- Redação
- 12 Mar 2021
- 11:41h
Desembargador era pai de Adriana Barreto | Foto: Instagram
O desembargador aposentado do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) Amadiz Barreto faleceu na manhã desta sexta-feira (12), por Covid-19. O desembargador é pai da colunista do Bahia Notícias, Adriana Barreto, do juiz Eduardo Barreto e da juíza Luciana Barreto. Amadiz foi presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), entre 1996 e 1998. Ele foi o responsável pela inauguração da sede própria da Corte eleitoral no estado. Amadiz Barreto era desembargador oriundo da advocacia, tendo sido nomeado para o TJ-BA em 1995. Ele chegou a concorrer à presidência do TJ-BA em 2001. Ainda não foi divulgado o local do velório e data do sepultamento.
- Redação
- 12 Mar 2021
- 11:08h
O presidente Jair Bolsonaro em posto da Polícia Rodoviária Federal em Registro (SP) – Carolina Antunes/PR
Ao menos 12 policiais rodoviários federais anunciaram às suas chefias seus desligamentos do GPT (Grupo de Patrulhamento Tático), equipe de elite da corporação, em resposta ao apoio do governo à aprovação da PEC Emergencial. A informação é da coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo. Segundo a publicação, o grupo de agentes não aceita a proposta apresentada por Jair Bolsonaro de retirar apenas a promoção e a progressão na carreira da mira dos congelamentos previstos na PEC. Categorias de segurança pública civil, como a PRF, Polícia Federal e policiais civis, reclamam da promessa não cumprida pelo presidente de deixá-las de fora do ajuste fiscal, destaca a coluna. No pedido de desligamento de funções no GPT, os servidores afirmam que as medidas enfraquecem a segurança pública, desvalorizam os policiais e resultam em precarização do serviço prestado. De acordo com os policiais, eles estão desanimados porque a “motivação e comprometimento com a segurança pública” não se reflete nas atuais medidas do governo.
- Mari Leal
- 12 Mar 2021
- 10:39h
(Foto: Diário do Nordeste)
A Bahia vive o momento mais crítico da pandemia e a sobrecarga dos profissionais de saúde é algo visível e verbalizado por muitos deles. No caso dos enfermeiros, segundo o presidente do Conselho Regional de Enfermagem da Bahia (Coren-BA), Jimi Medeiros, os esgotamentos físico e mental têm sido as principais queixas levadas ao órgão, principalmente nestes primeiros meses de 2021. A Bahia tem 140 mil enfermeiros e enfermeiras registrados junto ao conselho. Para Medeiros, falta, sobretudo neste momento, valorização e reconhecimento desses profissionais. “O volume de demandas tem sido muito elevado em relação ao início da pandemia. O que a gente percebe é o subdimensionamento de profissionais de enfermagem. Ou seja, hospitais sendo abertos sem a quantidade necessária de profissionais de enfermagem, o que gera o desgaste e exaustão para quem está na linha de frente. Temos profissionais cumprindo 44 horas semanais”, relata o presidente da entidade. Segundo ele, a baixa remuneração cria um ambiente propício para que o profissional precise acumular vínculo com duas ou mais unidades de saúde. No entanto, considerando o impacto da pandemia na rotina dos profissionais, tem se observado também um aumento nas ocorrências de afastamento de profissionais, um fato que cria preocupação e pode agravar o temor pelo colapso do sistema. “Tem uma leva de profissionais se afastando sem que outros queiram assumir os plantões”, diz. Os profissionais de saúde integram o grupo prioritário de imunização da Covid-19, processo iniciado em janeiro com a distribuição das primeiras doses da vacina CoronaVac. Ao avaliar o contexto, apesar de reconhecer que os profissionais imunizados não têm apresentado estágios graves da doença, Medeiros destaca que não há ainda a possibilidade de apontar os impactos na Bahia, no que se refere à categoria. “Nem 30% foram dos profissionais de enfermagem foram vacinados ainda. Claro que estão sendo priorizados os da linha de frente, mas tem profissionais da atenção primária, por exemplo, que estão em contato direto com as pessoas, que não foram ainda vacinados. Tem os profissionais autônomos, que trabalham em clínicas particulares, que também não foram ainda vacinados”, conclui.
- Ailma Teixeira
- 12 Mar 2021
- 09:52h
(Foto: Reprodução)
O governador Rui Costa (PT) sancionou a lei que autoriza o Poder Executivo a prestar uma contragarantia à União no empréstimo que será feito pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento S.A. (Embasa). A legislação em questão, de nº 14.307/2021, é de autoria do próprio Executivo e foi aprovada pela Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) na última terça-feira (9). A Embasa vai fazer um empréstimo de R$ 500 milhões com o Banco do Brasil. Com assinatura dos secretários de Infraestrutura Hídrica e Saneamento, Leonardo Góes, da Fazenda, Manoel Vitório, e da Casa Civil em exercício, Carlos Mello, o governo baiano vincula o acordo financeiro ao cumprimento do Novo Marco Legal de Saneamento, aprovado pela Lei Federal nº 14.026/2020. De acordo com o parágrafo único da legislação estadual, os recursos que serão obtidos com o banco se destinam à aplicação em atividades operacionais e investimentos na área.
- Matheus Morais
- 12 Mar 2021
- 09:23h
"O discurso que Lula fez no ABC não foi só de candidato, foi de um estadista, um homem que conhece seu país", ressalta | Foto: Manu Dias/GOVBA
Um petista histórico, que prefere manter anonimato, está empolgado com a possibilidade de uma nova dobradinha na eleição de 2022 com Lula candidato a presidente e Jaques Wagner disputando o governo do estado. “Tudo mudou depois da decisão de Fachin que anulou as sentenças de Lula na Lava Jato. Acho que Lula renasceu”, salienta. Ao bahia.ba, o político diz ainda que se o nome de Wagner “já era forte” com o apoio e participação de Lula fica “praticamente imbatível”. “Eu sou muito racional, por isso tenho a consciência que se houver essa dobradinha de novo, essa dobradinha Lula e Wagner, a candidatura de ACM Neto ao governo não vira nem a esquina, não vai para lugar nenhum. Temos que ter cautela, mas sabemos que se isso acontecer, nós já saímos com uma vantagem grande”, analisa o petista. “O discurso que Lula fez no ABC não foi só de candidato, foi de um estadista, um homem que conhece seu país. Veja que após as palavras de Lula, Bolsonaro logo mudou de postura, logo disse que era o pai da vacina e apareceu de máscara, coisa que raramente fazia. É o efeito Lula”, completou. Já o senador Jaques Wagner, que admitiu ser candidato ao Palácio de Ondina em 2022, afirmou recentemente que o ex-presidente “parece mais focado em ser absolvido na Justiça Federal do Distrito Federal, do que em ser candidato”.
(Foto: Reprodução Redes Sociais)
Amigos e familiares estão em choque com o assassinato da jovem Hiandra Couto Soares, de 22 anos, assassinada dentro de uma casa na tarde desta quinta-feira (11) no Bairro Jardim Sudoeste, em Vitória da Conquista. Ela era natural da cidade de Itapetinga, distante 100 km da Suíça Baiana. Ainda não se sabe a causa do assassinato. Ela estava em uma residência com amigas quando os atiradores se aproximaram, efetuaram os disparos e fugiram. O corpo será encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica.
- Redação
- 12 Mar 2021
- 07:58h
Dois estudos divulgados recentemente por cientistas brasileiros mostram panorama da pandemia | Foto: ASCOM/PMLF
Dois estudos recentemente divulgados na plataforma medRxiv, ainda sem revisão por pares, evidenciam como a morosidade da vacinação contra a Covid-19 no Brasil pode comprometer a eficiência da campanha em termos da redução do número de mortes pela doença no atual pico epidêmico. Em um dos artigos, cujo autor principal é o professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) Eduardo Massad, estima-se que cerca de 127 mil vidas seriam poupadas até o fim de 2021 se o Brasil tivesse começado em 21 de janeiro a vacinar em massa – algo em torno de 2 milhões de doses aplicadas ao dia. A média atual tem sido de 2 mil pessoas imunizadas diariamente, ou seja, 10% do considerado ideal pelos pesquisadores com base no potencial demonstrado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em campanhas anteriores. Se os esforços de imunização tivessem ganhado corpo um mês depois, em 21 de fevereiro, o número de mortes evitadas cairia para 86,4 mil até o final do ano. À medida que o tempo passa a estimativa diminui para 54,5 mil (21 de março), 30,3 mil (21 de abril) e 16,4 mil (21 de maio).
“Ao que tudo indica, a vacinação em massa no Brasil só deve começar de fato em agosto. E isso se o Instituto Butantan e a Fiocruz cumprirem a promessa de entregar 150 milhões de doses até julho. Nem estou contando com vacinas de outros laboratórios, como Pfizer, Moderna ou Janssen, porque se chegarem ao país no primeiro semestre será a conta-gotas. Para que um cenário diferente fosse possível, essa negociação deveria ter sido feita já no ano passado”, afirma Massad em entrevista à Agência Fapesp.
Por meio de modelagem matemática e com base nas tendências observadas em dezembro de 2020 (taxa de transmissão e número diário de novos casos – sem considerar a nova variante brasileira), o grupo liderado pelo professor da FM-USP calculou que, se nenhum esforço de vacinação fosse feito ao longo de 2021, o país chegaria ao fim do ano contabilizando 352,9 mil vítimas da Covid-19.
“Trata-se de uma subestimativa, pois com a chegada das novas cepas do SARS-CoV-2 a curva epidêmica tornou-se muito mais acentuada. Essa projeção [de mortes até 31 de dezembro de 2021 em um cenário sem vacinação], no atual contexto, provavelmente ultrapassaria 400 mil óbitos. Ou seja, todos os números apresentados no artigo agora passam a ser o mínimo, o piso”, avalia Massad.
Para o pesquisador, o Brasil já vive a terceira onda da Covid-19, que teria começado após o pico de casos observado em janeiro deste ano. “A segunda onda nem chegou a cair substancialmente quando emergiu a nova variante [P.1.] e o número de casos voltou a acelerar. De quatro semanas para cá temos quebrado recorde atrás de recorde”, diz.
Considerando o atual contexto, Massad calcula que devem morrer mais 100 mil brasileiros até o fim do ano por conta do atraso da vacinação. Se fosse possível antecipar o início da imunização em massa para maio, esse número seria reduzido pela metade, aproximadamente.
“Devemos ter entre 30 e 40 milhões de doses para o primeiro semestre e isso não dá para atender nem metade do grupo considerado de risco, que abrange 77 milhões de pessoas. Com 40 milhões de doses só vacinaremos 20 milhões de indivíduos nesse período, ou seja, menos de um terço do necessário”, aponta o pesquisador.
Na avaliação de Massad, portanto, o impacto da vacinação no curso da epidemia será praticamente nulo no primeiro semestre de 2021. “Se os casos começarem a cair certamente será pelo curso natural da doença ou pelas medidas de isolamento social, que estão cada vez mais difíceis de serem implementadas.”
Todas as estimativas descritas no estudo foram feitas considerando uma vacina com 90% de eficácia, número superior ao dos imunizantes já disponíveis no Brasil (Covidshield, da AstraZeneca/Fiocruz e CoronaVac, da Sinovac Biotech/ Instituto Butantan). No entanto, Massad afirma que todos os imunizantes já aprovados para uso emergencial ou definitivo têm se mostrado igualmente eficazes na prevenção de mortes por Covid-19, que é o principal parâmetro avaliado na pesquisa.
A velocidade faz diferença
O segundo estudo sobre o tema foi conduzido por Thomas Vilches, pós-doutorando no Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e teve a colaboração de pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Botucatu.
Também por modelagem matemática, o grupo projetou 18 cenários relacionados ao impacto da campanha de vacinação no número de internações e mortes por Covid-19 em São Paulo no atual pico epidêmico.
Entre os fatores que se modificam nos diferentes cenários estão: a vacina utilizada (CoronaVac ou Covidshield), a velocidade na distribuição das doses (630 mil ou 1,2 milhão ao dia em todo o país), a proteção de cada imunizante contra sintomas severos (que variou entre 0% e 100%), a proteção das vacinas contra a infecção (que também variou de 0% a 100%) e o grau de percepção de risco de cada indivíduo vacinado, ou seja, o quanto ele respeita as medidas de isolamento.
Ao ajustar o modelo, os pesquisadores consideraram que em torno de 20% da população paulista já havia sido infectada e apresentava anticorpos contra o SARS-CoV-2. Além disso, considerou-se uma taxa de transmissão do vírus de 1,04 (cada 100 infectados sintomáticos geram outros 104 sintomáticos). Esse foi o valor reportado para São Paulo em janeiro pelo Observatório Covid-19 BR.
“No cenário que chamamos de basal [baseline], consideramos que 0,3% da população do país seria vacinada diariamente e isso dá algo em torno de 630 mil doses ao dia. Essa velocidade de distribuição seria possível de ser alcançada somente com as doses fornecidas pelo Instituto Butantan, quando a produção alcançar a ‘velocidade de cruzeiro’ [1 milhão de doses ao dia]. Já no cenário que chamamos de ‘velocidade dobrada’, 0,6% da população seria vacinada por dia, o que seria possível de ser feito somando as doses produzidas por Butantan e Fiocruz”, avalia Vilches.
O pesquisador ressalta, no entanto, que mesmo o cenário considerado basal no estudo é mais célere que o ritmo atualmente registrado em todo o país. “O Brasil tem uma grande capacidade de fazer a distribuição das doses, graças à estrutura do SUS. Nosso problema é a produção”, afirma.
As projeções indicam que com a CoronaVac, no melhor cenário – ou seja, considerando 100% de proteção relativa (o que equivale a dizer que a proteção contra infecção é de 50,3%, valor equivalente ao da eficácia global) e 100% de proteção contra sintomas severos –, seria possível, na velocidade basal de distribuição, reduzir em 45,3% o número de óbitos por Covid-19 no atual pico epidêmico. Com a Covidshield, também no melhor cenário, a redução seria de 57%.
Caso a velocidade na distribuição das doses fosse dobrada, os percentuais (referentes à redução dos óbitos) saltariam para 65,7% com a CoronaVac e 74% com a Covidshield.
“Com a velocidade dobrada, mesmo no pior cenário [aquele em que a vacina oferece 0% de proteção contra sintomas severos e 0% contra infecção], a CoronaVac poderia reduzir em 30% o número de mortes e, a Covidshield, em 46,8%”, estima Vilches.
Segundo o pesquisador, a mensagem principal do trabalho é que, para que a campanha tenha um impacto significativo na redução das mortes, todo esforço possível deve ser feito para acelerar o ritmo da vacinação no país, inclusive a compra de imunizantes de outros laboratórios. “Quanto mais vacinas forem adquiridas, melhor. Não há justificativa para não fazê-lo. Vacinar rápido é fundamental para evitar mortes e também para barrar o surgimento de novas cepas ainda mais agressivas”, diz. Por Karina Toledo, da Agência Fapesp.
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- AScom | PRF
- 12 Mar 2021
- 07:39h
(Foto: Ascom | PRF)
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu no final da manhã desta quinta-feira (11), aproximadamente 1.100 quilos de maconha, prontas para venda, que estavam escondidos em dois veículos. Cinco homens e uma mulher foram presos.
O flagrante ocorreu durante fiscalização da PRF de combate a criminalidade no KM 15 da BR 116, em Cachoeira de Pajeu (MG), trecho sob circunscrição da Delegacia de Vitória da Conquista, na Bahia. Os policiais fiscalizavam o trecho e notaram quatro veículos suspeitos adentrarem o pátio de um posto de combustível.
Logo em seguida, iniciaram os procedimentos de abordagem e visualizaram a grande quantidade de maconha distribuída no interior de uma camioneta Duster e de um automóvel Onix. Os pacotes da droga foram encontrados em várias partes dos veículos, que após pesagem todo o volume somou 1.100 Kg (um mil e cem quilos). Também foram apreendidos R$ 19.995,00 (Dezenove mil, novecentos e noventa e cinco reais).
Essa apreensão causou um prejuízo de mais de R$ 1 milhão a toda logística financeira do crime organizado. Ficou constatado que os outros dois veículos (GOL e T Cross) realizavam o serviço de ‘batedor’ dos ilícitos.
Diante dos fatos, seis pessoas com idades entre 21 e 39 anos foram presas em flagrante delito e encaminhados com o produto apreendido para a Delegacia de Polícia Civil de Pedra Azul, para lavratura dos procedimentos cabíveis. Eles responderão pelo crime de tráfico de drogas, conforme dispõe o art. 33 da Lei 11.343/2006.
- Por Edison Veiga, Deutsche Welle
- 11 Mar 2021
- 18:22h
Personagem central na história da educação no país na primeira metade do século 20, pensamentos de Anísio Teixeira sobreviveram às transformações sociais e à passagem do tempo — Foto: Acervo Instituto Anísio Teixeira
Em 11 de março de 1971, o educador, escritor e jurista Anísio Spínola Teixeira (1900-1971) iria almoçar com o lexicógrafo Aurélio Buarque de Holanda (1910-1989), no apartamento dele, em Botafogo, no Rio. Mas ele foi encontrado morto no fosso do elevador do prédio. Oficialmente, um acidente. Mas muitos acreditam que Teixeira tenha sido vítima da ditadura militar.
Ferrenho defensor da educação universal, laica e gratuita para todos, um dos mais notáveis signatários do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, de 1932, e um dos idealizadores da Universidade de Brasília (UnB) − da qual seria reitor e, com o golpe de 1964, aposentado compulsoriamente pelos militares − seus posicionamentos e pensamentos incomodavam o regime ditatorial.
Cinco décadas após sua misteriosa morte, especialistas concordam que seu legado ainda é visível na educação brasileira. Em sua tese de doutorado pela Unicamp, de 2018, a pedagoga Maria Cristiani Gonçalves Silva apontou Teixeira como "o maior idealizador e, portanto, a maior referência na luta por uma educação pública de qualidade, igualitária, laica, de dia inteiro, que vise a formação plena de nossas crianças e jovens".
"A ideia de uma escola pública, laica, gratuita e de qualidade para todos é talvez a mais lembrada, mas seu legado é ainda mais amplo. Não é possível discutir educação integral sem recorrer aos escritos de Anísio, que influenciaram as primeiras experiências no país", afirma o ex-secretário de Educação de São Paulo Alexandre Schneider, presidente do Instituto Singularidades e pesquisador da Universidade de Columbia e da Fundação Getúlio Vargas.
"A defesa de um fundo para o financiamento da educação pública livre da influência dos políticos de plantão, e o entendimento da docência como profissão também merecem lembrança. Anísio foi um intelectual que 'colocou a mão na massa', como secretário de Educação da Bahia, em funções no Ministério da Educação e como reitor da UnB, universidade da qual foi um dos idealizadores."
O linguista Vicente de Paula da Silva Martins, professor da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) e que estudou o tema em seu mestrado, define como impressionante a "visão ampla de pedagogia" de Teixeira, para quem "a criança deveria ser estudada não apenas em seus aspectos físicos, mas também com relação à sua história, sua relação com o meio e suas origens".
"Muitos pesquisadores em educação mostram o valor da obra de Anísio Teixeira na concepção de educação integral com base no pragmatismo, na compreensão de que o homem se forma e desenvolve na ação", aponta ele.
Escola Nova
Nascido em Caetité, no interior da Bahia, filho de médico e líder político na cidade, Teixeira foi desde cedo incentivado pelo pai a ocupar postos públicos. Estudou em colégios jesuítas e graduou-se na instituição hoje chamada de Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Depois de formado, retornou à Bahia. Aos 24 anos, foi nomeado Inspetor Geral do Ensino, cargo hoje equivalente ao de um secretário estadual.
Teixeira viajou por diversos países europeus e foi aos Estados Unidos para conhecer experiências educacionais. "Foi assim que tomou conhecimento de um movimento muito importante iniciado no final do século 19, identificado por Escola Nova ou Escola Ativa", contextualiza o pedagogo Ítalo Curcio, coordenador do curso de pedagogia da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Nos anos 1930, quando já era secretário de Educação do Rio de Janeiro, Teixeira tornou-se um dos 26 autores do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova. O documento é considerado um marco inaugural da organização do ensino brasileiro, ao definir premissas que resultariam em um plano nacional de educação e princípios de gratuidade, universalidade, obrigatoriedade e laicidade.
"Além da apresentação de um novo modelo em nível de métodos e estratégias de ensino, destaca-se em Anísio Teixeira sua defesa pelo ensino público e laico, já comum e corrente na maioria das nações mais desenvolvidas", aponta Curcio.
Mais tarde, na década de 1950, o educador passou a atuar pela organização do ensino superior brasileiro. "Estes trabalhos levaram à criação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Nível de Pessoal de Nível Superior [Capes], no ano de 1952, da qual foi seu primeiro presidente", completa o pedagogo.
"O maior legado que vemos em Anísio Teixeira é o da perseverança e abnegação da defesa do ensino de qualidade, seja no âmbito público, seja no setor privado", diz Curcio. "Este legado fica claro em suas ações, em diferentes governos, independentemente de linhas ideológicas."
Para o sociólogo Florestan Fernandes (1920-1995), Teixeira foi "o campeão na luta contra a educação como privilégio".
Lei de Diretrizes e Bases
Citada pela primeira vez na Constituição de 1934 − por influência de Teixeira − o Brasil só ganharia sua Lei de Diretrizes e Bases da Educação em 1961. Trata-se do conjunto de normas que regularizam a organização da educação brasileira, a partir dos princípios constitucionais. E o pensamento de Teixeira segue presente, inclusive na versão mais atual, sancionada em 1996 − redigida com grande participação do educador Darcy Ribeiro (1922-1997), que era próximo de Teixeira.
Martins acredita que, não fossem figuras como Teixeira, "dificilmente teríamos uma Lei de Diretrizes e Bases". Ele vê inspiração do ideário do educador em pontos como o artigo 3º da regulamentação, que determina igualdade de condições para o acesso e permanência na escola, pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, respeito à liberdade e apreço à tolerância, gratuidade do ensino público, garantia de padrão de qualidade, vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais e garantia do direito à educação e à aprendizagem ao longo da vida.
"A ampliação das instituições públicas de nível superior, com qualidade compatível às similares internacionais, aprimoramento dos institutos de pesquisa, formação continuada dos professores e o acesso universal à educação básica, itens constantes nas metas do atual Plano Nacional de Educação, são realidades sonhadas e defendidas por Anísio Teixeira desde a década de 1920", avalia Curcio. "E que podem ser vistas hoje, mesmo que com muitas carências ainda."
Para o pedagogo, "pode-se dizer que Anísio Teixeira é o mentor da educação brasileira contemporânea, atuando não somente como planejador, mas também como organizador e inspirador de seus sucessores."
Manter o sonho vivo
"É inegável que a educação no Brasil teve grandes avanços nos últimos 40 anos: há mais crianças e adolescentes na escola, é possível medir a qualidade de ensino, os professores têm nível superior e os mecanismos de financiamento da educação pública estão bem assentados. Por outro lado, ainda estamos longe do sonho de garantir educação de qualidade para todos, as experiências de educação integral ainda são localizadas em escolas de elite ou algumas redes públicas e os profissionais de educação ainda se submetem a longas jornadas de trabalho em diversas escolas", comenta Schneider.
"Manter o sonho de Anísio vivo é lutar por escola pública de qualidade para todos como pressuposto do funcionamento da democracia."
Teixeira deixou uma vasta obra. Entre seus livros mais importantes estão Educação é um direito, Educação não é privilégio e A educação e a crise brasileira.
"A maioria dos pressupostos defendidos por ele encontram muita ressonância na escola brasileira hoje", comenta Martins. "As condições de oferta do ensino público, é verdade, ainda deixam muito a desejar."
O educador empresta seu nome a diversas instituições de ensino do país. Autarquia do Ministério da Educação, responsável pela aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), que ele presidiu nos anos 1950, também incorporou Anísio Teixeira ao seu nome oficial.
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- Redação
- 11 Mar 2021
- 17:38h
(Foto: Reprodução)
Mergulhadores do Corpo de Bombeiros de Vitória da Conquista foram acionados, ainda na noite desta quarta-feira (10), para fazer o resgate de um corpo numa lagoa na zona rural de Cândido Sales. Apesar do local ter bastante lama e vegetação, os mergulhadores não tiveram muita dificuldade para retirar o corpo. A vítima foi identificada como Marizalmo Gonçalves da Costa, de 37 anos. A causa do afogamento não foi informada.
- Redação
- 11 Mar 2021
- 16:45h
Estado homologou licitação de R$ 768 mil para aquisição de equipamentos | Foto: Paula Fróes/GOVBA Foto: Paula Fróes/GOVBA
O governo da Bahia homologou uma licitação de R$ 768.199,92 para a compra de câmaras frigoríficas destinadas ao armazenamento de corpos de vítimas da Covid-19. O resultado do certame foi publicado na edição do Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (11).
Procurada pelo bahia.ba, a assessoria da Sesab (Secretaria de Saúde da Bahia) não deu detalhes sobre a aquisição, a exemplo do número de equipamentos requisitados nem onde os aparelhos serão instalados.
A compra ocorre no momento em que o sistema de saúde do estado se vê à beira do colapso, com quase 90% dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) ocupados. Nesta quinta-feira, foi registrado o maior número de internações desde o início da pandemia, com 1.052 pacientes assistidos, segundo dados atualizados até o íncio da tarde.
Ao mesmo tempo, o estado passou a contabilizar uma explosão de óbitos em decorrência da doença. Nas últimas semanas, desde o agravamento da crise sanitária, o número de mortes diárias tem sido superior a mais de 100 vidas perdidas.
Cemitérios se preparam para o pior
Apesar do momento dramático, ainda não há superlotação nos cemitérios — ao menos nas unidades administradas pela prefeitura de Salvador.
Atualmente, são realizados cerca de 17 sepultamentos por dia, segundo a Semop (Secretaria Municipal de Ordem Pública). Antes da eclosão da Covid-19, a média gorava em torno de 12 enterros no mesmo período.
O recorde de sepultamentos, no entanto, aconteceu em junho de 2020, no auge da pandemia, quando 313 pessoas foram enterradas.
De acordo com a Semop, a capital tem disponíveis hoje 750 gavetas para utilização imediata.
Mesmo assim, a pasta se prepara para dar conta da crescente demanda: licitou a abertura de 1.125 novas gavetas para utilização no segundo semestre.
A previsão de entrega das sepulturas será de até 90 dias, a serem contados após o início da obra.
- Redação
- 11 Mar 2021
- 15:30h
Operação mira esquema criminoso montado na prestação de serviço de estampamento de placas veiculares | Foto: Humberto Filho/MP
O Detran-BA (Departamento Estadual de Trânsito da Bahia) foi mais uma vez alvo da Operação Cartel Forte, coordenado pelo Graeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).
Policiais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (11), na investigação que mira desarticular esquema criminoso montado na prestação de serviço de estampamento de placas veiculares no departamento. Também participam da operação o Ministério Público estadual, em conjunto com a Polícia Civil.
Os mandados foram cumpridos no Serviço de Atendimento ao Consumidor do Shopping Salvador (SAC-Shopping Salvador) e na sede do Detran, onde trabalham os novos investigados. Também foram cumpridos mandados nas residências deles na capital, situadas nos bairros Praia de Armação e São Caetano.
Segundo a polícia, provas colhidas na fase anterior da operação revelaram a existência de um novo modo de atuação para favorecer as empresas estampadoras de placas, que consistia na prática rotineira do vistoriador, em troca de propina, “condenar” (termo usado para reprovar) as placas automotivas no momento das vistorias, de forma premeditada, para obrigar os condutores a adquirirem um novo par de placas.
A corrupção foi comprovada após a análise preliminar feita no aparelho celular de Catiucia de Souza Dias, denunciada no dia 25 de fevereiro, apreendido por ocasião da deflagração da primeira fase da operação. Os investigadores identificaram diversos diálogos no aplicativo WhatsApp, que descortinaram todo o trâmite de uma parceria criminosa também no segmento de vistoria veicular.
Ainda segundo o Gaeco, todo o material apreendido segue sendo analisado e os policiais estão empenhados para verificar a participação de outros envolvidos e novos indícios de crimes praticados dentro do Detran-BA.
- Redação
- 11 Mar 2021
- 13:49h
Empresários recordam que em 2020 a crise foi terrível para todos e, ainda assim, o setor empresarial obteve subsídio | Foto: Divulgação Fecomércio-BA
As instituições empresariais Fecomércio-BA, FCDL Bahia, CDL Salvador e Associação Comercial da Bahia decidiram emitir comunicado conjunto lamentando a decisão da Prefeitura de Salvador e do governo da Bahia de manter o fechamento de lojas do comércio pelos próximos dias. Assim, o segmento solicita imediatas contrapartidas do poder público frente a decisão tão extrema. As entidades recordam que em 2020 a crise foi terrível para todos e, ainda assim, o setor empresarial obteve subsídio do governo federal para pagar os funcionários, além de algumas linhas de crédito que foram facilitadas. Este ano, nem com essas iniciativas os empresários podem contar, criando um ambiente de absoluto abandono à própria sorte, deixando as empresas sem saber como honrar com as folhas de pagamento sem terem faturamento ou empréstimos. As instituições têm posição contrária ao lockdown e são favoráveis a medidas de combate à pandemia, a exemplo do Plano de Retomada Econômica já apresentado pela Prefeitura de Salvador. Por fim, os representantes do Comércio baiano reiteram as solicitações propostas aos governos estadual e municipais: aquisição urgente de vacinas; abertura de novos leitos; rígida punição para quem promove aglomerações irresponsáveis; apoio à criação de comitê público-privado para discutir medidas de combate à pandemia; parcelamento tributário para a sobrevivência das empresas; e concessão de linhas de crédito sem burocracia.
- Ascom | CMB
- 11 Mar 2021
- 12:57h
O Poder Legislativo de Brumado decretou luto oficial de 3 dias pela morte do ex-vereador Elias Piau | Fotocomposição)
A Câmara de Vereadores de Brumado decretou nesta quinta-feira (11) Luto Oficial de 3 dias pelo falecimento do ex-vereador Elias Pereira Gonçalves (Elias Piau). Assinado pelo presidente da Casa Legislativa, o vereador José Carlos Marques Pessoa, o decreto cita que Elias exerceu o cargo no período de 2017 a 2020 e que era muito querido e admirado por todos. Também foi citado que a sociedade em geral ficou muito consternada, gerando um forte o sentimento de solidariedade, dor e saudade que emerge pela perda de um cidadão respeitável e honrado. Então, nesse momento de grande pesar, o Poder Legislativo deste Munícipio rende as justas homenagens àqueles que com o seu trabalho, exemplo e dedicação, contribuíram em prol da comunidade brumadense. Confira o Decreto na íntegra (clique).
- Brumado Urgente
- 11 Mar 2021
- 11:44h
Elias Piau tinha uma grande paixão pelo Flamengo | Foto: Daniel Simurro
Conhecido por ser uma das figuras mais carismáticas da política brumadense, o ex-vereador Elias Piau acabou não resistindo às complicações causadas pela Covid-19, vindo a falecer numa unidade de terapia intensiva em Vitória da Conquista na manhã desta quinta-feira (11). A notícia causou uma grande comoção na cidade, com milhares de mensagens que circularam de forma frenética nas redes sociais. Flamenguista apaixonado, Elias Piau, que exerceu a liderança do DEM na Câmara de Vereadores, estava com um novo projeto de vida, com grandes planejamentos empresariais para este ano. Ele abriu uma grande distribuidora de bebidas e estava muito otimista, mas, infelizmente, contraiu o vírus tendo que ser transferido para uma UTI. Segundo informações, ele tinha se curado da doença, mas acabou contraindo uma bactéria e, como a sua imunidade estava baixa, acabou não resistindo. Ele que se divorciou recentemente deixa dois filhos. Os poderes Legislativo e Executivo irão decretar Luto de 3 dias pelo falecimento.