Anvisa aprova uso do Mounjaro para apneia do sono em casos de obesidade

  • Por Folhapress
  • 21 Out 2025
  • 16:04h

Foto: Divulgação/Bahia Notícias

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o uso do Mounjaro para o tratamento da apneia do sono em adultos com obesidade. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (20) no Diário Oficial da União.
 

A apneia obstrutiva do sono é uma condição que ocorre quando os músculos da garganta se estreitam durante o sono, levando a pausas temporárias na respiração que podem fazer as pessoas roncarem e acordarem sobressaltadas, com falta de ar.
 

Se não tratada, a apneia do sono pode aumentar o risco de doenças graves, como pressão alta, diabetes tipo 2, ataque cardíaco e derrame.
 

Ensaios clínicos já haviam mostrado que a tirzepatida, que está na mesma classe de medicamentos que o Ozempic e é vendida comercialmente como Mounjaro e Zepbound, melhorou significativamente os sintomas da apneia do sono obstrutiva em pessoas com obesidade.
 

O Mounjaro foi aprovado pela Anvisa neste ano para o tratamento de pacientes com diabetes tipo 2, com sobrepeso com comorbidades e com obesidade.
 

Existem atualmente três medicações injetáveis aprovadas no Brasil para tratamento de obesidade e diabetes tipo 2: a liraglutida (uso diário), a semaglutida e a tirzepatida (ambas de uso semanal) -comercializadas em diferentes dosagens, preços e nomes, como Saxenda, Olire, Wegovy, Ozempic e Mounjaro.

Polícia encontra capacete e luvas usados em roubo de joias no Louvre

  • Bahia Notícias
  • 21 Out 2025
  • 14:01h

Foto: Reprodução / Redes Sociais @MuseeLouvre

Investigadores da Brigada de Repressão ao Banditismo da França e do Escritório Central de Combate ao Tráfico de Bens Culturais localizaram um capacete de moto e luvas utilizados pelos criminosos que roubaram nove joias históricas do século XIX do Museu do Louvre, em Paris. O crime ocorreu no domingo (19) e durou apenas sete minutos.

 

As evidências encontradas serão submetidas a análises de DNA para identificação dos suspeitos, segundo informações divulgadas nesta terça-feira (21). De acordo com o jornal Le Parisien, os policiais também encontraram as chaves do caminhão equipado com elevador que foi utilizado pelos assaltantes para acessar a sacada e as janelas da Galeria Apollon. Um colete e outros equipamentos abandonados no local já estão sendo analisados pelos investigadores.

 

O ministro francês da Justiça, Gérald Darmanin, admitiu que o crime ocorreu por falhas na segurança do museu. Segundo ele, o incidente transmite uma imagem negativa da França para o mundo.

 

O assalto aconteceu em plena luz do dia, enquanto o Louvre estava aberto ao público. Os criminosos agiram por volta das 9h30 no horário local, quando cortaram uma janela utilizando uma serra elétrica para invadir a famosa Galeria de Apolo.

 

Quatro homens foram os responsáveis pelo crime que a imprensa francesa tem chamado de "roubo do século". Eles chegaram em scooters e fugiram nas mesmas motocicletas após o roubo.

 

Entre as peças roubadas está o colar da rainha consorte Maria Amélia, que contém 631 diamantes. Uma das peças, a coroa da Imperatriz Eugénie, foi abandonada pelos criminosos durante a fuga.

 

A polícia francesa continua as buscas pelo grupo que realizou o assalto. O paradeiro dos criminosos e das joias roubadas ainda é desconhecido.

 

O ministro francês do Interior, Laurent Nuñez, indicou nesta segunda-feira (20) que determinará o reforço dos esquemas de segurança em torno dos estabelecimentos culturais da França. O Museu do Louvre deve reabrir apenas na quarta-feira, considerando que o local fecha normalmente às terças para manutenção.

 

Chris Marinello, CEO de uma empresa especializada na localização de artes roubadas, alerta sobre o curto prazo para recuperação das peças. "[As autoridades] sabem que nas próximas 24 ou 48 horas, se esses ladrões não forem pegos, essas peças provavelmente já terão desaparecido", conta.

 

Elaine Sciolino, autora do livro sobre o Louvre, também demonstra pessimismo quanto à recuperação das joias. "É improvável que todas as peças sejam recuperadas no estado em que se encontram atualmente", diz.

Fux pede para revisar voto em julgamento de Bolsonaro antes de publicação de acórdão

  • Bahia Notícias
  • 21 Out 2025
  • 12:40h

Foto: Reprodução / YouTube / TV Justiça

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou na última semana a devolução de seu voto no processo que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro para realizar ajustes gramaticais no texto. O pedido foi feito durante a fase de elaboração do acórdão, o documento que oficializa o resultado final do julgamento.

 

Conforme o regimento interno da Corte, para a preparação do acórdão os ministros devem apresentar a versão integral e escrita de seus votos, que pode conter diferenças em relação ao que foi verbalizado durante as sessões. Fux já havia enviado sua versão, mas requereu a devolução para efetuar correções. A informação foi inicialmente divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo e posteriormente confirmada pelo GLOBO.

 

A publicação do acórdão é uma etapa processual crucial, pois é ela que dá início aos prazos para as defesas dos condenados apresentarem recursos contra a decisão. O início do cumprimento da pena só poderá ser determinado após a análise desses recursos.

 

O regimento do STF estabelece um prazo de 60 dias, a contar da aprovação da ata da sessão que concluiu o julgamento, ocorrida em 24 de setembro, para a publicação do documento. Os gabinetes de cada ministro dispõem de 20 dias para liberar os votos escritos e as transcrições dos áudios das sessões. Descumprido esse prazo, a Secretaria das Sessões fica incumbida de elaborar os textos e remeter todo o material ao gabinete do relator, ministro Alexandre de Moraes, que será o responsável pela redação final do acórdão e da ementa, um resumo da decisão.

 

No dia 11 de setembro, Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pela prática de tentativa de golpe de Estado. Os outros sete réus no processo também foram considerados culpados e receberam penas que variam entre dois e 26 anos de prisão.

 

Após a publicação do acórdão, abrem-se prazos específicos para interposição de recursos. Para os embargos de declaração, recurso utilizado para esclarecer supostas contradições ou omissões no julgamento, o prazo é de cinco dias. Também é possível apresentar embargos infringentes, que visam rever o resultado, no prazo de 15 dias. No entanto, a jurisprudência do STF entende que esse último recurso só é cabível contra decisão de turma quando existiram pelo menos dois votos pela absolvição. No caso de Bolsonaro e da maioria dos réus, registrou-se apenas um voto nesse sentido, do ministro Luiz Fux.

Esmeralda de R$ 2 bilhões encontrada na Bahia aguarda arremate de leilão guardada em bunker de São Paulo

  • Bahia Notícias
  • 21 Out 2025
  • 10:20h

Foto: Paola Patriarca / G1

Uma esmeralda de 241 quilos e avaliada em R$ 2 bilhões segue guardada em um bunker blindado, com múltiplas barreiras de acesso e vigilância permanente. Encontrada em agosto passado na Serra da Carnaíba, em Pindobaçu, no Piemonte Norte do Itapicuru, a rocha segue em leilão aberto até o dia 28 de outubro.

Segundo o G1, o imóvel onde a pedra foi guardada fica em um endereço confidencial na capital paulista, que abriga cofres de alta segurança. Para chegar até a pedra preciosa, é necessário passar por cinco salas com controle biométrico, câmeras e seguranças armados.

Caso haja tentativa de invasão, o sistema aciona uma cortina de fumaça em menos de dez segundos, acompanhada por alarmes sonoros e luminosos, medida que, segundo a empresa responsável, tem o objetivo de desorientar intrusos. A joia bruta está sendo negociada em um leilão eletrônico, iniciado no dia 18 de setembro.

Até o momento não houve lances registrados, sendo que o arremate mínimo foi fixado em R$ 105 milhões. Para adquirir o bem, pertence à Agropecuária Vale Rico Ltda, o comprador deverá pagar 5% de sinal em até 48 horas após a confirmação do lance e quitar o restante em cinco dias úteis. Também caberá ao vencedor arcar com custos de transporte, taxas e tributos.

Com cerca de 90 centímetros de altura e 40 de largura, a canga é composta por xisto e quartzo, com entre 45% e 50% de cristais de esmeralda natural,o que representa de 110 a 120 quilos da estrutura total.

De acordo com laudo técnico do gemólogo Norman Michael Rodi, formado pelo Gemological Institute of America (GIA), os cristais da peça apresentam formato hexagonal, cores equilibradas e tonalidades que variam do verde suave ao verde-esmeralda translúcido, com alto nível de preservação.

A esmeralda foi encontrada por garimpeiros da Cooperativa Mineral da Bahia (CMB) na Serra da Carnaíba, uma das principais regiões de extração de pedras preciosas do país.

Entenda a licença da Petrobras para a Foz do Amazonas

  • Por Folhapress
  • 21 Out 2025
  • 08:20h

Foto: Agência Petrobras/Geraldo Falcão

A Petrobras anunciou, nesta segunda-feira (20), que o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) autorizou a perfuração do primeiro poço em águas profundas na bacia da Foz do Amazonas.
 

O local que será pesquisado fica a 175 km da costa amapaense. A Petrobras e o governo federal veem a bacia Foz do Amazonas como a principal promessa para o futuro do petróleo do Brasil. A região integra a chamada margem equatorial, que se estende do Amapá até o Rio Grande do Norte.
 

O pedido para perfurar o local, feito pela Petrobras junto ao Ibama chegou a ser negado mais de uma vez por técnicos. A estatal falou que a perfuração "está prevista para ser iniciada imediatamente" e deve durar cinco meses.
 

Nos últimos meses, além da pressão da Petrobras e de políticos da região Norte, o pedido da Petrobras passou a receber forte apoio público do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sob o argumento de que o país não pode abrir mão da receita do petróleo.
 

O poço batizado de Morpho é a primeira tentativa para confirmar se há no Brasil reservatórios de petróleo semelhantes aos descobertos pela americana ExxonMobil na Guiana.
 

Para o governo e a indústria do petróleo, a possibilidade de abertura de nova fronteira exploratória na região Norte é a principal aposta para manter o ritmo de produção nacional após o declínio das reservas do pré-sal, que deve começar a ocorrer no início da próxima década.
 

Na região de Oiapoque está o Parque Nacional do Cabo Orange, o ponto extremo do Amapá que invade o oceano Atlântico. É um gigante berçário de peixes, além de uma área de mangue e floresta que garante a sobrevivência de milhares de pescadores, por isso o projeto é controverso e gera críticas de ambientalistas.
 

O processo de licenciamento desse poço levou quase cinco anos, com diversos embates dentro do próprio governo. O bloco exploratório 59 da bacia Foz do Amazonas, onde o poço será perfurado, foi leiloado pelo governo em 2013.
 

O Ministério do Meio Ambiente afirma que a autorização para a Petrobras perfurar o poço 59 da bacia de petróleo da Foz do Amazonas "resulta de um rigoroso processo de análise ambiental."

Prefeitura no Extremo Sul baiano abre concurso com 170 vagas e salários de até R$ 7 mil

  • Bahia Notícias
  • 20 Out 2025
  • 18:30h

Foto: Reprodução / Redes Sociais

A prefeitura de Lajedão, no Extemo Sul, encerra nesta segunda-feira (20) as inscrições para um concurso público para contratação de profissionais de níveis fundamental, médio, técnico e superior. O certame oferece 170 vagas para diversos cargos, com salários que variam de R$ 1.518 a R$ 7. Mil.


Entre as oportunidades estão funções nas áreas de saúde, educação e administração, como: Assistente Social (Secretaria de Saúde e Secretaria Social) – 3 vagas cada; Analista de Tecnologia da Informação – 1 vaga; Enfermeiro (Secretaria de Saúde e PSF) – 11 vagas; Farmacêutico – 1 vaga; Fisioterapeuta – 2 vagas; Gestor de RH – 1 vaga; Médico (Secretaria de Saúde e PSF) – 6 vagas; Nutricionista (Educação e Saúde) – 2 vagas; Odontólogo (Secretaria de Saúde e PSF) – 5 vagas; e Psicólogo (Saúde, Educação e Social) – 4 vagas.

 

Algumas vagas são reservadas para candidatos AC, PCD e PPP, conforme os critérios definidos no edital.
Os candidatos devem comprovar o nível de escolaridade exigido para o cargo escolhido e atender aos demais requisitos do edital. A jornada de trabalho varia de 20 a 40 horas semanais, dependendo da função.

 

Conforme o edital, as inscrições podem ser até às 23h59 desta segunda, pelo site Planejar Consultoria. O valor da taxa de inscrição varia entre R$ 68 e R$ 115. Todos os candidatos passarão por prova objetiva, prevista para 14 de dezembro de 2025. Algumas funções também terão prova prática e avaliação de títulos.

 

O Concurso terá prazo de validade de dois anos, podendo ser prorrogado por igual período, contado a partir da homologação do resultado final.

Lula deve anunciar escolha de Messias para o STF até terça (21), dizem aliados

  • Por Catia Seabra | Folhapress
  • 20 Out 2025
  • 16:20h

Foto: Agência Brasil

O presidente Lula (PT) deve indicar o ministro da AGU (Advocacia-Geral da União), Jorge Messias, para a vaga aberta no STF (Supremo Tribunal Federal) antes do embarque para sua viagem à Indonésia e à Malásia, prevista para terça-feira (21), segundo aliados ouvidos pela Folha de S.Paulo.
 

A nomeação do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) para a chefia da Secretaria-Geral da Presidência também deve ocorrer neste prazo, segundo os mesmos interlocutores.
 

No fim de semana, Lula ajustaria os últimos detalhes das mudanças e a expectativa era que o anúncio poderia ocorrer ainda na segunda (20). O atual ministro Márcio Macêdo, que sairá do Palácio do Planalto para a entrada de Boulos, já foi comunicado sobre a exoneração. Ele, porém, deve ganhar um novo cargo.
 

A intenção de concretizar as duas movimentações antes da viagem foi indicada pelo próprio presidente a integrantes do governo. O petista embarca na terça para participar da 47ª Cúpula das Associações do Sudeste Asiático e só volta ao Brasil no dia 28.
 

A indicação de Messias para o Supremo estava prevista para ocorrer na sexta-feira (17). Lula avaliava assinar a indicação quando foi avisado que o ministro Luís Roberto Barroso iria apresentar seu voto na ADPF 422, que pede a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação.
 

O presidente preferiu esperar o desfecho. Na noite de sexta, jantou com Barroso no Palácio da Alvorada e conversou sobre os possíveis nomes para sua sucessão no Supremo.
 

Jorge Messias é o principal cotado para assumir a cadeira do Supremo desde que Barroso anunciou a antecipação de sua aposentadoria. O ministro da AGU enfrentava a resistência de ministros do STF, que preferiam a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga.
 

O chefe da Advocacia-Geral da União se tornou o preferido por Lula após se consolidar como a principal referência jurídica do governo, chamado pelo presidente a opinar inclusive em temas políticos.
 

Essa posição se consolidou no vácuo deixado por aquele que foi um dos principais opositores à escolha de Messias: o ministro Flávio Dino.
 

Até então sem muita proximidade com Lula, Messias conquistou reconhecimento do presidente já na montagem do governo. No papel de coordenador jurídico da transição, atuou na redação de decretos de reestruturação da Esplanada, incluindo a definição do orçamento para 2023.
 

Logo no primeiro ano do governo, Lula passou a descrever Messias como eficiente e discreto no cargo, a ponto de cogitá-lo para o STF. A vaga foi, no entanto, ocupada por Dino, então ministro da Justiça.
 

Apesar de preterido para o Supremo, Messias ampliou seu espaço ao herdar funções desempenhadas por Dino. O titular da AGU (Advocacia-Geral da União) tornou-se a principal referência jurídica do governo, sendo consultado por Lula nos embates legais.
 

À frente do Ministério da Justiça, Dino enfrentava bolsonaristas nas redes sociais. Quando chegou ao STF, foi aberta uma lacuna na defesa do governo Lula. Aos poucos, Messias também começou a ocupá-la, assim como os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais).
 

Já a chegada de Boulos ao governo é esperada desde o início do ano. Lula informou em setembro a ministros e dirigentes do PT que promoveria a mudança na Secretaria-Geral da Presidência.
 

O presidente se comprometeu a garantir apoio do PT de Sergipe para a campanha de Márcio Macêdo às eleições de 2026. Ele pretende ser eleito deputado federal.
 

Um dos seus objetivos com a mudança é reanimar a base social para 2026, com ênfase na juventude. A Secretaria-Geral da Presidência tem seu gabinete no Palácio do Planalto e é responsável pela interlocução do governo com movimentos sociais.

Aliados de Bolsonaro veem Lula em alta e tentam frear pressão por escolha de sucessor

  • Por Marianna Holanda | Folhapress
  • 20 Out 2025
  • 14:40h

Foto: Agência Brasil

Aliados de Jair Bolsonaro (PL) veem o presidente Lula (PT) lucrando politicamente com o avanço das conversas com Donald Trump. Eles acreditam que haverá uma redução de parte das taxas comerciais impostas a produtos brasileiros de determinados setores, como o café.
 

Mesmo sem conseguir a redução imediata das tarifas, integrantes do governo brasileiro avaliam que a reunião presencial entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, na quinta-feira (16), representou a largada para uma negociação séria para a reversão das sobretaxas.
 

Este foi o primeiro encontro dos chefes da diplomacia dos países desde que os presidentes Donald Trump e Lula (PT) iniciaram contatos, no mês passado.
 

O avanço das conversas tende a ter um resultado positivo para o governo petista, que já vem numa sequência de boas notícias e resultados favoráveis em pesquisas. A expectativa, mesmo na oposição, é de que a negociação avance até o fim do ano.
 

O cenário amplia a pressão de setores do empresariado ao entorno do ex-presidente e a dirigentes de partidos do centrão e da direita para que o anúncio de um eventual sucessor de Bolsonaro seja feito ainda neste ano.
 

Inelegível, o ex-presidente foi condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a 27 anos e três meses de prisão por liderar a trama golpista em 2022. Ele também está em prisão domiciliar desde 4 de agosto.
 

Na avaliação de empresários com acesso a esses dirigentes partidários, se não houver uma união da direita em torno de um nome com viabilidade nas pesquisas, será difícil reverter a preferência do eleitorado a Lula.
 

Para eles, o nome com maior viabilidade é o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que nega interesse em se candidatar ao Palácio do Planalto.
 

Aliados de Bolsonaro vêm buscando nas últimas semanas segurar as pressões de todos os lados para que ele anuncie logo um sucessor. Eles dizem que o empresariado não entende o timing da política e que não há urgência no anúncio.
 

Primeiro, porque isso reforça o sentimento no clã de abandono e oportunismo -e eles reagem na mesma proporção nas redes sociais.
 

Segundo, porque o ex-presidente ainda tem recursos pendentes no STF e ele não tomará qualquer decisão enquanto não estiver sacramentado seu destino no Judiciário e no Congresso, onde seus aliados buscam aprovar uma anistia.
 

O projeto de lei que poderia livrar da cadeia Bolsonaro e condenados dos ataques golpistas de 8 de Janeiro enfrenta resistência entre os parlamentares. A maior probabilidade é de que seja votado um texto de redução de penas, com apoio da cúpula do Congresso.
 

Além disso, aliados de Bolsonaro dizem que ele está com quadro de saúde debilitado e crises de soluço constantes. Os que conseguem autorização de Alexandre de Moraes, do STF, para visitá-lo dizem que não há clima para discutir seu futuro político abertamente, em respeito à situação. Todos os relatos dão conta de um ex-presidente abatido e inconformado com sua prisão.
 

Ainda assim, Bolsonaro tem mantido conversas sobre política, ainda que não no ritmo anterior. Ele recebeu nas últimas semanas pré-candidatos ao Senado, como Esperidião Amin (PP-SC) e a deputada Carol de Toni (PL-SC).
 

Conversou brevemente também com Márcio Bittar (PL-AC) sobre a eleição no estado, para a qual o parlamentar tentará se reeleger ao Senado. Dele também ouviu que Jorge Messias, AGU (Advogado-Geral da União) escolhido por Lula para a vaga no STF, não terá o seu voto.
 

O tema da sucessão à Presidência em si é visto quase como um tabu no bolsonarismo, e tratado com muitas ressalvas.
 

Na sua última visita a Bolsonaro, Tarcísio tratou de candidaturas ao Senado pelo estado, num contexto em que ele é candidato à reeleição.
 

O desânimo do governador de São Paulo com a empreitada a que segmentos do empresariado e do mundo político gostariam que ele enfrentasse também contamina interlocutores de Bolsonaro.
 

Há alguns meses o prazo imaginário para o ex-presidente conceder a algum aliado a sua benção para concorrer ao Palácio do Planalto era dezembro. Agora, já se fala em fevereiro, março e até abril -quando se encerrará a janela partidária e o prazo de desincompatibilização.
 

Dentre aliados do ex-presidente, há mesmo quem diga que não bastará o fim dos embargos e a votação da anistia (ou redução de penas) no Congresso.
 

Para estes, o ex-presidente seguirá como candidato, ainda que inelegível, até o registro de candidatura no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) no meio do ano que vem -que será negado, uma vez que ele está inelegível.

PF desarticula grupo que tentava fraudar processo seletivo para residência médica

  • Por Folhapress
  • 20 Out 2025
  • 12:15h

Foto: Divulgação / PF

A Polícia Federal (PF) prendeu neste domingo (19) oito pessoas que faziam parte de uma organização criminosa especializada em fraude de processo seletivo para residência médica.
 

Em parceria com o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) e a FGV (Fundação Getúlio Vargas), a PF deflagrou a Operação R1 nas cidades do Rio de Janeiro e Juiz de Fora (MG). R1 é o primeiro ano de especialização médica após a graduação em medicina.
 

As investigações apontaram que um grupo criminoso se preparava para fraudar a prova do Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) neste domingo. O esquema operaria de duas formas principais: transferindo as respostas corretas aos candidatos por meio de dispositivos eletrônicos e utilizando indivíduos ("laranjas") para realizar o exame no lugar dos candidatos, mediante o uso de documentos falsos, e que também receberiam as respostas por pontos eletrônicos. Após as provas, cada candidato pagaria R$ 140 mil em caso de aprovação.
 

Para um dos candidatos suspeitos, a equipe policial cumpriu mandado de busca e apreensão em sua casa, no Rio de Janeiro, de forma simultânea à busca realizada ao término da prova. No total, cinco pessoas que participavam do exame foram presas, quatro homens e uma mulher.
 

Além disso, em um hotel de Juiz de Fora, a PF prendeu três homens responsáveis por transmitir as respostas por meio de pontos eletrônicos, totalizando oito prisões.
 

"Foram encontrados equipamentos de transmissão de dados utilizados pelos candidatos fraudadores, motivando as prisões em flagrante. Os envolvidos foram conduzidos à Delegacia de Polícia Federal de Juiz de Fora para depoimento. Os dispositivos apreendidos serão submetidos à perícia para elucidação dos fatos", disse a organização, em nota.
 

Após depoimentos e realização de exames de corpo de delito, os presos serão encaminhados ao sistema prisional e permanecerão à disposição da Justiça. Os acusados poderão ser responsabilizados pelos crimes de fraude, associação criminosa e falsidade ideológica.
 

A PF ampliou os mecanismos de fiscalização do Enamed para garantir maior segurança, transparência e integridade do certame, mobilizando 24 policiais federais nesta operação.

Lula deve anunciar Guilherme Boulos como novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência até esta terça-feira

  • Bahia Notícias
  • 20 Out 2025
  • 10:10h

Foto: Reprodução / Instagram

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve anunciar nas próximas horas a nomeação de Guilherme Boulos (PSOL) como novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Segundo informações do Metrópoles, Lula comunicou a auxiliares a decisão e pretende oficializar o nome antes de embarcar para uma viagem à Ásia, prevista para terça-feira (21).

De acordo com fontes do governo, a escolha de Boulos já estava definida há semanas, mas o anúncio foi adiado enquanto Lula avaliava o futuro do atual titular da pasta, Márcio Macêdo.

Chuva forte volta a Brumado e alaga ruas; precipitações ocorrem após calor de 40 graus

  • Bahia Notícias
  • 20 Out 2025
  • 08:06h

Foto: Reprodução / Achei Sudoeste

A madrugada desta segunda-feira (20) foi marcada por fortes chuvas em Brumado, no Sertão Produtivo, Sudoeste da Bahia. O volume de água foi suficiente para alagar diversas ruas da cidade, que vinha enfrentando um longo período de estiagem e temperaturas próximas aos 40°C.

Segundo o Achei Sudoeste, moradores usaram as redes sociais para celebrar a chegada da chuva. “Quando Deus quer é assim”, citou um brumadense, relembrando um verso do forrozeiro baiano Edigar Mão Branca.

Além de refrescar o clima, a chuva também melhorou a umidade relativa do ar, que vinha registrando índices abaixo de 25%, causando casos de irritações de garganta e ressecamento de pele em moradores. Ainda segundo informações, a chuva de outubro é vista como sinal de boa safra, sobretudo de frutas nativas da caatinga, como o umbu.

A prefeitura de Brumado informou que equipes estão em campo, tanto na sede quanto na zona rural, para monitorar possíveis estragos causados pelas chuvas.

“Se tiver alguma rua com danos graves, gentileza fotografar, dizer o endereço completo e enviar no número da Secretaria de Infraestrutura: (77) 99999-2878”, informou o município em nota.

Congresso resiste em ampliar taxação de bets e trava compensação à MP do aumento de impostos

  • Por Idiana Tomazelli e Carolina Linhares | Folhapress
  • 18 Out 2025
  • 12:30h

Foto: Reprodução / EBC

A resistência do Congresso Nacional em retomar o aumento na taxação das apostas esportivas (bets) tornou-se o principal entrave nas negociações de medidas para compensar a derrubada da MP (medida provisória) de aumento de impostos.
 

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defende resgatar a proposta de elevar a cobrança sobre as casas de apostas, mas técnicos da área econômica reconhecem que um acordo em torno desse tema é muito difícil, já que o Legislativo sinaliza recusa em votar uma medida como essa.
 

Um líder do governo também coloca a taxação das bets como um dos principais obstáculos, enquanto outras resistências são tidas como pontuais. Segundo esse deputado, que falou sob condição de reserva, defensores do setor de apostas no Congresso estão espalhados em diversos partidos do centrão e também no PL e atuam para dificultar as negociações.
 

Como mostrou a Folha de S.Paulo, a derrubada da MP obriga um ajuste de R$ 35 bilhões para fechar o Orçamento de 2026, dada a não aprovação das medidas de aumento de receitas e redução de despesas que haviam sido incluídas no texto.
 

O líder pondera ainda que os parlamentares que escolherem defender os interesses do setor podem não só prejudicar o país, devido à perda de arrecadação, mas também os próprios congressistas, já que as emendas podem sofrer um corte de R$ 7,1 bilhões em 2026 se as iniciativas da MP não forem compensadas.
 

A medida, editada em 11 de junho, previa ampliar de 12% para 18% a alíquota sobre o faturamento bruto das casas de apostas, descontados os valores pagos em premiações. A previsão do governo era arrecadar R$ 1,7 bilhão extra em 2026.
 

Em 8 de outubro, o texto foi enterrado pela Câmara dos Deputados sem sequer ter ido à votação nos 120 dias em que ficou vigente, prazo máximo de uma MP.
 

Logo nos primeiros dias após a publicação do ato, o governo precisou lidar com as resistências de diferentes grupos, incluindo o agronegócio, que se posicionou contra a taxação de títulos emitidos pelo setor que hoje são isentos de Imposto de Renda.
 

Ao longo das tratativas, a equipe econômica cedeu e decidiu abrir mão dessa mudança, que teria um impacto até maior do que as bets: a arrecadação prevista era de R$ 2,6 bilhões no ano que vem, valor que incluía a cobrança de Imposto de Renda também sobre outros papéis isentos, como debêntures de infraestrutura e títulos emitidos pelo setor imobiliário.
 

As resistências continuaram, e, às vésperas do fim do prazo de tramitação da MP, o governo Lula concordou com uma nova concessão: o relator, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), desistiu de aumentar a taxação das bets em seu parecer divulgado em 6 de outubro. Foi uma tentativa do governo de salvar o restante da proposta, a despeito do desgaste causado pela contradição com o próprio discurso pró-aumento da taxação das apostas.
 

Na última terça-feira (14), em audiência na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) no Senado, o ministro Fernando Haddad (Fazenda) defendeu a chamada tributação BBB (bancos, bets e bilionários) após a derrubada da MP.
 

"Já recebi de vários parlamentares acenos no sentido de corrigir o que aconteceu. Vamos buscar alternativas ao que aconteceu, porque, de fato, a chamada taxação dos BBBs [bancos, bets e bilionários] só é injusta na cabeça de pessoas desinformadas sobre o que está acontecendo no Brasil", disse.
 

Nos últimos dias, o governo tem discutido o espaço político para reapresentar cada uma das medidas da MP, dessa vez por meio de projeto de lei. Embora técnicos não descartem totalmente a retomada da taxação das bets, eles reconhecem que está difícil chegar a um acordo. Um deputado do PT afirma que o governo não deve enviar agora ao Congresso um projeto de lei para voltar ao tema, e sim posteriormente.
 

A resistência da bancada do agro, por sua vez, deve inibir uma nova investida do governo pela tributação dos títulos isentos, como LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) e LCI (Letra de Crédito Imobiliário). Mas o Executivo tem instrumentos infralegais para apertar o controle sobre as emissões.
 

Na avaliação de integrantes do governo Lula, o espaço político é maior para retomar as medidas de contenção de despesas. Elas podem render uma economia de R$ 15 bilhões no ano que vem.
 

A lista inclui o aperto nas regras do seguro-defeso (benefício pago a pescadores artesanais no período em que a atividade é proibida), o limite à concessão de auxílio-doença por meio de atestado médico (sem perícia presencial) e a inclusão do Pé-de-Meia (que paga bolsas de incentivo à permanência de alunos no ensino médio) no piso constitucional da educação.
 

Uma ala do Executivo, preocupada em emplacar as medidas de redução de despesas e controle dos programas sociais, chegou a defender internamente que as medidas do seguro-defeso fossem enviadas em um projeto separado. No entanto, os negociadores do governo mantêm o plano de tratar das medidas em conjunto.
 

Do lado das receitas, o governo vê espaço para negociar o aumento na tributação das fintechs e do JCP (Juro sobre Capital Próprio, uma forma de remunerar os acionistas de uma empresa), bem como as regras mais duras de compensação tributária —mecanismo usado pelos contribuintes para abater impostos a pagar. Juntas, elas teriam um potencial de arrecadação de R$ 16,6 bilhões, de acordo com as estimativas originais da Receita Federal.

 

 

 

 

 

 

Deputado federal baiano é fotografado em encontro com "Beto Louco", operador de esquema bilionário do PCC

  • Bahia Notícias
  • 18 Out 2025
  • 10:04h

Foto: Reprodução / Alô Juca

O site Alô Juca divulgou, neste sábado (18), uma imagem enviada anonimamente que alegadamente registra um Deputado Federal Adalberto Barreto (União) em um encontro com Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido nome como "Beto Louco" pela polícia civil, investigado por esquemas com a facção do Primeiro Comando da Capital (PCC).

O homem é apontado pelas autoridades como o principal responsável por uma complexa rede de fraudes fiscais e contábeis. Segundo a Polícia Federal (PF), o esquema liderado por Leme da Silva é investigado por movimentar mais de R$ 52 bilhões e está diretamente ligado à lavagem de dinheiro do PCC no setor de combustíveis, contando com a participação de políticos em diversos estados.

A alegação surge dias após o Deputado Federal Dal Barreto (União) ser alvo de uma nova fase da Operação Overclean. Na última terça-feira (14), Barreto teve mandados de busca e apreensão cumpridos pela PF no Aeroporto de Salvador, no momento em que se preparava para embarcar para Brasília.

A Operação Overclean investiga desvios em emendas parlamentares e ligações do deputado com personagens que teriam desviado recursos em prefeituras da Bahia. Os investigadores suspeitam de vínculos entre estes desvios e o grande esquema de lavagem de dinheiro que envolve "Beto Louco".

Os mandados de busca e apreensão desta fase da operação foram solicitados ao Supremo Tribunal Federal (STF) e cumpridos em Brasília, Salvador e Amargosa, município no Vale do Jiquiriçá. O Deputado Barreto não se manifestou publicamente sobre a operação nem sobre a foto até o fechamento desta edição.

Brumado: Morreram ao menos 15 pessoas em grave acidente de ônibus que voltava de Pernambuco para a cidade

  • Laércio de Morais I Brumado Urgente
  • 18 Out 2025
  • 08:07h

Foto: WhatsApp Brumado Urgente

Conforme informações colhidas pela Redação do Brumado Urgente, ao menos 15 pessoas morreram num grave acidente ocorrido na noite dessa sexta-feira por volta das 20:00h na BR-423, trecho entre os municípios Paranatama e Saloá no estado do Pernambuco.

Ainda de acordo com informações, o motorista teve leve ferimentos na mão, e relatou que ônibus descia a serra normalmente quando percebeu que o ônibus perdeu os freios, e em seguida ocorreu o acidente.

De acordo com entrevista do motorista a uma reportagem que cobria o acidente próximo do local do ocorrido, as pessoas que estavam no ônibus, em sua maior parte são pequenos comerciantes que saíram de Brumado para fazer compras diretamente de fábricas localizadas no agreste pernambucano.

Mais informações a qualquer momento.

15 cientistas da Bahia estão entre os mais influentes do mundo, mas alertam para falta de apoio à pesquisas

  • Por Ronne Oliveira / Bahia Notícias
  • 17 Out 2025
  • 16:51h

Foto: Montagem / Bahia Notícias

A Bahia teve pesquisadores incluídos na mais recente atualização da lista global dos cientistas mais influentes do mundo. O ranking é coordenado pela Universidade Stanford e contempla cem mil cientistas, avaliando o impacto das citações e o desempenho de carreira, organizado pela Editora Elsevier. Quinze nomes das universidades baianas apareceram em posições de destaque.

 

Os cientistas representam quatro das principais instituições de ensino e pesquisa do estado: a Universidade Federal da Bahia (Ufba), a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), a Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) e a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB).

 

O Bahia Notícias (BN) teve acesso aos dados por completo. Tanto entre as 195 instituições brasileiras quanto entre as nordestinas, a maioria é formada por universidades públicas. Na Bahia, todas as instituições são dessa categoria, mas para alguns desses pesquisadores é preciso ser cético quanto a esses resultados.

 

“Não é suficiente. Há uma desistência em fazer pesquisa. Infelizmente, vivemos em um mundo que precisa de melhorias na sua vida. As pessoas brincam comigo: ‘Você é um bobo, rapaz, perdendo tempo com isso, vá ganhar dinheiro’. Preciso ter um consultório para viver. Ganho como professor, nada como pesquisador”, conta o baiano Matheus Pithon, listado no ranking.

 

O especialista na área de Odontologia, na Universidade do Sudoeste baiano, ressalta ainda que, dentro da realidade das estaduais, o apoio para pesquisa é ínfimo. “Nós temos muitos talentos aqui também. Falta incentivo tanto do governo federal quanto estadual”, avisa Pithon.

 

Em entrevista ao BN, a professora e química Luiza Mercante com seis anos atuando na Ufba na área de química industrial complementa sobre os mesmo desafios do setor federal: não há apoio ou financiamento adequado no país para auxiliar o setor científico sério.

 

“Na Bahia, temos grupos muito qualificados e produtivos, mas ainda precisamos de mais apoio institucional e de políticas públicas que valorizem e fortaleçam as [pesquisas realizadas no] estado”, alerta a professora Mercante.

 

Em âmbito nacional a Universidade de São Paulo (USP) e Unicamp tiveram melhores números com 286 e 107 pesquisadores respectivamente. No Nordeste, nenhuma instituição configurou entre as brasileiras com mais cientistas. 

 

“Nós temos grandes valores e talentos, diferenciando o estado de São Paulo da Bahia é incentivo, justamente para patrocinar pesquisas cientificas. Em São Paulo. 9,56% do ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços] vai para a universidades paulistas, esse estado sai na frente justamente por isso”, explica Pithon.

 

Ainda falta apoio e valorização em fazer ciência no Brasil, como salienta o especialista em etnologia pela Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). Isso quer dizer mais oportunidades e vagas para atuar no campo, como conta o doutor Eraldo Costa.

 

“Ainda é um desafio, o incentivo de concursos no setor. O ideal é uma revitalização do corpo docente. Sem professor produtivo, não vamos a canto nenhum. Falo isso como alguém que vive isso na pele. É preciso ter concurso, senão o curso fecha”, diz Eraldo Costa.

 

Vale observar que o ranking avalia o impacto das citações com dados atualizados até o final de agosto de 2025 e o desempenho de carreira. Após isso, é publicado no renomado repositório da Editora Elsevier. Ou seja, esse número muda constantemente e as posições não serão as mesmas ao fim do ano, embora seja um forte indicativo do grau de pesquisa e projetos atuantes na Bahia.

 

O chamado "c-score" é um indicador que mede o impacto real da produção científica. Ele considera a posição do autor nos artigos (como primeiro ou último autor), o número de citações recebidas e reduz o peso das autocitações. Ao invés de focar só na quantidade de publicações, o c-score destaca a relevância e o alcance da pesquisa no cenário global.

A lista reconhece os pesquisadores com alto c-score, um indicador que mede o impacto das publicações, dando peso maior à posição de autoria e menos ao simples número de artigos publicados. Diferente de métricas tradicionais que priorizam a quantidade de artigos (produtividade), o c-score avalia o impacto real da produção científica. Confira os nomes mais influentes por cada instituição baiana:

  • Universidade Federal da Bahia (UFBA)
    • Sérgio Luís Costa Ferreira (Química)

    • M. Dos S. Pereira (Saúde Pública e Serviços de Saúde)

    • Luiza A. Mercante (Química)

    • Federico Costa (Clínico da Saúde)

    • A. R. Duraes (Clínico da Saúde)

    • Mansueto G. Oliveira Gomes Neto (Clínico da Saúde)

    • Bruno Fonseca-Santos (Clínico da Saúde)

    • Daniel Véras Ribeiro (Tecnologias Habilitadoras e Estratégicas)

    • Antônio Alberto Da Silva Lopes (Clínico da Saúde)

    • Michael Holz (Ciências da Terra e Meio Ambiente)

    • Franklin Riet-Correa (Agricultura, Pesca e Silvicultura)

  • Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB)
    • Matheus Melo Pithon (Clínico da Saúde)

    • Marcos Almeida Bezerra (Química)

  • Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB)
    • Daniel Piotto (Biologia)

  • Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs)
    • Eraldo Medeiros Costa-Neto (Biologia)

 

O ranking seleciona os melhores cientistas globalmente ou aqueles classificados entre o top em seus respectivos campos de estudo, evidenciando a qualidade da pesquisa produzida na Bahia.

 

TALENTOS NA BAHIA
Para o futuro, ainda é preciso superar alguns desafios no setor do fazer ciência. Entre eles, alguns pensamentos que segregam futuros cientistas. No caso, para a professora Mercante, uma das duas mulheres na lista, há desafios para as próximas gerações de pesquisadoras. 


“Infelizmente, ainda existem desafios para as mulheres na ciência. Embora sejamos a maioria nas universidades, isso não se reflete nas posições de liderança dentro da carreira científica. Às jovens cientistas, eu diria: é importante sermos realistas e reconhecer que as dificuldades sempre existirão. Apesar dos obstáculos, precisamos seguir firmes em nossos objetivos e buscar apoio para superar essas barreiras”, incentiva a química.

 

Para professores como o biólogo Eraldo Costa, que trabalha com registro de plantas e insetos em diferentes comunidades, ainda é preciso que a universidade retorne seus trabalhos para o corpo social, por meio de melhorias de espaços públicos, como uma "via de mão dupla entre a universidade e a sociedade".

 

“Eu vejo ainda muito preconceito contra o Nordeste, contra as universidades públicas que aqui estão. Aqui nós fazemos pesquisa de ponta, ainda mais em extensão. Atuei em diferentes comunidades em municípios baianos: Paulo AfonsoJuazeiroAnguera, entre tantos… Demanda da nossa parte [universidade] em fazer essa ponte, por exemplo, abrir e melhorar os museus, como o de Museologia aqui em Feira de Santana e trazer um público externo para a universidade”, explica Eraldo Costa.

 

Disso, nenhum dos pesquisadores discorda. Ainda em entrevistas, todos os professores ouvidos pelo BN se dizem gratificados pela classificação e alertam que falta de incentivo é buraco claro que atrapalha o promissor fazer cientifico, seja em qualquer área.

 

“Acima de tudo, esse reconhecimento deixa uma mensagem para os alunos e jovens pesquisadores: precisamos ser resilientes. Trilhar uma carreira científica exige perseverança, mas cada conquista mostra que o esforço vale a pena”, finaliza a professora Mercante.

 

Ainda é necessário atrair novos nomes para o futuro. “Precisamos atrair novos talentos, com a consolidação de novas universidades como a nossa do sul da Bahia. Iniciativas como essas [ entrevista ao BN] são fundamentais, pois é preciso destacar que a interiorização das universidades é recente”, complementa o engenheiro Daniel Piotto da UFSB.

 

COMO É FEITO?
O ranking é coordenado por pesquisadores da Universidade de Stanford, liderados pelo Professor John P. A. Ioannidis, e usa como base o banco de dados Scopus. O que o torna único é o foco em um indicador composto, o c-score (composite score).

 

A inclusão nesta lista significa que os pesquisadores estão classificados entre o Top 100.000 cientistas globalmente ou entre o Top 2% de seus respectivos subcampos de estudo.

 

A excelência da pesquisa baiana abrange um amplo espectro de grandes áreas do conhecimento, demonstrando a multidisciplinaridade das instituições locais. A área de Clínica da Saúde lidera a representação do estado na lista. Veja a distribuição das Áreas de Especialidade:

  • Clínico da Saúde (5 pesquisadores)

  • Química (3 pesquisadores)

  • Biologia (2 pesquisadores)

  • Saúde Pública e Serviços de Saúde (1 pesquisador)

  • Tecnologias Habilitadoras e Estratégicas (1 pesquisador)

  • Ciências da Terra e Meio Ambiente (1 pesquisador)

  • Agricultura, Pesca e Silvicultura (1 pesquisador)

 

Mesmo em áreas não citadas, o fazer ciência ainda é importante para todo o país, como explica o professor baiano de Vitória da Conquista: "A ciência é como um grande muro, cada pesquisador vai lá e coloca um bloquinho, às vezes um coloca o bloco final e faz uma descoberta. Todo pesquisador faz um trabalho necessário, não estudamos sem motivo", ressalta Matheus Pithon. 

O Bahia Notícias (BN) teve acesso aos dados por completo. Tanto entre as 195 instituições brasileiras quanto entre as nordestinas, a maioria é formada por universidades públicas. Na Bahia, todas as instituições são dessa categoria, mas para alguns desses pesquisadores é preciso ser cético quanto a esses resultados.

 

“Não é suficiente. Há uma desistência em fazer pesquisa. Infelizmente, vivemos em um mundo que precisa de melhorias na sua vida. As pessoas brincam comigo: ‘Você é um bobo, rapaz, perdendo tempo com isso, vá ganhar dinheiro’. Preciso ter um consultório para viver. Ganho como professor, nada como pesquisador”, conta o baiano Matheus Pithon, listado no ranking.

 

O especialista na área de Odontologia, na Universidade do Sudoeste baiano, ressalta ainda que, dentro da realidade das estaduais, o apoio para pesquisa é ínfimo. “Nós temos muitos talentos aqui também. Falta incentivo tanto do governo federal quanto estadual”, avisa Pithon.

 

Em entrevista ao BN, a professora e química Luiza Mercante com seis anos atuando na Ufba na área de química industrial complementa sobre os mesmo desafios do setor federal: não há apoio ou financiamento adequado no país para auxiliar o setor científico sério.

 

“Na Bahia, temos grupos muito qualificados e produtivos, mas ainda precisamos de mais apoio institucional e de políticas públicas que valorizem e fortaleçam as [pesquisas realizadas no] estado”, alerta a professora Mercante.

 

Em âmbito nacional a Universidade de São Paulo (USP) e Unicamp tiveram melhores números com 286 e 107 pesquisadores respectivamente. No Nordeste, nenhuma instituição configurou entre as brasileiras com mais cientistas. 

 

“Nós temos grandes valores e talentos, diferenciando o estado de São Paulo da Bahia é incentivo, justamente para patrocinar pesquisas cientificas. Em São Paulo. 9,56% do ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços] vai para a universidades paulistas, esse estado sai na frente justamente por isso”, explica Pithon.

 

Ainda falta apoio e valorização em fazer ciência no Brasil, como salienta o especialista em etnologia pela Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). Isso quer dizer mais oportunidades e vagas para atuar no campo, como conta o doutor Eraldo Costa.

 

“Ainda é um desafio, o incentivo de concursos no setor. O ideal é uma revitalização do corpo docente. Sem professor produtivo, não vamos a canto nenhum. Falo isso como alguém que vive isso na pele. É preciso ter concurso, senão o curso fecha”, diz Eraldo Costa.

 

Vale observar que o ranking avalia o impacto das citações com dados atualizados até o final de agosto de 2025 e o desempenho de carreira. Após isso, é publicado no renomado repositório da Editora Elsevier. Ou seja, esse número muda constantemente e as posições não serão as mesmas ao fim do ano, embora seja um forte indicativo do grau de pesquisa e projetos atuantes na Bahia.

 

O chamado "c-score" é um indicador que mede o impacto real da produção científica. Ele considera a posição do autor nos artigos (como primeiro ou último autor), o número de citações recebidas e reduz o peso das autocitações. Ao invés de focar só na quantidade de publicações, o c-score destaca a relevância e o alcance da pesquisa no cenário global.

 

A lista reconhece os pesquisadores com alto c-score, um indicador que mede o impacto das publicações, dando peso maior à posição de autoria e menos ao simples número de artigos publicados. Diferente de métricas tradicionais que priorizam a quantidade de artigos (produtividade), o c-score avalia o impacto real da produção científica. Confira os nomes mais influentes por cada instituição baiana:

  • Universidade Federal da Bahia (UFBA)
    • Sérgio Luís Costa Ferreira (Química)

    • M. Dos S. Pereira (Saúde Pública e Serviços de Saúde)

    • Luiza A. Mercante (Química)

    • Federico Costa (Clínico da Saúde)

    • A. R. Duraes (Clínico da Saúde)

    • Mansueto G. Oliveira Gomes Neto (Clínico da Saúde)

    • Bruno Fonseca-Santos (Clínico da Saúde)

    • Daniel Véras Ribeiro (Tecnologias Habilitadoras e Estratégicas)

    • Antônio Alberto Da Silva Lopes (Clínico da Saúde)

    • Michael Holz (Ciências da Terra e Meio Ambiente)

    • Franklin Riet-Correa (Agricultura, Pesca e Silvicultura)

  • Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB)
    • Matheus Melo Pithon (Clínico da Saúde)

    • Marcos Almeida Bezerra (Química)

  • Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB)
    • Daniel Piotto (Biologia)

  • Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs)
    • Eraldo Medeiros Costa-Neto (Biologia)

 

O ranking seleciona os melhores cientistas globalmente ou aqueles classificados entre o top em seus respectivos campos de estudo, evidenciando a qualidade da pesquisa produzida na Bahia.

 

TALENTOS NA BAHIA
Para o futuro, ainda é preciso superar alguns desafios no setor do fazer ciência. Entre eles, alguns pensamentos que segregam futuros cientistas. No caso, para a professora Mercante, uma das duas mulheres na lista, há desafios para as próximas gerações de pesquisadoras. 


“Infelizmente, ainda existem desafios para as mulheres na ciência. Embora sejamos a maioria nas universidades, isso não se reflete nas posições de liderança dentro da carreira científica. Às jovens cientistas, eu diria: é importante sermos realistas e reconhecer que as dificuldades sempre existirão. Apesar dos obstáculos, precisamos seguir firmes em nossos objetivos e buscar apoio para superar essas barreiras”, incentiva a química.

 

Para professores como o biólogo Eraldo Costa, que trabalha com registro de plantas e insetos em diferentes comunidades, ainda é preciso que a universidade retorne seus trabalhos para o corpo social, por meio de melhorias de espaços públicos, como uma "via de mão dupla entre a universidade e a sociedade".

 

“Eu vejo ainda muito preconceito contra o Nordeste, contra as universidades públicas que aqui estão. Aqui nós fazemos pesquisa de ponta, ainda mais em extensão. Atuei em diferentes comunidades em municípios baianos: Paulo AfonsoJuazeiroAnguera, entre tantos… Demanda da nossa parte [universidade] em fazer essa ponte, por exemplo, abrir e melhorar os museus, como o de Museologia aqui em Feira de Santana e trazer um público externo para a universidade”, explica Eraldo Costa.

 

Disso, nenhum dos pesquisadores discorda. Ainda em entrevistas, todos os professores ouvidos pelo BN se dizem gratificados pela classificação e alertam que falta de incentivo é buraco claro que atrapalha o promissor fazer cientifico, seja em qualquer área.

 

“Acima de tudo, esse reconhecimento deixa uma mensagem para os alunos e jovens pesquisadores: precisamos ser resilientes. Trilhar uma carreira científica exige perseverança, mas cada conquista mostra que o esforço vale a pena”, finaliza a professora Mercante.

 

Ainda é necessário atrair novos nomes para o futuro. “Precisamos atrair novos talentos, com a consolidação de novas universidades como a nossa do sul da Bahia. Iniciativas como essas [ entrevista ao BN] são fundamentais, pois é preciso destacar que a interiorização das universidades é recente”, complementa o engenheiro Daniel Piotto da UFSB.

 

COMO É FEITO?
O ranking é coordenado por pesquisadores da Universidade de Stanford, liderados pelo Professor John P. A. Ioannidis, e usa como base o banco de dados Scopus. O que o torna único é o foco em um indicador composto, o c-score (composite score).

 

A inclusão nesta lista significa que os pesquisadores estão classificados entre o Top 100.000 cientistas globalmente ou entre o Top 2% de seus respectivos subcampos de estudo.

 

A excelência da pesquisa baiana abrange um amplo espectro de grandes áreas do conhecimento, demonstrando a multidisciplinaridade das instituições locais. A área de Clínica da Saúde lidera a representação do estado na lista. Veja a distribuição das Áreas de Especialidade:

  • Clínico da Saúde (5 pesquisadores)

  • Química (3 pesquisadores)

  • Biologia (2 pesquisadores)

  • Saúde Pública e Serviços de Saúde (1 pesquisador)

  • Tecnologias Habilitadoras e Estratégicas (1 pesquisador)

  • Ciências da Terra e Meio Ambiente (1 pesquisador)

  • Agricultura, Pesca e Silvicultura (1 pesquisador)

 

Mesmo em áreas não citadas, o fazer ciência ainda é importante para todo o país, como explica o professor baiano de Vitória da Conquista: "A ciência é como um grande muro, cada pesquisador vai lá e coloca um bloquinho, às vezes um coloca o bloco final e faz uma descoberta. Todo pesquisador faz um trabalho necessário, não estudamos sem motivo", ressalta Matheus Pithon. 

O Bahia Notícias (BN) teve acesso aos dados por completo. Tanto entre as 195 instituições brasileiras quanto entre as nordestinas, a maioria é formada por universidades públicas. Na Bahia, todas as instituições são dessa categoria, mas para alguns desses pesquisadores é preciso ser cético quanto a esses resultados.

 

“Não é suficiente. Há uma desistência em fazer pesquisa. Infelizmente, vivemos em um mundo que precisa de melhorias na sua vida. As pessoas brincam comigo: ‘Você é um bobo, rapaz, perdendo tempo com isso, vá ganhar dinheiro’. Preciso ter um consultório para viver. Ganho como professor, nada como pesquisador”, conta o baiano Matheus Pithon, listado no ranking.

 

O especialista na área de Odontologia, na Universidade do Sudoeste baiano, ressalta ainda que, dentro da realidade das estaduais, o apoio para pesquisa é ínfimo. “Nós temos muitos talentos aqui também. Falta incentivo tanto do governo federal quanto estadual”, avisa Pithon.

 

Em entrevista ao BN, a professora e química Luiza Mercante com seis anos atuando na Ufba na área de química industrial complementa sobre os mesmo desafios do setor federal: não há apoio ou financiamento adequado no país para auxiliar o setor científico sério.

 

“Na Bahia, temos grupos muito qualificados e produtivos, mas ainda precisamos de mais apoio institucional e de políticas públicas que valorizem e fortaleçam as [pesquisas realizadas no] estado”, alerta a professora Mercante.

 

Em âmbito nacional a Universidade de São Paulo (USP) e Unicamp tiveram melhores números com 286 e 107 pesquisadores respectivamente. No Nordeste, nenhuma instituição configurou entre as brasileiras com mais cientistas. 

 

“Nós temos grandes valores e talentos, diferenciando o estado de São Paulo da Bahia é incentivo, justamente para patrocinar pesquisas cientificas. Em São Paulo. 9,56% do ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços] vai para a universidades paulistas, esse estado sai na frente justamente por isso”, explica Pithon.

 

Ainda falta apoio e valorização em fazer ciência no Brasil, como salienta o especialista em etnologia pela Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). Isso quer dizer mais oportunidades e vagas para atuar no campo, como conta o doutor Eraldo Costa.

 

“Ainda é um desafio, o incentivo de concursos no setor. O ideal é uma revitalização do corpo docente. Sem professor produtivo, não vamos a canto nenhum. Falo isso como alguém que vive isso na pele. É preciso ter concurso, senão o curso fecha”, diz Eraldo Costa.

 

Vale observar que o ranking avalia o impacto das citações com dados atualizados até o final de agosto de 2025 e o desempenho de carreira. Após isso, é publicado no renomado repositório da Editora Elsevier. Ou seja, esse número muda constantemente e as posições não serão as mesmas ao fim do ano, embora seja um forte indicativo do grau de pesquisa e projetos atuantes na Bahia.

 

O chamado "c-score" é um indicador que mede o impacto real da produção científica. Ele considera a posição do autor nos artigos (como primeiro ou último autor), o número de citações recebidas e reduz o peso das autocitações. Ao invés de focar só na quantidade de publicações, o c-score destaca a relevância e o alcance da pesquisa no cenário global.

 

A lista reconhece os pesquisadores com alto c-score, um indicador que mede o impacto das publicações, dando peso maior à posição de autoria e menos ao simples número de artigos publicados. Diferente de métricas tradicionais que priorizam a quantidade de artigos (produtividade), o c-score avalia o impacto real da produção científica. Confira os nomes mais influentes por cada instituição baiana:

  • Universidade Federal da Bahia (UFBA)
    • Sérgio Luís Costa Ferreira (Química)

    • M. Dos S. Pereira (Saúde Pública e Serviços de Saúde)

    • Luiza A. Mercante (Química)

    • Federico Costa (Clínico da Saúde)

    • A. R. Duraes (Clínico da Saúde)

    • Mansueto G. Oliveira Gomes Neto (Clínico da Saúde)

    • Bruno Fonseca-Santos (Clínico da Saúde)

    • Daniel Véras Ribeiro (Tecnologias Habilitadoras e Estratégicas)

    • Antônio Alberto Da Silva Lopes (Clínico da Saúde)

    • Michael Holz (Ciências da Terra e Meio Ambiente)

    • Franklin Riet-Correa (Agricultura, Pesca e Silvicultura)

  • Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB)
    • Matheus Melo Pithon (Clínico da Saúde)

    • Marcos Almeida Bezerra (Química)

  • Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB)
    • Daniel Piotto (Biologia)

  • Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs)
    • Eraldo Medeiros Costa-Neto (Biologia)

 

O ranking seleciona os melhores cientistas globalmente ou aqueles classificados entre o top em seus respectivos campos de estudo, evidenciando a qualidade da pesquisa produzida na Bahia.

 

TALENTOS NA BAHIA
Para o futuro, ainda é preciso superar alguns desafios no setor do fazer ciência. Entre eles, alguns pensamentos que segregam futuros cientistas. No caso, para a professora Mercante, uma das duas mulheres na lista, há desafios para as próximas gerações de pesquisadoras. 


“Infelizmente, ainda existem desafios para as mulheres na ciência. Embora sejamos a maioria nas universidades, isso não se reflete nas posições de liderança dentro da carreira científica. Às jovens cientistas, eu diria: é importante sermos realistas e reconhecer que as dificuldades sempre existirão. Apesar dos obstáculos, precisamos seguir firmes em nossos objetivos e buscar apoio para superar essas barreiras”, incentiva a química.

 

Para professores como o biólogo Eraldo Costa, que trabalha com registro de plantas e insetos em diferentes comunidades, ainda é preciso que a universidade retorne seus trabalhos para o corpo social, por meio de melhorias de espaços públicos, como uma "via de mão dupla entre a universidade e a sociedade".

 

“Eu vejo ainda muito preconceito contra o Nordeste, contra as universidades públicas que aqui estão. Aqui nós fazemos pesquisa de ponta, ainda mais em extensão. Atuei em diferentes comunidades em municípios baianos: Paulo AfonsoJuazeiroAnguera, entre tantos… Demanda da nossa parte [universidade] em fazer essa ponte, por exemplo, abrir e melhorar os museus, como o de Museologia aqui em Feira de Santana e trazer um público externo para a universidade”, explica Eraldo Costa.

 

Disso, nenhum dos pesquisadores discorda. Ainda em entrevistas, todos os professores ouvidos pelo BN se dizem gratificados pela classificação e alertam que falta de incentivo é buraco claro que atrapalha o promissor fazer cientifico, seja em qualquer área.

 

“Acima de tudo, esse reconhecimento deixa uma mensagem para os alunos e jovens pesquisadores: precisamos ser resilientes. Trilhar uma carreira científica exige perseverança, mas cada conquista mostra que o esforço vale a pena”, finaliza a professora Mercante.

 

Ainda é necessário atrair novos nomes para o futuro. “Precisamos atrair novos talentos, com a consolidação de novas universidades como a nossa do sul da Bahia. Iniciativas como essas [ entrevista ao BN] são fundamentais, pois é preciso destacar que a interiorização das universidades é recente”, complementa o engenheiro Daniel Piotto da UFSB.

 

COMO É FEITO?
O ranking é coordenado por pesquisadores da Universidade de Stanford, liderados pelo Professor John P. A. Ioannidis, e usa como base o banco de dados Scopus. O que o torna único é o foco em um indicador composto, o c-score (composite score).

 

A inclusão nesta lista significa que os pesquisadores estão classificados entre o Top 100.000 cientistas globalmente ou entre o Top 2% de seus respectivos subcampos de estudo.

 

A excelência da pesquisa baiana abrange um amplo espectro de grandes áreas do conhecimento, demonstrando a multidisciplinaridade das instituições locais. A área de Clínica da Saúde lidera a representação do estado na lista. Veja a distribuição das Áreas de Especialidade:

  • Clínico da Saúde (5 pesquisadores)

  • Química (3 pesquisadores)

  • Biologia (2 pesquisadores)

  • Saúde Pública e Serviços de Saúde (1 pesquisador)

  • Tecnologias Habilitadoras e Estratégicas (1 pesquisador)

  • Ciências da Terra e Meio Ambiente (1 pesquisador)

  • Agricultura, Pesca e Silvicultura (1 pesquisador)

 

Mesmo em áreas não citadas, o fazer ciência ainda é importante para todo o país, como explica o professor baiano de Vitória da Conquista: "A ciência é como um grande muro, cada pesquisador vai lá e coloca um bloquinho, às vezes um coloca o bloco final e faz uma descoberta. Todo pesquisador faz um trabalho necessário, não estudamos sem motivo", ressalta Matheus Pithon. 

O Bahia Notícias (BN) teve acesso aos dados por completo. Tanto entre as 195 instituições brasileiras quanto entre as nordestinas, a maioria é formada por universidades públicas. Na Bahia, todas as instituições são dessa categoria, mas para alguns desses pesquisadores é preciso ser cético quanto a esses resultados.

 

“Não é suficiente. Há uma desistência em fazer pesquisa. Infelizmente, vivemos em um mundo que precisa de melhorias na sua vida. As pessoas brincam comigo: ‘Você é um bobo, rapaz, perdendo tempo com isso, vá ganhar dinheiro’. Preciso ter um consultório para viver. Ganho como professor, nada como pesquisador”, conta o baiano Matheus Pithon, listado no ranking.

 

O especialista na área de Odontologia, na Universidade do Sudoeste baiano, ressalta ainda que, dentro da realidade das estaduais, o apoio para pesquisa é ínfimo. “Nós temos muitos talentos aqui também. Falta incentivo tanto do governo federal quanto estadual”, avisa Pithon.

 

Em entrevista ao BN, a professora e química Luiza Mercante com seis anos atuando na Ufba na área de química industrial complementa sobre os mesmo desafios do setor federal: não há apoio ou financiamento adequado no país para auxiliar o setor científico sério.

 

“Na Bahia, temos grupos muito qualificados e produtivos, mas ainda precisamos de mais apoio institucional e de políticas públicas que valorizem e fortaleçam as [pesquisas realizadas no] estado”, alerta a professora Mercante.

 

Em âmbito nacional a Universidade de São Paulo (USP) e Unicamp tiveram melhores números com 286 e 107 pesquisadores respectivamente. No Nordeste, nenhuma instituição configurou entre as brasileiras com mais cientistas. 

 

“Nós temos grandes valores e talentos, diferenciando o estado de São Paulo da Bahia é incentivo, justamente para patrocinar pesquisas cientificas. Em São Paulo. 9,56% do ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços] vai para a universidades paulistas, esse estado sai na frente justamente por isso”, explica Pithon.

 

Ainda falta apoio e valorização em fazer ciência no Brasil, como salienta o especialista em etnologia pela Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). Isso quer dizer mais oportunidades e vagas para atuar no campo, como conta o doutor Eraldo Costa.

 

“Ainda é um desafio, o incentivo de concursos no setor. O ideal é uma revitalização do corpo docente. Sem professor produtivo, não vamos a canto nenhum. Falo isso como alguém que vive isso na pele. É preciso ter concurso, senão o curso fecha”, diz Eraldo Costa.

 

Vale observar que o ranking avalia o impacto das citações com dados atualizados até o final de agosto de 2025 e o desempenho de carreira. Após isso, é publicado no renomado repositório da Editora Elsevier. Ou seja, esse número muda constantemente e as posições não serão as mesmas ao fim do ano, embora seja um forte indicativo do grau de pesquisa e projetos atuantes na Bahia.

 

O chamado "c-score" é um indicador que mede o impacto real da produção científica. Ele considera a posição do autor nos artigos (como primeiro ou último autor), o número de citações recebidas e reduz o peso das autocitações. Ao invés de focar só na quantidade de publicações, o c-score destaca a relevância e o alcance da pesquisa no cenário global.

 

A lista reconhece os pesquisadores com alto c-score, um indicador que mede o impacto das publicações, dando peso maior à posição de autoria e menos ao simples número de artigos publicados. Diferente de métricas tradicionais que priorizam a quantidade de artigos (produtividade), o c-score avalia o impacto real da produção científica. Confira os nomes mais influentes por cada instituição baiana:

  • Universidade Federal da Bahia (UFBA)
    • Sérgio Luís Costa Ferreira (Química)

    • M. Dos S. Pereira (Saúde Pública e Serviços de Saúde)

    • Luiza A. Mercante (Química)

    • Federico Costa (Clínico da Saúde)

    • A. R. Duraes (Clínico da Saúde)

    • Mansueto G. Oliveira Gomes Neto (Clínico da Saúde)

    • Bruno Fonseca-Santos (Clínico da Saúde)

    • Daniel Véras Ribeiro (Tecnologias Habilitadoras e Estratégicas)

    • Antônio Alberto Da Silva Lopes (Clínico da Saúde)

    • Michael Holz (Ciências da Terra e Meio Ambiente)

    • Franklin Riet-Correa (Agricultura, Pesca e Silvicultura)

  • Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB)
    • Matheus Melo Pithon (Clínico da Saúde)

    • Marcos Almeida Bezerra (Química)

  • Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB)
    • Daniel Piotto (Biologia)

  • Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs)
    • Eraldo Medeiros Costa-Neto (Biologia)

 

O ranking seleciona os melhores cientistas globalmente ou aqueles classificados entre o top em seus respectivos campos de estudo, evidenciando a qualidade da pesquisa produzida na Bahia.

 

TALENTOS NA BAHIA
Para o futuro, ainda é preciso superar alguns desafios no setor do fazer ciência. Entre eles, alguns pensamentos que segregam futuros cientistas. No caso, para a professora Mercante, uma das duas mulheres na lista, há desafios para as próximas gerações de pesquisadoras. 


“Infelizmente, ainda existem desafios para as mulheres na ciência. Embora sejamos a maioria nas universidades, isso não se reflete nas posições de liderança dentro da carreira científica. Às jovens cientistas, eu diria: é importante sermos realistas e reconhecer que as dificuldades sempre existirão. Apesar dos obstáculos, precisamos seguir firmes em nossos objetivos e buscar apoio para superar essas barreiras”, incentiva a química.

 

Para professores como o biólogo Eraldo Costa, que trabalha com registro de plantas e insetos em diferentes comunidades, ainda é preciso que a universidade retorne seus trabalhos para o corpo social, por meio de melhorias de espaços públicos, como uma "via de mão dupla entre a universidade e a sociedade".

 

“Eu vejo ainda muito preconceito contra o Nordeste, contra as universidades públicas que aqui estão. Aqui nós fazemos pesquisa de ponta, ainda mais em extensão. Atuei em diferentes comunidades em municípios baianos: Paulo AfonsoJuazeiroAnguera, entre tantos… Demanda da nossa parte [universidade] em fazer essa ponte, por exemplo, abrir e melhorar os museus, como o de Museologia aqui em Feira de Santana e trazer um público externo para a universidade”, explica Eraldo Costa.

 

Disso, nenhum dos pesquisadores discorda. Ainda em entrevistas, todos os professores ouvidos pelo BN se dizem gratificados pela classificação e alertam que falta de incentivo é buraco claro que atrapalha o promissor fazer cientifico, seja em qualquer área.

 

“Acima de tudo, esse reconhecimento deixa uma mensagem para os alunos e jovens pesquisadores: precisamos ser resilientes. Trilhar uma carreira científica exige perseverança, mas cada conquista mostra que o esforço vale a pena”, finaliza a professora Mercante.

 

Ainda é necessário atrair novos nomes para o futuro. “Precisamos atrair novos talentos, com a consolidação de novas universidades como a nossa do sul da Bahia. Iniciativas como essas [ entrevista ao BN] são fundamentais, pois é preciso destacar que a interiorização das universidades é recente”, complementa o engenheiro Daniel Piotto da UFSB.

 

COMO É FEITO?
O ranking é coordenado por pesquisadores da Universidade de Stanford, liderados pelo Professor John P. A. Ioannidis, e usa como base o banco de dados Scopus. O que o torna único é o foco em um indicador composto, o c-score (composite score).

 

A inclusão nesta lista significa que os pesquisadores estão classificados entre o Top 100.000 cientistas globalmente ou entre o Top 2% de seus respectivos subcampos de estudo.

 

A excelência da pesquisa baiana abrange um amplo espectro de grandes áreas do conhecimento, demonstrando a multidisciplinaridade das instituições locais. A área de Clínica da Saúde lidera a representação do estado na lista. Veja a distribuição das Áreas de Especialidade:

  • Clínico da Saúde (5 pesquisadores)

  • Química (3 pesquisadores)

  • Biologia (2 pesquisadores)

  • Saúde Pública e Serviços de Saúde (1 pesquisador)

  • Tecnologias Habilitadoras e Estratégicas (1 pesquisador)

  • Ciências da Terra e Meio Ambiente (1 pesquisador)

  • Agricultura, Pesca e Silvicultura (1 pesquisador)

 

Mesmo em áreas não citadas, o fazer ciência ainda é importante para todo o país, como explica o professor baiano de Vitória da Conquista: "A ciência é como um grande muro, cada pesquisador vai lá e coloca um bloquinho, às vezes um coloca o bloco final e faz uma descoberta. Todo pesquisador faz um trabalho necessário, não estudamos sem motivo", ressalta Matheus Pithon. 

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