As ações estão sendo coordenadas com base em um parecer feito pela Sesab, que estudou as melhores formas de evitar contágio sem prejudicar a campanha de cada região | foto: Reprodução
A polícia Civil e Militar estão à disposição da Justiça Eleitoral e do Ministério Público para agir em casos de aglomeração em campanha política no interior do Estado.
Essa foi a solução encontrada pelo governador Rui Costa (PT), para evitar eventos que possam se tornar foco de transmissão do coronavírus durante o período de eleição, que sugeriu também as carreatas em bicicletas e motos.
A alternativa foi comunicada pelo governador durante a entrega da obra de abastecimento de água no bairro de Brotas nesta segunda-feira (19).
“Nós agora só agiremos por decisão direta da justiça eleitoral. Eu pedi para que o MP coordenasse essas ações de monitoramento da atividade eleitoral porque acho que não cabe ao executivo em momento eleitoral intervenção direta nos procedimentos da eleição, porque poderia erradamente passar a ideia que a ação do executivo estaria sendo para prejudicar ou para favorecer candidatos neste ou naquele município”, disse o petista.
As ações estão sendo coordenadas com base em um parecer feito pela Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), que estudou as melhores formas de evitar contágio sem prejudicar a campanha de cada região.
“Os órgãos do estado, a Policia Civil e Militar, estão à disposição da Justiça Eleitoral e do Ministério Público. Em muitas cidades houve um acordo entre os candidatos e o MP, e esses eventos não estão acontecendo. A Sesab indicou uma medida de minimizar isso são as carreatas de bicicleta e de moto”.
Relator do projeto do senador Roberto Rocha (PSDB-MA) que legaliza apenas os cassinos no Brasil, o senador baiano Angelo Coronel (PSD) já decidiu: no relatório final que apresentará até o final deste mês vai incluir emendas legalizando todos os jogos, inclusive o bicho.
— A previsão, com base no que jogos rendem em outros países, é de R$ 50 bilhões por ano. O governo já beneficia 14,5 milhões de pessoas no Bolsa Família. Com essa grana, poderia bancar mais 20 milhões.
Coronel diz que já conversou com Paulo Guedes, ministro da Economia:
— Ele achou interessante. Interessante e ousado.
Empregos
Diz Coronel que, além da arrecadação, serão gerados 700 mil empregos diretos, e 600 mil indiretos.
— Na América do Sul, só o Brasil não legalizou os jogos; na OCDE, só dois países.
Na legislatura passada, um projeto similar circulou no Congresso até ser derrubado no Senado, numa articulação do então senador capixaba Magno Malta, que é evangélico.
Aliás, a principal reação vem da bancada evangélica, sob argumento de que estimula o vício e facilita a corrupção. Coronel diz que eles já avisaram:
— Dizem que não flertam com quem leva dinheiro.
Os defensores dizem que isso é bobagem. Afinal, o Brasil já tem os jogos oficiais, como as loterias da Caixa, e o jogo do bicho, que é clandestino. Nos dois casos, o princípio é o mesmo, só muda o caixa.
Mas não é assim que todos acham, teremos polêmicas.
O distanciamento social e o pagamento do auxílio emergencial por contas digitais aceleraram o processo de bancarização no Brasil. De acordo com dados do BC (Banco Central), 9,8 milhões de pessoas iniciaram relacionamento com instituição financeira de março para cá. A inclusão financeira, no entanto, ainda é um desafio, especialmente às vésperas do lançamento do sistema de pagamentos instantâneo, o Pix, que começará a funcionar em 16 de novembro. Atualmente, 175,4 milhões de pessoas têm relacionamento bancário. No fim de fevereiro, último mês cheio antes da chegada do coronavírus ao país, eram 165,6 milhões de brasileiros com conta em instituição financeira ou que consumiam algum produto financeiro (investimentos, por exemplo). O cruzamento do número de bancarizados com a estimativa da população brasileira do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para 2020, que está em 212 milhões, mostra que cerca de 36 milhões ainda ficam de fora do sistema financeiro.
O crescimento do número de clientes de instituições financeiras já era observado antes da pandemia da Covid-19. O ritmo, no entanto, era outro. No mesmo período do ano passado, 3,5 milhões de pessoas ingressaram no sistema.
Segundo especialistas, o pagamento do auxílio emergencial -- inicialmente em R$ 600 e agora em R$ 300 -- por meio de contas digitais da Caixa foi responsável por grande parte do processo. "A participação do auxílio nesse movimento foi grande porque ou você era bancarizado ou não recebia o recurso", diz Estevão Garcia, professor da Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras).
"Foi muito importante, alcançou especialmente pessoas de baixa renda, fora das grandes cidades", afirma.
Para ele, o processo de inclusão financeira é inevitável e foi acelerado pela pandemia. "A dependência do dinheiro físico vai diminuir cada vez mais. Hoje, existem smartphones acessíveis. Com o distanciamento social, mesmo os mais idosos, que não têm tanta familiaridade com a tecnologia, tiveram de se inserir".
Thaís Cíntia Cárnio, especialista em banking e professora de direito da Universidade Mackenzie, diz acreditar que muitos dos que tiveram conta aberta pela Caixa para recebimento de benefícios devem continuar usando o serviço após o término do auxílio.
"Depende do atendimento da instituição financeira. Se a conta se transformar em um obstáculo, ele não continua. Caso contrário, com certeza vai querer permanecer, é mais prático e mais cômodo", diz.
Segundo Cárnio, a inclusão financeira traz benefícios. "Há também um contexto social e educativo, existem oportunidades do mercado financeiro e a construção de educação financeira é superimportante".
"Seguramente milhões desses novos clientes manterão suas contas e tendem a consolidar seu relacionamento com os bancos", diz o presidente da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Isaac Sidney. "Os bancos têm total interesse em atrair a população não bancarizada. O acesso a serviços financeiros constitui um passo crucial para a inclusão social e para o combate à desigualdade no país", afirma.
Segundo Sidney, as instituições financeiras vêm desenvolvendo, ao longo dos últimos anos, formas de ampliar a capilaridade de sua rede de atendimento para aumentar o alcance dos serviços. "Caixas eletrônicos, operações bancárias por telefone, correspondentes bancários, além de internet e mobile banking, são alguns exemplos dessas iniciativas", diz.
Mesmo com a digitalização de serviços financeiros, o acesso à internet ainda é um obstáculo. De acordo com a última pesquisa do IBGE sobre o tema, 20,9% das residências brasileiras não tinham internet em 2018.
Além disso, segundo dados do BC, o número de municípios sem atendimento bancário saltou nos últimos anos. Hoje, são 2.345 cidades sem agência, 22,3% a mais que em 2012.
Há municípios que, além de não terem agência, não contam com ponto de atendimento ou caixa eletrônico. Isso dificulta ainda mais o processo de inclusão financeira, especialmente para aqueles que não têm acesso à internet. Atualmente, 380 cidades não têm nenhum desses serviços.
O professor de finanças do Insper Ricardo Rocha critica a qualidade dos dados disponíveis. "É difícil quantificar quem é bancarizado. O dado do BC mostra quem tem qualquer relacionamento bancário", afirma.
"Para mim, o bancarizado precisa ter pelo menos conta-corrente ou poupança e movimentar, pelo menos parcialmente. Se isso fosse considerado, possivelmente seriam mais de 50 milhões fora do sistema financeiro", diz Rocha.
O BC afirmou, em nota, que, entre a população adulta, o percentual de bancarizados é expressivo, já que quase 174 milhões de brasileiros têm mais de 14 anos.
Segundo a explicação, restam apenas 13 milhões de brasileiros acima dessa faixa etária sem relacionamento bancário.
Os cálculos da autoridade monetária, segundo informado pelo BC, foram feitos com dados de julho deste ano e não com os últimos divulgados pela própria instituição, de setembro, e usados pela reportagem.
A justificativa, no entanto, não leva em conta a quantidade de crianças (abaixo de 14 anos) bancarizadas. Dados com abertura por idade são divulgados anualmente pela autarquia.
A última informação, de 2019, revela que 149 milhões de pessoas com relacionamento bancário tinham mais de 15 anos. No fim de dezembro, o total de bancarizados era 164,6 milhões. Assim, 15,6 milhões tinham 14 anos ou menos.
"Entre os cidadãos com relacionamento bancário, estão inseridos os relacionamentos ativos (não encerrados) que possuam saldos muito baixos ou que não registrem movimentações por longos períodos", diz o BC, em nota.
"Nesse sentido, espera-se que o Pix contribua para a bancarização, por ser um sistema de pagamentos aberto, que contará com mais de 700 instituições participantes, de uso fácil e barato, e que permitirá a maior utilização do sistema financeiro pela população", afirma.
O BC diz ainda que se compromete com inclusão financeira responsável. "Ou seja, que as pessoas possam ter acesso efetivo a serviços financeiros que se adequem às suas necessidades", diz.
"Portanto, não se trata de focar apenas que cada pessoa tenha uma conta ou financiamento, mas que essa conta e outros serviços sejam adequados às suas necessidades, contribuam para sua qualidade de vida e tenham custo justo", afirma a autarquia.
Peças de apoio ao presidente são espalhados pela Bahia | Foto: Divulgação
A Procuradoria-Geral Eleitoral, órgão ligado ao Ministério Público Federal (MPF) abriu investigação para apurar se há crime de propaganda eleitoral antecipada e de improbidade administrativa na instalação de outdoors, nos estados da Bahia e do Mato Grosso, que enaltecem a imagem do presidente Jair Bolsonaro. A Procuradoria quer investigar se a produção do material publicitário foi financiada com dinheiro público, já que tem patrocínio de entidades que recebem recursos federais, como a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Caso isso seja comprovado, a situação pode “se revestir de gravidade apta a configurar ato de improbidade administrativa”, diz trecho da portaria que instaurou o procedimento, assinada pelo vice-procurador-geral eleitoral Renato Brill de Góes. O objetivo também é apurar os autores do financiamento e da instalação dos outdoors, para concluir se o caso revela “ação coordenada” por parte de Bolsonaro ou ação espontânea de entidades, “organizadas ou não em ‘movimentos’, de forma pontual, sob o exercício da liberdade de expressão.” Na portaria, Góes ainda destaca que o presidente é um "potencial candidato à reeleição em 2022" e aponta que o material expõe "massivamente" a figura de Bolsonaro. Ainda segundo ele, os outdoors, fixados em locais de grande circulação popular em diversos municípios baianos, trazem imagens padronizadas do presidente, além das mesmas cores usadas na campanha eleitoral de 2018, com “frases de repercussão midiática para promover, beneficiar e enaltecer” o chefe do Executivo nacional. Para o vice-procurador, fatores como esse evidenciam possibilidade de propaganda eleitoral antecipada, algo proibido pela legislação eleitoral. “A prática de propaganda eleitoral antecipada está sujeita a alto grau de reprovabilidade, haja vista o seu potencial de desequilibrar a disputa eleitoral, podendo afetar a legitimidade, a normalidade e a lisura do processo eleitoral e repercutir diretamente no resultado do pleito”, pontua Góes. O procedimento foi aberto após representações enviadas à Procuradoria-Geral Eleitoral apontarem possíveis crimes na afixação dos outdoors.
Em apelo a prefeitos do interior, governador sugeriu que testagem da população seja ampliada |
O governador Rui Costa (PT) afirmou na manhã desta segunda-feira (19) que os indicadores epidemiológicos, por enquanto, não apontam para a possibilidade de uma segunda onda de contaminações por Covid-19 na Bahia. Em entrevista coletiva, o governador disse que, embora tenha sido verificado um aumento na taxa de ocupação dos leitos de UTIs pediátricas, a situação está sob controle. “Os números de [pacientes] internados continuam estáveis, com tendência de redução, tanto é que nós desativamos a Fonte Nova. Os leitos infantis, esses qualquer variação eles impactam muito percentualmente. Como até aqui [o coronavírus] não foi uma doença que chegou às crianças, o número de leitos reservados a crianças foi muito pequeno. Então, quando você tem dez leitos, se aparecem duas crianças a mais, cresceu 20%. Se você tinha cinco, apareceram duas, vai para 70%. Se apareceram três crianças, 80%. Então os números desde o início da pandemia dedicados a crianças sempre foram números, comparados com adulto, muito pequenos. Chegaram ser menos de 10% os leitos dedicados a crianças. Por enquanto nada que indique uma segunda onda”, afirmou Rui Costa. Na entrevista, o governador também fez um apelo para os prefeitos de cidades do interior continuarem testando a população. “Nós temos testes PCR disponíveis. Estamos fazendo testes hoje, infelizmente, abaixo da capacidade do Lacen., porque nós diminuímos muito a testagem dos municípios”, pediu o chefe do Executivo estadual.
Inspiração na legislação europeia sobre o assunto, a Lei 13.709/2018, chamada de Lei Geral de Proteção de Dados, tem o objetivo de proteger os dados físicos ou digitais, tanto para pessoas naturais quanto para pessoas jurídicas, sejam elas de direito público ou privado. Esta Lei tem a finalidade fundamentada no respeito à privacidade; liberdade de expressão; informação e opinião; a inviolabilidade da honra, imagem e dignidade; os direitos humanos entre outros.
A LGPD discorre que dado pessoal é a informação de uma pessoa natural identificada ou identificável. Segundo a advogada Lorrana Gomes, do escritório L Gomes Advogados, “um banco de dados, por sua vez, é a junção de vários dados pessoais que estão sistematizados em uma ou mais plataformas, seja física ou digital. Já o tratamento de dados é toda manipulação dos dados pessoais, sendo alguns deles: Coleta, recepção, classificação, acesso, reprodução.’
Conforme estabelece a norma, existem alguns requisitos para que seja autorizado o tratamento de dados pessoais. A advogada explica que, sendo permitido, “caso haja o consentimento do titular ou para cumprimento de alguma obrigação legal, ainda caso seja necessária a utilização para execução de políticas públicas, para realização de estudos pelos órgãos de pesquisas, caso seja necessário sua utilização visando a proteção da vida do titular ou tutela de saúde, para proteção de crédito, dentre alguns outros aspectos. Mas é importante ressaltar que uma implementação da LGPD dentro de uma empresa depende de uma análise particular e deve ser supervisionada ou conduzida por um setor jurídico”.
Lorrana destaca ainda que a nova legislação garante a proteção dos dados pessoais por parte das empresas que as detém. “Estas organizações deverão manter em segurança o banco de dados e todas as informações pessoais que portarem, devendo informar ao órgão regulador qualquer incidente que venha ocorrer, a depender do caso, até mesmo o titular dos dados deverá ser comunicado. Vazamento de dados de particulares poderão gerar indenizações por dano moral, bem como a empresa pode ser multada”.
Diante da promulgação da lei, a Advogada lembra que “as empresas precisarão se adequar para estarem dentro dos parâmetros da LGPD, devendo adotar medidas de segurança técnica, jurídica e administrativa, a fim de que os dados estejam completamente protegidos contra acesso não autorizado, vazamentos acidentais e de uso indevido, caso contrário poderão sofrer as sanções previstas no texto da Lei, como por exemplo: Advertências, multas, bloqueio ou eliminação dos dados em questão, suspensão ou proibição do funcionamento do banco de dados da corporação”.
Como forma de atender aos pedidos das empresas, as punições por desobediência à LGPD só serão aplicadas a partir de agosto de 2021. Isto porque a implementação demanda tempo, devendo ser revisto todo o procedimento interno da empresa a fim de resguardá-la. Até lá, espera-se que a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) já esteja estruturada. Lorrana destaca que “o órgão será responsável por regular a lei, elaborar instruções para o cumprimento de suas normas e fiscalizar o cumprimento”.
Depois de muita expectativa, o presidente Jair Bolsonaro editou em agosto um decreto que estabelece a estrutura e os cargos do órgão. Agora, além de indicar cinco conselheiros, que terão de ser aprovados pelo Senado, o governo precisa responder a outras questões: “Onde a ANPD será seriada? Como será seu expediente? Quem serão os servidores que lá trabalharão? Também não se sabe até o momento qual será o orçamento da agência, que é algo que deve ser definido no Orçamento Geral da União”, detalha.
Enquanto isso não acontece, Lorrana aconselha que esta “é a oportunidade ideal para as empresas adequarem suas plataformas, softwares e administração de dados, através de uma rigorosa auditoria jurídica. Já para os titulares de dados, ela acredita que isso pode trazer malefícios, uma vez que ‘tudo continua na mesma’ e como pode ser observado, existem vários relatos de vazamento, acesso não autorizado e utilização ilícita dos dados, o que pode gerar muitos prejuízos. Mas, a partir de Agosto de 2021 esse cenário mudará a favor do cidadão que terá uma proteção extra em relação aos seus dados”, finaliza.
O Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) estima perda de arrecadação com o cancelamento do réveillon deste ano e do carnaval de 2021, em virtude da pandemia do novo coronavírus. De acordo com informações da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, a entidade prevê uma queda de cerca de R$ 35,8 milhões nos valores arrecadados e distribuídos aos autores, sem estas festas. Ainda segundo a publicação, levando em consideração apenas os eventos realizados na Bahia, Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro, onde acontecem os maiores eventos, a perda de arrecadação somaria aproximadamente R$ 21 milhões. As previsões feitas pelo Ecad estão norteadas pela comparação com os valores arrecadados em 2020.
O primeiro animal de estimação infectado com o coronavírus Sars-CoV-2 do Brasil foi descoberto na cidade de Cuiabá, no Mato Grosso. É uma gatinha de poucos meses. Ela não tem sintomas da Covid-19 e contraiu a doença de seus tutores este mês. A possível infecção de outro gato e de um cachorro está em estudo, segundo o jornal O Globo. De acordo com a publicação, o caso acende o alerta para o risco de as pessoas transmitirem o coronavírus para os animais. Investiga-se a hipótese de estes poderem, então, contaminar gente e outros bichos. Isso não só aumentaria os meios de transmissão quanto os reservatórios do vírus, apesar de, por ora, sejam somente hipóteses, sem comprovação. Em laboratório, na China, mostrou-se ser possível que gatos transmitam a doença para outros felinos. Mas não se sabe se podem transmitir para seres humanos e sequer se o contágio entre felinos é fácil.
Durante uma campanha eleitoral, até um espirro pode gerar um pedido de impugnação de candidatura. No contexto da pandemia do novo coronavírus, seria até literal, pois sugeriria que o candidato expôs o seu entorno a uma infecção. O espirro aqui também pode ser no sentido figurado. Na batalha de uma eleição, qualquer possibilidade de deslize de um adversário pode e vai ser utilizada para buscar na justiça um indeferimento de candidatura, uma inelegibilidade ou até mesmo um riscão na imagem de um postulante a cargo público.
A judicialização de tudo já foi alvo de crítica aqui neste espaço. Nesse período há uma sobrecarga ainda maior no Judiciário justamente porque a política deixou de ser um campo de diálogo para ser uma guerra. As batalhas campais são travadas na esfera pública e na esfera judicial, com o objetivo de atingir um adversário na primeira. Isso com direito à manipulação de informações ao bel prazer dos envolvidos nos processos.
Se para a imprensa já é difícil identificar quando um pedido de impugnação tem amparo na realidade, imagine para a população média, que sequer consegue perceber que tal pedido não representa a inelegibilidade. Por isso é preciso ser muito reticente com relação a essas informações que circulam nas redes - em especial no WhatsApp, que sequer é passível de verificação “pública” como outras plataformas. Isso coloca a democracia em risco tanto quanto a proliferação de notícias falsas - são meias verdades, se formos eufemistas.
Não que não existam absurdos por aí afora. Tem candidato a prefeito que deveria estar longe de qualquer possibilidade de estar presente nas urnas. Sejam por atos de improbidade, por falta de caráter ou, simplesmente, porque deveria ser carta fora do baralho. Ainda assim, é preciso respeitar o processo legal e a própria democracia antes de extinguir candidaturas ou gerar instabilidade política num município.
Tenho recordação de uma cidade baiana que chegou a ter mudanças de prefeito diversas vezes em um único ano, com direito a troca de fechaduras e cadeados a cada último dia no comando da prefeitura. Resultado desse excesso de judicialização e dessa guerra subterrânea pelo poder. Como não falta cara de pau na política, tem muito inelegível que se candidata e tumultua o processo eleitoral. Quem sofre com isso é a população, relegada ao descaso desses falsos gestores.
Impugnação não é garantia que um candidato não estará nas urnas. E deveria ser um artifício utilizado com mais parcimônia numa eleição. Pena que o interesse público não é algo lá muito comum entre muitos políticos.
Placa instrui distanciamento social entre os britânicos, foto de 18 de outubro — Foto: Jason Cairnduff/Reuters
A Europa registrou mais de 250 mil mortes por complicações do novo coronavírus até este domingo (18), segundo um levantamento feito pela agência de notícias France Presse. O número equivale a um quinto de todas as mortes por Covid-19 no mundo.
No total, desde o início da pandemia, foram 250.030 mortes confirmadas por complicações do coronavírus em todo o continente que registra também mais de 7,3 milhões de casos da doença. A maior parte das mortes está concentrada em cinco países:
Reino Unido (43.646)
Itália (36.543)
Espanha (33.775)
França (33.392)
Rússia (24.187)
Apenas na semana passada, mais de 8 mil pessoas morreram de Covid-19 na região. O continente, que já foi apontado como epicentro da pandemia no mundo, voltou a tomar medidas duras para conter um novo avanço da doença.
Guia turística usa máscara enquanto fala em frente do Coliseu em Roma, na Itália, durante a pandemia do novo coronavírus — Foto: Andrew Medichini/AP
Neste domingo, a Itália bateu – pelo quarto dia seguido – seu recorde diário de novos casos de Covid-19. Apenas nas últimas 24 horas, o país registrou 11.705 casos de coronavírus, a maior contagem diária desde o início do surto no país.
Houve também aumento no número de mortes – foram 69, contra 47 anunciadas no sábado, 55 na sexta e 83 na quinta. O número é bem menor que os registrados no auge da pandemia na Itália (março e abril), quando um pico diário de mais de 900 mortes foi alcançado.
A Itália foi o primeiro país da Europa a ser atingido pela Covid-19 e tem o segundo maior número de mortos no continente, atrás apenas do Reino Unido. O governo italiano impôs novas restrições a reuniões, restaurantes e atividades escolares em uma tentativa de diminuir o aumento de infecções.
Mais restrições
Na França, pelo menos nove cidades – incluindo a capital Paris – passaram a ter um toque de recolher entre 21h e 6h, como medida para evitar a propagação da doença.
Londres e outras oito cidades britânicas foram classificadas como áreas de risco de contágio alto – o segundo nível em uma escala que vai até três. Mais de 28 milhões de pessoas – metade da população inglesa – não vão mais poder marcar encontro em lugar fechado com pessoas de casas diferentes.
A Suíça também registrou aumento de casos. Por causa disso, o governo impôs o uso de máscara obrigatório a partir desta segunda-feira (19) em locais públicos fechados.
"Nesta semana, o número de casos dobrou, e o aumento agora é exponencial", declarou a presidente suíça, Simonetta Sommaruga, para justificar a gravidade da situação.
O secretário de Cultura e Turismo de Luís Eduardo Magalhães, oeste da Bahia, Alexandre Vieira, não estava sozinho dentro da caminhonete onde foi encontrado morto É o que aponta perícia feita no veículo. “Encontramos diversas perfurações ao longo do corpo, concentradas na região das costas, e na região do braço esquerdo. Evidências rapidamente sugerem que tinha mais de uma pessoa no veículo”, disse o perito criminal Everton Magalhães, em entrevista à TV Bahia. Segundo o delegado Joaquim Rodrigues, ainda não foi identificada motivação para o crime, ocorrido na manhã deste sábado (17). A polícia acredita que Alexandre tenha sido morto com ao menos sete facadas, na madrugada deste sábado. Uma faca foi encontrada perto do local do crime e encaminhada para perícia De acordo com informações da polícia, o corpo foi encaminhado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) da região, onde vai ser periciado. Nascido em Minas Gerais, Alexandre Vieira tinha 53 anos e era conhecido em Luis Eduardo Magalhães pela realização de vários projetos culturais. Ele deixa mulher e dois filhos adolescentes. A Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães decretou luto oficial de três dias pela morte do secretário. Em nota, a administração municipal destacou as ações desenvolvidas por Vieira na cidade.
As eleições municipais de 2020 ainda não empolgaram os eleitores, que estão mais preocupados com a pandemia do coronavírus, agoniados pelo fim do auxílio emergencial, cortado pela metade por Bolsonaro, e a maioria não tem nenhuma perspectiva de arrrumar um emprego ou um bico qualquer neste final de ano. Os candidatos desfilam no horário eleitoral com velhas e recicladas propostas e não tocam nas questões que afetam a vida do povão: emprego, saúde, transporte, renda…É uma faz de conta danado no horário eleitoral. Por exemplo em Curitiba, uma das cidades mais desiguais do Brasil, os chamados candidatos de oposição até elogiam o atual prefeito da cidade, Rafael Greca, um veterano político, que no auge da pandemia repassou mais de 200 milhões de reais para os empresários super ricos que controlam o transporte da cidade. Os sem emprego, sem comida, sem teto – e também sem candidatos só crescem neste país arrasado por Bolsonaro e Paulo Guedes. Neste cenário, eis que surge uma “candidatura” que chuta o pau de barraca nestas eleições modorrentas: A ‘Ana Bafo de Rola’, com muito tesão, promete defender as raparigas de todo o país.
O candidato a prefeitura de Vitória da Conquista, Zé Raimundo (PT), foi condenado a pagar R$53.205,00, a serem retirados do fundo eleitoral, por divulgar somente os números da pesquisa, sem fazer qualquer referência clara à margem de erro, contrariando o o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A representação foi feita pela coligação do atual prefeito Herzem Gusmão (MDB). "As informações divulgadas na propaganda eleitoral em rede de rádio, em relação à pesquisa de opinião do eleitorado quanto à preferência de votação, ficaram incompletas, não bastando, como mencionado pelos Representados em sua peça defensiva, apenas mencionar os resultados, sem alterar quaisquer dos percentuais obtidos na pesquisa, pois além da previsão legal de que os dados do período de realização e margem de erro referente a cada pesquisa serem necessários, há também decisões de Tribunais Superiores neste sentido", pontua o juiz Cláudio Augusto Daltro de Freitas. A propaganda eleitoral alvo da representação foi veiculada no dia 09 de outubro de 2020, em horário eleitoral gratuito, blocos da manhã, tarde e noite, nas Rádios: Transamérica; Rádio Clube; Rádio Bandeirantes; Sistema UESB de Rádio e Televisão; Associação Comunitária de Radiodifusão; Rádio Brasil FM; Rádio Canção Nova, de acordo com o magistrado da 041ª Zona Eleitoral de Vitória da Conquista.
Segundo a moça, aquela não foi a primeira agressão que sofreu dele, em 6 meses de namoro ela apanhou mais de 5 vezes | Foto: Instagram/ Arquivo Pessoal
A mulher agredida por Carlos Samuel Freitas em um vídeo que viralizou nas redes sociais, falou pela primeira vez sobre o ocorrido.
Em um desabafo feito em seu perfil no Instagram, a moça identificada como Franciele Azevedo, de 26 anos, contou que viveu um relacionamento abusivo com o rapaz, que agora é considerado foragido.
“Me chamo FRANCIELE AZEVEDO o vídeo que está circulando, onde apareço sendo agredida sou eu. Portanto demorei para me posicionar pelo fato, que sempre achava ele iria mudar onde permaneci por um tempo no relacionamento abusivo, pois o mesmo depois de todas as vezes que me agredia me pedia desculpas e falava que não lembrava o que tinha feito e nem o porque tinha feito e no final a culpa era sempre minha”.
Segundo a moça, aquela não foi a primeira agressão que sofreu dele, porém foi o único registro dos momentos de terror vividos ao lado de Carlos.
“Não é fácil para mim vim aqui falar sobre esse assunto onde várias pessoas me julgam, como se eu merecesse e sempre me culpando pelas as agressões, minha única culpa foi pensar que um dia ele mudaria, mas n mudou. Onde sofri pressões psicológicas, sigo hoje cheio de problemas e dores que essas agressões me causaram”, disse.
Ao G1, Franciele disse que grande parte das agressões aconteceram por ciumes, as outras bastava ela falar algo que desagradasse o suspeito. Durante os seis meses de namoro ela foi agredida mais de 5 vezes por ele. A jovem conta que tentou pedir ajuda, mas foi impedida por Carlos. No dia do vídeo, o rapaz a agrediu por não querer ir para casa. Franciele disse que ele estava bêbado e partiu para cima dela.
Em todas as agressões, o rapaz dia a ela que não iria adiantar levar os casos à polícia. “[Ele dizia] que eu poderia prestar queixa que nunca iria dar em nada. Falava que tenho culpa dele não sabe dialogar feito pessoas normais”, contou.
Presidente veio ao estado no início de setembro | Foto: Alan Santos/ PR
O presidente Jair Bolsonaro deve voltar à Bahia entre o fim de outubro e o início de novembro para inauguração do trecho 4 das obras de duplicação da BR-135. A cerimônia acontecerá no município de São Félix do Coribe, no oeste baiano.
A volta do presidente ao estado deve ser oficialmente confirmada pelo Palácio do Planalto no fim deste mês. A previsão é de que a agenda aconteça entre os dias 30 de outubro e 6 de novembro, segundo o deputado federal José Rocha (PL-BA), aliado do presidente, afirmou ao Bahia Notícias.
Esta é a terceira de Bolsonaro à Bahia em pouco mais de três meses. No fim de julho, o presidente participou da inauguração de um sistema de abastecimento no município de Campo Alegre de Lourdes, no norte do estado. Depois, em 11 de setembro, assinou, em São Desidério, no oeste baiano, termo de compromisso e parceria entre a Construtora Engenharia, Construções e Ferrovias S/A (Valec) e o Exército Brasileiro, para construção de um trecho de 18 km da ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol).