- Levi Vasconcelos
- 09 Jun 2021
- 18:20h
(Foto: Reprodução)
Zé Cocá (PP), prefeito de Jequié e presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), mandou ofício à Bahiatursa pedindo dinheiro para ajudar artistas fazendo lives no São João, principalmente os da terra, os mais necessitados, o que contribuiria para manter a cultura junina sem aglomerar.
O ofício também pedia a simplificação dos contratos. Resposta: não tem dinheiro, e as exigência obedecem aos protocolos exigidos pelo TCM. Em suma, nada feito.
Cocá prevê um ano difícil para os prefeitos. Segundo ele, a arrecadação vem caindo, e nada indica sinais de melhora a curto prazo.
— Temos recomendado cuidado aos nossos colegas. A pandemia nos tira grande parte dos recursos, e também há queda na arrecadação.
Exemplo
E a queda já está aí, segundo Gilberto Brito (PSB), prefeito de Paramirim:
— Receberemos agora dia 10 a primeira cota do FPM do mês. Vem aí em torno de R$ 1 milhão e 184 mil. Isso é simplesmente R$ 400 mil a menos do que no ano passado. E tradicionalmente a arrecadação cai nesse período até outubro. Junta isso com o efeito pandemia, e o resultado é muito ruim.
O mau tempo também vem com o ataque da Covid. Iuiú, por exemplo, lá no sudoeste, está em lockdown até domingo. E o prefeito Reinaldo Góes (PSD) pede a compreensão da população num vídeo.
— Ficar 10, 15 ou 20 dias sem beber não vai matar ninguém. O que mata é a Covid.
- Redação
- 09 Jun 2021
- 17:18h
Presidenciável do PDT estava acompanhado do marqueteiro João Santana e com o presidente estadual da legenda, o deputado Félix Mendonça Filho | Foto: divulgação PDT
Em visita pela Bahia desde segunda-feira, o ex-candidato a presidente Ciro Gomes (PDT) esteve nesta quarta-feira em Euclides da Cunha. A cidade tem como prefeito o pedetista Luciano Pinheiro. “Ele conhece muito a realidade dos municípios. Tive a oportunidade de falar um pouco dos problemas dos municípios baianos, e ele tem soluções que são viáveis, inclusive para desenvolver potencialidades de cidades muitas vezes esquecidas, como Canudos”, afirmou o gestor municipal. Acompanhado d0 marqueteiro João Santana e do presidente estadual da legenda, deputado federal Félix Mendonça Filho, Ciro – um dos nomes prováveis nas eleições de 2022 – fez gravações em locais por onde passou Antônio Conselheiro. “É um bom presságio para essa caminhada de Ciro essas gravações na Bahia, sobretudo em cenários tão importantes da nossa história”, comentou Félix.
- Livramento Hoje
- 09 Jun 2021
- 16:25h
(Foto: Brumado Urgente Conteúdo)
Após intervalo de 20 dias, um novo óbito por Covid-19 foi confirmado nesta quarta-feira (09). Por meio do boletim do Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde de Livramento de Nossa Senhora, informou que foi registrado 1 óbito, nas últimas 24 horas, em decorrência da COVID-19, em residente do município. "Nossa solidariedade com a família neste momento de dor. Todos temos que fazer nossa parte, mantenham as medidas sanitárias, o distanciamento social, higiene das mãos e o uso de máscaras quando necessitar sair de casa". Informou a Secretaria. Esse é o 59º óbito registrado no município, e 2.321 pessoas já foram curadas.
- Redação
- 09 Jun 2021
- 16:15h
(Foto: Reprodução)
Uma mulher sul-africana de 37 anos deu à luz 10 bebês. Gosiame Thamara Sithole surpreendeu os médicos com a chegada de sete meninos e três meninas no mesmo parto. Em entrevista ao site local Pretoria News, de Pretória, o marido festejou o nascimento dos filhos. Desempregado, Tebogo Tsotetsi disse estar “feliz e emocionado”. Ele ainda contou que a mulher estava grávida de sete meses. “São sete meninos e três meninas. Ela estava grávida de sete meses e sete dias”, disse. Em entrevista ao mesmo site, antes do parto, Gosiame contou que os médicos haviam apontado apenas seis crianças na gestação. Em novo ultrassom, porém, descobriu que eram oito. Apenas no parto tomou conhecimento dos outros dois bebês. Conforme a revista Glamour, o estado de saúde das crianças ainda não foi divulgado. Recentemente, uma mulher do Mali deu à luz nove crianças em um hospital no Marrocos.
- Redação
- 09 Jun 2021
- 15:12h
(Foto: Reprodução Redes Sociais)
Farmacêutico e Mestre em Ciências Farmacêuticas, muito mais que um profissional exemplar, Mússio Pirajá Mattos também era muito querido pelos alunos e colegas de trabalho. No entanto, sua trajetória marcada pela dedicação ao ensino, companheirismo e pela alegria de viver infelizmente foi interrompida. Com apenas 32 anos de idade, Mússio faleceu nessa terça-feira (08) em função do agravamento do seu quadro de saúde. Agora, o que resta é saudade para estudantes, amigos e familiares, especialmente para sua esposa, Daiene, e sua filha pequena. A UFOB, instituição na qual Mússio atuava como professor no Centro das Ciências Biológicas e da Saúde, emitiu uma nota de pesar pelo falecimento e declarou luto oficial de 3 dias. Estudantes do curso de farmácia da UFOB também emitiram uma nota de pesar e afirmaram que a perda do professor é irreparável.
- Redação
- 09 Jun 2021
- 12:36h
Acumulado de 12 meses do INCC é o maior desde novembro de 2003 | Foto: Manu Dias/GOVBA
Integrantes da construção civil estão definindo como desesperadora a nova alta nos custos do setor, divulgada na terça-feira (8) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).
Os custos de construção civil tiveram nova alta em maio, segundo o INCC (Índice Nacional do Custo da Construção), que no acumulado dos últimos 12 meses, teve crescimento superior a 15%, o maior para o período desde novembro de 2003.
Na análise do presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), José Carlos Martins, os índices são desesperadores para o setor.
Ele afirmou que os preços internacionais dos insumos, como aço e cobre, estão acima do normal, e o Brasil tem travas que dificultam a importação, com altos tributos e barreiras técnicas.
“Fica difícil até de saber se esses preços praticados são verdadeiros ou não”, disse, segundo a coluna Painel, da Folha. Apesar da aceleração da construção civil no ano passado, a alta no preço pode causar redução das atividades, com queda de lançamentos e ofertas de imóveis, além de comprometer contratos já firmados.
A alta também é sentida pelos pequenos produtores, conforme avalia o diretor do Ifad (Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola) no Brasil, Claus Reiner.
“Os materiais são usados em construção doméstica e para pequenas estruturas de produção e para os animais, assim como eles sentem os efeitos dos preços de transporte”, afirmou.
- Gabriel Lopes
- 09 Jun 2021
- 11:23h
(Foto: Reprodução)
A CPI da Pandemia recebe nesta quarta-feira (9) o ex-secretário executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, para depoimento. Considerado braço direito de Eduardo Pazuello durante sua gestão, Franco foi demitido da pasta quando Pazuello deixou o ministério. O início da sessão foi para votação de requerimentos de convocação de autoridades e de quebras de sigilo. As cenas de dicussões acaloradas tomaram novamente a tela da TV Senado. Os senadores Marcos Rogério (DEM-RO) e Otto Alencar (PSD-BA) discutiram quando o governista questinou o requerimento apresentado pelo parlamentar baiano para convocar a diretora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Francieli Fortunado. Marcos Rogério chamou Otto de covarde, que então levantou e se dirigiu a Rogério, exaltato e com a mão levantada. A TV Senado cortou o áudio da transmissão e as palavras de Otto não puderam ser ouvidas. Antes, os membros da comissão haviam criticado o sigilo sob documentos enviados à CPI, em especial sobre vacinas. O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM) concordou e pediu mais transparência. O depoimento do general Elcio Franco estava previsto para o dia 27 de maio, mas ele argumento à comissão que ainda estava em processo de recuperação após testar positivo para coronavírus. O depoimento de Elcio Franco começou às 10h47 desta quarta-feira.
- Página 1
- 09 Jun 2021
- 10:22h
No dia 09 de junho é comemorado o Dia Nacional da Imunização. A data tem como objetivo chamar a atenção para a importância das vacinas, tanto para o indivíduo como para a saúde coletiva. De acordo com o Ministério da Saúde, “manter a vacinação em dia, mesmo na fase adulta, é um dos melhores métodos para evitar doenças e infecções.”
Ao entrarem no organismo, as vacinas fazem com o que o sistema imunológico reaja e produza os anticorpos necessários à defesa contra os agentes, o que torna o corpo imune às doenças causadas por eles.
O professor de Biologia do Colégio Marista Arquidiocesano, localizado em São Paulo (SP), Marcos Muhlpointner, responde a algumas dúvidas frequentes sobre as vacinas, principalmente sobre os imunizantes contra a Covid-19.
Como é o caminho para pesquisa e descoberta de uma vacina?
A primeira ação é descobrir o causador da doença, que chamamos tecnicamente, de agente etiológico. No caso da Covid-19 é um vírus. Depois disso, são identificadas as proteínas que compõem esse vírus e o seu código genético. Feito isso, de maneira geral, os cientistas vão descobrir as possibilidades de neutralizar essas proteínas ou uma maneira de inativar o código genético dele.
Como as vacinas da Covid-19 ficaram prontas “tão rápido”? O que mudou na Ciência para acontecer essa agilidade?
Esse foi um tema muito falado na mídia. Os vírus do tipo corona já são estudados há muito tempo e, como eles não são muito diferentes entre si, a tecnologia para estudá-los já estava bem desenvolvida. Isso possibilitou um estudo mais rápido e mais efetivo para a produção e testes dessa nova vacina.
Por que existem vários tipos de vacina (de várias marcas diferentes) para a Covid-19?
Basicamente, as vacinas podem ser feitas com o vírus “vivo”* atenuado, uma espécie de enfraquecimento dele para que ele não cause a doença, mas apenas estimule o corpo a produzir os anticorpos. A outra possibilidade é com o vírus “morto”*, para o nosso corpo desenvolver os mesmos anticorpos.
(* “vivo” e “morto” estão entre aspas, pois os vírus não são considerados seres vivos.)
Algumas vacinas podem ter efeitos colaterais? Por que isso acontece?
Quando o corpo reage produzindo dor ou febre – que são os sintomas mais comuns nas vacinas da Covid-19 – é sinal de que ele identificou a presença do vírus e está reagindo, de maneira positiva, a essa identificação. Alguns desses efeitos são mais fortes como tem acontecido com a AstraZeneca. Isso pode variar entre as pessoas, justamente, porque o corpo reage de modo diferente.
Por que, mesmo depois de vacinadas, as pessoas ainda tem que continuar usando máscaras, álcool gel e fazendo o isolamento social?
A vacina é uma defesa imunológica do nosso corpo. Isso não nos dispensa de termos ações sanitárias, de nos prevenirmos e aos outros. Quando uso a máscara, também estou protegendo quem está próximo de mim, pois posso ser assintomático e não saber que o vírus está no meu organismo. A limpeza das mãos deveria ser algo comum entre nós. Não apenas para esse vírus, mas a higiene delas nos previne de muitas outras doenças. O isolamento tem a intenção de evitar que o vírus circule entre as pessoas enquanto elas não estiverem imunizadas.
A única solução para conter um vírus é a vacina?
Como uma estratégia definitiva sim. No caso da poliomielite, ela foi erradicada nos anos 1980 por causa das campanhas de vacinação em massa que foram feitas no Brasil. Como o vírus da Covid-19 pode ser controlado pelo uso das máscaras, da higiene e do distanciamento – pelo menos nesse momento – essas ações ainda precisam ser tomadas pelas pessoas.
- Francis Juliano
- 09 Jun 2021
- 08:20h
(Foto: Reprodução)
O prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins Filho, postou novo vídeo nas redes sociais com críticas ao governador Rui Costa quanto à segurança pública. Em postagem na noite desta terça-feira (8), Colbert Filho disse que o governo precisa fazer com urgência mudanças no setor. Citando dados publicados na imprensa, o gestor declarou que a Bahia vive “uma triste realidade”, o que inclui Feira de Santana entre os locais penalizados, com 100 mortes violentas nos últimos dois meses. “Nos primeiros três meses do ano, a Bahia teve 1.449 mortes violentas, mais que Rio de Janeiro, São Paulo e Ceará. Esta é a triste realidade da Bahia que, infelizmente, inclui Feira de Santana. Apenas nos últimos dois meses, nossa cidade registrou mais de 100 assassinatos, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia”, declarou. O prefeito também criticou Rui Costa por uma suposta crítica ao aspecto da cidade. ““Feira não é suja e escura como diz o governador Rui Costa. E esse comentário ofende a nossa gente e mostra o quanto desconhece a nossa realidade. Feira está trocando mais de 60 mil luminárias por LEDs agora”, afirmou.
- Rafael Iglesias
- 09 Jun 2021
- 07:38h
(Foto: Divulgação)
Os agricultores brasileiros aplicaram US$ 2,8 milhões em defensivos agrícolas nas plantações de trigo, ao longo do primeiro trimestre deste ano, para evitar que o pão nosso de cada dia ficasse mais caro. E não somente os pães, mas bolos e todas as massas que levam a tradicional farinha na receita. Sem esse importante investimento, pragas e doenças poderiam causar a perda de até 80% da produção do cereal.
"O Brasil tem produzido mais de 5,6 milhões de toneladas em uma área equivalente a mais de 2,1 milhões de campos de futebol. Sem o manejo correto e seguro de insetos, fungos e plantas daninhas com defensivos agrícolas, a colheita poderia ser reduzida a 1,1 milhão de toneladas", afirma o presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), Julio Borges.
Com base nos dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que aponta um valor de 4,1 bilhões para a produção de trigo, a conta para os agricultores seria alta: um potencial prejuízo de até R$ 3,3 bilhões. E que não seria restrito ao campo: sem matéria-prima, também haveria elevação nos preços de derivados do trigo e até de medicamentos que utilizam o gérmen dos grãos.
"As doenças causadas por fungos, em especial, atormentam os produtores rurais. A ferrugem da folha e a mancha marrom, por exemplo, ocasionam uma quebra potencial de 50% e 80% na safra, respectivamente. O oídio e a mancha amarela, por sua vez, têm prejuízos estimados em 40% da colheita. São números preocupantes", destaca a diretora-executiva do Sindiveg, Eliane Kay.
E a atenção não se concentra apenas nos fungos, mas também nos insetos – como o coró, lagartas, pulgões e percevejos – e nas ervas daninhas – como o azevém. "Enquanto os insetos, pequenos inimigos, têm uma grande capacidade destrutiva, as plantas invasoras causam uma competição por nutrientes que acaba prejudicando o desenvolvimento ideal do trigo", explica Eliane.
A solução para essa ameaça iminente é proteger o cereal. A indústria, por meio da ciência e da tecnologia, está empenhada em auxiliar os agricultores a vencer mais esse desafio. "Temos em nosso país recursos modernos para controlar pragas, doenças e daninhas, que se espalham facilmente devido ao clima tropical – propício para a disseminação – e rapidamente podem criar resistência", salienta a diretora.
Eliane aponta que defensivos, usados de forma correta e segura, protegem o trigo sem causar prejuízo à qualidade do cultivo e à segurança do alimento oferecido à população. "Antes de serem comercializadas, as soluções são testadas e submetidas a longo e rigoroso processo de avaliação. Essa é a garantia de que esses insumos são benéficos para agricultores, comerciantes e consumidores", finaliza.
Mais de 80% das 5.604.158 toneladas de trigo produzidas no Brasil estão concentradas em dois estados: Paraná (43% do total) e Rio Grande do Sul (40%). Há ainda colheita importante em São Paulo (7%), Minas Gerais (4%) e Santa Catarina (3%). Outros quatro estados também se dedicam a cultura: Goiás (1,2%), Mato Grosso do Sul (0,8%), Bahia (0,3%) e Distrito Federal (0,1%).
- Sabine Righetti e Estêvão Gamba | Folhapress
- 09 Jun 2021
- 07:26h
(Foto: Reprodução)
Uma em cada cinco pessoas com mais de 70 anos não completou a vacinação contra Covid-19 no país. As informações, extraídas do DataSUS (sistema de informações do Ministério da Saúde), mostram que há grupos prioritários ficando para trás na imunização para o controle da pandemia.
Entre os brasileiros acima dos 70 anos, 2,6 milhões nessa faixa etária começaram o processo vacinal, mas não concluíram a imunização com a segunda dose.
Na prática, 3,6 milhões de brasileiros com mais de 70 anos não estão completamente imunizados contra Covid-19 no país, já que cerca de 1 milhão não tomaram nem a primeira dose. Isso representa um quarto dos brasileiros nessa faixa etária --há 13,5 milhões de pessoas no Brasil acima dos 70 anos, de acordo com a estimativa populacional da Campanha Nacional de Vacinação contra a Covid-19.
As informações foram tabuladas com exclusividade para a reportagem, considerando todos os vacinados contra a Covid-19 acima de 70 anos no país desde o início da campanha (em 17 de janeiro) até 30 de maio.
É importante que todos os vacinados tomem a segunda dose porque só assim é garantida a eficácia máxima dos imunizantes.
No Brasil, integraram os primeiros grupos prioritários na imunização os profissionais de saúde, os indígenas, as pessoas com deficiência institucionalizadas e os idosos (acima de 60 anos). Isso foi definido no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 .
Os idosos que vivem em espaços como casas de repouso foram os primeiros vacinados. Depois, a vacinação se deu em ordem decrescente por faixa etária. A maioria dos imunizados no país com mais de 85 anos recebeu a primeira dose em fevereiro. Já a maior parte dos vacinados com idade entre 70 anos e 85 anos no país começou o processo vacinal em março.
O problema é que as pessoas mais velhas que perderam a vacina estão ficando para trás --e a vacinação segue para os grupos prioritários seguintes (por exemplo, de adultos com comorbidades). Entre quem passou dos 90 anos, por exemplo, menos de 80% tomou a primeira dose da vacina contra Covid-19.
"Os grupos prioritários existem por um motivo: são pessoas com maior risco de exposição ou pessoas que, ao se exporem, correm maior risco de adoecer gravemente e morrer. Aqui se encaixam os idosos", diz Natália Pasternak, microbiologista da USP.
Segundo estudo recente que olhou para a população de SP, o risco de internação e morte por Covid de pessoas com mais de 80 anos era cerca de quatro vezes maior do que nas pessoas com 60 anos ou menos.
"O buraco de um milhão de idosos que não tomaram nem a primeira dose --menos de 10% do total-- pode ser impacto direto do negacionismo. Podem ser pessoas que não quiseram tomar vacina, não acreditam em vacina", diz Pedro Hallal, epidemiologista da Universidade Federal de Pelotas e colunista da Folha.
"Ninguém vira negacionista depois de tomar primeira dose. Então quem não voltou é impacto de desorganização do cronograma, de não ficar claro que é preciso voltar para segunda dose, de não ter um sistema de lembrete para segunda dose. Fica somente nas costas da pessoa que ela tem de voltar."
A quantidade de pessoas com mais de 70 anos que não concluíram ou que ainda nem começaram a imunização contra Covid-19 varia pelo país. Três estados --Rio de Janeiro, Amazonas e Santa Catarina--, por exemplo, não atingiram 90% da população nessa faixa etária nem com a primeira dose. São os piores cenários do país.
Já no Acre, que vacinou 92% da sua população acima de 70 anos com a primeira dose, menos da metade (49,4%) desse grupo etário completou a imunização com a segunda dose.
Entre os vacinados acima de 70 anos, oito em cada dez receberam Coronavac, vacina que tem intervalo estipulado de 28 dias entre as doses. O restante foi imunizado com Oxford/AstraZeneca, que tem três meses de intervalo entre as doses. Os vacinados com Pfizer nessa faixa etária até 30 de maio não chegam a 0,1% do total.
Para Pasternak, é preciso buscar ativamente essa população, com campanhas publicitárias e serviços de acompanhamento. "Busca por aplicativo, por telefone, lembrando as pessoas de se vacinarem, de voltarem para a segunda dose."
Isso é feito, por exemplo, nos Estados Unidos. De acordo com a epidemiologista Denise Garrett, do Instituto Sabin (EUA), vacinados saem da primeira dose naquele país com a segunda etapa agendada --e são notificados por mensagem com um lembrete. "Há busca ativa dos que não aparecerem para a segunda dose."
Nos EUA, oito em cada dez adultos com mais de 65 anos (um universo maior de pessoas do que a análise feita no DataSUS) já está completamente vacinado. Do restante da população nessa faixa etária, metade já tomou pelo menos uma dose. Os dados são do CDC, Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos.
Imunizar a maior quantidade de pessoas por grupo prioritário é importante no controle da pandemia como um todo. Recentemente, pesquisa do Instituto Butantan no município de Serrana (SP) mostrou que a pandemia começa a ser controlada com mais de 75% da população vacinada. Na cidade, 95,7% dos adultos foram vacinados.
O Ministério da Saúde informou que todas as campanhas sobre Covid-19 ressaltam a importância da vacinação e, também, que estuda fazer uma campanha específica para quem deveria ter tomado a 2a dose do imunizante mas, por algum motivo, ainda não a tomou.
Não há informação sobre campanhas específicas do Ministério da Saúde para idosos que ainda não tenham se vacinado ou completado a vacinação contra Covid-19. No seu site, o ministério informa que "o ritmo da vacinação está acelerando".
O rastreamento dos vacinados contra Covid-19 nos dados do DataSUS é possível porque cada pessoa imunizada é registrada no sistema com um código individual de identificação, ao qual estão ligadas informações sobre idade, dose da vacina recebida e grupo prioritário.
- Levi Vasconcelos
- 09 Jun 2021
- 07:21h
O secretário Fábio Vilas-Boas (Saúde) usou o Twitter para aplaudir a chegada da Sputinik V, finalmente aprovada pela Anvisa sexta passada:
“É uma vitória do bom senso sobre o preciosismo tecnoburocrático. O voto do relator deixa claro que a preponderância das condições epidemiológicas se fez valer sobre as rigorosas exigências técnicas que vínhamos apotando serem descabidas no momento atual”.
A liberação da Suptinik é boa notícia, mas um alento apenas. O foco das autoridades de saúde agora com Fábio à frente é a esperada piora que se avizinha com o São João.
Na roça
Ele diz que tudo ao alcance para mitigar os efeitos já foi feito:
— Já suspendemos as festas em praça pública, já suprimimos transporte e estamos nos preparando para o pior. Ano passado o São João deu um pique nos casos de Covid. Esse ano o cenário é piorado, porque os hospitais estão superlotados.
Diz Fábio que é impossível impor uma fiscalização ampla e irrestrita num tipo de festa por natureza fragmentada em fazendas e sítios:
— Só nos resta esperar pelo bom senso. Já que alguns vão para sítios e fazendas, que procurem os espaços mais abertos, os terreiros ao invés das varandas.
Como complicador, teve o feriado de Corpus Christi, semana passada, em que pontos turísticos baianos lotaram de ponta a ponta. O efeito vai embolar justamente com o São João.
- Redação
- 08 Jun 2021
- 18:13h
(Foto: Reprodução)
Uma investigação sigilosa da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), entidade responsável por analisar e aprovar os estudos científicos no Brasil, constatou uma série de irregularidades no ensaio clínico que aplicou proxalutamida em pacientes com Covid-19 no Amazonas. O remédio foi utilizado em Manaus, entre 2 de fevereiro e 22 de março, e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) chegou a chamar a substância de "nova cloroquina".
Com isso, segundo o blog de Malu Gaspar, no jornal O Globo, um relatório com os resultados da apuração deve ser enviado ao Ministério Público, à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ao Conselho Federal de Medicina (CFM) para pedir a abertura de um inquérito para investigar suspeitas de fraude e falhas graves.
Mas, antes, a comissão deu aos organizadores do estudo uma oportunidade de fornecer informações que justificassem as falhas detectadas e esclarecessem as suspeitas dos conselheiros. No entanto, o prazo limite até o último dia 31 não foi atendido. O conselho, então, deu um novo prazo até a próxima semana.
O ESTUDO
De acordo com a publicação, quando o estudo foi apresentado, as informações divulgadas despertaram suspeitas de fraudes e falhas graves em especialistas, a exemplo da morte de um número alto de voluntários, que deveria ter levado à suspensão da pesquisa e não levou. Ao analisar o caso, o Conep identificou que todas as premissas do protocolo submetido ao conselho foram descumpridas.
O grupo de pesquisadores, liderado pelo médico Flávio Cadegiani, registrou o estudo como se ele fosse realizado em hospitais de Brasília, mas ele se procedeu em Manaus e outras cidades do Amazonas. Outra mudança em relação ao planejamento e a prática foi que o protocolo previa testar a proxalutamida em menos de 300 pacientes com Covid-19 moderada, mas os autores a aplicaram em 615 pacientes graves. Além disso, só quando submeteram os dados finais à comissão, em maio, os autores informaram a ocorrência de "mais de 200 óbitos".
“A impressão que a gente tem é a de que eles nem sabem quantos morreram” (...) “Parece que perderam absolutamente o controle da situação”, disse um dos envolvidos na apuração. Os pesquisadores disseram à comissão que a alta taxa de mortalidade é decorrente do momento do estudo, que foi concomitante ao colapso no sistema de saúde de Manaus.
- Com informações da Agência Câmara de Notícias.
- 08 Jun 2021
- 17:10h
Com igualdade em votos a favor e contra, desempate coube ao relator | Foto: Creative Commons
A comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira o texto-base de proposta favorável à legalização do cultivo no Brasil, exclusivamente para fins medicinais, veterinários, científicos e industriais, da Cannabis sativa, planta também usada para produzir maconha. Foram 17 votos favoráveis e 17 contrários, e o desempate coube ao relator, deputado Luciano Ducci (PSB-PR), conforme determina o Regimento Interno. Falta votar destaques que podem alterar o substitutivo de Ducci ao projeto original do deputado Fábio Mitidieri (PSD-SE) e um apensado.
- Informações do Correio 24h
- 08 Jun 2021
- 16:08h
(Foto: Reprodução)
Pelo segundo ano consecutivo, o São João não vai poder ser comemorado, por conta da pandemia do novo coronavírus. Ao todo, de 18 cidades com tradição nos festejos juninos procuradas pelo CORREIO, as perdas para a economia baiana são de mais de R$ 133 milhões. Mas, segundo o Observatório da Economia Criativa da Bahia (OBEC-BA), com base no cálculo das prefeituras do estado, estima-se que quase R$ 1 bilhão deixe de circular na Bahia sem as festas de São João.
Na avaliação do publicitário Gabriel Carvalho, criador do site São João na Bahia e especialista nesse festejo popular, há uma ‘democratização’ nos lucros das festas juninas. “É uma celebração onde todo mundo ganha. Estima-se que a movimentação financeira chegue próximo a R$ 1 bilhão na Bahia. Isso sem contar nos milhares de empregos gerados que a gente nem consegue contabilizar direito, pois envolve desde o comércio ao vendedor ambulante, passando pelas pequenas industrias, os artistas e a economia criativa”, explica.
Só em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), são mais de R$ 60 milhões que o município deixará de ganhar. No Recôncavo, na cidade de Cruz das Almas, são mais de R$ 30 milhões perdidos. Já em Santo Antônio de Jesus, segundo estimativas do setor, a festa na cidade costuma movimentar cerca de R$ 10 milhões. Por sua vez, em Amargosa, no Vale do Jiquiriçá, em torno de R$ 20 milhões não vão circular na cidade em 2021 por causa da pandemia.