Aos 49 anos, cantor Louro Santos é mais uma vítima fatal da Covid-19

  • Redação
  • 23 Nov 2020
  • 09:56h

(Foto: JC OnLine)

Morreu, na noite do domingo (22), o cantor e compositor Louro Santos, de 49 anos. Ele estava internado há 15 dias em um hospital particular na Ilha do Leite, no Centro do Recife, e segundo a família, ele faleceu de Covid-19. O óbito, de acordo com familiares, ocorreu por volta das 21h30. Devido aos protocolos sanitários, não haverá velório. O enterro deve ocorrer nesta segunda-feira (23). Louro Santos era compositor de forrós românticos e havia feito parte de bandas como Aveloz, Arretados do Forró e Forró da Malagueta. Suas músicas foram interpretadas por bandas e artistas como Calcinha Preta, Joelma e Saia Rodada. Ao lado de Victor Santos, um de seus três filhos, cantou sucessos como as músicas Retrato e Virou Minha Cabeça. Em julho de 2020, pai e filho haviam feito uma live na internet com sucessos da carreira.

 

Operação da PF cumpre mandados na Bahia; Justiça bloqueia R$ 400 mi de investigados

  • Redação
  • 23 Nov 2020
  • 09:40h

(Foto: Divulgação PF)

A Polícia Federal cumpre nesta manhã na Bahia mandados de prisão, busca e apreensão em uma operação contra o tráfico de drogas. Batizada, de Enterprise, a ação é considerada a maior do ano no combate à lavagem de dinheiro do tráfico e uma das maiores da história na apreensão de cocaína nos portos brasileiros. A operação mira uma organização criminosa especializada no envio de cocaína para a Europa. Ao todo, são 149 mandados de busca e 66 mandados de prisão nos estados do Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Pernambuco, além da Bahia. Cerca de 670 policiais federais e mais 30 servidores da Receita Federal participam da operação. As medidas foram expedidas pela 14ª Vara Federal de Curitiba.  A Justiça ordenou o sequestro de aproximadamente R$ 400 milhões em bens do narcotráfico, como aeronaves, imóveis e veículos de luxo. A PF espera que novos bens sejam identificados após o cumprimento dos mandados.  Durante a investigação, foram anteriormente apreendidas 50 toneladas da droga nos portos do Brasil, da Europa e da África. O volume de apreensões coloca a organização criminosa como uma das maiores em atuação no país. Em continuidade às ações de cooperação internacional, foram expedidas, ainda, difusões vermelhas na Interpol para a prisão de oito investigados que estão no exterior, bem como a identificação e sequestro de bens em outros países. Segundo a PF, o esquema utilizado pelos criminosos consistia na lavagem de bens e ativos multimilionários no Brasil e no exterior com uso de laranjas e empresas fictícias, para dar aparência legal ao lucro do tráfico.  O nome da operação faz alusão à dimensão da organização criminosa investigada, que atua como um empreendimento internacional na lavagem de dinheiro e exportação de cocaína, o que trouxe alto grau de complexidade à investigação policial, de acordo com a corporação.

Brumado: RHI Magnesita realiza projeto social na comunidade de Pedra Preta

  • 23 Nov 2020
  • 09:11h

Foto: Laércio de Morais I Brumado Urgente - Em parceria com o SENAI, empresa vai oferecer cursos profissionalizantes gratuitos para os moradores da comunidade

A RHI Magnesita, líder global da indústria de refratários, lança em dezembro o projeto Crescer, em parceria com o SENAI, voltado para a qualificação profissional dos moradores da comunidade de Pedra Preta, em Brumado. Serão oferecidos cursos de qualificação profissional nas seguintes áreas: auxiliar civil, instalador hidráulico, manutenção de infraestrutura de sistemas elétricos industriais, auxiliar de manutenção mecânica e eletricista instalador residencial de baixa tensão.

“Atuamos de forma ativa em busca do desenvolvimento social e responsabilidade socioambiental para perenizar nosso negócio e gerar valor aos nossos investidores, à sociedade, ao mercado, aos colaboradores e fornecedores em geral, alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU). Os nossos programas fomentam a geração de emprego, o empreendedorismo, o envolvimento comunitário, o desenvolvimento de crianças e jovens, o equilíbrio social e a formação e qualificação profissional, além de termos projetos voltados para a proteção ambiental”, comenta Lucilla Soledade, especialista em Comunicação e Relacionamento com as Comunidades da RHI Magnesita

O grande diferencial da iniciativa é que, alguns dos cursos, terão a parte prática realizada nas instalações da RHI Magnesita. Os interessados devem se inscrever no dia 25 de novembro na Associação Comunitária dos Pequenos Produtores Rurais das Fazendas Campo de Dentro, Lagoa dos Algodões e adjacências (Associação Pedra Preta).

A capacitação técnica é uma ferramenta importante de motivação para aqueles que vislumbram no estudo e no trabalho uma fonte de realização e, nesse sentido, a RHI Magnesita acredita que educação é a chave da transformação. “O projeto vai atender mais de 100 pessoas em situação de vulnerabilidade social, contribuindo para a elevação da qualidade da mão de obra local. Ofereceremos a oportunidade para que eles sejam produtivos, para que tenham renda e se enxerguem como capazes de contribuir por um mundo cada vez melhor”, completa Soledade.

Luto: policial civil Roberto Bigode perde a luta para o câncer

  • Redação
  • 23 Nov 2020
  • 09:01h

Foi confirmado o falecimento de uma das pessoas mais respeitadas da Polícia Civil de toda a região: Roberto Soares, conhecido popularmente como Roberto Bigode. Ele lutava contra um câncer, não resistiu e faleceu nesse fim de semana, para tristeza de amigos e familiares da Suíça Baiana. Roberto era investigador da Polícia Civil, considerado um dos mais atuantes da corporação.

Infectada com coronavírus, deputada Fabíola Mansur é internada no Hospital Aliança

  • Redação
  • 23 Nov 2020
  • 08:42h

"Meu quadro ainda inspira cuidados", disse a deputada estadual do PSB | Foto: PSB Bahia

A deputada estadual Fabíola Mansur (PSB), que está infectada com o coronavírus, foi internada no Hospital Aliança. A informação foi dada pela própria parlamentar em suas redes sociais. “Por complicações pulmonares causadas pela COVID e orientação médica para melhor acompanhamento do meu quadro – com exames, medicações venosas e monitoramento da evolução, a equipe médica optou por tratamento em regime de internação. Estou no Hospital Aliança, evoluindo bem. Porém, meu quadro ainda inspira cuidados”, escreveu a deputa estadual. Mansur ainda agradeceu as manifestações de solidariedade. “Agradeço o carinho e a dedicação de toda a equipe do hospital. Sabemos que a pandemia não acabou, que o coronavírus é traiçoeiro e os mesmos rigores de uso de máscara, distanciamento social e uso de álcool em gel ainda se fazem necessários. Apesar de ser médica e ter tomado todos cuidados, foi numa visita familiar, quando tirei a máscara e baixei a guarda, que me contaminei. Todos meus contatos testados, em sua maioria negativos, estão bem. Portanto, cuidem-se. Em breve, estarei com vocês. Abraços”, afirmou.

Empate Técnico: Pesquisa do 2º turno mostra Zé Raimundo com 40% e Herzem com 37%

  • BRF
  • 23 Nov 2020
  • 07:52h

(Foto: Divulgação)

Levantamento A TARDE/Potencial Pesquisa indica um empate técnico entre os candidatos Zé Raimundo (PT) e Herzem Gusmão (MDB) na disputa do segundo turno em Vitória da Conquista. O petista está ligeiramente à frente na corrida para a prefeitura do município, com 40% das intenções de voto, enquanto que o emedebista aparece com 37%.

O índice de eleitores indecisos é de 14%, não quiseram responder à pesquisa 6% dos eleitores. Os que pretendem votar em branco são 3% e 1% querem anular o voto. Foram 93% dos entrevistados que afirmaram que vão votar no segundo turno, 2% não pretendem votar, 5% não sabem se vão e 3% não quiseram responder.

“É um empate técnico. Há uma cristalização dos votos muito grande, algo que vimos no primeiro turno. Ambos os candidatos têm chances reais de vitória. O cenário é indefinido. Ainda há um número grande de indecisos”, avaliou o diretor da Potencial, Zeca Martins.

O levantamento também indicou o nível de confiança dos eleitores nas duas candidaturas. Para 97% dos eleitores de Zé Raimundo, não há possibilidade de mudança de voto; e 95% dos eleitores de Herzem Gusmão, também afirmaram que não mudarão o voto em hipótese alguma.

“Qualquer mudança neste cenário estará relacionada com os indecisos, e estamos falando de um percentual em torno de 15% a 20%. É uma eleição em que a campanha nesta última semana vai fazer muita diferença. O programa eleitoral gratuito em rádio e TV já começou. É um cenário bastante acirrado”, complementou Zeca Martins.

A disputa entre segmentos etários também está bastante acirrada. Zé Raimundo tem a preferência de eleitores do gênero feminino, com 45% contra 35% de Gusmão. Por outro lado, o emedebista lidera entre o segmento masculino, com a preferência de 40%, contra 38% do petista.

Herzem tem maior intenção de votos entre os eleitores com maior nível de escolaridade (44% x 41%) e Zé entre os com menor escolaridade (44% x 36%). Entre jovens com idade de 16 a 24 anos, Zé Raimundo se sai melhor em relação ao adversário (40% x 36%). Mas quando se trata de eleitores com 25 a 44 anos, Herzem Gusmão está à frente, com 41% contra 34% de Zé.

O candidato do MDB tem o melhor desempenho no segmento renda. Entre eleitores com rendimento de R$ 2.090,00 a R$ 5.225,00, o emedebista supera o adversário, com 38% contra 35%. Eleitores com renda acima de R$ 5.225,00 preferem também Herzem a Zé (46% x 34%. Mas, o petista é preferido por eleitores com rendimentos de até dois salários mínimos (45% x 34%).

A pesquisa foi realizada entre 17 e 20 de novembro, com 600 entrevistas presenciais. A margem de erro é de quatro pontos percentuais. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral com o nº BA-07163/2020.

*Pesquisa foi realizada entre 17 e 20 de novembro, com 600 entrevistas

 

Atenção: agências do INSS não funcionam nesta segunda-feira (23)

  • Redação
  • 23 Nov 2020
  • 07:36h

Todos os pontos de atendimento estão fechados devido ao ponto facultativo correspondente ao Dia do Servidor Público | Foto: Brumado Urgente Conteúdo

Os brasileiros que precisam do suporte do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) precisam ficar atentos nesta segunda-feira (23), pois não haverá atendimento nas agências do órgão. Todos os pontos de atendimento estão fechados devido ao ponto facultativo correspondente ao Dia do Servidor Público, celebrado no dia 28 de outubro, mas transferido para esta segunda. Quando solicitou o adiamento, publicado no Diário Oficial da União (DOU), governo justificou que a mudança de data foi necessária para manter os atendimentos agendados, evitando remarcações e transtornos para os beneficiários. Outros órgãos, como a Receita Federal, haviam suspendido o expediente em 30 de outubro e atenderão normalmente nesta segunda-feira. Quem precisar de suporte do INSS deverá buscar informações pelo aplicativo Meu INSS, podendo também ligar para o telefone 135.

Ibicoara: Jovem morre em trágico acidente próximo ao Distrito de Cascavel

  • Redação
  • 23 Nov 2020
  • 07:29h

(Foto: Reprodução Whatsapp)

Um grave acidente envolvendo uma motocicleta foi registrado na rodovia na BA-142, que liga o centro do Distrito de Cascavel ao Bairro do Renascer, em Ibicoara, na Chapada Diamantina – BA, no início da tarde deste domingo (22), vitimando fatalmente um homem identificado como Rodrigo dos Santos Correia, de 27 anos. Segundo informações obtidas, Rodrigo conduzia sua motocicleta na rodovia, quando testemunhas ouviram um barulho e ao averiguar encontraram o motociclista no solo. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) foi acionado, mas Rodrigo não resistiu ao ferimentos e veio a óbito no local. As causas do acidente ainda são desconhecidas. A polícia registrou a ocorrência e controlou o trânsito no local. O Departamento de Polícia Técnica (DPT) realizou a perícia. Segundo o site Vinny Publicidade, o corpo de Rodrigo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) em Brumado.

 

Vacinação contra Covid-19 pode começar em 11 de dezembro nos EUA

  • Bahia Notícias
  • 22 Nov 2020
  • 19:25h

Foto: Divulgação/Pfizer

O chefe do programa de vacinas contra a Covid-19 dos Estados Unidos, Moncef Slaoui, afirmou que os norte-americanos podem começar a receber as primeiras vacinas contra a Covid-19 a partir de 11 de dezembro. À CNN, o responsável do governo pelo desenvolvimento de uma vacina condicionou o início da vacinação à aprovação da Pfizer por um comitê, que se reúne no dia 10 de dezembro.

À rede de TV, Moncef Slaoui disse que, se aprovada a vacina, a imunização pode começar no dia seguinte. O plano é distribuir as vacinas a locais de imunização dentro de 24 horas após a aprovação, o que pode ocorrer em 11 ou 12 de dezembro.

No entanto, não haverá vacinas para todos inicialmente. Os primeiros grupos a serem vacinados devem ser profissionais da saúde, idosos e pessoas com condições preexistentes.

Slaoui afirmou ainda que o nível de eficácia esperado da vacina é de 95%, e espera-se que 70% da população seja imunizada, o que pode levar à imunidade de rebanho no mês de maio de 2021. 

"Eu realmente espero ver que o nível de percepção negativa sobre a vacina caia, e a aceitação da população aumente. Isso será crítico para nos ajudar. A maioria das pessoas precisa ser imunizada antes que nós possamos voltar à normalidade.”

Casos ativos de Covid na BA crescem pelo 4º dia e voltam a patamar registrado em setembro

  • Redação
  • 22 Nov 2020
  • 13:29h

(Foto: Reprodução)

Após mais de dois meses, a Bahia voltou a registrar crescimento de casos ativos de Covid-19 e o número total voltou ao patamar registrado no início de setembro. Neste sábado (21) são 8.635 ainda doentes no estado. O número de ativos sempre alterna, mas estava se mantendo na casa dos seis ou sete mil há algumas semanas. O boletim da Secretaria da Saúde (Sesab) informa que na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 1.781 casos de Covid-19 e 20 mortes pela doença. São 8.081 óbitos e 383.945 casos confirmados desde o início da pandemia. A taxa de ocupação de UTI adulto é de 62% e pediátrica 63%. 

'Conquista não pode virar refúgio de petistas', alfineta Herzem Gusmão sobre adversário

  • BN
  • 22 Nov 2020
  • 11:06h

(Foto: Brumado Urgente Conteúdo)

O prefeito de Vitória da Conquista e candidato à reeleição, Herzem Gusmão (MDB), provocou o adversário Zé Raimundo (PT) ao afirmar, em um encontro entre lideranças políticas, que a cidade não pode se tornar um "refúgio de petistas".“O PT está encolhendo, diminuindo de tamanho, sumindo do mapa. Não podemos transformar Vitória da Conquista em refúgio de petistas”, afirmou Herzem. Estavam presentes na oportunidade o prefeito de Salvador ACM Neto, e os prefeitos eleitos Nilo Coelho (Guanambi) e Bruno Reis (Salvador). Herzem argumentou que o Partido dos Trabalhadores está minguando no Brasil e na Bahia, sendo rechaçado nas urnas, perdendo terreno nas prefeituras e nas câmaras.  O prefeito aproveitou para fazer um apelo aos eleitores para que não se abstenham do voto, afirmando que a abstenção no primeiro turno só favoreceu seu adversário. Mais 43 mil eleitores não compareceram às urnas em Vitória da Conquista no dia 15 de novembro, o que equivale a 18,87% do eleitorado local. “Exerça sua cidadania votando por quem não pode votar, por quem está fora do Brasil, pelas crianças”, conclamou Herzem Gusmão.

Feira atinge 90% de ocupação na UTI e Vilas-Boas pede ação urgente da prefeitura

  • Redação
  • 22 Nov 2020
  • 10:41h

Desde o início da pandemia 14.162 pessoas testaram positivo para a doença e 274 pessoas morreram |

A cidade de Feira de Santana, no interior da Bahia, chegou a 90% de taxa de ocupação nos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A informação foi divulgada neste sábado (21), pelo secretário estadual de Saúde, Fábio Vilas-Boas. No Twitter, ele pediu uma atitude urgente do poder público municipal para controlar a situação. De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela cidade na última sexta (20), desde o início da pandemia 14.162 pessoas testaram positivo para a doença, 274 pessoas morreram e 974 estão com o vírus ativo.

Coelba disponibiliza pagamento da fatura de energia através do PIX

  • Redação
  • 22 Nov 2020
  • 09:19h

(Foto: Reprodução)

Na segunda-feira (16), entrou em operação o PIX, novidade criada pelo Banco Central que permite o pagamento de boletos de forma instantânea e transferências bancárias instantâneas e sem a cobrança de taxas. A Coelba disponibiliza o PIX para os clientes pagarem a fatura de energia. Neste primeiro momento, o pagamento via PIX poderá será feito pelos clientes que recebem a fatura por e-mail. A fatura digital conta com o QR-Code que direciona para pagamento via PIX. É só apontar a câmera do celular para o código ou copiar e colar o EMV do QR-Code. Quem ainda não é cadastrado na fatura digital pode solicitar o serviço pelo número de WhatsApp  71 3370-6350 ou pelo site www.coelba.com.br. Em 2021, o PIX vai ser ampliado e poderá ser utilizado também por quem recebe a fatura impressa.

“No combate à COVID-19, o comportamento humano pode ser parte do problema ou da solução”

  • eCycle
  • 22 Nov 2020
  • 07:48h

Especialistas em ciências sociais e comportamentais elencaram fatores psicológicos, políticos e culturais | Imagem de K8 no Unsplash

Quando se trata de enfrentar uma doença altamente transmissível como a COVID-19, o comportamento humano pode ser tanto parte do problema quanto da solução, de acordo com especialistas em ciências sociais e comportamentais. Enquanto não há vacina ou tratamento eficaz disponível, aderir a medidas como distanciamento físico, uso de máscara e higienização frequente de mãos e objetos segue sendo a principal forma de conter a disseminação. Mas por que algumas nações estão lidando com esse desafio de forma tão mais eficiente que outras?  Para Jay Van Bavel, professor de Psicologia e Ciências Neurais da Universidade de Nova York (Estados Unidos), o perfil de liderança de cada país é um dos fatores determinantes da qualidade da resposta à pandemia, uma vez que ela envolve medidas de âmbito nacional, como fechamento de fronteiras, restrição de viagens, desenvolvimento de políticas públicas e mobilização de recursos médicos e científicos. Levam vantagem, segundo o pesquisador, nações comandadas por “líderes identitários”, isto é, capazes de inspirar confiança, promover a cooperação e um senso compartilhado de identidade entre seus seguidores, como é o caso da primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern.

“Jacinda Ardern talvez seja a liderança mais eficiente do planeta, especialmente no que se refere ao enfrentamento da COVID-19. Ela ficou famosa por usar a estratégia da liderança identitária e costuma se referir à Nova Zelândia como seu ‘time de 5 milhões de pessoas’. Quando a epidemia foi controlada no país, Jacinda saiu para tomar um brunch e mostrar às pessoas que era seguro voltar a circular. Mas não havia lugar no restaurante escolhido, então ela saiu e aguardou. Não quis fazer a foto de divulgação em uma condição insegura, que contrariava as regras sanitárias, ou se valer dos privilégios de sua condição. Isso seria uma clara violação da liderança identitária, que tem muito a ver com ser um modelo de comportamento”, explicou Bavel.

No outro extremo da escala de eficiência o pesquisador coloca seu próprio país, os Estados Unidos, campeão mundial em casos e mortes por COVID-19. “Temos universidades de classe mundial, grandes grupos de pesquisa, somos líderes no desenvolvimento de vacinas e fármacos e ainda assim falhamos catastroficamente. Por que tamanha diferença?”, questionou.

Com o objetivo de responder a essa pergunta, seu grupo de pesquisa rastreou durante meses a movimentação de 15 milhões de norte-americanos por meio de seus smartphones e notou um padrão consistente: a população se mostrava mais engajada em manter o distanciamento social nas regiões do país em que a candidata Hillary Clinton, do partido Democrata, havia tido mais votos na eleição presidencial de 2016 do que nos condados onde o mais votado foi Donald Trump, do partido Republicano. De modo geral, as distâncias percorridas pelos cidadãos passaram a aumentar a partir de abril, assim como o gap comportamental entre liberais (eleitores democratas) e conservadores (eleitores republicanos).

“Os condados que votaram majoritariamente em Trump apresentaram, em média, uma adesão 14% menor ao isolamento social e tal fato claramente precedeu o aumento nas taxas de morte e infecção”, disse Bavel.

Com o intuito de ampliar a análise para outros contextos, o cientista coordenou entre abril e maio uma pesquisa on-line com 46,5 mil voluntários de 67 países. O trabalho envolveu colaboradores de 170 instituições, entre eles Paulo Boggio, do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade Presbiteriana Mackenzie, que também participou do webinário organizado pela FAPESP. O objetivo do estudo foi investigar, por meio de um questionário, o que levava as pessoas a adotar determinados comportamentos sanitários e a endossar intervenções como o fechamento de bares, restaurantes e escolas. A conclusão foi que, quanto mais os indivíduos se identificam e se preocupam com a nação onde vivem, mais propensos se mostram a seguir as diretrizes de saúde pública e a apoiar políticas que têm como objetivo manter a população segura.

“A identidade nacional se mostrou um preditor robusto de adesão às diretrizes sanitárias em todo o globo”, contou Bavel durante o evento. “Tivemos o cuidado de separar o nacionalismo saudável daquele que chamamos de nacionalismo narcísico – representado pelo sentimento inflado e agressivo de quem pensa que seu país é sempre o melhor e está acima de tudo. O nacionalismo narcísico não se mostrou um preditor tão robusto de adesão às medidas sanitárias e, em alguns casos, como nos Estados Unidos, esteve associado a comportamentos de risco.”

O questionário também buscou avaliar a influência da ideologia política sobre o comportamento dos indivíduos no contexto da pandemia. Segundo Bavel, foi possível observar entre os voluntários que se declararam de esquerda uma tendência levemente maior de apoio às medidas sanitárias. “Foi um efeito diferente e bem menor do que o relacionado com a identidade nacional”, comentou o pesquisador.

Os resultados completos da pesquisa foram divulgados em artigo ainda sem revisão por pares disponível na plataforma PsyArXiv. No texto, os autores ressaltam achados de trabalhos anteriores que mostraram como a identidade nacional pode motivar as pessoas a se envolverem em comportamentos custosos, mas que beneficiam outros membros da comunidade em que moram.

Soma-zero

Entender essa relação entre interesses individuais e coletivos torna-se fundamental quando o objetivo é promover o esforço cooperativo global, como destacou Boggio em sua apresentação.

“É comum pensarmos que o ganho de uma pessoa representa necessariamente uma perda para outra. Na Teoria dos Jogos é o que se chama de soma-zero. Mas, quando se trata de solucionar problemas globais, como uma pandemia ou a mudança climática, fica evidente que a natureza da soma é diferente. A infecção de um indivíduo é uma ameaça para ele e todos ao seu redor. A perda de um é a perda de todos, então a soma é negativa. Do mesmo modo, o ganho de alguém com a adesão às políticas de saúde pública representa o ganho de muitos, e a soma é positiva”, explicou o professor do Mackenzie.

Segundo Boggio, nesse contexto em que o comportamento individual tem impacto sobre a saúde coletiva, o processo de tomada de decisão se dá no campo da moralidade. No caso da COVID-19, porém, ainda há incertezas quanto aos riscos associados a determinados comportamentos, como circular por locais públicos sem máscara, por exemplo.

“Evidências da literatura científica indicam que as pessoas se mostram menos dispostas a fazer sacrifícios pelas outras quando os benefícios não são claros. Por isso, o modo como se informa a população sobre os riscos e sobre como lidar com o problema faz toda a diferença. É realmente importante que as lideranças políticas e a mídia promovam a cooperação incentivando os comportamentos pró-sociais. Estudos mostram que o ato de valorizar aqueles que cooperam aumenta as chances de que eles continuem agindo dessa forma e também faz com que outros passem a cooperar. Por outro lado, a falta de sanção a comportamentos antissociais pode reduzir a cooperação até mesmo entre os já engajados”, explicou o pesquisador.

O grande desafio da atualidade, na avaliação de Boggio, é fazer a mensagem (o sinal) se sobressair às fake news e às teorias conspiratórias (o ruído). “Se tornou difícil até mesmo saber qual é o sinal, pois muitas teorias da conspiração foram aceitas como informação factual. Algumas são simplesmente tolas, mas outras estimulam o preconceito e a polarização ou trazem consequências perigosas para a saúde, como é o caso das mensagens antivacinação”, afirmou.

Além de combater o ruído quebrando as “câmaras de eco”, como ele chama as redes articuladas para disseminar desinformação, Boggio considera importante ampliar a intensidade do sinal, ou seja, aumentar o poder de persuasão da mensagem. “O primeiro passo para isso é ter lideranças confiáveis e figuras de destaque na sociedade como portadoras desse conteúdo”, argumentou.

Divisões sociais

A taxa de adesão das populações às diretrizes sanitárias para enfrentamento da COVID-19 varia enormemente não só entre os países, mas também entre diferentes regiões de um mesmo país. Para Ortwinn Renn, professor do Instituto de Estudos Avançados de Sustentabilidade da Universidade de Stuttgart (Alemanha), a explicação para esse fenômeno inclui fatores psicológicos, sociopolíticos e culturais.

No campo da Psicologia, contou Renn, há evidências de que 40% das pessoas tendem a buscar proteção (fugir) ao se deparar com uma grande ameaça, ainda que esse comportamento, se levado ao extremo, também represente um risco à integridade física (desidratação ou desnutrição por medo de sair do local escolhido como refúgio, por exemplo). Entre 10% e 15% dos indivíduos, por outro lado, tendem a enfrentar a ameaça. No caso da COVID-19, como o vírus é muito pequeno e não podem lutar com ele diretamente, a tendência é que busquem bodes expiatórios para atacar, como estrangeiros ou conterrâneos de outras matizes ideológicas. Há ainda um terceiro grupo composto pelas pessoas que tendem a ignorar a ameaça e a seguir a vida normalmente. A este grupo pertencem os chamados “superespalhadores” do novo coronavírus, que, por não se sentirem vulneráveis ao patógeno, contribuem para transportá-lo de um local para outro.

“Qualquer tipo de ação governamental ou estratégia de comunicação deve levar em conta esses três padrões básicos de resposta individual. No caso dos que tendem a fugir, por exemplo, é preciso estimular os cuidados com a saúde, para que não deixem de ir ao médico ou de comprar alimentos e remédios. Também é preciso avaliar se aqueles que brigam não estão atacando o alvo errado e deixar claro para os indivíduos do terceiro grupo que, ainda que se sintam seguros, eles podem ser um vetor de transmissão”, disse Renn.

A forte polarização política em países como Estados Unidos e Brasil foi apontada pelo pesquisador alemão como um dos fatores que diminuem a taxa de adesão às diretrizes sanitárias. “Nesses locais, não apenas a eficácia das medidas se tornou tema do debate político, mas a própria periculosidade do vírus. Há uma divisão entre os que acreditam que podemos voltar às atividades e hábitos de antes e os que pensam ser necessário adotar uma série de medidas de prevenção. Vemos grupos nas redes sociais para os quais a doença não significa algo realmente importante”, afirmou.

Do ponto de vista cultural, Renn dividiu os países entre aqueles de mentalidade coletivista e os individualistas. Na avaliação do pesquisador, as nações asiáticas foram as que menos tiveram dificuldades para conter a doença após a primeira onda – independentemente de serem democracias, como Japão, Coreia do Sul e Taiwan, ou autocracias, como a China. “Todas têm em comum a cultura de incentivar os cidadãos a se comportar de modo a contribuir para o bem comum e isso inclui tanto usar máscara quanto aceitar que dispositivos eletrônicos rastreiem suas atividades para poder avisar quando há uma ameaça de contaminação. Em países como o meu [Alemanha] isso não seria aceitável. Mesmo diante de uma ameaça como a COVID-19, isso seria considerado uma violação de privacidade”, contou.

Ainda do ponto de vista cultural, Renn argumentou que em países como Suécia, Noruega e Dinamarca a população confia fortemente no governo central e isso contribui para a adesão voluntária às medidas de saúde pública. Já na França, na Alemanha e no Reino Unido – onde, segundo ele a confiança nos governantes é menor – se faz necessário um esforço maior para convencer os cidadãos de que as medidas de prevenção são eficazes, proporcionais (à ameaça representada pela doença) e justas.

“Em toda a Europa, vemos que entre 70% e 80% das pessoas acreditam que as medidas são eficazes, proporcionais e justas. Cerca de 20% ainda estão em dúvida e entre 5% e 6% pensam ser ineficazes e por isso fazem oposição”, disse.

Renn ressaltou ainda que, à medida que o tempo passa, as populações tendem a se acostumar com a ameaça, o que faz com que a adesão às medidas sanitárias diminua. “Chamamos esse fenômeno de descalibração da normalidade: passa a ser normal conviver com o novo coronavírus e fica mais difícil perceber a proporcionalidade das medidas de prevenção. Minha visão do futuro é que, a menos que tenhamos uma vacina muito eficiente, que nos permita voltar ao velho normal, teremos uma adesão cada vez menor às medidas sanitárias, ainda que venha uma terceira ou quarta onda”, avaliou.

Reforço positivo

Para entender as variações individuais na resposta à pandemia, a professora da Universidade de São Paulo (USP) Martha Hubner, especialista em análise de comportamento, recorre a uma fórmula conhecida como tríplice contingência, ou contingência de três termos (resposta, consequência e estímulos que antecedem a resposta), que é fundamentada na ideia de que o comportamento é um fenômeno natural e é selecionado por suas consequências.

“O grande problema no caso da COVID-19 é que as consequências decorrentes do comportamento – que são a parte mais importante da tríplice contingência – não aparecem de forma tão evidente ou imediata. Se alguém lhe pede que use máscara você pode obedecer, mas a consequência dessa resposta não está logo ali, na sua frente. Você não terá a certeza de que esse comportamento o deixou mais protegido”, explicou a pesquisadora durante o seminário.

Hubner destacou ainda que o enfrentamento da pandemia envolve muitas respostas novas a serem assimiladas e, portanto, não basta simplesmente transmitir as informações para os cidadãos. Os novos comportamentos precisam ser treinados, moldados e socialmente estimulados. Hubner defende a necessidade de se fazer o “reforço positivo” (mostrar que boas coisas poderão ser alcançadas com um determinado comportamento) e de se criar consequências sociais para determinados comportamentos.

“Respostas que vão de encontro aos desejos das pessoas, como ficar longe de entes queridos, são difíceis de serem assimiladas. Levam tempo para se tornarem algo estável e precisam ser constantemente treinadas. Tem de haver regras simples e sem contradição, transmitidas em linguagem amigável e constante. A ciência precisa falar com o público a todo o momento”, ressaltou.

A moderação do seminário foi feita pela professora Deisy Souza, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). A abertura do evento contou com a participação do diretor científico da FAPESP, Luiz Eugênio Mello. A íntegra das discussões poder ser conferida em: www.youtube.com/watch?v=VgnF-wkPguI.


Este texto foi originalmente publicado por Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original

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Auxílio emergencial tem datas para contestação

  • Agência Brasil
  • 22 Nov 2020
  • 06:57h

Ministério ampliou prazo para quem deixou de receber benefício | Foto: Divulgação

Começa neste sábado (21) o prazo de contestação para beneficiários do Bolsa Família que receberam o auxílio emergencial e o auxílio emergencial extensão, mas tiveram o pagamento cancelado.

Para quem obteve apenas o auxílio emergencial extensão, que é de R$ 300, a data final de contestação do cancelamento vai até amanhã (22). Para quem recebeu as parcelas regulares do auxílio emergencial, que foram de R$ 600, o prazo vai até 30 de novembro para registro de reclamações.

O governo não informou os prazos de análise dos processos que serão recebidos. Caso a análise do cadastro do beneficiário seja positiva, a conta voltará a receber as parcelas do benefício no mês subsequente.

Conforme o governo, as informações cadastrais dos beneficiados são cruzadas com diversas bases de dados, o que pode resultar em situações incompatíveis com as exigências de cadastro para o benefício.

Pessoas com renda acima da regra, ocupantes de cargos eletivos, militares, servidores públicos e portadores de CPFs (Cadastro de Pessoa Física) em situação irregular na Receita Federal não podem receber as parcelas do auxílio emergencial.

Para registrar a ocorrência

Para registrar uma queixa sobre a suspensão do auxílio, basta acessar o portal Dataprev de consulta do auxílio emergencial e preencher as informações básicas do beneficiado, com nome completo, CPF, data de nascimento e nome da mãe.

Após o login, o beneficiado poderá ver a razão da suspensão do auxílio e contestá-la. Uma nova análise cadastral será feita para checar irregularidades.