- Por André Borges | Folhapress
- 06 Ago 2025
- 16:20h
Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil
A AND (Associação Nacional dos Departamentos de Trânsito), que representa os órgãos de trânsito dos estados e do Distrito Federal, acusou o governo Lula (PT) de inflar o alcance do programa CNH Social, que prevê a gratuidade da Carteira Nacional de Habilitação para pessoas de baixa renda, e cobrou esclarecimento em propagandas oficiais feitas nas redes sociais do Palácio do Planalto.
A reportagem teve acesso a um ofício enviado na segunda-feira (4) à Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência), no qual a entidade contesta uma série de informações que foram publicadas pelo governo federal em redes como o Instagram.
Procurada pela reportagem, a entidade afirmou que não vai se manifestar sobre o assunto. A Secom não respondeu aos questionamentos da reportagem até a publicação deste texto.
A principal queixa diz respeito à falta de regulamentação sobre a regra que prevê que todos os cidadãos inscritos no CadÚnico (Cadastro Único) terão direito à obtenção gratuita da CNH, com os custos cobertos por multas de trânsito arrecadadas por cada Detran do país. As publicações oficiais afirmam que a medida passaria a valer na terça-feira (12).
"Até o momento, não existe legislação federal que regulamente a concessão universal e automática da CNH gratuita a todos os inscritos no CadÚnico, tampouco há previsão legal de repasse direto e contínuo de valores oriundos de multas de trânsito com esse fim, em âmbito nacional", afirma a AND, em documento assinado por seu presidente, Givaldo Vieira da Silva.
Segundo a associação, também não há previsão legal que autorize o repasse direto e contínuo de valores arrecadados com multas de trânsito para custear o benefício em escala federal.
"O programa conhecido como ‘CNH Social’ é, na realidade, instituído e regulamentado por legislações estaduais, com critérios, limites e procedimentos próprios de cada unidade da federação. Trata-se de um benefício com número restrito de vagas, cuja concessão depende da disponibilidade orçamentária e das diretrizes definidas por cada Detran", afirma o ofício.
Na avaliação da entidade, "a forma genérica como as informações foram divulgadas pode induzir a população ao erro, criando uma expectativa que não condiz com a realidade legal e orçamentária vigente".
Por isso, argumenta que a divulgação federal "tende a provocar um aumento desordenado da demanda junto aos Detrans, gerando sobrecarga nos atendimentos, frustração dos cidadãos e impacto direto na rotina dos serviços prestados".
A associação pediu formalmente à Secom que faça "a revisão e a correção das publicações realizadas com a devida contextualização legal do tema, bem como a emissão de nota oficial que esclareça à população a natureza estadual do programa ‘CNH Social’ e seus critérios específicos de elegibilidade".
Em 27 de junho, o presidente Lula sancionou alteração no Código de Trânsito que autoriza a destinação de recursos arrecadados com multas para custear a habilitação de condutores de baixa renda. De autoria do deputado José Guimarães (PT-CE), o projeto foi aprovado pelo Congresso em maio. O texto da lei diz claramente que o candidato de baixa renda "será caracterizado pela sua inclusão" no CadÚnico.
O governo afirmou, em nota divulgada pela Agência Brasil, que, "para ter direito à CNH Social, a pessoa deve ter 18 anos ou mais; estar inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico); e possuir renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa (atualmente R$ 706,00 por integrante da família)".
Na publicação, o governo diz que o programa cobre todas as etapas da habilitação, incluindo exames médicos e psicológicos; aulas teóricas e práticas; taxas de prova (inclusive segunda tentativa, em caso de reprovação); e emissão da CNH.
"Embora a prioridade seja para a primeira habilitação nas categorias A (moto) e B (carro), estados podem estender a gratuidade a outras categorias como C, D ou E, conforme suas políticas locais", afirma o texto.
A nota do governo afirma, porém, que, "apesar da autorização legal, cabe aos órgãos executivos de trânsito dos estados e do Distrito Federal decidirem sobre a alocação dos recursos e regulamentarem o acesso ao programa". Por isso, diz o governo federal, "é fundamental acompanhar os editais e calendários divulgados pelos Detrans, que definirão os critérios de inscrição e seleção dos beneficiários".
A iniciativa da CHN Social não tem nenhuma relação com a proposta sugerida pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, que prevê o fim da obrigatoriedade de aulas e cursos em autoescola para que a pessoa faça o teste de habilitação.
O ministro afirmou ao C-Level Entrevista, videocast semanal da Folha de S.Paulo, que as aulas de formação de condutores podem passar a ser facultativas. Se a proposta for adiante, o candidato poderá aprender a dirigir de outras formas e precisará ser aprovado nos exames técnico e prático para obter a CNH, mas não terá que cumprir uma carga horária mínima nas autoescolas.
"O Brasil é um dos poucos países no mundo que obriga o sujeito a fazer um número de horas-aula para fazer uma prova", disse o ministro. "A autoescola vai permanecer, mas ao invés de ser obrigatória, ela pode ser facultativa."
Segundo o ministro, o custo para tirar a carteira no Brasil está entre R$ 3.000 a R$ 4.000, a depender do estado em que a pessoa faz o exame de habilitação. Pelos seus cálculos, o plano pode reduzir em mais de 80% esse custo.
A ideia causou ruídos dentro do próprio governo. Assim que o plano foi divulgado, a ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) disse que a proposta de abolir a obrigatoriedade das autoescolas para obtenção da carteira de motorista é do ministro dos Transportes, Renan Filho, e exigirá discussão ampla no governo.
Na mesma toada, o ex-ministro da Secom, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), criticou a ideia de Renan. Para Pimenta, a medida poderia piorar a segurança no trânsito, em que mais de 30 mil pessoas morreram no ano passado.
- Bahia Notícias
- 06 Ago 2025
- 14:40h
Foto: Valter Campanato / Agência Brasil
O Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, em nova decisão, autorizou que familiares do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso domiciliar na segunda-feira (4), possam fazer visitas sem a necessidade de solicitação prévia a justiça.
Segundo a decisão, Bolsonaro pode receber a visita dos filhos, cunhadas, netas e netos sem a necessidade de autorização prévia. Na decisão que decretou a prisão domiciliar, Moraes havia afirmado que visitas a Bolsonaro dependeriam de autorização prévia do Supremo.
As informações são do g1.
- Bahia Notícias
- 06 Ago 2025
- 12:32h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
Entraram em vigor nesta quarta-feira (6) as tarifas de 50% impostas pelo governo dos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras. A medida, assinada na semana passada pelo presidente Donald Trump, atinge 35,9% das mercadorias enviadas ao mercado norte-americano, o equivalente a cerca de 4% do total das exportações do Brasil. Cerca de 700 produtos brasileiros ficaram isentos da nova taxação.
Entre os itens impactados pelo aumento estão café, frutas e carnes. Por outro lado, produtos como suco e polpa de laranja, combustíveis, fertilizantes, minérios, aeronaves civis (incluindo motores e componentes), polpa de madeira, celulose, metais preciosos, energia e produtos energéticos.
O tarifaço imposto ao Brasil faz parte da nova política da Casa Branca, inaugurada por Donald Trump, de elevar as tarifas contra parceiros comerciais na tentativa de reverter à relativa perda de competitividade da economia americana para a China nas últimas décadas.
Após a imposição de tarifas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, a Secretaria do Tesouro norte-americana entrou em contato com o Ministério da Fazenda para iniciar negociações. A movimentação ocorre paralelamente à sinalização do ex-presidente Donald Trump, que demonstrou disposição para dialogar diretamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Nesta semana, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sugeriu que minerais críticos e terras raras, insumos estratégicos para a indústria tecnológica, possam ser incluídos nas tratativas. Segundo ele, os EUA possuem carência desses recursos, o que abre espaço para possíveis acordos de cooperação com o Brasil. “Podemos fazer acordos de cooperação para produzir baterias mais eficientes”, afirmou Haddad em entrevista a uma emissora de televisão.
O setor cafeeiro também acompanha as negociações com expectativa. De acordo com Haddad, representantes da cadeia produtiva acreditam na possibilidade de exclusão do café da lista de produtos tarifados. No mesmo dia em que os EUA anunciaram o tarifaço, a China autorizou a exportação de café por 183 empresas brasileiras, ampliando a presença do país no mercado asiático.
- Por Gabriel Lopes/Bahia Notícias
- 06 Ago 2025
- 10:30h
Foto: Vosmar Rosa/MPOR
A medida do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que impôs novas tarifas a produtos estrangeiros, deve gerar um prejuízo estimado em aproximadamente US$ 400 milhões às exportações baianas até o fim de 2025. A avaliação é do economista Arthur Souza Cruz, da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), que coordena a área de Acompanhamento Conjuntural do órgão.
Segundo o especialista, 90% da pauta de exportações da Bahia para os EUA foi atingida pela nova política tarifária. Entre os itens afetados estão pneumáticos, petroquímicos, derivados de cacau, produtos químicos, frutas — com destaque para a manga —, café, pescado, minerais e calçados.
A declaração foi feita em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, programa da Antena 1 Salvador, 100.1 FM, na manhã desta quinta-feira (6).
“O único produto de peso que ficou fora da lista das exceções que não serão tarifados será a pasta química de madeira, a celulose. Os demais produtos, todos, tiveram taxação. Isso corresponde a 90% da pauta baiana para os Estados Unidos”, explicou Arthur Cruz.
O economista destaca que os Estados Unidos representam o terceiro maior destino das exportações da Bahia, respondendo por cerca de 8% do total comercializado pelo estado no exterior. Ainda assim, o impacto será significativo.
“90% dos 8% que vendemos para os EUA foram taxados. Os produtos mais impactados foram os pneumáticos fabricados por aqui e os petroquímicos”, detalhou.
Inicialmente, o impacto das tarifas foi estimado em US$ 640 milhões ao ano, mas com a exclusão de itens como celulose e de alguns derivados de petróleo, o prejuízo foi reavaliado.
“Quando foi anunciada a tarifa geral, que seria aplicada de forma genérica, o impacto foi avaliado em termos de US$ 640 milhões. Como ficaram de fora a celulose e os derivados de petróleo, a gente mitigou um pouco e o prejuízo gira em torno de 400 milhões de dólares ao ano. Uma perda de vendas para o mercado externo em um ano”, pontuou Cruz.
- Por Victoria Bechara | Folhapress
- 06 Ago 2025
- 08:26h
Foto: Gustavo Moreno / STF
O ministro do STF Alexandre de Moraes autorizou nesta terça-feira (5) saídas temporárias do ex-deputado Daniel Silveira do presídio para realizar um tratamento médico no joelho.
Moraes autorizou as saídas pelo período de 30 dias para atendimento em uma clínica em Petrópolis (RJ). O ministro afirmou que as saídas devem ser comunicadas previamente ao STF, consignando as datas e os horários do atendimento, e comprovadas no prazo máximo de 24 horas após a realização do procedimento.
Silveira passou por uma cirurgia no joelho em 26 de julho. No último fim de semana, a defesa protocolou pedidos urgentes no STF para que o político fosse transferido para um hospital.
Defesa alegou risco de infecção. Segundo os advogados, após um quadro febril, o médico responsável pela cirurgia "informou a necessidade urgente" de o paciente retornar ao hospital para exames complementares e de imagem.
Unidade prisional não teria estrutura física para realizar o tratamento. Após um pedido de Moraes, o diretor da Colônia Agrícola Marco Aurélio Vergas Tavares de Mattos, em Magé, afirmou que o local "não dispõe de estrutura física, equipamentos e equipe de saúde especializada para realizar o devido acompanhamento pós-operatório de cirurgia no joelho".
A PGR se manifestou a favor da concessão de saídas temporárias a Silveira. Mais cedo, o vice-procurador Hindenburgo Chateaubriand recomendou as saídas para que o ex-deputado realize o tratamento médico, já que a colônia penal não tem a estrutura necessária. Ele afirmou que a prisão domiciliar poderia ser uma alternativa caso haja "qualquer limitação de ordem material" ao estabelecimento prisional.
Silveira foi condenado pelo STF em 2022, em regime inicial fechado. A pena é de oito anos e nove meses de prisão por ameaça ao Estado democrático de Direito, após promover ataques aos ministros do STF e estimular os atos antidemocráticos.
Em 2021, ele foi para a cadeia depois de publicar um vídeo em que ameaçava a Suprema Corte. Ele progrediu para o regime semiaberto e recebeu liberdade condicional em 2024, mas foi preso novamente depois descumprir as condições. Na ocasião, Moraes afirmou que ele desobedeceu as medidas cautelares 227 vezes. Em um dos episódios, ele deu um passeio no shopping.
- Bahia Notícias
- 05 Ago 2025
- 18:42h
Foto: Breno Carvalho
Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) buscaram, na noite de segunda-feira (4) e nesta terça-feira (5), alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) após Alexandre de Moraes decretar a prisão domiciliar do ex-presidente.
Segundo informações, bolsonaristas ouviram dos outros membros da Suprema Corte que Moraes não havia avisado os colegas antes de decretar a prisão. Entretanto, eles também pontuaram que, desde a ordem para o ex-presidente usar tornozeleira eletrônica, em 18 de julho, essa possibilidade estava no radar.
Nas conversas, os aliados do ex-presidente informaram a necessidade de tentar construir um diálogo. Eles também ouviram, mais uma vez, queixas de ministros sobre a conduta de Eduardo Bolsonaro, que se encontra nos Estados Unidos em busca de sanções contra Moraes e anistia de seu pai.
Os aliados também ouviram que as ações de Eduardo são vistas como uma tentativa de intervenção no processo de Bolsonaro sobre tentativa de golpe de Estado. Os ministros também falaram que a corte não vai se submeter a pressões, mas admitiram que não se sentem confortáveis.
- Bahia Notícias
- 05 Ago 2025
- 16:20h
Foto: Reprodução / Alô Juca
Uma mulher de 70 anos foi assaltada e espancada por um suspeito na madrugada da segunda-feira (4). O caso ocorreu na casa da senhora, na Lapinha, em Salvador, onde o suspeito havia entrado para tentar roubar os pertences.
Segundo informações, o suspeito fazia alguns trabalhos para a idosa antes do ocorrido. O suspeito também é suspeito de outros furtos no Centro da capital baiana.
A ocorrência foi registrada na Delegacia Especializada de Atendimento ao Idoso (DEATI). A Polícia Civil está investigando o caso. As informações são do Alô Juca.
- Bahia Notícias
- 05 Ago 2025
- 14:28h
Foto: Record TV
O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, será transferido para uma cela coletiva no Presídio Bangu 3 após passar por audiência de custódia na última segunda-feira (4). As informações são da Agência Brasil.
A decisão pela transferência aconteceu após a avaliação do perfil do detento, seguindo os protocolos do sistema prisional.
“O mandado de prisão está dentro do prazo de validade e a decisão que gerou sua expedição não foi revogada, por decisão recursal. Sendo regulares o ato prisional e o mandado de prisão no caso concreto e não havendo requerimentos de mérito não há nada a prover”, escreveu a juíza da Central de Custódia, Laura Noal Garcia, que presidiu a audiência de hoje.
De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), a galeria para onde irá Oruam abriga os presos do Comando Vermelho.
Oruam está preso desde o dia 22 de julho, quando decidiu se entregar à Polícia Civil após agentes cumprirem um mandado de prisão contra um adolescente que estaria na casa do artista.
Além da suposta associação ao Comando Vermelho, da acusação de tráfico, resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal, no último dia 30 de julho, a Justiça do Rio aceitou a denúncia do Ministério Público fluminense e tornou Oruam réu por tentativa de homicídio qualificada ao arremessar pedras em um policial.
- Bahia Notícias
- 05 Ago 2025
- 12:23h
Foto: Antonio Augusto / STF
O Supremo Tribunal Federal (STF) mantém a previsão de começar, em setembro, o julgamento da ação penal sobre a suposta tentativa de golpe em 2022, mesmo após a decisão que determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. O processo está na fase de alegações finais, última etapa antes de ser levado ao plenário da Primeira Turma, responsável pela análise do caso. As informações são do O Globo.
Fontes do STF e da Procuradoria-Geral da República (PGR) ouvidas reservadamente indicam que o julgamento do chamado "núcleo crucial" da trama deve ocorrer no início de setembro, caso não haja imprevistos. Magistrados afirmam que eventuais crises políticas não interferirão no andamento do processo, embora o tema da soberania nacional possa ser mencionado nos votos.
Ministros já abordaram a questão em decisões anteriores. Flávio Dino, ao votar sobre medidas cautelares contra Bolsonaro, citou supostas articulações do ex-presidente com autoridades dos EUA para pressionar o Judiciário brasileiro:
“A coação assume uma forma inédita: o ‘sequestro’ da economia de uma Nação, ameaçando empresas e empregos, visando exigir que o Supremo Tribunal Federal pague o ‘resgate’, arquivando um processo judicial”, escreveu. Dino classificou o caso como "absolutamente esdrúxulo" e afirmou que "é explícito que se cuida de intolerável estratégia de retaliação política, que afronta a soberania nacional".
Já o ministro Luiz Fux destacou em seu voto: "Os juízes devem obediência unicamente à Constituição e às leis de seu país. [...] Na seara jurídica, os fundamentos da República Federativa do Brasil e suas normas constitucionais devem ser permanentes".
O relator do caso, Alexandre de Moraes, deve solicitar a inclusão do processo na pauta da Primeira Turma, sob presidência de Cristiano Zanin, que definirá a data do julgamento. A análise pode se estender por mais de uma sessão devido à complexidade do caso.
Nas etapas anteriores, ministros já sinalizaram divergências. Fux, por exemplo, questionou a competência da Primeira Turma para julgar o caso, defendendo que o plenário do STF seria o foro adequado. Recentemente, ele também votou contra restrições como o uso de tornozeleira eletrônica por Bolsonaro, ficando em minoria (4 a 1).
Interrogatórios de militares e ex-assessores de Bolsonaro trouxeram revelações significativas. O general da reserva Mário Fernandes admitiu ser o autor do documento apelidado de "Plano Punhal Verde e Amarelo", que, segundo a PF, previa cenários para assassinato do presidente Lula, do vice Alckmin e do ministro Moraes.
"Esse arquivo digital [...] é um estudo de situação. [...] Não foi compartilhado com ninguém", afirmou. Ele disse ter impresso e depois rasgado o material.
Já o tenente-coronel Hélio Ferreira Lima, réu no "núcleo 3", admitiu ter elaborado um plano para prender ministros do STF quando atuava na inteligência do Exército.
Com a fase de interrogatórios concluída, Moraes deve abrir prazo para alegações finais da PGR e da defesa. A expectativa é que a maior parte das análises sobre os cinco núcleos e os 33 acusados seja finalizada até o fim do ano.
- Bahia Notícias
- 05 Ago 2025
- 10:22h
Foto: Raul Baretta/Santos FC
A boa fase de Neymar no Santos voltou a levantar o debate sobre seu retorno à Seleção Brasileira. Após marcar dois gols na vitória por 3 a 1 sobre o Juventude, na noite da última segunda-feira (3), pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro, o camisa 10 afirmou estar pronto para vestir novamente a camisa verde e amarela.
O atacante, que completou seu quinto jogo consecutivo atuando os 90 minutos — algo que não acontecia desde 2022 —, foi observado de perto por membros da comissão técnica da Seleção, enviados por Carlo Ancelotti ao estádio. Questionado sobre a possibilidade de voltar à equipe nacional, Neymar foi direto:
"Meu futebol todo mundo conhece. Independentemente de qualquer coisa, estou à disposição. Sou um atleta, me sinto [bem] e depende só deles", disse ao SporTV.
Neymar não entra em campo pela Seleção desde outubro de 2023, quando sofreu uma grave lesão na derrota por 2 a 0 para o Uruguai, pelas Eliminatórias Sul-Americanas. Recuperado, o jogador agora se coloca como opção para os próximos compromissos do Brasil.
Segundo o jornal Estadão, Ancelotti considera convocar o craque para os últimos jogos das Eliminatórias: contra o Chile, no dia 4 de setembro, e diante da Bolívia, no dia 9. O treinador italiano, que sempre demonstrou interesse em contar com o camisa 10 na Copa do Mundo de 2026, aguardava apenas seu retorno pleno à forma física.
Com o resultado no MorumBIS, o Santos chegou aos 18 pontos e subiu para a 15ª colocação na tabela. O próximo desafio será contra o Cruzeiro, neste domingo (10), às 18h30, no Mineirão.
- Por Julia Chaib | Folhapress
- 05 Ago 2025
- 08:19h
Foto: Reprodução / YouTube
O governo Donald Trump informou que condena a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e que responsabilizará aqueles que ajudarem o magistrado.
O posicionamento foi feito por meio de post no X (ex-twitter) na página do Escritório para o Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado, que trata da diplomacia americana.
"O ministro Moraes, agora sancionado pelos EUA como violador de direitos humanos, continua usando as instituições brasileiras para silenciar a oposição e ameaçar a democracia. Impor ainda mais restrições à capacidade de Jair Bolsonaro se defender publicamente não é um serviço público. Deixem Bolsonaro falar!", diz a mensagem.
"Os Estados Unidos condenam a ordem de Moraes que impõe prisão domiciliar a Bolsonaro e responsabilizarão todos aqueles que auxiliarem ou colaborarem com condutas sancionadas", continua o texto.
- Bahia Notícias
- 04 Ago 2025
- 18:10h
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
O número de casos de vírus sincicial respiratório (VSR) e de Influenza A registrou queda na maioria dos estados do Brasil. Os dados foram divulgados pelo boletim da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da última sexta-feira (1º).
O estudo mostrou, no entanto, um crescimento na quantidade de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças pequenas associados ao vírus sincicial respiratório (VSR) nos estados do Amazonas, Roraima e Rio Grande do Norte, além de uma retomada do crescimento no Rio Grande do Sul.
Segundo a Agência Brasil, no cenário nacional, os casos associados ao VSR e à influenza A estão caindo na maior parte do país. Os casos de SRAG apresentaram também um sinal de queda nas tendências de curto e de longo prazo. Isso mostra a queda que tem ocorrido nas hospitalizações por influenza A e VSR na maior parte do território nacional. Na comparação com a Covid-19, os casos graves seguem em baixo nível.
Na lista de capitais, somente 2 das 27 capitais registraram nível de SRAG em alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas: Campo Grande (MS) e Vitoria (ES).
- Bahia Notícias
- 04 Ago 2025
- 16:49h
Foto: Reprodução / Bahia Notícias
O goleiro brasileiro de 27 anos, Jeferson Merli morreu afogado no último sábado (2), em Portugal. O Gupo Desportivo Caldelas, clube que o atleta atuava, confirmou a informação no domingo (3).
O defensor nasceu em Vista Alegre do Alto, em São Paulo. De acordo com a imprensa local, Merli estava de férias em Terras de Bouro, no Parque Nacional da Peneda-Gerês, em uma praia artificial. O lugar que fica ao norte de Portugal foi onde o goleiro de afogou.
No futebol brasileiro, Jeferson atuou apenas no União, do Mato Grosso do Sul, em 2019. Depois da passagem, o goleiro foi contratado pelo Safor, da Espanha, e ainda jogou pelo Condor, Águias da Graça, Lage, Terras de Bouro e Caldelas, de Portugal.
Confira a seguir a nota de falecimento do jogador publicado pelo Caldelas:
"É com enorme tristeza e profundo pesar que recebemos a notícia do falecimento do nosso guarda-redes Jeferson Merli.
O Jeferson, que recentemente tinha renovado com o nosso clube, deixa-nos não só a sua dedicação dentro de campo, mas também a amizade, o profissionalismo e o espírito de união que sempre o caracterizaram.
Neste momento de dor, o GD Caldelas manifesta a sua solidariedade e endereça as mais sentidas condolências à família, aos amigos e a todos aqueles que tiveram o privilégio de com ele conviver.
O nosso clube jamais esquecerá a sua entrega e a marca que deixou em todos nós.
Descansa em paz, Jeferson.
- Por Bruno Lucca | Folhapress
- 04 Ago 2025
- 14:39h
Foto: Tânia Rego / BEC
A lei que proíbe o uso de celular em escolas brasileiras transformou a rotina de estudantes e professores em seu primeiro semestre de vigor, segundo relatos de educadores e governantes. Há maior interação entre colegas e melhora na atenção em sala de aula. Persiste, porém, a confusão na hora do uso do aparelho para fins pedagógicos.
Em 13 de janeiro, o presidente Lula (PT) sancionou a norma vetando o uso do dispositivo em unidades de ensino de todo país. A medida, válida para todas as etapas da educação básica, foi absorvida pelos estados. Alguns resolveram ser mais flexíveis; outros, mais duros.
A lei nacional não especifica como os celulares devem ser guardados pelos alunos durante o período escolar. Diz somente que o uso deve ser proibido em todos os espaços. Em São Paulo, maior rede de ensino do país, a regra é mais explícita. A legislação paulista, sancionada ainda em dezembro, diz que os aparelhos devem ser guardados sem que os estudantes tenham acesso a eles, em caixas ou em outros locais.
Para Renato Feder, secretário de Educação do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), a aplicação da política tem sido um sucesso. "Essa lei é uma das melhores notícias dos últimos tempos."
Feder afirma ter visitado mais de cem escolas neste ano e ouvido relatos muito satisfatórios. Segundo ele, toda a comunidade, de alunos a gestores, percebeu que o ambiente melhorou, ficou mais alegre, mais vivo, com o resgate de jogos e brincadeiras antes desdenhadas.
Colégios particulares do estado têm a mesma percepção. "Antes da promulgação da lei, havia restrição ao uso de celular nas aulas, mas muitos alunos desrespeitavam as regras colocadas pela escola", diz Estela Zanini, diretora de convivência do colégio Bandeirantes, um dos mais tradicionais da cidade de São Paulo.
A lei federal mudou isso, afirma, e "tem contribuído para um ambiente mais focado e menos disperso, favorecendo o processo de aprendizagem".
Os alunos, diz ela, estão mais atentos e engajados nas atividades propostas. Professores relatam haver menos interrupções, mais tempo efetivo de ensino e maior facilidade na assimilação do conteúdo, tendendo a refletir positivamente nos resultados.
A leitura é a mesma feita por Murilo Nogueira, diretor administrativo da Fundação Bradesco, responsável por uma rede de 40 escolas em todo o país. A instituição, inclusive, foi uma das pioneiras nesse movimento, banindo celulares ainda no final de 2023. "O objetivo sempre foi criar um ambiente mais humano, seguro e focado na aprendizagem. Desde então, foi possível observar avanços significativos."
Além de São Paulo, outros governos celebram a melhora da convivência entre estudantes e dizem realizar investimentos em infraestrutura para ampliar a oferta de atividades coletivas. São os casos de Bahia e Rio de Janeiro, por exemplo.
No estado nordestino, a gestão Jerônimo Rodrigues (PT) oferece em suas escolas de ensino médio aulas de artes, programação e até grupos de terapia que podem ser acessados pelos alunos em seus horários vagos.
Lá, diferentemente de São Paulo, os alunos podem carregar seus aparelhos pela escola, mas afirmaram à reportagem desligá-los em sala de aula. Durante o intervalo, porém, ainda há muitas telas ligadas e olhos vidrados nelas.
O governo fluminense afirma investir na requalificação dos espaços físicos das escolas, com destaque para reformas estruturais e a construção de quadras poliesportivas, visando ampliar os espaços de convivência e fomentar a socialização.
"Acreditamos que o combate à hiperconectividade entre os jovens passa não apenas pela regulação, mas principalmente pela oferta de alternativas pedagógicas e espaços coletivos de qualidade", diz a secretária de educação de Cláudio Castro (PL), Roberta Barreto.
Resistência e dificuldades
Redes de ensino e escolas ainda enfrentam alguns problemas. Em Pernambuco, por exemplo, o governo tem registrado casos de estudantes que se recusam a parar de usar o aparelho.
Cada episódio é tratado com muito cuidado e escuta, diz Adriana Amorim, gestora de políticas de formação e acompanhamento pedagógico da gestão Raquel Lyra (PSD).
Isso também ocorreu em São Paulo, principalmente no início da norma. Porém, o secretário Feder afirma que a situação tem melhorado. De fevereiro a junho, as ocorrências envolvendo celular nas escolas --ou seja, o uso inadequado-- diminuíram 70%, segundo ele.
Há ainda outro gargalo: o uso do aparelho para fins pedagógicos. Professores relatam que, ao liberar a função, os alunos aproveitam para fazer outras coisas, como navegar nas redes sociais, assistir a vídeos e trocar mensagens. Assim, eles se distraem.
Fernando Cassio, professor da Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo) e membro do comitê diretivo da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, diz que toda implementação de política pública passa por dificuldades, principalmente de convencimento.
Segundo o especialista, a dependência das telas não atinge apenas crianças e jovens, mas também seus pais, que se acostumaram a usar o celular para o controle dos filhos.
Quando privados do contato virtual, os adultos podem ficar tão ansiosos quanto os menores, diz Cássio. É quando a escola deve agir e, com diálogo, convencer os pais de que os pequenos estarão seguros e bem cuidados no período escolar.
Essa foi a principal dificuldade de Vanessa Oliveira, 35. Mãe de Richard, 8, ela tinha o costume de enviar mensagens ao caçula todas as manhãs, enquanto ele estava em aula numa escola estadual de São Paulo. Tem sido difícil largar a rotina, mas ela diz ter entendido ser por um bom motivo. "Sem distrações, ele vai ser um estudante mais preparado."
A Repu (Rede Escola Pública e Universidade), que reúne pesquisadores de universidades paulistas, aponta que a chamada plataformização do ensino é mais um dificultador.
Num estudo publicado em junho, a organização criticou a política do governo paulista sobre o tema. A gestão Tarcísio gastou no ano passado ao menos R$ 471 milhões com a manutenção e ampliação do número de ferramentas digitais para uso em sala de aula. Foram estabelecidas penalidades aos educadores que não as utilizam.
Das 31 plataformas adotadas, 14 são de conteúdo didático e devem ser usadas pelos alunos para fazer redação, exercícios de matemática e até mesmo ler livros. "Isso induz os alunos a aumentarem o tempo de tela. Ainda que o celular não seja o objeto em que esse tempo será consumido, isso vai ocorrer por meio de tablets ou computadores. Parece um desvio da finalidade da lei", diz Fernando Cássio.
Sobre as plataformas, a gestão Tarcísio vem afirmando que a integração dos recursos digitais à rotina pedagógica "com intencionalidade, planejamento e acompanhamento constante tende a apresentar melhores níveis de engajamento e avanços no processo de ensino-aprendizagem ao longo do tempo".
- Bahia Notícias
- 04 Ago 2025
- 12:37h
Foto: Reprodução / Youtube
Durante manifestação realizada na Avenida Paulista, em São Paulo, o pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, fez críticas à ausência de políticos que se colocam como possíveis alternativas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Sem citar nomes, Malafaia questionou a falta de presença desses nomes no ato deste domingo (3) e reforçou seu apoio ao ex-mandatário.
“Não vou deixar passar nada aqui hoje. Cadê aqueles que dizem ser a opção no lugar de Bolsonaro? Cadê eles? Onde é que eles estão? Era para estar aqui, minha gente. Sabe o que fica provado? Até aqui, Bolsonaro é insubstituível”, declarou o pastor.
Em tom crítico, Malafaia ainda sugeriu que a ausência de políticos no evento estaria ligada ao receio de enfrentar o Supremo Tribunal Federal (STF). “Vão enganar trouxa, e eu não sou trouxa. Estão com medo do STF, né? Por isso não chegaram até aqui, né? Arranjaram desculpa, né? Por isso, minha gente, que em 2026 é Bolsonaro”, completou.
O ato reuniu apoiadores do ex-presidente e teve entre as pautas críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Jair Bolsonaro, no entanto, não compareceu por estar cumprindo medidas restritivas impostas pela Justiça, que o impedem de sair de casa aos finais de semana. O ex-presidente está inelegível até 2030, após condenações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também não participou do evento. Segundo sua assessoria, ele se submeteu a um procedimento médico para tratar a tireoide, considerado não invasivo e de rápida recuperação.