Vacina chinesa contra coronavírus chega ao Brasil; testes começam na terça (21)

  • Redação
  • 20 Jul 2020
  • 11:37h

Ao menos 20 mil doses serão aplicadas em 9 mil voluntários, que estão distribuídas em cinco estados e no DF | Foto: O Globo

A vacina chinesa contra o coronavírus produzida pelo laboratório Sinovac-Biotech que será testada no Brasil em parceria com o Instituto Butantan desembarcou na madrugada desta segunda (20) no Brasil. Segundo a colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, a carga com 20 mil doses chegou em um voo da Lufthansa que saiu no domingo (19) de Frankfurt e chegou às 4h12 no aeroporto de Guarulhos, em SP. Agora, serão distribuídas em 12 centros de seis estados –São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Distrito Federal. As primeiras doses serão aplicadas na terça (21), em profissionais selecionados no Hospital das Clínicas de São Paulo. Depois disso, começam os testes em outros centros. Mais de um milhão de pessoas acessaram a plataforma de inscrições lançada pelo governo de São Paulo para recrutar os voluntários, todos da área de saúde. No total, 9.000 vão ser selecionados para fazer parte do experimento. Os cientistas do Instituto Butantan estão otimistas. A vacina chinesa é uma das que está em fase mais adiantada de testes. Ainda de acordo com a coluna, a previsão é que, em dezembro, já se tenha uma conclusão definitiva sobre a eficácia dela. Se tudo der certo, os grupos prioritários, como idosos, pessoas com comorbidades e profissionais de saúde, poderão receber a vacina no Brasil já no primeiro trimestre.?

Em clima de muito otimismo, prefeito Eduardo Vasconcelos visitou obras da Faculdade de Medicina de Brumado

  • Ascom | PMB
  • 20 Jul 2020
  • 10:26h

(Foto: Ascom | PMB)

Considerada um marco para a Saúde de Brumado e região, a Faculdade de Medicina foi outra grande conquista obtida durante gestão do prefeito Eduardo Vasconcelos, que, desde o início do projeto no MS, acompanhou de perto todo o processo para que ele viesse a se concretizar. Passada essa etapa, em 2019 foi realizada a cerimônia de lançamento da pedra fundamental da instituição, fazendo o projeto sair do plano abstrato e ir para a sua concretização. 

Vista área das obras (Foto: Ascom | PMB)

Nesta última sexta-feira (17), o prefeito Eduardo Vasconcelos, acompanhado do secretário municipal de Saúde, Cláudio Feres, fez uma nova visita ao canteiro de obras que está situado às margens da BA-262. O chefe do executivo ficou muito satisfeito em presenciar as obras que estão a todo vapor e ser informado pelos representantes que todos os esforços estão sendo feitos para manter o cronograma, o que projeta a realização do vestibular no final deste ano ou início de 2021. “É uma grande vitória para Brumado que solidificará a nossa posição de grande polo regional de serviços e oportunidades”, destacou o prefeito.

UAB de Brumado oferece novos cursos a partir de hoje (20)

  • Brumado Urgente
  • 20 Jul 2020
  • 09:53h

(Foto: Brumado Urgente Conteúdo)

Considerado um dos melhores polos do país, a UAB – Universidade Aberta do Brasil em Brumado está dando início nesta semana a novas inscrições para o curso de graduação em Pedagogia e um curso de pós-graduação em Mídias na Educação, os dois na modalidade EAD, os quais serão oferecidos em parceria com a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – UESB. Serão 26 vagas para o curso de graduação em Pedagogia, aberto para professores e o público em geral e 25 vagas para o curso de Especialização em Mídias da Educação. Para visualizar os editais e todas as informações sobre inscrições e funcionamento dos cursos clique em: Pedagogia e Mídias na Educação

Transforme o seu sorriso no Neo Odonto: Núcleo de Estética Oral em Brumado

  • 20 Jul 2020
  • 09:51h

Em Brumado, o Neo Odonto - Núcleo de Estética Oral possui convênio com vários planos de saúde a fim de oferecer as melhores condições de pagamento aos seus pacientes. O consultório trabalha com serviços de prótese dentária, limpeza, tratamento de canal, extração, clareamento dental, aparelho dental, lentes de contato e restauração. Faça a sua avaliação agora mesmo e agende o seu tratamento. O Neo Odonto fica localizado na Rua Coronel Paulino Chaves, 499, no centro. Para maiores informações, ligue: (77) 3441-9262 / (77) 99702-3049 (WhatsApp).

Ex-prefeito de Uruçuca morre no sul da BA em decorrência da Covid-19

  • Informações do G1/BA
  • 20 Jul 2020
  • 09:28h

Ex-prefeito de Uruçuca, Evandro Pereira de Magalhães, morreu por complicações causadas pela Covid-19 no sul da Bahia — Foto: Reprodução/TV Bahia

O ex-prefeito de Uruçuca, cidade do sul da Bahia, morreu por complicações causadas pela Covid-19. Evandro Pereira de Magalhães tinha 91 anos e morreu no sábado (18). Ele estava internado em um hospital de Ilhéus, também no sul da Bahia. Por causa da morte de Evandro Pereira, o atual prefeito de Uruçuca, Moacyr Leite Júnior, decretou luto oficial de três dias no município. Por meio de nota, a prefeitura informou que Evandro Pereira foi prefeito de Uruçuca no período entre 1973 a 1976 e 1983 a 1986. Não há detalhes sobre sepultamento.

 

 

Será que é o pico?: Brumado registra 138 casos positivo da Covid-19 nestes 20 dias de julho

  • Brumado Urgente
  • 20 Jul 2020
  • 08:58h

(Fotocomposição: Brumado Urgente)

O mês de julho, ao que tudo indica, será o pico da pandemia do novo coronavírus em Brumado, já que o número de casos positivos teve um aumento significativo, chegando a ter o recorde num único dia no último sábado (18), onde foram registrados 19 casos positivos. Apesar de esses números gerarem preocupação, o fator de um baixo número de óbitos e internações vem balancear a situação. A tendência é que esse mês seja o pico da doença no município, onde, a partir de agosto, deverá se atingir o platô e a queda da curva. Os cuidados individuais, como o uso de máscara, de álcool in gel, do distanciamento social e higienização dos ambientes devem continuar sendo tomados com rigor. O quadro é muito mais grave em cidades da região, onde, neste domingo (19), Vitória da Conquista registrou 06 óbitos de pessoas que moravam na cidade. A situação na Bahia ainda continua preocupante, tanto que festas das mais tradicionais como o réveillon e o carnaval de Salvador já foram cancelados ou adiadas pelas autoridades, que afirmam que os grandes eventos com público só voltarão a acontecer quando a vacina já estiver disponível, tanto que a festa momesca poderá acontecer em julho.. 

Dia do Amigo: entenda como a amizade pode ajudar no combate à depressão

  • Redação
  • 20 Jul 2020
  • 08:28h

Data é celebrada nesta segunda (20); psicólogo dá dicas de como auxiliar um amigo com sintomas de depressão durante o isolamento social | Foto: Reprodução

As mudanças de hábito provocadas pelo surgimento da Covid-19 têm impactado não só na saúde física da população, mas também na saúde mental. Um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) , divulgado antes da pandemia, revelou que a depressão é um problema crescente no país e já atinge 11,5 milhões dos brasileiros. Além disso, o levantamento mostrou que, no Brasil, mais de 18 milhões de pessoas sofrem de distúrbios relacionados à ansiedade. O coordenador do curso de Psicologia da Unime Lauro de Freitas, Ezevaldo Aquino, explica que a pandemia tem colaborado para desencadear problemas emocionais, já que esse momento tem gerado um excesso de informações, despertado insegurança, incerteza e medo – pelo desconhecido, de ser contaminado e também pelo exigido isolamento social. Não à toa, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus , afirmou, em maio deste ano, que o impacto da pandemia na saúde mental das pessoas já era extremamente preocupante .

A importância da amizade

O psicólogo explica que o momento que estamos vivendo torna ainda mais importante a proximidade com aqueles que gostamos.

“Diante do perigo, o organismo aciona o nosso sistema de luta ou fuga e liberamos entre outros, o cortisol – conhecido como hormônio do estresse. No caso do coronavírus, entretanto, o isolamento reduz as possibilidades de ‘fuga’. Todo esse cenário contribui muito para o aumento dos casos de depressão e também de ansiedade e estresse crônico. Por isso, contar com os amigos nessa fase, mesmo de forma virtual, pode ajudar a lidar com o momento, que é atípico para todos, e ser um fator protetivo para nossa saúde mental”, afirma.

O Dia do Amigo, comemorado em 20 de julho, é mais uma oportunidade para celebrar e também reforçar os laços de amizade. Ter amigos traz benefícios tanto para a saúde mental como física, pois vínculos afetivos despertam as emoções positivas, promovendo bem-estar.

“Alguns estudos mostram, por exemplo, que essas emoções influenciam nos batimentos cardíacos. Um estudo da Universidade Columbia, nos EUA, mostrou que pessoas que tem amigos são normalmente mais felizes, entusiasmados e satisfeitos com a vida”, completa.

Como ajudar
Reconhecer os sintomas iniciais da depressão é essencial para conseguir ajudar quem passa pelo problema. Entre os principais sinais de alerta estão: irritabilidade, desinteresse, falta de motivação e apatia, desespero, sentimento de vazio, pessimismo, sensação de culpa, de inutilidade e de fracasso, além de baixa autoestima. Falta de ânimo ou energia incapacitante também estão nessa lista.

“A pessoa deve ficar atenta ao não se sentir capaz de cuidar de si mesma, pentear os cabelos, tomar banho; ou executar pequenas atividades domésticas, ou mesmo em home office, por exemplo. Além disso, ter pensamentos obsessivos, falta ou excesso de sono e apetite, interpretação distorcida e negativa da realidade, dificuldade de concentração, raciocínio mais lento e esquecimento também indicam que algo pode estar errado”, explica Ezevaldo Aquino.

O apoio de amigos e familiares faz muita diferença para quem está deprimido ou com sintomas iniciais dessa doença. Por isso, o psicólogo elenca algumas dicas para aqueles que querem contribuir de alguma forma:
• Ouça mais e fale menos;
• Mantenha contato constante, mostre que está “presente” ou peça a alguém próximo;
• Tenha empatia e não faça julgamentos. Evite dar sermão, condenar, opinar ou banalizar;
• Não cobre grandes mudanças de hábitos, pois isso desperta ansiedade. Respeite os limites do amigo;
• Use a tecnologia a seu favor. Com ela, é possível reduzir o isolamento através de atividades em rede, como jogos e vídeo chamadas, além de ser um meio para leitura, estudos, psicoterapia online e um guia para exercícios físicos, o que ajuda a manter a mente ocupada e corpo em movimento;
• Incentive a consulta com um profissional. Quando os sintomas se tornam graves a ponto de atrapalhar as relações interpessoais de estudo ou trabalho, além das funções vitais, como sono e apetite, está na hora de buscar auxílio de um especialista.

CONTINUE LENDO

Retomada do futebol na Bahia terá 21 jogos nesta semana

  • Redação
  • 20 Jul 2020
  • 07:49h

(Foto: Reprodução)

Na terça-feira (21), às 20hs, no Estádio Manoel Barradas (Barradão), o embate entre Fortaleza (CE) x América (RN) marcará o retorno do futebol à Bahia após a parada em março provocada pela pandemia de Covid-19. A partida vale pela última rodada da primeira fase da Copa do Nordeste. Outros 20 jogos acontecem durante a semana. No dia seguinte,  seis jogos decidem o futuro dos times no Nordestão, todos a partir das 20hs. Bahia x Náutico-PE se enfrentam em Pituaçu, enquanto Botafogo-PB x Vitória jogam no Joia da Princesa (Feira de Santana). CRB-AL x Ceará-CE (Barradão), Sport-PE x Confiança-SE (Arena Cajueiro-Feira de Sananta), ABC-RN x CSA-AL (CT de Praia do Forte) e River-PI x Santa Cruz-PE (Valfredão-Riachão do Jacuipe) completam a rodada. A Bahia sediará toda a fase final do torneio A competição regional terá mais quatro partidas no sábado, pela segunda fase, sem estádios e horários definidos. Fortaleza e Bahia já estão classificados. Botafogo, Sport, ABC e CRB disputam as duas outras vagas do grupo A. Confiança, Vitória, Náutico, Ceará e Santa Cruz concorrem pelas quatro primeiras vagas no B. Na quinta-feira (23), o Campeonato Baiano será retomado com cinco jogos. Fluminense x Jacuipense (Joia da Princesa), Atlético x Bahia (Pituaçu), Vitória x Bahia de Feira (Barradão), Jacobina x Doce Mel (Arena Cajueiro) e Juazeirense x Vitória da Conquista (Adauto Moraes-Juazeiro). Outras cinco partidas, que finalizam a fase eliminatória, foram programadas para o domingo (26). Doce Mel x Vitória (Joia da Princesa), Bahia x Fluminense (Pituaçu), Bahia de Feira x Juazeirense (Arena Cajueiro), Vitória da Conquista x Jacobina (Lomanto Júnior – Vitória da Conquista) e Jacuipense x Atlético (Barradão). Jacobina e Sabor de Mel estão desclassificados. Um dos dois será rebaixado. As outras oito equipes concorrem pelas quatro vagas da semi-final.

Câmara deve votar PEC que torna Fundeb permanente nesta segunda (20)

  • Agência Brasil
  • 20 Jul 2020
  • 07:42h

POLÍTICA Publicado em 20/07/2020 às 07h20. Câmara deve votar PEC que torna Fundeb permanente nesta segunda Sessão virtual que analisará a matéria está prevista para começar às 15h | Foto: Reprodução

O plenário da Câmara dos Deputados deve iniciar nesta segunda-feira (20) a votação da proposta de emenda à Constituição que torna o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) permanente (PEC 15/15). A sessão virtual que analisará a matéria está prevista para começar às 15h.Em discussão há cinco anos, a proposta prevê 12,5% de complementação em 2021, 15% em 2022, 16,5% em 2023, 18% em 2024, 19% em 2025 e 20% em 2026. Atualmente, o governo federal aporta no Fundeb 10% da contribuição total dos estados e municípios. Inicialmente, discutia-se a elevação do índice para 15% a partir de 2021 e o aumento de forma escalonada, até 2026, a 20%. No entanto, o percentual foi alterado em função da diminuição das receitas de estados e municípios provocada pela pandemia de covid-19.

De acordo com a relatora, deputada Professora Dorinha (DEM-TO), em 2019 os recursos do Fundeb equivaleram a cerca de R$ 156,3 bilhões, provenientes, predominantemente do tesouro dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, que contribuem com 90% desse valor.

A proposta também modifica a destinação dos recursos “carimbados” para pagamento dos profissionais da educação, de 60% dos recursos do fundo para, no mínimo, 70%. Pelo texto da relatora, esse recurso não poderá ser usado para o pagamento de aposentadorias e pensões de profissionais do magistério.

A matéria conta com o apoio do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), e é defendida por parlamentares da bancada da educação, já que o fundo criado em 2006 tem validade até 31 de dezembro e ainda não há financiamento alternativo para a educação brasileira caso a proposta não seja aprovada.

Composição
Segundo Professora Dorinha, o aumento da participação da União para 20% escalonado pelos próximos seis anos é uma forma de garantir o equilíbrio de “oportunidades educacionais e padrão mínimo de qualidade”.

O Fundeb é a principal fonte de recursos da educação básica, respondendo por mais de 60% do financiamento de todo o ensino básico do país, etapa que vai do infantil ao ensino médio. O fundo é composto por percentuais das receitas de vários impostos. Atualmente, cerca de 40 milhões de estudantes da rede pública são atendidos pelos recursos do financiamento. “O Fundeb é a expressão do Pacto Federativo na educação”, afirma a relatora.

A distribuição é feita levando em consideração o desenvolvimento social e econômico das regiões – a complementação do recurso aplicado pela União é direcionada às regiões nas quais o investimento por aluno seja inferior ao valor mínimo fixado para cada ano.

A destinação do orçamento é feita de acordo com o número de alunos da educação básica, com base em dados do censo escolar do ano anterior. O acompanhamento e o controle social sobre a distribuição, a transferência e a aplicação dos recursos do programa são realizados em escalas federal, estadual e municipal por conselhos específicos.

Pandemia
De acordo com o presidente da comissão especial do Fundeb, deputado Bacelar (Podemos-BA), consultoria da Câmara dos Deputados calcula que com a pandemia as perdas da educação em 2020 podem ser de R$ 7 bilhões a R$ 31 bilhões. “As receitas estão caindo. De 2016 a 2018 nós perdemos na educação R$ 18 bilhões. Em 2019, já no governo Bolsonaro, o Ministério da Educação só conseguiu aplicar 45% do seu orçamento”, afirmou.

“Isso, paralelamente aos choques educacionais que essa pandemia traz. O primeiro é o aumento das desigualdades educacionais – o filho de classe média tem o seu computador, o filho do trabalhador não tem acesso às aulas remotas e ensino a distância. Um está aprendendo, o outro não. Vai aumentar a taxa de abandono escolar – esse adolescente que não queria ir à escola e foi, por muito esforço dos pais, da sociedade e da escola, agora está há 120 dias sem aula, nunca mais vai voltar”, completou.

Para a relatora da proposta, deputada Dorinha, o valor por aluno que o Brasil gasta para escola pública ainda é muito pequeno. De acordo com o relatório, com a complementação de 20% da União, os recursos podem chegar a 23 estados. Atualmente, apenas nove são atendidos: Amazonas, Pará, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Piauí.

“Nós queremos garantir que os municípios mais pobres possam receber mais recursos. A complementação da União que nunca chegou a mais de nove estados – sete estados no Nordeste e dois da Região Norte – possa olhar agora o Brasil como um todo e chegar aos municípios mais pobres”, avalia a deputada.

Segundo ela, os recursos do Fundeb estabilizaram-se em torno de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) e a complementação da União em 0,2 % do PIB. Para o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), a aprovação é urgente para equilibrar o orçamento da educação em estados e municípios.

“Somente devido à crise sanitária, os estados já investiram aproximadamente R$ 1,9 bilhão de recursos próprios, não previstos em ações, para garantir a continuidade do processo de aprendizagem. Além disso, terão que investir um montante considerável de recursos para a garantia da execução dos protocolos de retorno às aulas”, argumentou o Consed.

Proposta do governo
No último sábado (18), uma proposta alternativa de ajuste à PEC foi enviada pelo governo aos líderes partidários, sugerindo a modificação de trechos da proposta. O texto sugere que a PEC só entre em vigor a partir de 2022. Apesar de propor a modificação na data de início do novo fundo, não há indicação de financiamento para a educação em todo o ano de 2021.

Entre as propostas, está a mudança do trecho referente ao pagamento de professores, limitando o percentual em até 70%, incluindo pagamento de aposentadorias e pensões. A medida sugere também a transferência direta de 5% da complementação da União para famílias com crianças em idade escolar que se encontrem em situação de pobreza ou extrema pobreza, incluindo ações relacionadas à primeira infância e ao auxílio creche.

O texto ainda propõe, durante os três primeiros anos após a promulgação da PEC, usar matrículas da rede privada do ensino infantil para registro do Fundeb, com o propósito de assegurar o alcance das metas de universalização e ampliação da oferta de vagas na pré-escola e na creche.

Para o presidente da União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Luiz Miguel Martins Garcia, a medida desfigura o Fundeb. “Essa proposta do governo nos pegou de absoluta surpresa. Não faltou oportunidade para que o governo pudesse contribuir com o projeto. Entendemos que é um processo que inviabiliza o funcionamento do Fundeb”, afirmou Garcia, em entrevista à Agência Brasil.

Para ele, a proposta pode tirar o foco de deputados e senadores do Fundeb permanente por trazer a discussão de questões que não são relevantes. Garcia disse considerar que a proposta pode trazer um cenário de caos para a educação ao inviabilizar os recursos para a área em 2021.

“Não há alternativa para o financiamento com uma descontinuidade abrupta. Gera um grande caos a essa altura, a menos de seis meses para o término do atual Fundeb. Não temos plano B. Dessa forma, é possível que haja a paralisação de muitos serviços e ofertas, como educação em tempo integral, por exemplo”.

Em nota, a Undime reitera que a proposta apresenta aspectos inconstitucionais, além de desconstruir a estrutura do Novo Fundeb. De acordo com a instituição, essas medidas são incompatíveis com a atual conjuntura educacional.

O Consed também se manifestou contrário à proposta do governo. Para a instituição, as mudanças ameaçam alguns dos principais pontos do texto da PEC.

“Com esse projeto, o governo federal propõe que desses 10 pontos percentuais de acréscimo, 5 sejam destinados não à educação pública, mas a programas de transferência de renda, o que representa um claro desvirtuamento do propósito do Fundeb, além de uma perda de 50% dos recursos novos a serem complementados pela União no novo Fundeb”, argumenta o Consed, também em nota.

O conselho diz que a proposta do governo permite que recursos públicos da União, dos estados e dos municípios sejam utilizados como auxílio para pagamentos nas redes privadas.

Tramitação
Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição (PEC), o texto precisa ser aprovado por três quintos dos deputados, o correspondente a 308 votos favoráveis, em dois turnos de votação.

A perspectiva dos parlamentares é que a análise da matéria seja concluída amanhã (21) na Câmara. Em seguida, o texto segue para apreciação do Senado, onde também deve ser analisado em dois turnos e depende da aprovação de pelo menos 49 senadores.

CONTINUE LENDO

Campanha que divulga profissionais negras de todo o Brasil tem baiana na coordenação

  • BN
  • 19 Jul 2020
  • 15:58h

Foto: Divulgação

“Negras que Movem” é o elemento chave de uma campanha que já apoia dezenas de profissionais negras de todo o Brasil e utiliza as redes sociais como meio de divulgação dos trabalhos realizados por elas. A iniciativa, que neste momento tem como uma das coordenadoras a publicitária baiana Luciane Reis, reúne em uma página no Instagram profissionais negras das áreas de psicologia, marketing, gestão pública, comunicação e outras. 

 Inspirada na atriz Taís Araújo, que mobilizou sua rede pessoal para promover mulheres negras empreendedoras, a campanha tem por objetivo o fortalecimento da “representatividade”, além de abrir campos de negócios para as mulheres participantes. 

 “Nós vimos a publicação que Taís Araújo fez nas redes sociais homenageando a atriz Isabel Fillardis e percebemos como isso ganhou força. Muitas atrizes negras entraram na campanha e também falaram sobre a importância de Isabel e da própria Taís em suas trajetórias. Então, pensamos: por que não criarmos essa rede e mostrarmos mulheres negras que estão por aí movendo diversas áreas profissionais. Explica Luciane Reis, criadora do canal “Mercafro”. Luciane divide a coordenação do “Negras que Movem” com a designer pernambucana, Taís Nascimento,  e com a marketeira digital paranaense, Vitorí da Silva.

No perfil @negrasquemovem são compartilhadas as histórias das profissionais, além de formas de estabelecer contato. A proposta, de acordo com o grupo, é viabilizar as possíveis parcerias e aumentar as possibilidades de negócios. 

A rede que chega à plataforma digital é integrada por mulheres do Programa Marielle Franco, promovido pelo Fundo Baobá para a Equidade Racial. “O programa busca acelerar o desenvolvimento de lideranças femininas negras. Muitas de nós não nos conhecemos pessoalmente, já que é um grupo nacional, mas sentimos a necessidade de compartilhar nossas histórias e assim incentivar mais mulheres a se enxergarem em profissões que muitas vezes ainda são mais ocupadas por pessoas brancas”, comenta Taís Nascimento.

 “Começamos com 26 mulheres, mas sabemos o potencial que podemos alcançar, justamente por sabermos que somos milhares de mulheres negras movendo o país. Queremos contar essas histórias e queremos que elas se multipliquem cada vez mais”, destaca Vitorí da Silva. 

Por se tratar de um movimento coletivo, a ideia é que nos próximos meses outras integrantes estejam à frente da coordenação do projeto. 

CONTINUE LENDO

Conquista pode registrar mais 2 mortes por coronavírus neste domingo (19)

  • BRF
  • 19 Jul 2020
  • 14:44h

(Foto: Reprodução)

Detalhes devem ser divulgados no boletim epidemiológico emitido diariamente aos finais de cada dia. Com esses dois novos óbitos, o município, infelizmente, passa a registrar um total de 29 vidas perdidas para a Covid-19.

Governo tenta adiar Fundeb para 2022 e quer dividir recurso com Renda Brasil

  • por Paulo Saldanã, Danielle Brant e Thiago Resende
  • 19 Jul 2020
  • 12:54h

Foto: Reprodução / Revista Veja

A Câmara planeja iniciar nesta semana a votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que renova o Fundeb, principal mecanismo de financiamento da educação básica. Distante das discussões desde o ano passado, o governo Jair Bolsonaro (sem partido) tenta desidratar o texto.

Neste sábado (18), dois dias antes da votação na Câmara, o governo sugeriu a líderes partidários que o Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) só começasse a vigorar a partir de 2022 e que a complementação adicional da União fosse repartida com o Renda Brasil, programa que deve substituir o Bolsa Família.

O Fundo é responsável por R$ 4 de cada R$ 10 gastos pelas redes públicas de ensino nesta etapa. Sua vigência expira no fim deste ano.

O dispositivo reúne parcelas de impostos e recebe uma complementação da União para estados e respectivos municípios que não atingem o valor mínimo a ser gasto por aluno no ano. O complemento federal atual é de 10% cerca de R$ 16 bilhões no ano.

A PEC da Câmara torna o Fundeb permanente, amplia a complementação da União para 20% de modo progressivo até 2026, e altera, entre outras coisas, o formato de distribuição dos novos recursos.

A equipe econômica reclama que o texto não aponta de onde virá o dinheiro novo. Congressistas defendem, por sua vez, que a definição da origem é papel do Executivo.

Contrário à complementação de 20%, o ministro Paulo Guedes (Economia) tenta agora destinar metade da complementação da União para um benefício voltado a crianças no Renda Brasil, programa que o governo quer que substitua o Bolsa Família.

Guedes convocou na semana passada reunião com a relatora do texto, a deputada Professora Dorinha (DEM-TO), para tentar uma mudança.

O ministro tenta incluir o Renda Brasil na PEC como forma de garantir dinheiro ao plano, uma vez que o Fundeb ficou de fora do teto de gastos, a regra que limita o aumento de despesas.

A ideia do governo ainda vai na contramão do dispositivo constitucional transitório que estabeleceu o Fundeb e que só permite a aplicação dos recursos do fundo na manutenção do ensino e na remuneração de professores. O Renda Brasil seria um benefício de assistência social.

"O ministério tem a ideia de fortalecer a educação infantil, que vem ao encontro do que a gente quer também", diz Dorinha. "O que não pode é tirar da educação recursos que já são reduzidos. Mas, de maneira complementar, nós podemos trabalhar muito."

O deputado Idilvan Alencar (PDT-CE) disse que a Câmara não vai abrir mão de nem um décimo dos 20%. "Se quiserem 25% de complementação com Renda Brasil, acho que ninguém vai se opor se atrelar o programa à permanência de estudantes", disse.

Questionado, o Ministério da Economia informou que não iria comentar o tema.

O governo também apresentou a líderes partidários do chamado centrão --que reúne partidos como PP, PL e Republicanos-- uma sugestão de texto que propõe que o Fundeb só seja retomado em 2022, proposta rechaçada pela relatora da PEC.

"Circulou entre alguns líderes uma proposta que eu não creio que seja do governo, porque ela é tão esdrúxula, tem tantos pontos inconstitucionais que eu não creio que o governo apresente isso formalmente", critica Dorinha.

"Significaria um ano de 2021 sem Fundeb. Com a proposta de entrar em vigor só em 2022, vamos ter um apagão na educação pública, porque o Fundeb responde por 63% do financiamento da educação básica", afirma. "Então a gente vai dizer que, em virtude da dificuldade financeira, da pandemia, nós vamos fechar as escolas. Vocês fiquem em casa, já ficaram 2020, fica mais 2021."

O Fundeb nunca esteve entre as prioridades de articulação do governo Bolsonaro, e o ex-ministro Abraham Weintraub (Educação) pouco se envolveu com o assunto. Em 2019, defendeu alta menor na complementação (de até 15%) e fez coro pela prorrogação do formato atual.

O novo ministro da Educação, Milton Ribeiro, esteve na reunião na Economia, mas manteve participação discreta.

Após vários adiamentos, congressistas envolvidos no processo conseguiram apoio do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para marcar a votação em plenário já nesta segunda-feira (20) --o tema está na pauta.

Com a alta da complementação, é previsto um incremento de R$ 66,9 bilhões de investimentos da União até 2026, a depender do crescimento econômico.

O valor mínimo gasto por aluno no país teria uma alta de 39%, passando de R$ 3.427 para R$ 4.778, segundo cálculo da Consultoria do Orçamento da Câmara. O número de municípios beneficiados com a complementação seria 34% maior, das atuais 1.699 cidades para 2.284 em 2026.

O texto prevê a adoção de um modelo híbrido de divisão do dinheiro. A distribuição dos atuais 10% continua sob as mesmas regras, com base na realidade dos estados (e respectivos municípios) que não atingem valor mínimo por aluno.

Parte dos recursos, referentes a 7,5% (a serem atingidos em 2026), serão distribuídos a partir do valor total investido na área por cada rede. Esse modelo contempla municípios pobres e com baixo investimento em estados mais ricos e que, no sistema atual, não são levados em conta.

É esse trecho que Guedes quer desidratar para destinar recursos ao Renda Brasil. A intenção do ministro é reduzir os 7,5% a 2,5% --a diferença iria para o programa que substituiria o Bolsa Família.

Em documento enviado a líderes partidários, a relatora da PEC critica a proposta. "Não cabe transformar a PEC do Fundeb em hospedeira de proposta de outra natureza, por mais relevante que seja, porque perde-se em termos de desenho de política educacional."

Outra parte dos novos recursos, de 2,5%, será distribuída a redes que obtenham bons resultados em indicadores de aprendizagem. Esse formato ainda não está definido.

O texto da PEC já atualizou a progressão da complementação, que aumenta para 12,5% em 2021 --antes eram 15%. Também retirou a possibilidade de usar um recurso que já é da área, o chamado salário-educação.

Mas ainda há pontos em disputa, como o veto ao pagamento de inativos e a obrigatoriedade de usar 70% dos recursos com pagamentos de profissionais da educação.

O formato atual prevê que 60% sejam destinados a salários de docentes. Deputados do Novo, por exemplo, afirmam que isso pode engessar os recursos.

O pagamento de profissionais ativos já consome, no entanto, cerca de 80% do fundo em estados e municípios, segundo estudo da organização D3E.

"Não estou aumentando o percentual para pagar professores; eu estou permitindo que se pague, nesses 70%, os demais profissionais sem comprometer o investimento na estrutura na escola", afirmou Dorinha.

Na proposta enviada a líderes, o governo sugere usar fundos constitucionais para custear a complementação adicional do Fundeb. No documento em que rebate a sugestão, Dorinha afirma que o assunto é "estranho à PEC".

"É prerrogativa do governo apresentar e defender, não cabe ao Congresso definir nessa PEC --o debate tem especificidades. As fontes são competência do Executivo", diz a relatora.

A alta na complementação aumenta o protagonismo da União no financiamento da educação básica --quase 80% desse dispêndio saem dos cofres dos outros entes. Também busca equalizar o investimento pelo Brasil, uma vez que o gasto com a área varia sete vezes entre os municípios que contam com o menor e maior orçamento.

Na comparação internacional, o gasto por aluno na educação básica no Brasil é bastante inferior ao praticado por outros países.

Em 2016, o país gastou cerca de US$ 3.800 por aluno do ensino fundamental. É menos da metade da média, de US$ 8.600, de países desenvolvidos da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Os valores são calculados de acordo com a paridade poder-compra.

CONTINUE LENDO

Agricultores brasileiros voltam a se preocupar com nuvem de gafanhotos; entenda

  • BN
  • 19 Jul 2020
  • 11:32h

Foto: Reprodução / Agência Brasil

Agricultores do sul do Brasil voltaram a ficar preocupados com uma possível chegada da nuvem de gafanhotos ao país. Isso porque, de acordo com a Agência Brasil, a expectativa é que os animais, que estão na Argentina, podem chegar por aqui até a próxima quarta-feira (22). A previsão foi feita pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul. 

  “Com a elevação das temperaturas no Rio Grande do Sul neste final de semana, estamos apreensivos, mas preparados para o caso de uma eventual ocorrência da praga em território gaúcho. Temos um plano operacional de emergência elaborado como Ministério da Agricultura”, explicou Ricardo Felicetti, chefe da divisão de defesa sanitária vegetal do órgão.  

  Além disso, pontuou que, apesar do alerta, a tendência é que haja um deslocamento da nuvem para a província de Entre Rios, na fronteira da Argentina com o Uruguai. Embora não representem um risco direto para os seres humanos, os gafanhotos podem, em grupo, causar grandes prejuízos econômicos, devorando plantações em questões de horas. Por fim, uma segunda nuvem de gafanhotos, que está se movimentando no Paraguai, também está sendo monitorada pelo Brasil, com menos preocupação. 

Chapada: Grupo é preso na BA suspeito de participação em roubo de gados

  • Informações do G1/BA
  • 19 Jul 2020
  • 10:51h

Grupo é preso suspeito de participação em roubo de gados na Bahia; dinheiro e armas foram apreendidos. — Foto: SSP-BA / Divulgação

Sete homens foram presos suspeitos de participação em uma quadrilha ligada ao roubo de gado em Andaraí, cidade que fica na Chapada Dimantina, na Bahia. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), com eles foram apreendidos três espingardas e R$ 3.300 em espécie. Segundo a SSP-BA, as prisões ocorreram na sexta-feira (17), durante uma operação das policias Civil e Militar. De acordo com a polícia, os homens começaram a ser monitorados a partir de um roubo de 70 animais em uma fazenda da cidade. Eles foram presos durante um cerco montado pela polícia quando seguiam para o povoado Vila São Luís. O grupo foi levado para a Delegacia Territorial (DT) de Andaraí.

Sindicombustíveis critica decretos que determinam fechamento de postos

  • Redação
  • 19 Jul 2020
  • 10:01h

(Foto: Reprodução)

O Sindicombustíves Bahia criticou os decretos municipais que determinam o fechamento de postos de combustíveis no interior do estado. A reação foi motivada por um vídeo, que circula nas redes sociais, no qual uma ambulância tenta abastecer em Feira de Santana, mas encontra o posto fechado. Em nota à imprensa, o sindicato lembrou que o governo federal incluiu como atividade essencial a produção de petróleo, distribuição de combustíveis e demais derivados de petróleo. “A restrição ou fechamento de postos de combustíveis na pandemia é ilegal e absurdo, particularmente o decreto municipal de Feira de Santana. Estamos vivendo tempos difíceis e temos que colaborar para evitar a disseminação do vírus, mas fechar os postos de uma cidade tão importante para a Bahia, no maior entroncamento rodoviário do Nordeste, é inadmissível”, declarou Walter Tannus Freitas, presidente do Sindicombustíveis Bahia. O representante da categoria lembrou que, com o fechamento dos postos, deixa-se de atender ambulâncias e viaturas policiais, e caminhoneiros ficam sem lugar para passar a noite e descansar. “Estamos falando de um serviço essencial para a população”, acrescentou.