- Bahia Notícias
- 27 Jan 2022
- 18:51h
Foto: Bruno Concha / Secom
O desconto de 20% no Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) relativo ao exercício de 2022 está sendo concedido de forma automática no valor calculado para quitação do imposto ou do licenciamento completo, nos pagamentos feitos em cota única até 10 de fevereiro. Conforme informou a Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia (Sefaz-Ba), os sistemas das instituições credenciadas para pagamento do IPVA já consideram o desconto ao apresentarem ao contribuinte o valor devido para quitação.
No entanto, de acordo com a pasta, é necessário informar o número do renavam para ter acesso ao cálculo. A depender do sistema, são apresentados o valor total do imposto devido e, em seguida, o valor com aplicação do desconto de 20%, informação que também pode ser obtida no site da Sefaz.
A possibilidade de parcelar o imposto em cinco vezes só estará disponível a partir de março. Para pagar de forma fracionada, basta observar a data da primeira cota no calendário do IPVA 2022 e realizar o pagamento do valor correspondente à parcela nos bancos credenciados. Placas de final 1, por exemplo, devem realizar o pagamento da primeira cota no dia 30 de março. Veja abaixo o passo a passo para cada forma de pagamento.
Pagamento no aplicativo, no internet banking e no caixa eletrônico do Banco do Brasil:
1 - Pagamentos
2 - Impostos e taxas
3 - Débitos de veículos
4 - Bahia
5 - Licenciamento cota única atual ou IPVA cota única atual
Passo a passo para pagamento no internet banking e no caixa eletrônico do Bradesco:
1 - Pagamentos
2 - Débitos de Veículos
3 - Bahia
4 - Débitos de Renavam
Passo a passo para pagamento no aplicativo, no internet banking e no caixa eletrônico do Sicoob:
1 - Conta corrente
2 - Pagamentos
3 - IPVA e taxas do Detran
4 - IPVA Detran Bahia
5 - Escolher a opção cota única ou com ou sem licenciamento
- Bahia Notícias
- 27 Jan 2022
- 16:26h
Foto: Raquel Portugal / Fiocruz
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) informou, nesta quinta-feira (27), que identificou pacientes que testaram positivo para a Covid-19 nas redes laboratoriais Sabin, LPC e Hermes Pardini, na capital baiana e em Lauro de Freitas, nos últimos dois meses, sem que os casos tenham sido notificados nos sistemas oficiais.
A Sesab ressaltou que, assim como os serviços públicos, todos os privados, incluindo as farmácias, devem, obrigatoriamente, notificar os casos positivos de Covid-19, no sistema do Ministério da Saúde, em até 24 horas.
“Infelizmente, isso não vem ocorrendo dentro dos prazos estabelecidos, com atrasos que ultrapassam os 30 dias, causando subnotificação”, diz a nota da secretaria.
De acordo com a secretária da Saúde da Bahia, Tereza Paim, “os serviços de saúde que descumprem a regra ficam sujeitos a sanções, como multa ou até mesmo interdição do estabelecimento, pela infração sanitária.”
A superintendente de Vigilância e Proteção da Saúde da Bahia, Rivia Barros, destaca que “um trabalho conjunto das vigilâncias municipais e do estado vai apurar a dimensão das subnotificações destas redes laboratoriais.”
De acordo com portaria ministerial nº 1.792, de 17 de julho de 2020, deverão ser notificados ao Ministério da Saúde todos os resultados dos testes de diagnóstico realizados, sejam positivos, negativos, inconclusivos e correlatos, em qualquer que seja a metodologia de testagem utilizada.
Os resultados de exames laboratoriais realizados pelos laboratórios particulares devem ser disponibilizados para os gestores locais do Sistema Único de Saúde (SUS) para atualização e conclusão da investigação.
A diretora em exercício do Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen-BA), Felicidade Pereira, acrescenta que nem todos os laboratórios públicos e privados da Bahia estão habilitados a realizar o teste do tipo RT-PCR para a Covid-19.
“Apenas 33 redes laboratoriais, já incluindo estruturas universitárias, estão habilitadas pelo Lacen-BA ou por laboratórios de referência de outros estados a fazerem o RT-PCR. Essa habilitação atesta a qualidade no processamento das amostras, porém, ainda assim, há instituições que mesmo habilitadas não estão realizando a notificação compulsória em tempo oportuno”, avalia a diretora em exercício.
- Bahia Notícias
- 27 Jan 2022
- 10:03h
Foto: Bahia Notícias
A prorrogação do congelamento do ICMS dos combustíveis contou, até a tarde de quarta-feira (26), com a adesão de 21 governadores, mas não contou com o aval do chefe do Executivo da Bahia, Rui Costa (PT). As informações são da coluna Radar, da Veja.
O reajuste do PMPF — preço médio ponderado ao consumidor final, que compõe o cálculo do ICMS — já estava suspenso entre 10 de novembro de 2021 e 31 de janeiro de 2022 e, agora, os mandatários decidiram pela renovação da medida.
O imposto na Bahia já está congelado desde o dia 5 de novembro, quando o governo estadual atendeu decisão tomada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) (leia mais aqui). O Confaz é um órgão composto por secretários de Fazenda dos estados e do Distrito Federal (lembre aqui).
Em nota pública divulgada na tarde desta quarta, os governadores afirmam que a medida se deve ao cenário internacional do preço do petróleo e que é necessária, principalmente, para atenuar os efeitos os efeitos da inflação aos consumidores, sobretudo às camadas mais pobres.
Os governadores defenderam, ainda, a “urgente necessidade” de revisão da política de paridade internacional de preços dos combustíveis, que, segundo a nota, “tem levado a frequentes reajustes, muito a acima da inflação e do poder de compra da sociedade”.
Veja lista dos governadores que assinaram a carta: Waldez Góes (Amapá); Wilson Lima (Amazonas); Camilo Santana (Ceará); Ibaneis Rocha (Distrito Federal); Renato Casagrande (Espírito Santo); Ronaldo Caiado (Goiás); Flávio Dino (Maranhão); Mauro Mendes (Mato Grosso); Reinaldo Azambuja (Mato Grosso do Sul); Romeu Zema (Minas Gerais); Helder Barbalho (Pará); João Azevêdo (Paraíba); Ratinho Júnior (Paraná); Paulo Câmara (Pernambuco); Wellington Dias (Piauí); Cláudio Castro (Rio de Janeiro); Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte); Eduardo Leite (Rio Grande do Sul); Carlos Moisés (Santa Catarina); Belivaldo Chagas (Sergipe) e João Doria (São Paulo).
- Bahia Notícias
- 27 Jan 2022
- 08:09h
Foto: Reprodução
Os 21 sites do Governo da Bahia que foram alvos de hackers, continuam fora do ar uma semana após o ataque. Na madrugada do último dia 20, o grupo Paraná Cyber Mafia invadiu o sistema do governo estadual e ainda deixou uma mensagem que comparava a violência na Bahia ao Rio de Janeiro, além de insultos ao governador Rui Costa e a vacina contra a Covid-19 (relembre aqui).
No mesmo dia do ataque, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), por meio da Polícia Civil e com o apoio da Superintendência de Inteligência, informou que iniciou as investigações para a identificação dos autores do crime.
A Companhia de Processamento de Dados do Estado da Bahia (Prodeb), afirmou que não houve alteração da estrutura interna dos sites das secretarias, órgãos e empresas estaduais, que permanecem preservados. Já a SSP garantiu que não foi diagnosticado acesso, vazamento ou apagamento de dados públicos. A previsão do governo era de que os sites atingidos fossem reativados no mesmo dia.
Na terça-feira (25), os hackers voltaram a atacar. Dessa vez, eles mandaram uma mensagem na página da Secretaria de Cultura do Estado (Secult), com novas ofensas ao governador Rui Costa e criticando as medidas de restrição adotadas pela gestão estadual para conter a disseminação da Covid-19 (veja mais).
- por Fábio Zanini | Folhapress
- 26 Jan 2022
- 18:05h
Foto: Bahia Notícias
Os governadores decidiram prorrogar por 60 dias o congelamento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que se encerraria em 31 de janeiro.
Em nota, eles também cobram do governo Jair Bolsonaro (PL) a mudança na política de paridade internacional nos preços dos combustíveis, praticada pela Petrobras.
A nota atribui a necessidade de prorrogação ao "fim da observação do consenso e a concomitante atualização da base de cálculo dos preços dos combustíveis, atualmente lastreada no valor internacional do barril de petróleo".
Diz ainda que essa decisão será tomada "até que soluções estruturais para a estabilização dos preços desses insumos sejam estabelecidas.
Entre os signatários, há desde opositores abertos de Bolsonaro, como o pré-candidato a presidente João Doria (PSDB-SP) e governadores nordestinos, até aliados, como Claudio Castro (PL-RJ) e Romeu Zema (Novo-MG).
Os governadores congelaram o valor do imposto em novembro do ano passado, a princípio por um prazo de 90 dias, que venceria no final deste mês. A ideia inicial era pressionar Bolsonaro a tomar medidas para baixar os combustíveis, mostrando que os estados estavam fazendo a sua parte.
Há duas semanas, os secretários estaduais de Fazenda, aprovaram manter o fim do congelamento em janeiro, mas a falta de acenos do presidente sobre o tema levou os governadores à decisão de prorrogar o arranjo.
Os governadores e Bolsonaro vêm travando um cabo de guerra com relação ao preço dos combustíveis, que tem registrado sucessivas altas.
O presidente atribui a culpa maior aos estados, responsáveis pela cobrança do ICMS, enquanto os governadores dizem que o problema está na política de repasse de preços internacionais do petróleo.
Bolsonaro anunciou na semana passada que vai propor uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) para baixar o preço dos combustíveis por meio da redução de impostos, inclusive o ICMS, o que também gerou reações.
- Bahia Notícias
- 26 Jan 2022
- 15:02h
Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil
A aplicação da quarta dose da vacina contra a Covid-19, começa a ser debatida no Brasil esta semana, de acordo com o jornal O Globo. Membros da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização da Covid-19 (Ctai), criada para avaliar medidas de combate à pandemia no âmbito do Ministério da Saúde, vão discutir sobre uma possível nova etapa de imunização, de acordo com a publicação.
A medida já é adotada por Chile e Israel, onde a quarta dose é aplicada em maiores de 60 anos e outros grupos de risco. Um painel consultivo do Ministério da Saúde israelense recomendou incluir nesse novo esforço todos os adultos, cinco meses após a terceira dose.
Desde o final de dezembro de 2021, uma nota técnica do ministério recomenda a quarta dose no Brasil apenas para pessoas imunossuprimidas, quatro meses após o reforço.
De acordo com O Globo, o infectologista Renato Kfouri, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), um dos integrantes da câmara técnica, diz que o grupo vai avaliar a necessidade e o intervalo dessa dose adicional para idosos e profissionais de saúde no país.
Outros países, como Alemanha e Estados Unidos, atualmente discutem a possibilidade dessa aplicação diante do aumento de casos da Ômicron.
Até o momento, não há estudos conclusivos sobre o assunto, que indiquem queda na proteção após o reforço ou em que momento isso aconteceria.
- Bahia Notícias
- 26 Jan 2022
- 12:02h
Foto: Reprodução / Tânia Rêgo / Agência Brasil
A coleta de dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deve começar no dia 1º de agosto. A informação foi divulgada pelo próprio instituto nesta terça-feira (25).
De acordo com o IBGE, o orçamento do Censo foi aprovado e sancionado na íntegra em R$ 2.292.957.087,00. Com isso, a coleta, antes prevista para junho, terá início no primeiro dia de agosto.
"A data da coleta precisou ser ajustada em decorrência da troca, em novembro de 2021, da banca responsável pela organização do Processo Seletivo Simplificado (PSS) para contratação de 183.021 recenseadores e 23.870 agentes censitários", informou o instituto.
Os recenseadores visitarão, entre agosto e outubro, os mais de 70 milhões de domicílios em todos os municípios do país. Eles trabalharão uniformizados, com boné e colete azuis com a logomarca do IBGE.
De acordo com o instituto, no colete, haverá também o crachá de identificação, contendo a foto e os números de matrícula e identidade do entrevistador. Para registro das informações, os recenseadores utilizarão o Dispositivo Móvel de Coleta (DMC), semelhante a um smartphone, na cor azul. A identidade dos entrevistadores do IBGE poderá ser verificada por meio do site ou do telefone 0800 721 8181.
Além da entrevista presencial no domicílio, a população poderá participar do Censo via internet ou telefone. Quem optar por responder pela internet contará com suporte da Central de Apoio à Coleta em caso de dúvida ou dificuldade de acesso ao questionário.
- Bahia Notícias
- 26 Jan 2022
- 10:00h
Foto: Reprodução / Flickr Ministério da Justiça
A consultoria Alvarez & Marsal disseque “não tem qualquer problema” em revelar os valores do contrato com o ex-juiz Sergio Moro, pré-candidato à Presidência da República. O TCU (Tribunal de Contas da União) pediu que a Alvarez & Marsal informasse a quantia exata repassada a Moro, o que não foi feito.
O Poder360 apurou com a consultoria que, uma cláusula de confidencialidade impede que os valores sejam revelados, salvo se ela e o ex-juiz concordarem com a divulgação ou por meio de ordem judicial. “A A&M não tem qualquer problema em revelar os valores do contrato. Contudo, a cláusula de confidencialidade só permite que seja feita com a concordância da outra parte ou com uma ordem judicial de quebra de sigilo. Não depende da A&M a divulgação dos honorários de Moro”, disse a consultoria ao Poder360, por meio de sua assessoria.
Moro trabalhou na Alvarez & Marsal de novembro de 2020 a outubro de 2021. A empresa recebeu R$ 42,5 milhões de alvos da Lava Jato, operação em que Moro atuou como juiz. A consultoria é responsável, por exemplo, pelo processo de recuperação judicial da Odebrecht. Além de ganhar mais de R$ 1 milhão por mês da construtora, a Alvarez & Marsal também recebeu honorários da OAS, da UTC, da Galvão Engenharia, entre outras.
Uma investigação no TCU apura se houve conflito de interesse por parte de Moro e a prática de “revolving door” –quando servidores ou políticos viram consultores ou lobistas em uma área que atuavam anteriormente. Os contratos da consultoria com alvos da Lava Jato estavam em sigilo, mas o ministro Bruno Dantas, do TCU, derrubou o segredo.
- por Nicola Pamplona | Folhapress
- 26 Jan 2022
- 07:56h
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil
A Petrobras diz considerar "insólita" a investigação aberta pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) sobre os preços dos combustíveis no país. Para a estatal, o órgão de defesa da concorrência tenta, com o inquérito, regular os valores cobrados pelas refinarias.
As declarações são parte de ofício encaminhado pela empresa ao Cade na noite de segunda-feira (24), em resposta a pedido de esclarecimentos feito no âmbito de inquérito aberto no último dia 12 para investigar possíveis infrações praticadas pela Petrobras por "abuso de posição dominante".
Argumentos semelhantes são usados pela estatal em resposta a outro inquérito aberto pelo Cade para investigar o preço do gás natural. Com o fim dos contratos antigos, algumas distribuidoras recorreram à Justiça para tentar impedir aumentos de até 50% nos valores cobrados pela estatal.
O inquérito administrativo sobre os combustíveis foi aberto logo depois do anúncio de reajustes nos preços dos combustíveis nas refinarias. O diesel passou de R$ 3,34 para R$ 3,61 por litro, enquanto a gasolina subiu de R$ 3,09 para R$ 3,24 por litro.
A Petrobras defende que aspectos competitivos do mercado de combustíveis já foram debatidos no acordo feito entre as duas partes em 2019, que culminou com a determinação de venda de parte do parque de refino estatal. E questiona se há algum elemento novo que justifique o novo inquérito.
"O contexto das justificativas apontadas para a abertura do presente inquérito leva a supor que seu fundamento consiste em preocupações relativas ao nível de preços praticado pela Petrobras na comercialização de seus produtos, assim como à lucratividade da companhia", diz.
Na abertura do inquérito, o Cade questiona a "elevada lucratividade" da Petrobras, que seria beneficiada pelo fato de atuar distante dos principais mercados fornecedores de combustíveis, o que permitiria que a empresa adquirisse petróleo a preços de exportação e derivados a preços de importação.
Em 2021, a empresa bateu recorde na distribuição de dividendos, com o anúncio de R$ 63,4 bilhões como retorno pelo lucro de R$ 75,1 bilhões acumulado no primeiro semestre. O elevado pagamento em meio à escalada dos preços foi alvo de críticas da oposição e até de aliados do governo.
"A ser essa a motivação e objetivo da presente investigação, trata-se, a toda evidência, de procedimento absolutamente insólito, à luz das atribuições legais de um órgão de defesa da concorrência. Não faria qualquer sentido, com efeito, o Cade propor-se a regular preços no mercado de refino de derivados de petróleo", diz a estatal.
No ofício enviado ao conselho, a empresa defende que a venda de produtos com preços abaixo do valor de mercado não sinaliza corretamente a escassez, estimula consumo irresponsável e impacta as importações necessárias para complemento da produção nacional.
"No longo prazo", completa, compromete "os investimentos necessários para continuidade operacional e atualização da indústria, o que pode levar à obsolescência e desabastecimento".
Esses argumentos vêm sendo repetidos pela empresa para defender sua política comercial diante das críticas sobre a escalada dos preços dos combustíveis em 2021, quando as cotações internacionais do petróleo tiveram forte alta em resposta à recuperação da economia com o relaxamento das restrições à circulação de pessoas.
A empresa entrou no alvo primeiro da oposição e depois até do próprio governo Jair Bolsonaro (PL), que tem sofrido impactos negativos em sua popularidade diante dos elevados preços. Os combustíveis estiveram entre os principais vilões da inflação em 2021, quando o IPCA atingiu o maior patamar desde 2015.
Na semana passada, Bolsonaro anunciou a proposta de baixar impostos federais sobre os combustíveis, em mais uma tentativa de reverter os impactos negativos em ano eleitoral. A ideia, porém, é criticada por especialistas, já que não apresenta alternativas à perda de receita.
O presidente quer ainda autorizar os estados a baixar o ICMS, em um esforço para dividir a responsabilidade com os governadores. Estes, no entanto, debatem o fim do congelamento do imposto estadual a partir do próximo mês, o que deve pressionar ainda mais os preços.
Na resposta ao inquérito do gás natural, a Petrobras também diz entender que o procedimento é insólito e que o tema já foi debatido em acordo entre as duas partes que determinou a saída da estatal dos segmentos de transporte e distribuição de gás encanado.
A estatal defende que o conjunto de ações já tomadas nesse sentido permite que empresas privadas passem a vender gás no país, tanto de produção nacional quanto via importações. Nos dois casos, a companhia pede o arquivamento dos inquéritos.
Em nota, o Cade disse que não comenta investigações em curso. "As manifestações do Cade são realizadas somente por meio de pareceres, notas técnicas, estudos ou decisões nos autos dos processos", afirmou.
- Bahia Notícias
- 25 Jan 2022
- 18:39h
A edição do Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira (25) publicou um decreto que assegura a destinação de R$ 15 milhões em recursos para o Programa Estadual de Incentivo ao Patrocínio Cultural (Fazcultura) no ano de 2022. O documento foi assinado pelo governador Rui Costa (PT) na segunda-feira (24).
O Fazcultura tem como objetivo promover ações de patrocínio, tendo como base renúncia de recebimento do Imposto de Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) pelo Estado, em favor da aplicação direta em projetos e atividades culturais. Dessa forma, beneficia os proponentes de projetos culturais e as empresas patrocinadoras que associam a sua imagem a ações relevantes em diversos contextos culturais.
A abertura das inscrições para o Fazcultura 2022 está prevista para iniciar no dia 8 de fevereiro.
- Bahia Notícias
- 25 Jan 2022
- 16:05h
Foto: Myke Sena / Ministério da Saúde
A BioNTech, empresa alemã que desenvolveu com a Pfizer a vacina contra a Covid, anunciou junto a farmacêutica nesta terça-feira (25), o início de um ensaio clínico para testar uma nova versão da vacina contra a variante ômicron.
O estudo avaliará 1.420 voluntários com idades entre 18 e 55 anos, divididos em três grupos.
O primeiro grupo envolve pessoas que receberam duas doses da vacina Pfizer/BioNTech entre 90 e 180 dias antes da inscrição e que receberão uma ou duas doses da vacina contra a ômicron.
O segundo é com pessoas que receberam três doses da vacina atual entre 90 e 180 dias antes do estudo e receberão outra dose da vacina original ou uma vacina específica contra a ômicron.
O terceiro grupo reúne pessoas que nunca foram vacinadas contra a covid e que receberão três doses da vacina específica contra a ômicron.
"Reconhecemos a importância de estarmos preparados no caso de esta proteção diminuir com o tempo e de ajudar a enfrentar a Ómicron e outras variantes no futuro", declarou a responsável pelas vacinas na Pfizer, Kathrin Jansen, em comunicado.
Para o responsável pela empresa alemã BioNTech, Ugur Sahin, a proteção da vacina inicial contra as formas leves ou moderadas da covid-19 parece desaparecer mais rapidamente contra a Ômicron.
"O estudo é parte de nossa abordagem científica para desenvolver uma vacina baseada em variantes que alcance um nível similar de proteção contra a ômicron como o registrado contra as variantes anteriores, mas com uma duração maior da proteção", precisou.
- por Suzana Petropouleas | Folhapress
- 25 Jan 2022
- 12:09h
Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil
O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) começa a pagar nesta terça-feira (25) os novos valores de benefícios ajustados a partir do novo salário mínimo. Aposentadorias, pensões e auxílios-doença que antes eram de R$ 1.100 subirão para R$ 1.212.
Os primeiros pagamentos de 2022 para quem recebe o salário mínimo serão feitos entre os dias 25 de janeiro e 7 de fevereiro. Nesta terça (25), recebem os beneficiários que possuem número 1 no final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador após o traço, para aqueles concedidos recentemente.
Apesar do feriado de aniversário da cidade de São Paulo nesta terça, os bancos vão funcionar normalmente e pagarão os benefícios na data, segundo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos). O feriado foi antecipado para março de 2021, em razão da pandemia.
Para quem recebe benefícios do INSS acima do piso nacional, os pagamentos acontecerão entre os dias 1º e 7 de fevereiro. Os valores serão reajustados em 10,16%.
Além das aposentadorias, o novo salário mínimo altera também o valor de benefícios sociais, previdenciários e trabalhistas como BPC (Benefício de Prestação Continuada), pensões por morte, auxílios-doença e cota mínima do seguro-desemprego e abono salarial do PIS/Pasep.
Segundo o INSS, cerca de 66% dos 36 milhões de beneficiários do órgão recebem o valor de um salário mínimo.
Em 2022, o reajuste do salário mínimo ficou R$ 1 abaixo do valor para repor a inflação e manter o poder de compra dos trabalhadores. A defasagem ocorreu porque o INPC (Indice Nacional de Preços ao Consumidor), cuja variação é aplicada à base de cálculo do reajuste do mínimo, apresentou valor maior do que o previsto nos cálculos do governo.
A expectativa é que a diferença seja compensada no início de 2023, quando o piso deve sofrer novo reajuste. Segundo o governo, a diferença significou economia de R$ 364,8 milhões neste ano. Para os brasileiros, a correção abaixo da inflação coincidiu com alta inflacionária nos demais gastos das famílias.
Como sacar e conferir o extrato Beneficiários podem consultar o extrato do benefício no aplicativo Meu INSS ou no site www.meu.inss.gov.br seguindo os passos:
Faça login com seu CPF ou senha Se não for cadastrado, registre-se informando respostas para perguntas sobre seu histórico de contribuinte, como locais trabalhados e datas Clique no ícone de um olho no centro da tela inicial e visualize número do benefício, previsão de pagamento e valor; a "competência" informa o mês do benefício detalhado O INSS vai liberando o extrato aos poucos, então é possível que nem todos estejam liberados ainda. Extratos referentes ao novo pagamento aparecem com a competência de janeiro de 2022 Para salvar ou imprimir o extrato:
Clique em "Extrato de pagamento" Clique no lápis para informar os meses que deseja consultar Selecione "baixar PDF" O documento gerado trará informações como o valor do benefício e o banco onde será depositado.
Banco de pagamento Os aposentados podem optar por receber seu benefício em conta-corrente ou poupança em qualquer banco que tenha contrato com o INSS para pagamento de benefícios.
O saque deve ser realizado em até 60 dias após o crédito em conta, ou será devolvido ao INSS, em caso de uso do cartão previdenciário do órgão.
- Bahia Notícias
- 25 Jan 2022
- 11:05h
Foto: Gui Maia / Cultura RJ
O período do Natal foi o que registrou maior volume de livros vendidos e maior faturamento do setor no ano passado no Brasil, revela pesquisa feita pela Nielsen BookScan para o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL).
Segundo o 13º Painel do Varejo de Livros no Brasil, de 6 de dezembro de 2021 a 2 de janeiro de 2022, foram vendidos 5,4 milhões de livros no país, com alta de 4,94% sobre o mesmo período de 2020, que teve 5,1 milhões de unidades comercializadas. O faturamento alcançou R$ 235 milhões, com expansão de 14,14%, de acordo co a Agência Brasil.
O balanço de 2021 mostrou crescimento de 29,36% em volume, comparativamente ao ano anterior, e de 29,28% em faturamento. Foram vendidos 55 milhões de livros, que geraram receita de R$ 2,28 bilhões.
O resultado foi extremamente positivo, disse hoje (24) o presidente do SNEL, Dante Cid. “Com toda dificuldade do ano passado, ainda vimos no balanço consolidado que houve crescimento real, descontada a inflação; E é um crescimento significativo.” Mesmo comparando com o ano atípico de 2020, marcado por fechamento de setores da economia, o SNEL não esperava incremento como o registrado, acrescentou Cid.
De acordo com o presidente do SNEL, a pesquisa confirma que a população brasileira está lendo mais, gostando mais de ler. Se o primeiro trimestre de 2020, ainda pouco afetado pela pandemia de covid-19, for comparado com o mesmo período de 2021, nota-se que a venda de livros aumentou entre 19% e 20%. “É um percentual significativo esse incremento do hábito da leitura em um trimestre já impactado pela pandemia.”
O hábito deve se manter em 2022, disse Cid. Ele destacou que recentes pesquisas do Instituto Pró-Livro sobre o hábito de leitura apontam as redes sociais, e não mais o cinema ou a televisão, como principais concorrentes do livro . “Percebemos que as pessoas deixaram o hábito da leitura e direcionaram esse costume para as redes sociais. Se nada muito novo ocorrer em relação às redes sociais, roubando o tempo adicional das pessoas, creio que a tendência de ler tende a se manter.”
Embora a pesquisa detalhada sobre as vendas ainda não tenha sido concluída, Cid adiantou que os destaques do ano passado foram livros de ficção, de autoajuda e religiosos, que cresceram acima da média dos demais segmentos. Livros infantis não didáticos também tiveram boa aceitação.
Segundo Cid, com a volta às aulas, deve aumentar a venda de livros didáticos, porque 2021 ainda não foi típico em relação ao ano escolar. “Foi um período grande de ensino híbrido. Espera-se que, em 2022, a grande mudança no quadro de vendas seja para o livro didático, com um ano escolar já normalizado e o ensino infantil predominando e protegendo as crianças. Com a volta à escola normal, esperamos também a normalização da venda de didáticos.”
A inflação em alta é desafio para 2022, disse o gestor da divisão Nielsen Book Brasil, Ismael Borges, que também comemorou o resultado de 2021 no setor livreiro. Para Borges, 2021 foi um ano de números superlativos: na macroeconomia, inflação de 2 dígitos; no mercado livreiro, crescimento de quase 20 pontos percentuais acima da inflação. “O maior desconto médio anual já registrado fez zerar a variação do preço médio do livro. Fechamos o ano no azul elástico em razão dos desdobramentos das crises e do cenário pandêmico. A partir de agora, devemos perseguir um ambiente menos turbulento, com variações mais ajustadas”, declarou.
O Painel do Varejo de Livros no Brasil visa dar mais transparência à indústria editorial brasileira. A iniciativa resulta da parceria entre o SNEL e a Nielsen, com o objetivo de disponibilizar para o setor dados atualizados capazes de contribuir para tomadas de decisão por empresários de todos os portes.
Os dados são coletados diretamente do caixa das livrarias, e-commerce e varejistas colaboradores. As informações são recebidas eletronicamente em formato de banco de dados e, após o processamento, os dados são enviados online e atualizados semanalmente.
- por Gabriel Lopes
- 25 Jan 2022
- 09:00h
Foto: Priscila Melo/ Bahia Notícias
Com a proximidade das eleições de outubro, o calendário para propaganda eleitoral no rádio e na televisão foi divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e detalhado ao Bahia Notícias pelo escritório do advogado especialista em Direito Eleitoral, Ademir Ismerim. A publicidade nas concessões públicas terá início no dia 24 de agosto, com duração de 35 dias, encerrando em 29 de setembro. Em 2022, as eleições serão realizadas em 2 de outubro, primeiro domingo do mês. Em caso de segundo turno, a previsão para ocorrer é no dia 30 do mesmo mês.
Para o período, as emissoras de rádio e TV reservarão 25 minutos - em dois períodos - para a propaganda em bloco dos candidatos, sendo que candidatos a governador (10 minutos), deputado estadual (10 minutos) e senador (5 minutos) veicularão propagandas as segundas, quartas e sextas-feiras.
Para os que concorrerão ao cargo de presidente e deputado federal os dias serão terças, quintas e sábado, tendo, cada, o período de 12 minutos e 30 segundos para a exibição de publicidade.
No rádio, os programas em bloco serão exibidos entre 7h e 7h25 e das 12h às 12h25. Já na televisão, os programas em bloco serão exibidos das 13h às 13h25 e entre 20h30 e 20h55.
COMO FUNCIONA A DISTRIBUIÇÃO?
Segundo Ismerim, "os horários reservados à propaganda em bloco de cada eleição serão distribuídos entre todos os partidos e coligações (majoritária) que tenham candidato, observando os critérios: serão distribuídos 90% proporcionalmente ao número de cadeiras na Câmara dos Deputados, e os 10% restantes distribuídos igualitariamente".
A representação de cada partido na Câmara é da última eleição geral, ressalvada a hipótese de criação de nova legenda, quando prevalecerá a representatividade política conferida aos parlamentares que migraram diretamente dos partidos pelos quais foram eleitos para o novo partido, no momento de sua criação.
Para os cargos de presidente, governador e senador, que permitem a possibilidade de coligação já que se trata de cargos majoritários, o tempo a ser contabilizado no rádio e na TV consiste na soma do tempo destinado a cada um dos seis maiores partidos que vierem a compor a mesma.
NA PRÁTICA, COMO SERÁ?
No documento, o especialista em Direito Eleitoral também exemplifica o tempo para o cargo de governador do estado. "Levando em conta o tempo destinado igualitariamente ao cargo de governador do Estado, o tempo total para a propaganda de rádio e TV para o cargo é de 10 minutos por bloco (600 segundos). Com o tempo igualitário representando 10% do tempo total, tem-se um minuto (60 segundos)", diz trecho do texto.
Desta forma, caso tenham seis candidatos a governador, cada um terá direito a 10 segundos do tempo igualitário, a ser acrescido, quando o caso, do tempo proporcional, caso o partido do candidato tenha direito ao tempo referido. Caso sejam cinco candidatos, cada um terá direito a 12 segundos do igualitário.
Já na hipótese de haver quatro candidatos, cada um terá direito a 15 segundos. Para três, cada um terá direito a 20 segundos e em caso de disputa entre dois candidatos, serão distribuídos 30 segundos para cada um, por exemplo.
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- Bahia Notícias
- 25 Jan 2022
- 06:57h
Foto: Reprodução/ Twitter
Morreu, na noite desta segunda-feira (24), o professor Olavo de Carvalho, considerado ex-guru do bolsonarismo e um dos responsáveis pela ascensão do conservadorismo na cena política brasileira. O autointitulado filósofo de 74 anos morreu nos Estados Unidos, onde estava hospitalizado, segundo nota divulgada nas redes sociais.
Carvalho morava na região de Richmond, na Virgínia, e esteve no Brasil em 2021 para um tratamento de saúde em virtude de problemas cardíacos. O retorno dele para os EUA foi marcado por controvérsias, devido a ausência de informações sobre embarque - incluindo trechos terrestres dentro do território brasileiro.
Após manter ascendência sobre o bolsonarismo, especialmente no chamado núcleo ideológico, Carvalho rompeu com o grupo do presidente Jair Bolsonaro, de quem passou a ser crítico, em meio à aproximação do chefe do Executivo com a chamada "velha política". No governo federal, teria sido avalista de indicações como Ernesto Araújo e Abraham Weintraub, ex-ministros das Relações Exteriores e da Educação, respectivamente.
O professor deixa a esposa, Roxane, oito filhos e 18 netos. A causa da morte não foi divulgada.