Cotada para a Saúde, Ludhmila Hajjar relata ameaça de morte: 'Tentaram invadir o hotel'

  • Redação
  • 15 Mar 2021
  • 16:56h

(Foto: Metrópoles)

Cogitada para assumir o Ministério da Saúde em lugar de Eduardo Pazuello, a médica cardiologista Ludhmila Hajjar relatou, nesta segunda-feira (15), em entrevista a CNN Brasil, ter sofrido ameaças de morte. Ela ainda relatou ter tido seu número de celular divulgado em diversos grupos de Whatsapp, além de perseguição dentro de um hotel onde estava hospedada em Brasília. “Eram três pessoas que diziam ter o número do meu quarto e que eu já estaria aguardando. Diziam ser parte da minha equipe. Repito, eu não temo. Só me assusto em saber que esse tipo de gente está atrapalhando a sociedade brasileira”, revelou a médica durante a entrevista.  Em reunião com o presidente Jair Bolsonaro, Hajjar recusou o convite. Em entrevistas posteriores, a médica fez uma série de crítica ao modo de condução da pandemia no país. A médica defende o isolamento social, a vacinação em massa da população e é crítica do chamado "tratamento precoce", que usa medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19, pautas que são o oposto das defendidas por Bolsonaro.  Com a recusa da médica, outros nomes, tem sido lembrado. Dentre eles o cardiologista Marcelo Queiroga, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e o deputado federal Luiz Antonio Teixeira Jr. (PP-RJ), que é conhecido como "Dr. Luizinho". 

Cervejarias doam cilindros de oxigênio para evitar colapso em hospital

  • Redação
  • 15 Mar 2021
  • 16:00h

Foto: Divulgação/Ministério da Saúde

A cidade de Clevelândia (PR), com 17,2 mil habitantes evitou um colapso na saúde no último fim de semana, graças à mobilização de cervejarias paranaenses que conseguiram doar 20 cilindros de oxigênio. Após saber da grave situação do município, o empresário Pedro Reis, 32 anos, proprietário da cervjaria Insana, na cidade vizinha de Palmas, se mobilizou em uma campanha para ajudar o Hospital Associação Pró-Saúde.Três cilindros são de fabricantes de cerveja da região – além da Insana, também doaram as marcas Formosa e Schaf, ambas da cidade de Francisco Beltrão. Os outros 17 cilindros cedidos foram doações de moradores da região. De acordo com o chefe de gabinete da prefeitura, Rafael Barbosa, o problema principal não é a produção de oxigênio, mas a falta de cilindros para envasar o gás. Com a doação, Clevelândia passou a ter 60 cilindros. Para evitar o colapso, a prefeitura fechou um acordo com o município vizinho de Mariópolis para instalar uma usina na Secretaria Municipal da Saúde para a produção própria do gás. O custo do investimento é de R$ 327 mil. A usina começa a operar já no próximo dia 24, durante 24h por dia.

 

Sobrou para a sogra: genro acabou desferindo um soco no olho

  • Redação
  • 15 Mar 2021
  • 14:24h

(Foto: Reprodução)

O fato foi registrado na vizinha cidade de Itapetinga. Durante um desentendimento, o homem  agrediu a sogra e deu um soco no olho da vítima. O caso foi parar na delegacia. Os nomes dos envolvidos e a causa da briga não foram divulgados.

Embasa e Oi lideram ranking de reclamações no Procon-BA; confira a lista

  • Rayllanna Lima
  • 15 Mar 2021
  • 12:29h

Casas Bahia/Ponto Frio, Coelba, Tim, Ricardo Eletro e Magazine Luiza também geraram queixas nos baianos em 2020 | Foto: Divulgação/Procon-BA Foto: Divulgação/Procon-BA

O Procon-BA (Superintendência de Defesa do Consumidor na Bahia) divulgou nesta segunda-feira (15) uma lista com as empresas que mais provocaram queixas nos consumidores baianos em 2020.

Conforme consta no Cadastro de Reclamações Fundamentadas 2020, o setor de serviços essenciais lidera a lista de reclamações (35%), seguido de produtos (30%).

Na análise de todos os setores, foram registrados na Bahia 76.390 reclamações no portal Consumidor.gov.br. Desse total, 76,28% foram resolvidas e 23,72% ficaram pendentes.

A empresa com maior número de reclamações protocoladas no Procon-BA foi a Embasa (261), seguida da Oi (136).

Na sequência aparecem Casa Bahia/Ponto Frio (64), Coelba (49), Tim (49), Ricardo Eletro (29), Magazine Luiza (28), Vivo (27), Motorola (25), Zurich Seguros (25), Banco Bradesco (24) e Claro (23).

No total, foram 1090 reclamações recebidas pelo órgão que atende pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS).

Veja abaixo a lista das 30 empresas:

Universalização dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário é meta da Embasa em Vitória da Conquista para os próximos anos

  • Blog da Redação
  • 15 Mar 2021
  • 11:34h

(Foto: Divulgação)

Atendendo 99,9% da população com serviço de abastecimento de água e 95% de cobertura em esgotamento sanitário da sede de Vitória da Conquista, a Embasa trabalha para ampliar e universalizar o acesso a esses serviços públicos à população do município. Desde 2007, quando os investimentos foram ampliados por meio do programa estadual Água para Todos, cerca de R$450 milhões foram destinados a obras de ampliação e melhorias dos sistemas de água e esgoto.

Em 2021, a Embasa completará 50 anos de existência, período no qual a empresa também atua em Vitória da Conquista, contribuindo diretamente para o crescimento econômico e social do município. No recorte dos últimos 14 anos, a Embasa registrou um aumento de 72% no número de ligações de água e de 185% no número de ligações de esgoto em relação ao quantitativo registrado em dezembro de 2006 em Vitória da Conquista.

Neste período, a Embasa ampliou o sistema de esgotamento sanitário (2013), implantou as adutoras do Catolé (2014) e Gaviãozinho (2017), ampliou o sistema de abastecimento para atender a Zona Oeste (2017), realizou obras de adensamento do sistema de esgotamento sanitário com implantação de novas redes coletoras e estações de bombeamento para atender bairros como Vila América, Morada Real, Recanto das Águas, Conveima I e II (2018/2019). Soma-se a esta lista, a entrega de obras de extensão de rede para atender diversas localidades da Zona Rural.

Neste momento, a Embasa está executando duas importantes obras que vão garantir segurança hídrica para o Sistema Integrado de Abastecimento de Água de Vitória da Conquista. A barragem do Catolé possibilitará o armazenamento de 23,4 bilhões de litros de água, volume quatro vezes maior do que a capacidade de armazenamento da barragem de Água Fria II. Já a ampliação do sistema distribuidor aumentará a capacidade de distribuição de água tratada.

Além de atender ao crescimento da sede municipal e garantir a expansão dos serviços para as novas áreas da cidade, o Plano de Investimento (2021-2050) do contrato de programa prevê que a Embasa implante rede de água tratada e sistemas de esgotamento sanitário para possibilitar a cobertura de 90% de todas as sedes distritais do município. Para isso, estão previstos investimentos na ordem de R$362 milhões, dos quais R$262 milhões (78%) já nos próximos anos. Com isso, o serviço de abastecimento de água chegará a 100% em 2023 e esgotamento sanitário alcançará 95% até 2033 em todo o município.

Universalização do acesso é um assunto que faz parte do planejamento e da gestão da Embasa há 14 anos. Os investimentos efetivados e entregues aos municípios de sua área de atuação, entre 2007 e 2020, junto com as ações do Governo do Estado somam o montante de R$ 9 bilhões e resultaram em aproximadamente mais 4 milhões de pessoas com acesso a água tratada e mais 2,5 milhões de pessoas com acesso a coleta e tratamento de esgoto.

Esses números são mais do que uma conquista para a Bahia que apresenta índices de cobertura de atendimento significativos no cenário nacional, considerando-se a extensão geográfica do estado e 2/3 do seu território situado em região semiárida com pouca disponibilidade hídrica. A Embasa atende 368 municípios com abastecimento de água, o que representa 88% do total de municípios baianos, e 103 com coleta e tratamento de esgoto. Nesta área, o acesso a abastecimento de água chegou a uma cobertura de 92% e o acesso a coleta e tratamento de esgoto chegou a 46%.

No último relatório do Sistema Nacional de Informações do Saneamento (SNIS), com dados de 2019, a Bahia alcançou um índice acima de 90% de atendimento com rede de água e um patamar entre 40% e 70% de atendimento com rede coletora de esgoto em área urbana. Mesmo não atuando em todos os 417 municípios da Bahia, o trabalho da Embasa foi decisivo para o alcance desses indicadores.

A capacidade econômico-financeira aliada a um plano sustentável de investimentos e parcerias com o setor privado para o cumprimento das metas de universalização em municípios com contratos vigentes, assim como a busca por eficiência por meio de inovação e cooperação técnica têm sido os caminhos trilhados pela Embasa para atuar neste novo cenário, sempre buscando atender as necessidades de usuários e dos municípios numa perspectiva regional.

Como resultado dessas ações realizadas nos últimos 14 anos, a Embasa registrou, no período, um aumento de 70% no número de ligações de água e de 187% no número de ligações de esgoto em relação ao quantitativo que existia em dezembro de 2006. Isso é um feito histórico, pois nunca ocorreu na Bahia e seus reflexos tanto na vida de milhões de pessoas, assim como na evolução dos indicadores sociais, econômicos e ambientais do estado são indiscutíveis.

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Região de Guanambi pode retomar funcionamento dos serviços não essenciais nesta segunda-feira (15)

  • Sertão Hoje
  • 15 Mar 2021
  • 10:40h

Para toda a Bahia segue proibida a circulação de pessoas entre 20h e 5h, até o dia 1º de abril, em todos os 417 municípios baianos. (Foto: Elói Corrêa / Gov-BA)

O decreto que determina a prorrogação de medidas mais restritivas para a capital baiana e alguns municípios inseridos na Região Metropolitana de Salvador (RMS) está publicado na versão online do Diário Oficial do Estado (DOE). Com a medida, apenas o funcionamento das atividades consideradas essenciais continua permitido ate às 5h de 22 de março. Apenas Itaparica, Vera Cruz, Pojuca e Mata de São João não vão aderir à prorrogação do decreto e terão serviços não-essenciais funcionando a partir desta segunda-feira (15), até as 17h.

Em Salvador, Camaçari, Candeias, Dias D’Ávila, Lauro de Freitas, Madre de Deus, São Francisco do Conde, São Sebastião do Passé e Simões Filho, somente as atividades relacionadas à saúde e ao enfrentamento da pandemia, à comercialização de gêneros alimentícios e feiras livres, à segurança e a atividades de urgência e emergência poderão ser realizadas. Os estabelecimentos comerciais que funcionam como bares e restaurantes poderão operar apenas de portas fechadas, na modalidade de entrega em domicílio, até as 24h. A circulação de meios de transporte metropolitanos aquaviários, como ferry boat e lanchinhas, deverá ser suspensa das 20h30 às 5h de 15 de março a 19 de março, ficando vedado o funcionamento nos dias 20 e 21 de março. Também continuam suspensos, até as 5h do dia 22 de março, os atendimentos presenciais do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) em Salvador, além de Camaçari, Candeias, Lauro de Freitas, Simões Filho e Guarajuba, na RMS. No interior, o funcionamento do postos é normal, exceto em Guanambi, que fica fechado até quarta-feira (17), em função de decreto municipal.

Região de Guanambi

O funcionamento dos serviços não essenciais pode ser retomado a partir desta segunda-feira (15) em Guanambi e outros 21 municípios da região que estavam com medidas mais restritivas até este domingo (14). A determinação é válida para Caculé, Caetité, Candiba, Carinhanha, Feira da Mata, Guanambi, Ibiassucê, Igaporã, Iuiu, Jacaraci, Lagoa Real, Licínio de Almeida, Malhada, Matina, Mortugaba, Palmas de Monte Alto, Pindaí, Riacho de Santana, Rio do Antônio, Sebastião Laranjeiras, Tanque Novo e Urandi.
 

Medidas válidas para toda a Bahia

Com exceção de deslocamentos por motivos de saúde ou em situações em que fique comprovada a urgência, segue proibida a circulação de pessoas entre 20h e 5h, até o dia 1º de abril, em todos os 417 municípios baianos. O funcionamento dos serviços não essenciais está proibido em toda a Bahia das 18h de 19 de março ate às 5h de 22 de março. A restrição da venda de bebidas alcoólicas seguirá valendo, em todo o estado, a partir das 18h de 19 de março até 5h de 22 de março, inclusive por sistema de entrega em domicílio (delivery). Também segue vedada em todo o estado a prática de atividades esportivas coletivas amadoras até 1º de abril, sendo permitida as práticas individuais, desde que não gerem aglomeração. O funcionamento de academias e estabelecimentos voltados para a prática de atividades físicas está proibido até 22 de março. Ficam vedados, até 22 de março, também em todo o estado, os procedimentos cirúrgicos eletivos não urgentes ou emergenciais nas unidades hospitalares públicas e privadas.

Os atos religiosos litúrgicos podem ocorrer na Bahia, respeitados os protocolos sanitários estabelecidos, especialmente o distanciamento social adequado e o uso de máscaras, bem como com capacidade máxima de lotação de 30%. Segue proibida ainda, até 1º de abril, a realização de eventos e atividades que envolvam aglomeração de pessoas, independente do número de participantes, como cerimônias de casamento, solenidades de formatura, feiras, circos, passeatas, eventos desportivos, científicos e religiosos, bem como aulas em academias de dança e ginástica.

Estão fora do decreto as atividades ligadas ao funcionamento dos terminais rodoviários, metroviários, aquaviários e aeroviários, bem como o deslocamento de funcionários e colaboradores que atuem na operacionalização destes. O mesmo vale para os serviços de limpeza pública e manutenção urbana e os serviços de entrega em domicílio (delivery) de farmácia e medicamentos, além das atividades profissionais de transporte privado de passageiros,

Conquista: Povo de Santo divulga nota de repúdio após pastora armar que foram feitas “obras de macumba” contra o prefeito Herzem Gusmão

  • Blog do Sena
  • 15 Mar 2021
  • 08:39h

(Foto: Reprodução Youtube)

O momento de oração promovido, no último sábado (13), por familiares do prefeito de Vitória da Conquista, Herzem Gusmão, pelo restabelecimento da saúde do gestor e dos paciente com Coronavírus, acabou se tornando algo de uma polêmica. O motivo foi a afirmação feita pela pastora Noelma Lucena Rodrigues, que conduzia a oração, foram feitas “obras de macumbaria” contra o gestor. A fala marcada pela intolerância religiosa repercutiu negativamente entre praticantes de religiões de matrizes africanas e também entre uma parcela da sociedade conquistense. O vídeo publicado pelo Blog do Sena foi amplamente divulgados nas redes sociais com críticas à fala da pastora. A Rede Beneficente, Cultural, Educacional e Religiosa Caminhos do Búzios, entidade representativa do Povo de Santos de Vitória da Conquista e região divulgou uma nota de repúdio à afirmação. “Independentemente de fazer parte politicamente da situação ou posição, todos o cidadãos conquistenses estão tendo um sentimento de humanidade e sem sombra de dúvidas, estão unidos em oração pela plena recuperação do Senhor Herzem”, diz um trecho da nota. A entidade também declarou que vai tomar as providências legais para que a pastora responda criminalmente pelas alegações.

Confira a nota na íntegra:

Este é um momento de grande sofrimento e consternação de toda a nossa cidade, em razão da gravidade do estado de saúde por conta de sequelas da COVID-19 que passa o reeleito Edil do Município, o Senhor Hérzem Gusmão, internado no Hospital Sírio Libanês em São Paulo para tratamento há cerca de três meses. Independente de fazer parte politicamente da situação ou oposição, todos os cidadãos conquistenses estão tendo um sentimento de humanidade e sem sombra de dúvidas, estão unidos em orações pela plena recuperação do Senhor Hérzem. Este sentimento não poderia ser diferente para o os religiosos de Matriz Africana de toda cidade e região, que através de suas celebrações e rituais sagrados, também estão rezando diariamente pelo restabelecimento da saúde do senhor prefeito. No entanto, apesar do momento tão delicado que estamos vivendo, com tantas perdas, tantas famílias enlutadas, tantas pessoas que assim como o prefeito da nossa cidade estão lutando pela vida, lutando contra essa famigerada e grave doença, ainda somos surpreendidos mais uma vez, com a prática de crime de racismo religioso, desta vez cometido por uma dita pastora, NOELMA LUCENA RODRIGUES MATEUS, DA IGREJA EVANGÉLICA TABERNÁCULO DO ESPÍRITO SANTO¨, que em meio a uma oração feita na porta da prefeitura da cidade, juntamente com seus fiéis e amigos, além de familiares do prefeito, afirma que a doença que acomete o edil é resultado de macumbas e práticas demoníacas promovidas pelos religiosos de matriz africana, infringindo fragorosamente a constituição brasileira em vigor¨, que garante a liberdade de culto e a proteção dos espaços religiosos, como reproduzimos abaixo: Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindose aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: VI – é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias; Desta forma, a Rede Beneficente, Cultural, Educacional e Religiosa Caminhos dos Búzios, entidade representativa do Povo de Santo de Vitória da Conquista e Região, vem através desta nota repudiar a atitude da referida Pastora e informar que, com base na constituição brasileira, tomaremos todas as providencias legais cabíveis para que essa senhora possa responder por mais um crime de racismo religioso praticado na cidade. Vitória da Conquista, 14/03/2021

Rede Caminhos dos Búzios

Sessão do Legislativo é transferida para sexta-feira (19) às 09h

  • Ascom | CMB
  • 15 Mar 2021
  • 08:32h

(Foto: Ascom | CMB)

Por meio da Portaria nº 113, de 12 de março de 2021, o presidente do Poder Legislativo de Brumado, vereador José Carlos Marques Pessoa, transferiu a sessão ordinária que seria realizada nesta segunda-feira (15) para a sexta-feira (19), às 09h. Diante do agravamento da situação da Covid-19 no município de Brumado, a Câmara de Vereadores vem adotando e reforçando as ações visando o combate à proliferação do vírus e a preservação da vida. Então, nesse contexto, uma das ações foi restringir a entrada da população que poderá acompanhar os trabalhos por meio da Rádio Câmara 103.3 ou da página do facebook do Sudoeste Acontece.

Bahia tem novo recorde de pacientes internados em UTI Covid; foram 80 mortes em 24h

  • Redação
  • 15 Mar 2021
  • 07:20h

(Foto: Reprodução)

A Bahia registrou neste domingo (14) um novo recorde de pacientes internados em leitos de UTI Covid, desde o início da pandemia. De acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), são 1.137 pessoas nesta situação, 26 delas crianças ou adolescentes. Com isso, a ocupação de leitos de UTI adultos atingiu 89%. Nas últimas 24h, 80 óbitos foram registrados por causa da doença - são 13.239 mortes desde o início da pandemia no estado. O boletim epidemiológico deste domingo também contabilizou mais registrados 2.916 casos de Covid-19, sendo que 743.064 já foram confirmados até o momento.  Dentre os óbitos, 56,02% ocorreram no sexo masculino e 43,98% no sexo feminino. Em relação ao quesito raça e cor, 54,95% corresponderam a parda, seguidos por branca com 20,96%, preta com 14,95%, amarela com 0,51%, indígena com 0,14% e não há informação em 8,48% dos óbitos. O percentual de casos com comorbidade foi de 69,35%, com maior percentual de doenças cardíacas e crônicas (74,21%). Os números de pacientes à espera de leitos mostram que o sistema de saúde baiano continua sob pressão. Às 15h deste domingo, 495 solicitações de internação em UTI Adulto Covid-19 constavam no sistema da Central Estadual de Regulação. Outros 255 pedidos eram para internação em leitos clínicos adultos. Este número é dinâmico, uma vez que transferências e novas solicitações são feitas ao longo do dia.

Lula desiste de morar na Bahia após se tornar elegível

  • Redação
  • 15 Mar 2021
  • 06:40h

Ex-presidente planejava morar em Lauro de Freitas | Foto: Reprodução

O ex-presidente Lula (PT) adiou os planos de passar sua aposentadoria na Bahia após a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, que o tornou novamente elegível. Ele pretendia se instalar em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Segundo a coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, o petista está focado nas eleições de 2022 e deve se mudar com a esposa Janja do atual apartamento em São Bernardo do Campo para um novo imóvel em São Paulo. A permanência no estado é tida como estratégica para as pretensões de Lula e do PT no pleito do ano que vem.

Ministério da Saúde libera R$ 3,7 milhões para custeio de UTIs na Bahia

  • Alexandre Santos
  • 15 Mar 2021
  • 06:35h

Aporte autorizado pela pasta será dividido entre Salvador, Jequié e Ilhéus | Foto: Reprodução


O Ministério da Saúde repassará à Bahia R$ 3.792.000, montante destinado ao financiamento de 79 novos leitos de UTI para tratamento de Covid-19 no estado. O valor, que será dividido entre Salvador, Jequié e Ilhéus, corresponde a 90 dias de custeio, com possibilidade de renovação posterior. À beira do colapso em seu sistema de saúde, a capital receberá R$ 1.440.000 pela abertura de 30 leitos extras — serão R$ 960.000 para o Hospital Sagrada Família e R$ 480.000 para o Hospital Municipal. Entre os municípios do interior, Ilhéus ficará com R$ 960.000 para bancar 20 leitos de UTI no Hospital Regional da Costa do Cacau. A portaria que libera um total de R$ 188,2 milhões em aportes para 21 estados foi assinada na sexta-feira (12) pelo ministro Eduardo Pazuello, após governadores cobrarem, em carta, apoio do governo federal para evitar “colapso total” dos sistemas de saúde. Ao todo, foram autorizados o financiamento de 3.965 novos leitos de UTI. Nem todos os gestores que assinaram a carta, entretanto, receberão leitos —ficaram de fora os estados do Acre, Amapá, Distrito Federal e Pará. No fim de fevereiro, a ministra Rosa Weber, do STF (Supremo Tribunal Federal), já havia determinado que o Ministério da Saúde voltasse a custear leitos de UTI para pacientes com Covid-19 nos estados da Bahia, Maranhão e São Paulo. A decisão atendeu a ações ajuizadas pelos respectivos estados, os quais argumentaram que a pasta deixou, progressivamente, de pagar pela manutenção de milhares de leitos pelo país.

Pazuello vai deixar Ministério da Saúde, diz jornal

  • Redação
  • 14 Mar 2021
  • 17:50h

Segundo O Globo, ministro deixa o cargo alegando problemas de saúde | Foto: Reprodução

O ministro da Saúde Eduardo Pazuello deve o deixar o comando da pasta. Segundo o jornal O Globo, Pazuello comunicou ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que está com problemas de saúde e pediu mais tempo para se reabilitar. A saída coincide com a pressão de aliados do governo que pedem a saída dele da pasta. Segundo o colunista Guilherme Amado, da revista Época, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP) se reuniu com Bolsonaro neste sábado (13) e teria pedido a demissão do ministro. Um dos nomes cotados para assumir a vaga é o deputado federal Dr. Luizinho (PP-RJ). Luizinho é médico e já foi secretário estadual de Saúde do RJ e preside a Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara, que trata de projetos relacionados a saúde. Outro nome que também está no páreo é o da cardiologista e intensivista Ludhmila Hajjar, do Hospital Vila Nova Star e Hospital das Clínicas, em São Paulo. De acordo com a revista Veja, a médica está sendo defendida por ministros do Supremo Tribunal Federal  (STF) e parlamentares do Democratas e do Partido Progressista.

Mutação E484K: Nova variante do coronavírus é encontrada no Brasil; há casos na Bahia

  • Phillipe Watanabe | Folhapress
  • 14 Mar 2021
  • 11:15h

(Foto: News Medical)

Uma potencial variante de interesse do Sars-CoV-2 foi descoberta por pesquisadores no Brasil. A cepa possui a mutação E484K, tida como de maior atenção e também encontrada nas variantes P.1 (identificada no Brasil) e B.1.351 (observada inicialmente na África do Sul).

Segundo estudo publicado no fórum de discussões Virological, a nova variante foi primeiro identificada em São Paulo, em 11 de novembro de 2020. Os pesquisadores estimam que a cepa tenha se originado em agosto em São Paulo, Bahia ou Maranhão.

Mesmo já circulando há algum tempo, os pesquisadores afirmam que a VOI N.9 (expressão que traduzida do inglês significa variante de interesse N.9) não é muito prevalente no país. Até o momento, segundo o estudo, ela foi encontrada no Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí, Bahia, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, São Paulo e Santa Catarina.

A mutação E484K na proteína S (que se liga às células humanas para ocorrer a invasão) desperta atenção por ter sido associada a uma possível fuga imunológica.

A OMS (Organização Mundial da Saúde), inclusive, já emitiu um alerta recentemente sobre o assunto. A entidade afirmou que "as mutações encontradas na variante P.1 podem reduzir a neutralização por anticorpos; no entanto, estudos adicionais são necessários para avaliar se há mudanças na transmissão, severidade ou ação de anticorpos neutralizantes como resultado dessa nova variante".

A ação da mutação já foi estudada em laboratório em relação às vacinas da Pfizer/BioNTech e Moderna. Encontrou-se redução nas taxas de anticorpos neutralizantes presentes no soro de indivíduos que receberam os imunizantes.

"Temos que continuar estudando e vigiando essa variante, mas ela não apresenta ainda algumas outras mutações relacionadas, por exemplo, com maior transmissibilidade", afirma Marilda Mendonça Siqueira, pesquisadora da Fiocruz do laboratório de vírus respiratório e sarampo e uma das autoras da pesquisa.

Segundo Fernando Spilki, virologista professor da Universidade Feevale (RS) e coordenador da Rede Corona-ômica, do MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações), pela baixa presença da variante no país --encontrada somente em cerca de 3% das amostras analisadas desde novembro de 2020--, ela pode ser definida como uma variante de interesse e, até o momento, não variante de preocupação.

Mesmo que a VOI N.9 ainda não desperte preocupação, outras variantes presentes no país, como as citadas P.1 e B.1.351, além da B.1.1.7 (identificada no Reino Unido), trazem preocupação e, neste momento, já dominam pelo menos sete estados do país, de acordo com outro estudo da Fiocruz.

Siqueira afirma que, mesmo ainda havendo muitas melhorias a serem feitas na vigilância genômica brasileiro, o país tem conseguido acompanhar cepas que merecem atenção em espaço de tempo relativamente curto.

A preocupação, porém, é o grave momento de total descontrole da pandemia no país, o que pode levar a muitas outras variantes surgindo. A nova onda da Covid fez explodir o número de mortes em grandes cidades do país.

"Se a pandemia continuar com essa transmissibilidade, com uma parte das pessoas não preocupada com uso de máscara, com distanciamento, isso vai facilitar que o vírus se transmita mais, se multiplique mais em diferentes organismos humanos, o que pode aumentar a chance de nós termos mais variantes no nosso país", diz Siqueira.

É na multiplicação que mora o problema. Erros no processo de cópia do material genético acabam gerando as mutações ao acaso, muitas vezes inúteis, mas outras, com potencial de melhorias na capacidade de disseminação do vírus, por exemplo. Dessa forma, quanto mais um vírus circula e se multiplica, maior é chance de aparecerem mutações.

Spilki diz que o espaço dado para o vírus circulas e medidas de restrição insuficientes fizeram com que agora tenhamos que conviver com variantes nacionais mais preocupantes, como a P.1 e a P.2 (observada no Rio de Janeiro e também com a mutação E484K).

"Realmente seria necessário que tivéssemos adotado medidas muito mais eficazes para tentar conter a diversificação do vírus", afirma Spilki.

Com coronavírus, Irmão Lázaro permanece internado e intubado em UTI

  • Redação
  • 14 Mar 2021
  • 10:14h

Assessoria do vereador informou que ele continua "com evoluções pequenas", porém constantes | Foto: Brumado Urgente

O vereador de Salvador, Irmão Lázaro, que está internado em um hospital de Feira de Santana, devido à infecção pela Covid-19, permanece intubado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Segundo a assessoria do parlamentar, seu quadro clínico continua “com evoluções pequenas”, porém constantes.

 

Sem vacina, pandemia será severa até 2022

  • Ana Lucia Azevedo | O GLOBO
  • 14 Mar 2021
  • 09:07h

Entre as dúvidas mais comuns estão qual é a responsabilidade das variantes do coronavírus na explosão de novos casos Foto: André Mello

Epicentro da pandemia, o Brasil vê o número de casos e mortes aumentar a cada dia em descompasso com a vacinação, que teve a previsão de doses para março reduzida. Mantido o atual ritmo, o Brasil pode chegar a 15 milhões de infectados e a 100 mil casos por dia, na média móvel, antes do fim de março, segundo projeções do cientista da USP de Ribeirão Preto Domingos Alves, do portal Covid-19 Brasil. Usando um modelo conservador, ele projeta que o país chegará a 70 mil casos diários na média móvel na semana que vem.

A devastação da Covid-19 não cessa e Alves estima que o país chegará a 300 mil mortos entre 25 e 27 de março, talvez antes. A previsão se baseia em uma taxa de 1.500 mortes por dia. Porém, Alves também avalia que devemos alcançar a marca de 2.000 mortes diárias, na média móvel, até o fim da semana que vem. E até o dia 26 , calcula, poderemos ter 3.000 óbitos por dia.

O país vacinou, até a noite de sexta-feira, apenas 4,50% de sua população, e somente 1,64 % tomaram as duas doses. Mas, na quarta, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, reduziu de 30 milhões para de “de 22 a 25 milhões” as doses que devem chegar até o fim do mês. Foi a quinta diminuição no cronograma de vacinação do governo. A cobertura vacinal de 70% da população, considerada a mínima necessária para uma imunidade coletiva, não será alcançada antes do fim do ano, afirmam especialistas.

Para a volta à normalidade, três variáveis devem ser consideradas, afirma o vacinologista Herbert Guedes, professor do Instituto de Microbiologia Paulo de Góes/UFRJ. São elas os números de vacinados, de casos graves de Covid-19 e de novos casos. Somente quando o de vacinados aumenta ao passo que os demais diminuem, será possível pensar em flexibilização de medidas coletivas e pessoais.

—O atual cenário é o de esgotamento do sistema de saúde e de total descontrole do coronavírus devido à falta de uma política pública nacional contra a pandemia. Nunca fizemos distanciamento corretamente e tampouco agora temos vacinação em massa, com falta de doses e de logística. É impossível neste momento saber quando a vacinação terá impacto no Brasil — afirma a sanitarista e epidemiologista Carla Domingues, que esteve à frente do Programa Nacional de Imunizações (PNI) por oito anos (2011-2019).

A seguir, especialistas analisam o cenário atual e dizem o que esperar dos próximos meses de pandemia no Brasil.

Que percentual de população vacinada deveremos ter para reduzir as internações e mortes?

É incerto. Mas Domingos Alves diz que é possível ter uma ideia, se forem tomados como referência os dados de Israel, um dos países mais avançados do mundo na vacinação e que observou uma redução de 60% em internações e mortes, quando vacinou 30% da população

E quando isso deve acontecer no Brasil?

Em cerca de um mês, o país conseguiu vacinar, no máximo, 2,41% da população com a segunda dose. Nesse ritmo, para chegarmos a 30% da população vacinada, levaremos 19 meses, diz Alves. Alguns estados poderiam conseguir em 15 meses, mas, mesmo assim, não chegariam a 30% antes de junho de 2022. Alves calcula que, para reduzir óbitos e internações com vacinas até dezembro de 2021, teríamos que vacinar por mês 3,1% da população. Isso significa dobrar a taxa atual.

Até chegarmos a uma cobertura vacinal mais ampla, o que precisamos fazer?
Especialistas são unânimes em destacar a necessidade de que, após mais de um ano de Covid-19 e de 270 mil mortes, o Brasil finalmente tenha uma política pública definida contra a pandemia, com medidas mais duras e amplas de distanciamento social. Eles avaliam que foi justamente esta falta de política pública levou o Brasil ao desastre. Carla Domingues afirma que até agora só houve lockdowns curtos e localizados após o vírus sair de controle, e não uma estratégia preventiva. Ela destaca ainda a falta de segurança nos transportes públicos, focos importantes de transmissão.

Mesmo com a vacinação em curso será preciso abrir mais leitos e contratar mais profissionais de saúde?
Sim, porque a maior parte da população continuará desprotegida e a pandemia avança sem controle, com a quase totalidade dos centros urbanos à beira do colapso sanitário, dizem os cientistas. Além disso, como a vacinação avança lentamente, as pessoas continuam a adoecer. Jovens e crianças, cuja internação por Covid-19 tem aumentado, não estão entre os grupos vacinados este ano. Domingos Alves lembra que hoje muita gente morre na fila, à espera de internação. No Brasil, as pessoas morrem por falta de assistência, pontua Guedes. Por isso, garantir leitos e médicos suficientes é fundamental.

E que outras medidas devem ser tomadas?
Carla Domingues diz que é preciso organizar a vacinação e fazer campanhas de imunização e de distanciamento social e uso de máscara. Ela lembra que, em vacinações passadas, o Ministério da Saúde fazia campanha nas TVs e em outras mídias, as Forças Armadas apoiavam a imunização, havia contratações para acelerar a aplicação de doses. Segundo ela, agora o ministério não forneceu apoio estrutural, não há um centavo para as campanhas. Somado a isso, há caos entre estados e municípios, carentes de uma política nacional. Cada um faz o que e como deseja para vacinar e decretar medidas de contenção.

Que dificuldades têm a imunização no Brasil?
Garantir que as pessoas recebam a segunda dose, assegurar que as doses sejam do mesmo imunizante e medir a efetividade das vacinas. Segundo Carla Domingues, o Brasil não fez pré-cadastro dos vacinados, têm ocorrido casos de pessoas que misturam vacinas diferentes e o país continua a testar pouquíssimo. Com isso, não sabe a real taxa de positividade.

Essas medidas podem ser flexibilizadas à medida que a margem de cobertura aumenta?

Só se houver também uma redução das taxas de transmissão e de mortes, destaca o vacinologista Herbert Guedes.

Que impacto a vacinação de idosos e de grupos com comorbidades poderá ter sobre o sistema de saúde?

Um enorme impacto positivo, com a redução significativa de internações e mortes por Covid-19.

O que já se sabe nesse sentido?
Em países que já imunizaram significativa parcela da população os resultados são altamente positivos. Israel, que vacinou praticamente a totalidade de sua população idosa e cerca da metade dos demais habitantes já tomou uma dose, teve uma redução de 90% dos casos graves. Na Escócia, cinco semanas após a primeira dose da vacina da AstraZeneca/Oxford, houve uma redução de 94% das internações por Covid-19.

E no Brasil?
Os dados ainda são preliminares, mas muito bons. Na capital paulista, as mortes de pessoas com mais de 90 anos tiveram uma redução de 70% após a vacinação. Em Pernambuco, o governo do estado informa que diminuíram as internações de idosos acima de 85 anos.

Qual o prazo estimado para que seja alcançada imunidade coletiva no Brasil?

Quando 70% da população estiver vacinada, o que especialistas chamam de “número mágico”. É, no entanto, apenas uma estimativa, destaca a epidemiologista Carla Domingues. O vacinologista Herbert Guedes explica que 70% significa que sete em cada dez pessoas estarão protegidas, com um impacto positivo significativo. Se o governo aplicar todas as vacinas que prevê adquirir em 2021 esses 70% só serão atingidos, no cenário mais otimista, em nove meses. Mas o atual ritmo de vacinação, muito lento, pode apontar para um calendário ainda mais distante.

Por que antes disso não haverá garantia de proteção coletiva?

Porque o vírus continuará a circular e muitas pessoas ainda poderão adoecer. As vacinas têm evitado a Covid-19 grave e a morte. Mas, lembra Domingues, não existe comprovação de que impeçam a infecção assintomática ou leve. Isso significa que vacinados podem, em tese, continuar a transmitir o coronavírus. Ninguém estará liberado este ano, diz ela.

O que pessoas imunizadas já podem fazer?
Pessoas com imunização completa, isto é, aquelas que tomaram as duas doses e já completaram duas semanas após a última inoculação, podem se encontrar com outras na mesma situação sem o uso de máscara, mesmo em ambientes fechados. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) , elas também podem se encontrar com outras pessoas de baixo risco, mesmo que estas não tenham sido vacinadas. Também não precisam se quarentenar ou se testar, caso sejam expostas ao coronavírus. Porém, elas precisam continuar a usar máscaras em locais públicos, pois não há garantia de que não possam ser contagiosas. O CDC diz ainda que até o momento a recomendação é a manutenção dos cuidados de distanciamento social e uso de máscara.

Por que nos EUA essas medidas já são possíveis?

Os EUA têm o maior número de casos e mortes do mundo, mas desde janeiro conseguiram uma redução espetacular nas taxas de casos e mortes. A média móvel este mês caiu 75% em relação a janeiro. Além disso, vacinam maciçamente. O presidente americano, Joe Biden, declarou que todos os adultos do país deverão estar vacinados até o fim de maio. Com isso, terão milhões de doses excedentes. Em julho, estas serão suficientes para vacinar 200 milhões de pessoas.

As medidas se aplicam para pessoas totalmente vacinadas no Brasil?

Não. O Brasil vive o cenário oposto, transmissão em alta e vacinação em baixa. Domingues chama a atenção de que o atual cenário de pandemia descontrolada no Brasil, com recordes de números de óbitos e novos casos diários, impede que medidas de flexibilização individual decorrentes de benefícios da vacina possam ser tomadas. Só em dois ou três meses após a estabilização da pandemia, com redução de casos, será possível pensar em medidas de flexibilização para os vacinados.

Vacinados devem continuar a usar máscara?

Sim. Não existe ainda certeza de que não possam contrair e transmitir o coronavírus.

E poderão visitar amigos e parentes?
Sim, mas somente com uso de máscara e distanciamento, caso as demais pessoas não tenham sido imunizadas.

Quem já foi vacinado pode retomar atividades como ir ao cinema, à praia e a espetáculos?
Não. Só será possível pensar nisso depois que a chamada margem de imunidade coletiva for alcançada, em cerca de nove meses no Brasil. Isso porque as pessoas vacinadas podem não adoecer, mas poderiam transmitir o vírus. Não existe comprovação de que a vacina tenha impacto sobre a transmissão, salientam cientistas.

Como saberemos que as vacinas também estão controlando a transmissão?
Com testagem em massa, diz Guedes. O problema é que o Brasil nunca conseguiu testar sequer o mínimo necessário.

As vacinas são eficientes contra novas variantes do coronavírus?

Sim. Herbert Guedes explica que até agora os resultados alcançados mostram que as variantes conhecidas não impactaram a efetividade das vacinas.

E os estudos que sugerem que elas reduzem a produção de anticorpos?
Guedes e o virologista Amílcar Tanuri, da UFRJ, frisam que nenhum desses estudos é conclusivo e que nenhum testou as variantes de fato e sim os chamados pseudovírus, construções em laboratório para simular os efeitos do vírus real. Outros estudos são análises epidemiológicas. Apenas testes com os vírus isolados de pessoas e animais vacinados poderão oferecer respostas claras.

Existe vacina melhor para determinados grupos?
Não, todas são eficazes em reduzir o impacto da Covid-19. Deve-se tomar a primeira que estiver disponível, destacam cientistas.

Por quanto tempo dura a imunidade proporcionada pelas vacinas?
Não se sabe ainda.

As variantes são as responsáveis pela explosão de casos?
A resposta de especialistas é um sonoro não. Renato Santana, à frente de estudos com variantes na UFMG, explica que elas podem contribuir, mas não são as culpadas pelo descontrole da pandemia, resultado da falta de políticas públicas de contenção. As variantes são geradas pelo aumento da transmissão e ajudam a alimentar o ciclo vicioso da pandemia. Elas contribuem, mas não são o principal fator.

E qual é esse fator?
A falta de distanciamento social e uso de máscara, assegura Tanuri. Ele acrescenta que as variantes se tornaram uma conveniente desculpa para governantes que não promoveram medidas de contenção.

O aumento do número de internações de crianças e jovens é provocado pelas variantes?

Não há qualquer prova de que isso seja verdade, sequer existem estudos que sugiram isso. O vacinologista Herbert Guedes explica que, com a afrouxamento das medidas de distanciamento, crianças e jovens se expuseram mais e, por isso, um número maior deles foi infectado e parte adoeceu. Desde o fim do ano, o distanciamento social caiu drasticamente. Não é um problema de variantes, mas de matemática: com mais gente exposta, mais gente adoece, inclusive crianças e jovens. O maior número de crianças e jovens com Covid-19 é uma prova contundente da falta de política de distanciamento e do negacionismo de parte da sociedade, frisa Domingues.

O que fazer para proteger crianças e jovens?
Não há previsão de vacinas para crianças. Já os jovens são serão incluídos no programa de imunização por último. Sendo assim, as medidas de proteção são as conhecidas: uso de máscara e distanciamento social.

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