- Redação
- 18 Fev 2021
- 08:46h
(Foto: Reprodução PF)
A Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão na Bahia, na manhã desta quinta-feira (18), em uma operação contra fraudes no recebimento do auxílio emergencial. Batizada de Terceira Parcela, a ação mira beneficiários de pagamento de contas com valores obtidos com o desvio do benefício. O objetivo da operação é desestruturar ações que causam prejuízo ao programa assistencial e, por consequência, atingem a parcela da população que necessita desses valores. Em Minas Gerais, aproximadamente 200 policiais federais cumprem 66 mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte e outros 38 municípios do estado. Também são cumpridas ordens judiciais no Tocantins e na Paraíba. A ação é fruto do trabalho conjunto da Polícia Federal, Ministério Público Federal, Ministério da Cidadania, CAIXA, Receita Federal, Controladoria-Geral da União e Tribunal de Contas da União, que participam da Estratégia Integrada de Atuação contra as Fraudes ao Auxílio Emergencial (EIAFAE), cujos principais objetivos são a identificação de fraudes massivas e a desarticulação de organizações criminosas voltadas ao cometimento deste tipo de delito.
- Redação
- 18 Fev 2021
- 07:55h
(Fotos: Reprodução)
Um supeito pela morte da jovem que foi brutalmente assassinada no início do ano em Vitória da Coqnuista foi Identificado como Gabriel Marques Lellis Velte Santos, o ‘Paulista’, o qual, após trocar tiros com a polícia acabou indo a ótibo em Barra do Choça. Segundo Informações, ele era o piloto no assassinato da jovem Wellen (veja aqui), aqui em Conquista, no bairro São Vicente.Além de pilotar a moto, o indivíduo identificado como ‘Paulista’, teria filmado toda a ação e depois ainda atirou na vítima pra concluir o serviço.
- Natália Cancian | Folhapress
- 18 Fev 2021
- 07:15h
(Foto: Reprodução)
Em meio ao agravamento da epidemia do novo coronavírus, o número de leitos de UTI habilitados pelo Ministério da Saúde para tratamento da doença – medida que permite que recebam recursos federais – tem tido queda nas últimas semanas e, nesse ritmo, pode chegar a zero em meados de março, segundo balanço de gestores estaduais de saúde. Sem a adoção de novas medidas, o custeio desses leitos deve ficar a cargo apenas de estados e municípios, que apontam dificuldades de financiamento e até risco de fechamento de parte dessas estruturas. Os dados são de balanço do Conass (Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde), que considera informações do próprio ministério e datas de vencimento de portarias de habilitação de leitos publicadas pela pasta.
Questionado pela reportagem, o Ministério da Saúde negou o risco de redução de leitos e a falta de recursos. Nesta quarta (17), a pasta apresentou a governadores e secretários de saúde uma proposta de solução temporária a partir de uma mudança no modelo de pagamento. A previsão é que o tema volte a ser discutido na próxima semana.
O alerta dos estados, porém, não vem de agora. Desde o fim de 2020, o grupo pede apoio para manutenção e financiamento dos leitos.
Em 31 de dezembro, o Brasil tinha 9.480 leitos de UTI contra a Covid habilitados pelo Ministério da Saúde para receber recursos federais – o valor previsto é de R$ 1.600 por dia. Nesta terça (16), o total de leitos que ainda recebiam esses recursos era de 4.891 – queda de 48%.
E a previsão é que, se mantido o ritmo, haja nova queda nos próximos dias.
Isso ocorre porque, em geral, cada habilitação costuma durar 90 dias. Se consideradas as datas de vencimento das portarias ainda vigentes, o total desses leitos cairia para 4.542 em 23 de fevereiro, 3.372 em 3 de março e zero no dia 21 do próximo mês.
Ao longo da epidemia, 19,8 mil leitos de UTI chegaram a ser habilitados pelo ministério.
“Quando o ministério começa a desabilitar esses leitos, o primeiro impacto é financeiro, porque o estado passa a ter necessidade de bancá-los com recurso próprio. Se não houver solução, em um curto espaço de tempo, muitos não vão ter condições de manter e terão que fechar. É como ter um carro e não ter gasolina para andar”, afirma Carlos Lula, presidente do Conass e secretário de Saúde do Maranhão.
Segundo ele, o apoio federal foi fundamental para expansão, na pandemia, do número de leitos de UTI, o que já era um gargalo do SUS.
A suspensão desse financiamento, porém, traz dificuldades, já que parte dos custos já são pagos pelos estados e municípios – a estimativa é que, na prática, cada leito custe até R$ 2.500 por dia.
De acordo com os gestores, a situação está ligada ao fim dos recursos extraordinários para o enfrentamento da pandemia, cuja validade ia até dezembro de 2020.
A situação levou o Ministério da Saúde a enviar um ofício à Economia em 30 de janeiro em que pede R$ 5,2 bilhões para o custeio de leitos de UTI e outras despesas da pandemia.
Na última semana, no entanto, um novo pedido feito à Economia reduziu o valor para R$ 2,8 bilhões. A pasta diz que a redução ocorreu porque a primeira demanda considerava valores para janeiro a junho. Já na segunda, os valores foram planejados até março – quando deve ser aprovado novo orçamento.
A proposta preparada pela Saúde prevê que sejam usados cerca de R$ 864 milhões de recursos não gastos em 2020 e liberados no fim do último ano para custeio dos leitos até março.
O valor de R$ 1.600 seria mantido, mas os recursos seriam repassados apenas após o uso, em uma espécie de reembolso. Para isso, estados teriam que comprovar a ocupação dos leitos.
Hoje, o pagamento é feito de forma adiantada, em uma estratégia que foi definida no último ano para garantir a manutenção dessas estruturas e facilitar a contratação de equipes para atuar nas UTIs.
“Em abril, haverá novas conversas com a equipe econômica para analisarmos a continuidade dessa política ou até fazer os ajustes necessários”, diz a pasta.
Procurados, representantes dos gestores dizem que aguardam novas discussões e mais detalhes para se posicionar sobre a medida. Para alguns, a medida pode representar uma sinalização da pasta em busca de soluções. Para outros, porém, o alto número de leitos sem habilitação deve tornar difícil planejar um reembolso, o que, na prática, não resolveria o problema.
Uma versão inicial da proposta foi apresentada pelo ministro em reunião com governadores nesta quarta (17). Na ocasião, gestores apresentaram preocupação com o cenário da queda de financiamento e pediram que haja uma discussão mais aprofundada sobre o tema. Uma nova reunião deve ser feita na próxima semana.
Segundo Wellington Dias, governador do Piauí, o ministro assegurou o pagamento dos leitos. "Isso dá uma tranquilidade", disse.
Alguns governadores, porém, fizeram ressalva à possibilidade de mudança no modelo. "Ele [Pazuello] relatou que iria mudar o pagamento de pré-pago para pós-pago. O entendimento é de que o ministério está pretendendo, ao invés de pagar por leito habilitado, pagar apenas por leito utilizado. Mas o critério histórico do SUS não é esse", disse o governador da Bahia, Rui Costa.
"Se temos dez leitos de UTI, nós habilitamos e pagamos por dez leitos até porque a equipe que vai manter aquela UTI, sendo nove ou dez leitos ocupados, é a mesma. Não tem como reduzir o tamanho da equipe. O ministro, no nosso entender, finalizou concordando com isso, mas vamos aguardar a publicação da portaria", disse.
Nos últimos dias, em meio ao impasse, a queda no financiamento federal dos leitos chegou à Justiça.
O governo paulista entrou com uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) para que o Ministério da Saúde retome o custeio. Atualmente, dos 4.900 leitos de UTI ativados na pandemia para a Covid em São Paulo, só 564 recebem verbas federais, ou cerca de 11% do total.
O mesmo ocorre em outros estados. No DF, por exemplo, são 120 leitos sem habilitação. “A queda no financiamento federal atinge todos os estados”, diz a secretaria de Saúde.
Na Paraíba, de 305 leitos implementados, só 72 ainda têm habilitação do ministério.
Já não há mais leitos financiados pelo Ministério da Saúde no Maranhão, que também ingressou com ação no STF.
Para o secretário de Saúde de Santa Catarina, André Motta, a queda no financiamento dos leitos representa uma preocupação “principalmente num momento em que a pandemia está em fase de ascensão no país inteiro”.
“De 800 leitos, tenho hoje cerca de 20% apenas habilitado pelo ministério, o que não é justo do nosso ponto de vista”, afirma.
Questionado sobre a previsão de liberação dos recursos extras pedidos, o Ministério da Economia informou que o pedido ainda está em análise.
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- Matheus Morais / Paloma Teixeira
- 18 Fev 2021
- 06:47h
Político estava internado no Hospital do Subúrbio, em Salvador | Foto: Edson Andrade/Ascom
O ex-prefeito de Amargosa Valmir Sampaio morreu nesta quarta-feira (17) após contrair o novo coronavírus. O político estava internado no Hospital do Subúrbio, em Salvador. A informação foi confirmada ao bahia.ba pelo presidente do PT na Bahia, Éden Valadares. “Já liguei para nosso prefeito lá. Era um cara muito novo, estou arrasado. Um dia de tristeza para todos nós, para o PT da Bahia”, afirmou. Em nota divulgada no último dia 9 de fevereiro, Sampaio disse que havia apresentado os primeiros sintomas da doença no dia 4. No dia seguinte, ele foi regulado para a unidade de saúde na capital baiana. Na ocasião, ele afirmou que os pulmões estavam com comprometimento de 25% a 50%, mas que estava bem. Nas redes sociais, Valadares também lamentou a morte de Sampaio. “É com enorme e profunda tristeza que recebemos a notícia do falecimento do companheiro Valmir Sampaio, ex-prefeito de Amargosa, vítima da COVID-19. Chora sua família, o povo e o PT de Amargosa, e choramos também todo o PT da Bahia. Grande perda”, escreveu. Ainda não há detalhes sobre o sepultamento. Quem também lamentou a morte do político foi o governador Rui Costa (PT). “Muito triste com a notícia da morte do companheiro Valmir Sampaio, ex-prefeito de Amargosa. Uma grande liderança da região que muito contribuiu para o desenvolvimento do nosso estado a partir dos avanços que promoveu em Amargosa e região. É mais uma vítima da #covid19, que já nos causou tantas dores. Sua luta será sempre lembrada, Valmir! Meus sentimentos aos familiares, amigos e moradores da nossa bela Amargosa”, afirmou. Valmir Almeida Sampaio ficou à frente da prefeitura de Amargosa por dois mandatos, entre 2008 e 2016. Em abril do ano passado, ele foi nomeado pelo governo do estado para integrar o Conselho Estadual de Educação (CEE-BA).
- Redação
- 17 Fev 2021
- 18:18h
Participaram da audiência, dentre outras autoridades, os secretários estaduais da Educação, Jerônimo Rodrigues, e da Saúde, Fábio Vilas-Boas. (Foto: Divulgação / Sesab)
A Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC-BA) apresentou, na terça-feira (16), em audiência pública virtual promovida pela Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), a proposta do protocolo para a volta às aulas. A audiência pública foi promovida pela Comissão da Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Serviço Público da AL-BA. Participaram da audiência, dentre outras autoridades, os secretários estaduais da Educação, Jerônimo Rodrigues, e da Saúde (Sesab), Fábio Vilas-Boas.Jerônimo Rodrigues destacou a frente de trabalho formada pelo Governo do Estado para um protocolo unificado, que além da SEC e da Sesab, é composto por diferentes sujeitos da Educação, a exemplo da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime); União dos Municípios da Bahia (UPB); Fórum Estadual de Educação da Bahia (FEEBA); da Secretaria Municipal de Educação de Salvador; e a própria AL-BA; e terá o envolvimento de órgãos controladores como a Defensoria Pública do Estado (DPE-BA) e o Ministério Público Estadual (MP-BA). Dentre os pontos apresentados pelo secretário Jerônimo Rodrigues estão os de biossegurança e o pedagógico. Do que já foi pactuado no protocolo conjunto, estão regras de higienização, distanciamento social e a obrigatoriedade do uso da máscara. Também será obrigatória a aferição de temperatura para acesso ao ambiente escolar e a adequação dos ambientes para evitar aglomeração. Nas salas de aulas, por exemplo, haverá distanciamento seguro entre as carteiras e cada estudante precisará levar seu recipiente para beber água. Pelo pedagógico, Jerônimo Rodrigues discorreu sobre o ensino híbrido, em que o estudante passará parte do tempo na escola e parte em casa, com atividades complementares. Os protocolos em discussão abordam ainda questões como transporte escolar, alimentação e carga horária, dentre outras. As matrículas serão renovadas automaticamente para os estudantes da rede estadual de ensino.
- Bahia Notícias
- 17 Fev 2021
- 17:03h
Fotos: Divulgação
O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), orientava o procurador da República Deltan Dallagnol, segundo o hacker Walter Delgatti Neto, responsável por invadir celulares de autoridades. A afirmação foi feita durante uma entrevista nesta terça-feira (16) ao jornalista Joaquim de Carvalho, do Brasil 247.
Segundo o hacker, Barroso era como se fosse um conselheiro do procurador integrante da Força Tarefa da Lava Jato. Dallagnol, conforme conta, pedia opiniões ao ministro do Supremo. “Ele perguntava o que fazer, o que pegar de jurisprudência, como convencer o juiz do Superior Tribunal de Justiça. Inclusive, na época eles [os procuradores] pesquisavam muito a vida do relator dos casos do STJ, o Felix Fischer. Eles faziam uma análise de todas as decisões, do perfil, montavam uma peça encurralando e enviavam para a PGR", afirmou Delgatti.
De acordo com Delgatti, Luiza Frischeisen, subprocuradora-Geral da República, contava aos integrantes do MPF no Paraná como estava o andamento dos processos da Lava Jato nas instâncias superiores. Os procuradores de Curitiba não atuam no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no STF. "Ela conseguia o que estava acontecendo e vazava para eles. Os processos disciplinares [de Dallagnol], ela enviava antes de chegar por meio oficial", contou.
Delgatti também disse que os membros da força-tarefa buscavam informações sobre magistrados do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), STJ e STF para acuar juízes, desembargadores e ministros.
"O TRF-4, eles tinham conquistado já, o difícil estava sendo o STF. O STJ também. O Fachin ajudou bastante. Aquele vazamento do 'aha uhu, o Fachin é nosso'... Eles tinham medo de quem seria o relator. Com essa notícia, eles ficaram aliviados, porque sabiam que teriam o controle", disse em referência ao fato de Fachin ter se tornado relator da operação após a morte do ministro Teori Zavascki.
O hacker já havia falado sobre a proximidade entre Barroso e Dallagnol em entrevista à CNN em dezembro de 2020. "O Barroso e o Deltan conversavam bastante. Inclusive, o Barroso, em conversas, auxiliava o que colocar na peça, o que falar. Um juiz auxiliando, também, o que deveria fazer o procurador", disse na ocasião.
A assessoria do ministro negou as afirmações de Delgatti: "O ministro Luís Roberto Barroso integra a Primeira Turma, e não a Segunda, que é a competente para julgar os processos da Operação Lava-Jato. Ele jamais orientou qualquer procurador acerca de qualquer processo relacionado à operação. A afirmação é falsa".
(Foto: Reprodução)
Na manhã desta quarta-feira (17), a prefeita em exercício, Sheila Lemos, reuniu-se com membros do Comitê de Gestão de Crise para enfrentamento da pandemia. O objetivo do encontro foi discutir o Decreto Estadual nº 23.233, de 16 de fevereiro de 2021, que impõe restrições de circulação noturna em municípios baianos como medida de enfrentamento ao Novo Coronavírus. Conforme orientação da prefeita, O Comitê de Gestão de Crise irá se reunir extraordinariamente, nesta tarde, com o Comitê de Representação Civil e Institucional. Esse último engloba membros da Polícia, Ministério Público, Câmara de Vereadores, Conselhos Municipais e representantes dos setores de bares, comércio e entretenimento. Dessa forma, a Prefeitura quer ampliar o diálogo com as diferentes entidades envolvidas na medida. Após a reunião, a prefeita Sheila Lemos irá se pronunciar oficialmente sobre a aplicação do Decreto em Vitória da Conquista.
- por Ailma Teixeira I Bahia Notícias
- 17 Fev 2021
- 15:41h
Foto: Câmara dos Deputados | Gustavo Lima / Câmara | Montagem BN
Em meio à repercussão da prisão do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), parlamentares baianos usaram as redes sociais para se posicionar. Colegas dele na Câmara, opositores do governo Jair Bolsonaro como Valmir Assunção (PT), Lídice da Mata (PSB) e Alice Portugal (PCdoB) repudiaram os ataques que Silveira proferiu contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), apoiando o mandado de prisão determinado pelo ministro Alexandre de Moraes.
"Reprovável, inadmissível a ação do extremista de ultra-direita, Daniel Silveira, que não merece qualquer atenuante. A caracterização do flagrante o desprotege do manto da imunidade. Ele não exara opinião, ele rasga a Constituição, agride o STF e conspira contra a democracia", compartilhou Alice, em postagem no Twitter, na manhã desta quarta-feira (17).
Assim como ela, o petista Jorge Solla não poupou palavras ao criticar a postura de Silveira. Ele está certo de que o parlamentar terá seu mandato cassado pela Câmara. "O pseudomachão que diz defender tanto policiais, quando comete crime e é conduzido à cadeia dá chilique e desacata policiais", escreveu o deputado, ao compartilhar o fato de que, já na sede da PF, Silveira se recusou a colocar a máscara de proteção facial e desrespeitou um agente.
Em tom mais ameno, a deputada Lídice também se posicionou contra o deputado ao dizer que a defesa da democracia e a sua manutenção são "inegociáveis". "Não dá para confundir ataques ao Estado de Direito com liberdade de expressão".Outro que também está contra Silveira é o petista Afonso Florence. Ele, inclusive, adiantou que vai votar a favor da prisão do colega — os parlamentares são responsáveis por analisar o caso, em plenário, e decidir se mantém ou suspendem a prisão.
SEM PARTIDO
Além de ser repudiado por esses e outros colegas, que representam outros estados, Daniel Silveira pode ficar sem partido. O PSL emitiu uma nota mais cedo, anunciando que adota as "medidas judiciais" para garantir o afastamento definitivo do deputado federal.
Foto: Leandro Aragão / Bahia Notícias
O Japão deu início nesta quarta-feira (17) a vacinação contra a Covid-19 da sua população. A previsão é que sejam imunizados cerca de 40 mil profissionais de saúde diretamente envolvidos no tratamento de pacientes com a doença até o final de fevereiro. O processo de imunização começa faltando menos de seis meses para a abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio. O evento esportivo será realizado entre 23 de julho e 8 de agosto.
O primeiro imunizante aprovado no Japão foi o desenvolvido pelo laboratório americano Pfizer, em parceria com a empresa BioNTech, da Alemanha. O processo de autorização foi finalizado no último domingo (14). O país foi o último dos integrantes do G7, grupo de nações mais industrializadas do mundo, a iniciar a vacinação. A "Terra do Sol Nascente" recebeu o primeiro lote contendo aproximadamente 400 mil doses das 144 milhões, no total, previstas no acordo. Ainda chegarão mais 120 milhões da AstraZeneca e 50 milhões da Moderna, que ainda não entrou com o pedido de autorização. Todo esse carregamento deverá ser entregue antes do final de 2021, o que seria suficiente para vacinar toda a população japonesa, cerca de 126 milhões de pessoas.
Após a realização dos Jogos Olímpicos acontecerão os Jogos Paralímpicos. O segundo evento esportivo está previsto para 24 de agosto até 5 de setembro.
Governador se reuniu em videoconferência com representantes do Ministério Público Estadual (MP-BA), da Defensoria Pública e do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA)
Os indicadores de saúde necessários para a volta às aulas presenciais na Bahia foram apresentados pelo governador Rui Costa a representantes do Ministério Público Estadual (MP-BA), da Defensoria Pública e do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) durante reunião por videoconferência, nesta quarta-feira (17).
“Para que o retorno das atividades escolares possa acontecer de forma segura para os profissionais de saúde, alunos e seus familiares, três indicadores necessários para o controle da pandemia de Covid-19 precisam ser reduzidos, são eles: o número de casos ativos, o número de óbitos e as taxas de ocupação de leitos e pessoas aguardando por leitos”, explicou o governador.
O governador lembrou que a Bahia está enfrentando um dos piores momentos desde o início da pandemia, com mais de 15 mil casos ativos e uma taxa de 74% de ocupação dos leitos de UTI dedicados para atender pacientes com casos mais graves da doença.
“É uma situação extremamente delicada que exige medidas enérgicas para conter avanço do vírus na Bahia. No momento ainda não é possível o retorno das aulas, mas com este diálogo estamos abrindo o caminho para que possamos voltar quando a pandemia estiver controlada. Neste momento, é extremamente importante que a população faça sua parte e evite aglomerações”
Para conter a transmissão acelerada da Covid-19 e das cepas identificadas na Bahia no último mês, o governador decretou que, a partir de sexta-feira (19), ficará restrita a circulação de pessoas nas ruas e o funcionamento de serviços não essenciais no período das 22h às 5h em quase toda a totalidade do território baiano, com exceção das regiões oeste, de Irecê e de Jacobina, que apresentam os três menores índices de ocupação de leitos de UTI para Covid-19. O decreto vale por sete dias.
Participaram da reunião a procuradora-geral de Justiça do Ministério Público, Norma Angélica; o defensor Público Geral, Rafson Saraiva Ximenes; o presidente do Tribunal de Justiça, Lourival Trindade; o procurador Geral do Estado, Paulo Moreno; além de membros da União dos Municípios da Bahia (UPB), prefeitos, técnicos das secretarias estaduais da Educação e da Saúde (Sesab) e outras autoridades.
Protocolo
Os parâmetros apresentados pelo governador fazem parte do protocolo unificado para a volta às aulas que contempla regras de higienização, distanciamento social e sobre a obrigatoriedade do uso da máscara. Também será obrigatória a aferição de temperatura para acesso ao ambiente escolar e a adequação dos ambientes para evitar aglomeração. Nas salas de aulas, haverá distanciamento seguro entre as carteiras e cada estudante precisará levar seu recipiente para beber água.
Além disso, o pacto prevê que o retorno irá ocorrer seguindo um modelo híbrido, em que as turmas serão divididas em 50%, com aulas em dias alternados. No dia em que o estudante não estiver na escola, ele terá material pedagógico digital e impresso para utilizar em casa.
Na terça-feira (16), o protocolo foi apresentado pela Secretaria da Educação do Estado, em audiência pública virtual promovida pela Assembleia Legislativa
- Rayllanna Lima
- 17 Fev 2021
- 10:36h
Foto: Reprodução/Twitter
O governador da Bahia Rui Costa (PT) informou nesta quarta-feira (17) que o Estado já ativou praticamente todos os leitos destinados para pacientes com Covid-19. A última reserva, segundo ele, é o hospital de campanha instalado na Arena Fonte Nova. “É a única reserva. Não tem mais leito. Todos os que tínhamos no pico da pandemia já estão abertos. Quando tem que lançar mão do último estoque de leitos, significa que depois disso não tem o que fazer. É recusar o paciente e ver a fila de ambulância se acumular na porta das UPAs e dos hospitais, e famílias gritando desesperadas. Essa cena é que estamos buscando evitar”, disse o governador em entrevista à TV Itapoan. Em Salvador, praticamente todos os leitos clínicos e de UTI para pacientes infectados pelo novo coronavírus também já foram reabertos, com exceção do hospital de campanha instalado no Wet’n Wild, na Paralela. De acordo com Rui Costa, a decisão de adotar o toque de recolher na Bahia foi para evitar que baianos com Covid-19 morram sem conseguir assistência médica. “Não queremos precisar abrir o leito da Fonte Nova, porque significa que chegamos ao limite máximo e, a partir daí, não teríamos mais o que fazer”, destacou.
- Brumado Urgente
- 17 Fev 2021
- 09:43h
A Central do Covid em Brumado ultrapassou a capacidade máxima de internações | Foto: Brumado Urgente Conteúdo
Deixando o juízo de valores de lado, o atual momento da pandemia em Brumado merece uma análise muito mais substancial, já que são mais de 50 óbitos pela doença e uma taxa de transmissão proporcional alta, com internações próximas do limite o que está sobrecarregando o sistema, então, caso não sejam adotas medidas restritivas mais enérgicas, o colapso será inevitável. Esse cenário extremamente preocupante não estava sendo imaginado pelas autoridades, ainda mais com a chegada da vacina e o início do processo de imunização, só que, a quantidade foi muito limitada diante de aglomerações em alta, com bares lotados, especialmente nos finais de semana. Como disse o próprio secretário Villas-Boas que o momento não é para comemorar e sim valorizar a vida, só que, infelizmente, isso não foi levado a sério, fazendo com que o governador Rui Costa viesse a endurecer as ações, decretando toque de recolher em praticamente todo o estado a partir de sexta-feira (19). A Bahia amarga números crescentes do contágio e de óbitos enquanto as vagas nas UTIs se extinguem juntamente com a esperança de muitos que vêm perdendo os seus entes queridos. Em entrevista à imprensa local, o secretário municipal de Saúde, Claudio Feres, pela primeira vez, assumiu que desde o início da pandemia, Brumado não tinha registrado uma superlotação no Centro de Atendimento da Covid, que hoje tem 19 pacientes internados. Ele afirmou que o momento é mesmo muito preocupante e que a comunidade regional tem que se conscientizar disso. Ainda existe um grande ceticismo quanto ao toque de recolher, pois muitos acreditam que não serão obtidos os resultados esperados, mas, caso isso se confirme, segundo o governador, medidas restritivas que podem afetar vários setores do comércio poderão ser adotadas, ficando apenas os segmentos que trabalham com serviços essenciais. Então é necessário a consciência de todos, pois as vacinas estão chegando e logo a imunização será ampliada, o que desinflará a bolha atual que estamos vivendo.
- Redação
- 17 Fev 2021
- 09:02h
Apostas podem ser feitas até as 19h; dezenas serão sorteadas em São Paulo, em evento realizado às 20h | Foto: Reprodução
Uma bolada de R$ 29 milhões será sorteada nesta quarta-feira (17) pelo concurso 2345 da Mega-Sena. As apostas podem ser feitas nas lotéricas ou pela internet até as 19h. O sorteio ocorrerá ás 20h, em evento realizado na cidade de São Paulo (SP). Aposta mínima custa R$ 4,50.
- Fernando Duarte
- 17 Fev 2021
- 07:30h
(Foto: Reprodução)
O retorno das medidas restritivas na Bahia não deveria ser necessário. Porém, em meio ao número crescente de novos casos de Covid-19, acompanhado pelo aumento do número de óbitos, foi uma alternativa menos danosa do que o fechamento de atividades não essenciais, como chegou a sugerir o governador Rui Costa em entrevista nesta terça-feira (16), antes de confirmar o recolhimento da população entre 22h e 5h durante 7 dias.
Há uma dosagem dos efeitos políticos da restrição. Com parte dos prefeitos ainda no início do mandato, seria muito difícil deixar os gestores dos municípios responsáveis por adotarem um toque de recolher. Ainda em lua de mel com os eleitores, nenhum chefe de Executivo municipal iria apostar que medidas duras encerrariam esse clima menos de dois meses após tomarem posse. Mesmo os reeleitos, seria difícil lidar com as consequências políticas de uma decisão que diverge dos interesses de uma parcela expressiva da população.
Por isso coube a Rui, um governador bem avaliado na reta final do mandato, contrariar um movimento de desgaste contra as medidas restritivas de combate à pandemia. O peso político é maior e os eventuais impactos negativos acabam diluídos pela forma como o petista enfrentou a doença - ainda que isso custe arranhões com setores produtivos que venham a ser atingidos pela medida.
Os dados da pandemia seguem assustadores. Mesmo com o aumento do número de leitos, os índices de ocupação continuam altos e a quantidade de casos ativos retornou a patamares das fases mais críticas da doença. Portanto, era natural que algum tipo de medida restritiva fosse adotada, para tentar conter o avanço do coronavírus. Até mesmo por razões pedagógicas, já que os alertas de que a crise é iminente não estão funcionando. Infelizmente, o desgaste com o distanciamento social não colabora com a conscientização da população.
Somada a tudo isso temos a lentidão do plano de vacinação, resultado da dificuldade imposta pelo governo federal na aquisição de imunizantes. Enquanto outras nações enfrentam problemas de logística para aplicação, no Brasil a grande questão é a ausência de doses. Mesmo que haja um esforço fenomenal de aliados do Palácio do Planalto para usar malabarismos retóricos e culpar governadores e prefeitos pela crise sanitária.
Ninguém está satisfeito com o momento da pandemia, tratado como um dos mais delicados vividos desde março de 2020, quando a Covid-19 passou a dominar o dia a dia dos baianos. O toque de recolher é um paliativo em meio a uma possível demanda por restrições de atividades econômicas. Dos males, então, é melhor escolher o menos pior.
- CNN Brasil
- 17 Fev 2021
- 06:52h
(Foto: Metrópoles)
O deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) foi preso em flagrante pela Polícia Federal na noite desta terça (16) por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Silveira seguiu com policiais a caminho da Superintendência da Polícia Federal. Ele, que já é alvo do inquérito que apura o financiamento de atos antidemocráticos, publicou um vídeo com ofensas, ameaças e pedido de fechamento do Supremo, segundo a decisão do ministro. “O autor das condutas é reiterante na prática criminosa, pois está sendo investigado em inquérito policial nesta CORTE, a pedido da PGR, por ter se associado com o intuito de modificar o regime vigente e o Estado de Direito, através de estruturas e financiamentos destinados à mobilização e incitação da população à subversão da ordem política e social, bem como criando animosidades entre as Forças Armadas e as instituições”, diz a decisão. “As condutas criminosas do parlamentar configuram flagrante delito, pois na verifica-se, de maneira clara e evidente, a perpetuação dos delitos acima mencionados, uma vez que o referido vídeo permanece acessível a todos os usuários da rede mundial de computadores, sendo que até o momento, apenas em um canal que fora disponibilizado, o vídeo já conta com mais de 55 mil acessos.” Silveira tuitou a própria prisão.