniu alguns pontos. Veja abaixo:

Kim Jong-un está morto?

Antes de mais nada, vale lembrar que não há qualquer informação oficial sobre o assunto, mas sim especulações. Pelo menos até agora. A polêmica em torno da sua saúde está tão em alta, que até um site especializado em notícias de celebridades falou sobre o assunto, o americano TMZ. A nota diz que Kim estaria morto e cita veículos de imprensa da China e do Japão. O site, no entanto, deixou a observação de que não havia confirmado a veracidade da informação. No último sábado, a agência Reuters informou que a China enviou uma equipe médica para auxiliar nos cuidados com a saúde de Kim, mas não conseguiu determinar o que essa visita significaria para o estado de saúde do líder norte-coreano. Ainda no final da última semana, outro veículo de imprensa, baseado em Hong Kong, noticiou que ele estaria morto ou “em estado vegetativo”. Até o momento, no entanto, a imprensa norte-coreana, que é controlada pelo regime, continua sem se manifestar sobre o tema.

Quando Kim foi visto pela última vez?

A Yonhap, agência de notícias sul-coreana, que também atua na cobertura dos desdobramentos no vizinho do Norte, noticiou que a última aparição pública de Kim foi em 11 de abril. Na época, ele teria participado de uma reunião com a alta cúpula do governo. Há, ainda, imagens da imprensa oficial do país que mostram Kim visitando um local de exercício militar no dia 12 de abril. Vale notar, no entanto, que foi sua ausência nos eventos do dia 15 de abril que fizeram estourar as especulações sobre o seu estado de saúde. Outra evidência que contradiz os relatos sobre a saúde de Kim veio por meio do grupo de pesquisas 38 North, focado no monitoramento das atividades na Coreia do Norte. De acordo com os pesquisadores, o trem do líder norte-coreano foi detectado em uma região de resorts na costa do país, Wonsan, no início da última semana. Um oficial sul-coreano ouvido pelo grupo confirmou a presença dele no local.

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Militares e centrão se juntam na UTI por Bolsonaro...

  • UOL
  • 26 Abr 2020
  • 09:44h

(Foto: Reprodução)

O coronavírus e a conversão de Sergio Moro em delator alteraram dramaticamente as prioridades de Jair Bolsonaro. Antes, ele planejava tirar a economia do atoleiro e se reeleger. Agora, se esforça para não cair e passar a impressão de que ainda comanda. Para alcançar esses dois novos objetivos estratégicos, Bolsonaro promove um encontro constrangedor. Ele junta a castidade presumida dos militares e o gangsterismo político do centrão na UTI em que se encontra o seu governo. Os militares ficam com Bolsonaro por acreditar que a tarefa que se autoatribuíram de presidir o presidente virou um imperativo patriótico. A frequência com que Bolsonaro fabrica crises revela que os generais do Planalto perdem a guerra. O centrão encosta seu código de barras no Planalto porque identificou no apodrecimento do governo uma nova oportunidade para reassegurar que as verbas do Tesouro Nacional continuarão saindo pelo ladrão. Bolsonaro e seus filhos viraram matéria-prima para investigação. O mandato do capitão pode ser questionado num pedido de impeachment (há 24 deles na Câmara) ou num processo criminal a ser julgado no Supremo (há três inquéritos abertos). O centrão passou a ser vital para Bolsonaro nas duas hipóteses. Recompensados com cargos e verbas, podem ajudar a enterrar pedidos de impeachment ou negar autorização para que o Supremo julgue eventuais denúncias da Procuradoria-Geral da República contra o presidente. Bolsonaro flerta com os corruptos do centrão há meses. Ironicamente, coube a Sergio Moro, ex-algoz de larápios na Lava Jato, dar o empurrão que pode consolidar o casamento.

Porque o paciente zero da Covid-19 no Brasil pode nunca ser descoberto

  • BBC News
  • 26 Abr 2020
  • 09:22h

Sintomas de pacientes antes do primeiro caso no Brasil podem ter sido associados a outras doenças, sem que médicos suspeitassem de covid-19, afirmam especialistas Foto: Getty Images

O primeiro caso do novo coronavírus em território brasileiro talvez nunca seja descoberto. Ao menos é o que afirmam especialistas ouvidos pela BBC News Brasil. Segundo médicos e estudiosos que pesquisam a trajetória do Sars-Cov-2 (nome oficial do vírus), é muito provável que já houvesse casos no país antes do primeiro paciente confirmado. Um empresário de 61 anos é considerado o primeiro diagnóstico no Brasil. Ele testou positivo para a covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, em 25 de fevereiro, no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo (SP). O paciente havia retornado do norte da Itália, região que começava a enfrentar uma explosão de casos de Sars-Cov-2. Ele tinha sintomas como febre e tosse seca — cerca de duas semanas depois do diagnóstico, o paciente se recuperou, segundo o Governo de São Paulo. Mas especialistas apontam que é pouco provável que o empresário de 61 anos tenha sido a primeira pessoa a pisar em solo brasileiro com o novo coronavírus — cujos casos tiveram início em Wuhan, na China. Em meio ao crescimento exponencial de registros no Brasil, estudiosos consideram que é difícil afirmar com precisão o primeiro caso do país. Entre os motivos para que possa ter havido casos que não foram descobertos anteriormente estão a falta de orientações de autoridades antes do primeiro diagnóstico, a grande quantidade de pacientes assintomáticos e o fato de que o novo coronavírus pode ter sido confundido com outros problemas respiratórios. Uma das principais alternativas para descobrir casos anteriores aos primeiros diagnósticos é o teste de anticorpos, que permite descobrir se a pessoa teve o coronavírus anteriormente. Isso ajuda a entender a rapidez da propagação do vírus e possíveis casos que não foram diagnosticados. Esses exames, porém, ainda são incipientes no Brasil.