Covid: Bahia completou a imunização de 5,3 mi de pessoas; confira dados da vacinação

  • Bahia Notícias
  • 03 Out 2021
  • 14:27h

Foto: Bruno Concha / Secom PMS

A Bahia já completou a imunização contra a Covid-19 de 5.328.803 pessoas. Ou seja: esse foi o número de baianos que já receberam a segunda dose ou a dose única da vacina contra a doença que assola o mundo desde o final de 2019. Os números foram divulgados pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesab).

Com pelo menos a primeira dose são 9.817.840 vacinados contra o novo coronavírus. Somando os que receberam a dose única, são 10.098.608 pessoas com alguma imunização contra a Covid, o que representa 79,3% da população com 12 anos ou mais.

Há ainda 69.249 pessoas que receberam a terceira dose da vacina contra a Covid, também chamada de “dose de reforço”. 

Eleitores de Firmino Alves e mais 18 cidades voltam às urnas para escolha de novo prefeito

  • Bahia Notícias
  • 03 Out 2021
  • 12:15h

Os eleitores de Firmino Alves, município localizado no território de identidade Médio Sudoeste da Bahia, vão às urnas e definem neste domingo (3) um prefeito e vice-prefeito. A cidade tem 4.667 eleitores aptos a votar na eleição suplementar, e poderão escolher entre duas chapas formadas pelos candidatos Fabiano de Jesus Sampaio (PDT), para a vaga de prefeito, e Isaac Barreto, para vice-prefeito ou Samuel Pereira (PSD), como prefeito, e Jackson Santos, na vaga de vice-prefeito.

A eleição foi convocada após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manter o indeferimento da candidatura de Padre Agnaldo (reveja). 

Firmino Alves é um dos 19 municípios, em seis estados, que realizam eleições neste domingo para escolher seus novos prefeitos. Isso é necessário porque a Justiça Eleitoral acabou por impedir que a chapa eleita em 2020 exercesse o mandato.

As cidades que voltam às urnas neste domingo são: Firmino Alves (BA); Juazeiro do Piauí (PI); Goianésia do Pará (PA); Capoeiras e Palmeirina (PE); Paranhos (MS); Mendonça (SP), São Lourenço da Serra (SP), Mineiros do Tietê (SP), Guaíra (SP), Apiaí (SP), Campina do Monte Alegre (SP), Itaoca (SP), Piacatu (SP), Santo Antônio do Jardim (SP), Trabiju (SP), Anhembi (SP), Cajati (SP)e Angatuba (SP).

Os candidatos vencedores nas eleições suplementares devem ocupar o cargo até dezembro de 2024.

Brumado: Morre aos 60 anos, Clidemar Risério

  • 03 Out 2021
  • 10:58h

Foto: Arquivo Brumado Urgente

Morreu em Vitória da Conquista na noite deste sábado (02), aonde estava internado a cerca de um mês, Clidemar Amorim Risério, “o Sargento Amorim”. De acordo com informações colhidas pela redação do Brumado Urgente, o Sargento Amorim, como era mais conhecido, estava internado para substituição de três válvulas cardíacas, Aórtica, Mitral e Tricúspide; na unidade do Hospital SAMU em Vitória da Conquista.

Contudo, não resistiu e veio a óbito. Amorim, era uma pessoa muito conhecida em Brumado e região por ter exercido atividade policial, como também, já foi Superintendente da SMTT de Brumado. O corpo foi velado na noite deste sábado para domingo no salão paroquial em Brumado, e na manhã deste domingo (03), seguiu para ser sepultado no distrito de Itaquaraí, local aonde o Clidemar Risério nasceu e foi criado. Clidemar deixa esposa e um filho. E neste momento de tristeza e dor o Brumado Urgente presta as condolências aos familiares e amigos.

Rosa Weber diz que parecer negacionista da PGR sobre Bolsonaro gera perplexidade

  • por Folhapress
  • 03 Out 2021
  • 10:11h

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Rosa Weber afirmou que o parecer da PGR (Procuradoria-Geral da República) que não vê crime na conduta do presidente Jair Bolsonaro de não usar máscaras contra a Covid-19 "gera alguma perplexidade" e pediu nova manifestação do órgão.
Ao cobrar um nova análise sobre o caso, Weber escreveu em seu despacho que a "referida construção teórica, analisada contextualmente, gera alguma perplexidade". Na primeira manifestação, a PGR colocou em xeque a eficácia do equipamento no controle da doença.

A magistrada afirmou ainda que "os eixos de sustentação do parecer ministerial estão a revelar dubiedades que, a meu sentir, devem ser objeto de esclarecimentos".

Weber determinou à PGR a reabertura de vista dos autos e pediu uma nova manifestação do órgão referente aos "pontos ainda irresolutos".

"Bem por essa razão, sem antecipar juízo prévio sobre o tema, entendo pertinente que a Procuradoria-Geral da República melhor esclareça o embasamento de sua conclusão no sentido do questionável 'grau de confiabilidade em torno do nível de efetividade da medida de proteção', escreveu.

Segundo a Procuradoria, em manifestação enviada ao STF em agosto, desrespeitar leis e decretos que obrigam o uso de máscara em local público é passível de sanção administrativa, mas não tem gravidade suficiente para ensejar punição penal.

O parecer foi assinado pela subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo uma das pessoas mais próximas do procurador-geral, Augusto Aras, e foi enviado ao Supremo no âmbito das notícias-crime apresentadas pela presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), e por parlamentares do PSOL contra o chefe do Executivo.

Na primeira notícia-crime, Gleisi critica as aglomerações de Bolsonaro e diz que o presidente teria gastado verba pública de maneira indevida para custear a utilização de aeronaves militares e a mobilização de grande aparato de segurança em suas viagens.

Na segunda, o PSOL cita o fato de o chefe do Executivo ter retirado a máscara do rosto de uma criança.

A PGR, porém, diz que não há crime de Bolsonaro nesses casos e que "os estudos que existem em torno da eficácia da máscara de proteção são somente observacionais e epidemiológicos".

"Afastou-se, então, legalmente, a possibilidade de se considerar criminosa a conduta de quem, no atual contexto de epidemia, deixa de usar máscara de proteção facial, equipamento cujo grau de eficácia preventiva permanece indefinido", diz.

A PGR afirma que para haver consumação de crime de infração de medida sanitária preventiva é necessário que se crie, de fato, situação de perigo para a saúde pública. "É preciso que a conduta possa realmente ensejar a introdução ou propagação de doença contagiosa", disse a PGR.

"Essa conduta [não usar máscara] não se reveste da gravidade própria de um crime, por não ser possível afirmar que, por si só, deixe realmente de impedir introdução ou propagação da Covid-19."

Quanto às aglomerações mencionadas no pedido de investigação feito pelo PT, a Procuradoria afirmou que o acúmulo de pessoas não pode ser atribuído exclusiva e pessoalmente a Bolsonaro.

De acordo com ele, todos que compareceram aos eventos, embora tivessem conhecimento suficiente acerca da epidemia da Covid-19, responsabilizaram-se, espontaneamente, pelas eventuais consequências da decisão tomada.

Embora a PGR coloque em dúvida a eficácia da utilização do item de proteção, diversos estudos já comprovaram como as máscaras, principalmente aquelas mais ajustadas ao rosto e com melhor filtragem, como as N95 ou PFF2, são eficientes para prevenir a infecção pelo coronavírus.

Série sobre a vida de Anderson Silva terá 5 episódios; lutador fará parte do elenco

  • Bahia Notícias
  • 02 Out 2021
  • 14:10h

Foto: Reprodução / Redes sociais

Dos grandes ringues de MMA, para a tela das Tvs. Este é o próximo caminho do lutador Anderson Silva, que assumirá o papel de ator em uma série sobre sua vida. Ainda sem data para estreia, a série deve ter cinco episódios e será gravada nas cidades de São Paulo, Curitiba e Los Angeles. 

De acordo com a colunista Patrícia Kogut, de O GLOBO, o lutador não deverá interpretar ele mesmo na série, mas sim um papel secundário que vem sendo pensado pelos produtores. 

Não será a primeira vez que Silva lida com as câmeras para o cinema, já que ele chegou a fazer uma participação no longa 'Até que a Sorte nos Separe', lá em 2012. No entanto, na produção Anderson fez uma rápida passagem. O oposto do do que será visto na série sobre ele mesmo, desenvolvida em parceria com a  Paramount. 

Covid: De acordo com Ministério, 300 milhões de doses de vacina já foram distribuídas

  • Bahia Notícias
  • 02 Out 2021
  • 12:04h

Foto: Reprodução / Agência Brasil

O Ministério da Saúde divulgou na noite desta sexta-feira (1) que atingiu a marca de 300 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 distribuídas para todos os estados do país. De acordo com o órgão, a campanha de vacinação é a maior da história do país.

Conforme divulgou a Agência Brasil, mais de 55% da população adulta já recebeu a segunda dose ou dose única da vacina e mais de 93% da população adulta foi vacinada com a primeira dose. 

Ainda na sexta-feira, o Ministério informou  que o mês de setembro registrou o menor número de óbitos pela doença neste ano. Foram aproximadamente 3,6 mil óbitos, uma redução de 84,27% em relação a abril, mês com o maior número de registros em 2021. Conforme o ministério, a média móvel de mortes nos últimos 14 dias foi 536,36.

De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pelo órgão na quinta-feira, 1.828 municípios brasileiros não tiveram registros de novos óbitos e 1.123 cidades não registraram novos casos da doença.

BC diz ter implementado mecanismos de segurança após vazamento de chaves Pix

  • por LARISSA GARCIA | Folhapress
  • 02 Out 2021
  • 10:00h

Foto: Macelo Casal Jr./Agência Brasl

O BC (Banco Central) diz ter adotado mecanismos complementares de monitoramento dos sistemas das instituições financeiras participantes do Pix, sistema de pagamentos instantâneos. A medida foi tomada após vazamento de chaves por falha na rede do Banese (Banco do Estado de Sergipe) na quarta-feira (30), que expôs informações de 395 mil pessoas.
De acordo com a autarquia, uma das iniciativas foi reforçar o tratamento de consultas no sistema de chaves em volumes atípicos.

Em comunicado aos acionistas, o Banese afirmou que sua área técnica detectou consultas indevidas a dados de chaves exclusivamente do tipo telefone de pessoas que não eram clientes. As informações foram conseguidas a partir de duas contas bancárias de clientes do banco.

Segundo a autoridade monetária, o Banese também implementou medidas para reparar a falha identificada no sistema, que “não seguia integralmente as determinações previstas no Manual de Segurança do Pix”.

“Do lado do BC, foram implementados mecanismos complementares de monitoramento aplicáveis a todas as instituições participantes do Pix, que inclui reforço no tratamento de consultas em volumes atípicos”, afirmou o BC em nota.

Além disso, a autarquia esclareceu que não houve falha no sistema do BC.
“Não foi explorada nenhuma vulnerabilidade em qualquer sistema do BC. O hacker acessou as informações utilizando a infraestrutura tecnológica do sistema do Banese, explorando falhas graves de segurança no aplicativo da instituição”, alegou.

 

“Em suma, quem acessou o DCIT [diretório administrado pela autarquia] foi o próprio participante Banese. O desconhecido não autorizado jamais teve acesso direto aos sistemas do BC”, completou.
 

O BC ressaltou que as medidas já adotadas reduzem o risco de outro vazamento de dados.
 

Para Rafael Stark, presidente da fintech Stark Bank, o sistema do Pix é seguro. "O vazamento é uma falha exclusiva do banco Banese", afirmou.
 

O especialista levantou algumas hipóteses que podem levar a vazamentos de chaves Pix.
 

"Caso haja vazamento interno por funcionários maliciosos, apenas uma melhora na governança e alto controle de acesso às informações podem evitar isso", ressaltou.
 

"Se o vazamento ocorre em razão de clientes maliciosos do banco fazendo varreduras das chaves do Pix por bots, chutando o número do telefone até que se encontre uma chave válida, por exemplo, cabe ao banco monitorar clientes com excesso de tentativas de chaves inválidas e bloquear o acesso do cliente", pontuou.
 

O Banese afirmou que possivelmente o hacker obteve as informações mediante engenharia social.
 

"Nesse caso, cabe ao banco orientar os clientes apenas a falarem através dos canais oficiais do Banco e nunca através de SMS, email ou links enviados de fontes desconhecidas", alertou Stark.
 

O criminoso que utiliza engenharia social engana a sua vítima ao se passar por uma instituição ou site confiável e faz com que ela forneça os dados.
 

Peterson dos Santos, especialista em segurança de dados e presidente da empresa de tecnologia Trio, não atribui o vazamento à falta de segurança do sistema do Pix.
 

Ele ressalta que a implementação do novo meio de pagamento foi muito rápida. "Por isso estão aprimorando diariamente a capacidade de evitar fraudes e com certeza isso continuará acontecendo durante os próximos meses", disse.
 

Para o especialista, os dados contidos nas chaves não são sensíveis. "Não há motivos para supervalorizar o vazamento e desacreditar de um projeto da magnitude do Pix e com todas as suas implicações diretas na vida de toda a população", ponderou.
 

Victor Hugo Pereira Gonçalves, presidente da Sigilo, instituto especializado em proteção de dados e segurança da informação, frisou que a chave Pix é um dado pessoal e o seu vazamento constitui infração do artigo 46 da Lei Geral de Proteção de Dados.
 

"Infelizmente, institucionalmente, o BC e a ANPD [Autoridade Nacional de Proteção de Dados] não tem feito nada, mas a situação é grave e requer atenção. Não está claro dentro das regras do Pix quais são os mecanismos de segurança adotados", ponderou.
 

Em sua visão, a estrutura desenvolvida para as chaves é insegura e não gera confiança. "Ela demanda que cada instituição desenvolva sua parte e isso gera risco ainda maior. No caso do Banese talvez tenha sido o desenvolvimento que tenha dado brecha para o vazamento", afirmou.
 

Nesta sexta-feira (1º), o presidente do BC, Roberto Campos Neto, afirmou que o aumento das fraudes no Pix está mais relacionado à reabertura da economia do que com as regras aplicadas ao sistema de pagamentos instantâneos.
 

Em evento virtual promovido pelo Morgan Stanley, ele ressaltou que o BC promoveu mudanças no Pix para evitar fraudes e outros crimes.
 

"Criamos um novo segmento do Pix só para evitar fraudes. Claro, houve um aumento no número de fraudes, mas isso está mais relacionado à reabertura da economia do que a forma como fazemos", disse.
 

Campos Neto se referia às mudanças recentes implementadas pelo BC nas regras do Pix para aumentar a segurança e reduzir a vulnerabilidade dos sistemas às ações de criminosos em fraudes, sequestros e outros crimes.
 

Foi determinado, por exemplo, o limite de R$ 1.000 para operações em canais digitais com Pix e TED (Transferência Eletrônica Disponível) entre pessoas físicas à noite, que começa a valer em 4 de outubro.
 

Além disso, na semana passada, o BC publicou norma que permite que o banco retenha uma operação suspeita de fraude por até 72 horas, medida que passa a valer em 16 de novembro.
 

*
PRINCIPAIS MUDANÇAS SOBRE SEGURANÇA NO PIX

 


COMO ERA

 

- Limites: igual ao da TED em qualquer horário
 

- Operações suspeitas: o banco não podia reter nenhuma operação e a liquidação tinha que ser feita na hora
 

- Pedido de aumento de limite: cada banco tinha uma política
 

- Cadastro de contas: não era permitido
 

COMO FICA

- Limites: padrão de R$ 1.000 entre 20h e 6h, podendo ser modificado pelo cliente; medida também vale para TED e transferência no WhatsApp

- Operações suspeitas: o banco pode reter uma operação suspeita no Pix por 30 minutos durante o dia ou 60 minutos à noite para análise de risco

- Pedido de aumento de limite: o banco deve atender o pedido entre 24 horas e 48 horas após a solicitação

- Cadastro de contas: o cliente pode cadastrar contas previamente no Pix para fazer transações acima do limite estabelecido, mas mantendo o valor para as demais operações; o registro em canal digital deve ser feito 24 horas antes

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Corte de energia por falta de pagamento volta a ser permitido a partir desta sexta

  • 01 Out 2021
  • 18:07h

Foto: Divulgação / Coelba

A partir desta sexta-feira (1º) será novamente permitido o corte de energia por falta de pagamento no caso dos consumidores de baixa renda. O corte por inadimplência para os beneficiários da tarifa social havia sido suspenso em abril pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), diante da crise provocada pela pandemia da Covid-19.

Inicialmente, a medida valeria até 30 de junho, mas foi prorrogada pela agência até 30 de setembro. De acordo com a Aneel, não há previsão de outro adiamento.

A Aneel sinaliza que antes do corte de energia por falta de pagamento, a distribuidora deve encaminhar notificação ao consumidor. Segundo resolução da Aneel, essa notificação deve ser “escrita, específica e com entrega comprovada ou, alternativamente, impressa em destaque na fatura”. O envio deve ser feito com antecedência mínima de 15 dias.

No caso das famílias de baixa renda, a distribuidora pode negociar o parcelamento do débito em, no mínimo, três parcelas.

Obra atrasa e nova fábrica do Butantan não é entregue na data prevista

  • por Ana Bottallo | Folhapress
  • 01 Out 2021
  • 14:16h

Imagem ilustrativa | Foto: Instituto Butantan / Divulgação

A nova fábrica de vacinas do Instituto Butantan, que será responsável pela produção da Coronavac, vai atrasar. A previsão inicial era que o local seria entregue nesta quinta (30), mas a obra ainda não foi finalizada.
O espaço de 7.885 metros quadrados e três andares que está sendo construído na zona oeste de São Paulo pretende ser um Centro Multipropósito para Produção de Vacinas (CMPV). A estrutura física para o novo prédio já existia --fica no espaço onde deveria ser uma fábrica de hemoderivados do instituto, que nunca foi adiante.

Para a produção de vacinas, que são componentes chamados imunobiológicos, é preciso a construção de laboratórios de biossegurança nível 3, onde se manipula material biológico infectante, no caso vírus e bactérias. Com isso, o prédio teve que ser adaptado para a nova função.

Inicialmente, o diretor do Butantan, Dimas Covas, e o governo de João Doria (PSDB) prometeram a conclusão da construção para meados de setembro, com a previsão de iniciar a produção de vacinas em dezembro. Com o atraso, porém, não há uma nova data para início da atividade na fábrica.

Questionada, a assessoria do instituto afirmou que não pode responder ao processo de construção civil da nova fábrica por questões contratuais. Isto porque o dinheiro arrecadado para a obra foi capitaneado pela Comunitas, organização civil que recebeu doações de 45 empresas privadas para a construção do centro, no valor total de R$ 189 milhões.

A promessa de entrega no dia 30 de setembro foi alardeada pelo próprio governador e pela diretora-presidente da Comunitas, Regina Esteves, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo. "No dia 30 de setembro teremos uma fábrica de vacinas prontas", afirmou ela em fevereiro.

Agora, porém, a própria organização afirmou em nota que "as obras civis da fábrica estão avançadas e serão entregues no próximo mês", sem especificar uma data. O texto diz também que "a previsão de entrega está dentro do esperado para a especificidade da obra, que atende ao rigor técnico de um moderno complexo fabril de imunizantes".

Apesar da responsabilidade da construção ser da entidade privada, o maquinário para operação foi adquirido pelo instituto, que também será responsável por testá-las. Nem o Butantan nem a Comunitas responderam quanto tempo mais será necessário para concluir as obras e qual o motivo do atraso.

Para Elize Massard de Fonseca, pesquisadora da FGV (Fundação Getulio Vargas) que analisa transferências de tecnologia para incorporação ao SUS no país (como é o caso das vacinas), a complexidade da obra --que necessita de vedação especial em pisos e janelas nos laboratórios de biossegurança nível 3-- pode ser um dos motivos da demora.

"Trabalhar com vírus traz um risco alto de contaminação. O Butantan já tinha um laboratório nível 3 para produção da vacina da gripe, que poderia ter sido revertido para a Coronavac, mas acredito que por não quererem parar a produção desta vacina optaram pela construção do zero de uma nova fábrica, o que toma mais tempo", explica.

Além do tempo necessário para construção e dos testes, é preciso ainda que haja a aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) antes do início da atividade. "Pode ser também um processo demorado, então talvez o cronograma tenha sido otimista demais mesmo", diz.

No novo espaço serão produzidas, além da Coronavac, também outras vacinas já tradicionalmente fabricadas pelo instituto, como as contra raiva e hepatite. A expectativa é ampliar não só o portfólio de imunizantes, mas também a capacidade para, inclusive, fornecer imunobiológicos para parceiros na América Latina.

Doria deseja usar a nova fábrica como carta eleitoral em 2022. O governador confirmou na última semana sua pré-candidatura à Presidência e disse que vai concorrer às prévias do partido em novembro.

A expectativa era de iniciar a produção da Coronavac ainda em dezembro de 2021, com produção em escala a partir de janeiro de 2022.

Algumas estratégias de comunicação malsucedidas, contudo --como o anúncio de uma vacina 100% brasileira, a Butanvac, quando na verdade a tecnologia era do Hospital Mount Sinai, em Nova York, e os lotes de Coronavac interditados pela Anvisa-- vêm manchando a imagem da instituição centenária.

O próprio Ministério da Saúde, segundo apurou o jornal Valor Econômico, disse que não pretende renovar o contrato para 30 milhões de doses adicionais aos 100 milhões já entregues pelo instituto paulista ao governo federal.

Assim, a produção da Coronavac nacional pode servir mais para a exportação das novas doses do que para utilização nacional, uma vez que a própria Organização Pan-Americana de Saúde (braço nas Américas da OMS) fechou um acordo com a Sinovac para oferecer vacinas contra a Covid-19 a países-membros.

De acordo com o vice-diretor da OPAS, Jarbas Barbosa, o acordo prevê a entrega de 8,5 milhões de doses ainda em 2021 e 80 milhões em 2022, segundo a agência de notícias AFP.

Para o pesquisador do Incor Jorge Kalil, ex-diretor do Butantan que esteve à frente do projeto inicial da fábrica de vacinas em 2011, há uma necessidade no Brasil por fábricas para produção nacional de vacinas. "O modelo do governo vigente, de transferência de tecnologia de vacinas produzidas lá fora, só beneficia as farmacêuticas que trazem os seus produtos para vender aqui. A pandemia deixou claro como precisamos investir em ciência e tecnologia", diz.

 

*ENTENDA COMO SERÁ A FÁBRICA DE VACINAS

O que é o CMPV?

O Centro Multipropósito para Produção de Vacinas é uma nova fábrica para produção de vacinas no Instituto Butantan, na zona oeste de São Paulo. Atualmente, o instituto possui uma fábrica para produção da vacina contra gripe, uma planta para a produção da vacina contra a dengue (ainda em testes de fase 3) e um terceiro centro para envase e rotulagem de demais vacinas. A ideia do CMPV é concentrar em um único espaço a produção nacional das vacinas Coronavac, contra a raiva, hepatite A, DTPa, dentre outras.

De onde vêm os recursos para o CMPV?

A construção da nova fábrica recebeu financiamento de 45 empresas que fizeram doações por meio da Comunitas, organização civil que ficou responsável por capitanear os recursos privados para a construção em parceria com o governo estadual, por meio da InvestSP e da Fundação Butantan. Foram levantados até agora R$ 189 milhões.

Para quando estava prevista a conclusão da obra?

O governo paulista junto com a Comunitas anunciaram a entrega da nova fábrica para o dia 30 de setembro, porém o prazo não foi cumprido, sem justificativa para o motivo do atraso.

Qual a nova previsão?

Segundo a Comunitas, a nova previsão é para o próximo mês, mas uma data específica.

E para quando estava prevista o início das atividades?

O Butantan pretendia iniciar os testes para a produção da Coronavac nacional em dezembro de 2021 e o início das atividades em janeiro de 2022.

E qual a nova previsão?

O Instituto Butantan e a Comunitas não informaram o novo prazo para início de testes na produção e atividade da fábrica.

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No Ceará, pai mantinha casamento para acobertar incesto com a filha, aponta delegado

  • 01 Out 2021
  • 12:08h

Foto: Divulgação/PC-CE

Após um homem de 39 anos, identificado como Jaelson Oliveira, sofrer uma tentativa de homicídio a mando de uma mulher com quem mantinha relacionamento afetivo, na cidade de Canindé, no interior do Ceará, a polícia daquele estado identificou que Jaelson utilizava o relacionamento para encobrir um caso com a própria filha, de 20 anos de idade. 

Maria Aparecida Barroso, de 36 anos, foi presa na última segunda-feira (27), por suspeita de pagar R$ 3 mil a dois homens para matarem o marido. A descoberta da relação incestuosa do companheiro teria  motivado a decisão dela. 

Segundo reportagem do G1, durante a ação a filha de Jaelson, que não teve o nome revelado, também foi baleada e perdeu a visão de um dos olhos. O namorado da jovem, Antônio Herilson da Silva Lopes, de 26 anos, que, segundo a polícia, chegou a participar de uma relação sexual a três junto com pai e filha também foi capturado e é suspeito de ajudar Aparecida no crime.

“Quando ela foi presa, a gente começou a perguntar os motivos que levaram a essa ação. Ela disse que realmente ela sofria violência psicológica, violência física. Ela queria se separar e ele não deixava. Conversando com ela a gente notou que ele queria manter à força essa relação para justamente acobertar o relacionamento que ele tinha com a filha", disse Daniel Aragão, titular da Delegacia Regional de Canindé. 

Jaelson foi ouvido pela polícia nesta quinta-feira (30) no Instituto Doutor José Frota, em Fortaleza, onde está internado. Segundo o delegado, o homem confirmou que mantinha um relacionamento amoroso com a própria filha há 1 anos e 8 meses.

"Ele confirma a relação incestuosa. Há 1 anos e 8 meses começaram com essa relação amorosa. Ambos dizem que foi uma paixão mútua", afirma o delegado.

A filha de Jaelson foi ouvida pela Polícia Civil na quarta-feira (29), na Delegacia de Canindé, em apuração sobre o possível estupro do pai contra a filha durante a infância. Porém, segundo o delegado, a jovem lhe relatou que era apaixonada pelo próprio pai e que o relacionamento só teve início após ela completar 18 anos.

"Ele não era reconhecido como pai até os 10 anos dela. Ele fez o DNA, confirmou a paternidade, com 12 anos ela foi morar com ele, por volta dos 18 anos foi quando começou esse relacionamento amoroso com a filha. Nós tentamos fazer toda a investigação para saber se realmente ele poderia ter entrado nesse crime de estupro de vulnerável, mas não se confirmou, pelo menos com o que foi dito por eles. É difícil de ter testemunha, haja vista que é um crime entre quatro paredes, então nenhum dos dois confirmou", explica o titular da delegacia regional de Canindé.

Proibido no Brasil, 'melzinho do amor' oferece riscos graves à saúde, diz Unicamp

  • Bahia Notícias
  • 01 Out 2021
  • 10:03h

Foto: Divulgação / CIATox

O chamado “melzinho do amor”, comercializado em festas por todo o país como uma espécie de estimulante sexual, contém fármacos utilizados para o tratamento de disfunção erétil. De acordo com o Laboratório de Toxicologia Analítica do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) da Unicamp, administrada de forma combinada, as substâncias podem causar efeitos colaterais graves, com risco de morte.

Vendidos em formato de sachê, o estimulante, proibido desde março no Brasil por determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), diz conter apenas componentes naturais, como café, extrato de caviar, ginseng, maçã, gengibre, canela, mel da Malásia e Tongkat Ali (Eurycoma longifolia). Entretanto, ambos os fármacos usados para o tratamento de disfunção erétil, Sildenafila e Tadalafila, são de origem sintética.

No estudo, o CIATox analisou três amostras do “melzinho do amor” e chegou à conclusão que, devido à utilização da Sildenafila e da Tadalafila, o produto não é indicado especialmente para pessoas com cardiopatias e hipertensão. A utilização sem prescrição desses fármacos pode provocar efeitos indesejados graves, como uma ereção longa e dolorosa com risco de necrose do pênis.

Além disso, em caso de ingestão concomitante com álcool ou outros fármacos, há risco de intensificação de efeitos colaterais, como tontura, hipotensão arterial e dores de cabeça. Em pacientes cardiopatas, a Sildenafila e a Tadalafila podem acarretar hipotensão grave, potencialmente fatal.

Covid: Bahia perde 1,3 mil doses de vacina após exposição a temperaturas inadequadas

  • por Jade Coelho I Bahia Notícias
  • 01 Out 2021
  • 08:00h

Foto: Myke Sena / MS

Na Bahia, 1.369 doses de vacina contra a Covid-19 acabaram perdidas e tiveram que ser descartadas após exposição a temperaturas inadequadas. A orientação para o descarte partiu do próprio Ministério da Saúde (MS). De acordo com a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), oito municípios baianos notificaram perda de doses por este motivo. No entanto, a pasta não detalhou quais as cidades nem a fabricante das vacinas.

O armazenamento de imunobiológicos deve seguir todos os protocolos e exigências estabelecidos pelo Plano Nacional de Operacionalização da Vacina (PNO). Conforme o MS, a temperatura adequada deve ser respeitada a fim de manter a confiabilidade dos imunizantes. A temperatura ideal de cada imunizante consta na bula.

Apesar do "desperdício" de doses, o próprio PNO prevê a possibilidade de contratempos e estabelece um protocolo que não deixa os municípios prejudicados.

 Em cada lote que é enviado aos estados, 5% das doses das vacinas são reservadas para o caso de perda técnica. Além da exposição a temperaturas que não são as recomendadas na bula, há previsão também em relação a episódios de quebra de frascos, como já ocorreu na Bahia (lembre aqui).

Na época, a Sesab explicou que diante desses imprevistos, o material quebrado ou armazenado na temperatura incorreta é recolhido e a secretaria estadual repõe o frasco ou doses perdidas e notifica o Ministério da Saúde. A pasta federal, por sua vez, entra em contato com fabricante e solicita a reposição daquela dose.

Brumado: Salvador Pescados na bronca com vigilância sanitária local

  • Brumado Urgente
  • 30 Set 2021
  • 18:17h

Foto: Brumado Urgente

A empresa Salvador Pescados, que é especializada na venda de peixes de água salgada, inclusive, o crustáceo camarão, como também, frutos do mar, através de um de seus proprietários, entrou em contato com a redação do Brumado Urgente na tarde desta quinta-feira (30), para denunciar a venda clandestina de camarão na cidade. Onde o comércio estaria ocorrendo pelas ruas do município, sobretudo, em portas de agências bancárias no centro da cidade.

De acordo com uma das proprietárias da Salvador Pescados, Verônica Nunes, ela pessoalmente, já ofertou denúncia à vigilância sanitária local, e pediu providências, já que a venda do camarão em caixas de isopor põe em risco a saúde dos consumidores, pois, não está respeitando o processo adequado de conservação dos crustáceos; e ainda mais, não se sabe a procedência desses camarões, não podendo atestar a origem, nem tampouco a qualidade. E elevando o tom, Nunes ressaltou que a venda destes crustáceos nestas condições de armazenamento põe em risco a saúde dos consumidores de maneira indubitável.

E faz um apelo aos órgãos competentes para que fiscalizem tal prática que vem ocorrendo de forma frequente na cidade. E para finalizar, encerrou sua fala asseverando que “se nenhuma atitude for tomada pelos órgãos competentes, algo de muito grave poderá ocorrer com que consome produtos de origem não comprovada”.

Motociatas de Bolsonaro já custaram quase R$ 3 milhões aos cofres públicos

  • por Ana Luiza Albuquerque | Folhapress
  • 30 Set 2021
  • 17:55h

Foto: Alan Santos / PR

As motociatas do presidente Jair Bolsonaro já custaram ao menos R$ 2,8 milhões aos cofres públicos, segundo levantamento realizado pela Folha de S.Paulo a partir de mais de 30 pedidos via Lei de Acesso à Informação.
A soma leva em conta as despesas com o cartão de pagamento do governo federal, informadas pela Secretaria-Geral da Presidência, e os custos assumidos pelos estados para garantir a segurança da população e da comitiva de Bolsonaro.

A quantia computada até o momento, porém, está longe de representar todos os gastos envolvidos com os eventos. Isso porque o governo federal divulgou, por enquanto, apenas despesas relativas a 5 das 12 motociatas que tiveram a presença do presidente.

Ainda não há informações a respeito de gastos que ocorreram há mais de dois meses.

É o caso da viagem da comitiva de Bolsonaro para participar de motociata em Porto Alegre, no dia 10 de julho. Segundo resposta da Secretaria-Geral da Presidência à reportagem, as prestações de contas "encontram-se em fase de instrução".

Também não foram divulgadas as despesas com o evento em Presidente Prudente (SP), no dia 31 de julho. De acordo com a secretaria, "a prestação de contas dessa viagem ainda não foi apresentada, estando no prazo legal".
Em resposta a outro pedido da Folha, porém, a Presidência havia afirmado que o prazo para a apresentação das contas acaba no dia 5 do mês seguinte às viagens, levando ainda cerca de 10 a 15 dias úteis para a execução da análise de conformidade das prestações.

Na tarde desta quarta-feira (29), ministros do TCU (Tribunal de Contas da União) participaram de uma sessão extraordinária, sob sigilo, para deliberar a respeito de uma solicitação do Congresso sobre uma auditoria nos gastos da União com todas as motociatas.

O pedido partiu de integrantes da CPI da Covid no Senado.

Segundo o jornal O Globo, a área técnica do TCU disse em relatório aos ministros que não é possível apontar irregularidades nos gastos de Bolsonaro porque não existe previsão legal para determinar o que é uma viagem de interesse público.

Os técnicos recomendaram, ainda de acordo com o jornal, o arquivamento da investigação no tribunal e o envio do material à CPI e às comissões de Fiscalização e Controle da Câmara e do Senado.

Desde o início de maio, as motociatas serviram como palco para os arroubos autoritários de Bolsonaro, em busca de uma demonstração de força.

Diante da queda de popularidade com a disparada da inflação e com a exposição do governo federal na CPI da Covid, ele encontrou acolhimento mais uma vez junto à sua base mais radical, lançando mão de discursos golpistas que geraram uma crise institucional.

Nesses eventos, Bolsonaro reforçou que não aceitará os resultados das eleições de 2022 caso seja derrotado e atacou governadores e ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e do STF (Supremo Tribunal Federal).

O presidente repetiu também sua rotina pró-Covid, gerando aglomerações e abraçando apoiadores sem máscara. Três dias antes de um ato no Rio de Janeiro, por exemplo, ele havia dito numa live que voltara a ter sintomas da doença.

Na viagem ao Rio, em 23 de maio, foram gastos mais de R$ 231 mil no cartão de pagamento do governo federal. Em São Paulo, em 12 de junho, foram mais de R$ 476 mil. Em Chapecó (SC), 14 dias depois, quase R$ 450 mil. Segundo a Presidência, as motociatas em Brasília não geraram custos adicionais.

Não é possível saber detalhes a respeito das despesas porque a informação foi classificada como sigilosa pela Presidência.

Entre os estados onde ocorreram as motociatas, São Paulo informou os maiores custos para a sua realização. O estado é governado por João Doria (PSDB), desafeto de Bolsonaro e possível rival na eleição presidencial do ano que vem.

Segundo a Secretaria de Segurança de São Paulo, foi gasto R$ 1,2 milhão no evento, que contou com 1.433 policiais e a atuação de batalhões territoriais e especializados, como Baep, Choque e Canil, além de equipes do Corpo de Bombeiros e do Resgate.

O ato também teve o apoio de cinco aeronaves, dez drones e aproximadamente 600 viaturas --entre motos, carros, bases comunitárias móveis e unidades especiais.

A motociata de Presidente Prudente, no dia 31 de julho, custou R$ 300 mil ao governo paulista. O efetivo foi reforçado com cerca de 450 PMs, e a ação foi monitorada por drones e pelo helicóptero Águia da região.

Em agosto, Doria afirmou que Bolsonaro será cobrado se participar de novas motociatas no estado. "Não é obrigação do governo do estado de São Paulo fazer segurança de motociatas sem que o custo seja suportado por quem as organiza e as promove", disse o governador.

A motociata em Porto Alegre, no dia 10 de julho, custou mais de R$ 88 mil aos cofres do estado, governado por outro presidenciável do PSDB, Eduardo Leite. Para viabilizar o ato bolsonarista, foram empregados 746 policiais militares, 27 policiais civis e 239 viaturas, sendo duas aeronaves, duas embarcações, dois jet-skis e duas lanchas.

No Rio de Janeiro, as despesas estaduais chegaram a R$ 37.651. Foram solicitados 105 policiais militares no POE (Policiamento Ostensivo Extraordinário), além do grupamento escalado no POO (Policiamento Ostensivo Ordinário), já normalmente em atividade. Um helicóptero sobrevoou o evento durante cerca de três horas.

A motociata de Chapecó (SC), em 26 de junho, gerou gastos de R$ 26.771, com efetivo de 174 policiais militares, 83 viaturas e um helicóptero. Em resposta a pedido via Lei de Acesso à Informação, o estado disse que o GSI (Gabinete de Segurança Institucional), responsável pela segurança do presidente, "disponibilizou lanche a todo o efetivo envolvido".

Questionado sobre gastos efetuados para viabilizar as motociatas, o GSI respondeu à Folha que não possuía as informações solicitadas, "cabendo à Secretaria Especial de Administração da Secretaria-Geral da Presidência da República efetuar o pagamento das despesas decorrentes dos gastos das viagens presidenciais".

O Governo de Santa Catarina também teve que custear mais de R$ 13 mil para a realização da motociata em Florianópolis, no dia 7 de agosto. O efetivo foi reforçado com 365 policiais e foram empregadas uma aeronave, 16 viaturas e 17 motocicletas.

A Polícia Militar do Distrito Federal se negou a informar os custos que envolveram três motociatas em Brasília, afirmando que a corporação não tem esses dados compilados.

Já a Polícia Civil de Goiás recusou-se a divulgar as despesas com a segurança do evento em Goiânia no dia 27 de agosto.

A corporação decretou sigilo de cinco anos em cima das informações, alegando que sua divulgação iria expor a instituição "quanto aos equipamentos de que dispõe para investigação e operações policiais", pondo em risco a segurança da polícia e o sucesso em outras atuações.

A Folha não obteve as despesas estaduais com as motociatas em Uberlândia (MG) e Santa Cruz do Capibaribe (PE) até a publicação deste texto.

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Passageira de avião aciona janela de emergência e atrasa voo em mais de uma hora em Guanambi

  • Folha do Vale
  • 30 Set 2021
  • 15:21h

Foto: AEROIN

Durante o procedimento de embarque do voo AD4137 (Guanambi-Belo Horizonte), um cliente abriu uma das janelas de saída de emergência da aeronave ainda em solo, atrasando o voo em mais de uma hora.

Uma passageira da companhia aérea Azul causou o atraso do voo entre  Guanambi e Belo Horizonte, em Minas Gerais, após abrir por engano a janela de emergência. O foto ocorreu na última quarta-feira (29).

A aeronave turboélice modelo ATR 72-600 voaria de Guanambi, na Bahia, mas devido ao descuido da passageira, ele sofreu um atraso de 1 e 25 minutos. Quando o incidente aconteceu o avião ainda estava em solo, então não houve consequências para os passageiros.

Após o acionamento da janela de emergência, todos os passageiros foram evacuados da aeronave. A empresa não informou quantos passageiros estavam na aeronave.

O primeiro voo da empresa entre o Aeroporto Internacional de Confins, em Belo Horizonte, e Guanambi, ocorreu no dia 20 de setembro, operando voos às segundas, quartas, sextas e domingos.

Em nota encaminhada ao Portal Folha do Vale, a Azul informou que durante o procedimento de embarque do voo AD4137 (Guanambi-Belo Horizonte), um cliente abriu uma das janelas de saída de emergência da aeronave ainda em solo.

Em função disso, todos os clientes precisaram ser desembarcados e a aeronave foi disponibilizada para a manutenção. Após cerca de uma hora, o avião foi liberado e o voo seguiu normalmente até o destino final.

 A Azul lamentou eventuais aborrecimentos causados e destaca que ações como essa são necessárias para garantir a segurança de suas operações.