Brumado: Inscrições para Programa de Estágio da RHI Magnesita vai até o dia 12/08

  • Divulgação
  • 26 Jul 2021
  • 11:24h

(Foto: Brumado Urgente Conteúdo)

A RHI Magnesita lançou a edição 2021 de seu Programa de Estágio, com 71 vagas distribuídas para Brumado (BA), Contagem (MG), Volta Redonda (RJ) e São Gonçalo do Amarante (CE). As inscrições vão até o dia 12/08 e devem ser feitas na plataforma da Eureca.

Neste mesmo período, os candidatos iniciarão a “Trilha Online”, onde passarão por algumas etapas de conhecimento do negócio. O processo será online desde a inscrição a Masterclass, que consiste em uma apresentação com gestores sobre as áreas da RHI Magnesita com o propósito de solucionar um desafio ligado a realidade da empresa. Para participar é preciso ter disponibilidade para atuar de modo híbrido (presencial e on-line), conforme a cidade correspondente à vaga pretendida. Outro pré-requisito do Programa é ter previsão de conclusão do curso entre novembro de 2022 e dezembro de 2023.

As 71 vagas abertas para esta edição são direcionadas às mais variadas áreas do conhecimento, como Engenharias, Administração, Gestão, Tecnologia da Informação (TI), Direito, Geologia, Contabilidade e Economia, dentre outras. Entre os benefícios oferecidos pelo Programa estão bolsa-estágio no valor de R$ 1.417; vale-transporte; seguro de vida; auxílio home office no valor de R$ 300; inclusão no “Pleno Apoio” (assistência psicológica e consultoria financeira e jurídica); e GymPass (plataforma corporativa de atividade física).

“O Programa de Estágio da RHI Magnesita busca oferecer aos estagiários e estagiárias uma vivência ativa em nossas rotinas. Nosso objetivo é criar um elo entre experientes profissionais e o time de estágio, promovendo experiência de mercado, aliada a aprendizado e ganho técnico. Mesmo sendo constantemente reinventado, o programa de estágio virou tradição na nossa empresa, sendo a porta de entrada para excelentes profissionais que temos e tivemos. Isso faz com que o nosso time tenha muito entusiasmo em colaborar com a formação prática dos estudantes”, afirma Matheus Oliveira, Gerente de Recursos Humanos.

 

 

Pesquisa aponta que 132 cidades baianas desejam voltar às aulas presenciais só em 2022

  • Redação
  • 26 Jul 2021
  • 11:12h

(Foto: Reprodução)

Em torno de 132 municípios baianos pretendem voltar às aulas presenciais só ano que vem. O número foi apurado em levantamento da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) Seccional Bahia. Segundo a organização, a pesquisa alcançou 415 dos 417 municípios do estado. Quando foram questionados em qual mês poderiam retomar as aulas nas escolas, 283 municípios responderam que devem voltar ainda em 2020. No entanto, apenas dez desejam voltar às aulas ainda em julho, e 58 em agosto. O restante sinalizou o retorno em setembro, 87 em outubro, 14 em novembro e 4 em dezembro. Ainda conforme o apurado, apenas 58 municípios informaram que já aplicaram a segunda dose da vacina contra a Covid-19. Em relação à primeira dose, 208 informaram que já concluíram a primeira imunização contra o novo coronavírus. Em decreto, o governador Rui Costa determinou a volta às aulas presenciais no estado nesta segunda-feira (26).

Wagner reafirma união da base; ‘Quem apostar na divisão do grupo vai errar’

  • Redação
  • 26 Jul 2021
  • 10:19h

O senador e pré-candidato ao governo defendeu, em entrevista, que todos os partidos da base do governador Rui Costa prosperaram | Foto: Reprodução

O pré-candidato a governador Jaques Wagner (PT) reafirmou nesta segunda-feira (26) a unidade da base do governo baiano para as eleições de 2022. Segundo o petista, atualmente senador, “quem apostar na divisão do grupo vai errar”. A avaliação foi feita em entrevista ao Grupo Lomes de Rádio.

Para Wagner – que governou o estado entre 2007 e 2014 -, todos os partidos aliados prosperaram. O pré-candidato acrescenta que o estilo do grupo agradou a prefeitos e vereadores. “Todos sabem que nosso estilo agradou à Bahia. Não é o meu estilo, é o nosso estilo que é democrático. Ninguém quer a volta ao passado”, comentou.

Partidos como PSD e PSB sinalizam que devem continuar apoiando a disputa de Wagner pelo Palácio de Ondina. Nem a vaga na chapa majoritária para o Senado tem aparecido como entrave. Outras legendas não, sobretudo o PP. Os progressistas trabalham uma eventual candidatura própria liderada pelo atual vice-governador João Leão ou pelo presidente da UPB e prefeito de Jequié, Zé Cocá. Mas também não descartam a continuidade no grupo governista

Cantor Xangai assume a secretaria de Cultura de Vitória da Conquista

  • 26 Jul 2021
  • 09:17h

(Foto; Correio Brasiliense)

O cantor e compositor Xangai, 73, assumiu a Secretaria de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer de Vitória da Conquista, no Sudoeste.  A informação foi divulgada pelo bortal Blog do Anderson.

Por meio das redes sociais, o artista comentou a nomeação. “Uma missão, sempre é uma missão. Um desafio e o que eu posso lhe dizer é que estou à disposição e com disposição de apaziguar a cultura geral daqui, daqui de Conquista, do município, e buscar forças e se deve ter sabedoria, desvendar esses mistérios, conseguir a quem de direito a quem possa nos auxiliares para dar conta dessa missão, desse recado. Como não sou covarde eu enfrento com coragem e com harmonia. Buscar isso, harmonia, saber o que precisa fazer. Conto com todo mundo, com apoio de todos, espero ter esse apoio”, afirmou.

“Acho que Conquista merece uma levantada nessa área, Conquista é uma referência, Conquista e a região toda, uma referência na cultura, na tradição popular da Bahia, do Brasil e do Mundo. Daqui já é sabido que muita coisa bonita e bela, a estética da beleza, da poesia, da música, do cinema, da arte em geral e a gente pode somar todas as forças para que isso se expanda e que valorize todos os arteiros. Os arteiros eu digo que nem os artesãos que eu sou. Eu não sou artista, eu sou um artesão e dentro desse artesanato eu procurarei dar conta desse recado e cumprir com dignada de, novamente eu digo, harmonia essa tarefa. Um abraço, fica com Deus”, declarou via Aplicativo de Mensagem. Um dos grandes apoiadores de Xangai é o vereador Luís Carlos Batista de Oliveira, o Dudé, do Movimento Democrático Brasileiro, que certamente vai colaborar para alavancar a pasta que será reestruturada. O destino do secretário Adriano Gama Borges e demais seguidores ainda não foi definido”, acrescentou.

'Dá-lhe Fadinha': Rayssa Leal faz história e é a brasileira mais jovem a ganhar uma medalha olímpica

  • Redação
  • 26 Jul 2021
  • 08:34h

(Foto: Reprodução)

Aos 13 anos de idade, a maranhense Rayssa Leal quis ir além de ser a brasileira mais jovem em Jogos Olímpicos. E conseguiu. Com estratégia e tranquilidade, a "Fadinha" brilhou na madrugada desta segunda-feira (26) e ganhou a medalha de prata no skate street. Ela só foi superada pela japonesa Momiji Nishiya, também de 13 anos. O pódio foi completado pela também japonesa Funa Nakayama.

Com boas manobras, Rayssa não teve problemas em passar pela fase classificatória, diferente das compatriotas - e favoritas - Letícia Bufoni e Pamela Rosa. A menina de Imperatriz, então, ficou com a responsabilidade de um país inteiro nas costas. A leveza e o carisma da jovem prevaleceram. 

Na final, Nomiji Nishya somou 15,26 pontos e Rayssa poderia ter uma nota maior, mas acabou caindo na saída do slide. Com 14,64, a brasileira contou com um erro de Nakayama, que caiu na última manobra e ficou com 14,49, o que definiu a prata para o Brasil. 

"Eu estou muito feliz, porque pude representar todas as meninas, a Pamela e a Leticia, que não se classificaram, todas as meninas do skate e do Brasil. Poder realizar meu sonho de estar aqui e ganhar uma medalha é muito gratificante. Meu sonho e sonho dos meus pais", disse.

Viral nas redes sociais, Rayssa Leal começou a andar de skate aos 7 anos de idade. Ainda muito pequena, a atleta ficou conhecida por mostrar a sua habilidade vestida como uma fada. Agora, o conto se tornou realidade. Rayssa Leal fez história.

Curaçá: Tremor de terra é registrado 15 dias após abalo anterior em Jacobina

  • Redação
  • 26 Jul 2021
  • 08:11h

(Foto: Reprodução)

Um tremor de terra foi registrado em Curaçá, no Sertão do São Francisco, na tarde deste domingo (25). O fenômeno ocorreu por volta das 14h17 e teve magnitude de 2.0 mR, índice considerado de baixa magnitude. O fato foi notado pelo Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Não houve registro de danos e, de acordo com o laboratório, é possível que o tremor não tenha sido percebido por algum habitante do município. Segundo o laboratório, antes deste evento, o último registrado no estado ocorreu no início do mês, mais precisamente no dia 10 de julho, às 05h13 UTC.

A magnitude daquele tremor foi de 2.3 mR, também de baixa magnitude, em Jacobina, no Piemonte da Diamantina. 

Temendo atentados, PT quer reforçar segurança de Lula durante campanha

  • Redação
  • 26 Jul 2021
  • 08:07h

Partido teme radicalização no cenário político | Foto: Reprodução

Temendo atentados durante a campanha de 2022, o PT busca reforçar a segurança do ex-presidente Lula. De acordo com o jornal Folha de São Paulo, o tema é debatido discretamente, levando em conta uma radicalização do ambiente político. Segundo a publicação, dirigentes do partido já queriam fazer o reforço neste ano, durante a pré-campanha, mas Lula teria vetado a ideia. O ex-presidente deve iniciar uma série de viagens ao Nordeste no dia 8 de agosto e sua segurança deve ser feito por apoiadores ligados a movimentos sociais, como CUT (Central Única dos Trabalhadores) e MST (Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra).

Seagri quer fortalecer agronegócio no corredor da Fiol

  • Redação
  • 25 Jul 2021
  • 10:44h

Pasta começou a idenficar potencialidades no entorno da ferrovia, além do celeiro de grãos do oeste | Foto: Assessoria da Seagri

A Ferrovia de Integração Oeste-Leste – FIOL (EF-334) tem extensão de 1.527 quilômetros e quando concluída irá ligar o Porto Sul (Ilhéus, BA) à Figueirópolis (TO), passando por cidades baianas como Caetité, Tanhaçu e Barreiras, dentre outras.

A Secretaria de Agricultura do Estado (Seagri) estrutura um plano para fomentar o agronegócio no “corredor” da Ferrovia da Integração Oeste Leste (Fiol). O novo modal – que tem previsão de conclusão do primeiro trecho de cinco anos – vai agilizar e baratear o escoamento da produção.

“Queremos que a produção das regiões próximas à ferrovia seja beneficiada a partir do início das atividades dessa importante obra de infraestrutura”, afirmou o chefe de gabinete da pasta, Alisson Gonçalves.Na quinta-feira, Gonçalves teve reunião com dirigentes da secretaria visando a identificação das áreas que podem ser beneficiadas.

Na área de entorno da ferrovia – que parte de Ilhéus, onde está sendo construído o Porto Sul – até Barreiras, ainda na Bahia, e dessa cidade do Oeste até Figueirópolis (TO) – há produção de soja, o milho e o algodão do Oeste baiano. Mas para a Seagri as possibilidades podem ser maiores, como cana-de-açúcar, o leite e seus derivados, carnes (bovina, suína, de aves e peixes) e frutas.

O trecho da ferrovia até Caetité está sendo concluída pela Bamin,  que investe na exploração de ferro em Caetité. As ligações com Barreiras e deste município a Figueirópolis, onde a Fiol se encontrará com a Ferrovia Norte-Sul, foram incluídas no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) para serem concedidas nos próximos anos. 

Mais de 30% das frutas do país são produzidas na Bahia; Juazeiro é líder na exportação

  • Redação
  • 25 Jul 2021
  • 08:49h

Manga e uva da região são exportadas, especialmente, para o mercado europeu e americano | Foto: Elói Corrêa/GOVBA

É na divisa entre os estados da Bahia e Pernambuco que está localizado o maior polo da fruticultura brasileira. A cidade baiana de Juazeiro concentra boa parte dos produtores de frutas frescas entre os municípios que integram o chamado Submédio São Francisco, responsável pela produção de manga e uva que são exportadas, especialmente, para o mercado europeu e americano.

Outras frutas também são produzidas nessa região, que faz parte do Vale do São Francisco, a exemplo da banana, goiaba, coco, acerola, mamão, maracujá, entre outras. Para que a fruticultura da região chegue cada vez mais longe, a assistência técnica tem sido fundamental na certificação da qualidade dos frutos.

Os números que envolvem o setor impressionam pelo impacto na economia local por meio da geração de emprego e renda. Somente com a atividade da fruticultura no Vale do São Francisco (compreendendo os estados da Bahia e Pernambuco), é produzido um milhão de toneladas de frutas por ano. O faturamento registrado anualmente fica em torno de R$ 2 bilhões somente com a produção de manga e uva, sendo que, deste valor, R$ 440 milhões são relativos aos frutos destinados à exportação. A manga segue sendo a principal fruta destinada ao mercado externo. O fruto produzido na região atende entre 85 e 90% da demanda de exportação no país.

Quando o assunto é geração de empregos, os números também não são modestos, já que na fruticultura do Submédio São Francisco são gerados 250 mil empregos diretos e outros 950 mil indiretos. Ainda conforme informações da Associação dos Produtores e Exportadores de Hortigranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco (Valexport), nessa área atuam três mil produtores que exportaram mais de 243 mil toneladas de manga e 49 mil toneladas de uvas em 2020. Esse contexto explica porque a Bahia ocupa o 2º lugar na produção de frutas frescas produzidas no país, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2020.

Também segundo o IBGE, Juazeiro é o município baiano com a maior produção de frutas e com registro de mais R$ 589 milhões de faturamento, seguido por Casa Nova, que teve faturamento de cerca de R$ 300 milhões. E é justamente a manga, a fruta responsável por impulsionar o crescimento do faturamento nos dois municípios que integram o Vale do São Francisco.

A Secretaria de Agricultura do Estado (Seagri) destaca que a Bahia possui mais de 664 mil hectares plantados de frutas, com produção de 3,2 milhões de hectares por ano e responde por 31% da produção nacional no setor. “A região norte, especialmente Juazeiro, é muito importante para nós porque a fruticultura, por meio da exportação de manga e uva, nos faz ser o estado com a maior exportação dessas duas frutas.

O Governo do Estado tem fomentado o desenvolvimento dessa região e buscado por meio do Banco do Nordeste, Sebrae e outras instituições financeiras, expandir a produção dos médios e pequenos produtores”, ressaltou o chefe de gabinete da Seagri, Alisson Gonçalves.

Daniel Cargnin conquista o bronze no Judô; 2ª medalha do Brasil nos Jogos Olímpicos 2020

  • Redação
  • 25 Jul 2021
  • 07:58h

(Foto: Extra OnLine)

O Brasil conquistou sua segunda medalha nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. No Judô, Daniel Cargnin ficou com o bronze ao vencer Baruch Shmailov, do Israel, na categoria peso-meio-leve (até 66kg), na manhã deste domingo (25) no horário de Brasília. O brasileiro conseguiu um wazari e em seguida controlou o combate até o cronômetro ser zerado. É a primeira conquista do país na modalidade no Japão.

Nas primeiras fases, Cargnin derrotou Mohamed Abdelmawgoud (EGI) e Denis Vieru (MOL). Nas quartas de final, o gaúcho passou pelo italiano Manuel Lombardo, primeiro colocado no ranking mundial, com um wazari no final do combate. Porém, ele perdeu para o japonês Hifumi Abe, por ippon, na semifinal.

Skatista Kelvin Hoefler conquista primeira medalha brasileira

  • GE
  • 25 Jul 2021
  • 07:41h

Prata foi o saldo do primeiro dia de competição da modalidade em toda a história dos jogos olímpicos | Foto: Jonne Roriz/COB

Saiu do skate, disputado pela primeira vez nos jogos olímpicos, a primeira medalha brasileira na Olimpíada Tóquio 2020.  Na madrugada do sábado (24) para este domingo, o paulista Kelvin Hoefler conquistou a prata no street masculino ao somar 36,15 na nota geral da final.

o japonês Yuto Horigomi, que fez 37,18, ficou com o ouro, enquanto o americano Jagger Eaton completou o pódio, com uma nota de 35,35. Já Felipe Gustavo foi o primeiro skatista brasileiro a competir na Olimpíada.

Kelvin liderou a bateria durante a primeira metade, viu Horigomi passar à frente nas manobras individuais e fechou de forma perfeita, com sua melhor nota, para garantir a prata. “Isso aqui representa o skate brasileiro, a nossa garra e a nossa persistência”, disse o medalhista. 

De olho em 2022, Lula articula aproximação com militares, diz coluna

  • Redação
  • 24 Jul 2021
  • 15:41h

Foco são integrantes das Forças Aramadas da ativa que não concordam com ações do governo Bolsonaro | Foto: Reprodução/Facebook

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva  não tem poupado esforços para se aproximar dos militares. Segundo a coluna de Bela Megale, do jornal O Globo, pessoas próximas ao petista relatam que interlocutores do ex-presidente com trânsito na caserna têm procurado nomes de alta patente para se aproximarem de Lula. O foco são integrantes das Forças Aramadas da ativa que não concordam com ações do governo Bolsonaro como as pregações contra o Supremo Tribunal Federal e os ataques à urna eletrônica, sempre feitos sem prova de fraude.

Ainda de acordo com a publicação, o foco das conversas é amenizar resistências ao petista com argumentos de que, em seus dois mandatos como presidente, não houve problemas com as Forças Armadas e que, numa eventual vitória sua em 2022, as relações continuariam pacíficas. A receptividade de Lula pelas Forças Armadas, caso seja eleito no ano que vem, é preocupação entre membros do PT e seus aliados. O assunto foi tema do almoço que o petista teve no mês passado com o prefeito do Rio, Eduardo Paes, e sua equipe.

Na ocasião, lideranças fluminenses perguntaram ao petista qual seria o destino dos mais de 6 mil militares que ocupam cargos no governo Bolsonaro, caso seja eleito. Lula repetiu o que tem sido dito às Forças Armadas, de que sempre teve ótima relação com os militares e que continuaria assim. Admitiu, porém, que as tensões com a Força cresceram no governo Dilma. Entre os motivos para isso, o petista citou a criação da Comissão da Verdade, mas não fez juízo de valor sobre o colegiado que investigou violações de direitos humanos no Brasil, durante a ditadura.

Briga entre KondZilla e Brasil Paralelo escancara a guerra cultural sob Jair Bolsonaro

  • Felipe Maia | Folhapress
  • 24 Jul 2021
  • 13:13h

Imagem: Reprodução

Um contraponto musical pôs duas produtoras audiovisuais brasileiras em pé de guerra. De um lado está a KondZilla, poderosa agência de funk de São Paulo, e do outro está a Brasil Paralelo, empresa do Rio Grande do Sul que vem ganhando terreno com suas produções de cunho conservador. O mais recente desses trabalhos é um documentário sobre música.

Em "A Primeira Arte", imagens de MCs e funkeiros da produtora paulistana são exibidas sob trilha sonora tétrica e efeitos de câmera fantasmagóricos, enquanto cânones como Mozart e Monteverdi são celebrados na tela. Uma oposição que parece reeditar embates de fundo cultural no Brasil sob o governo Bolsonaro.

Ao verificar que trechos de seus clipes tinham sido usados no documentário, a KondZilla notificou a Brasil Paralelo exigindo a retirada de suas imagens do vídeo. Em debate estaria a legislação e direitos autorais.

A produtora gaúcha resolveu partir para o ataque e entrou com uma ação contra a KondZilla em maio. A Brasil Paralelo sustenta que a KondZilla a acusa indevidamente de violação de copyright.

 

O documentário, disponível no YouTube, está dividido em três partes. Em "Ressonância", se discutem aspectos gerais de som e música, como frequência e nota. A segunda parte, "Consonância", trata dos grandes nomes e formas musicais europeias. Em "Dissonância" -termo que pode ser traduzido como um som incômodo-, tem espaço a história da indústria da música pop anglo-saxônica dos últimos cem anos, além de breves passagens sobre o Brasil.
 

"A gente quis mostrar que a música é um fundamento da civilização", afirma Lucas Ferrugem, sócio da Brasil Paralelo e um dos roteiristas do documentário. "É uma retrospectiva histórica do desenvolvimento ocidental, então é impossível pular o pop, o funk, o hip-hop, o blues, o jazz."
 

As quase quatro horas de entrevistas e imagens replicadas de outros filmes e vídeos da internet constroem uma narrativa de antagonismos. Nela, há uma música que aspira ao belo, ao divino, ao apolíneo, e há outra que profana esses valores por razões que vão da industrialização à falta de conhecimento de quem a faz e escuta. É como se houvesse uma hierarquia, com prateleiras para o que seria "folclore", "arte", "expressão popular", "Música" com letra maiúscula.
 

"Para ser honesto, eu acho que, sim, existe baixa e alta cultura", afirma Ferrugem. "Mas acho que o documentário não reflete isso. Nosso papel é a função crítica, e não discutir o que é arte e o que não é. Quem seria arrogante para ter essa resposta?"
 

Tema de conversa de boteco e almoço no domingo, ideias sobre a natureza da cultura vem sendo amplamente discutidas nas ciências sociais e nas artes desde o início do século 20. Na música, o debate ganha forma primeiro em dois polos -nas expedições de etnomusicologia que, como subproduto da empresa neocolonial, se dedicam a pesquisar músicas não europeias a partir do século 19, e, anos depois, no desenvolvimento de teorias críticas por nomes como Walter Benjamin e Theodor Adorno -ferrenho crítico do jazz.
 

Nos anos 1970, pensadores como Stuart Hall e Pierre Bourdieu avançaram na questão ao estabelecer recortes e vínculos entre cultura, individualidade e classe. Seus estudos sobre identidade e capital cultural vão reverberar em dinâmicas atuais, como onivorismo cultural e cosmopolitismos. Termos que, numa era de música abundante, se refletem em marcadores sociais como o chavão "eu escuto de tudo".
 

Essa frase descolada não tem vez em "A Primeira Arte". Amarrado por falas de uma dezena de homens brancos -músicos e filósofos e um editor de site opinativo-, o projeto da Brasil Paralelo é de caráter subjetivo, metafórico e anedotário. Isso não seria problema, não fosse a aura universalista e maniqueísta que pretende ter a obra. Em vez de ser um filme sobre música, é um filme sobre ideias sobre música. E muitas dessas são ultrapassadas ou questionadas como lugares-comuns pela pesquisa ou por artistas.
 

Há, por um lado, o pressuposto da sofisticação. Segundo essa linha, a complexidade encontrada em grandes nomes como Bach é o devir da música. Suas fugas e contrapontos de enorme dificuldade seriam o apogeu da arte. "Tem uma virtuosidade técnica aí que não é alcançada por outros gêneros", diz Ferrugem. "Uma sinfonia com mil pessoas de Mahler é uma conquista da humanidade."
 

Há no documentário também um apreço pela ideia do autêntico, visto em menções à Bíblia e ao folclore, obra de um povo que guardaria tradições e formas anteriores a qualquer indústria. Surge na tela Ariano Suassuna, em trecho de uma palestra, disparando ataques jocosos à banda paraense Calypso. Escritor inconteste, Suassuna carrega controvérsias como homem político. Quando secretário da Cultura de Pernambuco, na década de 1990, era avesso ao movimento manguebeat.
 

Esses dois eixos delimitam todas as tentativas de análise do documentário da Brasil Paralelo. Mesmo quando ameaça escapar aos ditames da música de tradição europeia, "A Primeira Arte" fica preso às supostas sofisticação e autenticidade. A produção celebra a inventividade da música do século 20, mas apenas no caso do atonalismo de Claude Debussy. Quando se propõe a pincelar o hip-hop, questiona ao espectador por qual razão o rap teria perdido o "seu elemento de protesto".
 

O resultado é uma ode ao passado, um passado imaginado e seletivo. Talvez por isso, ou por um ímpeto megalomaníaco, há inclusive erros e omissões sensíveis na produção.
 

A afirmação de que o jazz era uma música que reunia famílias, por exemplo, não bate com o conflito racial americano que atravessa o gênero principalmente na primeira metade do século 20. Ao louvar Richard Wagner, o documentário não menciona que, embora tenha sido uma espécie de pop star em vida, sua obra não era unanimidade em seu tempo. A estreia do compositor em Paris, em 1861, foi incompreendida pelo público segundo relatos e escritos da época.
 

A realidade da produção musical e fonográfica brasileira não poderia estar mais distante daquilo que é bem quisto em "A Primeira Arte". Pouco se fala de grandes compositores do país, mesmo abordando música de câmara ou de formas nacionais como modinhas e lundus do século 19 e a queridinha bossa nova.
 

O ritmo, elemento de grande protagonismo em gêneros como o samba, também serve a antagonismos no filme. "O ritmo toca o corpo, a melodia e a harmonia tocam a alma", diz um dos entrevistados da Brasil Paralelo. Gráficos de projetos realizados por dois sites de análise de dados se sucedem à fala como forma de sustentar o argumento de que a música, hoje, se tornou um pastiche fundado no batuque e na batida.
 

Entram nesse balaio o sertanejo pop, o trap, a pisadinha, e o funk, ilustrado por clipes da KondZilla. As imagens são acompanhadas por um narrador que fala de sexualização, materialismo, infidelidade e violência.
 

"A nossa intenção foi falar da história da música, e não é uma questão de que uma parte a gente gosta, outra parte não gosta", diz Lucas Ferrugem, sócio da produtora. "O funk apareceu no Brasil como uma coisa muito divertida, bacana, folclórica e sempre foi legítima. O que não gosto é quando essa música tenta passar uma imagem de objetificação da mulher, de destruição da mulher."
 

Segundo Caio Mariano, advogado da KondZilla, a lei que teria permitido o uso dos clipes da produtora não deve ser vista como carta branca. "A Brasil Paralelo fez um documentário sobre música e, ao abordar o universo funk, utilizou materiais da KondZilla Filmes sem autorização e de uma forma distorcida com claro intuito preconceituoso sobre o gênero", diz.
 

Ambas as produtoras travaram um primeiro debate acerca da questão, mas não houve acordo. "Foi um contato diplomático", afirma Ana Flávia, advogada da Brasil Paralelo. "O documentário não faz nenhum tipo de discussão para analisar pessoas, mas, sim, analisar estilos. E há menção a todas as fontes, isso traz uma segurança jurídica para a gente."
 

A KondZilla tomou conhecimento do processo a partir do contato da reportagem. "Não atenderam a nosso pedido de retirar os trechos dos nossos clipes e agora ficamos sabendo dessa judicialização", diz Mariano, por telefone. "Não vamos nos manifestar previamente. Da forma como foi utilizado [o material da KondZilla], com o intuito de ser um preconceito, é óbvio que causa prejuízo."
 

A KondZilla é hoje uma superpotência do funk, uma holding com quatro empresas que vai além da produção de videoclipes. Sob o comando do fundador da companhia, Konrad Dantas, estão o gerenciamento de artistas populares do funk e do atual pop brasileiro -como Kevinho e Kekel-, parcerias publicitárias com marcas de peso e uma série da Netflix em vias de lançar a segunda temporada, neste semestre.
 

A caminhada para o sucesso da KondZilla não é tão diferente assim dos passos dados pela Brasil Paralelo. Ambas começaram de forma independente, apoiadas na distribuição online de seus vídeos, de maneira gratuita. As duas afirmam prescindir de dinheiro público. A Brasil Paralelo, aliás, relembra constantemente esse fato em suas redes sociais.
 

O projeto de ambas, contudo, pouco tem em comum. Embora tenha surgido às margens do que é legitimado como cultura brasileira, hoje a KondZilla é centro de um universo pujante. Ano após ano o funk vem se confirmando como um dos estilos mais ouvidos do país, segundo as plataformas de streaming. Ainda assim, o gênero tem em seus principais atores o alvo de discriminações. Em fevereiro deste ano, o MC Salvador da Rima foi preso sem justificativa pela polícia de São Paulo enquanto estava na casa de um amigo.
 

A julgar pelo documentário "A Primeira Arte", a Brasil Paralelo refuta não só produtos do pop atual, como também rechaça a estrutura da indústria com que lucram. A própria natureza da produtora parece conflitar com esses ideais. Na internet, ser pop é fundamental para conquistar altas cifras -sejam elas das plataformas como o YouTube ou de assinantes, caso da empresa gaúcha.
 

No Brasil, já data de décadas esse embate que opõe gêneros e formas musicais, que contesta estruturas e legitimações de lugar e classe.
 

Um dos maiores sambistas do país, o baiano Riachão escreveu sua primeira música ao ler numa capa de jornal que só no Rio de Janeiro é que se sabia compor sambas. Nos anos 1950, João Gilberto causou discórdia entre os ouvidos acostumados aos vozeirões da rádio e entre a nascente crítica musical brasileira -nos moldes da relação entre Adorno e o jazz, o pesquisador José Ramos Tinhorão critica a bossa nova de um ponto de vista marxista.
 

Conhecido nos anos 1980 por seu programa em que quebrava discos de artistas brasileiros -de Lobão a Caetano Veloso-, Flávio Cavalcanti não é tão diferente assim do histriônico Sikêra Jr. e seus ataques ao funk.
 

O que se vê hoje, contudo, é o limiar das orientações políticas e filosóficas tomando o palco. Se é incongruente ler a música fora desse campo -assim como não é factível apartar essa arte de recortes de gênero e raça-, no Brasil do governo Bolsonaro a música se torna o próprio campo de batalha. É, por exemplo, o caso recente do Festival de Jazz do Capão, na Bahia. Na ocasião, a Secretaria Especial da Cultura negou financiamento público ao evento em parecer que menciona Deus e alma como fins últimos da música.
 

Versão tão diversa quanto essa ou quanto ao imbróglio entre KondZilla e Brasil Paralelo é o que tem vivido Thiago Barbosa Alves de Souza. Além de ser pianista, ele faz seu doutorado na Universidade de São Paulo, onde pesquisa o trabalho de produtores de funk da cidade. No começo de julho, ele foi convidado pela Secretaria de Cultura a levar seu trabalho ao Theatro Municipal como parte dos preparativos para o centenário da Semana de 1922. Sobre o palco, sentado ao piano de cauda, o jovem tocou trechos de peças de compositores clássicos brasileiros, como Villa Lobos, e também de funkeiros, como DJ Ery.
 

Nenhum vídeo ou áudio da apresentação foi divulgado até o momento, mas uma série de fotos no Instagram em que o pianista fala da experiência foi suficiente para gerar polêmica. Comentários desfavoráveis à performance começaram a surgir em grupos e perfis online dedicados a canto lírico ou música de câmara. "As pessoas nem têm noção do que fomos fazer ali, mas só de ver a foto já teve gente que falou que a estávamos excluindo a ópera", diz o artista e pesquisador. "O preconceito é demais."
 

Barbosa tem formação de conservatório e resolveu pesquisar funk ao entrar no curso de música da Unesp. "Na graduação comecei a me descontentar com essa estrutura de ensino, comecei a ver que ali tinha moralismo, racismo, preconceito", diz ele.
 

Hoje, o perfil Canal do Thiagson no Instagram tem cerca de 8.500 seguidores que acompanham sua pesquisa, além de explicações bem-humoradas e detalhadas sobre funk.
 

Por causa do sucesso nas redes sociais, o jovem foi convidado por um coletivo de historiadores marxistas a analisar o documentário "A Primeira Arte" numa transmissão na plataforma Twitch. "Existe um moralismo, uma inadequação ao presente, e uma visão apocalíptica que funciona bem", diz ele. "Esse discurso do apocalipse funciona para documentários de esquerda ou de direita, porque dá uma visão de que o passado era melhor."
 

A apresentação de Barbosa no Municipal soa como uma síntese dessa díade que, no caso da KondZilla e da Brasil Paralelo, virou caso de Justiça.
 

"Se o funk está no Theatro Municipal, aquele espaço se torna mais familiar e mais pessoas podem frequentar", diz ele. "E também para que essa cultura erudita não morra de vez, porque é algo restrito, é importante esse diálogo com a sociedade.

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Carnaval em 2022 só se for à lá meia boca. Não dá mais tempo

  • Levi Vasconcelos
  • 24 Jul 2021
  • 11:21h

(Foto: Reprodução)

Dizem que o setor de entretenimento foi o que mais sofreu com a pandemia – o primeiro a fechar e o último a abrir. E agora, que os números sinalizam o início da caminhada para a volta da normalidade, teremos carnaval?

Leo Prates, secretário de Saúde de Salvador, com a palavra:

— Ainda não sabemos até onde poderemos chegar. O fluxo das vacinas não depende da gente. E também ainda não se sabe até que ponto a variante Delta vai nos perturbar, mas o fundamental é que estejamos preparados. E estamos nos preparando.

O certo é que o carnaval, se houver, não será como os de antigamente, pelo menos em 2022. O velho normal só em 2023, ao tudo indica.

Réveillon

Óbvio que o carnaval já não será o mesmo porque a indústria parou. Ninguém arriscou vender camarotes e abadás, algo que começa logo após a última folia, com o risco de não entregar.

Leo diz que partilha da tese de Fábio Vilas Boas, secretário de Saúde do Estado, para quem poderia se fazer o carnaval em ambientes mais ventilados e com acesso controlado, inclusive o do certificado de vacina.

— Estamos avaliando todos os cenários possíveis.

E o Réveillon? Segundo Leo, segue a mesma lógica, embora em Barra Grande, na Península de Maraú, e para a Ilha de Boipêba, em Cairu, já existam empresas vendendo ingresso. Fábio Vilas acha bom os compradores exigirem a devolução, caso a festa não aconteça.

Mulher de vereador assassinado em Irará é presa suspeita de matar o marido

  • Redação
  • 24 Jul 2021
  • 10:42h

(Foto: Reprodução)

A companheira do vereador José Roberto Alves de Oliveira (MDB), conhecido como Beto Cicatriz, encontrado morto na zona rural de Irará, foi presa na última quinta-feira (22), suspeita de envolvimento no crime ocorrido em 11 de julho deste ano. De acordo com a Polícia Civil, a relação do vereador com sua parceira, de 52 anos, era muito tumultuada e repleta de brigas – inclusive sobre uma propriedade rural do político. Ao iniciarem as investigações, as unidades obtiveram a informação de que, na madrugada do crime, ela e um homem saíram de um condomínio em Arembepe em direção à zona rural de Irará – o que foi confirmado por imagens às quais os policiais tiveram acesso. Ainda segundo a polícia, a investigação evidenciou contradições no depoimento concedido pela mulher dias antes, visto que ela alegou estar em casa na data do fato e ter tomado conhecimento do crime por meio de uma ligação telefônica. O homem apontado como comparsa na empreitada criminosa desapareceu, o que reforçou as suspeitas. Após outras diligências que confirmaram o envolvimento de ambos, foram pedidos os mandados de prisão temporária – conforme explicou o coordenador da 2ª Coorpin, delegado Fábio Santos da Silva.  “A investigação se iniciou exatamente no dia do homicídio. Equipes da 2ª Coorpin se deslocaram ao local e colheram as informações. Chegando lá, a gente teve a informação de um carro preto que participou do crime. Após a identificação da placa, descobrimos toda a trajetória dele, desde o horário em que ele saiu. E ela autorizou a entrada desse homem, agora foragido, no condomínio, e saiu com ele no veículo. O tempo do retorno do carro ao condomínio condiz com o tempo de viagem do local do crime ao condomínio. Temos uma vasta documentação em provas que denotam a participação dos dois no homicídio”, disse o delegado, que informou ainda que a suspeita exerceu o seu direito de permanecer calada. A companheira de José Roberto Alves de Oliveira está à disposição do Poder Judiciário. As investigações continuam para localizar o outro suspeito.