- por João Gabriel | Folhapress
- 08 Dez 2021
- 14:04h
Foto: Miriam Jeske/COB
A ginasta Rebeca Andrade, 22, e o canoísta Isaquias Queiroz, 27, venceram o Prêmio Brasil Olímpico, que é organizado pelo COB (Comitê Olímpico do Brasil) e aponta os melhores atletas brasileiros do ano.
A paulista Rebeca superou a maratonista aquática Ana Marcela Cunha e a skatista Rayssa Leal na escolha feminina. E o baiano Isaquias levou a melhor sobre o surfista Italo Ferreira e o pugilista Hebert Conceição entre os homens.
Distribuído desde 1999, o evento teve pela primeira vez maioria de atletas nordestinos indicados ao prêmio, cinco de seis concorrentes. Nas Olimpíadas de Tóquio, a região também teve protagonismo inédito, conquistando quatro medalhas de ouro.
Agora, atletas pedem maior investimento no esporte do Nordeste, para que os esportistas não tenham que se mudar para outras cidades, como muitos precisam fazer para poder alcançar seu melhor desempenho.
"Pô, eu não recebi nenhuma carta do Governo da Bahia [após o ouro em Tóquio] nem nada. Isso para mim foi bem triste", afirmou Isaquias Queiroz, vencedor na canoa individual C 1.000.
Ele lembrou que teve que sair de casa aos 15 anos para poder melhorar seu rendimento e que o processo deixa para trás diversas promessas do esporte local que não têm condição de trilhar esse caminho.
"Eu percebi que, por mais que a gente tenha tido resultado, parece que não foi tão valorizado. Pela população, sim, a gente foi bem parabenizado, teve bastante carinho. Para mim, beleza, já tenho minha vida feita, mas quero ver um atleta mais novo, tendo que sair da Bahia com 15 anos, como eu tive, e passar a vida toda fora de seu estado para treinar...", completou.
"Espero que tenha incentivado os governantes da nossa região a olhar com carinho para a gente, para o esporte, e proporcionar uma estrutura adequada para que a gente não precise só nascer no Nordeste, ser criado até a adolescência e se mudar na fase adulta para outros locais", afirmou o boxeador Hebert Conceição, natural de Salvador, na Bahia.
Isaquias concorreu ao prêmio outras cinco vezes e chegou à quarta vitória (venceu também em 2015, 2016 e 2018).
Ele deu as suas primeiras remadas na cidade onde nasceu, Ubaitaba, no interior da Bahia, lugar que ainda é um polo formador de atletas da modalidade.
Após três medalhas na Rio-2016 (duas pratas e um bronze), em Tóquio ele conquistou sua primeira de ouro em Olimpíadas. Atualmente, é atleta do Flamengo e treina em Lagoa Santa (MG).
Rebeca Andrade é paulista de de Guarulhos. Em Tóquio, tornou-se a primeira ginasta brasileira a conquistar uma medalha olímpica. E foram logo duas: ouro no salto e prata no individual geral.
Em 2021, ela também foi campeã mundial no salto e nas barras assimétricas. No Campeonato Brasileiro deste ano, foi ouro no individual geral.
Também pela primeira vez, a cerimônia do Prêmio Brasil Olímpico foi realizada no Nordeste. Ocorreu em Aracaju, Sergipe, e reuniu diversas personalidades do esporte brasileiro.
Tanto os indicados quanto o vencedor foram escolhidos por um colégio eleitoral de 230 pessoas, formado por jornalistas, dirigentes, atletas, ex-atletas, patrocinadores e outras figuras relacionadas ao esporte.
O evento também acrescentou quatro atletas para o hall da fama do esporte brasileiro: a jogadora de basquete Magic Paula, 59, prata nos Jogos de Atlanta-1996; Adhemar Ferreira da Silva, morto em 2001 aos 73 anos, bicampeão olímpico no salto triplo (1952 e 1956); Aída dos Santos, 84, única brasileira a disputar as Olimpíadas de Tóquio em 1964, no salto em altura; o jogador de basquete Wlamir Marques, 84, bronze em Roma-1960 e Tóquio-1964; o nadador Tetsuo Okamoto, morto em 2007 aos 75 anos, bronze nos 1.500 m livre em Helsinque-1952; , Walmir Marques e o canoísta Sebastián Cuattrin, 48, ouro no Pan do Rio de Janeiro-2007.
Houve ainda votação popular para o prêmio de atleta da torcida. A jogadora de vôlei Fernanda Garay, com 41,52% dos votos, foi a vencedora. O troféu Adhemar Ferreira da Silva, dado a ex-ateltas, ficou com a jogadora de basquete, Janeth Arcain.
Até aqui, a região que dominou o prêmio de atleta do ano foi o Sudeste. Os esportistas da região são 60% dos 138 indicados de 1999 até hoje, com mais da metade dos vencedores.
O Nordeste é a segunda região com mais concorrentes, pouco mais de 18%, logo à frente do Sul, com 16%. Dentre os premiados, a ordem se inverte: 10 sulistas e 7 nordestinos.
A única região que nunca teve um indicado é o Norte. Brasileiros nascidos no exterior, mas naturalizados, concorreram ao prêmio três vezes --o tenista argentino Fernando Meligeni ganhou, em 2003.
Confira todos os vencedores do prêmio
1999: Maurren Maggi e Gustavo Keurten
2000: Leila Barros e Gustavo Keurten
2001: Daniele Hypólito e Robert Scheidt
2002: Daniele Hypólito e Nalbert Bitencourt
2003: Daiane Santos e Fernando Meligeni
2004: Daiane Santos e Vanderlei Cordeiro Lima
2005: Natalia Falavigna e João Derly
2006: Laís Souza e Giba
2007: Jade Barbosa e Thiago Pereira
2008: Maurren Maggi e Cesar Cielo
2009: Sarah Menezes e Cesar Cielo
2010: Fabiana Murer e Murilo Endres
2011: Fabiana Murer e Cesar Cielo
2012: Sheilla Castro e Arthur Zanetti
2013: Poliana Okimoto e Jorge Zarif
2014: Kahena Kunze/Martine Grael e Arthur Zanetti
2015: Ana Marcela Cunha e Isaquias Queiroz
2016: Rafaela Silva e Isaquias Queiroz
2017: Mayra Aguiar e Marcelo Melo
2018: Ana Marcela Cunha e Isaquias Queiroz
2019: Beatriz Ferreira e Arthur Nory
2020: Não houve prêmio em razão da pandemia
2021: Rebeca Andrade e Isaquias Queiroz
- Bahia Notícias
- 08 Dez 2021
- 12:25h
Foto: Reprodução / G1
Uma excursão escolar acabou em tragédia, nesta segunda-feira (6), no Mato Grosso, quando três adolescentes desapareceram durante um passeio de uma escola estadual de Cuiabá na Chapada dos Guimarães. Um deles, identificado como Daniel Hiarle Arruda de Oliveira, de 14 anos, foi encontrado morto numa cachoeira da região.
A diretora da escola contou que 60 alunos foram ao passeio e no final do dia, durante a chamada no ônibus, foi percebida a falta dos três adolescentes. Dois deles foram encontrados na trilha, mas o último não foi localizado com vida.
Em nota, a Secretaria de Educação de Mato Grosso lamentou o fato e disse que a excursão foi realizada seguindo os protocolos das aulas de campo e com autorização dos pais e responsáveis pelo aluno. Conforme noticiou o G1, as atividades escolares foram suspensas e só serão retomadas na quinta-feira (9).
A viagem desta segunda foi a segunda feita pela escola neste mês. Outra turma faria o mesmo trajeto nesta terça-feira (7), mas o passeio foi cancelado pela direção escolar.
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) também divulgou uma nota. Através do comunicado, o órgão afirmou que tomou todas as medidas necessárias para ajudar nas buscas por Daniel e que as cachoeiras foram fechadas para a investigação do caso.
- por Folhapress
- 08 Dez 2021
- 10:33h
Foto: Walterson Rosa/MS
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse, nesta terça-feira (7), que é "melhor perder a vida do que perder a liberdade" ao justificar medidas tomadas pelo governo Jair Bolsonaro (PL) de combate à pandemia da Covid-19.
A declaração de Queiroga, reproduzida de uma fala já feita pelo presidente, em março, ocorreu durante coletiva de imprensa realizada em Brasília.
"Nós queremos ser, sim, o paraíso do turismo mundial. E vamos controlar a Saúde, fazer com que a nossa economia volte a gerar emprego e renda. Essa questão da vacinação, como realcei, tem dado certo porque nós respeitamos as liberdades individuais. O presidente falou agora há pouco: 'às vezes, é melhor perder a vida do que perder a liberdade'", disse Queiroga.
A frase foi usada por Queiroga para justificar a não adoção do governo brasileiro ao passaporte da vacina, uma das recomendações feitas em novembro pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para conter a chegada de novas variantes do coronavírus e eventuais ondas da doença ao país.
O passaporte sanitário já é adotado em algumas cidades como forma de permitir a reabertura de bares, restaurantes, cinemas e outros estabelecimentos de forma segura. Recentemente, devido à preocupação com a variante ômicron do coronavírus, a Anvisa recomendou que o governo federal exija a vacinação contra a Covid-19 para entrada no Brasil, como já fazem muitos países.
Apesar de ignorar o passaporte, o governo brasileiro anunciou que irá impor a quarentena de cinco dias e teste RT-PCR a viajantes não vacinados que queiram entrar no país. As autoridades, no entanto, não explicaram como será feito o processo de isolamento dessas pessoas.
"Não se pode discriminar as pessoas entre vacinadas e não vacinadas e, a partir daí, impor restrições. Até porque a ciência já sabe que a vacina não impede totalmente a transmissão do vírus", afirmou Queiroga.
"Então, nós, depois de fazermos uma análise detida de toda a documentação com grupo técnico, decidimos que o RT-PCR seria utilizado [como já vem sendo utilizado desde o início da pandemia, com 72 horas antes do embarque] e requerer que os indivíduos não vacinados cumpram uma quarentena de cinco dias e, após essa quarentena, eles realizariam o novo teste", completou o ministro da Saúde.
Se esse teste der negativo para Covid-19, o viajante então será liberado.
No dia 26 de novembro, a OMS (Organização Mundial de Saúde) anunciou a descoberta de uma nova cepa do SARS-CoV-2, batizada de ômicron, variante de preocupação (VOCs), a quinta classificada dessa forma.
Mas essa nova variante surpreendeu os cientistas pelo número oito vezes maior de mutações de outras cepas já classificadas como de preocupação, além da velocidade de contágio.
Horas depois, o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, informou que o Brasil fecharia as fronteiras aéreas para seis países da África por causa da ômicron. A restrição afeta os passageiros oriundos de África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue.
A Anvisa, no entanto, recomendou que a restrição fosse feita a mais quatro países: Angola, Malawi, Moçambique e Zâmbia.
- Bahia Notícias
- 08 Dez 2021
- 08:14h
Foto: Laércio de Morais I Brumado Urgente
As micro e pequenas empresas abriram 201,7 mil novos postos de trabalho e foram as responsáveis por 79,7% das 253 mil vagas criadas no mês de outubro. O levantamento é do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Reportagem da Agência Brasil destaca que nos meses anteriores, segundo o Sebrae, esse percentual girava em torno de 70%.
Carlos Melles, presidente do Sebrae, sinalizou à reportagem que mesmo com a nova metodologia adotada pelo Caged, as micro e pequenas empresas (MPE) mantiveram o bom desempenho apresentado desde a retomada da geração de empregos no país.
“Mesmo com um quantitativo menor do que o observado nos últimos meses, devido à mudança de metodologia, os pequenos negócios são os que mais têm ajudado no aumento da criação dos novos postos de trabalho no país. São eles os grandes responsáveis pelo sustento de milhões de famílias brasileiras”, ressaltou Melles.
No acumulado do ano, 72,7% das vagas criadas entre os meses de janeiro e outubro são dos pequenos negócios. No total, foram gerados, no Brasil, 2,6 milhões de empregos, sendo que as micro e pequenas empresas são responsáveis por 1,9 milhão. “No mês de outubro, o acumulado de vagas criadas pelas MPE cresceu de cerca 1,8 milhão para 1,9 milhão, enquanto nas médias e grandes, o incremento foi de apenas 3 mil vagas, passando de 587,7 mil para 590,7 mil”, observou o presidente do Sebrae.
- Bahia Notícias
- 07 Dez 2021
- 18:38h
Foto: Ilustrativa/ Rodrigo Nunes/ MS
A farmacêutica chinesa Sinovac está realizando estudos para atualizar a vacina contra Covid-19 Coronavac especificamente contra a variante Ômicron. A informação foi divulgada pelo presidente da companhia, Yin Weidong, nesta terça-feira (7), e foi trazida em reportagem do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.
O anúncio foi feito durante simpósio realizado pelo Instituto Butantan, que distribui a Coronavac no Brasil. De acordo com a farmacêutica, caso haja resultados positivos de uma nova vacina, a Sinovac será capaz de produzir doses em três meses.
Yalling Hu, representante da Sinovac, explicou que a primeira fase do estudo vai analisar a capacidade de a Coronavac neutralizar amostras do vírus vivo da variante Ômicron em pessoas com diferentes datas de vacinação, idades e intervalo entre as doses. O resultado dessa etapa deve sair em duas semanas.
“Já há mais de 2,3 bilhões de pessoas que receberam a Coronavac em todo o mundo, e a Sinovac agora tem a maior cobertura global contra o coronavírus. E a partir da Covid, vimos o surgimento de novas variantes, em especial a Ômicron. A Sinovac prova-se eficaz também contra esta variante, e estamos desenvolvendo uma nova vacina baseada na Ômicron”, afirmou.
- Bahia Notícias
- 07 Dez 2021
- 16:02h
Foto: Carolina Antunes/PR
O presidente Jair Bolsonaro (PL) editou uma medida provisória (MP), nesta segunda-feira (6), que amplia o acesso de alunos de escolas privadas no Prouni (Programa Universidade para Todos). Atualmente, podem participar quem estudou em escola pública e quem fez ensino médio em escola particular com bolsa integral.
A medida ampliar o acesso para estudantes pagantes ou que tiveram bolsa parcial em instituições privadas no ensino médio. Com a edição, o governo também tirou a previsão de bolsas de 25% nas instituições de ensino superior, permitindo apenas as integrais e de 50%.
Essas novidades passarão a valer a partir de 1º de julho de 2022 e as demais alterações no texto tem caráter imediato por se tratar de uma medida provisória. O texto foi publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira (7).
De acordo com o Palácio do Planalto, o objetivo é "ampliar as políticas de inclusão na educação superior, diminuindo a ociosidade na ocupação de vagas antes disponibilizadas e promover o incremento de mecanismos de controle e integridade e a desburocratização".
- Bahia Notícias
- 07 Dez 2021
- 14:08h
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (7), a Operação Bancarrota, que visa apurar irregularidades envolvendo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), empresa responsável pela realização do Enem.
Estão sendo cumpridos 41 mandados de busca e apreensão, no Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro, além de ter sido determinado pela Justiça Federal o sequestro de R$ 130 milhões das empresas e pessoas físicas envolvidas. Foram destacados 127 policiais federais e 13 auditores da Controladoria Geral da União (CGU) para o cumprimento das diligências.
Entre os anos de 2010 e 2018, o Inep contratou para realização do Enem, sem observar as normas de inexigência de licitação, empresa que recebeu um total de R$728,6 milhões dos cofres públicos neste período. Além disso, apurou-se o envolvimento de servidores do INEP com diretores da referida empresa, bem como com empresas de consultoria subcontratadas pela multinacional.
Os contratos sob investigação totalizaram um pagamento às empresas de R$ 880 milhões, desde 2010. Deste montante, estima-se que cerca de R$ 130 milhões foram superfaturados para fins de comissionamento da organização criminosa, que é composta por empresários, funcionários das empresas envolvidas e servidores públicos. As investigações apontam para um enriquecimento ilícito de R$ 5 milhões dos servidores do INEP suspeitos de participação no esquema criminoso.
Os envolvidos são suspeitos do cometimento dos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, crimes da lei de licitações e lavagem de dinheiro, com penas que ultrapassam 20 anos de reclusão.
- por Matheus Teixeira | Folhapress
- 07 Dez 2021
- 12:17h
Foto: Carlos Moura/SCO/STF
A ministra Rosa Weber, do STF (Supremo Tribunal Federal), liberou os pagamentos de emendas de relator que haviam sido suspensos pela corte e se tornado motivo de embate entre os Poderes. A magistrada também ampliou de 30 para 90 dias o prazo para que o Congresso informe o nome de todos os parlamentares beneficiados em 2020 e 2021 por essas verbas, utilizadas como moeda de negociação política do governo Jair Bolsonaro.
A decisão será submetida ao plenário da corte, mas ainda não há data definida para o julgamento.
Segundo a ministra, as providências adotadas pelo Legislativo "mostram-se suficientes" para "justificar o afastamento dos efeitos da suspensão determinada" pela corte.
Assim, o governo e o Congresso poderão executar os cerca de R$ 9 bilhões de emendas de relator que estavam parados por ordem do Supremo —Rosa Weber havia determinado a suspensão no começo de novembro.
Na decisão desta segunda-feira (6), a ministra cita que o presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), solicitou ao relator-geral do Orçamento que informe o nome dos beneficiados pelas emendas que estão sob seu controle a fim de cumprir a ordem do tribunal.
A magistrada, porém, divergiu do prazo de 180 dias fixado por Pacheco para obter uma resposta.
Ela afirmou que o Legislativo tem que detalhar os responsáveis pelos repasses em 90 dias —inicialmente, ela havia dado 30 dias.
As emendas de relator têm sido manejadas por governistas com apoio do Palácio do Planalto às vésperas de votações importantes para o Executivo.
Reportagem do jornal Folha de S.Paulo deste domingo mostrou como as emendas de relator distribuídas pelo líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB), têm sido usado como moeda de troca política.
Na última sexta-feira (3), Pacheco enviou uma manifestação à ministra Rosa Weber em que prometia cumprir as decisões da corte relativas à transparência dessas emendas, incluindo as informações referentes aos Orçamentos de 2020 e 2021.
A manifestação foi vista com ressalvas por alguns senadores, que levantaram a hipótese de "manobra" para destravar a execução dessa verba.
A ministra Rosa Weber afirmou que é necessário liberar a execução das verbas para que o andamento de obras implementadas com esses recursos não seja afetado.
Segundo a magistrada, a "suspensão da execução dessas parcelas orçamentárias prejudica o cumprimento de programações orçamentárias vinculadas à prestação de serviços públicos essenciais à população".
Ela ainda cita trecho da nota técnica das consultorias da Câmara e do Senado que afirma que os municípios e regiões com menos índice de desenvolvimento humano são as mais atingidas pela suspensão das emendas.
Rosa Weber, afirmou, no entanto, que ainda não tem como analisar se as medidas do Congresso para dar publicidade à destinação das verbas de 2020 e 2021 são suficientes para cumprir a ordem da corte.
"Mostra-se prematuro aferir, neste momento, a idoneidade das medidas adotadas para satisfazerem os comandos emanados da decisão cautelar proferida pelo STF. Sequer esgotado o prazo para todos os órgãos estatais incumbidos da execução das providências determinadas por esta corte apresentarem as ações adotadas nas suas respectivas esferas de competência", afirmou
Ela também cita que os valores envolvidos na decisão são altos. "O quantitativo de despesas programadas oriundo de emendas do relator representa um valor total de R$ 16,8 bilhões para o ano de 2021, dos quais apenas 3,8 bilhões (22,61%) já foram liquidados e 9,2 bilhões (54,76%) estão empenhados", disse.
Rosa Weber entendeu que a resolução aprovada pelo Congresso para dar maior publicidade à execução das verbas daqui para frente permite que sejam retomados os repasses, mas lembrou que a decisão precisa ser cumprida na sua integralidade.
"A nova disciplina jurídica da execução das emendas do relator, ao tornar mais transparente e seguro o uso das verbas federais, viabiliza a retomada dos programas de governo e dos serviços de utilidade pública cujo financiamento estava suspenso, sem prejuízo da continuidade da adoção de todas as providências necessárias à ampla publicização dos documentos embasadores da distribuição de recursos das emendas no período correspondente aos exercícios de 2020 e de 2021", disse.
As emendas de relator são alvo de polêmica por configurarem um esquema de negociação de verbas públicas sem transparência.
Por isso os parlamentares queriam que o STF descongelasse logo essas emendas para permitir o pagamento dos valores dentro do Orçamento de 2021, véspera de ano eleitoral e motivo da ansiedade do Congresso.
O dinheiro disponível neste ano para esse tipo de emenda é de R$ 16,8 bilhões e envolve o chamado "toma lá, dá cá", alvo de críticas do presidente Jair Bolsonaro na campanha de 2018, mas depois consolidado ao longo de seu governo.
Antes dessa nova manifestação ao STF, Pacheco chegou a afirmar que era "inexequível" detalhar as informações de Orçamentos passados referentes aos pedidos que fundamentaram as emendas de relator, como, por exemplo, quais parlamentares as indicaram.
Em manifestação anterior ao Supremo, assinada também pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o Congresso pediu o "reconhecimento da impossibilidade fática e jurídica de cumprimento dos itens" da decisão que dizem respeito à retroatividade da transparência a ser dada para a destinação das emendas.
ENTENDA O QUE SÃO E COMO FUNCIONAM AS EMENDAS PARLAMENTARES
A cada ano, o governo tem que enviar ao Congresso até o final de agosto um projeto de lei com a proposta do Orçamento Federal para o ano seguinte. Ao receber o projeto, congressistas têm o direito de direcionar parte da verba para obras e investimentos de seu interesse. Isso se dá por meio das emendas parlamentares.
As emendas parlamentares se dividem em:
- Emendas individuais: apresentadas por cada um dos 594 congressistas. Cada um deles pode apresentar até 25 emendas no valor de R$ 16,3 milhões por parlamentar (valor referente ao Orçamento de 2021). Pelo menos metade desse dinheiro tem que ir para a Saúde;
- Emendas coletivas: subdivididas em emendas de bancadas estaduais e emendas de comissões permanentes (da Câmara, do Senado e mistas, do Congresso), sem teto de valor definido;
- Emendas do relator-geral do Orçamento: As emendas sob seu comando, de código RP9, são divididas politicamente entre parlamentares alinhados ao comando do Congresso e ao governo.
CRONOLOGIA
Antes de 2015
A execução das emendas era uma decisão política do governo, que poderia ignorar a destinação apresentada pelos parlamentares.
2015
Por meio da emenda constitucional 86, estabeleceu-se a execução obrigatória das emendas individuais, o chamado orçamento impositivo, com algumas regras:
a) execução obrigatória até o limite de 1,2% da receita corrente líquida realizada no exercício anterior;
b) metade do valor das emendas destinado obrigatoriamente para a Saúde;
c) contingenciamento das emendas na mesma proporção do contingenciamento geral do Orçamento. As emendas coletivas continuaram com execução não obrigatória.
2019
- O Congresso amplia o orçamento impositivo ao aprovar a emenda constitucional 100, que torna obrigatória também, além das individuais, as emendas de bancadas estaduais (um dos modelos das emendas coletivas);
- Metade desse valor tem que ser destinado a obras;
- O Congresso emplaca ainda um valor expressivo para as emendas feitas pelo relator-geral do Orçamento: R$ 30 bilhões;
- Jair Bolsonaro veta a medida e o Congresso só não derruba o veto mediante acordo que manteve R$ 20 bilhões nas mãos do relator-geral.
2021
Valores totais reservados para cada tipo de emenda parlamentar:
- Emendas individuais (obrigatórias): R$ 9,7 bilhões;
- Emendas de bancadas (obrigatórias): R$ 7,3 bilhões;
- Emendas de comissão permanente: R$ 0;
- Emendas do relator-geral do Orçamento (código RP9): R$ 16,8 bilhões.
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- Bahia Notícias
- 07 Dez 2021
- 10:14h
Foto: Ascom PC / Natália Verena
Vinte e sete mandados de prisão já foram cumpridos, na manhã desta terça-feira (7), durante a Operação Grande Serra, deflagrada nas cidades de Itaberaba, Ruy Barbosa, Campo Formoso, Mundo Novo e Jacobina, na Bahia, e em outros três estados (leia mais aqui). Maconha, carros, sete armas, munições e dinheiro foram apreendidos durante o cumprimento dos mandados na casa de alvos envolvidos em quadrilha de tráfico de drogas, que atuam na região da Chapada Diamantina.
"Em Brasília já localizamos dois alvos, tivemos um resultado muito positivo com essas prisões. Outros mandados ainda estão sendo cumpridos", disse o coordenador da 12ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Itaberaba), delegado Geraldo Adolfo Nascimento.
Participam também da Operação Grande Serra mais de 100 policiais, entre civis e militares. Em São Paulo, Minas Gerais e Brasília também estão sendo procurados envolvidos no tráfico na Bahia, que estão foragidos em outros estados.
- por Marianna Holanda | Folhapress
- 07 Dez 2021
- 08:50h
Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil
O presidente Jair Bolsonaro (PL) negou nesta segunda-feira (6) ter tido informações privilegiadas da Petrobras, quando disse, no domingo, que a estatal iniciaria nesta semana uma série de reduções nos preços dos combustíveis.
"Precisa ter bola de cristal para saber que tem que diminuir o preço da gasolina, caindo o (petróleo) Brent? Caiu acho que US$ 10. Eu falei isso aí, pronto: ‘informação privilegiada’", disse a apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada.
O petróleo Brent caiu da casa dos US$ 80 (R$ 455, pela cotação atual) por barril no fim de novembro e hoje oscila em torno dos US$ 70 (R$ 397) por barril. O mercado espera repasse na queda da cotação internacional do petróleo devido ao avanço da variante ômicron no mundo.
No ano, o preço da gasolina nas refinarias acumula alta de 74%. Já o preço do diesel subiu 65% no mesmo período.
O risco de intervenção nas políticas comerciais da companhia na véspera das eleições é um grande motivo de preocupação do mercado, ainda que a avaliação seja de que a Petrobras tenha mecanismos de controle para evitar ingerências.
No domingo, em entrevista ao portal Poder360, Bolsonaro disse que haveria "pequenas reduções" no valor dos combustíveis, ainda que a política de preços da estatal não tenha prazos definidos para ajustes de preços.
"A gente anuncia agora, esta semana, pequenas reduções, a princípio toda semana, do preço dos combustíveis", afirmou.
Depois da declaração de Bolsonaro no domingo, a Petrobras divulgou comunicado em que diz não haver decisão tomada a respeito desse assunto, contrariando o presidente.
"A Petrobras não antecipa decisões de reajuste e reforça que não há qualquer decisão tomada por seu Grupo Executivo de Mercado e Preços (GEMP) que ainda não tenha sido anunciada ao mercado", disse a empresa, em texto enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
Depois do comunicado, as ações da Petrobras ganharam impulso na Bolsa.
A mais recente fala de Bolsonaro sobre a queda no preço do combustível levou a CVM abrir, nesta segunda-feira (6), o terceiro processo para investigar declaração do presidente.
No último dia 25, a autarquia já havia aberto procedimento para apurar o que Bolsonaro havia dito sobre privatização da estatal, que gerou impacto nas ações da companhia na Bolsa de São Paulo.
Foto: Reprodução / Instagram
O baiano Isaquias Queiroz segue dominante na canoagem brasileira. Após conquistar o ouro nos Jogos Olímpicos de Tóquio (lembre aqui), o "Sem-Rim" faturou, neste domingo (5), o título do Campeonato Brasileiro da Modalidade, disputado em Cascavel (PR), na prova do C1 1000 metros.
"Garanti minha medalha de ouro na prova que eu mais queria. Acima de tudo, é muito fundamental incentivar o esporte para que essa festa que foi aqui continue existindo", comentou Isaquias, após a conquista.
Ao todo, participaram 380 atletas, de 38 clubes, de 12 estados e a Bahia liderou o ranking. A Associação de Canoagem de Itacaré garantiu o maior número de pontos, com 557, seguida da Associação Cacaueira de Canoagem de Ubaitaba, com 455. O terceiro lugar veio com o Clube de Regatas de Curitiba (CRC), com 247 pontos conquistados.
- por Nicola Pamplona | Folhapress
- 06 Dez 2021
- 16:41h
Foto: Tânia Rego / Agência Brasil
A Petrobras afirmou nesta segunda-feira (6) que ainda não há decisão tomada sobre cortes nos preços dos combustíveis. A afirmação foi feita em comunicado ao mercado para responder declarações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que anunciou redução para esta semana.
"A Petrobras não antecipa decisões de reajuste e reforça que não há nenhuma decisão tomada por seu Grupo Executivo de Mercado e Preços (GEMP) que ainda não tenha sido anunciada ao mercado", afirmou a empresa, em texto enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
Bolsonaro disse em entrevista ao site Poder360 que a Petrobras vai começar a anunciar uma série de reduções nos preços dos combustíveis, começando nesta semana. Ele não informou, porém, qual seria o valor da redução nem quando ocorreria.
"A gente anuncia agora, esta semana, pequenas reduções, a princípio toda semana, do preço dos combustíveis", afirmou, embora a política de preços da estatal não tenha prazos definidos para ajustes nos preços.
No comunicado desta segunda, a Petrobras diz que "ajustes de preços de produtos são realizados no curso normal de seus negócios e seguem as suas políticas comerciais", que preveem o monitoramento dos mercados e análise diária do comportamento dos preços em relação a cotações internacionais.
A empresa repetiu ainda que não antecipa decisões de reajustes a autoridades. O texto desta segunda é semelhante ao divulgado quando Bolsonaro afirmou, no fim de outubro, que a estatal estava prestes a anunciar novos aumentos.
A declaração foi dada pouco antes do último anúncio de reajuste nos preços da gasolina e do diesel, no dia 25 de outubro, que motivou uma tentativa de paralisação nacional dos caminhoneiros no início de novembro. Desde então, a estatal não mexe nos preços dos dois produtos.
O mercado espera, porém, algum repasse da queda das cotações internacionais do petróleo nas últimas semanas, em resposta ao avanço da variante ômicron pelo mundo.
Referência internacional negociada em Londres, o petróleo Brent, por exemplo, saiu da casa dos US$ 80 (R$ 455, pela cotação atual) por barril no fim de novembro e hoje oscila em torno dos US$ 70 (R$ 397) por barril.
A empresa, porém, repete que tenta não repassar ao mercado interno volatilidades pontuais do mercado internacional, preferindo avaliar o cenário em um prazo mais longo.
"A Petrobras reitera seu compromisso com a prática de preços competitivos e em equilíbrio com o mercado, ao mesmo tempo em que evita o repasse imediato das volatilidades externas e da taxa de câmbio causadas por eventos conjunturais", reforçou nesta segunda.
No ano, o preço da gasolina nas refinarias acumula alta de 74%. Já o preço do diesel subiu 65% no mesmo período.
- por Francis Juliano, de Ilhéus / Jade Coelho
- 06 Dez 2021
- 15:28h
Foto: Francis Juliano / Bahia Notícias
Cauteloso e sem antecipar detalhes, o governador Rui Costa (PT) sinalizou nesta segunda-feira (6) que a Bahia está “muito perto de poder anunciar uma solução da questão da Ford”.
“Mas esse é o tipo de coisa que só dá pra anunciar quando tiver, como diz o ditado, papel passado, assinatura feita, nós estamos trabalhando, está muito breve pra gente apresentar uma solução”, afirmou o gestor durante inauguração do Hospital Materno Infantil, em Ilhéus.
A montadora Ford anunciou no início deste ano o encerramento da produção nas unidades fabris no Brasil, entre elas, uma em Camaçari, na região metropolitana de Salvador. A fábrica tinha cerca de 4 mil empregados. O fechamento da unidade impactou a economia do estado.
Apesar disso, o governador Rui Costa sinalizou que de modo geral, e ao comparar com o ano passado, o balanço da situação econômica da Bahia é de crescimento.
“Parte do crescimento é fruto dessa queda [registrada no ano passado], cada estado reflete em tese o desempenho do país, ou inverso, você poderia dizer que o desempenho do país é reflexo do desempenho de cada estado”, ponderou Rui.
Ao tratar da economia do país, o governador baiano atribuiu os tempos difíceis e as dificuldades enfrentadas pelo país ao fato do Brasil ter perdido credibilidade internacional pelo discurso “antiambiental” do presidente da República, Jair Bolsonaro. “O mundo inteiro hoje consome e prioriza quem defende o meio ambiente. Então um país que tem um presidente que despreza o meio ambiente e começa a falar mal da conservação ambiental começa a perder mercado e referência internacional e isso impacta na economia”, argumentou Rui.
“Na minha opinião um dos graves problemas da economia brasileira é pela desmoralização institucional do país. Falta de respeito, de admiração que o Brasil construiu a longo dos últimos anos com um discurso que não se alinha com o que hoje é hoje padrão internacional”, completou o governador.
- Bahia Notícias
- 06 Dez 2021
- 12:09h
Foto: Reprodução / Instagram
O ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos), voltou a comentar que não descarta a possibilidade de uma reconciliação com o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM). Roma afirma que não há "impeditivo", mas condiciona que Neto precisa aceitar apoiar Jair Bolsonaro (PL) para a retomada das conversas.
"Eu sou deputado federal licenciado, mantenho um excelente diálogo com todos do mundo político, mas a questão com o ACM Neto é que não há diálogo realmente desde o último dia 12 de fevereiro. Mas também não é impeditivo. É possível ter. Mas é possível também ter clareza nos projetos. Eu estou no projeto que dará suporte à reeleição do presidente Bolsonaro. Ele aceita Bolsonaro no palanque? Então, se não há intuito dele em se aproximar do presidente Bolsonaro, não temos equação política", disse João Roma em entrevista ao jornal Tribuna da Bahia.
Ainda durante a entrevista, o ministro comentou a filiação de Bolsonaro ao PL. "A filiação do presidente ao PL não quer dizer que haja uma avalanche em cima do PL. E, cada vez mais, a gente precisa sim compor essa unidade para que todos os demais partidos estejam sintonizados no projeto de reeleição do presidente Bolsonaro", disse.
"Então, eu sou do Republicanos. Sou, inclusive, ministro a aval do Republicanos. E não houve se aventou a (minha) filiação ao PL não. O que foi conversado nisso tudo é acerca do apoio do PL a uma possível candidatura minha ao governo do estado da Bahia", acrescentou.
- Bahia Notícias
- 06 Dez 2021
- 10:12h
Foto: Reprodução / Metrópoles
Após publicar uma foto ao lado do cantor João Gomes e receber um comentário carinhoso como resposta (veja aqui), a presença do DJ Ivis junto a outro artista do mesmo ritmo musical repercutiu nas redes sociais durante este final de semana. O produtor musical cearense foi vaiado durante um show de Tarcísio do Acordeon em que foi convidado a subir ao palco, na noite deste sábado, em São Bernardo do Campo (SP).
A quantidade de vaias fez com que Ivis não ficasse muito tempo, conforme noticiou o portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias. Há cinco meses, o Dj virou manchete dos principais jornais do país ao ser preso por agredir gravemente a ex-mulher, Pamella Holanda. Depois de quatro meses detido, o músico foi solto no final de outubro.
Iverson de Souza Araújo, conhecido como DJ Ivis, foi preso no dia 14 de julho, depois que vídeos de agressões contra a ex-mulher, Pamella Holanda, foram divulgados por ela nas redes sociais. A prisão aconteceu em um condomínio de luxo em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza. Os vídeos foram publicados pelo coluna de Leo Dias.