Justiça obriga sites a retirarem do ar acusações contra Eures Ribeiro

  • Bahia Notícias
  • 21 Fev 2022
  • 16:59h

Foto: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias

A Justiça baiana obrigou alguns sites a retirarem do ar matérias sobre uma série de acusações de crimes que teriam sido atribuídos ao secretário de Desenvolvimento Urbano do Estado (Sedur), Eures Ribeiro.

 As denúncias foram feitas por Yasser Ferreira da Silva, ex-assessor do secretário, que também é deputado estadual licenciado e teriam viralizado na última sexta-feira (18), no município de Bom Jesus da Lapa, reduto eleitoral de Eures.

“Vê-se que o suplicante é figura pública, secretário de estado e afirma, de forma contundente, serem inverídicas e falaciosas e sem provas as alegações do acionado Yasser Ferreira da Silva, divulgadas através dos vídeos juntados aos autos nos IDs. 182738141, 182738142, 182738146 e 182738147, no tocante as condutas criminosas de pedofilia, ameaça e lesão corporal, as quais foram veiculas pelos demais réus, sem qualquer apuração da verdade, apenas como notícia sensacionalista, como se pode observar dos autos”, diz um trecho da decisão.

A juíza plantonista Alessandra Gonçalves Paim Bonanza da 1ª Vara Civil de Salvador, determinou o prazo máximo de 24 horas, para que os responsáveis pelos sites OFF News, V Notícias e Jornal da Chapada excluam as matérias sob pena de multa diária no valor de R$ 2 mil. Todos os sites já retiraram as matérias do ar.

Carlinhos Maia investe de mais de R$ 100 milhões em projeto para ter o próprio banco

  • por Folhapress
  • 21 Fev 2022
  • 15:01h

Foto: Reprodução / Instagram

O empresário e humorista Carlinhos Maia revelou aos seus seguidores que pretende abrir um banco próprio com o nome de GiraBank, uma homenagem aos fãs dele denominados como "girassóis".
 

Pelas redes sociais, o influenciador deu mais detalhes do projeto. "Vou lançar um banco. Com dinheiro, empréstimo, cartão. Tem muita gente séria e que já mexe com banco há muito tempo. Decidimos investir cento e tantos milhões de reais no banco. Isso é emprego, renda e é fazer história", comentou.
 

"Sou um puta de um empresário. Vocês vão ter meu cartão na carteira. Sempre sonhei em ter um banco quando não tinha um tostão", emendou ele.
 

Em dezembro de 2021, um nude dele havia sido vazado. Ele se descuidou enquanto fazia Stories durante o banho e teve um nu frontal exposto no Instagram. Ao perceber o que havia acontecido, ele excluiu a parte do vídeo e pediu desculpas.
 

Porém, o nome dele foi parar nos Trending Topics do Twitter e muita gente não respeitou o desejo do comediante de não passar para frente o trecho em que ele aparece nu.
 

"Estou morto de vergonha. Juro. Não repercutam. Não é assim. Que humilhação perto do Natal. Por isso que às vezes não posso ser eu mesmo. Estava preparando para vazar um nude bonito. Era o meu sonho, vocês sabem disso. Aí vem uma r*** encolhida, tomando banho no frio", disse.
 

No momento do flagra, ele mostrava a tentativa de o marido, Lucas Guimarães, de dar banho e de lavar a cabeça dele. Em um movimento, a câmera do celular acabou pegando a parte de baixo do corpo dele.
 

Mas essa não é a única polêmica de Carlinhos no ano. Em agosto, ele foi condenado pela 11ª Vara Cível de Aracaju a pagar uma indenização de R$ 30 mil por rabiscar uma obra da artista plástica sergipana Lau Rocha em 2019.
 

Segundo o Tribunal de Justiça da região, Maia ainda poderia recorrer. Procurado, Carlinhos Maia disse por meio de sua assessoria que arcaria com a indenização sem recurso. Nas redes sociais, o comediante mais uma vez se desculpou pelo ocorrido
 

"Galera sobre o quadro. Fica a lição para mim e para todos: Mesmo que a obra tenha sido comprada há anos, você não pode desenhar em cima mesmo com a autorização de quem pagou pelo quadro, 'como foi meu caso'. Mais uma vez fica minhas desculpas", publicou ele.

 

O caso aconteceu em outubro de 2019. Após ficar hospedado em um hotel de Aracaju (SE), Maia publicou uma foto do quadro rabiscado, com dois olhos e uma boca, em suas redes sociais. Segundo ele, o quadro seria um presente dele aos fãs que se hospedassem naquele quarto.

Itagimirim: Vice acusado pela morte de prefeito segue preso após ter recurso negado

  • por Francis Juliano
  • 21 Fev 2022
  • 12:09h

Foto: Reprodução / Farol da Bahia

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques negou um habeas corpus impetrado pela defesa do ex-prefeito de Itagimirim, na Costa do Descobrimento, Rogério Andrade. Marques manteve as decisões anteriores que haviam determinado a prisão preventiva. A última tinha sido um acórdão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

 

Andrade é acusado de homicídio qualificado pela morte do então prefeito de Itagimirim Rielson Santos Lima, em 29 de julho de 2014, em um bar do Centro da cidade (lembre aqui). À época, Rogério Andrade era vice de Rielson Santos Lima e se tornou prefeito após o crime.

 

O Ministério Público do Estado (MP-BA) denunciou Andrade, além do irmão dele Sandro Andrade Oliveira e Jamilton Neves Lopes pela participação no homicídio. Conforme o MP-BA, dívidas da campanha política que elegeu a chapa Rielson-Rogério em 2012 e a recusa de Rielson de "desviar recursos" para quitar a cobrança – os credores eram amigos de Andrade – foram o estopim para o rompimento político entre os dois.

 

Outro fato que estremeceu a aliança foi a aprovação do orçamento municipal pela Câmara dos Vereadores, o que fez Rogério romper publicamente com o prefeito, com a exoneração de todos os indicados pelo então vice a cargos públicos na prefeitura.

 

Conforme o promotor de Justiça Helber Luiz Batista, para executar o plano de se tornar prefeito, Rogério Andrade teria simulado uma reconciliação política com o então prefeito e, juntamente com o irmão Sandro Andrade de Oliveira, contratou Jaimilton Neves Lopes para executar o crime. A decisão de Nunes Marques ocorreu na última sexta-feira (18).

Conquista do voto feminino há 90 anos veio com pressão de feministas e mobilização

  • por Renata Galf | Folhapress
  • 21 Fev 2022
  • 11:02h

Almerinda Farias Gama | Foto: CPDOC/FGV

"Minhas impressões? Sinto-me muito bem aqui. Que culpa tenho eu de estar sozinha?" A frase é de Almerinda Farias Gama, em resposta a um jornalista, na ocasião em que foi a única mulher a votar e ser votada nas eleições dos deputados classistas da classe trabalhadora para a Assembleia Constituinte de 1933.
A foto em preto e branco de Almerinda estampa até hoje diferentes textos sobre a conquista do voto feminino. Com um amplo e elegante sorriso, ela insere a cédula com seu voto enquanto é observada pelos homens ao seu redor.

Almerinda integrava a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF), associação criada em 1922 e liderada por Bertha Lutz, que é tida como uma das principais pioneiras na luta pelo sufrágio das mulheres no país.

"É eleitor o cidadão maior de 21 anos, sem distinção de sexo". A previsão de que as mulheres também tinham direito ao voto foi incluída pela primeira vez na legislação nacional brasileira em fevereiro de 1932.

"No Rio Grande do Norte poderão votar e ser votados, sem distinção de sexos, todos os cidadãos que reunirem as condições exigidas por esta lei", estabelecia o texto. Os poucos votos femininos, contudo, foram considerados inválidos pelo Senado.

É também do Rio Grande do Norte a primeira mulher eleita prefeita no Brasil. Em 1928, Alzira Soriano venceu a eleição à Prefeitura de Lajes, município do interior do estado, pelo Partido Republicano.

Já Antonieta de Barros foi, em 1935, a primeira mulher negra a ocupar um mandato eletivo, ao ser eleita deputada estadual de Santa Catarina.

Ainda hoje, porém, a presença de homens e mulheres em espaços de poder segue desigual. Hoje o Rio Grande do Norte é o único estado que possui uma mulher, Fátima Bezerra (PT), à frente do governo estadual. Em 1994, Roseana Sarney, no Maranhão, foi a primeira mulher eleita governadora.

Dilma Rousseff, em 2010, foi eleita a primeira e única presidente mulher do país. Entre os pré-candidatos à Presidência cotados até o momento, há apenas uma mulher na disputa: a senadora Simone Tebet (MDB).

Considerado hoje como uma das principais inovações do Código Eleitoral de 1932, que completa 90 anos e também estabeleceu o voto secreto e criou a Justiça Eleitoral, o voto feminino foi conquistado após intensa pressão e mobilização por parte dos movimentos sufragistas da época e quase nasceu com severas restrições.
 

A mobilização das feministas foi importante não só para pautar o voto feminino ao longo da Primeira República (1889-1930), como para pressionar para que o texto final do Código Eleitoral decretado por Getúlio Vargas não trouxesse restrições específicas às mulheres.
 

De acordo com o anteprojeto da lei eleitoral que veio a público em agosto de 1931, poderiam votar apenas as mulheres viúvas e solteiras com renda própria. Já as mulheres casadas, mesmo aquelas com renda própria, deveriam pedir autorização do marido.
 

O texto foi alvo de críticas das feministas.
 

Há registros de cartas da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino datadas de dezembro de 1931, destinadas a Vargas, então chefe do Governo Provisório, e aos demais membros da comissão da reforma eleitoral, defendendo que a redação ampliasse o direito ao voto sem distinção de sexo.
 

O país vivia um período conturbado. Em 1930, o presidente Washington Luís foi deposto e Getúlio Vargas assumiu o poder. A Constituição anterior estava suspensa, assim como as eleições, e o Congresso, fechado.
 

"O movimento [feminista] fez muita pressão em favor do voto sair igual ao voto masculino, como de fato saiu no final", diz Mônica Karawejczyk, que é professora da PUC-RS e autora do livro "Mulher Deve Votar? O Código Eleitoral de 1932 e a Conquista do Sufrágio Feminino".
 

A pesquisadora aponta também a reformulação da comissão eleitoral após o anteprojeto, com a troca de parte dos membros, como fator importante para que a regra terminasse por ser alterada.
 

Embora as principais restrições tenham sido retiradas em 1932, a regra ainda fazia diferença entre homens e mulheres, já que o alistamento eleitoral feminino, diferentemente do masculino, não era obrigatório.
 

Ao justificar a distinção, em versão comentada do código, o integrante da comissão Assis Brasil escreveu que, de partida, conceder a perfeita igualdade política dos sexos seria "destroçar num só momento, sem uma preparação prévia, uma tradição secular e um sistema de direito privado, em que a mulher casada ainda está colocada em situação desigual à do homem".
 

Na Constituição de 1934, a obrigatoriedade do voto foi estendida apenas às mulheres que fossem servidoras públicas. Somente em 1946, a obrigatoriedade do voto passou a ser para ambos os sexos, sem distinção.
 

A introdução do voto feminino abriu caminho não só para que as mulheres votassem, mas para que fossem candidatas.
 

A medida foi alvo de críticas à época, como do então ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Antônio Bento de Faria.
 

"Ao direito de voto corresponde o de ser votado, mas seria de um ridículo incomensurável tornar acessível à mulher a chefia suprema da nação, permitindo-lhe a possibilidade de assumir a direção suprema das forças de terra e mar!!!"
 

Apenas uma mulher foi eleita para a Assembleia Constituinte em 1933: a paulista Carlota de Queirós. Já Bertha Lutz ficou na suplência. Entre os deputados classistas, Almerinda Farias não foi eleita.
 

De acordo com a Constituição anterior, o direito de ser alistado como eleitor estava entre as condições de elegibilidade para o Congresso Nacional.
 

Mesmo com o marco histórico da conquista do voto feminino, boa parte das mulheres e da população negra e pobre continuaria excluída do direito ao voto por muitas décadas. Apenas em 1985, tal direito foi ampliado aos analfabetos.
 

INVISIBILIDADE DA HISTÓRIA DAS SUFRAGISTAS
 

Apesar do papel que as sufragistas desempenharam, Mônica (PUC-RS) aponta que ainda há pouca pesquisa sobre a história dessas mulheres e sobre as associações feministas.
 

"A gente sabe pouco sobre isso, a gente não sabe quase nada. Essas mulheres do período ainda estão encobertas", diz ela, que aponta os jornais da época como uma das principais fontes de informação sobre o tema.
 

Além da Federação liderada por Bertha, que acabou ficando mais conhecida, a pesquisadora destaca, por exemplo, o papel de outras associações na aprovação do voto feminino, como a Aliança Nacional de Mulheres (ANM), fundada pela gaúcha Nathercia Silveira, e a Associação Batalhão Feminino João Pessoa (ABFJP), da mineira Elvira Komel.
 

A questão da invisibilidade de parte das pioneiras pelo sufrágio é um dos pontos destacados pela jornalista e doutoranda da UnB (Universidade de Brasília) Patrícia Cibele da Silva Tenório, que em sua dissertação de mestrado buscou resgatar a trajetória de Almerinda Farias Gama, depois de se deparar com a foto dela votando.
 

"Quem é a mulher atrás da foto? Essa é a pergunta que eu me fiz o tempo todo e aí fui nessa pesquisa que foi uma jornada de encontrar o que eram vestígios", conta.
 

Como presidente do Sindicato dos Datilógrafos e Taquígrafos do Distrito Federal, Almerinda foi a única mulher, entre 272 representantes, a votar como delegada na eleição que escolheu os deputados classistas para a Constituinte.
 

"É importante pensar que a presença da Almerinda naquele espaço é fruto de uma estratégia feminista para colocar uma mulher naquela eleição", diz.
 

Em linhas gerais, tratava-se de uma experiência introduzida por Vargas que dava espaço no Congresso a representantes de sindicatos autorizados pelo governo.
 

Em sua pesquisa, Patrícia Cibele identifica que a formalização do sindicato e a escolha de Almerinda como presidente se deu a menos de um mês da eleição, próximo ao prazo limite. "Elas criam um sindicato que é quase um sindicato de fachada."
 

"Elas iam mapeando qualquer possibilidade de participação política e as feministas iam tentando entrar."
 

Tentativas anteriores Antes de Vargas tomar o poder, diferentes projetos de lei já tinham sido apresentados na Câmara e no Senado por congressistas que apoiavam o sufrágio feminino, mas enfrentavam forte oposição.
 

Em 1917, por exemplo, o projeto do deputado Maurício de Lacerda que incluía o voto feminino foi arquivado pela Comissão de Constituição e Justiça por considerá-lo inconstitucional.
 

As propostas seguintes não chegaram a ser declaradas inconstitucionais, mas tampouco foram aprovadas.
 

Outra protagonista da luta pelo sufrágio foi a professora Leolinda Daltro, que em 1910 fundou o Partido Republicano Feminino, como forma de congregar apoio à causa. É dela o primeiro registro formal ao Congresso solicitando que fosse aprovado o voto feminino em 1916.
 

Já desde a primeira Assembleia Constituinte republicana, após a proclamação da República, as mulheres acreditavam que a mudança seria incorporada. Emendas prevendo tal direito de modo explícito, contudo, foram rejeitadas.
 

A Constituição de 1891 previa: "são eleitores os cidadãos maiores de 21 anos que se alistarem na forma da lei." Estavam excluídos explicitamente os mendigos, os analfabetos, os praças de pré (militares de baixa patente) e religiosos de ordens.
 

Caso tivesse aprovado a mudança, o Brasil teria sido pioneiro em estender o direito de voto às mulheres. Em 1893, a Nova Zelândia foi o primeiro país a aprovar o voto feminino.
 

Ao longo da Primeira República, diferentes mulheres que tentaram se alistar como eleitoras tiveram seus pedidos negados com base na redação, apenas no masculino, do texto constitucional.
 

Em 1927, a legislação eleitoral do estado do Rio Grande do Norte foi a primeira a permitir o alistamento de mulheres.

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Veja o que se sabe sobre a quarta dose de vacina contra Covid

  • por Ana Bottallo | Folhapress
  • 21 Fev 2022
  • 07:56h

Foto: Secom / Salvador

O vírus Sars-CoV-2 mudou com a variante ômicron, mais transmissível e capaz de escapar parcialmente dos anticorpos produzidos pela vacinação.
 

Com isso, muitas pessoas passaram a se infectar mesmo vacinadas. Os chamados escapes vacinais já eram conhecidos para outras cepas do vírus de maneira menos frequente, mas agora aparecem em maior número com a nova onda da Covid em todo o mundo.
 

Felizmente, as vacinas mantêm sua proteção contra casos graves, internações e mortes, e a maioria dos sintomas em pessoas já vacinadas com reforço é leve, sem necessidade de internação.
 

Enfermeira prepara dose de vacina da Pfizer contra Covid-19 em Berlim, na Alemanha Michele Tantussi/Reuters **** Porém, em alguns casos, mesmo indivíduos que receberam as três doses se hospitalizam, e por isso as autoridades de saúde e governos avaliam a aplicação de uma quarta dose dos imunizantes.
 

O primeiro país a adotar uma quarta dose foi Israel, no dia 3 de janeiro. Nos Estados Unidos, ela já é recomendada para pessoas imunossuprimidas acima de 5 anos de idade.
 

O Ministério da Saúde brasileiro também aprovou a quarta aplicação para pessoas imunossuprimidas acima de 12 anos, como as transplantadas, vivendo com HIV, em tratamento para câncer, que fazem hemodiálise ou que usam medicamentos imunossupressores.
 

Em 9 de fevereiro, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), fez um anúncio dizendo que toda a população iria receber uma quarta dose no estado, mas voltou atrás e disse que o estado estava, na realidade, avaliando a possibilidade. No mesmo dia, o ministro da Saúde Marcelo Queiroga disse que ainda não há previsão de quarta dose e que a prioridade é o reforço na população.
 


 

O que dizem os estudos sobre a necessidade e eficácia de uma quarta dose?
 

Até agora, não há evidências suficientes que comprovem a necessidade de uma quarta dose das vacinas de maneira irrestrita.
 

Em Israel, um estudo com reforço da Pfizer mostrou que há um aumento da quantidade de anticorpos no sangue após a quarta dose semelhante ao observado no pico com a terceira dose, mas o mesmo não preveniu infecções. A pesquisa avaliou 274 profissionais da saúde que receberam três doses de imunizantes de mRNA (Pfizer ou Moderna) mais uma dose de Pfizer.
 

De acordo com um outro estudo de Israel, a quarta dose da Covid não impediu a infecção por ômicron, mas o período curto de reforço (apenas um mês) pode não ter sido o suficiente para impedir a entrada do vírus.
 

Por outro lado, a ciência já demonstrou que as vacinas induzem um tipo de resposta protetora celular, que é de memória, respondendo rapidamente quando há contato com o vírus verdadeiro.
 

"Essa proteção celular, embora não seja medida, ela está lá, então mesmo quando há o decaimento de anticorpos neutralizantes, sabemos que o indivíduo vacinado com três doses está protegido", afirma a imunologista e professora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, Cristina Bonorino.
 

Galeria Estudos de vacinas contra a Covid-19 no Brasil São 20 projetos em análise em universidades e laboratórios https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/1720695889847842-estudos-de-vacinas-contra-a-covid-19-no-brasil *** Para ela, a terceira dose é necessária, mas falar sobre uma quarta injeção ainda é muito cedo.
 

Quais países já adotaram uma quarta dose e para quais pessoas ela é indicada?
 

Até o momento, poucos países incluíram a quarta dose para a sua população. São eles: Israel, para todos os profissionais de saúde e pessoas acima de 60 anos; Canadá, para a população acima de 18 anos três meses após tomar a última injeção; Dinamarca, para os indivíduos com maior risco e acima de 60 anos; o Chile, que começou a vacinar sua população com 55 anos ou mais em fevereiro; e, mais recentemente, a Suécia, para idosos acima de 80 anos, e a Coreia do Sul, para trabalhadores de saúde e pessoas vulneráveis.
 

Outros países, como Reino Unido, Estados Unidos e o próprio Brasil recomendam a quarta dose apenas para imunossuprimidos: com mais de 18 anos, no Reino Unido, acima de 5 anos, nos Estados Unidos, e com 12 anos ou mais, no Brasil.
 

O que sabemos em relação ao perfil de segurança da quarta dose?
 

De maneira geral, os efeitos adversos que ocorrem com as doses de reforço da vacina são leves, e espera-se que o mesmo seja observado com a aplicação da quarta dose. No estudo de Israel com 274 voluntários, os principais eventos adversos foram locais (80%), desaparecendo em até dois dias.
 

Estudos mostram também que a frequência de eventos adversos pós-vacinação diminui com os reforços. Isto não significa que eles devam ser negligenciados, avalia o pediatra e diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri.
 

"É importante destacar que com mais de 11 bilhões de doses das vacinas contra Covid aplicadas em todo o mundo, os efeitos colaterais graves são raríssimos. Mas nem por isso devemos deixar de pensar que uma quarta dose deve ser aplicada sem os dados [de segurança], que ainda não conhecemos. Por isso é preciso investigar", afirma.
 

A eficácia das vacinas diminui com o passar do tempo? O que muda com a variante ômicron?
 

Os estudos feitos até agora mostram que duas doses das vacinas ou a dose única da Janssen, frente à ômicron, têm eficácia reduzida.
 

Segundo um levantamento do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, a eficácia da dose de reforço cai após quatro meses. Mesmo com a queda, a proteção continua alta, em torno de 78%, diz o órgão.
 

Já uma pesquisa nacional feita no Reino Unido apontou que, no contexto da ômicron, a dose de reforço proporciona uma proteção 20 vezes maior para hospitalização e óbito comparado a indivíduos com apenas duas doses. O recorte etário foi acima de 50 anos.
 

"Isso é um dado que mostra que para as pessoas com mais de 50 anos, imediatamente após um reforço, a proteção das vacinas é recuperada de 59% para 95%, ou seja, é fundamental a terceira dose", explica Julio Croda, pesquisador da Fiocruz.
 

Galeria Veja o que já se sabe sobre a variante ômicron do coronavírus Novo mutante do coronavírus Sars-Cov-2, que causa Covid, tem potencial para ser mais transmissível e escapar de vacinas https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/1717688417533896-veja-o-que-ja-se-sabe-sobre-a-variante-omicron-que-provocou-suspensao-de-voos-e-novas-restricoes *** Porém, Croda avalia que os idosos no Brasil, que receberam o reforço em sua maioria em setembro ou outubro de 2021, precisam de uma quarta dose justamente por essa diminuição da proteção.
 

Recentemente, uma pesquisa indicou que um reforço da Pfizer seis meses depois em pessoas com duas doses de Coronavac recupera a eficácia de 72,5% para 97,3% contra casos graves. A pesquisa não incluiu o período de circulação da ômicron.
 

Ainda há idosos, principalmente no estado de SP, que foram vacinados com duas doses de Coronavac e um reforço também de Coronavac, para os quais não há dados de proteção após quatro meses.
 

"Para esse grupo é urgente uma quarta dose, porque eles já têm maior risco e não receberam a proteção de reforço com a Pfizer", afirma a infectologista Rosana Richtmann, que integra o comitê de assessoramento do governo federal para vacinas.
 

Para ela, a prioridade no momento atual é resgatar as pessoas que já estão aptas para um reforço e não o fizeram.
 

Croda concorda com a recomendação, mas diz que as campanhas não devem ser excludentes. "Não devemos cair no mesmo erro do passado de achar que é preciso primeiro completar a terceira dose antes de iniciar a quarta, porque os idosos com mais de 80 anos estão em muito alto risco para hospitalizações e óbitos", avalia.
 

Teremos uma vacinação anual da Covid como é com a gripe ou iremos receber reforços a cada quatro meses?
 

Ainda não sabemos por quanto tempo a pandemia da Covid irá durar, mas especialistas acreditam que o coronavírus Sars-CoV-2 vai se tornar um vírus endêmico, como o vírus influenza. Cientistas já trabalham, no entanto, para uma vacina combinada da gripe com o coronavírus.
 

"Precisamos de vacinas melhores e este ano devemos ter novidades, inclusive vacinas que possuem um tempo de duração maior da proteção ou com maior eficácia para neutralização do vírus no nariz, como as vacinas de spray nasal", diz a infectologista e professora da Unicamp Raquel Stucchi.
 

Até lá, porém, é preciso acelerar a vacinação das pessoas com esquema incompleto, diz Stucchi. "O discurso de muitas pessoas hoje é que não vão tomar o reforço porque a ideia de dar reforços sucessivos causa desconfiança, e precisamos melhorar a comunicação reafirmando a importância das vacinas e, principalmente, da dose de reforço."

Vacinação de adolescentes pode ter reduzido hospitalizações mesmo com ômicron, diz estudo

  • por Samuel Fernandes | Folhapress
  • 20 Fev 2022
  • 16:00h

Foto: Betto Jr./Secom

A imunização de adolescentes contra a Covid-19 pode ter reduzido as hospitalizações na cidade do Rio de Janeiro mesmo com a propagação da variante ômicron, aponta novo estudo. Os maiores de 12 anos vacinados foram uma parcela mínima das hospitalizações, enquanto crianças que ainda estavam no início da campanha de vacinação quase representaram a totalidade de casos mais graves.
 

Publicada como pré-print, ou seja, sem revisão de outros cientistas, a pesquisa foi assinada por cinco pesquisadores brasileiros.
 

A autorização da vacina para adolescentes com mais de 12 anos aconteceu em junho de 2021 para o imunizante da Pfizer.
 

Para crianças a partir de cinco anos, o fármaco teve a aprovação em dezembro. Em janeiro deste ano, a Coronavac ganhou aval para ser utilizada em maiores de seis anos.
 

Utilizando dados do Ministério da Saúde, os pesquisadores apontam que 1.422 crianças morreram por Srag (síndrome respiratória aguda grave) devido à Covid-19 até 4 de dezembro de 2021 -o que representa 0,38% dos óbitos causados pela complicação.
 

A porcentagem pode até ser considerada baixa, mas os pesquisadores observam que o número de crianças mortas por Srag em decorrência do coronavírus é oito vezes maior que os óbitos por Srag causados por todos os outros vírus respiratórios.
 

"Em um cenário de uma pandemia, é óbvio que, se você tem um imunizante que diminui a possibilidade de a criança se internar ou falecer, é interessante", afirma André Ricardo da Silva, infectologista pediátrico e professor da faculdade de medicina da UFF (Universidade Federal Fluminense).
 

O estudo utilizou dados de 300 pacientes com menos de 18 anos que tiveram Covid e foram atendidos em dois hospitais pediátricos na capital fluminense -Prontobaby e Centro Pediátrico da Lagoa.
 

Desse total de internações, 240 pacientes foram admitidos entre 2020 e 2021 no período em que nenhum menor de 18 anos estava completamente imunizado. Segundo o estudo, a proteção com duas doses na cidade com a Pfizer só foi atingida em 30 de dezembro de 2021 em adolescentes com mais de 12 anos.
 

Já os outros 60 pacientes foram internados de janeiro a 10 de fevereiro deste ano, quando já havia larga cobertura da vacinação dos adolescentes com mais de 12 anos, mas ainda faltava uma campanha consolidada para os mais novos.
 

Os casos severos de Covid em 2022 ocorreram principalmente na parcela de crianças que estavam no início da campanha de vacinação, isto é, as com menos de 12 anos -em 2020 e 2021, havia um maior equilíbrio na distribuição dessas ocorrências entre as faixas etárias.
 

"[Foram] muito poucas crianças internadas maiores de 12 anos, apenas cinco. E dessas cinco, só duas tinham recebido esquema completo. Ou seja, das 60 crianças que foram internadas, 58 não tinham as doses do calendário", afirma Silva.
 

Como o segundo período da análise se passou em janeiro de 2022, também foi possível analisar o impacto da variante ômicron, que se disseminou pelo país no início do ano.
 

Segundo Silva, é possível dizer que, mesmo com a variante, a vacinação trouxe uma proteção contra hospitalizações aos adolescentes, uma vez que os imunizados dessa faixa etária representavam apenas dois entre os 60 hospitalizados.
 

No entanto, o médico afirma que não houve sequenciamento genético e por isso não é possível indicar com toda certeza quantos desses 60 jovens tinham sido infectados pela nova variante.
 

A pesquisa se junta a outros estudos que mostraram a eficácia da vacina para prevenir casos graves de Covid em crianças e adolescentes.
 

Agora, o pesquisador já mira em fazer uma análise semelhante voltada para as crianças mais novas, à medida que a campanha de vacinação avança.
 

Mas já há um indicativo positivo, afirma. "A gente já está vendo, nesse momento, praticamente nenhuma criança internando com Covid, mesmo com a volta às aulas", afirma.

Bahia terá aulas normais na rede estadual de ensino no período do carnaval

  • Bahia Notícias
  • 20 Fev 2022
  • 14:57h

Foto: Reprodução / Gov.Ba

A Bahia terá aulas normais no período que seria de realização do carnaval.  A Secretaria da Educação do Estado (SEC) publicou, no Diário Oficial do Estado, deste sábado (19), a Portaria  nº 235/2022, que  considera os dias 28 de fevereiro, 1° e 2 de março de 2022 como letivos, no Calendário Escolar Padrão do ano letivo de 2022.

A medida segue o estabelecido pelo Decreto nº 21.146, de 14 de fevereiro de 2022, que dispõe sobre o expediente normal nas repartições públicas do poder executivo estadual, nos dias 25 e 28 de fevereiro e 1° de março de 2022.

Turismo para idosos cresce, mas exige adaptação em modelo de viagem

  • por Débora Melo | Folhapress
  • 20 Fev 2022
  • 12:54h

Foto: Reprodução / Seguro Viagem

Viajar traz diversos benefícios, e o brasileiro maduro sabe disso. De olho nesse público, que só vai crescer nos próximos anos, empresários e agências têm se especializado em atender turistas com mais de 60 anos.
Criada em 1992 com a proposta de ser uma agência para jovens, interessados em excursões de formatura, por exemplo, a Pastore Turismo mudou de rota e desde 2008 atende exclusivamente a pessoas mais velhas, oferecendo pacotes de viagens em grupo.

"É um público bem diferente. São clientes muito mais fiéis, mas bem mais exigentes também", afirma Rodrigo Pastore, 26, diretor da agência.

A experiência tem dado certo. Fundada por Maurício Pastore, pai de Rodrigo, a agência e operadora localizada em São Paulo conta atualmente com uma equipe fixa de cinco pessoas, e o próximo plano é expandir o negócio para transformá-lo em uma franquia.

"Ainda são poucas as empresas que exploram esse segmento, é uma coisa que falta no mercado. A previsão é que a gente tenha tudo pronto [modelo de franquia] ainda neste ano", conta o diretor.

Uma característica dos serviços de turismo voltados para quem tem mais de 60 anos é a flexibilidade, uma vez que grande parte já conseguiu se aposentar e tem a opção de viajar na baixa temporada.

Isso é bom para o turista, que encontra preços mais atrativos, e é bom para o empresário, que reduz a ociosidade nos períodos de baixa.

Entre os pacotes mais procurados pelo turista maduro estão os de Portugal e Itália, no caso das viagens internacionais, e a chamada Rota das Emoções, no Nordeste brasileiro, que vai de Jericoacoara (CE) aos Lençóis Maranhenses, passando pelo Delta do Parnaíba (PI), um passeio que oferece uma certa dose de adrenalina.

Também fazem sucesso destinos no Sul, como Gramado (RS), e estâncias hidrominerais como Águas de Lindoia (SP), além de resorts e cruzeiros marítimos.

Na avaliação do professor Vagner Sérgio Custódio, coordenador do curso de turismo da Unesp (Universidade Estadual Paulista), há espaço para o segmento crescer no país, mas investir em acessibilidade é fundamental.

"Se você é um empreendedor e quer atrair clientes da melhor idade para o seu negócio, investir em acessibilidade é algo que vai te ajudar. O Brasil ainda tem muito a avançar", afirma. "Acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida ou com deficiência, em hotéis e atrativos turísticos, é um problema e um desafio a ser encarado."

Há destinos mais bem preparados para receber esse público. Socorro (SP), famosa pelas belezas naturais e atividades de aventura, é referência internacional em turismo acessível. "Em Foz do Iguaçu isso também melhorou bastante", acrescenta Custódio.

Foi a proximidade com os idosos da própria família e o desejo de proporcionar mais qualidade de vida ao pai que fez despertar na empresária Eva Pellegrino, 64, de Salvador, o interesse em estudar gerontologia. Durante o curso, Eva desenvolveu um trabalho em uma agência de turismo focada nesse público, a Interativa Viagens, que depois acabou comprando.

"Meu pai tinha 93 anos e eu percebia que o que o deixava feliz eram os passeios e as viagens, ele ficava eufórico. Uma viagem enriquece demais a vida, sair de casa, conhecer gente, se divertir. É isso que faz com que eles possam viver mais e melhor", afirma Eva, que assumiu a agência há 22 anos e tem seis funcionários.

A especialização em gerontologia, ela diz, lhe deu ferramentas para interpretar certos sinais. "O passageiro idoso não é um cliente comum, cada um precisa de uma atenção especial às suas necessidades. Se ele está aéreo, por exemplo, pode ser que não esteja ouvindo bem. A gente precisa captar essas mensagens."

Ana Clévia Guerreiro, analista de competitividade do Sebrae, lembra que, em se tratando de um público que geralmente prefere viajar em grupo, agências de turismo que atuam nesse mercado devem oferecer serviços que estimulem a interação.

"É preciso propor atividades que possam fortalecer os laços das pessoas que estão viajando juntas. E o empreendedor deve ter em mente que a segurança é um dos componentes essenciais de uma experiência incrível."

A analista também aponta a necessidade de investimentos em acessibilidade. "Isso tem de estar claro para todos. Se a população envelhece, o país, os negócios e os espaços públicos demandam outro design. E quem oferece serviço turístico precisa se adaptar."

Localizada em São Paulo, a operadora Cinthe-Tur trabalha com todos os públicos, mas possui um departamento específico para atender turistas maduros interessados em viagens de grupo. A empresa foi criada em 2000 por Thereza Quedas, hoje com 77 anos, que já tinha experiência com excursões beneficentes e convidou a filha, Cintia Paoleschi, para se juntar ao negócio.

Especializada também em roteiros religiosos —como Israel, Itália e Fátima, em Portugal—, a agência viu a demanda crescer nos últimos anos, mas precisou demitir no período mais crítico da pandemia.

"Nós tínhamos 12 funcionários, agora estamos com cinco. Mas a gente espera voltar a crescer neste ano para poder aumentar a equipe e contratar de novo essas pessoas", afirma Thereza.

Presidente interina da Abav (Associação Brasileira de Agências de Viagens), Ana Carolina Medeiros lembra que o turismo foi um dos setores mais prejudicados pela pandemia de Covid-19, mas diz que o avanço da vacinação trouxe esperança aos empresários. "As pessoas se sentem mais seguras para voltar a viajar, então a expectativa para 2022 é boa, a gente consegue ver luz no fim do túnel.

Brasil é o 3º país que mais consome carne bovina no mundo, diz estudo

  • Bahia Notícias
  • 20 Fev 2022
  • 10:52h

Foto: Reprodução / Istock

O Brasil é o terceiro país de todo o planeta que mais consome carne bovina e vitelo no mundo, segundo um levantamento organizado pela plataforma CupomValido.com.br e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Em média, os brasileiros consomem 24,6 kg per capita em um ano. 

As primeiras posições do ranking são ocupadas pelos Estados Unidos e pela Argentina, com 26,1kg/capita e 36,9/capita, respectivamente. Já o país que menos consome o alimento é a Índia, com 0,5 kg/capita no ano – o que pode ser explicado pelos hábitos alimentares e culturais, visto que a vaca é um animal sagrado para os indianos, segundo a Casa e Jardim. 

O relatório aponta ainda que, o consumo de carne aumentou mais de cinco vezes em todo o planeta nos últimos 50 anos, e o motivo seria a melhora no padrão de vida e urbanização da população. O aumento populacional também é uma razão: em 1960 havia 3 bilhões de pessoas no mundo, e hoje são 7,9 bilhões. 

O levantamento mostrou quais são as proteínas mais consumidas no Brasil: ovo (19,1%), frango (14,6%), carne de segunda (14,1%), e carnes nobres (7%). 

PRF apreende mais de meia tonelada de cocaína me Feira de Santana

  • Bahia Notícias
  • 20 Fev 2022
  • 08:49h

Foto: Divulgação / PRF

A Polícia Rodoviária Federal (PRF), apreendeu no sábado (19),  567 kg de cocaína, sendo 517 kg sob a forma de pasta base e outros 50 kg de cloridrato de cocaína, a forma mais pura encontrada da droga, durante fiscalização no KM429 da BR-116, em Feira de Santana.

De acordo com a PRF, uma equipe abordou uma caminhonete L200 Triton e o condutor apresentou respostas vagas aos questionamentos feitos pelos policiais, o que elevou o nível de suspeição e fez com que uma busca veicular fosse realizada. Durante o procedimento foi encontrado, na carroceria do veículo, diversos fardos da droga, totalizando 567 kg de entorpecentes.

Questionado, o condutor informou que pegou a droga na cidade de Ji-Paraná (RO) e que ganharia a quantia de R$ 15.000,00 para deixá-la na rodoviária de Feira de Santana (BA).

A ocorrência foi encaminhada para a Delegacia de Polícia Civil da cidade de Feira de Santana para a formalização dos procedimentos cabíveis. O motorista responderá pelo crime de tráfico de drogas, conforme dispõe o art. 33 da Lei 11.343/2006 que tem pena prevista de 5 a 15 anos de prisão.

Com essa apreensão a PRF causou um prejuízo estimado de 71 milhões de reais ao crime organizado. Em pouco mais de uma semana essa é a 6ª ocorrência de tráfico de drogas nas rodovias e estradas federais da Bahia.

Governo deve liberar quase R$ 500 milhões para desastres após chuvas em Petrópolis

  • por Idiana Tomazelli e Mateus Vargas | Folhapress
  • 19 Fev 2022
  • 18:11h

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O governo Jair Bolsonaro (PL) deve liberar quase R$ 500 milhões para ações em locais atingidos por desastres, segundo fontes do governo informaram à Folha de S.Paulo. A verba deve ser direcionada principalmente a Petrópolis, município devastado por fortes tempestades na última terça-feira (15), resultando em inundações, enxurradas e deslizamentos que levaram à morte de ao menos 120 pessoas.
 

O presidente Bolsonaro sobrevoa o município na região Serrana do Rio de Janeiro nesta sexta-feira (18), depois de voltar de viagem à Rússia.
 

O recurso deve ser liberado por meio de crédito extraordinário, instrumento previsto na Constituição para permitir o repasse rápido de verbas em situações de urgência e imprevisibilidade.
 

O dinheiro será destinado a ações de defesa civil do Ministério do Desenvolvimento Regional, comandado por Rogério Marinho, que acompanha Bolsonaro na viagem a Petrópolis.
 

A verba vai contemplar diversas cidades, mas o foco principal será atender Petrópolis.
 

O crédito extraordinário constará em MP (medida provisória), garantindo a liberação imediata da verba. Esse tipo de crédito fica fora do alcance de regras fiscais que limitam as despesas, como é o caso do teto de gastos.
 

A MP deve ser publicada em edição extra do DOU (Diário Oficial da União). Segundo integrantes do governo, o valor efetivo da liberação deve ficar próximo de R$ 480 milhões, mas os cálculos ainda estão sendo finalizados.
 

Nos últimos dias, houve grande pressão de aliados do presidente para agilizar a edição do crédito extraordinário, sobretudo devido à proximidade do embarque de Bolsonaro para a cidade da região Serrana do Rio de Janeiro.
 

Na quinta-feira (17), o MDR liberou R$ 2,33 milhões para Petrópolis.
 

Deste valor, R$ 1,67 milhão será utilizado na compra de cestas básicas, kits de higiene pessoal, colchões, materiais de limpeza, entre outros produtos. Já R$ 665 mil serão destinados à limpeza urbana e à desobstrução de canais.
 

No fim de dezembro, o presidente foi criticado por ficar de férias no litoral catarinense no momento em que a Bahia enfrentava forte crise gerada pelas chuvas. Além de aproveitar a praia, Bolsonaro visitou um parque de diversões. As cenas de momentos de folga constrangeram aliados do presidente.
 

O governo liberou mais de R$ 200 milhões em dezembro para atender estados atingidos pela chuva, principalmente a Bahia. Posteriormente, mais recursos foram enviados aos estados para ajudar na reconstrução de estradas que ficaram destruídas pelas enchentes.
 

O governo federal reconheceu na quinta-feira (17) o estado de calamidade pública de Petrópolis. O Exército também atua na região com equipes, primeiros-socorros e maquinário para desobstrução de vias.
 

A Caixa Econômica Federal liberou o saque calamidade do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para a população do município. O valor máximo para a retirada é de R$ 6.220.
 

Segundo o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), continua alta a possibilidade de ocorrência de eventos hidrológicos na região serrana.
 

Ao menos 120 pessoas, incluindo 13 menores de idade, morreram devido ao forte temporal que atingiu Petrópolis. A DDPA (Delegacia de Descoberta de Paradeiros) da Polícia Civil do Rio de Janeiro já registrou 116 desaparecimentos.
 

A prioridade na quinta-feira, além de localizar as vítimas, foi acelerar a identificação dos mortos, reconstruir a estrutura do município e garantir atendimento social aos moradores da cidade, destruída pelas inundações e deslizamentos.
 

As aulas estão suspensas para que as famílias possam ser atendidas por profissionais das secretarias de Assistência Social, Saúde e Educação.
 

O Governo do Rio de Janeiro informou ter determinado urgência no cadastro de moradores que solicitam o aluguel social.

Pedidos de divórcio têm a maior queda em sete anos na Bahia e bate recorde

  • Bahia Notícias
  • 19 Fev 2022
  • 16:05h

Foto: Freepik

 

Os pedidos de divórcio na Bahia tiveram queda recorde de 2019 para 2020, segundo divulgou o IBGE nesta sexta-feira (18). O levantamento feito durante o primeiro ano da pandemia da Covid-19 registrou 15.864 pedidos de divórcio, o que representa uma diminuição de 21%, a maior desde 2013, quando haviam sido concedidos 15.840 divórcios.

De acordo com a pesquisa, em 2020, na Bahia, manteve-se a relação de um divórcio concedido para cada três casamentos realizados, e o tempo médio entre casar e se divorciar seguiu em queda, ficando em 14,6 anos.

De acrodo com o IBGE, no estado e em Salvador, no mesmo ano, um em cada cinco divórcios foi extrajudicial, com aumento dessa participação frente a 2019. Já a adoção da guarda compartilhada de filhos menores de idade recuou depois de cinco anos em alta.

Os dados integram as Estatísticas do Registro Civil 2020 e foram elaboradas pelo IBGE a partir de dados das varas únicas, cíveis e de família, da Justiça Itinerante, do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC), de tabelionatos de notas e de cartórios de registro civil com funções notariais.

 

STF rejeita ofensiva de Aras e mantém poder de requisição dos defensores públicos

  • Bahia Notícias
  • 19 Fev 2022
  • 14:07h

Foto: Pillar Pedreira/ Agência Senado

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta sexta-feira, 18, para manter a prerrogativa das Defensorias Públicas de requisitar documentos de autoridades.

 

Segundo o Estado de São Paulo, o julgamento termina hoje no plenário virtual, plataforma que permite aos ministros incluírem os votos no sistema online sem necessidade de reunião do colegiado. Até o momento, há seis votos para manter o chamado ‘poder de requisição’ dos defensores públicos.

 

O tema está sendo analisado a partir de duas ações de inconstitucionalidade propostas pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, em maio do ano passado. O argumento da PGR é que a previsão cria desequilíbrio, já que advogados privados, em geral, não detêm o mesmo poder.

 

A maioria para rejeitar a ação foi formada com os votos dos ministros Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski e André Mendonça. Em seu voto, Fachin disse que o poder de requisição confere aos defensores ‘condições materiais’ para ‘cumprirem sua missão constitucional’ de garantia do acesso à Justiça e redução de desigualdades.

 

“Reconhecer a atuação da Defensoria Pública como um direito que corrobora para o exercício de direitos é reconhecer sua importância para um sistema constitucional democrático em que todas as pessoas, principalmente aquelas que se encontram à margem da sociedade, possam usufruir do catálogo de direitos e liberdades previsto na Constituição Federal”, escreveu.

 

O ministro também afirmou que os defensores públicos não devem ser equiparados aos advogados. Em sua avaliação, o desenho institucional da Defensoria Pública está mais próximo daquele atribuído ao Ministério Público. Como promotores e procuradores dispõem da mesma prerrogativa, Fachin não viu quebra de isonomia.

 

“Para além da topografia constitucional, entendo que as funções desempenhadas pelo defensor público e pelo advogado não se confundem, ainda que em determinadas situações se aproximem. O defensor público não se confunde com o advogado dativo, não é remunerado como este e tampouco está inscrito nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil”, defendeu.

 

A única divergência até o momento é da ministra Cármen Lúcia, que defendeu a manutenção da prerrogativa apenas nos casos de tutela coletiva. O poder de requisição facilita o acesso dos defensores públicos a certidões, exames, perícias, vistorias, diligências, processos, documentos, informações e esclarecimentos, sem necessidade de autorização judicial.

 

Desde que o processo foi pautado para julgamento no STF, a classe articulou uma campanha ampla pela rejeição da ação e mobilizou famosos como a ex-BBB Juliette Freire e a cantora Daniela Mercury. Representantes da Defensoria Pública também fizeram audiências com os ministros para defender a prerrogativa.

 

“É uma vitória importante na defesa de milhares de pessoas em situações de vulnerabilidade e para a afirmação da posição institucional da Defensoria Pública, delimitando ainda a diferença de atuação entre os defensores  e defensoras públicos e os advogados”, afirma a presidente da Associação Nacional dos Defensorias Públicos (Anadep), Rivana Ricarte.

Vacinação infantil é eficaz, mas 59% dos municípios ainda são contra

  • Bahia Notícias
  • 19 Fev 2022
  • 12:01h

Foto: Betto Jr./Secom

Uma pesquisa divulgada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) nesta sexta-feira (18) mostrou que mais de 59% dos municípios enfrentam uma resistência da população quanto a vacinação contra a Covid-19 para crianças com idade entre 5 e 11 anos.

O levantamento ouviu 2.193 pessoas entre os dias 14 e 17 de fevereiro. A amostragem representa 39,4% dos municípios.

Ainda em relação à vacinação desse público, 2,3% dos gestores ouvidos afirmaram que houve reações adversas graves em crianças que tomaram a vacina contra o coronavírus. Já 94,4% não registraram reações graves e 3,3% prefeituras não responderam a essa questão. 

A vacinação para este grupo teve início em 98,9% das cidades ouvidas pela pesquisa. Em 19 municípios a vacinação de crianças entre 5 e 11 anos ainda não teve início.

De acordo com a CNM, o levantamento também abordou a falta do imunizante para crianças de 5 a 11 anos de idade. Em 11,2% dos municípios, faltou a vacina destinada para este público. Outros 87% não registraram a falta do imunizante.

CARNAVAL, TAXA DE MORTALIDADE E TESTES

A pesquisa identificou ainda que 46,1% das prefeituras cancelaram todas as festas públicas e privadas durante o período carnavalesco. Já 24,5% cancelaram a realização de festejos públicos, mas mantiveram as privadas. Por outro lado, 25,1% dos municípios ainda não decidiram sobre a realização ou não das festas. Em apenas 3,3% o Carnaval ocorrerá normalmente, com a promoção de festas públicas e privadas.

A não ocorrência de mortes pela doença foi informada pela maioria dos municípios que participaram da pesquisa: 61,8%. Em 16,3%, houve registro de aumento no número de óbitos, em 13,2% os números se mantiveram estáveis, e 5,7% registraram queda nas mortes.

As internações em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por conta da Covid-19 não ocorreram em 56,9% dos Municípios, se mantiveram estáveis em 20,2% e em alta em 9,9%. As taxas de internação em UTI registraram queda em 9,4% dos Municípios. Quanto às internações em leitos normais, 39,4% dos Municípios não tiveram registro, 28,3% apontaram estabilidade, 16,7% aumento e 4% queda de registro de internações.

A falta de testes rápidos para a detecção da doença foi registrada por 14% dos municípios. Já para 85,3%, a testagem da população continuou a ocorrer normalmente.

Otto já teria aceitado disputar o governo e impasse seria 'desistência de Wagner'

  • por Mauricio Leiro
  • 19 Fev 2022
  • 09:57h

Foto: Jefferson Rudy/ Agência Senado

O senador Otto Alencar (PSD) já teria aceitado que seria o nome do "teodolito" ao governo da Bahia. A sinalização positiva se deu após reunião com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) (veja mais) e a virtual sinalização de que poderia disputar a cabeça de chapa, mesmo Otto mantendo a esperança de disputar a reeleição ao Senado. Rui teria definido que seria candidato ao Senado, obrigando os aliados a uma adaptação (reveja aqui). 

 

Segundo fontes internas do PSD baiano, o único empecilho para "assumir a candidatura" seria a retirada do nome do também senador Jaques Wagner (PT) do pleito. Uma das fontes procuradas pelo Bahia Notícias apontou que, caso Wagner divulgue a desistência, Otto não terá "nenhum problema" para disputar o pleito. Otto então estaria "aguardando Wagner" que ainda é candidato e viajou logo após a reunião com Lula - cumpre missão oficial do Senado fora do país (veja mais aqui).

 

O ato do governador Rui Costa de tentar costurar uma candidatura ao Senado e desestruturar o planejamento de ter Jaques Wagner como candidato ao governo criou insatisfação dentro do PT da Bahia (relembre aqui). Em contrapartida, o governador Rui Costa falou publicamente sobre a reunião que teve na última terça-feira (15), minimizou as informações divulgadas nos bastidores e anunciou uma provável data para divulgação da chapa (veja aqui). 

 

IMPASSE PARA A VICE

Outro ponto pendente na construção da chapa seria o nome para a vice. O que teria sido rascunhado seria a indicação de um nome pelo PP, que é liderado por João Leão. O Bahia Notícias também obteve a informação que a relação com os progressistas estaria pacificada e que o atual vice-governador iria "trabalhar para Otto como se fosse candidatura dele". Já entre os aliados à esquerda do grupo político, um nome do PP não seria uma escolha de primeira hora - abrindo espaço para contestações ainda que o acordo seja selado desde agora.

 

Apesar disso, fontes apontam para uma disputa entre o PSD e o PP pelo protagonismo no grupo. O fato foi refutado por uma fonte interna do partido presidido por Otto, onde seria algo para "tentar ter uma fissura".