- Por Felipe Bramucci | Folhapress
- 10 Ago 2025
- 08:28h
Foto: PM - MA
Um avião de pequeno porte, pertencente ao deputado estadual Francisco Nagib, caiu na manhã deste sábado (9) em Santo Amaro, no Maranhão, provocando a morte de duas pessoas. As vítimas são: Manoel Victor, que era o piloto e a médica veterinária, Bruna Emanoelly, natural de Santa Inês.
A aeronave, do tipo anfíbia, ainda não teve as circunstâncias da queda identificada e ainda estão sendo apuradas pelas autoridades.
O caso gerou comoção em Santo Amaro, cidade turística conhecida por suas belezas naturais, e mobilizou equipes de resgate e segurança, que isolaram a área para os trabalhos de perícia.
- Bahia Notícias
- 09 Ago 2025
- 14:24h
Foto: Divulgação/Botafogo
O ex-jogador Luan Plácido Moreira da Costa, de 21 anos, foi preso em flagrante na noite da última sexta-feira (8) após atropelar quatro pessoas na zona oeste do Rio de Janeiro. Uma mulher morreu e outras três ficaram feridas. O caso aconteceu no Recreio dos Bandeirantes e, segundo a Polícia Civil, o ex-zagueiro ainda tentou tomar o fuzil de um policial militar que atendia a ocorrência.
De acordo com informações do G1, Luan permaneceu no local e prestou socorro às vítimas, mas, em seguida, teria apresentado comportamento agressivo. Ele quebrou uma viatura policial e, na delegacia, tentou agredir um agente com uma cabeçada.
"Ele atropelou quatro pessoas. Após o acidente, ele apresentava um comportamento psicológico alterado, agressivo e xingava muito. Ele tentou tomar a arma de um dos PMs, quebrou a viatura e precisou ser contido", afirmou o delegado Alan Luxardo, titular da 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes), em entrevista ao G1.
O delegado informou ainda que Luan Plácido responderá por homicídio culposo, lesão corporal, desacato e dano ao patrimônio público.
PASSAGEM DISCRETA PELO GLORIOSO
Contratado pelo Botafogo em 2023 para integrar o elenco sub-20, Luan Plácido não chegou a disputar partidas oficiais pelo clube e encerrou precocemente a carreira. Antes disso, defendeu Boavista (em duas passagens), Nova Iguaçu e Rondoniense, também nas categorias de base, mas sem destaque.
- Por Nicola Pamplona | Folhapress
- 09 Ago 2025
- 12:22h
Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil
Após um dia tenso para as ações da Petrobras na Bolsa de valores, a presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou na noite desta sexta-feira (8) que "quem apostar contra a Petrobras vai perder dinheiro".
As ações da companhia chegaram a cair mais de 8% com a frustração do mercado sobre a distribuição de dividendos e temor a respeito da política de investimentos da empresa, que anunciou retorno ao mercado de distribuição de combustíveis.
Com a queda das ações, a estatal perdeu R$ 31,9 bilhões em valor de mercado nesta sexta, segundo cálculos do consultor Einar Rivero. A perda é equivalente ao valor de mercado da petroleira Prio.
Em entrevista após evento sobre diversidade no Rio de Janeiro, a executiva disse que o trabalho de sua gestão está sendo bem-feito e argumentou que a companhia tem ativos com grande capacidade de geração de caixa.
Magda avalia que analistas deixaram de considerar, em suas estimativas antes do balanço, fatos extraordinários que impactaram o resultado do segundo trimestre. Não teriam visto também fatores recorrentes, como o pagamento de participações especiais sobre a produção de petróleo.
"Isso tudo somado a, digamos assim, um susto com uma possível volta à distribuição coroou um pessimismo que, vamos dizer assim, leva a uma venda [de ações]. E quem vendeu vai ser arrepender", afirmou.
Magda questionou que esses "sustos" têm sido comuns, mas que a empresa tem conseguido tranquilizar o mercado.
"Toda vez que a gente divulga um resultado tem alguém que tenta evitar um monstro na sala. E aí a gente acende a luz, o monstro some e quem vendeu perdeu dinheiro", comparou.
No segundo trimestre, a Petrobras registrou lucro de R$ 26,6 bilhões, com bons indicadores operacionais. Mas o anúncio de dividendos abaixo das estimativas de mercado levou a questionamentos sobre o valor dos investimentos da empresa.
O anúncio de retorno ao setor de distribuição, com foco no gás de cozinha, piorou o humor do mercado, já que se trata de um segmento com margens apertadas e altos investimentos.
Além disso, há o temor de que a empresa entre no negócio para forçar redução de preços, como quer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
- Bahia Notícias
- 09 Ago 2025
- 10:20h
Foto: Reprodução / Blog do Anderson
Já de olho nas eleições 2026, começam a surgir nomes no cenário político de Vitória da Conquista, no Sudoeste baiano. Um deles é o de Wagner Alves, esposo da prefeita Sheila Lemos (União). Segundo o Blog do Anderson, parceiro do Bahia Notícias, nesta semana, a prefeita confirmou que as articulações políticas seguem em andamento.
Wagner Alves poderá disputar uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) ou até na Câmara dos Deputados. A pré-candidatura recebeu elogio do ex-vereador José William e deve seguir costurando outros apoiadores.
- Por André Borges | Folhapress
- 09 Ago 2025
- 08:18h
Foto: Valter Campanato/ABr
O Fórum da Cadeia Nacional de Abastecimento (FCNA), que reúne associações ligadas às redes de supermercados, enviou um relatório ao governo federal para alertar sobre os impactos do tarifaço dos Estados Unidos na economia e no consumo, a partir do cenário atual de sobretaxas de 50% sobre o Brasil.
Segundo o estudo enviado pelo grupo, ao qual a Folha de S.Paulo teve acesso, se não houver mudanças no médio prazo, a economia brasileira pode perder US$ 40,4 bilhões em 12 meses, o que significaria uma redução de 1,8 ponto percentual no PIB. De acordo com o relatório, essa situação derrubaria o crescimento esperado para 2025, de 3,2%, para 1,3%.
O estudo aponta que o setor mais exposto neste momento é a indústria de transformação, que pode ter retração de até 5,6 pontos percentuais no cenário mais grave, enquanto a agropecuária e a indústria extrativa sofreriam menos por terem maior capacidade de redirecionar commodities para outros mercados.
O documento também traça cenário de impactos negativos sobre a arrecadação federal, com perdas de até 2% no curto prazo, além de pressão sobre o emprego.
Sem medidas de fomento ao mercado interno, projeta-se uma redução de 179 mil postos de trabalho no curtíssimo prazo (até seis meses após a entrada em vigor da tarifa), até 287 mil postos no médio prazo (18 a 36 meses).
"O FCNA manifesta sua profunda preocupação com os impactos econômicos e sociais potenciais, em especial sobre setores que lideram as exportações brasileiras de alimentos, bebidas e insumos industriais, como café, carnes, frutas e derivados agroindustriais", afirma o documento, que foi enviado na quinta-feira (8) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de oito ministros.
Para enfrentar o choque, o Fórum das associações propõe um conjunto de medidas para fortalecer o mercado interno. Entre elas, menciona a necessidade de antecipar a vigência da cesta básica nacional de alimentos com isenção tributária total.
O setor pede, ainda, "aceleração da redução da taxa Selic e ampliação do crédito produtivo", além de "desoneração e simplificação das contratações formais, com foco nas pequenas e médias empresas".
As demandas também incluem a criação de um programa emergencial de apoio aos setores mais impactados, com refinanciamento de passivos e compra pública de excedentes de produção, além de "medidas fiscais estruturantes, com foco no equilíbrio orçamentário".
Segundo o Fórum, se as ações forem adotadas de forma coordenada, será possível neutralizar grande parte dos efeitos recessivos e de perda de empregos provocados pelo tarifaço.
Apesar do cenário traçado pelo setor, a imposição de tarifa de 50% feita por Donald Trump não causou uma mudança significativa nas expectativas dos economistas ouvidos pelo Banco Central para os principais índices da economia nacional.
O boletim Focus da segunda-feira (4) apresentou uma queda na previsão para a inflação e manteve a perspectiva para o PIB (Produto Interno Bruto), o dólar e a taxa de juros deste ano.
A expectativa para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) caiu pela décima semana seguida, indo de 5,09% para 5,07%. Os analistas também reduziram o IPCA de 2026 para 4,43%, uma diminuição de 0,01 ponto percentual em relação à semana passada. Já a expectativa para 2027 e 2028 segue em 4% e 3,8%, respectivamente.
Com isso, o mercado manteve a expectativa que a inflação fique no limite da meta no próximo ano. O objetivo é alcançar uma alta de preços anual de 3%, com variação de 1,5% para cima ou para baixo.
Além da inflação, o outro índice que teve alteração na comparação com o último boletim foi o PIB, que teve uma redução em 2026 (de 1,89% para 1,88%) e 2027 (de 2% para 1,95%). Neste ano, a perspectiva é que o crescimento econômico seja de 2,23%, patamar mantido pela quarta semana consecutiva.
O documento é endossado por 15 instituições: Abras (Associação Brasileira de Supermercados), Abad (Associação Brasileira dos Atacadistas e Distribuidores), Abag (Associação Brasileira do Agronegócio), Abia (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos), Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café), Abipla (Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Higiene, Limpeza e Saneantes), Abir (Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas), ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), Abralatas (Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio), Abralog (Associação Brasileira de Logística), Abramilho (Associação Brasileira dos Produtores de Milho), Abre (Associação Brasileira de Embalagem), Andav (Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários), ANR (Associação Nacional de Restaurantes) e CropLife Brasil (Associação de Pesquisa e Desenvolvimento de Soluções para a Produção Agrícola Sustentável).
- Por Leonardo Almeida / Victor Hernandes
- 08 Ago 2025
- 14:12h
Foto: Divulgação / Hemoba
Em abril de 2014, a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) aprovou o Projeto de Lei nº 20.734, que prevê a concessão de meia-entrada para doadores de sangue em eventos culturais, locais de diversões, espetáculos, esporte e lazer em toda a Bahia. Contudo, apesar da aprovação há 11 anos, a proposta de autoria do então deputado estadual, Adolfo Viana (PSDB), segue sem ser regulamentada e ainda não é aplicada ao redor do estado.
Por conta da falta de regulamentação, um dos principais equipamentos culturais da Bahia, o Teatro Castro Alves, o qual é administrado pelo governo do estado, por exemplo, comunicou que não oferta o benefício para doadores por inexistência do “ato administrativo que possibilite o exercício do direito, a meia-entrada para doadores de sangue no Estado da Bahia ainda não é regulamentada e não pode ser exercida”.
Duas semanas após ser aprovado, o projeto chegou a ser integralmente vetado pelo ex-governador Jaques Wagner (PT). O então chefe do Executivo alegou uma recomendação do Ministério da Saúde acerca de não autorizar medidas do tipo, por altruísmo. Segundo argumento utilizado pelo ex-gestor, baseado nas indicações da pasta, a aprovação da Lei poderia gerar a omissão de informações no momento da doação, o que poderia prejudicar a segurança dos materiais coletados e causar riscos na transfusão de sangue.
Veja a mensagem enviada à AL-BA com o veto:
Todavia, a Assembleia derrubou o veto de Jaques Wagner, por um placar de 42 a 5. Assim, o presidente da AL-BA à época, o ex-deputado Marcelo Nilo (PSDB), promulgou a legislação no dia 12 de junho de 2014, em publicação no Diário Oficial do Legislativo.
Atualmente, alguns estados possuem a legislação para a concessão de meia-entrada para os doadores de sangue. Eles são: Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia e Santa Catarina. Além disso, há municípios como legislações próprias, como as cidades paulistas de Bauru e São José dos Campos.
Em 2005, o ex-governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, contestou a aprovação da lei que garante a meia-entrada para doadores de sangue do estado. Na época, o gestor acionou o Supremo Tribunal Federal (STF), alegando que a legislação era inconstitucional por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI).
“A doação de sangue é caracterizada por um ato de solidariedade. Não pode ser comercializada. O caráter voluntário da doação tem a função de assegurar a qualidade do sangue e para que o doador transmita as informações certas, as quais podem se omitidas a partir da promessa de benefícios. Sujeitar a doação de sangue a um consequente benefício econômico desnatura o seu caráter gratuito” argumentou o governador.
No território capixaba, ocorreu uma situação parecida com a da Bahia. Em 2004, o então governador chegou a vetar, o legislativo derrubou e veto e, em seguida, promulgou a legislação. Apesar da movimentação de Hartung, o STF formou maioria e rejeitou a ADI, mantendo a lei de meia-entrada para os doadores de sangue.
O QUE DIZ O HEMOBA
O Bahia Notícias buscou a Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Estado da Bahia (Hemoba) para saber a visão da instituição sobre uma possível implementação da meia-entrada para doadores de sangue. Em nota enviada à reportagem, o Hemoba desconversou sobre a falta de regulamentação e disse que “valoriza iniciativas que incentivam a cultura da doação de sangue voluntária e altruísta”.
A entidade não explicou se solicitou ao governo a regulamentação da proposta e afirmou somente que “essas ações devem estimular a doação solidária e altruísta, sem caráter obrigatório, comercial ou promocional, por meio de campanhas educativas que promovam a conscientização da população”.
No texto, a fundação destacou as normas e notas técnicas vigentes, em especial os incisos I e II do art. 14 da Lei Federal nº 10.205, de 21 de março de 2001, e a Nota Técnica nº 35/2019 – CGSH/DAET/SAES/MS, da Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde.
O trecho da legislação federal citado pelo Hemoba trata da “universalização do atendimento à população” e da “utilização exclusiva da doação voluntária, não remunerada, do sangue, cabendo ao poder público estimulá-la como ato relevante de solidariedade humana e compromisso social.”
O Bahia Notícias também procurou a Casa Civil do governo duas vezes para saber se há um planejamento para regulamentar a legislação, mas a reportagem não foi respondida em nenhuma oportunidade. O espaço segue aberto para esclarecimentos.
QUAIS SÃO OS BENEFÍCIOS ATUAIS?
A legislação federal atualmente assegura que doadores de sangue têm direito a um dia de folga no trabalho a cada 12 meses trabalhados. Além disso, a doação também dá o benefício do recebimento gratuito de um hemograma completo, sendo entregue na casa do doador de sangue.
Para receber a folga no trabalho, é preciso que a doação seja comprovada com um documento emitido pelo hemocentro
- Bahia Notícias
- 08 Ago 2025
- 12:10h
Foto: Reprodução / GloboNews
O voo AD4816, da companhia aérea Azul, declarou “mayday” após uma ameaça de bomba que resultou em pouso de emergência no Aeroporto Internacional de Brasília, na noite desta quinta-feira (7). A aeronave havia partido de São Luís (MA) às 18h27, com destino ao Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), onde deveria chegar por volta das 21h30.
De acordo com dados do Flightradar, foi emitido o código 7700, utilizado para indicar situação de emergência geral, acompanhado da chamada “mayday” — sinal usado na aviação para informar emergência que requer assistência imediata, representando o nível mais alto de alerta. A palavra é repetida três vezes para garantir a compreensão pela torre de controle.
Segundo o site FlightAware, especializado no monitoramento de aeronaves, a rota foi alterada por segurança e o pouso ocorreu às 20h45, em Brasília.
Em nota, a Azul informou que o voo “declarou emergência e precisou alternar para o aeroporto de Brasília, preventivamente, devido a questões de segurança envolvendo ameaça de artefato a bordo”. A companhia afirmou que o pouso ocorreu normalmente e que “Clientes e Tripulantes desembarcaram em total segurança”.
- Por Folhapress
- 08 Ago 2025
- 10:07h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
O presidente Lula (PT) afirmou em almoço com o presidente do PSD, Gilberto Kassab, que parlamentares do centrão e da oposição erram ao inviabilizar a votação de pautas de interesse do governo e apoiarem sanções impostas pelo governo Donald Trump, sob pena de serem acusados de trabalhar contra o país.
Um dia depois de bolsonaristas obstruírem as votações no Congresso, ocupando até mesmo a cadeira do presidente da Câmara, Lula lembrou, segundo relatos obtidos pela Folha, que oposicionistas foram criticados por apoiarem as sanções econômicas impostas pelo governo Trump contra o Brasil.
A reportagem apurou que o petista citou na conversa pesquisas segundo as quais as ameaças de prejuízos econômicos têm recaído sobre a oposição.
O almoço ocorreu enquanto o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), de quem Kassab é secretário de Governo, estava em Brasília para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.
Embora tenham representantes na Esplanada dos Ministérios, os partidos do centrão (União Brasil, MDB, PP, PSD e Republicanos) têm enfileirado derrotas no Congresso ao Palácio do Planalto, com núcleos de oposição aberta em alguns casos.
O PSD, por exemplo, lidera três pastas, mas tem dois pré-candidatos à Presidência para 2026 (os governadores Ratinho Junior, do Paraná, e Eduardo Leite, Rio Grande do Sul).
Além disso, Kassab teceu no início do ano críticas públicas ao governo petista e foi uma das lideranças que se solidarizaram com Bolsonaro após sua prisão domiciliar ser decretada.
Segundo a Folha apurou, Lula disse no almoço que a saída do Brasil para o tarifaço imposto pelos EUA aos produtos brasileiros é buscar novos parceiros comerciais. No encontro, ele teria elogiado o papel do PSD no Congresso.
Ao ser convidado para o encontro, Kassab ressaltou à ministra Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais) que o partido tem candidato à Presidência da República e que uma aliança com vistas a 2026 não deveria estar em pauta.
Em resposta, a ministra disse que Lula tem conhecimento da decisão do partido. Além dela, o almoço contou com a participação dos ministros do PSD e do líder do PSD na Câmara, Antonio Brito (BA). Também estavam presentes o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e o presidente da CCJ (Comissão e Constituição e Justiça) da Casa, Otto Alencar (PSD-BA).
O encontro ocorreu num momento em que Lula tem se reunido com lideranças de partidos da base aliada numa tentativa de aproximação com as legendas. Nos últimos dias, ele esteve com ministros e lideranças do MDB e do União Brasil. No caso do União Brasil, o presidente também cobrou ministros da legenda sobre a falta de apoio do partido no Congresso e declarações do presidente e líderes do partido criticando o Executivo.
O PSD de Kassab ocupa os ministérios de Minas e Energia, com Alexandre Silveira, Agricultura, com Carlos Fávaro, e Pesca, com André de Paula.
VISITA DE TARCÍSIO A BOLSONARO
Enquanto o petista e Kassab almoçavam, Tarcísio estava em Brasília para visitar Bolsonaro.
O governador chegou por volta das 14h30, sem falar com a imprensa. Mais tarde, afirmou que o ex-presidente "está bem, está sereno".
Como mostrou a Folha de S.Paulo, a prisão domiciliar do padrinho político reanimou aliados de Tarcísio quanto à possibilidade de ele ser o candidato à sucessão do bolsonarismo à Presidência em 2026.
O movimento, por ora tímido, ocorre após semanas de desânimo com uma potencial candidatura.
O governador foi alvo de críticas, de diferentes lados do espectro político, por sua tentativa de atuar no tarifaço, por não se manifestar sobre sanções dos Estados Unidos contra Alexandre de Moraes, do STF, e por não ter feito qualquer gesto a respeito dos atos bolsonaristas no domingo (3).
Com a antecipação da já esperada prisão de Bolsonaro, na última segunda (4), pessoas próximas disseram ter havido um novo movimento de pressão para que Tarcísio se mantenha no rol de sucessores.
Tarcísio foi ministro da Infraestrutura no governo Bolsonaro e, na pasta, endossou a postura negacionista do então presidente sobre a Covid. Estava ao lado dele na live em que o ex-presidente riu ao comentar um suposto aumento de suicídios na pandemia.
- Por Eduardo Cucolo | Folhapress
- 08 Ago 2025
- 08:05h
Foto: Geraldo Falcão / Agência Petrobras
A arrecadação do setor de óleo e gás responde por cerca de 10% do orçamento da União e dos estados brasileiros, percentual que varia de 3,6% no Acre a 34,5% no Rio de Janeiro. Os cálculos são do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás) e têm como base dados de 2023, tanto para as despesas como para as receitas.
Entre os dez locais que mais dependem desses recursos, quatro estão no interior do país, e não no litoral, onde se desenvolve a maior parte das atividades de exploração de petróleo. São eles: Mato Grosso do Sul, Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais. Isso é explicado pelo ICMS sobre combustíveis, que representa de 12% a 20% do preço.
Desses estados, os três do Centro-Oeste, junto com o Amapá, são os que apresentam a maior participação da tributação sobre combustíveis na arrecadação do ICMS. São locais em que o consumo de diesel é muito elevado, por conta de atividades agrícolas ou, no caso do Amapá, do uso marítimo do mesmo combustível, segundo o IBP.
Dos R$ 325 bilhões arrecadados em 2023 junto ao setor em todos os níveis de governo, 36% se referem ao ICMS cobrado pelos estados. Os tributos federais, como Imposto de Renda e PIS/Cofins, respondem por 35%.
No valor restante estão ainda royalties e participações especiais cobradas sobre campos de alta produção, ambos recursos que vão para os caixas de União, estados e municípios como compensação pela exploração de recursos não renováveis. Entram também na conta o lucro óleo (partilha da produção do Pré-Sal destinada à União) e o bônus de assinatura dos contratos de exploração.
O presidente do IBP, Roberto Ardenghy, contesta dados que apontam que o setor se beneficia de isenções tributárias específicas.
Um levantamento do Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos) apontou R$ 29 bilhões em benefícios para empresas do setor em 2023. Foram R$ 260 bilhões desde 2015, sendo quase metade para a Petrobras. Os dados se referem ao Repetro, regime aduaneiro que permite a importação de equipamentos para atividades de petróleo e gás natural.
"Não temos incentivos fiscais, temos um regime que apenas difere [adia] o pagamento do imposto para quando você começa a produzir. É o único regime que existe para o setor, mas é apenas um adiamento", afirma Ardenghy.
Segundo ele, a maioria dos países produtores de petróleo tem esse tipo de regime, que será mantido na reforma tributária.
Ele afirma que a tributação do setor no Brasil é elevada em relação a outros países. Pelo regime de concessão, estava na faixa de 45% a 50% do valor do barril produzido. Com o pré-sal, no regime de partilha, a carga pode chegar a 69%. "De cada três barris de petróleo produzidos, dois são destinados ao pagamento dos diversos tipos de impostos", afirma o executivo.
O IBP calcula que a carga do ICMS aumentou após 2023 por conta da queda na evasão fiscal provocada pela mudança na tributação dos combustíveis. A cobrança passou a ser monofásica, com o recolhimento dos tributos em uma única fase, na refinaria. A sonegação estimada em US$ 8 bilhões por ano, deve ser reduzida em 80%, pela projeção da entidade.
O levantamento mostra ainda que mais de 80% dos royalties pagos à União foram destinados às áreas de educação e saúde e ao Fundo Social do governo federal. Quase 90% das participações especiais sobre campos de alta produção foram para o mesmo fundo.
Embora a lei determine que recursos de royalties e participações especiais não sejam usados para despesas correntes, e sim em áreas como educação e infraestrutura, muitos municípios acabam burlando a norma.
O presidente do IBP afirma que o objetivo deveria ser preparar esses locais para superarem o momento em que aquela reserva de petróleo vai acabar. A Bacia de Campos, por exemplo, produz hoje 50% do pico verificado há cerca de dez anos, o que gera preocupações para municípios do Rio de Janeiro.
"É importante que aquele local tenha se precavido e se reinventado, mas nem todo mundo faz isso. Temos notícias de municípios gastando em festas de final do ano, micaretas e coisas assim, dizendo que é despesa com a educação", afirma Ardenghy.
- Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
- 07 Ago 2025
- 18:57h
Foto: Reprodução Redes Sociais
Na noite desta quarta-feira (6), o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), anunciou que havia obtido um acordo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que fossem pautados na próxima semana dois projetos exigidos pelos partidos de oposição: a anistia dos presos e condenados pelos atos de janeiro de 2023 e o fim do foro privilegiado de autoridades.
O anúncio do líder do PL se deu após a desobstrução da Mesa Diretora do plenário da Câmara, que vinha sendo ocupada pela oposição desde a última terça (5). Com a desobstrução, Hugo Motta abriu a sessão plenária e fez um discurso em que disse que há limites para protestos na Câmara, e que o respeito à Mesa Diretora é “inegociável”.
Segundo Sóstenes Cavalcante, em reunião com Hugo Motta antes da desobstrução do plenário, a oposição teria conseguido com ele um acordo para que as duas pautas sejam discutidas na próxima semana. Sóstenes afirmou que sua iniciativa havia sido apoiada pelo líder do PSD, Antonio Brito (BA), e pelos vice-líderes do PP, Evair de Mello (ES), e do União Brasil, Rodrigo Valadares (SE).
“Na próxima semana abriremos os trabalhos pautando a mudança do foro privilegiado e o projeto de anistia aos presos do 8 de janeiro. Tenho autorização para falar pelo líder Antonio Brito, do PSD, além dos líderes que estão aqui, Evair de Mello, do PP, Rodrigo (Valadares), do União, e as lideranças da Minoria”, afirmou Sóstenes.
Pelo acordo, os líderes tentarão angariar apoio com outras lideranças em prol da aprovação da urgência para o projeto da anistia, e também para a apreciação do projeto de emenda constitucional do fim do foro privilegiado, que já foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça e em comissão especial e agora aguarda na Mesa Diretora para ser pautada. Se na próxima semana, na reunião de líderes, houver maioria a favor desta pauta, Hugo Motta disse que levará a voto no plenário.
“É compromisso desses líderes que pautaremos essas matérias, começando tirando esse instrumento que lamentavelmente, em algum momento foi colocado para proteger os parlamentares, mas que se tornou um instrumento de chantagem de deputados e senadores, que é o foro privilegiado de autoridades. Então este foi o acordo”, afirmou o líder do PL.
Ainda na noite desta quarta, entretanto, o líder do PT, Lindbergh Farias (PT-RJ), negou haver acordo entre a oposição e o presidente da Câmara dos Deputados para pautar a anistia e o fim do foro privilegiado. Segundo o líder petista, o presidente da Casa garantiu a ele que não fez acordo com a oposição para pautar a anistia.
“Não vamos votar a anistia. Isso está fora. Eles falam isso aqui porque estão tentando criar uma justificativa para a base deles, porque tiveram que recuar aqui”, disse Lindbergh.
- Bahia Notícias
- 07 Ago 2025
- 16:44h
Foto: Bruno Peres / Agência Brasil
A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil fez uma nova ameaça ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e seus “aliados” nesta nesta quinta-feira (7). Em uma publicação no X, ex-Twitter, a organização fez referência a uma publicação do subsecretário de Diplomacia Pública dos Estados Unidos, Darren Beattie, que traz conteúdo semelhante.
"O ministro Moraes é o principal arquiteto da censura e perseguição contra Bolsonaro e seus apoiadores. Suas flagrantes violações de direitos humanos resultaram em sanções pela Lei Magnitsky, determinadas pelo presidente Trump", escreveu Beattie, na noite desta quarta-feira (6).
Em seguida, a Embaixada acrescentou: "Os aliados de Moraes no Judiciário e em outras esferas estão avisados para não apoiar nem facilitar a conduta de Moraes. Estamos monitorando a situação de perto", escreveu em republicação.
Na última quarta-feira (30), o governo do presidente Donald Trump, nos Estados Unidos, sancionou o ministro Alexandre de Moraes com a Lei Magnitsky, utilizada para punir estrangeiros acusados de violações dos direitos humanos ou corrupção.
Com a aplicação da Lei Magnitsky, o governo dos EUA diz que todos os eventuais bens de Alexandre de Moraes nos EUA estão bloqueados, assim como qualquer empresa que esteja ligada a ele. O ministro também não pode realizar transações com cidadãos e empresas dos EUA, a exemplo de cartões de crédito.
No Brasil, o Supremo Tribunal Federal (STF) já divulgou, anteriormente, uma nota em apoio ao ministro da Corte Alexandre de Moraes. No texto, o STF destaca que todas as decisões tomadas pelo ministro na ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro "foram confirmadas pelo Colegiado competente".
- Por Cézar Feitoza | Folhapress
- 07 Ago 2025
- 14:32h
Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e outros políticos a visitarem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em prisão domiciliar.
A decisão foi tomada logo depois que os advogados de Bolsonaro concordaram com pedidos de visita feitos ao ex-presidente pelo governador paulista, a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), o deputado Luciano Zucco (PL-RS) e outros três nomes.
Bolsonaro, que está em prisão domiciliar desde segunda-feira (4), declarou "interesse em receber as visitas de todas as pessoas indicadas".
Tarcísio pediu na quarta-feira (6) ao STF para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro em sua prisão domiciliar.
No ofício enviado ao gabinete de Moraes, Tarcísio disse que estaria em Brasília nesta quinta-feira (7) e se comprometeu a seguir todas as determinações estabelecidas pelo Supremo no encontro com o ex-presidente.
"O peticionário é correligionário e amigo do ora recluso. Diante de tal circunstância —que, no mais, é de amplo conhecimento público—, o peticionário considera que existem razões político-institucionais e humanitárias que justificam a autorização de visita pessoal ao Senhor Jair Messias Bolsonaro", disse Tarcísio no documento.
Tarcísio participou pela manhã, em Brasília, de cerimônia de promoção de seus colegas de turma da Aman (Academia Militar das Agulhas Negras) ao generalato.
- Por Folhapress
- 07 Ago 2025
- 12:17h
Foto: Reprodução / YouTube
O deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) conseguiu voltar à mesa da presidência da Câmara às 22h21 desta quarta-feira (6), após uma longa negociação com a oposição mediada por seu antecessor, Arthur Lira (PP-AL).
Motta saiu de seu gabinete, que fica ao lado do plenário, e demorou mais de seis minutos para atravessar o mar de deputados bolsonaristas que ocuparam a Mesa da Câmara desde terça-feira (5), por volta das 13h, em protesto contra a decretação da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Ele chegou a andar de volta ao gabinete após chegar perto da cadeira e ela não ser cedida pelo deputado Marcel van Hattem (Novo-RS). Após muita conversa e empurra-empurra, ele foi praticamente arrastado de volta para a cadeira pelo deputado Isnaldo Bulhões Jr. (AL), líder da bancada do MDB, e abriu a sessão plenária.
O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou, após a sessão, que apesar de terem deixado a Mesa da Câmara, a oposição conseguiu um compromisso de que a anistia aos acusados de golpismo e o fim do foro privilegiado serão levados à votação. De acordo com deputados bolsonaristas, líderes de outros partidos concordaram em pautar a matéria.
Tanto Motta como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), passaram o dia em reunião com o PL e com os demais partidos na tentativa de um acordo para desocupação dos plenários de votações, mas até às 20h o entendimento não havia sido alcançado.
Os encontros foram realizados nas residências oficiais dos presidentes da Câmara e do Senado, no Lago Sul, região nobre de Brasília.
Motta anunciou que abriria a sessão de votação no plenário da Casa às 20h30, mas as negociações emperraram. Ele chegou a ameaçar os bolsonaristas de suspensão do mandato por seis meses, mas, ao final, adotou um tom conciliador, no sentido de "resgatar a respeitabilidade da Casa".
Quando conseguiu abrir a sessão, entre gritos de "anistia já" e "sem anistia", Motta discursou por cerca de dez minutos e, em seguida, encerrou a sessão.
O presidente afirmou que a sua presença na mesa era para garantir "a respeitabilidade desta mesa, que é inegociável" e para que "a Casa possa se fortalecer". "Sempre lutarei pelo livre exercício do mandato", emendou.
"Nós tivemos um somatório de acontecimentos recentes que nos trouxeram a esse sentimento de ebulição. É comum? Não? Estamos vivendo tempos normais? Também não. Mas é justamente nessa hora que nós não podemos negociar a nossa democracia e o sentimento maior dessa Casa, que é nossa capacidade de dialogar, fazermos os enfrentamentos necessários e deixarmos a maioria se estabelecer", disse.
Ao mencionar que o país vive uma crise institucional e até um possível conflito internacional, Motta disse que na Câmara "moram as construções dessas soluções para o nosso país, que tem que estar sempre em primeiro lugar". "E não deixarmos que projetos individuais possam estar à frente daquilo que é maior que todos nós, que é o nosso povo."
Ele evitou tomar lados na disputa, mas foi mais aplaudido pelos governistas do que pela oposição. "Não estou aqui para agradar nenhum dos polos, para ser conivente com nenhuma das agendas", disse.
Ele também afirmou que a oposição tem todo direito de se manifestar, mas que isso tem que ser feito obedecendo nosso regimento e nossa Constituição. "O que aconteceu nessa Casa não foi bom, não foi condizente com nossa história. [...] O que aconteceu ontem e hoje não pode ser maior do que o plenário", completou.
A abertura da sessão foi marcada por bate-boca, tensão, movimentação da polícia legislativa e dúvida sobre a utilização de força para a retomada da mesa. A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) chegou a levar sua filha de quatro meses para o plenário, e o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), afirmou que o partido iria acionar o Conselho Tutelar.
Ao defenderem o fim do foro, a oposição e parte do centrão pretendem resgatar a prerrogativa do Legislativo de autorizar a abertura de inquérito contra parlamentares. A prática foi abandonada em 2001 devido ao desgaste pelo amplo histórico de impunidade de deputados e senadores suspeitos de irregularidades.
Até aquele ano era preciso autorização prévia do Poder Legislativo para que deputados federais e senadores fossem investigados e processados por crimes comuns pelo Supremo Tribunal Federal. Isso deixou de valer com a Emenda Constitucional 35.
Parlamentares da oposição ocuparam as mesas dos plenários da Câmara e Senado nesta terça-feira, impedindo a realização de sessões. Em esquema de revezamento, eles passaram a madrugada no local, que foi isolado pela polícia legislativa, com permissão de entrada apenas de parlamentares.
Além da anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, e da volta da elegibilidade de Bolsonaro, a bancada do PL quer a aprovação pelo Senado do impeachment de Alexandre de Moraes e a aprovação de projetos que representam amarras à atuação do STF, principalmente em relação a investigação e processos contra parlamentares.
- Bahia Notícias
- 07 Ago 2025
- 10:04h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
O cantor Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam, teve o pedido de habeas corpus negado. A desembargadora Marcia Perrini Bodart, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, negou o pedido feito pela defesa do rapper, e manteve a prisão preventiva do artista, que é réu por tentativa de homicídio contra um delegado e um policial civil, além de associação com uma facção criminosa.
De acordo com a coluna de Ancelmo Gois, do jornal 'O Globo', os advogados do rapper solicitaram a substituição da prisão por medidas alternativas, como o uso de tornozeleira eletrônica, alegando que a prisão era ilegal e desnecessária.
No entanto, a desembargadora não viu ilegalidade na prisão, e destacou a conduta reiterada de Oruam, que postava vídeos em redes sociais desafiando as forças de segurança e exibindo ligações com uma facção.
A magistrada ainda concedeu um prazo de dez dias para que o Ministério Público e a juíza que decretou a prisão do artista se manifestem sobre o caso.
Oruam foi preso no dia 31 de julho, e na última semana foi transferido para uma cela coletiva na Penitenciária Dr. Serrano Neves, onde divide espaço com outros oito detentos. O cantor foi preso sob alegação de ser associado ao Comando Vermelho, além de ameaça, dano ao patrimônio público, desacato e resistência. Somada, as penas podem ultrapassar 18 anos de prisão.
- Por Júlia Moura | Folhapress
- 07 Ago 2025
- 08:02h
Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil
A Selic a 15% e os sinais de desaceleração da atividade econômica levaram os bancos a reduzirem a exposição a risco no segundo trimestre deste ano. Com foco em empréstimos com garantia e clientes de alta renda, Bradesco, Itaú e Santander escaparam do aumento na inadimplência no período, visto na média do sistema financeiro nacional compilada pelo Banco Central.
Em balanços divulgados nesta semana, os três bancos divulgaram um crescimento anual no lucro líquido, que somou R$ 21,23 bilhões, e na rentabilidade.
"A grande dúvida que fica é como vai ser a economia no segundo semestre. Para os bancos, há dúvida na desaceleração da carteira de crédito até o fim do ano e potencial impacto na inadimplência", diz o Eduardo Rosman, o analista de finanças do BTG Pactual.
Dados do BC mostram que o crédito em atraso acima de 90 dias subiu de 3,28% em março para 3,55% em junho, igualando o patamar visto em maio de 2023, o maior desde 2017. Os três maiores bancos privados, porém, seguem com essa métrica sob controle.
Em comparação ao segundo trimestre de 2024, Bradesco, Itaú e Santander conseguiram reduzir o índice de atraso. Em relação ao início deste ano, ele permaneceu estável para os dois primeiros e reduziu 0,2 ponto percentual para o Santander.
No entanto, uma mudança contábil pode estar distorcendo os dados. A resolução 4.966 do CMN (Conselho Monetário Nacional), que passou a valer neste ano, permite que bancos carreguem créditos em atraso por prazos superiores a um ano, sem declará-los como perda, o que pode elevar a inadimplência da carteira como um todo, impactando o dado do BC.
Quando o banco classifica que não irá receber o empréstimo concedido, ele sai do cálculo de inadimplência, que é feito com base em valores a receber. O contrário também é válido, com bancos declarando perdas mais rápido e limpando o balanço.
Já a queda na inadimplência no Santander, segundo analistas, é fruto de uma redução na concessão de crédito do banco, que foi o mais cauteloso entre os três. Isso também o levou a crescer levemente abaixo do esperado.
"Os juros já estão em dois dígitos há três anos. O Brasil está acostumado com juros altos, mas empresas alavancadas estão se financiando a 20%, 25% ao ano, muito por conta da Selic em 15%. O fato de o Brasil estar com juros altos há mais tempo leva a desafios nos portfólios [de crédito]", disse Mario Leão, CEO do Santander, ao comentar o resultado do banco.
O executivo destacou que o cenário também eleva o risco para pequenas e médias empresas, além dos clientes de baixa renda.
"Aqui não é para tirar a baixa renda do nosso mapa, ao contrário, a gente precisa da baixa renda, mas da baixa renda certa. E a gente tem sido, portanto, mais seletivo [...] todo o foco de aceleração na pessoa física está voltado para alta renda", afirmou Mario Leão na teleconferência com analistas.
Para a Genial Investimentos, esse afunilamento deve atrasar a recuperação da rentabilidade do banco, que visa voltar a um ROAE (Retorno Sobre Patrimônio Médio, na sigla em inglês) de 20% -e atualmente está em 16,4%.
"Diante disso, a gestão adiou essa meta para 2027, reconhecendo que o ambiente macroeconômico mais restritivo e o ciclo de crédito mais seletivo devem atrasar a recuperação plena da rentabilidade", afirmam os analistas da Genial.
De olho neste cenário mais desafiador com a Selic em 15%, a matriz do Santander provisionou 467 milhões de euros (R$ 3 bilhões) para suportar possíveis deteriorações na sua unidade brasileira.
Para Rosman, do BTG, a resiliência da economia brasileira é mais importante para bancos em trajetória de recuperação, caso do Santander e do Bradesco.
Na sua expansão de carteira de crédito, o Bradesco tem priorizado os empréstimos com garantia. O CEO Marcelo Noronha destacou que o banco segue seu plano de reestruturação de longo prazo, mas "sem fazer nenhuma loucura de crescer carteira de crédito e ter soluço".
O aumento nos empréstimos quando a Selic estava baixa, durante a pandemia, acabou derrubando o resultado dos bancos em 2023 com a volta da Selic de dois dígitos, especialmente com a inadimplência de clientes de baixa renda.
"Os resultados operacionais do banco estão melhorando de forma rápida e sustentável, em nossa visão. O mais importante é que a capacidade de geração de receita do banco parece ter sido restaurada por meio de uma combinação de crescimento da carteira de crédito, gestão de spreads [diferenças entre juros pagos e cobrados], receitas de serviços e seguros", afirmam, analistas do Itaú BBA.
Com maior exposição à alta renda, o Itaú Unibanco foi menos afetado por essa deterioração e também apresenta maior resiliência no momento, avaliam analistas. A instituição tem o maior lucro, ROAE e carteira de crédito dentre os três e a menor inadimplência.
"O resultado do segundo trimestre representa nada mais do que a continuidade do bom momento do banco, com expansão de lucro e rentabilidade, resultado dos ganhos de eficiência e foco na qualidade da carteira que o Itaú vem conseguindo imprimir com consistência -praticamente sem deslizes ao longo dos últimos anos", diz Rafael Reis, analista do BB Investimentos.
O ponto negativo seria o alto investimento do banco em tecnologia e inovação. Porém, a aposta do mercado é que isso se traduza em custos menores no futuro.
Tanto Itaú como Bradesco não relataram ter sido impactados pela onda de recuperações no agronegócio, diferente do Santander e do Banco do Brasil. Este último tem a maior exposição ao setor e já registrou impactos nos três primeiros meses do ano.
Na semana passada, balancetes do BB relatados ao Banco Central indicaram um resultado abaixo do esperado nos meses de abril e maio, o que levou a uma queda de quase 7% nas ações da instituição. O resultado trimestral a estatal será divulgado no próximo dia 14 e a expectativa é que seja o pior do setor.