Itabuna: Mãe de criança morta em incêndio é presa em flagrante por abandono de incapaz

  • Bahia Notícias
  • 13 Fev 2022
  • 18:17h

Foto: Reprodução / TV Santa Cruz

A mãe da criança de dois anos de idade que morreu em um incêndio, neste sábado (12) em Itabuna (veja aqui), foi presa em flagrante por abandono de incapaz, de acordo com informações da Polícia Civil.

O caso está sendo investigado pela 1ª Delegacia Territorial (DT/Itabuna), que acredita que o resultado da perícia no imóvel deve esclarecer a causa do incêndio. A mãe teria deixado uma vela acesa, quando saiu para um mercadinho e deixou a filha dormindo em casa.

A criança foi identificada pela Polícia Civil como Escarlethy Dafine Santos Pereira. Já o nome da mãe, por outro lado, não foi divulgado pelos investigadores.

BBB22: Amiga revela que Maria já ficou com a mesma mulher que o pai

  • Bahia Notícias
  • 13 Fev 2022
  • 17:15h

Foto: Reprodução / TV Globo

A amiga de infância de Maria, do BBB22, Gabrielle Oliveira Lopes, revelou em uma entrevista à coluna Patrícia Kogut, que a participante do reality já ficou com a mesma mulher que o pai, Carlos Câmara, em 2019.

Segundo o Metrópoles, o caso aconteceu durante o Rock in Rio, e foi levado com naturalidade pelos dois.

“Muita gente veio julgar, mas não foi nada planejado, obviamente. Foi assim que o pai descobriu a bissexualidade dela. Ele viu a Maria ficando com a menina e depois disse: ‘Você pegou a mesma mulher que eu’. Ela ficou indignada, foi perguntar para a menina (risos). E a menina também não sabia: ‘Meu Deus, como assim?’”, recordou.

Consulta do Banco Central a dinheiro esquecido volta amanhã

  • por Suzana Petropouleas | Folhapress
  • 13 Fev 2022
  • 16:11h

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Banco Central libera a consulta ao dinheiro esquecido a partir desta segunda (14) pelo novo site oficial do Sistema Valores a Receber: valoresareceber.bcb.gov.br. Será preciso informar o número do CPF ou do CNPJ, no caso de pessoas jurídicas.
 

A partir desta segunda, os brasileiros poderão descobrir se têm algum dinheiro esquecido no sistema financeiro e a data em que deverão retornar ao site para pedir o valor. Somente a partir de 7 de março será possível saber quanto será resgatado e pedir a transferência bancária.
 

Ou seja, nessa primeira consulta o sistema informará uma nova data para o cidadão retornar ao site, conhecer os valores e solicitar a transferência. Se perder a data definida para o resgate, será preciso voltar ao site em outro dia para o sistema fazer um novo agendamento.
 

Os bancos terão até 12 dias úteis para depositar o dinheiro na conta bancária, contados a partir do dia em que o pedido de transferência for feito. Portanto, quem solicitar a transferência no dia 7 deve receber o dinheiro em sua conta até 22 de março.
 

A nova página substitui a consulta pelo site principal do Banco Central, que apresentou instabilidade e saiu do ar em 25 de janeiro em razão da explosão de acessos ocasionada pela divulgação dos valores a serem pagos. Quase 28 milhões de pessoas físicas e jurídicas têm dinheiro para resgatar nessa primeira etapa de devolução de valores.

O SVR deve devolver até R$ 8 bilhões para pessoas e empresas que encerraram contas-correntes ou poupanças com saldo disponível, desde 2001. O valor também inclui tarifas e parcelas de operações de crédito cobradas indevidamente, cotas de capital e rateio de sobras líquidas de cooperativas de crédito e recursos não procurados de grupos de consórcio que foram encerrados.
 

Antes da suspensão, 79 mil cidadãos e empresas conseguiram consultar o SVR por meio do site do BC e 8.500 solicitações de devolução foram formalizadas, o que representa cerca de R$ 900 mil já recuperados.
 

Segundo o Banco Central, somente no caso de pedir o resgate sem indicar uma chave Pix (ou se já acessou o sistema nos dias 24 e 25 de janeiro) a instituição financeira que o cidadão escolheu entrará em contato para realizar a transferência. Mesmo assim, a instituição não pode pedir que o cidadão informe seus dados pessoais nem a senha.
 

PEDIDO DE TRANSFERÊNCIA
 

Para solicitar a transferência do dinheiro, o sistema exigirá que o interessado possua login na plataforma gov.br com nível de segurança prata ou ouro. O governo disponibiliza três níveis diferentes de segurança: bronze, prata ou ouro. Todos dão acesso aos serviços digitais do governo, mas os dois últimos permitem utilizar serviços públicos que exigem maior grau de segurança.
 

O nível prata requer que o usuário tenha validado seus dados via internet banking de um banco credenciado ou tenha cadastro de biometria facial para conferência de foto nas bases da CNH (Carteira de Nacional de Habilitação). Há ainda a opção de ter este nível de segurança se o usuário for servidor público federal e possuir acesso ao sistema do governo federal Sigepe (Sistema de Gestão de Pessoas).
 

O nível ouro, por sua vez, exige que o usuário tenha feito validação facial pelo aplicativo gov.br para conferência da foto nas bases da Justiça Eleitoral ou tenha optado pela validação de seus dados com certificado digital compatível com ICP-Brasil, que funciona como um documento de identidade virtual e permite assinatura digital de documentos.
 


 

VEJA O PASSO A PASSO PARA TER ACESSO AOS VALORES
 


 

1) Consulte se possui valores a receber:
 


 

- Acesse o site valoresareceber.bcb.gov.br a partir do dia 14
 

- Informe seu CPF ou CNPJ
 

- Se houver valores a receber, o sistema informará uma data para que retorne ao site e solicite o dinheiro disponível, a partir de 7 de março
 


2) Se tiver dinheiro esquecido nos bancos, verifique seu cadastro Gov.br

 


- A data será automaticamente gerada pelo sistema, segundo o BC. Ou seja, não será possível escolhê-la

 

- Se você ainda não tiver login Gov.br, faça seu cadastro gratuito no site ou pelo App Gov.br (Google Play e App Store). Será exigido um cadastro Gov.br nível prata ou ouro para solicitar os recursos. Não será possível acessar o sistema com login Registrato
 


Crie ou atualize seu login

 


- Clique em https://acesso.gov.br e insira seu CPF; também é possível realizar esse passo baixando o aplicativo do sistema gov.br em celulares com sistema operacional Android e iOS

 

- Selecione as opções de Termo de Uso, Não sou robô e clique no botão Continuar
 


Como aumentar o nível de segurança da conta:

 


- Logue em sua conta no portal gov.br com seu CPF e senha cadastrada

 

- No menu em lista, clique na opção "Privacidade" e, em seguida, em "Gerenciar lista de selos de confiabilidade"
 

- Na página de autorização de uso de dados pessoais, clique em "Autorizar"
 

- Na página aberta, aparecerá o nível de segurança atual de sua conta. A maioria das contas são criadas com nível bronze
 

- A página exibirá a lista de opções para "adquirir novas confiabilidades do gov.br", ou seja, aumentar a segurança da sua conta. Algumas alternativas, como a validação facial pelo Denatran para obter nível prata exigem que o usuário tenha cadastrado a biometria em outras bases de dados do governo. Quem possui conta em banco pode adquirir o nível prata por meio do cadastro validado via internet banking. Dessa forma, a plataforma do governo confirmará seus dados pelo login na instituição financeira
 

3) Descubra quanto você tem e peça a transferência do dinheiro na data agendada

 

- Na data agendada no sistema do Banco Central, acesse novamente o site valoresareceber.bcb.gov.br; se essa data não for respeitada, será necessário fazer um novo agendamento no próprio site

- Será necessário logar no SVR com sua conta gov.br nível prata ou ouro

 

- Acesse o sistema, descubra o valor disponível e solicite a transferência
 

4) Receba o dinheiro

 

O dinheiro deve ser depositado via Pix, TED ou DOC pelo banco em até 12 dias úteis. Ou seja, quem solicitar a transferência no dia 7 de março deve receber até o dia 22 do mesmo mês.

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Pela 1ª vez bondinho do Pão de Açúcar é conduzido por uma mulher

  • por Leonardo Vieceli | Folhapress
  • 13 Fev 2022
  • 13:08h

Foto: Divulgação

Quem vê Anna Caroline Boyd Martine, 38, na condução do famoso bondinho do Pão de Açúcar, na Urca, zona sul do Rio de Janeiro, talvez não imagine que ela já tenha sofrido com medo de altura.
 

"Antes de trabalhar no bondinho, já tinha vindo a shows aqui no Pão de Açúcar. Mas morria de medo de altura. Mal abria o olho dentro do bondinho", lembra Anna Caroline, dando risada.
 

Em novembro de 2021, já com o trauma de altura superado, ela entrou para a história do cartão postal carioca. Na ocasião, tornou-se a primeira mulher a trabalhar como operadora de cabine do teleférico em 109 anos do parque, indica a empresa que administra o ponto turístico.
 

Em outras palavras, a profissional é uma das responsáveis por transportar os visitantes no bondinho, função que até então era ocupada somente por homens.
 

O sobe e desce do teleférico é controlado por Anna Caroline em um painel com botões coloridos, instalado na parte interna da cabine, ao lado das portas. No total, 21 profissionais estão aptos a exercer essa função.
 

"Estou vindo conquistar o meu espaço. Não quero tirar o lugar de ninguém. Meu pensamento é esse. Tem sido tranquilo porque fui muito bem recebida pelo pessoal", afirma.
 

Antes de ocupar a vaga de cabineira, Anna Caroline trabalhou como atendente operacional do bondinho. Tinha entre as atribuições o controle do número de passageiros e o auxílio no embarque e desembarque.
 

Segundo Anna Caroline, o primeiro trabalho no cartão postal carioca fez o medo de altura ficar para trás. Do bondinho, é possível avistar, por exemplo, o Cristo Redentor, a enseada de Botafogo e as praias Vermelha e de Copacabana.
 

"Queria trabalhar perto da natureza", conta. "Então, quando surgiu a primeira oportunidade, pensei que não poderia deixar a chance passar por causa do medo."
 

Ela relata que exerceu a função de atendente entre agosto de 2019 e junho de 2020, quando foi desligada devido aos impactos da crise do coronavírus no setor de turismo.
 

Para seu alívio, foi recontratada para a antiga função no final do mesmo ano. A trabalhadora continuou como atendente até migrar para o cargo de operadora de cabine em novembro de 2021.
 

Para ocupar a vaga atual, ela precisou ser aprovada em um período de testes teóricos e práticos realizados no parque. Essas atividades, diz, preparam os operadores para atribuições básicas até casos de emergência no bondinho --o que, felizmente, não foi vivenciado até o momento pela trabalhadora.
 

Segundo ela, mulheres que visitam o Pão de Açúcar se sentem representadas ao vê-la no comando do teleférico.
 

"Até teve um episódio em que um senhor me olhou e perguntou se seria eu que conduziria o bondinho. Aí, a esposa deu uma chamada nele, disse algo como: 'Claro que é. Por que não?'. Quem faz esse comentário fica sem graça porque quem está em volta compra o barulho", afirma.
 

Anna Caroline é formada em serviço social. As lições do curso são usadas em atividades voluntárias, conta a operadora, que se apresenta como uma pessoa "extremamente extrovertida". Dona de um sotaque carioca carregado, ela gesticula bastante e sorri com frequência.
 

Em cerca de 40 minutos de entrevista, só mudou o semblante uma vez, ao lembrar-se do pai, que já morreu.
 

"Meu pai foi criado aqui na Urca [bairro onde fica o bondinho]. Ele amava o Pão de Açúcar e o Rio. Nunca tive a oportunidade de visitar o bondinho com ele", conta.
 

"Quando vim para cá, tudo isso foi somado. O lugar era muito especial para ele", emenda a operadora, que conheceu o noivo durante o trabalho no parque.
 

O bondinho comemora 110 anos em outubro de 2022. Em média, transporta 1,6 milhão de pessoas por ano e emprega 239 funcionários, segundo a empresa que cuida do ponto turístico.
 

O parque é formado pelos morros da Urca e do Pão de Açúcar. Interligados pelo teleférico, permitem aos turistas uma visão da zona sul do Rio em uma altura de até 396 metros acima do nível do mar.

Caso da cocaína adulterada expõe agravamento do narcotráfico na Argentina

  • por Sylvia Colombo | Folhapress
  • 13 Fev 2022
  • 11:04h

Foto: Secretaria de Segurança de Buenos Aires

Quando se ouve falar de assassinos de aluguel matando juízes e promotores no meio da rua, chefões do narcotráfico que vivem como reis cercados de seguranças e cartéis disputando rotas por meio de massacres e tiroteios que, por vezes, vitimam inocentes, em geral associa-se essas imagens à Colômbia, ao México e mesmo ao Brasil.
 

Mas um trágico exemplo deixou evidente que o narcotráfico também se misturou com força na sociedade da Argentina. Trata-se do episódio em que a venda de cocaína adulterada na periferia de Buenos Aires, no começo do mês, matou 24 pessoas e provocou ao menos uma centena de internações.
 

Estudos revelaram que a droga vendida em um "bunker" --assim são chamados os pontos de venda nos bairros mais pobres que cercam a capital-- estava contaminada com carfentanil, um tipo de opioide 10 mil vezes mais potente que a morfina usado como sedativo veterinário em animais de grande porte, como elefantes e rinocerontes.

Vendidas a preços baixos em um "bunker" em Hurlingham, cidade na região metropolitana de Buenos Aires, as doses de cocaína adulterada foram o gatilho de uma crise que levou as autoridades locais a pedir, em tom de urgência, que quem tivesse comprado a droga a descartasse imediatamente.
 

A polícia trabalha com algumas teorias na investigação do caso. Uma delas é a de que o episódio foi uma espécie de demarcação de território por meio de um envenenamento proposital --com as mortes servindo de alerta de um cartel a outro para mostrar a quem "pertence" aquela região.
 

Outra tese, defendida pelo ministro de Segurança de Buenos Aires, Sergio Berni, é a de que os responsáveis pela contaminação estariam tentando fabricar uma droga ainda mais potente, mas que "perderam a mão" durante o processo.
 

O fato de que várias das pessoas que foram hospitalizadas após consumirem cocaína com carfentanil tenham voltado a usar a mesma droga dá a dimensão do problema da dependência química nas periferias argentinas.
 

"O que ocorreu em Hurlingham oferece várias interpretações. Em primeiro lugar, não podemos ficar com a ideia de que isso está ocorrendo apenas em bairros vulneráveis. A tragédia aconteceu aí porque é o ponto fraco da cadeia, onde se fazem experimentos, onde há brigas de cartéis e onde há um grande mercado de pessoas pobres e vulneráveis que acabam sendo as primeiras vítimas", avalia Carlos Damín, diretor da seção de toxicologia da faculdade de medicina da Universidade de Buenos Aires.
 

Em entrevista à reportagem, o especialista afirma que uma análise estatística do cenário argentino permite inferir que está havendo uma mudança nos hábitos de consumo, caracterizada principalmente pela diminuição da média de idade dos que consomem álcool e outras drogas.
 

Segundo o Observatório Argentino de Drogas, de 2010 a 2017, houve diminuição do consumo de crack --chamado localmente de "paco"-- e aumento do uso de cocaína, anfetamina e ecstasy. "A Argentina não é um grande produtor dessas drogas. Daqui se usam as rotas e os portos, e há estabelecimentos clandestinos para finalizar a produção de muitas delas. Mas, sim, somos um grande país consumidor", observa Damín.
 

A Argentina é o terceiro país que mais consome cocaína nas Américas, atrás apenas de Estados Unidos e Brasil, segundo levantamento do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC, na sigla em inglês).
 

Para o professor, a chegada dos opioides à Argentina, evidenciada no caso de Hurlingham, é motivo de alerta. "Não éramos um país consumidor de opioides. Será um problema muito sério se passamos a ser e não existirem políticas [públicas] que acompanhem [essa tendência]", diz.
 

Gustavo Zbuczynski, da Associação de Redução de Danos da Argentina, aponta que a falha da resposta do país às drogas começa em questões orçamentárias. "Mais de 90% dos recursos para esse tema vão para armamento e combate bélico ao problema, e só 10% para prevenção e contenção de danos. O que se gasta com estratégias como a 'guerra ao narcotráfico' dos EUA e do México, que faliram, é um absurdo."
 

Já que o lugar é de trânsito e de consumo, mais do que de produção, o controle das rotas do narcotráfico tem sido a preocupação de diferentes governos. Os resultados estão aquém do esperado quando se observa, por exemplo, o caso de Rosário, principal porto de saída das drogas ilícitas.
 

As substâncias chegam à cidade a partir de origens diversas, mas, principalmente, da Bolívia e do Paraguai. Cruzam rotas pelo interior da Argentina até desembocarem nessa que sempre foi uma bela e pacata cidade portuária, construída no século 17, às margens do rio Paraná.
 

Conhecida por ser a terra natal de Ernesto Che Guevara e Lionel Messi, Rosário vive hoje um pesadelo. A cidade é palco de atuação do principal cartel de drogas da Argentina, conhecido como Los Monos. O grupo tem ramificações dentro das torcidas organizadas dos principais clubes locais de futebol, como o Rosario Central e o Newell's Old Boys.
 

Nas periferias da capital da província de Santa Fé, existem "bunkers" que vendem drogas à população local, mas a principal atividade do tráfico está relacionada ao embarque clandestino da droga por meio de vários pontos de acesso ao porto.
 

A cidade tem colecionado histórias de horror, como a de uma cerimônia de casamento entre dois fugitivos da Justiça por envolvimento com o tráfico de drogas. Durante a festa, em uma igreja famosa, assassinos de aluguel, possivelmente contratados por facções rivais, mataram três pessoas, entre elas um bebê de um ano.
 

A capital de Santa Fé vive, ainda, tiroteios diários --só neste ano foram mais de 50--, o que faz com que boa parte da população viva uma espécie de toque de recolher e deixe de sair de casa à noite. Enquanto a média nacional de homicídios da Argentina é de 5,3 para cada 100 mil habitantes, em Rosário o índice é de 16,4. No ano passado, ao menos 231 assassinatos estavam relacionados ao narcotráfico.
 

Para especialistas, há um problema de política sanitária e de segurança com relação ao tráfico de drogas na Argentina. "Temos de entender que precisamos de um sistema de saúde preparado para atender consumidores e deixar de ver de modo estigmatizado o consumo", afirma o neurologista Facundo Manes, deputado pelo partido União Cívica Radical. "Claro que se faz necessário redobrar esforços para conter o trânsito nas rotas e a venda da droga, mas isso precisa fazer parte de uma reforma integral."
 

Para a promotora Mónica Cuñarro, especializada em combate ao narcotráfico, ainda falta vontade política na Argentina para pensar em uma solução de longo prazo. Segundo ela, destruir ou fechar um ou uma centena de pontos de venda é uma solução temporária.
 

A questão traz ainda um recorte social. Nos "bunkers", estão consumidores e vendedores que formam a base da pirâmide do tráfico. Acima deles, e consequentemente menos acessíveis, estão grandes empresários, construtores e financiadores, diz Cuñarro.
 

"Se queremos atacar o narcotráfico, devemos de deixar de tratar tudo de forma midiática, eleitoreira, e enfrentar a questão de frente, seguir a rota do dinheiro. É muito fácil levar à cadeia um líder do tráfico de um bairro humilde, mas, por trás disso, sabemos que estão policiais, e até alguns juízes e promotores."

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Governo cancela viagem de Mario Frias para Rússia, Hungria e Polônia

  • Bahia Notícias
  • 13 Fev 2022
  • 09:30h

Foto: Roberto Castro / Ministério do Turismo

O governo federal informou na noite de ontem (12) que decidiu cancelar a viagem do secretário especial de Cultura, Mario Frias, e de assessores da pasta à Rússia, Hungria e Polônia. O cancelamento foi determinado um dia após o Ministério Público pedir ao Tribunal de Contas da União (TCU) que apure a viagem de Mario Frias para Nova Iorque em dezembro de 2021. 

O grupo viajaria com a comitiva do presidente Jair Bolsonaro, que embarca em missão oficial para Rússia e Hungria nesta segunda-feira (14). O cancelamento foi revelado pelo jornalista Lauro Jardim do jornal O Globo.

De acordo com o colunista, a viagem duraria dez dias, e Mario Frias viajaria com quatro assessores: o secretário-adjunto, Hélio Ferraz; o chefe de gabinete, Raphael Azevedo; o secretário de Fomento, André Porciúncula, e o secretário de Audiovisual, Felipe Pedri.

"Devido a orientação da presidência, que solicitou a redução da comitiva de todos os ministérios que iriam para as agendas na Rússia e Hungria, não havia mais sentido manter a viagem para agenda apenas na Polônia, sendo cancelada a viagem para remarcar em outra data", informou a Secretaria de Cultura em nota.

Praia do Rio de Janeiro é eleita 2ª melhor praia no mundo para o público gay

  • Bahia Notícias
  • 12 Fev 2022
  • 13:27h

Foto: Reprodução/Youtube

A Praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, foi eleita por um concurso realizado pelo site 'GayCities' a segunda melhor praia do mundo em 2021 para o público LGBTQI+. A eleição contou com 50 mais de 50 mil votos populares. 

Além do Brasil, o top 3 foi ocupado pela campeã Playa los Muertos, em Puerto Vallarta, no México, e o terceiro lugar foi ocupado pela Black’s Beach, em San Diego, na Califórnia, nos Estados Unidos.

Segundo o Diário do Rio, batizada de "Fun The Sun", a pesquisa descreveu a orla de Ipanema como um lugar para "ver homens bonitos e descobrir onde estão todas as festas noturnas". 

Conflito entre Rússia e Ucrânia pode fazer litro da gasolina chegar a R$ 10

  • Bahia Notícias
  • 12 Fev 2022
  • 10:59h

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Em meio ao clima de tensão entre a Rússia e a Ucrânia, após a movimentação de tropas na fronteira dos países, o mundo e o mercado também entraram em alerta. As consequências do conflito tem dimensões geopolíticas e podem afetar o Brasil. Segundo especialistas, um dos riscos é a disparada do preço dos combustíveis e queda na exportação de carne.

De acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o país negociou um total de US$ 2,7 bilhões (R$ 14,3 bilhões) em produtos da Rússia em 2020. Desse total, US$ 53,6 milhões (R$ 285,6 milhões) foram gastos na importação de óleos combustíveis.

"O Brasil pode ser prejudicado. Se a invasão acontecer, o suprimento de petróleo da Europa vai ficar comprometido e o preço deve explodir com a disparada do dólar, o que resultaria em um aumento da gasolina e do gás natural, por exemplo", afirmou a especialista em relações internacionais e conflitos de guerra Maria Eduarda Siqueira em entrevista ao Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.

Ela ainda explica que, se o barril do petróleo subir dos atuais US$ 87 para US$ 100, o litro da gasolina pode chegar a custar R$ 10 no país.

A preocupação é estendida em relação ao preço das carnes. O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina e tem a Rússia como grande importadora. Em novembro, o país planejava estabelecer uma cota de importação isenta de impostos de até 200 mil toneladas de carne bovina para 2022. Com a invasão à Ucrânia, os planos devem mudar.

“A Rússia pode parar de comprar a carne brasileira a depender do que acontecer em termos de fluxos de navios, podendo haver problemas com os fertilizantes que importamos e com nossas exportações de alimentos, sobretudo carnes”, analisa a internacionalista.

Apesar da ameaça à economia global, fontes do governo avaliaram que o Brasil não deve ter problemas de suprimento. “Evidentemente, se houver uma guerra como essa, os mercados serão bastante afetados. Por outro lado, os EUA está a ponto de fechar um acordo com o Irã. Se isso acontecer, o mercado será inundado com petróleo iraniano”, informaram ao Metrópoles.

O imbróglio começou pela exigência do governo russo de que o Ocidente garanta que a Ucrânia não vai aderir à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), uma aliança de 30 países liderada pelos Estados Unidos.

Pesquisa Ipespe: Lula aparece com 43% e Bolsonaro tem 25%; Ciro e Moro somam 8%

  • Bahia Notícias
  • 11 Fev 2022
  • 18:28h

Fotos: Isac Nóbrega/PR / Deputado Rosemberg

Em nova pesquisa do Ipespe, divulgada nesta sexta-feira (11), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 43% das intenções de voto no cenário estimulado. O petista é seguido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), que tem 25%. Se comparado com o levantamento divulgado em janeiro, Lula caiu um ponto percentual e Bolsonaro subiu um. As variações estão dentro da margem de erro.

Os números são de uma eventual eleição com todos os pré-candidatos já confirmados e são de pesquisa estimulada, quando os nomes são apresentados ao entrevistado. Nesse caso, calcula o Ipespe, Ciro Gomes (PDT), e Sergio Moro (Podemos), empatam em terceiro lugar, ambos com 8%. Em quinto vem João Doria (PSDB), com 3%, seguido por André Janones, (Avante), e Simone Tebet (MDB), cada um com 1%.

Rodrigo Pacheco, do PSD, Luiz Felipe D’Avila, do Novo e Alessandro Vieira, do Cidadania, não pontuaram.

Ainda conforme divulgado pela pesquisa, na espontânea, Lula aparece com 36% das intenções de voto contra 24% para Bolsonaro. Na comparação com a última pesquisa, ambos cresceram um ponto percentual.

Fiocruz alerta taxas de ocupação dos leitos de UTI em níveis críticos nas capitais do Nordeste

  • Bahia Notícias
  • 11 Fev 2022
  • 16:53h

Foto: Paula Froes / GovBa

O observatório Covid-19 da Fiocruz divulgou uma Nota Técnica analisando as taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos no SUS relativas a 7 de fevereiro, em comparação aos dados divulgados na última semana. 

 

Para os pesquisadores, a persistência de taxas de ocupação de leitos de UTI em níveis críticos nos estados e capitais do Nordeste e Centro-Oeste e no Espírito Santo chama a atenção. Especula-se associação do quadro à movimentação induzida pelo turismo durante o verão, no Nordeste. 

 

A análise da Fundação aponta que nove unidades federativas estão na zona de alerta crítico, com indicadores iguais ou superiores a 80%, 11 estados na zona de alerta intermediário e 7 fora da zona de alerta. Entre as capitais, 15 estão na zona de alerta crítico, 5 na zona de alerta intermediário, 5 fora da zona de alerta e 2 não têm disponibilizado suas taxas. 

 

O documento ratifica a preocupação com o espalhamento da variante Ômicron no país em áreas com baixa cobertura vacinal e recursos assistenciais precários, o que pode propiciar elevação do número de óbitos por Covid-19. 

 

“Como temos sublinhado, a elevadíssima transmissibilidade da variante Ômicron pode incorrer em demanda expressiva de internações em leitos de UTI, mesmo com uma probabilidade mais baixa de ocorrência de casos graves”. 

 

Nove unidades federativas estão na zona de alerta crítico: Tocantins (81%), Piauí (87%), Rio Grande do Norte (89%), Pernambuco (88%), Espírito Santo (87%), Mato Grosso do Sul (92%), Mato Grosso (81%), Goiás (80%) e Distrito Federal (99%). Onze estados estão na zona de alerta intermediário: Rondônia (69%), Acre (67%), Pará (79%), Amapá (63%), Ceará (73%), Alagoas (69%), Sergipe (75%), Bahia (73%), São Paulo (71%), Paraná (73%) e Santa Catarina (74%). Sete estados estão fora da zona de alerta: Amazonas (58%), Roraima (56%), Maranhão (51%), Paraíba (52%), Minas Gerais (42%), Rio de Janeiro (59%) e Rio Grande do Sul (57%).  

 

Entre as capitais, 15 estão na zona de alerta crítico: Porto Velho (91%), Rio Branco (80%), Palmas (81%), Teresina (taxa não divulgada, mas estimada superior a 83%), Fortaleza (85%), Natal (percentual estimado de 81%), João Pessoa (81%), Maceió (82%), Belo Horizonte (82%), Vitória (89%), Rio de Janeiro (86%), Campo Grande (99%, Cuiabá (81%), Goiânia (91%) e Brasília (99%). Cinco estão na zona de alerta intermediário: Macapá (74%), Recife (77%, considerando somente leitos públicos municipais), Salvador (72%), São Paulo (72%) e Curitiba (76%). Cinco estão fora da zona de alerta: Manaus (58%), Boa Vista (56%), São Luís (55%), Florianópolis (68%) e Porto Alegre (56%). Belém e Aracaju não têm disponibilizado as suas taxas.  

 

Os pesquisadores alertam também para a necessidade de avançar com a vacinação, principalmente entre crianças de 5 a 11 anos, exigir o passaporte vacinal como política de estímulo à vacinação e endurecer a obrigatoriedade de máscaras em locais públicos, como forma de controle da Covid-19. 

PF diz ao STF que milícia digital usa gabinete do ódio, e delegada se licencia

  • por Fabio Serapião e José Marques | Folhapress
  • 11 Fev 2022
  • 14:48h

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A delegada Denisse Ribeiro afirma em despacho ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que coletou no inquérito das milícias digitais elementos de uma ação orquestrada de bolsonaristas na difusão de desinformação e ataques às instituições. A atuação, diz a PF, seria por meio do "autodenominado gabinete do ódio", que produz conteúdos para atacar pessoas previamente escolhidas pelo grupo de aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL).
O modelo orquestrado teria como finalidade criar e deturpar dados para "obter vantagens para o próprio grupo ideológico e auferir lucros diretos ou indiretos por canais diversos".

O documento enviado a Moraes faz um um resumo da investigação e foi feito para informar sobre o início da licença-maternidade da delegada. Ela indica a necessidade de continuidade nas investigações e sugere um investigador substituto.

No entendimento de Denisse, há "lacunas que precisam ser preenchidas, indicadoras da necessidade de realização de novas diligências voltadas à individualização dos fatos praticados, com indicação de autores e partícipes".

Entre as diligências estão a oitivas de pessoas, cruzamentos de dados, indiciamentos e interrogatórios, diz a delegada.

A manifestação da delegada vem na mesma semana em que Moraes autorizou que o presidente Jair Bolsonaro passe a ser investigado no inquérito por causa do vazamento da apuração sobre o hacker do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Ela afirma no despacho que esse caso, assim como o da live em que Bolsonaro atacou sem provas as urnas e os apurados no inquérito das fake news, possui "correlação e revelam semelhança no modo de agir" do grupo investigado no inquérito das milícias digitais.

Segundo a delegada, o material coletado até agora na investigação aponta para "existência de eventos que, embora não caracterizem por si tipos penais específicos, demonstram a preparação e a articulação que antecedem a criação e a repercussão de notícias não lastreadas ou conhecidamente falsas a respeito de pessoas ou temas de interesse",

"Como exemplo, entre outros, pode-se citar a questão do tratamento precoce contra a Covid-19 com emprego de hidroxicloroquina/cloroquina e azitromicina", diz trecho do despacho.

Além desses casos, diz o relatório, há menção entre os investigados de "elaboração de dossiês contra antagonistas e dissidentes, inclusive com insinuação de utilização da estrutura de Estado para atuar investigando todos".

Sobre um caso específico, em uma nota de rodapé do relatório, a delegada cita trechos extraídos pela PF de conversas de Otávio Fakhoury, empresário bolsonarista, e Angela Masília Lopes em que há citação de uma pessoa que era o cão farejador no PSL de São Paulo e que fazia levantamentos e dossiês.

Segundo o diálogo, cuja data não é revelada, a dupla também estaria atrás de informações sobre Sergio Moro (Podemos) e Rosângela, sua esposa, e teria comemorado o fato do delegado Alexandre Ramagem ser colocado no comando da Abin (Agência Brasileira de Inteligência)".

"Bendito dia em que puseram esse Ramagem na ABIN! Eh o jeito de fazer esse país andar. Investigar todos e pôr todo mundo na parede", diz trecho da conversa transcrita no relatório.

Ministério da Saúde recebe mais 1,2 milhão de doses da vacina da Pfizer

  • Bahia Notícias
  • 11 Fev 2022
  • 12:47h

Foto: Myke Sena / Ministério da Saúde

O Brasil recebeu, na madrugada desta quinta-feira (10), mais 1,2 milhão de doses de imunizantes da Pfizer contra a Covid-19. O novo lote é destinado à vacinação do público-alvo acima de 12 anos e será distribuído às unidades federativas nos próximos dias.

De acordo com o Ministério da Saúde, antes das vacinas serem disponibilizadas à população, elas passam por um rigoroso processo de controle de qualidade. Das mais de 431 milhões de doses distribuídas aos estados e ao Distrito Federal, cerca de 190 milhões são da Pfizer.

A pasta até o momento, o Brasil já aplicou mais de 369 milhões de doses de vacinas Covid-19. Mais de 167 milhões de pessoas tomaram a primeira dose, 153 milhões de pessoas tomaram a segunda dose ou o imunizante de dose única e mais de 43 milhões já tomaram a dose de reforço.

Proteção de dados pessoais passa a ser direito constitucional

  • Bahia Notícias
  • 11 Fev 2022
  • 11:41h

Foto: Reprodução / Agência Brasil

O Congresso Nacional promulgou, nesta quinta-feira (10), a emenda à Constituição que torna a proteção de dados pessoais, inclusive nos meios digitais, um direito fundamental. A discussão sobre o tema tramitava no Congresso desde 2019. 

Durante a sessão, o presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), destacou a adaptação da legislação brasileira aos novos tempos, de informações circulando digitalmente em um ritmo muito intenso. “O novo mandamento constitucional reforça a liberdade dos brasileiros, pois ele vem instalar-se em nossa Constituição em socorro da privacidade do cidadão. Os dados, as informações pessoais, pertencem, de direito, ao indivíduo e a mais ninguém”, disse.

“Cabe a ele, tão somente a ele, o indivíduo, o poder de decidir a quem esses dados podem ser revelados e em que circunstâncias, ressalvadas exceções legais muito bem determinadas, como é o caso de investigações de natureza criminal realizadas com o devido processo legal”, acrescentou Pacheco.

Conforme divulgou a Agência Brasil, agora, a proteção de dados se incorpora à Constituição como uma cláusula pétrea, ou seja, não pode ser alterada. Os direitos fundamentais são considerados valores inerentes ao ser humano, como sua liberdade e dignidade. Dentre os direitos fundamentais garantidos na Constituição, estão a livre manifestação de pensamento; a liberdade de crença; e a inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e imagem das pessoas.

A emenda promulgada hoje leva ao texto constitucional os princípios da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). A LGPD disciplina o tratamento de dados pessoais em qualquer suporte, inclusive em meios digitais, realizado por pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou de direito privado, com o objetivo de garantir a privacidade dos indivíduos.

Bahia economizou R$ 9 bilhões com máquina pública entre 2015 e 2021

  • Bahia Notícias
  • 11 Fev 2022
  • 09:44h

Foto: Camila Souza / GOVBA

Considerando as despesas realizadas com a manutenção do setor público estadual a Bahia economizou R$ 9 bilhões entre 2015 e 2021 de acordo com a Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-Ba). A pasta divulgou, nesta quinta-feira (10), que a quantia economizada por meio da política de Qualidade do Gasto Público, implantada na primeira gestão do governador Rui Costa, ajudou a preservar o equilíbrio das contas, a manter os serviços públicos em pleno funcionamento e a ampliar os investimentos. 

O cálculo da economia alcançada, segundo a Sefaz, leva em conta a inflação do período com base no IPCA. Os dados revelam que, no ano passado, o custeio do Estado poderia ter alcançado a cifra de R$ 9,8 bilhões, considerando-se a inflação do período, mas o gasto efetivo ficou em R$ 8,6 bilhões. A economia real foi de R$ 1,2 bilhão. Realizado pela Sefaz-Ba, o monitoramento das despesas de custeio da máquina pública mostrou-se eficaz em especial nos últimos dois anos, quando as contas estaduais foram duplamente afetadas pela pandemia e pela volta da inflação: apenas entre 2020 e 2021, a Bahia deixou de gastar R$ 3,1 bilhões com custeio. 

“A qualidade do gasto vai além do controle das despesas e da manutenção do equilíbrio fiscal”, afirma o secretário da Fazenda do Estado, Manoel Vitório. “O objetivo é economizar com as chamadas atividades-meio para assegurar as finalísticas, ou seja, aquelas que estão diretamente relacionadas com a prestação de serviços pelo Estado e com a realização de investimentos destinados às áreas priorizadas pela atual gestão, como saúde, educação, segurança e infraestrutura”, afirma. 

Para o secretário, os reflexos da política adotada pelo governo, somados a atuação e o bom desempenho do governo baiano ante a pandemia da Covid-19 resultaram em um melhor enfrentamento da crise sanitária. Vitório considerou ainda 'que saúde é uma das maiores prioridades do governo Rui Costa desde o início da primeira gestão'. 

Juiz de Amargosa é penalizado pelo TJ-BA por transformar vara cível em 'empresa familiar'

  • por Cláudia Cardozo
  • 11 Fev 2022
  • 07:36h

Foto: Barriga Notícias

O pleno do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) aplicou a pena de disponibilidade para o juiz Alberto Sales de Jesus, por irregularidades funcionais na comarca de Amargosa. Desembargadores do TJ consideraram que o juiz montou uma “empresa familiar” para vender sentenças e favorecer partes, junto com o filho e outros advogados. A relatora do caso foi a desembargadora Ivete Caldas. Do total de desembargadores, 23 votaram pela aposentadoria compulsória, mas não havia maioria absoluta de votos  para aplicar a penalidade.  A pena de disponibilidade foi aplicada por ser a mais gravosa abaixo da aposentadoria compulsória.

Segundo o relatório, o magistrado cometeu 11 infrações disciplinares: atuação nos processos em que o filho era intermediário; relação de amizade com Jó da Conceição dos Santos, apontado como filho de criação do juiz; negligência em ações patrocinadas por Jó; sentenciar em ações que o filho atuou indiretamente; deferir liminar em favor do próprio assessor; sentenciar em processo que o assessor é autor; ficar inerte em indícios de fraudes em processos contra bancos e empresas de telefonia, devido a reclamação de autores não receberem os alvarás para sacar as indenizações; ficar inerte em processo que o réu pediu declaração de incompetência territorial e indicar possível fraude; sentenciar no Juizado Especial em audiência em que a autora não compareceu; não observar que as assinaturas de uma petição inicial não coincidem com a da audiência; e atuar em feito envolvendo o assessor e a esposa dele, uma advogada da cidade.

 O processo administrativo disciplinar começou a ser julgado em setembro de 2021, mas um pedido de vista adiou para esta quarta-feira (9). O desembargador Mario Albiani Jr liberou o voto vista na sessão, inicialmente defendendo a aplicação de uma pena mais branda, como a de censura, mas posteriormente, seguiu a pena de disponibilidade. Segundo Albiani, os problemas apresentados pelo magistrado são justificados pela dificuldade em atuar em Amargosa, com falta de estrutura e muitos processos para serem julgados. 

 Para o vistor, o trabalho do TJ não deve ser de “caça às bruxas” e sim de fazer um trabalho preventivo junto aos juízes, com realização de um trabalho de correição e ajustes no funcionamento das varas. Salientou que o juiz processado sempre trabalhou de forma adequada e que, quando o TJ determinou o afastamento, era um período pós Operação Faroeste, considerado por ele “um momento que não era feliz para o julgamento”. Albiani afirmou que as imputações contra o magistrado não foram comprovadas e que não há evidências que Alberto Sales diligenciava nos processos do filho, e que deveria ser beneficiado com a dúvida. Albiani ainda considerou que o caso poderia ser resolvido com diálogo com o magistrado.

 A relatora, desembargadora Ivete Caldas, declarou que “não é bem assim” sobre a suposta culpa dos erros pela carga de trabalho, falta de estrutura e de serventuários. “Ele é de fato um homem simples, mas não um homem inocente”, sentenciou. A desembargadora afirmou que o interrogou pessoalmente e que ele admitiu o “passo a passo de suas condutas”. “São condutas ilícitas, cometidas com habitualidades ao longo de sete anos, desde 2012, quando assumiu a Vara Cível em Amargosa, até ser afastado em 2019 pelo TJ-BA”, contou. A relatora afirmou que a vara funcionava como “balcão de negociatas” pelo juiz, e que tudo ficou comprovado com documentos, a partir de análises dos processos em que atuava. Ivete Caldas afirmou que o processado cometeu os crimes de peculato, advocacia administrativa e associação criminosa. Além de votar pela aposentadoria compulsória, a desembargadora pediu encaminhamento do caso para o Ministério Público da Bahia (MP-BA)  investigar os fatos na área criminal e para a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para adoção de medidas disciplinares contra os advogados envolvidos.

 A desembargadora Rosita Falcão, ao votar pela aposentadoria, afirmou que a Corte baiana não deve “mais permitir que essas coisas aconteçam”. “Eu já vi esse tribunal silenciar com muitas irregularidades”, declarou. Completou ainda que é uma “grande decepção” para um cidadão quando essas irregularidades acontecem. “Se um terço do que está descrito for verdadeiro, e é, a impressão que se dá, é que esse juiz transformou a vara cível de Amargosa em uma empresa familiar. Não há como se interpretar de outra forma”, lamentou.

 O desembargador Moacyr Montenegro asseverou que a conduta não pode ser aceita, e destacou que todos podem errar. “Não se exige do magistrado um deus, um santo, um sujeito impecável, somos seres humanos, passíveis de erro. Mas nesse processo administrativo, está fora da curva. Não tem como se dar uma interpretação benévola, complacente, de forma nenhuma”, frisou. O desembargador Lidivaldo Britto também alertou ao cuidado que a Corte deve ter após a Operação Faroeste. “Agora, a responsabilidade é nossa. Não vamos mais nos omitir”.