Em julho, houve uma alteração importante nas exportações do setor agropecuário da Bahia: a Espanha se tornou o segundo maior destino dos produtos baianos do setor. A informação consta no Relatório de Exportações do Agronegócio divulgado nesta semana pela Assessoria Econômica do Sistema Faeb/Senar e ganha ainda mais relevância diante do cenário comercial, já que desde 6 de agosto estão em vigor as tarifas de 50% impostas pelo governo norte-americano sobre alguns produtos brasileiros.
Por exemplo, em junho, os Estados Unidos importaram mais de 55 milhões de dólares em produtos agrícolas da Bahia, estabelecendo-se como o segundo maior destino do setor, perdendo apenas para a China. Em julho, as importações dos Estados Unidos atingiram cerca de US$ 35 milhões, levando os americanos a perder a posição de segundo maior parceiro comercial do agro baiano pela primeira vez no ano, para a Espanha, que alcançou um valor de US$ 36,8 milhões.
O resultado sugere que o mercado já vinha dando sinais de retração antes mesmo da entrada em vigor da medida, anunciada para 1º de agosto e, posteriormente, adiada para o dia 6 do mesmo mês. Especialistas apontam que a simples expectativa da nova barreira comercial pode ter impactado as negociações, com reflexos imediatos na compra de produtos como celulose, derivados de cacau e sucos de frutas, que tradicionalmente lideram as vendas para o mercado norte-americano.
Apesar da mudança de posição entre Espanha e Estados Unidos no mês de julho, a China permanece, com larga vantagem, como o maior parceiro comercial do agro baiano. O país asiático concentrou sozinho a maior fatia das exportações, reforçando sua posição como mercado estratégico para as commodities produzidas na Bahia, sobretudo a soja, a celulose e as fibras e produtos têxteis.
Um levantamento da Assessoria Econômica do Sistema Faeb/Senar mostra que, de janeiro a julho de 2025, os valores comercializados com a China superaram em muito os registrados com os atuais segundo e terceiro no ranking. O relatório mostra ainda que as exportações para o país asiático tiveram uma recuperação no mês de julho, após três meses seguidos de reduções no valor negociado.
A canção “Bye-bye, Verde”, composta por Arlindo Polvinthai, ganha no Dia da Amazônia uma nova vida em diferentes formas de expressão, reafirmando a força da arte como voz da floresta.
Agora, a música chega também em inglês, com a versão “Bye-bye, Green”, feita e interpretada por Joel Augusto(confira aqui). Essa adaptação abre caminho para que a mensagem ultrapasse fronteiras, alcançando ouvintes de todo o mundo.
Em um ano histórico para o Brasil, que receberá a COP30 em Belém, Pará, de 10 a 21 de novembro de 2025, a obra de Arlindo Polvinthai ganha projeção internacional, dialogando diretamente com o espírito do evento: unir nações em torno da urgência climática. A canção torna-se, assim, não apenas um gesto artístico, mas também um manifesto pela preservação da Amazônia.
Pensando em acessibilidade e inclusão, a música também ganhou uma versão em Libras, traduzida e interpretada por Mileide Leite, disponível neste link. Dessa forma, a mensagem ambiental ecoa ainda mais forte: todos podem sentir, compreender e compartilhar a importância de proteger a floresta.
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Por Carolina Linhares, Marianna Holanda e Raphael Di Cunto | Folhapress
05 Set 2025
14:17h
Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), elaborou uma nova versão do projeto de lei de anistia aos condenados de 8 de Janeiro que libera Jair Bolsonaro (PL) para concorrer na eleição de 2026 e perdoa crimes desde o inquérito das fake news, em 2019.
A versão ainda não foi protocolada, mas a Folha obteve acesso ao texto. Ele é o mais abrangente desde que começou a discussão na Casa, porque retrocede até o início do governo Bolsonaro. O ex-presidente está detido em prisão domiciliar, inelegível e em meio a um julgamento que pode condená-lo a mais de 40 anos de detenção.
O inquérito das fake news, criado em março de 2019, deu início a todos os outros em andamento no STF (Supremo Tribunal Federal) que têm o ex-presidente e seus aliados como alvo. Eles são relatados pelo ministro Alexandre de Moraes.
A proposta de Sóstenes, no entanto, contraria a estratégia do centrão, que tem defendido a anistia, mas com a manutenção da inelegibilidade de Bolsonaro, num esforço para viabilizar a candidatura presidencial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que passou a atuar na linha de frente da articulação a favor do perdão.
Em paralelo, há outra versão do texto que circula entre bolsonaristas. A proposta é muito similar à do líder do PL e leva a assinatura do deputado Rodrigo Valadares (União-SE), relator da anistia na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Valadares nega a interlocutores ser o autor dessa versão.
O parecer foi atualizado na semana passada e também é mais abrangente do que o apresentado no ano passado, quando a ideia era anistiar apenas atos relacionados à eleição de 2022.
Ambas as propostas de anistia, a de Sóstenes e a que tem a assinatura de Valadares, valeriam para ilícitos cometidos desde 14 de março de 2019 e preveem perdão também a crimes eleitorais, além de livrarem os anistiados de inelegibilidade. Já a anistia em discussão até agora, tratava apenas de situações correlatas aos ataques golpistas de 8 de Janeiro.
O texto desenhado por Sóstenes, porém, menciona especificamente o 8 de Janeiro e os acampamentos de bolsonaristas, além de citar o STF e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O líder do PL consultou constitucionalistas para elaborar sua proposta.
O texto defendido pelo PL estabelece anistia para alvos de inquéritos instaurados pelo Supremo com base no artigo 43 do regimento interno da corte, que é o dispositivo que embasa o inquérito das fake news. Ele também perdoa aqueles investigados fundamentos em informações e relatórios produzidos pelo setor de combate à desinformação do TSE.
"Fica concedida anistia a todos aqueles que, no período compreendido entre 14 de março de 2019 e a data de entrada em vigor desta Lei, tenham sido ou estejam sendo ou, ainda, eventualmente, possam vir a ser investigados, processados ou condenados", diz o texto do líder do PL, antes de elencar as condutas anistiadas, entre elas os crimes contra o Estado democrático de Direito.
Segundo a proposta, inquéritos e processos em curso seriam arquivados. A anistia alcançaria ainda "ilícitos civis, administrativos e eleitorais vinculados ou associados às condutas referidas no caput, afastando-se, inclusive, todas as inelegibilidades já declaradas ou que venham a ser declaradas pela Justiça Eleitoral contra os beneficiários desta lei".
Segundo a advogada Mariana Rabelo, sócia do Ubaldo Rabelo Advogados, a anistia é geralmente usada para perdão de delitos de natureza criminal, o que não beneficiaria Bolsonaro eleitoralmente, já que ele foi condenado pelo TSE por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.
"Certamente cientes dessa circunstância, os redatores da minuta desse PL concedem perdão não apenas para delitos de natureza criminal, mas também ilícitos civis, administrativos e eleitorais, de forma a não deixar margem para questionamentos no sentido de que, uma vez aprovado o texto, estaria afastada a inelegibilidade de Bolsonaro", explica Mariana.
O líder do PL afirmou, nesta quinta-feira (4), que só interessa ao partido uma anistia que inclua Bolsonaro, o que é considerado mais difícil de ser aprovado do que um texto que contemple apenas os presos do 8 de Janeiro.
Ele rechaçou ainda a proposta defendida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), de um texto que apenas reduza penas de condenados pelo 8 de Janeiro, sem inclusão do andar de cima.
Uma anistia ampla, geral e irrestrita aos golpistas de 8 de Janeiro é a prioridade do ex-presidente desde que foi apresentada, mas o tema ganhou fôlego na última semana com a adesão do centrão à proposta e, sobretudo, com o embarque de Tarcísio —principal nome da direita para suceder Bolsonaro na eleição presidencial.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), admitiu nesta semana a possibilidade de votar a proposta, algo considerado remoto nos meses anteriores.
Motta vem sendo cobrado por líderes do PL, Republicanos, União Brasil e PP, mas o grupo diverge a respeito de a anistia incluir a inelegibilidade de Bolsonaro ou não. O ex-presidente foi declarado inelegível pelo TSE por ter realizado uma reunião com embaixadores no Palácio do Planalto em que atacava o sistema eletrônico de urnas.
A atuação do centrão e de Tarcísio pela anistia vem em resposta a críticas dos filhos de Bolsonaro de que esses políticos estariam disputando seu espólio eleitoral sem um verdadeiro empenho em tirá-lo da prisão. O gesto, portanto, seria necessário para viabilizar a candidatura de Tarcísio, que precisa do aval do ex-presidente.
CONDUTAS ANISTIADAS, SEGUNDO PROPOSTA DO PL
manifestações verbais ou escritas, inclusive em redes sociais e meios de comunicação, que possam ser consideradas:
- ofensa ou ataque a instituições ou seus integrantes
- descrédito ao processo eleitoral ou aos Poderes
- reforço à polarização política
- geração de animosidade na sociedade brasileira
- crimes contra o Estado democrático de Direito
- prestar apoio administrativo, logístico ou financeiro ou outra forma de contribuição, estímulo ou incentivo às condutas acima
- manifestações voltadas à produção ou veiculação de desinformação ou dados inverídicos em relação a partidos, candidatos, governos, eleições ou agentes políticos
- dano contra o patrimônio da União, deterioração de patrimônio tombado, incitação ao crime, apologia de crime ou criminoso,
- organização criminosa, associação criminosa ou constituição de milícia privada
- inquéritos instaurados com base no artigo 43 do regimento interno do STF (que embasa o inquérito das fake news) ou que tenham informações da assessoria de enfrentamento à desinformação do TSE
- ilícitos civis, administrativos e eleitorais vinculados ou associados às condutas acima, afastando-se, inclusive, todas as inelegibilidades já declaradas ou que venham a ser declaradas pela Justiça Eleitoral
- crimes políticos ou conexos, eleitorais e aqueles que tiveram seus direitos sociais e políticos violados
- movimentações e acampamentos ocorridos em frente a prédios, sedes e equipamentos administrados por instituições militares, bem como os protestos ocorridos na capital federal em 8 de janeiro de 2023
A Bahia registrou um aumento de quase 60% na quantidade de indenizações pagas por responsabilidade civil profissional para médicos em 2025. Segundo dados da Confederação Nacional das Seguradoras e do Sindicato das Seguradoras da Bahia, disponibilizados à reportagem, o tipo de seguro obteve uma alta de 59%.
De acordo com o levantamento acessado pelo BN, R$ 1,1 milhão foram repassados para profissionais que possuíam esse tipo de seguro. O benefício consiste em proteger profissionais e empresas de reclamações por danos causados a terceiros devido a erros, omissões ou falhas na prestação de serviços.
Além disso, outros dados da pesquisa evidenciam que indenizações em seguro perda de renda, também neste ano, cresceram em 30%, onde foram repassados R$ 153,6 mil. O produto consiste em oferecer uma proteção financeira, pagando uma quantia em dinheiro caso a sua renda seja interrompida, por motivos como desemprego involuntário, incapacidade temporária por doença ou acidente, invalidez ou morte.
Ainda nas indenizações, os acidentes pessoais diminuíram em 32%, sendo R$ 7,7 milhões enviados, seguido por queda de 55% no seguro empresarial, um total de R$ 8,6 milhões.
ARRECADAÇÃO
Os valores de arrecadação decorrentes dos seguros também registram um aumento. No quesito responsabilidade civil para empresas subiu em quase 30%, sendo R$ 9,6 milhões somente neste ano. Já o seguro empresarial cresceu em 29%, chegando a R$ 55, 7 milhões em 2025.
O seguro por perda de renda neste ano foi de R$ 941,4 mil, um incremento de 14%. A arrecadação em seguros por acidentes pessoais foi de R$ 78,6 milhões, tendo uma queda de 15%. Em entrevista ao BN, a advogada especializada em Direito Civil, Renata Quadros, analisou e comentou os dados. Ela enfatizou que as ações indenizatórias contra médicos chegaram a quase 100% de aumento, principalmente em procedimentos estéticos, onde a obrigação é de resultado e não apenas de meio.
“99% dos processos judiciais que alegam como fato gerador da ação o erro médico, tem a busca da indenização, seja indenizações materiais, ou seja, custos que o paciente teve por causa da conduta alegada. Seja por danos estéticos e seja por danos morais. Então 99,9% desses processos buscam uma retratação, uma indenização, considerando que alegam danos materiais morais estéticos [...] Inclusive, esses seguros para procedimentos estéticos, normalmente eles são mais caros e tem mais limitações”, disse.
A consultora de seguros Lis Barreto observou acerca dos seguros gerados por erros na rede pública e particular de saúde. Segundo ela, houve uma crescente também em seguros para dentistas que trabalham com harmonização facial e procedimentos estéticos.
“A gente opera aqui com essa carteira há cerca de 15 anos, com seguros médicos de modo geral. Digo sem medo de errar, que nos últimos 5 anos, vem uma crescente diferente da última década”, revelou Barreto.
O ministro do Turismo, Celso Sabino, procurou integrantes da cúpula do União Brasil, aliados no Congresso e colegas do governo Lula (PT) nos últimos dias numa ofensiva para tentar permanecer no cargo, com o argumento de fortalecer sua candidatura ao Senado em 2026.
A federação União Progressista, uma aliança do partido com o Progressistas (PP), anunciou desembarque do governo nesta semana e determinou que políticos com mandato que ocupem cargos na Esplanada devem deixar os postos até o dia 30 de setembro, sob pena de serem expulsos.
Sabino é deputado federal licenciado pelo União Brasil e foi indicado pela bancada do partido na Câmara e nomeado para chefiar o ministério em julho de 2023. Ele também é presidente do diretório estadual da sigla no Pará, seu reduto eleitoral, e integrante da executiva nacional do partido.
Na terça (2), os presidentes do PP, Ciro Nogueira, e do União Brasil, Antonio Rueda, anunciaram o desembarque da gestão federal. A decisão mirou apenas Sabino e o ministro do Esporte, André Fufuca (PP-MA), já que permitiu a permanência no governo de outras pessoas indicadas por políticos desses partidos e determinou a saída apenas dos "detentores de mandatos".
Na quarta (3), a executiva nacional do União Brasil respaldou a decisão da federação em reunião. Sabino não acompanhou o encontro. No mesmo dia, horas depois, o ministro almoçou com o presidente da República, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e os ministros Waldez Góes (Desenvolvimento Regional), Frederico de Siqueira Filho (Comunicações) -ambos indicados por Alcolumbre- e Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais) no Palácio da Alvorada.
De acordo com relatos de dois participantes do almoço, Sabino reforçou o desejo de permanecer no governo e recebeu o aval do petista, que teria afirmando que quer compromisso e lealdade de quem permanecer em sua gestão. Sabino indicou que procuraria a cúpula de seu partido para tentar construir um acordo que o permita continuar na Esplanada. Procurado, o ministro não respondeu.
"Tanto o presidente Alcolumbre quanto os três ministros reafirmaram apoio ao presidente Lula e querem estar junto com o governo, são pessoas que já estavam no governo. Importante que quem quer sair, saia, ninguém é obrigado a ficar. Mas quem ficar, tem que apoiar o presidente Lula, os programas do governo e fazer articulação no Congresso Nacional para nossos projetos e propostas. Isso ficou bem claro", disse Gleisi nesta quinta-feira (4) à imprensa.
Depois do almoço, Sabino se reuniu com o ex-prefeito ACM Neto (União Brasil-BA), presidente da Fundação Índigo, ligada ao União Brasil, e um dos nomes da oposição ao governo Lula no partido. Ele também fez telefonemas a aliados do Congresso e do governo e recebeu apoio de parlamentares que o procuraram desde o anúncio do desembarque. De acordo com relatos, Sabino conversa diariamente com Rueda e com o líder do partido na Câmara, Pedro Lucas (MA).
No resto do dia, despachou de sua sala no Ministério do Turismo, trabalhando, sobretudo, com temas relacionados à COP30 (Conferência de Mudanças Climáticas) da ONU, que será realizada em novembro em Belém, no Pará.
O ministro é um dos mais envolvidos do governo com o megaevento e tem buscado soluções para delegações estrangeiras que afirmam ter dificuldades com questões logísticas, sobretudo de hospedagem. Ele acredita que conseguirá consolidar sua candidatura ao Senado no próximo ano com o protagonismo no evento que ocorrerá em sua base eleitoral.
Segundo relatos de sete interlocutores do ministro, Sabino tem reforçado que até abril (prazo para desincompatibilização para quem concorrerá a cargos eletivos em 2026) o ministério terá uma série de entregas e seus aliados poderão ter ganhos políticos com isso, além do pagamento de emendas parlamentares.
Ele também tem apelado para a COP30, afirmando que não é possível abandonar pela metade o trabalho feito até agora, e que o megaevento dará visibilidade no Pará para sua candidatura ao Senado.
Uma possibilidade aventada é que Sabino se licencie do partido até abril. Essa iniciativa, no entanto, enfrenta resistências entre integrantes da cúpula do União Brasil.
Há também quem aposte numa interferência de Alcolumbre junto ao partido para garantir a permanência de Sabino. O presidente do Senado é um dos principais aliados de Lula no Congresso Nacional e foi contrário à decisão de desembarque. Essa opção, no entanto, é tida como remota, já que a cúpula da legenda é majoritariamente formada por nomes da oposição à gestão petista.
A farmacêutica Novo Nordisk informou nesta quinta-feira (4) que a Justiça Federal no Distrito Federal concedeu uma liminar para manter a patente da liraglutida, princípio ativo das canetas emagrecedoras Victoza e Saxenda, produzidas pela empresa.
De acordo com a decisão, a patente, que estava expirada, ficará mantida pelo prazo de 8 anos, 5 meses e um dia. As informações são da Agência Brasil.
A decisão foi tomada após a Justiça reconhecer as alegações de demora na concessão da patente pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), que, segundo a empresa, demorou 13 anos para analisar o processo de registro de exclusividade.
Diante da demora, a Justiça decidiu recompor o prazo da patente para compensar o atraso. Na avaliação da Novo Nordisk, a decisão representa segurança jurídica nos processos de patentes.
“Sem a garantia de que o direito à patente será respeitado e o exame ocorrerá em um prazo razoável, o Brasil corre o risco de ficar para trás no acesso a novas tecnologias em saúde”, declarou a empresa.
Após a decisão, a Novo Nordisk informou que também busca o mesmo entendimento para a patente da semaglutida, substância presente nos medicamentos injetáveis Wegovy e Ozempic, também produzidos pela farmacêutica.
Cabe recurso do INPI contra a decisão da Justiça Federal.
Após ser acusada de facilitar a coleta de dados pessoas de crianças, a Disney fechou um acordo de R$ 54,7 milhões com a Comissão Federal de Comércio (FTC, em inglês). A queixa foi apresentada na última terça-feira (2) contra duas divisões da empresa: Disney Worldwide Services e Disney Entertainment Operations.
Segundo o órgão, a empresa não rotulou corretamente alguns vídeos que envolviam trechos de produções como Coco, Frozen, Toy Story e músicas de Os Incríveis, no Youtube como “feitos para crianças”, o que descumpre a Regra de Proteção à Privacidade Online de Crianças (COPPA), criada em 1998 nos Estados Unidos.
Conforme a CBS News, um porta-voz da Disney afirmou que o acordo não envolve plataformas próprias da companhia, apenas dos conteúdos publicados no canal da empresa no Youtube, que exige desde 2019 o rótulo de “feitos para crianças” voltados ao público infantil.
O rompimento do União Brasil com o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi resultado de uma sequência de desgastes entre o Palácio do Planalto e o presidente da legenda, Antonio Rueda. A relação, que já era frágil, azedou de vez após cobranças diretas do presidente da República aos ministros da federação União-PP.
Na semana passada, em reunião com 38 ministros, Lula afirmou abertamente que não gosta de Rueda — e que o dirigente também não gosta dele. No mesmo encontro, cobrou que os ministros Celso Sabino (Turismo) e André Fufuca (Esporte) defendessem o governo, caso desejassem permanecer nos cargos.
A insatisfação foi agravada pelo único encontro presencial entre Lula e Rueda, em 26 de junho, um dia depois de o governo sofrer dura derrota na Câmara com a derrubada do decreto que regulamentava o IOF. A reunião foi marcada por críticas de Lula à falta de apoio do partido no Congresso e pela cobrança de Rueda em relação à condução da política fiscal.
O clima piorou ainda mais quando, já no fim da conversa, Lula perguntou sobre Luciano Bivar, inimigo político de Rueda e ex-presidente do União Brasil. A lembrança soou como uma provocação, visto que Rueda e Bivar travaram uma disputa acirrada pelo comando do partido, marcada por acusações e ameaças mútuas.
Sem espaço para recomposição, União Brasil e Progressistas anunciaram, nesta terça-feira (2), o desembarque do governo. Os ministros indicados pelas duas siglas deverão entregar os cargos até o fim de setembro.
Em reação, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, declarou que "ninguém é obrigado a ficar no governo", mas reforçou que, quem permanecer, precisa apoiar as pautas do Planalto.
Os números de crimes de roubos de veículos caíram 17,7% nos primeiros sete meses deste ano, em relação ao mesmo período de 2024. Segundo a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), a utilização do Sistema de Reconhecimento de Placas e das especializadas das Polícias Militar e Civil reduziram em 1.152 ocorrências no estado.
Os índices saíram de 6.539 ocorrências de janeiro a julho do ano passado para 5.385 neste ano. Os furtos de automóveis também tiveram redução em 48 casos, passando de 3.976 para 3.928, com uma queda de 1,2% nos índices.
O Sistema de Reconhecimento de Placas auxiliou na recuperação de 338 veículos (carros, motos ou caminhões) roubados ou furtados neste ano. Desde a implementação, em 2019, 1.073 veículos foram recuperados com o uso da ferramenta.
Só em 2025, dez desmanches de veículos foram desmantelados por equipes do Batalhão Apolo da Polícia Militar e da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos.
O Banco Central (BC) rejeitou operação de aquisição do Banco Master pelo BRB, instituição financeira controlada pelo governo do Distrito Federal. A decisão foi comunicada na noite desta quarta-feira (3) às partes após o fechamento do mercado, sem detalhar de imediato os fundamentos técnicos que levaram ao indeferimento.
O negócio, anunciado em março, previa que o BRB assumisse 58,04% do capital social total do Master — sendo 49% das ações ordinárias e 100% das preferenciais. Desde então, a operação passou por várias reduções a pedido do BC. A versão final contemplava a incorporação de aproximadamente R$ 24 bilhões em ativos do Master, metade do previsto inicialmente, e excluía a participação de Daniel Vorcaro, dono do Master, do controle do futuro conglomerado.
Apesar das alterações, a autoridade monetária manteve preocupações com riscos de corresponsabilidade do BRB diante da sucessão de Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) emitidos pelo Master. O banco privado enfrenta dificuldades de liquidez e sustenta passivos elevados, amparados pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Segundo o balanço de 2024, o Master tinha R$ 12,4 bilhões em CDBs a vencer até o fim do ano, frente a R$ 18,3 bilhões em ativos disponíveis para o mesmo período. O estoque total de CDBs e CDIs alcançava R$ 49,8 bilhões. Embora o FGC dispusesse de R$ 107,8 bilhões em liquidez até junho, a quebra do Master representaria risco relevante para o sistema financeiro, uma vez que a estratégia do banco baseava-se em oferecer rendimentos acima da média do mercado para atrair investidores.
Segundo o "O Globo", fontes próximas à operação apontam que, mesmo após ajustes no desenho da aquisição, o BC avaliou que persistiam riscos excessivos. O BRB já solicitou acesso às justificativas formais para definir os próximos passos e não descarta tentar uma nova proposta, com ajustes que mitiguem as preocupações do regulador.
O apresentador Raul Gil, de 87 anos, deu entrada em um hospital de São Paulo após sentir fortes dores e indisposição.
A internação do veterano chamou a atenção do público, no entanto, o filho do comunicador, Raul Gil Jr., tranquilizou quanto ao quadro do pai.
Segundo o herdeiro do apresentador, ele apresentou fortes cólicas e foi submetido a exames no Hospital Moriah.
"Meu pai passou por uma indisposição hoje à noite e foi até o hospital, que fica perto da casa dele, para fazer alguns exames. Ele está sendo atendido pelos médicos, mas está tudo bem, graças a Deus, sem nenhum problema. Sempre que tem alguma indisposição, ele faz exames de sangue. Ele se cuida muito e está sempre atento, fazendo o máximo possível", disse Raul Jr.
Ao portal LeoDias, o filho do apresentador não falou sobre previsão de alta.
Longe da TV desde 2024, quando apresentou o último programa pelo SBT antes de ser dispensado, Raul Gil aproveita o período para descanso. A equipe do apresentador ainda negou as investidas das emissoras.
"Planejamos novos projetos fora da televisão, investindo em construção, redes e mídias digitais, gravadora fonográfica, além de documentários, teatro, cinema, shows e eventos para todos os públicos. Nunca escondemos nosso amor pela TV e por nossos fãs."
O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (02) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 66, que amplia a capacidade de investimento de estados e municípios em áreas como saúde, educação e segurança pública. O texto agora segue para promulgação.
A medida permite que os entes federativos renegociem suas dívidas com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em até 300 meses, representando 25 anos. A proposta prevê maior flexibilidade para o pagamento de precatórios — dívidas judiciais com sentença definitiva —, garantindo que essas obrigações sejam quitadas sem comprometer os serviços públicos essenciais.
“Essa PEC vem ao encontro da previsibilidade, porque atualmente vem uma sentença judicial e o gestor precisa cumprir, o que altera toda a parte financeira. E não há empresa ou governo que possa trabalhar sem ter essa previsão”, ressalta o senador Jaques Wagner (PT-BA), relator da matéria.
Segundo o texto aprovado, a União também terá mudanças temporárias. Os precatórios serão retirados do teto de gastos até 2026, com retorno progressivo dessas despesas ao Orçamento a partir de 2027. Dessa forma para garantir previsibilidade e equilíbrio fiscal para as administrações locais, favorecendo o planejamento a longo prazo.
Planos de saúde de todo o Brasil passaram a cobrir a oferta do contraceptivo Implanon para mulheres de 18 a 49 anos. A medida foi iniciada nesta segunda-feira (1º) após aprovação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), no último dia 8.
A decisão chegou após o Ministério da Saúde anunciar a oferta do produto na rede pública de saúde. A pasta tem a expectativa de distribuir 1,8 milhão de implantes por meio do SUS até 2026 e 500 mil apenas neste ano.
Segundo O GLOBO, o produto, fabricado pela empresa Organon, custa entre R$ 2 mil e R$ 4 mil. O Governo Federal vai investir R$ 245 milhões.
O Implanon é indicado para prevenir a gravidez indesejada. O item é um pequeno bastão de plástico flexível, de 4cm por 2mm de diâmetro, que contém 68 mg de etonogestrel. Ele é aplicado diretamente sob a pele, embaixo do braço, com anestesia local, exclusivamente por um médico ou enfermeiro especializado na técnica.
A empresa produtora do implante comunicou que a eficácia para evitar a gravidez é de 99,95%, a maior encontrada entre todos os métodos contraceptivos.
O CFM (Conselho Federal de Medicina) publicou na sexta-feira (29) uma resolução autorizando o uso da ozonioterapia para o tratamento de seis condições de feridas e dores musculoesqueléticas.
A ozonioterapia é um procedimento terapêutico que aplica uma mistura de oxigênio e ozônio nos pacientes por via endovenosa, retal, intra-articular, local ou intramuscular. A prática depende do uso de um aparelho gerador de ozônio. No entanto, esse equipamento não é aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para as condições que o CFM autorizou. Atualmente, o aparelho está liberado pela agência apenas para finalidades odontológicas e estéticas.
De acordo com a resolução do CFM, a ozonioterapia está autorizada como terapia médica adjuvante para tratar úlceras de pé diabético, úlceras arteriais isquêmicas, feridas infecciosas agudas e úlceras venosas crônicas. Já para dores musculoesqueléticas, seu uso é permitido na osteoartrite de joelho e na dor lombar decorrente de hérnia de disco.
Mas, segundo a Anvisa, até o momento, os únicos equipamentos regularizados pela agência para uso da ozonioterapia são para fins de dentística, periodontia, endodontia, cirurgia odontológica e limpeza e assepsia da pele, cuja segurança e eficácia já foram comprovados, e não para aplicações médicas em pacientes.
Segundo o CFM, a regulamentação da ozonioterapia ocorre no contexto da lei federal 14.648 de 2023, que autorizou o procedimento como complementar em todo o país, deixando a cargo dos conselhos profissionais a normatização do uso.
Mas a própria lei afirma que "a ozonioterapia somente poderá ser aplicada por meio de equipamento de produção de ozônio medicinal devidamente regularizado pela Anvisa ou órgão que a substitua".
A Anvisa afirmou que, desde 2023, não recebeu solicitações para regularização de dispositivos médicos que incluam novas indicações para ozonioterapia além das cinco já aprovadas.
"Assim, para que dispositivos médicos que utilizam ozônio possam ser utilizados para finalidade médica, é necessário que novas submissões de registro ou alterações de registro com novas indicações de uso sejam realizadas pelas empresas interessadas, apresentando evidências científicas robustas, de forma a comprovar a sua eficácia clínica para cada indicação de uso pleiteada", afirmou a Anvisa por meio de nota.
Em 2022, a Anvisa já havia publicado uma nota técnica destacando que "o ozônio é um gás com forte poder oxidante e bactericida" e que, devido a estas características, "é utilizado para fins odontológicos e estéticos, não havendo, até o momento, nenhuma evidência científica significativa de que haja outras aplicações médicas para a utilização de tal substância nas modalidades de ozonioterapia aplicada em pacientes".
A nota daquele ano alerta ainda para os riscos à saúde decorrentes do uso indiscriminado dessa tecnologia fora das indicações clinicamente comprovadas.
Em nota publicada em seu site oficial, o CFM destaca que o uso da ozonioterapia segue critérios claros, "com base em evidência científica atualizada, análise da relação benefício-dano e foco na segurança do paciente". A norma do conselho proíbe o uso da ozonioterapia para o tratamento de cânceres.
O CFM afirma também que a decisão é baseada em estudos clínicos randomizados recentes e metodologicamente aceitáveis, que buscam proteger o paciente e evitar o uso indiscriminado da ozonioterapia fora dessas indicações validadas.
A nota enfatiza ainda que a ozonioterapia não deve ser primeira escolha, mas um complemento após avaliação médica.
As sociedades médicas têm posicionamentos distintos em relação à autorização do CFM para o uso da ozonioterapia.
A ABOZ (Associação Brasileira de Ozonioterapia) comemorou o reconhecimento da ozonioterapia como prática médica complementar pelo CFM, destacando a importância do marco para ampliar terapias seguras e eficazes no Brasil.
Para a associação, a decisão abre um novo capítulo para ampliar o acesso com qualidade e embasamento científico.
A SBED (Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor) também recebeu a medida de forma positiva, ressaltando que a técnica já é amplamente utilizada por diversos profissionais da saúde que não são médicos, como fisioterapeutas, odontólogos e farmacêuticos, e que a liberação para os médicos era o que faltava.
A SBED destaca ainda que a ozonioterapia conta com "excelentes resultados e com larga experiência nacional desde 1975".
Por outro lado, a SBOT (Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia) disse que não foi consultada pelo CFM durante a elaboração da resolução e que sua comissão científica está atualmente analisando o tema para, eventualmente, emitir um posicionamento oficial.
A AMB (Associação Médica Brasileira) manifestou cautela em relação à recente resolução do CFM, afirmando que o tema precisa ser melhor avaliado, o que demanda tempo para uma análise aprofundada antes de qualquer posicionamento definitivo.
Já a SBN (Sociedade Brasileira de Neurocirurgia) afirmou que o assunto não está dentro do escopo de atuação da entidade, apesar da resolução do CFM mencionar a dor lombar da hérnia discal, que tem relação com o sistema neurológico.
A SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes) fez uma avaliação cautelosa sobre o uso da ozonioterapia para o tratamento de úlceras nos pés em pessoas com diabetes, destacando que ainda não há evidências robustas e consistentes sobre o tema.
A reportagem também pediu posicionamento para a SBCJ (Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho), mas não obteve resposta até a publicação deste texto.
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) informou que ingressará com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 66/2023, conhecida como "PEC do Calote dos Precatórios". O presidente nacional da OAB, Beto Simonetti, confirmou a medida minutos após a aprovação da proposta em segundo turno pelo Senado, nesta terça-feira (2).
Conforme comunicado da entidade, a medida será ajuizada na próxima terça-feira (9), no mesmo dia em que a nova lei, que impõe limites ao pagamento de precatórios pelos municípios, será promulgada. Para a OAB, a PEC viola a Constituição, compromete a autoridade do Poder Judiciário.
“A OAB vai ao Supremo porque essa PEC viola frontalmente a Constituição, compromete a autoridade do Poder Judiciário e institucionaliza o inadimplemento do Estado com seus próprios cidadãos”, afirmou Simonetti.
A OAB argumenta que a medida fragiliza a efetividade das decisões judiciais, transformando um direito reconhecido pela Justiça em um mero crédito simbólico. A Ordem aponta que a proposta reedita mecanismos já declarados inconstitucionais pelo STF e viola cláusulas pétreas da Constituição, como a coisa julgada, a separação de poderes, o direito de propriedade e a isonomia entre credores.
Para reforçar sua posição, a OAB se baseia em uma nota técnica enviada ao Congresso e em um parecer de juristas, além do apoio de membros do Comitê Nacional de Precatórios do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Esses especialistas alertam que a PEC representa uma “moratória compulsória” sem previsão de quitação integral. Na ação, a OAB também incluirá um pedido de medida cautelar para a suspensão imediata da eficácia da norma.