Ao invés de 201,2 mil doses da Pfizer, chegaram 183 mil; estado espera outra remessa com 143,4 mil doses de CoronaVac | Foto: Divulgação/Sesab
A Bahia recebeu na madrugada desta sexta-feira (18) novas doses da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Pfizer/BioNTech. Ao invés das 201,2 mil doses prometidas inicialmente pelo governo federal, o lote enviado continha 183,6 mil doses. Outra remessa com 143,4 mil doses da vacina CoronaVac, produzida pela Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan, deve chegar ao estado na manhã desta sexta. “Vou seguir, ao lado do governador Rui Costa, lutando para ninguém fique para trás”, disse nesta sexta o secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas. Após passarem pela análise de equipes da Coordenação de Imunização do Estado, os imunizantes recebidos começarão a ser distribuídos para as regionais de saúde. Aeronaves do Grupamento Aéreo da Polícia Militar e da Casa Militar do Governador ajudam no translado.
Decisão foi tomada foi tomada por conta de uma dívida no aluguel de um imóvel | Foto: Reprodução Youtube
A Justiça determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do pastor Valdemiro Santiago, fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus. A decisão foi tomada foi tomada por conta de uma dívida no aluguel de um imóvel em Carapicuíba, na Grande São Paulo, no qual funcionava um templo da Mundial. As informações são do portal Uol.
De acordo com a publicação, o proprietário do imóvel cobra cerca de R$ 248 mil da igreja, entre aluguéis e encargos. O advogado do locador, Carlos Alberto Pereira, disse à Justiça haver indícios de que valores doados pelos fiéis foram “ocultados” nas contas bancárias de Valdemiro. O sigilo foi quebrado pela Justiça justamente para descobrir se há confusão patrimonial entre as contas da igreja, do apóstolo e do ex-presidente.
Em sua defesa, Valdemiro disse que não pode ser alvo da cobrança, pois não faz parte do estatuto social da igreja e tampouco assinou o contrato de locação como fiador. O apóstolo disse ainda que o proprietário do imóvel não apresentou nenhum indício de haver confusão patrimonial entre as suas contas e as da igreja. “São apenas suposições construídas pela mídia.”
Um casal foi flagrado com cerca de 16 kg de entorpecentes, nesta quarta-feira (16), em Luís Eduardo Magalhães. Eles foram encontrados por equipes da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe) Cerrado após uma denúncia anônima.
Segundo a Secretaria de Segurança Política (SSP-BA), os militares foram até o bairro de Mimoso 3 após saber que uma mulher usava um veículo para distribuir drogas no local. O subcomandante da especializada, capitão Jeferson Fernando Gomes Pio, disse que ela comercializava os entorpecentes para o companheiro.
“Chegamos até a traficante seguindo as características do automóvel. Ela foi flagrada com uma parte dos entorpecentes e informou que guardava mais, em um imóvel, onde morava com o marido, no bairro de Jardim das Acácias”, contou o capitão, acrescentando que o esposo dela foi encontrado no local e também preso em flagrante.
Com o casal foram apreendidos sete quilos de maconha, seis quilos de cocaína, dois quilos e meio de crack, uma balança, dois celulares e um veículo. A dupla e os materiais foram apresentados no Distrito Integrado de Segurança Pública (Disep) da cidade. Autuados por tráfico de drogas e associação ao tráfico, o casal segue à disposição da Justiça.
APREENSÃO NO RECÔNCAVO
Ainda ontem, equipes da 20ª CIPM (Santo Amaro) localizaram quatro traficantes durante rondas ostensivas no município de Amélia Rodrigues. De acordo com o comandante da unidade, major Roberto Castro, o grupo vendia drogas na rua da Pedreira, no bairro de Rimueta.
Com o quarteto foram apreendidos 85 pinos de cocaína, 27 recipientes com crack, 70 porções de maconha, duas munições, R$ 120, um facão e um blusão rajado. Os criminosos foram encaminhados para a Delegacia Territorial (DT) da cidade. De acordo com o delegado titular, Idelfonso Gomes Monteiro Neto, eles foram autuados por tráfico de drogas e associação ao tráfico. Um dos indivíduos possui passagens pelo mesmo crime e porte ilegal de arma.
A prisão é temporária, mas pode ser prorrogada após os cinco dias iniciais | Foto: Reprodução
A nova etapa da Operação Faroeste deflagrada na manhã desta quinta-feira, prendeu em Barrerias, um homem acusado de operar propina para um juiz que está preso desde o ano passado e que foi denunciado por participação no esquema criminoso que envolve a venda de sentenças.
Também foram feitas buscas em endereços ligados ao suposto operador. As medidas cautelares são decorrentes de representação da Procuradoria Geral da República (PGR) e foram determinadas pelo relator do caso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), o ministro Og Fernandes. As evidências probatórias reunidas pela Polícia Federal sinalizam que o valor solicitado alcançaria R$ 2,2 milhões.
A prisão é temporária, mas pode ser prorrogada após os cinco dias iniciais, se ficar comprovada a necessidade de extensão desse prazo. Na representação em que requereu as medidas, a PGR enfatizou a participação do aludido operador no microssistema criminoso, que incluiu a anulação e restabelecimento de decisões administrativas e de liminares, além da adulteração de documentos e movimentações bancárias por envolvidos no esquema.
A intenção, com as as medidas cautelares é recolher elementos que permitam a continuidade da investigação acerca dos possíveis crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
Momento de tristeza na Joia do Sertão Baiano nesta quinta-feira (17). Aos 55 anos, partiu Adeilton Santos da Silva, o Galego Santos. Diagnosticado com a COVID-19, Galego estava no Hospital Geral de Vitória da Conquista. Presidente da Movearte, onda fabrica e comercializa móveis planejados, Galego Santos também teve um olhar direcionado para comunidades carentes e sempre fez ações para levar melhores condições de vidas, seja aos finais do ano com quando se veste de Papai Noel e distribuí presentes, como também em outros momentos. Ele deixa esposa, filhas e milhares de amigos.
Serão mobilizados 7,5 mil agentes na ação, sendo 7 mil no interior e 500 na capital | Foto: Reprodução
Com o objetivo de fiscalizar e coibir a realização de festas juninas e, consequentemente, aglomeração de pessoas, a Polícia Militar da Bahia deflagrou a Operação São João.
A ação ocorre em todo o estado, com maior destaque no interior baiano, e busca cumprir o decreto estadual que proíbe a reunião de pessoas, com a intenção de conter a disseminação do coronavírus, que provoca a Covid-19.
De acordo com o representante do Comando de Operações da PM, major Edmundo Assemany, serão mobilizados 7,5 mil agentes na ação, sendo 7 mil no interior e 500 na capital. O investimento na operação é de R$ 1,1 milhão.
“O objetivo é fazer cumprir o decreto estadual que proíbe aglomeração em festas durante o período junino. A gente espera o bom senso da comunidade para que se evite aglomerações em festa para evitar a proliferação do vírus. Preferimos agir de forma preventiva, fazendo a parte educacional, evitando que essas festas aconteçam”, disse.
Denúncias podem ser feitas por meio do telefone 190 ou pelo Disque Denúncia no canal 181. “A Polícia Militar vai agir para interromper, caso ocorra esse tipo de aglomeração”, garantiu o major.
Estado reforça racismo religioso histórico ao associar rituais de candomblé a satanismoPolícia Civil do DF enviou imagens de suposto ritual | Foto: G1
Em perseguição ao baiano Lázaro Barbosa, de 32 anos, nascido em Barra do Mendes e suspeito da chacina que vitimou uma família em Ceilândia, a Polícia Civil do Distrito Federal (PC-DF) teria incorrido em racismo religioso ao associar algumas fotos de um assentamento de candomblé com rituais satânicos. Essa é a opinião de especialistas consultados pelo Bahia Notícias sobre o fato, que gerou polêmica nas redes sociais nesta quarta-feira (16).
A PC-DF já tinha declarado, na segunda-feira (14), para o portal G1, que Lázaro era satanista, sem explicar exatamente o que apontava para essa definição, apenas dizendo que foram encontrados indícios de que o suspeito participa desse tipo de ritual.
Na manhã desta quarta-feira (16), o órgão afirmou que uma das vítimas foi assassinada por Lázaro em um "ritual satânico". Como provas disso, a PC-DF publicou fotos que seriam de objetos utilizados em cerimônias demoníacas, encontrados perto de um riacho e também no imóvel em que morava a mãe do suspeito, no interior de Goiás.
Ao publicar as imagens nas redes sociais, o Bahia Notícias foi alertado por diversos leitores de que muitos dos objetos não tinham relação com rituais satânicos, mas sim com assentamentos do candomblé. Para o advogado e professor de Direito da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Samuel Vida, a Polícia Civil se precipitou ao fazer a associação entre as religiões de matrizes africanas e o satanismo.
“Algumas das fotos remetem a alguns elementos da ritualística e da simbologia das religiosidades de matrizes africanas. Se de fato foram encontradas na casa da mãe dele, pode ser um indicativo de que a mãe de Lázaro tem alguma conexão religiosa com esse campo. O que não implica que ele tenha. Não dá para imediatamente estender essa relação e ele”, disse o advogado, que também é ogã de Xangô em um terreiro de candomblé de Salvador.
Ainda segundo Samuel Vida, as oferendas encontradas na beira de um riacho próximo ao local em que teria ocorrido um dos assassinatos podem não ter qualquer relação com o crime, visto que esses locais são considerados sagrados pelo candomblé e seria natural encontrar esses objetos nas proximidades.
“Riachos e cachoeiras são locais tradicionais de oferenda praticados pelo campo religioso de matriz africana. Portanto, o fato de serem encontradas lá, nesse local, evidências do culto não pode ser associado imediatamente a Lázaro. Provavelmente, em qualquer riacho ou cachoeira em locais onde exista a prática do candomblé, você vai encontrar pratos, velas, evidências de oferendas que nada têm a ver com sacrifício humano ou práticas criminosas. Então pode ser uma evidência muito frágil”, afirmou.
Para o professor de Direito da UFBA, ainda que Lázaro tenha uma relação com umbanda ou candomblé, isso não autoriza ninguém a conectar a prática delituosa dele com a religiosidade de matrizes africanas.
“Até porque, quando um padre é acusado de pedofilia, ninguém vai dizer que a religião católica cultua a pedofilia ou incentiva seus sacerdotes a praticarem. E olhe que isso acontece em casos numerosos! E nem por isso se permite essa associação, porque seria leviana. É evidente que qualquer religião pode ter pessoas criminosas ou pessoas adoecidas mentalmente que pratiquem crimes”, apontou.
O historiador e fundador do Coletivo de Entidades Negras (CEN) Marcos Resende também criticou a associação feita entre candomblé e satanismo realizada pela Polícia do DF. Para ele, as polícias brasileiras são redutos tradicionais de reprodução do racismo religioso no país.
“Existe uma prática antiga, que ainda se consolida em alguns nichos da Polícia, de que tudo que é do candomblé é tratado como ritual satânico. Mas, no candomblé, nós não acreditamos sequer em satanás. Eles chamam de ritual satânico ou de 'magia negra'. Inclusive, isso não combina, não tem ligação com o que nós somos. Mas é fruto do histórico do nosso país transformar tudo que é do candomblé em algo negativo. Tudo que é de negro, né?”, lamentou Resende.
“O que eu acredito que aconteceu aí é justamente mais uma ação do racismo que se estabelece ao longo da história do nosso país, com relação à negritude e às práticas do povo negro. E que demonstram, de novo, que uma parte do que acontece nas decisões adotadas, por alguns policiais e também pelo sistema de justiça, é baseado nesse campo do racismo estrutural, que olha o corpo negro como um corpo em crime. Ou a religião do negro como uma religião de pecado ou de algo negativo”, finalizou o historiador.
A CONSTRUÇÃO DO RACISMO
Samuel Vida avalia que o racismo religioso no Brasil tem três grandes motores: a origem no período colonial, com a associação feita pela Igreja Católica; a ampliação do problema com as teses científicas racistas do início do século XX; e o momento atual, com o avanço das organizações neopentecostais a partir dos anos 1980.
“Durante o período colonial e imperial, a Igreja Católica sempre desenvolveu práticas de hostilização e desqualificação dessas manifestações religiosas, atribuindo a elas um descrédito, predicados negativos baseados na teologia cristã. Então, associar as entidades divinas das religiões de matrizes africanas a demônio se originam remotamente desse tipo de postura”, analisou o professor.
Depois, já na República, no início do século XX, a perseguição às religiões de matrizes africanas ganhou uma máscara científica, com base na tese do criminoso nato, do cientista italiano Cesare Lombroso.
“Aqui no Brasil, Lombroso teve um grande seguidor que foi Nina Rodrigues, que reproduz essas teses, junto com sua escola, seus discípulos, sobretudo na Bahia, mas também no Rio de Janeiro. Ele produz uma leitura antropológica que associa as religiões de matrizes africanas a doença mental, a práticas degenerativas, a manifestações que estariam na fronteira da criminalidade”, explicou o advogado.
Durante todo esse tempo, o estado manteve-se atuante como reprodutor do racismo religioso, especialmente com a atuação das polícias. O delegado Pedro Gordilho, mais conhecido como Pedrito, ficou famoso em Salvador, na década de 1920, por fechar terreiros de candomblé, confiscar objetos religiosos e prender sacerdotisas afro-brasileiras.
“O Estado brasileiro cumpriu um papel decisivo, reforçando essa ideia da criminalização, associando práticas delituosas aos ritos religiosos de matrizes africanas. Até 1976, os terreiros, para praticar qualquer rito público, dependiam de autorização policial. Essa norma foi revogada durante o governo de Roberto Santos, a partir da mobilização do povo de santo”, opinou Samuel.
Alguns dos materiais religiosos apreendidos por Pedrito nos anos 1920 estiveram, até o final da década de 1980, no Museu do Crime, do Departamento de Polícia Técnica (DPT) da Bahia, quando foram recuperados pela atuação de organizações do movimento negro, em conjunto com o Ministério Público.
O terceiro motor, segundo Samuel Vida, se inicia nos anos 1980, que coincide com a expansão das religiões neopentecostais, como a Igreja Universal do Reino de Deus, que assumiu um discurso agressivo de demonização das religiões de matrizes africanas desde o início.
“O bispo da Universal, Edir Macedo, é autor de um livro de ampla circulação chamado ‘Orixás: Deuses ou Demônios’. Nós chegamos a questionar a circulação desse livro no Supremo Tribunal Federal, porque a liberdade de expressão não deveria comportar discurso de ódio”, criticou o advogado.
O PAPEL DA IMPRENSA
Perguntado sobre qual seria o papel da imprensa na construção e na desconstrução do racismo religioso, o professor Samuel Vida afirmou que o jornalismo pode ser muito útil pela disseminação de informações qualificadas, devidamente ponderadas e pesquisadas, diferentemente do que já foi feito pelos jornais do passado.
“Ao longo do tempo, nós vamos ter dois papéis cumpridos pela imprensa. No primeiro momento, a imprensa foi aliada da repressão. Se a gente pesquisar os jornais do final do século XIX e das primeiras décadas do século XX, nós vamos encontrar os órgãos de imprensa alinhados com o discurso da Igreja Católica e do Estado, cobrando medidas repressivas e divulgando de forma sensacionalista prisões de lideranças negras”, relatou o ogã de Xangô.
“No segundo momento, nós vamos ter o papel destacado de um jornalista, um intelectual negro, que é o Edson Carneiro. A imprensa vai cobrir o Congresso Afro-Brasileiro, realizado na Bahia, de uma forma bem mais respeitosa, dando voz, oportunizando que lideranças religiosas, antropólogos e sociólogos desmistificassem o preconceito”, continuou.
Samuel defende a necessidade de se ouvir as pessoas do candomblé e das demais religiões de matrizes africana antes da divulgação de informações que podem atingir os praticantes da doutrina. Por outro lado, apesar disso, ele não espera que a imprensa defenda sua religiosidade.
“Nossa expectativa é que a imprensa se mantenha no campo de quem informa. Não tem que tomar partido, nem promover. A imprensa não tem dever nenhum de nos promover, até porque o candomblé não é uma religião de proselitismo. Mas a imprensa tem o dever de informar de maneira isenta, fundamentada, pesquisada e garantindo oportunidade de manifestação das pessoas”, finalizou o professor.
Bombeiros também devem ser beneficiados, sem a necessidade de pagamento de entrada no financiamento de imóveis | Foto: Repreodução
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta quinta-feira (16) a apoiadores que está estudando liberar uma “taxa lá embaixo” para policiais militares comprarem a casa própria. De olho na eleição presidencial em 2022, Bolsonaro acena para alguns setores da sociedade com benefícios governamentais para aumentar a sua popularidade. “Está sendo conversado com a Caixa, praticamente acertado, um financiamento bom para vocês. Taxa de juros lá embaixo, para vocês entrarem na casa própria. A Caixa está com a menor taxa de juros no mercado. Menor mesmo, não é um pouquinho abaixo do normal não”, afirmou o presidente. Além dos policiais militares, os bombeiros também devem ser beneficiados, sem a necessidade de pagamento de entrada no financiamento de imóveis
Na tarde da última terça-feira (15), a Polícia Militar (PM) prendeu dois jovens suspeitos de vandalismo no cemitério de Igaporã. Segundo informações passadas ao Livramento Hoje, pela polícia militar, os dois jovens de 26 e 22 anos, foram encontrados após denúncia de violação de uma sepultura do cemitério da cidade. A prática de vandalismo foi filmada pelos próprios autores que divulgaram nas redes sociais. No vídeo, um dos autores caminhava sobre os túmulos enquanto o outro filmava. No vídeo é possível ver que, uma das placas de pedra cedeu e ele caiu dentro da sepultura. Os jovens confessaram o crime e foram conduzidos para a delegacia da cidade, juntamente com os proprietários da sepultura violada para adoção das medidas cabíveis. O crime de violação ou profanação de sepultura ou urna funerária está previsto no Art. 210 do Código Penal Brasileiro, com Pena – reclusão, de um a três anos, e multa. Violar é conceituado como ato de abrir ou devassar arbitrariamente. Profanar, que é ultrajar, desprezar, como por exemplo: jogar sujeira sobre o caixão. Veja o vídeo
Maia ainda declarou que considera "equívoco" a ampliação de cargos em comissão e funções de confiança dos deputados | Foto: Reprodução
O relator da reforma administrativa, Arthur Maia (DEM-BA), defendeu na Comissão Especial da Câmara a inclusão de todas as categorias na proposta. Para ele, juízes, integrantes do Ministério Público, parlamentares, Forças Armadas devem fazer parte do texto analisado pelo Congresso. “De certa forma, até as pessoas que estão incluídas na PEC se sentem prejudicadas pela não inclusão dessas categorias, que seriam o regime jurídico da magistratura, dos membros do Ministério Público, dos membros dos tribunais de contas, dos titulares de mandatos eletivos e dos militares. Esse é um tema que teremos que enfrentar aqui”, afirmou o parlamentar em entrevista ao jornal O Globo. Maia ainda declarou que considera “equívoco” a ampliação de cargos em comissão e funções de confiança dos deputados.
O secretário de Saúde, Fábio Vilas-Boas, usou as redes sociais para mostrar sua preocupação em relação a distribuição irregular de vacinas contra a Covid-19 entre os municípios baianos.
“Convoquei para hoje uma reunião extra da CIB (Comissão Intergestores Bipartite), para que passemos a distribuir proporcional da população do município, e exclusivo por idade”, escreveu o secretário em sua conta no Twitter, na manhã desta quinta-feira.
Segundo Vilas-Boas, os critérios adotados pelo Ministério da Saúde “tem induzido assimetrias cada vez mais graves entre os municípios”. Nos últimos dias várias cidades suspenderam a aplicação da primeira dose do imunizante. Salvador, por exemplo, sofre com estoque baixo e aposta em mutirões para aplicação da segunda dose
Nesta quarta-feira (16), os Correios lançam a “Emissão Especial Auto da Compadecida”, clássico texto teatral escrito por Ariano Suassuna que retrata a cultura popular e nordestina brasileira. O lançamento virtual do selo será transmitido ao vivo no YouTube, durante as comemorações dos 50 anos do Movimento Armorial - que tem Suassuna como um de seus fundadores -, e também em homenagem ao aniversário do escritor paraibano, falecido em 2014.
Auto da Compadecida é uma peça de teatro em forma de auto, em três atos, escrita em 1955. Sua primeira encenação aconteceu em 1956, no Recife, em Pernambuco. A peça projetou Suassuna em todo o país e teve três adaptações cinematográficas. Em 1999, foi apresentada como uma minissérie de TV, sendo a versão mais conhecida, que também foi levada ao cinema. Com personagens marcantes e folclóricos, como João Grilo, Chicó, Cangaceiro, Encourado, Manuel (Jesus Cristo) e a Compadecida - que intercede por todos no julgamento -, é considerada, na visão de muitos críticos de teatro, uma das mais importantes obras da moderna dramaturgia brasileira.
Por trazer uma visão questionadora sobre a cultura popular e a tradição religiosa, o Auto da Compadecida recebeu severas críticas de diferentes setores sociais na época de seu lançamento. Porém, o texto de Suassuna se mostra cada vez mais atual, como explica Carlos Newton Júnior Poeta, ensaísta e professor universitário recifense, estudioso da obra do escritor. “As críticas passaram e a peça ficou, prova de que o Auto da Compadecida possui aquele quê de humanidade que atribui, a toda grande obra de arte, um aspecto supratemporal, uma verdade permanente”.
Nos anos seguintes, com o apoio de Suassuna, o Movimento Armorial foi idealizado com objetivo de valorizar as manifestações artísticas nordestinas, advindas da cultura popular. O movimento se apresenta por meio de várias expressões como música, dança, literatura, artes plásticas, teatro, cinema, arquitetura e xilogravura.
Sobre o Selo – A peça retrata uma espécie de emblema com as características da estética armorial. A arte é assinada pela esposa do dramaturgo, Zélia Suassuna, pelo filho Manuel Dantas Suassuna e pelo designer gráfico Ricardo Gouveia de Melo. Os autores afirmam que a estampa "foi associada ao amor imortal que uniu e seguirá a unir Zélia e Ariano". Através de uma composição digital, o selo utiliza um desenho de Zélia que ilustrou a capa da mais recente edição da peça, lançada pela editora Nova Fronteira.
Com tiragem de 180 mil exemplares e valor unitário de 1º Porte da Carta (R$ 2,10), o selo está disponível para venda na loja virtual e, em breve, nas principais agências dos Correios. É possível também conferir o lançamento nas redes sociais do Correios.
As Atenções Primárias à Saúde de 36 municípios da Bahia receberão incentivo financeiro de cerca de R$ 1,9 milhão do Programa Previne Brasil, do Ministério da Saúde. A portaria que prevê a transferência de recursos foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (16). Segundo o Ministério, o objetivo do programa é ampliar o acesso e qualificar o atendimento nos mais de 41 mil postos de saúde do país. Esses 36 municípios receberão, juntos, R$ 1.953.594,60 no segundo quadrimestre do ano de 2021. Os municípios baianos contemplados são: Barro Alto; Bom Jesus da Lapa; Bom Jesus da Serra; Bonito; Capim Grosso; Coaraci; Contendas do Sincorá; Dom Macedo Costa; Elísio Medrado; Gavião; Gongogi; Governador Mangabeira; Ibicaraí; Ibiquera; Ichu; Itabela; Itagimirim; Itamaraju; Itaquara; Itororó; Jaborandi; Jacaraci; Jandaíra; Jitaúna; Jussari; Licínio de Almeida; Maetinga; Matina; Mirante; Nova Ibiá; Piripá; Poções; Presidente Dutra; Presidente Jânio Quadros; São Félix; São Félix Do Coribe. O dinheiro será transferido mensalmente do Fundo Nacional de Saúde aos Fundos Municipais e Distrital de Saúde e o cálculo levou em consideração a população de cada cidade. O Ministério informou que os valores variam de R$ 5 mil a R$ 5 milhões de um total de mais de R$ 416 milhões, de acordo com o índice populacional.
A Polícia Civil investiga o envenenamento de vários cachorros em Luís Eduardo Magalhães. O crime ocorreu na última sexta-feira (11), no vilarejo Novo Paraná, e um homem suspeito já foi identificado. De acordo com o G1, foram mais de 20 cachorros mortos dentro de 24 horas. Uma moradora da região disse que não é a primeira vez que isso acontece. Procurada pelo Bahia Notícias, a assessoria de comunicação da polícia disse que o suspeito foi conduzido até a Delegacia Territorial da cidade por uma equipe da Guarda Municipal. No local, o homem prestou depoimento e foi liberado. Em seguida, testemunhas foram ouvidas na unidade e o inquérito para apurar o crime foi instaurado.
Ex-governador tinha conquistado na Justiça o direito de não comparecer à comissão ou permanecer em silêncio | Foto: Agência Senado
O ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, utilizou do habeas corpus dado a ele pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e deixou a sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 no Senado. Ele estava sendo ouvido pelos senadores da comissão. Em seguida, o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), encerrou os trabalhos desta quarta-feira (16).
Witzel solicitou o habeas corpus durante o questionamento de Eduardo Girão (Podemos-CE). O senador questionava sobre investigações de superfaturamento enquanto ele foi governador do Rio.
O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que é vice-presidente da comissão, disse que vai apresentar requerimento para depoimento em reservado de Witzel. O ex-governador afirmou que revelará, em reunião sigilosa, “fato gravíssimo”, que envolve a intervenção do governo federal.