É inconstitucional limitar idade para se tornar juiz na Bahia, define STF

  • por Cláudia Cardozo I Bahia Notícias
  • 08 Out 2021
  • 07:47h

Foto: Claudia Cardozo / Bahia Notícias

O Supremo Tribunal Federal (STF), por unanimidade, declarou a inconstitucionalidade do artigo 57, da Lei 10.845/2007, do Estado da Bahia, que limitava a idade máxima para ingresso na carreira da magistratura. A ação direta de inconstitucionalidade, movida pela Procuradoria Geral da República (veja aqui), foi julgada em sessão virtual entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro. O acórdão ainda não foi publicado.

O artigo declarado inconstitucional ainda versava sobre a organização e divisão judiciária da Bahia, a administração e funcionamento da Justiça e os serviços auxiliares. Segundo o procurador geral da República, Augusto Aras, a norma viola a Constituição Federal. No pedido, o chefe do Ministério Público da União (MPU) aponta que o artigo 93 da Constituição Federal  reserva à lei complementar nacional, de iniciativa deste Supremo Tribunal Federal, dispor sobre o Estatuto da Magistratura. Assevera que, enquanto não é editada uma lei complementar neste sentido, a uniformização do regime jurídico da magistratura é realizada pela Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman).

O processo foi relatado pela ministra Rosa Weber. Na ementa do acórdão, a ministra salienta que a única regra prevista para se tornar juiz através de concurso é a comprovação de três anos de atividade jurídica, e não versou sobre requisitos etários mínimo e máximo para o ingresso na carreira. “O regramento da Loman não estabelece idade máxima para a magistratura”, frisa a ministra.

A relatora assevera que, a lei baiana, ao fixar a idade máxima para ingresso na carreira, “imiscuiu-se em matéria própria do Estatuto da Magistratura, em violação direta da reserva de lei complementar nacional, de iniciativa deste Supremo Tribunal Federal, nos termos do art. 93, caput, da Constituição Federal”.

'Capitã cloroquina' acusa chefe de gabinete de Queiroga de ameaça e registra BO

  • por Raquel Lopes e Mateus Vargas | Folhapress
  • 07 Out 2021
  • 18:16h

Foto: Ministério da Saúde

A secretária de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, registrou boletim de ocorrência por suposta ameaça feita por João Lopes de Araújo Júnior, chefe de gabinete do ministro Marcelo Queiroga.
Conhecida como "capitã cloroquina" pela defesa ferrenha do tratamento ineficaz para Covid, Mayra narrou à Polícia Civil do Distrito Federal que recebeu, em 25 de setembro, ameaças do auxiliar do ministro e acusações de tentar derrubar Queiroga.

O registro da ocorrência foi feito em 3 de outubro na Polícia Civil do Distrito Federal.

Com "voz sugestiva de descontrole emocional", segundo a secretária, o chefe de gabinete de Queiroga teria pedido para ela verificar mensagens que receberia.

Mayra disse que, na sequência, Araújo Júnior enviou uma série de mensagens acusando ela e o ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, de articularem a demissão de Queiroga.

As acusações são feitas num momento de fragilidade de Queiroga. O ministro faz uma série de agrados ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para se agarrar ao cargo e está isolado entre gestores do SUS.

Procurados, Mayra, Araújo Junior e a assessoria de Onyx não se manifestaram. O Ministério da Saúde e o Palácio do Planalto também foram procurados, mas não responderam até a publicação deste texto.

O registro feito por Mayra foi revelado pela CBN e confirmado pela Folha, que reproduz as mensagens com a grafia e na ordem apresentadas no boletim da polícia.

As mensagens foram enviadas a Mayra entre 18h18 e 18h41, segundo o BO. O chefe de gabinete de Queiroga teria dito:

"você esta tratamento coisas horríveis", "você esta cometendo um crime", "você não tem qualquer lealdade ao ministro."

Além disso, afirmou, segundo Mayra: "cuidado, sei da sua ligação com Onyx", "continue seu plano de derrubar o ministro", "eu sei todos os nomes envolvidos nessa tentativa de retirada do ministro", "nao ouse", "cuidado, você vai ver a mão de Deus sobre você".

A polícia civil encaminhou o caso à Polícia Federal, pois os envolvidos são servidores públicos federais, e o possível crime de ameaça teria ocorrido por causa das suas funções.

Segundo o BO, a secretária apresentou prints das conversas.

Organização Mundial de Saúde aprova primeira vacina contra malária

  • Bahia Notícias
  • 07 Out 2021
  • 12:15h

Foto: Pixabay/Free

A Organização Mundial de Saúde (OMS) aprovou, nesta quarta-feira (6), a primeira vacina contra malária, estreando uma ferramenta que poderá salvar a vida de dezenas de milhares de crianças na África por ano. 

A malária mata cerca de 500 mil pessoas por ano, quase todas na África subsaariana, entre elas 260 mil crianças com menos de 5 anos, segundo reportagem da Folha. 

A nova vacina, feita pelo laboratório GlaxoSmithKline, desperta o sistema imune da criança para conter o Plasmodium falciparum, o mais mortal dos cinco patógenos da malária e o predominante na África. A vacina não é apenas a primeira contra essa doença, é a primeira desenvolvida para qualquer doença parasitária.

Em testes clínicos, a vacina teve uma eficácia de aproximadamente 50% contra a malária severa no primeiro ano, mas caiu para perto de zero no quarto ano. E os testes não mediram o impacto da vacina para evitar mortes, o que levou alguns especialistas a questionar se é um investimento válido em países com inúmeros outros problemas intratáveis.

Mas a malária severa representa quase a metade das mortes pela doença, e é considerada "um indicador confiável de mortalidade", disse Mary Hamel, chefe do programa de implementação de vacinas contra malária da OMS. "Espero que vejamos esse impacto."

Um estudo de modelo no ano passado estimou que se a vacina fosse aplicada em países com maior incidência de malária poderia evitar 5,4 milhões de casos e 23 mil mortes por ano de crianças com menos de 5 anos.

E um teste recente da vacina em combinação com drogas preventivas dadas a crianças durante temporadas de alta transmissibilidade concluiu que a abordagem dupla foi muito mais eficaz para evitar a doença severa, a hospitalização e a morte do que os métodos em separado.

Ter uma vacina contra malária segura, moderadamente eficaz e pronta para distribuição é um "evento histórico", disse Pedro Alonso, diretor do programa global de malária da OMS.

Os parasitas são muito mais complexos que os vírus ou as bactérias, e a busca por uma vacina contra malária ocorria há cem anos, acrescentou ele. "É um salto enorme da perspectiva da ciência ter uma vacina de primeira geração contra um parasita humano", disse Alonso.

O parasita da malária é um inimigo especialmente insidioso porque pode atacar a mesma pessoa diversas vezes. Em muitas partes da África subsaariana, mesmo aquelas onde a maioria das pessoas dorme sob telas contra insetos tratadas com inseticida, as crianças têm em média seis episódios de malária por ano.

Bahia confirma chegada de Guto Ferreira; técnico estreia contra o Athletico

  • por Ulisses Gama
  • 07 Out 2021
  • 10:52h

Foto: Divulgação / EC Bahia

Agora é oficial: Guto Ferreira é o novo treinador do Bahia. O clube anunciou a contratação do profissional na noite desta quarta-feira (6). A direção tricolor agiu rápido para substituir Diego Dabove, desligado do clube após a derrota para o Corinthians.

Essa será a terceira passagem de Guto no Bahia. Em 2016, o técnico chegou e ajudou o Tricolor a subir para a elite do futebol brasileiro. No ano seguinte, conseguiu ganhar a Copa do Nordeste, mas deixou o clube por conta de uma proposta do Internacional.

Guto e o Esquadrão de Aço voltaram a se encontrar na temporada 2018. Naquele ano, ele conquistou o Campeonato Baiano, mas uma sequência de jogos ruins naquele Brasileiro acabou encurtando a sua passagem. Na sequência, passou por Chapecoense, Sport e Ceará.

De volta ao Bahia, Augusto Sérgio Ferreira fechou contrato até o final da temporada. Ele chega ao CT Evaristo de Macedo junto com os auxiliares Alexandre Faganello e André Luís, além do preparador físico Juninho. Sua estreia será já neste sábado (9), contra o Athletico Paranaense, em Curitiba.

MDB da Bahia inclina apoio a Wagner e entorno de ACM Neto admite possível 'adeus'

  • por Maurício Leiro / Bruno Leite
  • 07 Out 2021
  • 07:42h

Foto: Max Haack

O diretório do Movimento Democrático Brasileiro na Bahia (MDB-BA) segue debatendo sobre em qual lado estará no pleito eleitoral do próximo ano. Motivo de divergência entre diferentes setores da legenda, a decisão pode ser preponderante em 2022 e deve considerar a formação do arco de alianças do Partido dos Trabalhadores (PT) à nível nacional (veja aqui).

Nomes próximos a executiva municipal do ex-Democratas afirmam que o tom é de despedida. A saída do MDB é dada como certa entre as lideranças. O vereador Geraldo Júnior, presidente do Legislativo municipal, no entanto, seria reticente à decisão. O vereador é um dos emedebistas entusiastas da participação do partido na candidatura do ex-prefeito ACM Neto à majoritária (relembre aqui aqui). Uma terceira possibilidade é que os membros da sigla marchem com João Roma (Rebublicanos).

A oferta de cargos não seria o ponto principal para que o MDB opte por um dos lados, disseram fontes escutadas pelo Bahia Notícias. O tema teria, inclusive, sido abordado em conversas com Lula durante sua última passagem pela Bahia (clique aqui).

Nos bastidores do governo Rui Costa (PT) o que se comenta é que o martelo ainda não está batido. O cortejamento por apoios também inclui outros partidos como o Progressistas (PP), que discute a permanência na base petista e o consequente amparo ao nome de Jaques Wagner (PT) na cabeça de chapa para a candidatura ao Palácio de Ondina.

Declarações recentes do prefeito Bruno Reis (DEM) apontam uma cautela da gestão demista em falar publicamente sobre o assunto. Quesitonado pela imprensa durante o lançamento da fase de testes dos ônibus elétricos em Salvador, no último mês, ele tergiversou dizendo que "não adianta ter agonia" (lembre aqui).

Estudo aponta que proteção de vacinas contra a variante Delta cai depois de 3 meses

  • 06 Out 2021
  • 17:03h

Foto: Myke Sena / MS

Um estudo britânico identificou dois novos fatos sobre a variante Delta da Covid-19. A primeira é que as pessoas infectadas com a cepa têm menos probabilidade de transmitir o vírus se já tiverem sido completamente imunizadas com a vacina. Só que a pesquisa revelou também que esse efeito protetor é relativamente pequeno e diminui de forma considerável três meses após o recebimento da segunda dose. As informações são de reportagem da CNN.

A pesquisa teve os resultados publicados na plataforma MedRix, mas o estudo ainda não foi submetido à revisão por pares. De acordo com a CNN, um artigo sobre estas descobertas foi publicado na revista Nature na terça-feira (5).

O estudo identificou que pessoas infectadas duas semanas após receberem a segunda dose da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela AstraZeneca, ambas no Reino Unido, a chance de contrair Covid-19 após o contato próximo com um não vacinado era de 57%. Mas três meses depois, essa chance subiu para 67%. Conforme os pesquisadores, este último valor está no mesmo nível da probabilidade de uma pessoa não vacinada espalhar o vírus.

Segundo a reportagem, outro ponto observado foi a redução entre imunizados com as vacinas da norte-americana Pfizer e da alemã BioNTech. O risco de espalhar a infecção pela Delta logo após a vacinação com este imunizante era de 42%, mas aumentou para 58% com o tempo, apontam os pesquisadores.

“Os resultados possivelmente explicam por que temos visto tanta transmissão progressiva de Delta, apesar da vacinação generalizada”, diz o coautor David Eyre, epidemiologista da Universidade de Oxford, no Reino Unido, à Nature.

Gilmar Mendes afirma que defensores não podem ter mais garantias que advogados

  • Bahia Notícias
  • 06 Out 2021
  • 16:00h

Foto: Divulgação

O ministro Gilmar Mendes já votou em algumas ações diretas de inconstitucionalidade movida pelo procurador-geral da República Augusto Aras para restringir garantias da Defensoria Pública. Uma das 22 ações é movida contra a Lei Orgânica da Defensoria da Bahia. O presidente da Associação de Defensores Públicos (Adep-BA) já se posicionou contrário a atuação de Aras (veja aqui).

Para Aras,  as leis estaduais conferiram aos defensores públicos um atributo que advogados privados, em geral, não detêm. O voto de Gilmar Mendes é referente às ações contra leis da Paraíba, Espírito Santo, Distrito Federal, Ceará, Amapá e Amazonas, que conferem aos defensores públicos a prerrogativa de ordenar que autoridades e agentes de quaisquer órgãos públicos expeçam documentos, processos, perícias e vistorias.

Para o ministro, relator de seis ações, é desproporcional as garantias que a Defensoria tem perante as que os advogados possuem, de forma a fragilizar o devido processo legal e criar uma distinção indevida entre as instituições. Gilmar Mendes frisa que a atuação da Defensoria e da Advocacia estão no mesmo nível na relação processual, e por isso, não pode haver desequilíbrio.

Uma das garantias que seria desproporcional é a concessão de prazo em dobro para a Defensoria Pública enquanto esses órgãos não estiverem devidamente estruturados. O relator, entretanto, afirma que não há justificativa razoável que autorize o tratamento desigual entre a Defensoria e a advocacia privada em matéria que independe da organização da instituição.

Apesar de considerar que há mais garantias para a Defensoria, o ministro pontuou que declaração de inconstitucionalidade das leis impugnadas não impede que os defensores públicos tenham acesso a documentos e informações. Para isso, deverão se submeter ao trâmite regular da Justiça e da Administração Pública, sem obrigar outros Poderes a cumprir com suas solicitações como se requisições fossem. O ministro Luiz Edson Fachin pediu vista e o julgamento foi suspenso. As outras 16 ações estão com relatores diferentes e ainda não foram liberadas para julgamento. A da Bahia é relatada pelo ministro Luís Roberto Barroso.

Com votos contrários de Onyx e membros do Rio Grande do Sul, DEM aprova fusão com PSL

  • Bahia Notícias
  • 06 Out 2021
  • 13:52h

Foto: Reprodução Youtube

A executiva nacional do Democratas aprovou a fusão com o PSL durante convenção do partido nesta quarta-feira (6), em Brasília. Os únicos votos contrários foram do ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzzoni e dos convencionais do Rio Grande do Sul.

Onyx criticou o fato de que o estatuto do novo partido não permite que membros com mandato tenham voto. Segundo ele, só terão esse direito quem fizer parte da executiva nacional.

“Nenhum partido brasileiro jamais teve isso na história do Brasil. No PSL e no PFL/DEM todos tem direito a vez e voto. A única coisa que estou pedindo é que reflita se está correto tirar o voto daquele que é reconhecido por ter voz", argumentou.

A união entre as siglas vai dar origem ao União Brasil, que deve ter a maior bancada da Câmara Federal com 82 deputados.

O ex-prefeito de Salvador e ACM Neto, que atualmente ocupa a presidência nacional do Democratas, deve assumir a secretaria-geral do novo partido. O presidente do PSL Luciano Bivar, deve manter o cargo no União Brasil.

Advogados de Guedes dizem que ministro não movimentou offshore desde 2018

  • por Bernardo Caram | Folhapress
  • 06 Out 2021
  • 11:44h

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

A defesa do ministro Paulo Guedes (Economia) afirmou nesta terça-feira (5) que, após assumir o cargo no governo Jair Bolsonaro, ele não fez movimentações de valores em offshore nas Ilhas Virgens Britânicas, da qual é acionista. Em nota, os advogados afirmam que o ministro se afastou da gestão da empresa em dezembro de 2018.
O documento, assinado pelos advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso, afirma que será protocolada, de forma voluntária, uma petição no STF (Supremo Tribunal Federal) e na PGR (Procuradoria-Geral da República) para esclarecer "de forma definitiva que o ministro jamais atuou ou se posicionou de forma a colidir interesses públicos com privados".

"Com relação à empresa Dreadnoughts, os documentos que serão protocolados deixam claro que o ministro desde dezembro de 2018 se afastou da sua gestão, não tendo qualquer participação ou interferência nas decisões de investimento da companhia", diz a nota.

"Da mesma forma, os documentos demonstram que não houve qualquer remessa ou retirada de valores para o exterior da companhia mencionada, desde quando Paulo Guedes assumiu o cargo de ministro da Economia, sendo certo que este jamais se beneficiou no âmbito privado de qualquer política econômica brasileira".

Os advogados ressaltam que a documentação do ministro foi enviada à Comissão de Ética Pública e demais órgãos competentes no início do mandato, sem que tenha havido registro de conflitos com o exercício do cargo.

A defesa do ministro ainda critica a publicação das informações sobre a offshore do ministro.

"Criam-se ilações e mentiras, a partir da violação de informações fiscais sigilosas de veículo de investimento legal e declarado, com o único objetivo de criar um factóide político", afirma.

A existência dos investimentos de Guedes no exterior foi revelada neste domingo (3) por veículos como a revista Piauí e o jornal El País, que participam do projeto do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, o ICIJ. Os documentos fazem parte da Pandora Papers, investigação sobre paraísos fiscais promovida pelo consórcio.

Segundo as reportagens, Guedes, sua esposa e sua filha são acionistas de uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas, conhecido paraíso fiscal. Em 2015, ela tinha US$ 9,5 milhões (aproximadamente R$ 51 milhões, em valores atuais).

Em julho, Guedes defendeu retirar do projeto de lei do Imposto de Renda a regra que tributaria recursos em paraísos fiscais. Para ele, a discussão complicaria o debate sobre o texto.

"Ah, 'porque tem que pegar as offshores' e não sei quê. Começou a complicar? Ou tira ou simplifica. Tira. Estamos seguindo essa regra", disse o ministro em debate realizado em julho.

Bahia registra 85 focos de incêndio nesta quarta; Cotegipe lidera queimadas

  • Bahia Notícias
  • 06 Out 2021
  • 09:41h

Foto: Reprodução / G1

A Bahia registra no começo da manhã desta quarta-feira (6) 85 focos de incêndio. Seis das dez cidades com maior número de queimadas ficam no Oeste baiano. As informações são do Inpe Queimadas, portal do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. A cidade da Barra que encabeçava a lista de municípios mais afetados não figura na lista dos 22 mais afetados pelo fogo.

A primeira posição agora é de Cotegipe que registra 19 focos. A segunda, de Formosa do Rio Preto, com 8; e a terceira fica com Cocos e Santa Rita de Cássia, cada uma com 6 focos de calor. As dez cidades mais afetadas continuam com Jaborandi e Tabocas do Brejo Velho, com 5; Teixeira de Freitas, com 4; e Coribe, Floreta Azul, Manoel Vitorino, com 3.

Ainda segundo o Inpe Queimadas, o bioma mais afetado na Bahia pelos incêndios é o cerrado, com 65,9% dos focos de calor. Depois, vem a mata atlântica, com 29,4%; e caatinga 4,7%.  

O Inpe Queimadas tem como referência todos os satélites disponíveis para o rastreamento dos focos de incêndio.

Avião fica preso debaixo de passarela na Índia

  • 06 Out 2021
  • 08:39h

Foto: Reprodução Redes Sociais

Uma cena inusitada surpreendeu quem passava nos arredores do aeroporto de Nova Déli, capital da índia. Um avião Airbus A320, de grande porte, ficou preso embaixo de uma passarela. Imagens sobre o acidente viralizaram nas redes sociais.

Segundo informações da rede britânica BBC, o avião foi vendido pela Air India e estava sendo transportado para seu novo hangar quando acabou ‘entalado’. Em resposta à solicitação de uma jornalista local, a empresa aérea, no entanto, alegou não ter mais nenhum vínculo com o veículo.

Segundo um das pessoas que registrou a situação, o fato aconteceu no dia 21 de setembro e no último final de semana ainda havia funcionários tentando retirar o avião do local.

Lula e Bolsonaro minimizam eleição a governos e miram bancadas fortes no Senado em 2022

  • por José Matheus Santos e João Pedro Pitombo | Folhapress
  • 05 Out 2021
  • 18:08h

Foto: Montagem/ Bahia Notícias

À frente da corrida para 2022, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) devem adotar uma estratégia semelhante e priorizar a eleição de senadores em detrimento das disputas de governos estaduais no próximo ano.
O objetivo é eleger uma bancada forte para dar sustentação ao governo no Congresso Nacional a partir de 2023, reduzindo a dependência de outros partidos e possibilitando a indicação de candidatos à presidência da Câmara dos Deputados e do Senado, cargos considerados chave para a governabilidade.

Para isso, petistas e bolsonaristas devem apoiar candidatos a governos estaduais de outros partidos e negociar para ocupar nas chapas a vaga de senador. Em 2022, haverá apenas uma vaga em disputa em cada um dos 26 estados e no Distrito Federal.

No caso de Lula, o Nordeste é a principal base para tentar fortalecer a bancada de senadores. A aliança entre PT e PSB pode lançar candidatos ao Senado em sete estados da região e alçar um suplente do PSB para a Casa.

Quatro governadores entram na disputa ao Senado na condição de favoritos: os petistas Camilo Santana (Ceará) e Wellington Dias (Piauí), além dos pessebistas Flávio Dino (Maranhão) e Paulo Câmara (Pernambuco).

Na Paraíba, o ex-governador Ricardo Coutinho rompeu com o PSB e se filiou ao PT com a intenção de ser candidato a senador com o apoio de Lula. Ainda há possibilidade de recondução de Jean Paul Prates (PT) no Rio Grande do Norte e de uma candidatura do PSB em Sergipe.

Em Pernambuco, além do governador Paulo Câmara, também disputam a vaga para o Senado com apoio de Lula os deputados federais André de Paula (PSD), Eduardo da Fonte (PP) e Silvio Costa Filho (Republicanos). O PT não descarta lançar a deputada Marília Arraes ou o ex-prefeito do Recife João Paulo.

Na região Norte, dois nomes são prioridade. O senador Paulo Rocha (PT) deve concorrer à reeleição no Pará, e o ex-senador Jorge Viana tentará voltar ao cargo no Acre após ter sido derrotado em 2018.

O assunto esteve na pauta da reunião desta segunda-feira (4), em Brasília, entre Lula e a bancada petista no Congresso. Na reunião, o petista reforçou a necessidade de ampliar a bancada de congressistas da legenda, inclusive no Senado.
 

"O presidente Lula falou sobre a necessidade de ampliar o número de deputados e senadores, inclusive procurando pessoas que têm uma certa dimensão para elas entrarem na disputa proporcional. Ele vai olhar também os estados onde o PT não vai ter candidato a governador se é possivel ter candidato ao Senado", disse o senador Humberto Costa (PT-PE).
 

"Hoje o predomínio do centrão é muito grande, e ele [Lula] não pretende ficar refém do centrão, tanto no Senado quanto na Câmara. A meta do PT é fazer 80 a 100 deputados, como já tivemos em outros anos. A meta de senadores para eleger ainda não foi definida, vai ser criada uma comissão de estratégia eleitoral do partido para definir isso", afirmou o pernambucano.
 

Os bolsonaristas, por sua vez, devem adotar a estratégia de sairem unidos em torno de um nome único nos estados.
Nos bastidores, aliados do presidente na região lembram que a eleição do Senado, apesar de majoritária, não tem segundo turno -diferentemente dos governos estaduais- e que uma unidade do eleitorado de Bolsonaro em torno de um nome pode fazer um contraponto aos nomes apoiados por Lula.

Em agosto, em entrevista à Rádio Jornal de Pernambuco, Bolsonaro tornou pública a linha de estratégia que deve adotar para 2022 nos estados.

"Caso dispute a eleição, tenho interesse em uma bancada de deputado federal e de senadores. Interessa [eleger] governador? Interessa. Mas ficaria em segundo plano, até porque não consegui, até o momento, um partido para dizer que vamos disputar as eleições. O nosso compromisso é esse, deixo o governo do estado para segundo plano", disse.

Ao menos três nomes do círculo militar mais próximo ao presidente devem concorrer ao Senado em 2022: o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB), o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello (sem partido) e o ex-superintendente da Zona Franca de Manaus Coronel Menezes (Patriota).

Pazuello pode concorrer ao Senado ou à Câmara dos Deputados e tem três opções de estados na mesa: o Rio de Janeiro, onde nasceu; o Amazonas, onde mora parte da sua família; e Roraima, onde foi secretário.

O vice-presidente Hamilton Mourão deve concorrer ao Senado pelo Rio Grande do Sul, mas não descarta disputar o cargo no Rio de Janeiro.

Coronel Menezes, que é amigo próximo de Bolsonaro, vai concorrer ao Senado pelo Amazonas, onde deve polarizar a disputa com o senador Omar Aziz (PSD), presidente da CPI da Covid, e com o ex-prefeito de Manaus e ex-senador Arthur Virgílio Neto (PSDB).

"A nossa pré-candidatura ao Senado faz parte de um pool de candidatos que o presidente tem escolhido em vários estados. Ele quer uma base forte no Congresso Nacional", afirma Coronel Menezes.

Ao menos seis ministros também miram o Senado na eleição do próximo ano: Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional), Fábio Faria (Comunicações), Tereza Cristina (Agricultura), Flávia Arruda (Governo) e Gilson Machado (Turismo).

Tarcísio de Freitas tem sido incentivado por Bolsonaro a concorrer ao Governo de São Paulo, mas deu indicações de que prefere tentar o Senado por um estado com forte ligação com o agronegócio, caso de Goiás e Mato Grosso.

Os ministros Fábio Faria (Comunicações) e Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional), ambos do Rio Grande do Norte, têm planos de concorrer ao Senado e travam uma espécie de guerra fria pelo apoio do presidente em 2022.

Em Pernambuco, o ministro Gilson Machado Neto (Turismo) é pré-candidato a senador e quer assumir a cadeira do atual líder do governo, Fernando Bezerra Coelho, que diz não pretender disputar mandato eletivo em 2022.

Ministra da Secretaria de Governo, Flávia Arruda (PL) é o nome forte para concorrer ao Senado no Distrito Federal. Já a ministra Tereza Cristina, que deve trocar o DEM pelo PP na janela eleitoral, é pré-candidata em Mato Grosso do Sul.

Em Santa Catarina, o nome cotado é o do secretário nacional da Pesca, Jorge Seif Júnior (PL). Mas ele pode mudar de planos se o empresário Luciano Hang decidir se candidatar ao mesmo cargo.

Além de ministros, Bolsonaro também deve apoiar a reeleição de senadores como Roberto Rocha (sem partido) no Maranhão, Elmano Férrer (PP) no Piauí e Fernando Collor (Pros) em Alagoas.

Aliados do presidente derrotados em 2018 também querem tentar voltar ao Senado em 2022, caso de José Medeiros (Podemos) no Mato Grosso e Magno Malta (PL) no Espírito Santo.

Nos maiores colégios eleitorais do país, a tendência é que petistas e bolsonaristas tenham candidaturas próprias ao cargo de senador.

Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, o PT tem como principais nomes os ex-senadores Eduardo Suplicy e Aloizio Mercadante. Já a deputada estadual Janaina Paschoal, hoje no PSL, pode mudar de partido para disputar o cargo, em um movimento de reaproximação ao bolsonarismo.

Em Minas Gerais, o deputado federal e ex-ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antonio (PSL) deve ser candidato ao Senado. Para polarizar com ele, o PT almeja a candidatura do deputado Reginaldo Lopes.

No Rio, os petistas querem lançar a deputada federal Benedita da Silva. O campo bolsonarista, por sua vez, está congestionado: além de Mourão e Pazuello, são pré-candidatos o prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis (MDB) e o deputado Otoni de Paula (PSC).

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Mais de 20 mil internações na Bahia em 2019 foram causadas por falta de saneamento básico

  • Bahia Notícias
  • 05 Out 2021
  • 17:36h

Foto: Agência Brasil

Em 2019, a Bahia foi o quinto estado que mais registrou internações por falta de saneamento básico no Brasil, segundo o estudo Saneamento e Doenças de Veiculação Hídricas, do Instituto Trata Brasil, divulgado nesta terça-feira (5).

De acordo coma a pesquisa, no período 23.387 pessoas no estado precisaram ser internadas para tratar doenças desse tipo. O líder no ranking é o Maranhão, com 38.237 internações.  Em números proporcionais, para cada 10 mil habitantes, a Bahia tem 15,72 internados. A liderança em taxa de incidência também fica com o Maranhão, que tem 54,4 internados a cada 10 mil habitantes.

Ainda segundo o estudo, a falta de saneamento básico sobrecarregou o sistema de saúde com 273.403 internações por doenças de veiculação hídrica em 2019, um aumento de 30 mil hospitalizações na comparação com ano anterior, além de 2.734 mortes. A incidência de internações foi de 13,01 casos por 10 mil habitantes, o que gerou gastos de R$ 108 milhões ao país naquele ano.

A falta de saneamento básico sobrecarregou o sistema de saúde com 273.403 internações por doenças de veiculação hídrica em 2019, um aumento de 30 mil hospitalizações na comparação com ano anterior, além de 2.734 mortes. A incidência de internações foi de 13,01 casos por 10 mil habitantes, o que gerou gastos de R$ 108 milhões ao país naquele ano.

Sobre a relação entre saneamento e doenças em 2020, o Trata Brasil informou que dados preliminares mostram que o país teve 174 mil internações por doenças de veiculação hídrica, o que representaria uma redução de 35% em relação a 2019. No entanto, a entidade explicou que os dados precisam ser analisados pelas instituições médicas, já que a queda pode estar relacionada ao afastamento das pessoas dos hospitais por medo de contaminação por covid-19.

Cientistas brasileiros identificam que genética influencia na reação do organismo à Covid-19

  • Bahia Notícias
  • 05 Out 2021
  • 15:13h

Foto: Divulgação / Sesab

Um estudo feito por cientistas de universidades do Paraná identificou que a genética pode influenciar o nível de reação das pessoas à infecção pela Covid-19. De acordo com a CNN, a pesquisa incluiu a revisão de cerca de 90 trabalhos científicos, publicados até julho de 2021, relacionados às variantes do novo coronavírus em países como Estados Unidos, Inglaterra, Irã, Itália e Suíça.

Entre os resultados, foi possível classificar os grupos de risco de pessoas infectadas além da idade e das comorbidades associadas a outras doenças.

De acordo com a pesquisa, há dois genes que influenciam diretamente na evolução clínica da Covid-19.

Um deles é o ACE2, responsável pela regulação da pressão arterial do corpo humano. O outro é o TMPRSS2, referente à entrada e disseminação viral.

De acordo com a reportagem da CNN, os resultados sugerem ainda que o tipo sanguíneo influencia nas reações fisiológicas das pessoas. O tipo A, por exemplo, apresenta mais risco de infecção, enquanto o tipo O apresenta menos risco, mostrou estudo.

Nego do Borel é encontrado pela polícia em quarto de motel com duas mulheres

  • 05 Out 2021
  • 13:11h

Foto: Reprodução / RecordTV

Após preocupar a mãe, Roseli Viana Gomes, que chegou a registrar um boletim de ocorrência na segunda (4) pelo desaparecimento do filho (leia aqui), e mobilizar a equipes da Polícia Civil do Rio de Janeiro em uma busca, o cantor Nego do Borel foi encontrado em um quarto de hotel na zona Norte do Rio com duas mulheres.

A Polícia Civil havia iniciado as buscas pelo cantor na manhã desta terça-feira (5) em Itacuruçá, no distrito de Mangaratiba, local onde o funkeiro foi visto pela última vez, mas o funkeiro foi encontrado em Vila Isabel.

A mãe do funkeiro se desesperou nas redes sociais, afirmando que o artista teria se despedido dela e pedido para que ela não fosse atrás. Amigos do cantor também informaram que ele apresentava um quadro depressivo desde a sua expulsão de A Fazenda sob suspeita de estupro.