- Bahia Notícias
- 19 Out 2021
- 09:21h
Foto: Betto Jr/Secom
A Bahia ultrapassou, nesta segunda-feira (18), a marca de 50% da população com 12 anos ou mais completamente imunizada contra a Covid-19. Ao todo, 6.370.057 tomaram as duas doses da vacina ou a vacina de dose única, o que representa 53,03% do público, estimado em 12.732.254.
Caso seja considerada a população com a primeira dose ou dose única, a Bahia já vacinou 81.81% da população com 12 anos ou mais.
Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 378 casos de Covid-19. O boletim epidemiológico desta segunda-feira (18) também registra 8 óbitos.
- por Carlos Petrocilo | Folhapress
- 18 Out 2021
- 18:16h
Foto: Lucas Figueiredo / CBF
Após ir à Justiça contra a Fifa para reduzir o valor das parcelas de seu acordo de TV pela Copa do Mundo, a Globo renunciou à exclusividade nos direitos de transmissão pela internet do torneio no Qatar, que será realizado de 21 de novembro a 18 de dezembro do ano que vem.
Com isso, a entidade que controla o futebol mundial tem oferecido pacotes de jogos da competição por streaming diretamente às plataformas digitais no Brasil. Youtube, Facebook e TikTok, por exemplo, já foram procurados e estudam a viabilidade do negócio.
A emissora carioca continuará exibindo as partidas do Mundial na televisão aberta e no seu canal esportivo por assinatura, o Sportv. No entanto, não terá exclusividade nas plataformas digitais, seja no Globoplay (streaming) -o app tem sido uma grande aposta do grupo- ou em seus portais na internet, que transmitiram jogos ao vivo das Copas de 2010, 2014 e 2018.
É a primeira vez que a Fifa assume a negociação dos direitos da Copa do Mundo com redes sociais, e o Brasil tem sido uma oportunidade para a entidade experimentar o modelo.
A federação que rege o futebol mundial contratou a agência LiveMode, sediada no Rio de Janeiro, para assessorá-la na comercialização do produto.
A LiveMode, fundada em 2017 pelos empresários Edgar Diniz e Sergio Lopes (ex-donos do canal Esporte Interativo), já é parceira da Fifa na comercialização de cotas de patrocínios na América do Sul para a Copa do Mundo no Qatar.
O pacote, avaliado em US$ 8 milhões (R$ 43 milhões no câmbio atual), permite ao patrocinador explorar publicidade nos estádios durante os 64 confrontos do Mundial, realizar ativações digitais e usufruir das áreas de hospitalidade com seus convidados.
A LiveMode faz a gestão dos direitos de transmissão da Copa do Nordeste e do Campeonato Paulista. Neste último, inclusive, a empresa conduziu o processo de venda em nome da Federação Paulista de Futebol (FPF) no qual a Record tirou o torneio das mãos da Globo.
A Globo pagava R$ 225 milhões em troca de explorar o Estadual de São Paulo em todas as suas mídias. Além de reduzir gastos, o conglomerado ficou ainda mais desinteressado pelo torneio após a FPF ter negociado com o YouTube e cedido a exibição de 16 jogos da edição de 2022. A plataforma online também poderá explorar conteúdo de partidas, como melhores momentos.
Ao mesmo tempo em que busca enxugar custos, a emissora sofre com a concorrência de outros canais e de marcas que produzem conteúdo digital. Desde o ano passado, o grupo de mídia carioca perdeu direitos de transmissão de eventos importantes, como a Copa Libertadores e a F1.
No entanto, o que mais assombrou o mercado foi quando a Globo, que transmite a Copa do Mundo desde 1970, apelou à Justiça para não pagar de forma imediata o valor de US$ 90 milhões (R$ 490 milhões no câmbio atual) à Fifa.
A juíza Maria Cristina de Lima Brito, da 6ª Vara Empresarial de Justiça do Rio de Janeiro, concedeu a liminar favorável à emissora em junho do ano passado, determinando a suspensão do pagamento até o contrato ser apreciado e julgado na Suíça, onde funciona a sede da Fifa e o vínculo fora assinado.
O dinheiro deveria ter sido transferido até 30 de junho de 2020, referente a parcela anual prevista no contrato de direitos de transmissão, válido de 2015 a 2022.
Na tentativa de reduzir os valores do acordo, a Globo justificou o seu apelo em razão da pandemia, que impactou de forma negativa a economia e comprometeu o calendário esportivo internacional.
A Globo e a Fifa chegaram a um acerto comercial no começo deste ano, o que evitou o desenrolar de um imbróglio jurídico. A empresa brasileira, porém, teve de ceder a vontades da entidade e transmitir, em TV aberta, as Copas do Mundo de futebol de areia e futsal.
O contrato com a Fifa inclui as edições de 2018 e 2022 da Copa do Mundo, os Mundiais femininos e das categorias de base (sub-17 e sub-20), assim como os dois torneios já citados.
A forma como a Globo ficou sem os direitos de transmissão da Copa Libertadores e não conseguiu reavê-los a deixou cautelosa com a Fifa.
A empresa enviou carta à Conmebol (dona do torneio sul-americano) na qual pedia a rescisão do contrato, em agosto de 2020, após registrar perdas de receitas em decorrência da crise do coronavírus. A Globo e SporTV depositavam, anualmente, US$ 65 milhões (R$ 354 milhões, no câmbio atual), para transmitir a Libertadores até 2022.
A cúpula da emissora resolveu arriscar que a entidade sul-americana cederia de alguma forma ao ser notificada sobre o interesse no rompimento do acordo. Em vez disso, a confederação bateu à porta da Band e, depois, do SBT, com o qual fechou novo contrato.
Procuradas pela Folha, a Fifa, a Globo e a LiveMode não se pronunciaram até a publicação deste texto.
- Bahia Notícias
- 18 Out 2021
- 14:22h
Foto: Myke Sena / MS
A Fiocruz, após provocação da CPI da Pandemia, que enviou um ofício ao laboratório, informou que firmou acordo com o Ministério da Saúde para a entrega de 120 milhões de doses da vacina contra a Covid-19, com previsão de distribuição ao longo do primeiro semestre de 2022.
A fundação informou ainda que, para o segundo semestre do ano que vem, “a depender da evolução da situação sanitária do país”, a entidade já está negociando com o Ministério da Saúde a opção de fornecimento de mais 60 milhões de doses. As informações são de reportagem da CNN Brasil.
A Fiocruz informou também que a negociação está em fase final de formalização. De acordo com a matéria, o ofício direcionado à Fundação partiu de um questionamento apresentado pelo senador Randolfe Rodrigues, solicitando “esclarecimentos sobre tratativas mantidas com o Governo Federal brasileiro para fornecimento, no ano de 2022, de vacinas/imunizantes contra a Covid-19, incluindo a situação em que se encontram os eventuais acordos firmados”.
Doses de vacinas contra a Covid-19 ainda serão entregues pela Fiocruz neste ano. Estão previstas cerca de 70 milhões de doses que já foram contratadas e seguem pendentes de entrega para esse ano. À CNN, a Fiocruz informou que a previsão é de que essas doses sejam entregues até o final de 2021.
O Ministério da Saúde sinalizou além das doses, há uma negociação em andamento com a Pfizer para um novo contrato de aquisição de 100 milhões de vacinas e opção de compra de mais 50 milhões de doses para serem entregues no ano que vem.
- Bahia Notícias
- 18 Out 2021
- 12:34h
Foto: Reprodução / Marcelo Camargo / Agência Brasil
A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou para a Procuradoria Geral da República um pedido de investigação contra o presidente da Comissão e Constituição e Justiça do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), pela demora na realização da sabatina de André Mendonça, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) à vaga de ministro do STF.
O pedido de análise foi enviado na sexta-feira (15), após o Supremo ter sido acionado por um advogado que questiona a conduta de Alcolumbre, apontando que o senador apresenta indícios de crimes de responsabilidade, discriminação religiosa e contra o Estado Democrático de Direito, e pede o afastamento dele da CCJ.
Segundo Weber, cabe à PGR avaliar se há elementos que justifiquem a investigação da conduta de Alcolumbre, pelo senador possuir foro privilegiado na Corte.
“Determino a abertura de vista dos autos à Procuradoria-Geral da República, a quem cabe a formação da 'opinio delicti' em feitos de competência desta Suprema Corte, para manifestação no prazo regimental”, escreveu a ministra.
- Bahia Notícias
- 18 Out 2021
- 11:02h
Foto: Reprodução / Pixabay
Um teste desenvolvido por Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) pode identificar a presença da Covid-19 no organismo por meio da saliva, utilizando a luz.
A formulação foi feita por um grupo do Laboratório de Bioanalítica e Eletroquímica da instituição de ensino.
A tecnologia consiste em um sinal elétrico que é aplicado na saliva do paciente. Caso o vírus esteja presente, este sinal produz uma reação química e mostra o resultado por meio de uma luz vermelha. Se o aparelho utilizado para realizar o teste não acender, o diagnostico é negativo.
Segundo os pesquisadores, o resultado é apresentado em até uma hora e tem precisão semelhante ao teste de RT-PCR e pode ser feita a análise de 20 amostras ao mesmo tempo.
O dispositivo criado pelos estudiosos roda sem a necessidade de um técnico especializado e pode ser conectado a um smartphone.
- Bahia Notícias
- 18 Out 2021
- 09:50h
Foto: Divulgação / Ascom-PC
Policiais da Delegacia Territorial (DT) de Mucugê, em conjunto com uma equipe da 13ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Seabra), prenderam quatro pessoas neste sábado (16), por suspeita de participação de uma tentativa de homicídio em Mucugê.
O coordenador da Coorpin/Seabra, delegado Thomas Victor Galdino, explicou que os suspeitos foram flagrados com maconha, cocaína e a arma utilizada no crime. “As roupas que eles vestiam no dia do ataque também foram apreendidas”, completou o coordenador.
A vítima, que está internada em estado grave, foi atingida por cinco disparos, dentro da própria residência, enquanto dormia. “A motivação do crime teria sido pelo fato da esposa dele ter atingido o rosto de um dos criminosos com um copo, depois de uma discussão em um bar”, disse o delegado.
“Já solicitamos a prisão preventiva deles”, acrescentou Galdino. Os suspeitos passaram pelos exames de lesões corporais e estão custodiados na sede da coordenadoria.
- por Fernando Duarte
- 18 Out 2021
- 07:47h
Foto: Jade Coelho/ Bahia Notícias
Enquanto ACM Neto parece ter achado no mote da segurança um calo incômodo para os petistas, o adversário dele na corrida pelo governo na Bahia, Jaques Wagner, já define algumas estratégias para rebatê-lo. Uma delas é o argumento de que, há época do antigo PFL no Palácio de Ondina, os investimentos na área minguavam. Ainda que haja um problema básico de deslocamento temporal, em 2006, os índices e a forma como a violência e o crime se comportavam eram bem diferentes de agora. Mas isso não é algo que não possa ser trabalhado do ponto de vista de comunicação e recaia sobre o passado do carlismo.
Essa batalha entre os tempos pré-petismo e os 16 anos petistas na Bahia caminha para ser um dos principais pontos a ser explorado nesses momentos de pré-campanha oficial. É quando os adversários vão conhecer os terrenos e identificar quais temas podem render mais votos. E tanto ACM Neto quanto Wagner sabem disso e vão dosando calmamente quais "estradas" vão seguir. Por isso, até o primeiro semestre do próximo ano, esses assuntos virão e sairão de cena, numa espécie de termômetro. É também uma batalha de nervos, quando as provocações vão vir de todos os lados, na expectativa de que algo desestabilize o outro lado.
A fala de Wagner sobre o MDB estar "insatisfeito" ao lado de Neto é um exemplo disso. Os emedebistas não escondem a sede de poder, ainda que estejam longe de ser protagonistas, porém o encolhimento do partido na Bahia não pode ser creditado exclusivamente à aliança com o ex-prefeito de Salvador. Ainda assim, o ex-governador fez essa associação, simulando que os aliados ao seu lado - leia-se PSD e PP - cresceram, e os aliados dos adversários teriam encolhido. É como se os contextos desses crescimentos não importassem e a simples formação de alianças fosse crucial para determinar o tamanho dos partidos. Não, não é. Mas a mensagem bem comunicada pode ter impacto nas relações políticas e é essa a aposta.
Outro tema recorrente será a nacionalização da disputa. Há bastante tempo o PT, especialmente, tem tentado carimbar o selo de bolsonarista em ACM Neto. Até aqui não funcionou, porém não deve ser um esforço em vão. Tanto que o próprio Wagner sinalizou que quem decide se a temática nacional será preponderante na eleição é o povo, um artifício bem comum para justificar a pauta. Como o ex-governador é automaticamente associado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, lançar Jair Bolsonaro no colo do ex-prefeito é uma aposta muito clara dos adversários dele.
Ainda é cedo para cravar que essas estratégias vão persistir até outubro de 2022. No entanto, acompanhá-las é um ponto importante para entender os próximos passos dos principais candidatos ao governo baiano. Os nomes estão postos e, por enquanto, não há sinais de que a polarização local terá uma outra candidatura com musculatura política para desbancá-los, principalmente na escolha dos temas que aparecerão na campanha.
- por Folhapress
- 17 Out 2021
- 12:07h
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Liberado desde agosto de 2019, o saque das contas dos fundos do PIS (Programa de Integração Social) e do Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) está esquecido por muitos trabalhadores. Segundo a Caixa Econômica Federal, cerca de 10,5 milhões de brasileiros ainda não retiraram R$ 23,3 bilhões.
Tem direito ao saque quem trabalhou com carteira assinada na iniciativa privada entre 1971 e 4 de outubro de 1988. Os interessados devem procurar a Caixa Econômica Federal para retirar o dinheiro. O prazo para o saque vai até 1º de junho de 2025. Após essa data, o dinheiro será transferido à União. As informações são da Agência Brasil.
Até maio de 2020, a Caixa administrava apenas as cotas do PIS, destinadas aos trabalhadores do setor privado. No entanto, o Banco do Brasil (BB), que gerenciava o fundo do Pasep, destinado a servidores públicos, militares e funcionários de estatais, transferiu as cotas para a Caixa, o que permitiu a unificação dos saques.
O saque pode ser pedido no aplicativo Meu FGTS, que permite a transferência para uma conta corrente. A retirada em espécie varia conforme o valor a que o beneficiário tem direito. O saldo pode ser consultado no aplicativo, no site do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) ou no internet banking da Caixa.
O saque de até R$ 3 mil poderá ser feito nas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e nos terminais de autoatendimento, utilizando o cartão Cidadão, com senha. Outra opção é nas agências da Caixa. Acima de R$ 3 mil, somente nas agências da Caixa, mediante a apresentação de documento oficial com foto. Para saber se tem direito às cotas do fundo, o correntista deve consultar o endereço www.caixa.gov.br/cotaspis.
Segundo a Lei 13.932, de 2019, os recursos do fundo ficarão disponíveis para todos os cotistas. Diferentemente dos saques anteriores, realizados em 2016, 2017 e 2018, não há limite de idade para a retirada do dinheiro.
A lei facilita o saque por herdeiros, que passarão a ter acesso simplificado aos recursos. Eles terão apenas de apresentar declaração de consenso entre as partes e a declaração de que não existem outros herdeiros conhecidos, além de documentos como certidão de óbito, certidão ou declaração de dependentes, inventários ou alvarás judiciais que comprovem as informações.
Foto: Agência Brasil
O ex-juiz da Lava Jato e ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro, Sergio Moro, usou as redes sociais, neste sábado (16), para comentar a passagem pela Universidade de Chicago. Segundo ele, foi “tempo de aprender”. Na ocasião, ele palestrou, mas teve que responder questionamentos duros de acadêmicos.
Encerro a visita à Universidade de Chicago. Tempo de falar, de aprender e de trocar ideias com pessoas interessantes, inclusive brasileiros”, escreveu Moro no perfil no Twitter.
Conforme mostrou a coluna do Guilherme Amado, do Metrópoles, a estadia do ex-juiz na universidade foi agitada. Além de erros no PowerPoint, teve que lidar com perguntas de alunos e professores sobre a suspeição em relação ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o que foi revelado pela Vaza Jato.
Ele deu a palestra a convite da faculdade de direito. No entanto, alunos estranharam a falta de divulgação do evento.
Foto: Divulgação
A Volkswagen vai passar a operar com apenas um turno de trabalho na fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), a partir de 1 de novembro, de acordo com publicação da Broadcast/Estadão. A empresa também irá suspender temporariamente os contratos de trabalho (lay-off) de 1,5 mil funcionários por período de até cinco meses.
O motivo é a falta de componentes para a produção, em especial semicondutores, segundo informa o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. A empresa não confirma a medida.
A montadora do ABC paulista é a terceira fabricante de carros adotar o lay-off nas últimas duas semanas em razão da escassez de chips, problema que afeta empresas do mundo todo.
A Fiat suspendeu os contratos de 1,8 mil trabalhadores de Betim (MG) por três meses a partir do dia 4 deste mês. A Renault vai adotar a medida para 300 funcionários de São José dos Pinhais (PR) por cinco meses a partir do dia 30.
A marca francesa também abriu um programa de demissão voluntária (PDV) para 250 operários, assim como a Honda, que não divulgou meta, mas pretende reduzir o quadro de funcionários das fábricas de Sumaré e Itirapina (SP).
Futuro incerto. A Volkswagen já havia dado férias coletivas de dez dias para todos os funcionários da área produtiva do ABC, que retornaram no último dia 6. Também dispensou em igual período 800 trabalhadores da unidade de Taubaté (SP).
Na Anchieta são produzidos os modelos Polo, Virtus, Nivus e Saveiro. Na linha de montagem trabalham cerca de 4,5 mil metalúrgicos e cerca de 2,5 mil vão operar no turno único que será mantido. Um grupo de 450 pessoas já está em lay-off há alguns meses, a maior parte deles de trabalhadores do grupo de risco de contágio pela covid-19.
O grupo que ficará em casa por dois a cinco meses fará cursos de atualização profissional, e parte dos seus salários será bancada pelo governo federal, como uma espécie de salário desemprego.
José Roberto Nóbrega da Silva, coordenador-geral de representação dos trabalhadores da Volkswagen do ABC, afirma, em vídeo enviado aos funcionários na tarde de ontem, que mais uma vez a empresa passa por momento delicado por falta de componentes.
“Precisamos ter habilidade para atravessar esse momento e vamos acompanhar passo a passo esse futuro que ainda é incerto”, diz o sindicalista.
Ao mesmo tempo em que algumas montadoras reduzem o ritmo de produção, as japonesas Toyota e Nissan anunciaram novos turnos de trabalho e abertura de vagas.
A Toyota vai operar em três turnos a partir do próximo mês na fábrica de Sorocaba (SP) e já iniciou a contratação de 850 trabalhadores. A Nissan vai contratar 578 funcionários para operar em dois turnos a partir de fevereiro.
Mesmo com a melhora em algumas fabricantes, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) reviu para baixo, pela segunda vez em três, as projeções para a produção deste ano, que deverá variar entre 2,13 milhões e 2,22 milhões de unidades.
Os números representam aumento de 6% a 10% na comparação com o ano anterior, que teve um dos piores resultados para o setor em razão da pandemia. No início do ano, a previsão da entidade era de crescimento na casa do 20%.
- Brumado Urgente
- 16 Out 2021
- 18:19h
Foto: Leitor Brumado Urgente
De acordo com as primeiras informações passadas à redação do Brumado Urgente, um acidente envolvendo vários veículos pequenos, e ao menos uma carreta de grande porte, e também um motociclista deixou uma pessoa morta e diversos feridos. Ainda de acordo informações de populares, o referido acidente ocorreu próximo à localidade de Pica Pau, que fica na região próxima ao distrito de Umburanas na BR-030.
A Polícia Rodoviária foi acionada, e, diversas unidades do SAMU 192 deram suporte ao acidente. Mais informações a qualquer momento.
- Bahia Notícias
- 16 Out 2021
- 15:33h
Foto: Reprodução / MP-BA
De acordo com o Ministério Público da Bahia (MP-BA), o prédio onde funciona a Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer, da cidade de Guanambi, no Sertão Produtivo, pertence a esposa do atual secretário de planejamento da cidade, o que contraria um dos artigos da Licitação, e os princípios da moralidade, impessoalidade e isonomia. Diante disto, o órgão recomendou que a gestão anule a locação do imóvel.
A promotora Tatyane Miranda Caires recomendou que a anulação seja imediata. "A Lei de Licitações proíbe a participação em licitação de servidor ou dirigente de órgão ou entidade contratante ou responsável pela licitação, vedando, portanto, a participação de agentes políticos, tais como chefes do Poder Executivo, os seus secretários municipais, além dos membros do Poder Legislativo", disse.
Ainda de acordo com a promotora, a vedação da legislação abrange "quaisquer situações onde haja conflitos de interesses e, nesse caso, o Secretário Municipal, beneficiário também da contratação, participa ativamente das decisões políticas da gestão, cabendo-lhe, inclusive, acompanhar e controlar a execução de contratos e convênios celebrados pelo Município, além de estudar e analisar o funcionamento e organização dos serviços da Prefeitura".
No documento, o MP recomenda ainda que a cidade se abstenha de realizar novas contratações diretas quando se tratar de locação de imóvel pertencente a servidor público, agente político ou não, ainda que por meio de parentes (cônjuge/companheiro, parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau).
- por Nicola Pamplona | Folhapress
- 16 Out 2021
- 12:22h
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Prometida pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a revisão do valor da bandeira tarifária cobrada na conta de luz ampliaria o já elevado déficit da conta destinada a bancar as térmicas e colocaria mais pressão sobre os reajustes tarifários em 2022.
A proposta é criticada por especialistas no setor, que consideram que o cenário ainda requer a utilização de toda a capacidade térmica disponível, mesmo com a melhora no nível de chuvas sobre os reservatórios nas últimas semanas.
A MegaWhat Consultoria estima que o retorno à bandeira vermelha patamar 2, que acrescenta R$ 9,49 para cada 100 kWh consumidos, elevaria em cerca de R$ 3,4 bilhões o déficit da chamada conta bandeiras, que poderia chegar a R$ 10,5 bilhões.
Atualmente, a maior parte dos consumidores paga a bandeira de escassez hídrica, de R$ 14,20 por 100 kWh. A taxa excepcional foi implantada em setembro, diante da maior necessidade de uso de térmicas, e deve vigorar até abril.
Em evento nesta quinta-feira (15), porém, Bolsonaro afirmou que determinaria ao MME (Ministério de Minas e Energia) a volta à bandeira vermelha patamar 2. "Meu bom Deus nos ajudou agora com chuva. Estávamos na iminência de um colapso", justificou.
O presidente da República não tem autonomia para tomar essa decisão. Em situação normal, o valor das bandeiras é definido pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Durante a crise hídrica, o tema pode ser deliberado pela Creg (Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética).
A câmara é presidida pelo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e tem participação dos ministérios da Economia, Infraestrutura, Desenvolvimento Regional, Meio Ambiente e Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Em suas reuniões, conta com o apoio de órgãos de fiscalização e planejamento do setor, como a própria Aneel e o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), que defendeu nesta quarta (13) a manutenção da estratégia de manter as térmicas ligadas.
Assim, sem redução da despesa, a revisão do valor da tarifa implicaria apenas em adiar o impacto ao consumidor. "Não é a hora de reduzir a bandeira", defende o presidente da consultoria especializada PSR Energy, Luiz Barroso.
"Reduzi-la agora vai criar uma pressão no fluxo de caixa das distribuidoras para o pagamento destes custos, que ficaram maiores, e aumentar mais ainda a pressão para reajustes futuros, visto que os valores financeiros não arrecadados via bandeira vão para o reajuste tarifário em 2022", explica.
As bandeiras servem para antecipar às distribuidoras de eletricidade parte dos recursos para pagar energia mais cara. Sem essa receita, as empresas têm que tirar o dinheiro do próprio caixa, o que pode gerar problemas de liquidez.
No sentido oposto ao de Bolsonaro, as distribuidoras vinham negociando com o MME alternativas para reduzir o rombo gerado na conta bandeiras pelo aumento no custo com combustíveis para térmicas, pressionados pela crise energética internacional.
Segundo as contas da MegaWhat, o rombo hoje fica entre R$ 5 bilhões e R$ 7 bilhões. "E o que não se cobriu com a bandeira tarifária reverte em aumento tarifário no ano seguinte", diz a presidente da MegaWhat Consultoria, Ana Carla Petti.
O presidente da Abradee (Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica), Marcos Madureira, defende que as bandeiras funcionam também como um sinal ao consumidor de que a energia é escassa, servindo como um incentivo à economia.
"As distribuidoras não têm nenhuma margem em relação a isso, elas simplesmente recolhem as receitas, entre elas as bandeiras, para pagar os custos da energia", diz. "Nesse momento, entendemos que é importante a permanência de uma bandeira que procura trazer recursos adicionais para esse pagamento."
Especialistas do setor questionam ainda a percepção de Bolsonaro sobre o cenário atual. Embora as projeções apontem chuvas acima da média sobre as bacias mais importantes para o setor elétrico, o nível dos reservatórios das regiões Sudeste e Centro-Oeste permanece baixo.
Nesta quinta (14), por exemplo, ficou em 16,86% da capacidade de armazenar energia. Mesmo que o risco de racionamento tenha sido reduzido em 2021, o mercado pede atenção sobre 2022, que dependerá das chuvas de verão.
"Não há alteração da condição estrutural, ainda estamos com reservatórios muito baixos e vamos continuar tendo o despacho termelétrico elevado", diz Petti, da MegaWhat. "Não é hora de comemorar o fim da crise hídrica, o cenário só 'despiorou'", afirma Barroso, da PSR.
Procurados, nem MME nem Aneel quiseram comentar a declaração do presidente da República.
Foto: Jefferson Peixoto / Secom
Um comitê consultivo independente da agência reguladora norte-americana (FDA, sigla em inglês) recomendou, nesta sexta-feira (15), a aplicação de uma dose de reforço para a vacina da Janssen contra a Covid-19.
O imunizante, desenvolvido pela braço de vacinas da farmacêutica Johnson & Johnson, é aplicado em regime de dose única. A recomendação é que a "dose extra" seja aplicada com um mínimo de dois meses após a primeira, conforme publicação do G1.
Antes da recomendação, representantes da farmacêutica defenderam a vacinação a partir dos seis meses da primeira dose, segundo acompanhamento da resposta imunológica de pacientes.
A recomendação do comitê independente não é definitiva, e nem obrigatória, mas a agência reguladora normalmente a segue à risca.
Se a FDA aprovar o reforço da Janssen, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) fará recomendações específicas sobre quem poderá recebê-la.
No fim de agosto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que a farmacêutica informasse sobre a necessidade de dose de reforço ou de revacinação do seu imunizantes contra a Covid-19.
O objetivo, segundo a Anvisa, era de antecipar informações que permitam avaliar o cenário em torno da necessidade ou não de doses adicionais das vacinas em uso no Brasil.
O órgão também informou que pediu que a Janssen agende uma reunião com os técnicos da Agência para discutir dados disponíveis sobre a questão.
O imunizante da Janssen é o único em uso no Brasil que é administrado em apenas uma dose. Ele tem autorização para uso emergencial, aprovado em março.
Foto: Marcello Casal / Agência Brasil
A Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (Creg) do governo federal se reuniu nesta sexta-feira (15) e avaliou que as medidas excepcionais que vem sendo adotadas para evitar racionamento seguem sendo necessárias para os próximos meses. Ontem (14), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que iria determinar ao Ministério de Minas e Energia (MME) a redução da bandeira tarifária de escassez hídrica, patamar mais alto de cobrança extra na conta de luz.
"Conforme registrado aos membros da Creg, os resultados apresentados evidenciam a assertividade das prospecções realizadas, bem como a importância das medidas excepcionais em curso, apesar dos custos associados, fruto dos esforços empreendidos especialmente com vistas ao aumento das disponibilidades energéticas e das relevante flexibilizações hidráulicas em usinas hidrelétricas", informou o ministério em nota, segundo a Agência Brasil.
Instituída em junho deste ano por medida provisória, a Creg é composta pelos ministérios de Minas e Energia; da Economia; da Infraestrutura; da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; do Meio Ambiente; e do Desenvolvimento Regional. A principal atribuição do colegiado é adotar medidas emergenciais e para garantir a continuidade e a segurança do suprimento de energia elétrica no país.
Durante a reunião, foi apontado o aumento das chuvas no país, especialmente na Região Sul, característica que aponta, de acordo com a pasta, para a transição ao período tipicamente úmido. Além disso, há expectativa de ocorrência de chuvas em maiores volumes nas regiões Sudeste/Centro-Oeste no curto prazo.
No entanto, segundo o governo, apesar do aumento das chuvas, "a situação ainda requer atenção, fato também impactado pelas atuais condições do solo, bastante seco, e, portanto, maiores dificuldades de transformação das chuvas em vazões, ou seja, em volumes significativos de água que chegam nos reservatórios do país".
A Creg decidiu, diante dos resultados apresentados, manter as flexibilizações hidráulicas nas usinas hidrelétricas Jupiá e Porto Primavera no próximo período úmido, entre os meses de novembro/2021 e fevereiro/2022, acatando encaminhamentos sugeridos do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). Essas medidas servem para reduzir a vazão dos reservatórios das usinas para evitar seu rebaixamento.