- Brumado Urgente
- 21 Nov 2025
- 15:15h
Foto: Divulgação
Como um dos vereadores mais atuantes da atual gestão municipal, o edil Bizunga Ramos, anunciou nessa última quinta-feira (20/11), que a ponte que liga o centro da cidade ao Bairro São Félix passará por uma reforma completa.
O parlamentar fez questão de salientar que a revitalização da referida ponte é um pleito antigo da população brumadense, especialmente, dos comerciantes e pedestres que utilizam a via cotidianamente.
Ainda conforme Ramos, a ponte que é uma via ligação antiga da cidade, necessita de reparos e adequações para transforma-la em um equipamento urbano seguro e com uma estética agradável, dando ao local um ar de contemporaneidade tão merecida e solicitada pelos transeuntes dessa região, enfatizou o vereador.
De acordo o vereador Bizunga Ramos, a licitação acontecerá nos próximos dias, e assim que forem finalizados todos os tramites a obra será iniciada, e finalizou agradecendo ao prefeito Fabrício Abrantes e ao deputado Manuel Rocha por não medirem esforços para atender este pleito vital para população brumadense.
- Bahia Notícias
- 21 Nov 2025
- 14:45h
Foto: Arquivo / Fernando Frazão / Agência Brasil
Um relatório divulgado pelo Unicef nesta quinta-feira (20), Dia Mundial da Criança, mostra que 417 milhões de crianças em países de baixa e média renda vivem em situação de pobreza multidimensional severa, ou seja, enfrentam privações graves em pelo menos duas áreas essenciais para seu bem-estar, saúde e desenvolvimento. O número representa uma em cada cinco crianças nos 130 países analisados.
O estudo Situação Mundial das Crianças 2025: Erradicar a Pobreza Infantil avalia privações em seis dimensões: educação, saúde, moradia, nutrição, saneamento e acesso à água potável. Entre os resultados, o relatório aponta que 118 milhões de crianças no mundo sofrem três ou mais privações simultâneas, enquanto 17 milhões enfrentam quatro ou mais.
“Crianças privadas de direitos essenciais, como boa nutrição, saneamento e moradia adequada, enfrentam consequências devastadoras para sua saúde e desenvolvimento”, afirmou a diretora executiva do Unicef, Catherine Russell. Ela destacou que políticas públicas eficazes podem transformar essa realidade: “Governos comprometidos podem abrir um mundo de possibilidades para as crianças”.
Apesar da gravidade do cenário, houve avanços. A proporção de crianças vivendo com uma ou mais privações severas caiu de 51% em 2013 para 41% em 2023, resultado de políticas nacionais que priorizam os direitos da infância.
Ainda assim, a desigualdade é marcante. África Subsaariana e Sul da Ásia concentram as maiores taxas de pobreza multidimensional. No Chade, por exemplo, 64% das crianças sofrem duas ou mais privações severas.
O relatório detalha que a falta de saneamento adequado permanece uma das privações mais frequentes. 65% das crianças em países de baixa renda não têm acesso a banheiro; 26% nos países de renda média-baixa e 11% nos de renda média-alta.
A ausência de saneamento expõe crianças a doenças graves, como diarreias e arboviroses, ampliando ainda mais as vulnerabilidades.
Mesmo em contextos de crise, alguns países conseguiram reduzir drasticamente a pobreza infantil multidimensional, a Tanzânia: redução de 46 pontos percentuais entre 2000 e 2023, impulsionada por programas de transferência de renda e fortalecimento financeiro de famílias, e Bangladesh: queda de 32 pontos percentuais no mesmo período, com expansão do acesso à educação, eletricidade, saneamento e melhorias habitacionais, incluindo a redução da defecação a céu aberto de 17% para 0%.
O Unicef também analisou a pobreza monetária, que limita o acesso a alimentação, educação e saúde. Segundo o relatório: 19% das crianças do mundo vivem na pobreza monetária extrema (menos de US$ 3 por dia), e 90% delas estão na África Subsaariana e no Sul da Ásia.
Nos 37 países de alta renda incluídos no estudo, cerca de 50 milhões de crianças (23% da população infantil) vivem em pobreza monetária relativa. O progresso nos países ricos tem sido irregular: França, Suíça e Reino Unido registraram aumento superior a 20% na pobreza infantil entre 2013 e 2023. A Eslovênia, por outro lado, reduziu mais de um quarto da taxa graças a políticas robustas de proteção social.
O relatório é divulgado em um momento de queda global no financiamento humanitário. Estimativas apontam que cortes recentes podem deixar 6 milhões de crianças fora da escola já no próximo ano.
“Antes mesmo da crise global de financiamento, muitas crianças já estavam privadas de suas necessidades básicas”, alertou Catherine Russell. Ela defende que governos e empresas ampliem investimentos em nutrição, saúde e saneamento, especialmente em contextos frágeis.
“Investir nas crianças é investir em um mundo mais saudável e pacífico, para todos”, concluiu.
- Por Caio Spechoto, Marianna Hollanda e Victoria Azevedo | Folhapress
- 21 Nov 2025
- 12:39h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
A indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal) deve estremecer a relação do governo com o Senado, principal fonte de governabilidade de Lula (PT) neste mandato até o momento.
O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e uma parcela dos parlamentares preferia que o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) tivesse sido indicado. A interlocutores, após oficializada a decisão de Lula, Alcolumbre demonstrou insatisfação.
Havia expectativa de que o presidente telefonasse para informá-lo antes de a notícia tornar-se pública, o que não ocorreu, de acordo com a assessoria de imprensa de Alcolumbre.
Horas após a indicação de Messias, o presidente do Senado anunciou que levará ao plenário na próxima semana um projeto com potencial de impacto de bilhões de reais para as contas públicas, sobre a aposentadoria especial dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate às endemias.
Alcolumbre já indicou que não deve trabalhar pela aprovação do nome do advogado geral para a vaga no Supremo. Messias, por sua vez, recebeu o apoio público do ministro André Mendonça, indicado ao STF por Jair Bolsonaro.
Primeiro integrante da corte a cumprimentá-lo publicamente pela indicação, ele disse que ajudará o chefe da AGU (Advocacia-Geral da União) no diálogo com senadores.
O desgaste da gestão petista com o Senado atinge especialmente o líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT). Tanto pelo cargo que ocupa quanto por ser amigo de Lula há décadas, Wagner é um dos principais canais de comunicação entre o Palácio do Planalto e a cúpula da Casa. Ele também é um dos maiores defensores da indicação de Messias para o STF. O advogado-geral da União trabalhou em seu gabinete no passado.
Além da discordância sobre a indicação, Alcolumbre ficou incomodado com uma fala proferida por Wagner à imprensa. O líder do governo expôs que o presidente do Senado, em conversa com Lula, tinha demonstrado preferência por Pacheco –e que o chefe do governo federal estava decidido por Messias.
Senadores próximos de Alcolumbre relatam que ele chegou a deixar de atender a telefonemas de Wagner. A Folha de S.Paulo tentou contato com o líder do governo e com o presidente do Senado, mas não obteve resposta.
A preferência de Lula por Messias é de conhecimento do mundo político há semanas, mas ganhou ainda mais relevância na segunda-feira (17). Naquele dia, o presidente da República teve uma conversa final com Rodrigo Pacheco e o informou que escolhera outro nome para a indicação ao STF, como revelou a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.
Na terça-feira, Alcolumbre demonstrou seu descontentamento publicamente pela primeira vez. "Tem que esperar [a indicação para o STF chegar ao Senado], fazer o quê? Se eu pudesse, eu fazia a indicação", disse a jornalistas.
A tensão entre governo e Senado causada pela indicação de Messias ainda pode aumentar. Líderes de bancada têm demonstrado, nos bastidores, disposição para insistir no nome de Pacheco. O ex-presidente do Senado é o nome favorito da maioria da Casa, não só de Alcolumbre.
Lula, por sua vez, não abre mão de Messias. Ele julga a escolha uma prerrogativa da Presidência da República que não deve estar sujeita a pressões externas.
A indicação cabe a Lula, mas seu escolhido só assumirá o posto de ministro do STF se houver aprovação do Senado. Primeiro, ele deve ser sabatinado e aprovado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). E, depois, são necessários ao menos 41 votos favoráveis no plenário da Casa. O voto é secreto.
A última vez que os senadores rejeitaram a indicação de um presidente da República para a corte ocorreu no final do século 19.
Na última semana, a votação apertada que os senadores deram a favor da recondução de Paulo Gonet como procurador-geral da República foi interpretada por políticos e ministros do STF como um recado a Lula sobre a indicação de Messias. Gonet teve 45 votos, só 4 a mais do que precisava. Foi o placar mais apertado para um procurador-geral desde a redemocratização, nos anos 1980.
A avaliação no Senado é que Gonet correu risco de ser rejeitado, apesar de ser benquisto pela maioria dos senadores. Pesou contra ele a atuação para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como líder da trama golpista que tentou impedir a presidência de Lula.
Gonet foi aprovado depois de uma mobilização de líderes da Casa. Alcolumbre foi decisivo para garantir o mínimo de votos necessários para o PGR obter mais dois anos de mandato, mas indicou que não deve adotar a mesma conduta com Messias.
Apesar disso, o líder do PT na Casa minimizou o placar. "Havia um grupo forte de oposição a ele [Gonet] pelo fato de ele ter feito a denúncia ao ex-presidente da República. No caso do Messias, não vejo ele arestado com nenhum segmento aqui dentro do Senado", afirmou Wagner.
'NOVO DINO' E APOIO DO REPUBLICANOS
Além da preferência por Pacheco, pesa contra Messias o receio de senadores de que ele se torne um "novo Flávio Dino", como alguns políticos dizem reservadamente.
Dino também foi uma escolha pessoal de Lula. Uma vez no cargo, o ministro passou a dar decisões que fiscalizam emendas parlamentares e restringem seu uso. A atitude revoltou senadores e deputados, que têm nesse mecanismo a principal forma para enviar recursos públicos para obras em suas bases eleitorais.
A vaga no STF foi aberta depois de o agora ex-ministro Luís Roberto Barroso antecipar sua aposentadoria. Ele poderia ficar no tribunal até os 75 anos, mas decidiu deixar o posto com 67, após de concluir seu mandato como presidente da Corte.
A indicação de Messias foi celebrada por petistas, criticada por bolsonaristas, e defendida por alguns integrantes do centrão.
"No processo de apreciação de seu nome pelo Senado Federal, o ministro Messias terá oportunidade de comprovar sua qualificação para a mais alta corte do país, demonstrada à frente da AGU e ao longo de sua carreira no campo do Direito e da Administração Pública", disse a ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais).
Já o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), disse que a indicação "reforça o compromisso com a defesa da Constituição, o fortalecimento da Democracia e a estabilidade das instituições brasileiras".
O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido de Jair Bolsonaro na Câmara, disse que, se o Senado aprovar o AGU, "serão mais 30 anos de um esquerdista petista, julgando e atrasando o Brasil com seus valores de esquerda".
"O fato de ser evangélico não é escudo: o Evangelho prega justiça, não perseguição e seletividade. STF exige independência, não mais partidarismo", afirmou o senador Jorge Seif (PL-SC).
O líder do Republicanos na Casa, Mecias de Jesus (RR), por sua vez, disse defender Messias por sua competência, sólida formação, e por ser alguém que preserva valores com os quais comunga, como a defesa da família e dos princípios cristãos. "Sua qualificação técnica supera debates ideológicos", afirmou.
- Por Eduardo Sodré | Folhapress
- 21 Nov 2025
- 10:36h
Foto: Marcelo Camargo /Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou estar feliz após o presidente norte-americano Donald Trump reduzir parte das tarifas sobre produtos brasileiros. A fala foi feita em discurso nesta quinta-feira (20), na prévia do Salão do Automóvel de São Paulo.
"Eu dizia que quando o presidente dos EUA colocou as taxas, todo mundo entrou em pânico. Mas eu não tomo decisões com 39 graus de febre. Hoje eu estou feliz [com a redução das tarifas]", afirmou Lula.
No fim da noite, Lula, em rede social, afirmou que a derrubada das tarifas é uma vitória do diálogo, da diplomacia e do bom senso.
"O diálogo franco que mantive com o presidente Trump e a atuação de nossas equipes de negociação, formada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros Fernando Haddad e Mauro Vieira pelo lado brasileiro, possibilitaram avanços importantes", disse. Ele ressaltou, no entanto, que ainda é preciso avançar.
Estão incluídos na lista carne e café, produtos importantes da pauta exportadora brasileira. Estão inseridos, no total, mais de 200 itens agrícolas e da pecuária, incluindo alguns fertilizantes à base de amônia.
Em comunicado, Trump cita a conversa que teve por videoconferência com o presidente brasileiro. O republicano cita opiniões que ouviu de outras autoridades no sentido de que as tarifas não são mais necessárias porque "houve progresso inicial nas negociações com o governo do Brasil".
Lula chegou de bom humor no evento, acompanhado da primeira-dama, Rosângela Silva (Janja), do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB); do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT); e do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski.
O presidente elogiou o evento, mas criticou o valor da entrada para o público.
"Muita gente vai vir visitar, apesar de o preço [do ingresso] estar um pouco caro", disse Lula.
O acesso custa a partir de R$ 126 nos dias de semana e de R$ 162 nos sábados e domingos. Há opção de meia-entrada.
O salão, que não ocorria desde 2018, será aberto ao público neste sábado (22) e irá até o fim de semana seguinte, terminando no domingo (30).
O vídeo de apresentação do evento exibido antes da fala do presidente foi repleto de motores roncando e labaredas saindo de escapamentos. A estética destoou com os carros apresentados nas prévias, que destacaram sistemas híbridos ou puramente elétricos.
O retorno do salão foi um pedido do presidente Lula à Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) feito em abril de 2024. Em outubro daquele ano, a entidade confirmou que o evento retornaria em 2025.
"O presidente Lula sempre nos desafiava e dizia: ‘Como vocês querem exportar se vocês não apresentam o que vocês sabem fazer de melhor?’", disse Márcio de Lima Leite, então presidente da Anfavea, ao anunciar o retorno da mostra.
Contudo, muitos dos carros que serão exibidos nos estandes são importados, predominantemente de marcas chinesas. Mesmo entre os carros do grupo Stellantis, maior entre as empresas que produzem no Brasil a expor no salão, há diversos modelos estrangeiros, como os europeus Peugeot 3008 e Citroën C5 Aircross e a picape argentina RAM Dakota.
- Bahia Notícias
- 21 Nov 2025
- 08:27h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
O Grupo Everest, identificado como praticante de cibercrime, afirmou ter comprometido sistemas da SA Exploration, uma empresa prestadora de serviços para a Petrobras. Os criminosos publicaram um ultimato na dark web exigindo que a empresa entrasse em contato.
Em suas publicações, os criminosos alegam possuir dados sensíveis, divididos em dois pacotes: um de 90 GB com conteúdo atribuído à Petrobras e outro de 176 GB com informações da SA Exploration. Para validar a alegação, as postagens incluem descrições detalhadas e imagens que, segundo o grupo, comprovam o acesso indevido.
Entre os materiais citados pelos criminosos estariam dados de pesquisas sísmicas realizadas na Bacia de Campos. A região foi alvo de um anúncio de nova descoberta de petróleo pela Petrobras no mesmo dia da divulgação do ultimato.
Em posicionamento oficial, a Petrobras nega qualquer invasão direta aos seus sistemas internos. A estatal reconheceu, no entanto, o que classificou como uma "exposição pontual" de informações, vinculando o incidente especificamente à empresa contratada.
- Bahia Notícias
- 20 Nov 2025
- 14:35h
Foto: Divulgação/Adidas
A Fifa definiu, nesta quinta-feira, em sorteio realizado em Zurique, na Suíça, os confrontos da repescagem internacional que distribuirá as duas últimas vagas para a Copa do Mundo de 2026. As partidas serão disputadas entre 26 e 31 de março, no México, nos estádios de Guadalajara e Monterrey — ambos também sedes do Mundial.
A repescagem terá dois caminhos. No primeiro, a Nova Caledônia enfrenta a Jamaica na semifinal. O vencedor encara a República Democrática do Congo, que, assim como o Iraque, entra diretamente na fase final por ser cabeça de chave, graças às posições no ranking da Fifa (56º e 58º lugares).
No segundo caminho, Bolívia e Suriname medem forças na semifinal. Quem avançar disputará a vaga contra o Iraque no duelo decisivo.
As semifinais estão marcadas para 26 de março de 2026, e as duas finais que valem vaga no Mundial acontecem em 31 de março.
Com 48 seleções, a Copa do Mundo de 2026 começa em 11 de junho, no estádio Azteca, na Cidade do México, com a seleção mexicana em campo na abertura. A grande final será em 19 de julho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O sorteio geral dos grupos será realizado em 5 de dezembro, em Washington.
Confira a lista atual de países garantidos no Mundial:
América do Norte (países-sede): Canadá, Estados Unidos e México
América do Sul: Brasil, Argentina, Uruguai, Colômbia, Equador, Paraguai
Europa: França, Alemanha, Espanha, Portugal, Inglaterra, Holanda, Bélgica, Croácia, Suíça, Áustria, Escócia, Noruega
África: Marrocos, Tunísia, Egito, Argélia, Gana, Cabo Verde, África do Sul, Senegal, Costa do Marfim
Ásia: Irã, Japão, Coreia do Sul, Austrália, Arábia Saudita, Uzbequistão, Jordânia, Catar
Oceania: Nova Zelândia
Concacaf: Panamá, Haiti e Curaçao
- Por Adriana Fernandes, Thaísa Oliveira e Ana Pompeu | Folhapress
- 20 Nov 2025
- 12:43h
Foto: Divulgação
As investigações que apuram a suspeita de organização criminosa na gestão do Banco Master vão analisar potenciais comissões pagas pelo banco de Daniel Vorcaro com o objetivo de expandir carteiras falsas de crédito consignado para servidores públicos.
Os créditos inventados teriam nascido na Bahia pelas mãos do empresário Augusto Lima, preso na operação Compliance Zero da Polícia Federal, de acordo com pessoas que acompanham as análises. Posteriormente, esse esquema teria sido ampliado para outros estados.
Os investigadores suspeitam que assessores de entes públicos e até mesmo governadores receberam comissões elevadas para expandir a criação de falsos créditos consignados, um esquema que teria ajudado a agigantar a atuação do Master.
Também está em investigação a participação de políticos e agentes públicos na venda de letras financeiras para fundos de pensão de estados e municípios, apurou a reportagem.
A defesa de Lima afirmou nesta terça-feira (18) que recebeu com "absoluta surpresa" a operação porque o executivo já havia se "desligado definitivamente de todas as suas funções executivas" no Master em maio de 2024.
Na decisão que fundamentou as prisões no âmbito da operação Compliance Zero, o juiz Ricardo Leite afirma que outro ponto que não pode ser desprezado e demanda mais investigação é o "limite da influência dos diretores do Banco Master em repartições públicas", conforme apontado pelo Ministério Público Federal. Ele dá "destaque para a captação de regimes próprios e fundos de pensão" que investiram "recursos de seus pensionistas em ativos altamente arriscados, evitados por investidores privados".
"Este ponto guarda ligação com o modo de agir dos dirigentes do Banco Master e o Banco Regional de Brasília, mas que não constitui objeto desta investigação, sendo apenas considerado como indício", apontou o magistrado na decisão obtida pela Folha de S.Paulo.
Institutos que pagam aposentadorias a servidores municipais e estaduais aplicaram R$ 1,87 bilhão em letras financeiras do Master, um papel sem garantia do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) entre outubro de 2023 e dezembro de 2024, de acordo com o Ministério da Previdência Social.
A aquisição desses ativos, que não encontravam muito apetite por parte de investidores privados, foi considerada pelo MPF incompatível com a natureza dos fundos de pensão, que devem buscar segurança e liquidez para garantir a aposentadoria de seus beneficiários.
Ex-sócio de Vorcaro no Master, Augusto foi preso com cerca de R$ 1,6 milhão em espécie em sua residência, em São Paulo.
A sociedade do controlador do Master com Lima começou quando Vorcaro ainda dava os primeiros passos no mercado financeiro com o Banco Máxima, adquirindo uma participação minoritária em 2017. Com a ajuda do modelo de negócios que começou na Bahia com o Credcesta, um cartão de crédito consignado voltado para servidores públicos, o Máxima ganhou musculatura. Em 2019, Vorcaro adquiriu o controle do banco, que dois anos depois foi renomeado Master.
Reportagem de outubro do ano passado da revista Piauí afirma que esse tipo de operação consignada foi replicada pelo Master em outras 23 unidades da federação. Investigadores citam, além da Bahia, o Distrito Federal e o Paraná.
Os indícios apontam que Lima ainda estaria por trás de duas associações —Asteba (Associação dos Servidores Técnico-Administrativos e Afins do Estado da Bahia) e a Asseba (Associação dos Servidores da Saúde e Afins da Administração Direta do Estado da Bahia). Ambas teriam sido criadas por ele e usadas para camuflar as operações de crédito consignado inexistentes, que teriam sido adquiridas pelo BRB (Banco de Brasília).
Essas carteiras foram investigadas pela área de fiscalização do Banco Central (BC), que cobrou explicações ao Master. O banco respondeu que elas tinham origem nas duas associações de servidores da Bahia.
Os fiscais do BC identificaram que não foram encontradas nas associações movimentações financeiras compatíveis com a cessão de créditos para o Master. O MPF oficiou a Secretaria de Administração da Bahia, que enviou a quantidade de descontos consignados de servidores.
A investigação do MPF identificou que os descontos realizados nos contracheques do estado são referentes a mensalidades e serviços associativos de baixo valor e jamais poderiam ter gerado R$ 6,7 bilhões em carteiras de empréstimos consignados adquiridos pelo BRB.
Essas carteiras teriam sido infladas e estariam por trás da operação de venda frustrada do Master para o banco do Distrito Federal. Um investigador, ouvido pela reportagem sob condição de anonimato, disse que as associações teriam sido usadas para ludibriar o Banco Central. Como essas associações não oferecem crédito consignado, ele explica que elas teriam servido de justificativa para o pagamento bilionário que o BRB fez ao Master na aquisição das carteiras.
Como o BC determinou a devolução das carteiras ao Master, a solução encontrada teria sido a compra do Master pelo BRB para camuflar a fraude no balanço dos dois bancos.
O que mais chamou atenção dos investigadores é que, a partir de janeiro de 2025, as cessões de crédito passaram a envolver CPFs de diversas localidades do Brasil.
A decisão judicial que autorizou a operação desta terça afirma que, para cobrir um rombo de R$ 12 bilhões, a solução do Master "consistiu em se associar, ilicitamente, a uma Sociedade de Crédito Direto, com o objetivo de inflar seu patrimônio artificialmente, por meio da aquisição de carteiras de créditos inexistentes e revendê-las ao BRB".
A investigação tem indícios de que Lima teria colocado como laranjas nas duas associações pessoas que eram empregadas por ele em outras empresas, segundo a reportagem apurou. Lima inclusive teria procurações para atuar em nome das associações.
Investigadores afirmam que o sócio de Vorcaro inclusive teria se reunido com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, em abril de 2025 ao lado de Vorcaro para defender a venda do Master para o BRB.
A PF cumpriu mandados de busca e apreensão na sede da Asseba e da Asteba, em Salvador, nesta terça.
A Folha de S.Paulo ligou para a Asseba cinco vezes nesta quarta-feira (19), mas não obteve retorno.
A reportagem também ligou para a Asteba duas vezes. Na segunda, uma mulher que se identificou como Andreza disse que não poderia fornecer o contato de um advogado ou responsável. "Até o momento nós não temos informações. Não teria como te orientar referente a isso", declarou.
- Bahia Notícias
- 20 Nov 2025
- 10:40h
Foto: Reprodução / Mais Região
Uma criança de 3 anos morreu na madrugada desta quinta-feira (20) vítima de um incêndio em uma residência localizada no primeiro andar de um imóvel acima do Boteco do França, na Praça da Música, em Praia do Forte, litoral de Mata de São João. A casa pertence aos proprietários do bar.
De acordo com informações da 53ª CIPM, uma guarnição foi acionada pelo Cicom por volta de 00h05 para apoiar o Corpo de Bombeiros Militar. No local, os policiais constataram que o fogo atingiu dois quartos, sala, banheiro, área de lavagem e um depósito de bebidas que funciona na própria residência.
Populares relataram à Polícia Militar que três adultos foram expostos à intensa fumaça enquanto tentavam resgatar a criança, identificada pelas iniciais M.J.A.. As vítimas socorridas foram José Felipe Sena Almeida, o pai; Maria Luiza Santana Costa, a mãe; e Iuri de Sena Almeida, tio da criança e proprietário do estabelecimento. Eles foram atendidos inicialmente no PA de Praia do Forte e, devido à significativa inalação de fumaça, encaminhados posteriormente ao Hospital Municipal de Mata de São João.
Relatos colhidos no local apontam que a criança estava em um dos cômodos no momento do início do incêndio. Familiares teriam ouvido os pedidos de ajuda da vítima enquanto o ambiente era rapidamente tomado por chamas e fumaça. Segundo essas informações iniciais, o fogo se alastrou muito rápido, o que teria impossibilitado o resgate pelos pais.
Após o rescaldo e uma varredura inicial, o Corpo de Bombeiros não localizou nenhum corpo dentro do imóvel. No entanto, por volta das 7h, após novas buscas e uma inspeção minuciosa nos escombros, os bombeiros localizaram o corpo da criança, já carbonizado.
O corpo foi removido pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) por volta das 9h30 e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). O imóvel foi periciado e as equipes seguem adotando os procedimentos técnicos cabíveis. As circunstâncias do incêndio serão apuradas pelas autoridades competentes.
As informações são do Portal Mais Região
- Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
- 19 Nov 2025
- 16:22h
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
A Câmara dos Deputados aprovou, com 370 votos a favor e 110 contrários, o texto-base do PL 5582/2025, de autoria do governo federal e que regulamenta o enfrentamento ao crime organizado no Brasil. Os deputados agora votam, na noite desta terça-feira (18), os destaques apresentados pelos deputados para modificar trechos do projeto.
O projeto foi chamado pelo governo Lula de “lei antifacção”. Na Câmara, entretanto, o relator, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), nomeou a proposta de Marco Legal de Combate ao Crime Organizado.
A proposta original foi apresentado pelo Ministério da Justiça para instituir novos instrumentos legais para investigações policiais contra facções criminosas. O relator ampliou o escopo original, incorporando pontos de outro projeto que equiparava facções criminosas a grupos terroristas, e buscou estabelecer um tratamento mais rigoroso aos faccionados do que o previsto para crimes hediondos.
A votação da proposta na sessão desta terça (18), com um plenário esvaziado devido ao feriado do Dia da Consciência Negra, só foi possível por esforço pessoal do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que insistiu na urgência do tema. Segundo disse Motta em entrevista nesta tarde, a aprovação deste projeto vai ser a resposta mais dura da história do Congresso no combate às facções criminosas.
"Estamos aumentando penas e criando novas tipificações de crimes. Os chefes irão direto para presídios federais, e seus despachos com advogados serão gravados, não terão visitas íntimas. Estamos tipificando o novo cangaço, o domínio de cidades, a cooptação de crianças e adolescentes. Os chefes terão penas maiores do que as da Lei Antiterrorismo”, disse o presidente, após a reunião de líderes.
Na abertura da Ordem do Dia no plenário, Hugo Motta se disse surpreso pela obstrução ao texto por parte das lideranças do PL e do PT.
“Temos obstrução total dos maiores partidos da Casa, PL e PT, por incrível que pareça, em uma pauta tão importante. Estou sem entender o porquê da obstrução, mas vamos ter de enfrentar. E temos 15 destaques apresentados”, afirmou Motta.
Depois da fala do presidente da Câmara, o líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o partido não iria obstruir a votação do texto.
“Teremos uma noite bastante longa, mas vamos concluir no dia de hoje a votação do marco legal de enfrentamento ao crime organizado”, afirmou o presidente da Câmara, após a retirada da obstrução.
O PT e os partidos de esquerda, entretanto, não retiraram a obstrução, e apresentaram requerimento de adiamento da votação. O requerimento, entretanto, foi rejeitado por mais de 300 votos.
Durante a discussão do requerimento, o líder do governo, Lindbergh Farias (PT-RJ), criticou o relatório apresentado pelo deputado Derrite, e reclamou que ele se recusou a participar de uma reunião com o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e com a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.
Segundo o líder, Derrite não quis se reunir porque promoveu nova alteração no texto, e entre as mudanças, mexeu na parte de destinação de recursos para a Polícia Federal. Na nova versão, o relator diz que os bens apreendidos em investigações feitas pela PF serão direcionados para o Fundo Nacional de Segurança Pública.
Na mesma linha do líder do PT, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, disse que o relatório do deputado Guilherme Derrite representa uma “lambança legislativa”, que, para ela, enfraquece a atuação da Polícia Federal e dificulta o combate ao crime.
Gleisi Hoffmann afirmou que a orientação para a base aliada do governo no Congresso foi a de votar contra o texto de Derrite e a favor da versão original apresentada pelo governo.
“O que está se votando (na Câmara) é algo que, no nosso entendimento, dificulta muito o combate às facções criminosas. Espero que a gente consiga no Senado reverter essa situação, que a gente possa fazer uma discussão de maior nível em relação ao combate do crime organizado no Brasil”, disse Gleisi.
Os deputados governistas ainda sofreram uma segunda derrota durante a votação, quando por 335 votos favoráveis (e apenas 111 contrários) foi aprovado um requerimento de encerramento da discussão. Com isso a votação acabou sendo acelerada no plenário.
Uma outra derrota para os parlamentares governistas se deu quando o Psol apresentou um requerimento para que fosse votado inicialmente o texto original, apresentado pelo governo federal. Esse requerimento recebeu apenas 156 votos favoráveis, e 306 contrários, levando à sua nulidade.
Pelo texto apresentado durante a sessão, a sexta versão do relatório, foram feitas novas mudanças pontuais. Entre elas, a que impõe que os valores capturados em ações de autoridades locais serão transferidos para o Fundo de Segurança Pública do estado responsável pelo caso.
No texto, o relator manteve a sua principal aposta para o estabelecimento do novo marco legal: criar uma nova lei específica para crimes cometidos por facções, separada das normas que já tratam de organizações criminosas no país.
Na sexta versão do texto, Derrite trata sobre as condutas de “organização criminosa ultraviolenta”, “milícia privada” ou “grupo paramilitar”. Para o governo, a definição desses grupos continua sendo um dos maiores problemas do texto, porque pode gerar conflitos com tipificações que já existem hoje.
O relatório que foi aprovado no plenário reafirma a atuação de órgãos como a Receita Federal e o Banco Central em medidas de confisco de bens e altera novamente o destino do dinheiro e dos ativos apreendidos em operações contra as facções.
O texto mantém a ideia de instituir uma lei completamente nova, independente da Lei das Organizações Criminosas e da Lei Antiterrorismo. Esse novo marco, segundo o governo, repete crimes e conceitos que já existem em outras legislações.
Integrantes do governo afirmam que essa estrutura aumenta o risco de duplicidade, decisões contraditórias e dificuldade para aplicar corretamente a lei, já que condutas semelhantes passariam a existir em textos diferentes.
Pela proposta, segue valendo a definição de “organização criminosa ultraviolenta”, usada para enquadrar ataques armados, domínio territorial, sabotagem de serviços públicos, explosões, bloqueios de vias e ações típicas do “novo cangaço”. Ou seja, não houve alteração na forma como o relatório define quem deve ser punido pela nova lei.
Em relação ao papel da Receita Federal e do Banco Central, ambas continuam podendo apreender e declarar a perda de bens diretamente, sem depender de decisão judicial. A nova versão deixa claro que as medidas criadas pelo projeto - como apreensão e bloqueio judicial - não impedem que a Receita, o Banco Central e outros órgãos sigam aplicando o perdimento de bens na esfera administrativa, como já fazem hoje.
A mudança atende a um pedido da Receita, que temia que o texto anterior limitasse sua atuação. Agora, o relatório deixa explícito que os órgãos fiscais podem continuar determinando o perdimento imediato de bens. Essa atuação ocorre ao mesmo tempo que medidas judiciais, e uma não inviabiliza a outra.
Derrite também manteve integralmente o artigo que cria uma ação civil autônoma de perdimento, instrumento que permite confiscar definitivamente o patrimônio ligado às facções, mesmo sem condenação penal. Pelo texto, a ação é imprescritível, permite alcançar bens localizados no exterior, e transfere o patrimônio ao poder público em paralelo à ação penal.
- Por Guilherme Botacini / Victor Lacombe | Folhapress
- 19 Nov 2025
- 14:18h
Foto: Reprodução / TV Globo
Em voto quase unânime, a Câmara dos Representantes e o Senado dos Estados Unidos aprovaram nesta terça-feira (18) a liberação dos arquivos do Departamento de Justiça sobre Jeffrey Epstein, caso que tem gerado desgaste para o presidente Donald Trump e cobranças de sua base.
Na Câmara, a medida teve placar de 427 votos a 1, com cinco abstenções. No Senado, recebeu aval de todos os parlamentares, sem exceção, após uma manobra do Partido Democrata. Agora, o texto vai para a sanção presidencial —Trump prometeu não vetar a lei se aprovada no Congresso.
A reviravolta acontece dois dias após Trump abandonar sua oposição à medida. O texto exige a divulgação de todos os materiais não confidenciais sobre Epstein e o suposto esquema de tráfico sexual e exploração de menores que o financista teria operado.
Na Câmara, o único voto contrário foi do republicano Clay Higgins, deputado trumpista da Louisiana. Em publicação no X, Higgins explicou sua posição, dizendo que a lei "revela a identidade de milhares de inocentes, entre testemunhas, familiares, etc". "Se for aprovada da forma como está, uma revelação tão ampla de uma investigação criminal, liberada para uma mídia raivosa, irá resultar em pessoas inocentes sendo prejudicadas", afirmou o parlamentar.
No Senado, o líder da oposição, o senador por Nova York Chuck Schumer, manobrou para que a lei fosse aprovada por consenso —isto é, propôs que a Casa avalizasse a medida de maneira automática a menos que algum senador levantasse objeções. Nenhum republicano o fez, e o texto foi aprovado.
Trump, cujas relações com Epstein têm sido exploradas por críticos e apoiadores, há muito tempo alimenta teorias conspiratórias sobre o abusador que cultivou muitos amigos ricos e poderosos —Epstein foi condenado por crimes sexuais na justiça estadual da Flórida em 2008. Ele foi preso por acusações semelhantes, mas mais graves, em 2019, quando morreu na prisão.
Desde que o republicano retornou ao poder, o assunto se tornou um raro ponto fraco para ele, em particular para alguns de seus apoiadores mais radicais, que têm se mostrado descontentes com declarações de Trump e atos do governo sobre o caso.
Uma pesquisa Reuters/Ipsos de outubro descobriu que apenas 4 em cada 10 republicanos aprovam a forma como Trump lida com o assunto, bem abaixo dos 9 em cada 10 que aprovam seu desempenho geral.
Trump afirma que nunca teve nenhuma ligação com os supostos crimes de Epstein e tem se referido ao assunto como uma "farsa democrata", usada para desviar o foco do que seriam pontos positivos de seu governo e falhas da oposição.
A campanha parlamentar pela divulgação dos materiais sobre o financista foi liderada pelo republicano Thomas Massie, o que indicava a dificuldade do governo de resistir à medida. Massie coletou 218 assinaturas de colegas da Câmara em uma petição que forçou a votação da medida, algo que vinha sofrendo resistência do presidente da Casa, o também republicano Mike Johnson.
O fato de Trump anteriormente se opor à divulgação do material azedou as relações com uma de suas mais fortes apoiadoras no Congresso, a deputada republicana Marjorie Taylor Greene, que criticou repetidas vezes o Departamento de Justiça por não divulgar mais detalhes sobre Epstein. Trump rebateu, chamado Greene de traidora.
A súbita reviravolta do presidente veio no domingo (16), quando ele afirmou: "Os republicanos da Câmara deveriam votar para divulgar os arquivos de Epstein, porque não temos nada a esconder."
O principal democrata da Câmara, o deputado por Nova York Hakeem Jeffries, teve outra avaliação. "Donald Trump parece ter se acovardado no escândalo Epstein. Ele cedeu. É uma rendição completa e total", disse ele em uma entrevista coletiva na segunda-feira (17).
Mike Johnson havia dito a repórteres que ele e Trump estavam preocupados em proteger as vítimas de Epstein de exposição pública indesejada. "Não tenho certeza se a liberação faz isso, e isso é parte do problema", disse o republicano na segunda-feira —argumento que repetiu no plenário antes de votar a favor da lei. Os apoiadores da medida dizem que as preocupações de Johnson são infundadas.
Há dúvidas, no entanto, sobre o alcance real da divulgação dos materiais, porque a medida permite ao Departamento de Justiça manter sob sigilo documentos sujeitos a investigações —ao mesmo tempo, Trump pediu ao departamento para investigar a relação de Epstein com importantes nomes democratas, como o ex-presidente Bill Clinton e o ex-secretário do Tesouro Larry Summers.
Na segunda, Summers disse estar "profundamente envergonhado" após as revelações de seus diálogos com Epstein e anunciou que se afastaria da vida pública. Professor de Harvard, ele continuará a dar aulas na instituição, entretanto.
Epstein se declarou culpado de uma acusação estadual de prostituição de menores na Flórida em 2008 e cumpriu 13 meses de prisão. O Departamento de Justiça dos EUA, em 2019, o acusou de tráfico sexual de menores na esfera federal em um caso muito mais amplo, jogando luz em um esquema que pode ter vitimado mais de 200 mulheres. Epstein se declarou inocente dessas acusações e morreu na prisão antes do julgamento, no que foi considerado um suicídio.
Emails divulgados na semana passada por um comitê da Câmara mostraram que o financista acreditava que Trump "sabia sobre as garotas", embora não estivesse claro o que isso significava. A Casa Branca disse que os emails divulgados não continham prova de irregularidades por parte de Trump.
- Bahia Notícias
- 19 Nov 2025
- 12:14h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
A Força-Tarefa de combate à sonegação fiscal na Bahia deflagrou na manhã desta quarta-feira (19), em Barreiras, operação contra um grupo empresarial do setor de comércio varejista, que teria sonegado mais de R$ 13 milhões em impostos ao estado.
Chamada de ‘Operação Eidolon’, a ação cumpriu mandado de busca e apreensão na residência do contador responsável pelas fraudes apuradas.
O grupo é investigado pela prática de sonegação fiscal de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), por meio da omissão fraudulenta de vendas de mercadorias e da utilização indevida de créditos fiscais.
A Inspetoria Fazendária de Investigação e Pesquisa da Secretaria da Fazenda (Infip/Sefaz), o Ministério Público do Estado da Bahia e a Polícia Civil, na Bahia, identificaram a potencial utilização de notas fiscais fraudadas, cujas emissões relacionaram contribuintes sediados em outros estados e não cadastrados na Secretaria da Fazenda, com o propósito de gerar crédito indevido de ICMS.
Foram detectados ainda indícios de que os responsáveis pela assessoria e consultoria contábil da empresa contribuinte tentaram obstruir a apuração das fraudes.
- Por Fernanda Mena | Folhapress
- 19 Nov 2025
- 10:07h
Foto: Ricardo Stuckert / PR
O governo federal anunciou a criação de uma empresa para gerir os dados de reciclagem no Brasil, certificá-los e padronizá-los para fiscalização do MMA (Ministério do Meio Ambiente), evitando "greenwashing" no campo da reciclagem, ou seja, falsas alegações sobre quanto material foi reciclado.
A medida foi anunciada na COP30, em Belém (PA), pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, Ricardo Cappelli, e pelo secretário Nacional de Meio Ambiente Urbano e Qualidade Ambiental, Adalberto Maluf.
O objetivo é dar transparência e credibilidade aos dados de reciclagem no país para que sejam cumpridas as novas regulamentações de logística reversa previstas pelo MMA. Preconizada na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), logística reversa é o retorno para a indústria, comércio ou importador dos resíduos gerados por seus produtos após o uso pelo consumidor.
Hoje o Brasil recicla apenas 8% das cerca de 30 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos produzidos por ano e que poderiam ser reciclados. No total, o país produziu mais de 80 milhões de toneladas de resíduos nos últimos anos.
O plástico foi o primeiro a ter logística reversa regulamentada pelo decreto 12.688/2025, que determina o quanto deste material precisa ser recuperado por meio da reciclagem e estabelece um percentual de conteúdo reciclado que precisa haver em novas embalagens.
O plano do governo federal é regular para todos os resíduos recicláveis, chegando ao alumínio, papelão e vidro —cujo decreto já existe mas deve sofrer alterações.
O anúncio do governo durante a COP30 é de uma ampliação do Recircula Brasil, a plataforma criada pela Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico) em parceria com a ABDI para rastrear a origem dos plásticos recuperados para reciclagem e o destino do material reciclado. Segundo a ABDI, a Recircula já rastreou 50 mil toneladas de plástico no país e deve rastrear outras 250 mil toneladas no ano que vem.
A partir de cruzamentos de notas fiscais desde a cooperativa de catadores de materiais recicláveis até a indústria recicladora e então a indústria de transformação, a plataforma verifica e conecta notas fiscais eletrônicas, atestando a origem da matéria-prima reutilizada em novos produtos. A auditoria dos dados ficará por conta da Central de Custódia, certificadora externa independente credenciada pelo MMA que já cuida da plataforma do plástico.
"Vamos levar essa plataforma para outros setores. Assinamos acordo com o setor do alumínio, e estamos em conversas com a Associação Brasileira da Industria Têxtil, a Abit", afirma Cappelli, presidente da ABDI.
Para centralizar a operação e governança da ferramenta, a ABDI vai criar uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) pública, um tipo de empresa com objetivo específico, capaz de preservar a confidencialidade dos dados de cada setor.
"É só uma forma legal, um instrumento jurídico que nos permite usar a plataforma para outros setores da reciclagem. Não tem novos cargos. Quem vai trabalhar na Recircula Brasil é a turma da ABDI que já atua nesta área", explica Cappelli.
Ele explica que a criação da plataforma, em parceria com a ABDI, ocorreu a um investimento inicial de R$ 4 milhões e que deve haver um "pequeno custo" para a certificação dos dados de reciclagem. "Nossa intenção não é arrecadar, mas tem um custo de manutenção a ser coberto."
A nova ferramenta deve ser oficializada via portaria pelo MMA, e a estimativa é de que seja capaz de verificar 27 milhões de toneladas de resíduos por ano, considerando todas as cadeias de resíduos secos recicláveis.
- Bahia Notícias
- 19 Nov 2025
- 08:03h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank pediram à Justiça a aplicação de medidas coercitivas contra Dayane Alcantara Couto de Andrade, a Day McCarthy. A ação busca compelir o pagamento de uma indenização, que já supera R$ 500 mil, decorrente de uma condenação por racismo contra a filha do casal.
Day McCarthy foi condenada no ano passado pela Justiça Federal a oito anos e nove meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pelo crime de racismo praticado em 2017. As ofensas, que incluíram os termos "macaca" e "nariz de preto horrível", foram dirigidas à filha do casal, em publicações nas redes sociais. Apesar da condenação, Dayane permanece em liberdade e não quitou a dívida, que com juros e correções ultrapassa R$ 518 mil.
A nova movimentação processual requer o bloqueio de cartões de crédito e a suspensão de autorizações para dirigir nos Estados Unidos e em países europeus. Conforme O Globo, a petição argumenta com publicações da própria ré exibindo joias, viagens e bens de alto valor.
O advogado da família, Alexandre Celano, explicou a estratégia ao ser procurado. “As medidas coercitivas alternativas estão sendo tomadas pela Família Gagliasso por conta de dois fatores: a inadimplência deliberada e a liberdade que ela ainda tem. As medidas coercitivas visam cercear esta liberdade bloqueando passaportes, a carteira de habilitação brasileira e uma eventual carteira emitida pelo governo dos Estados Unidos, além da eventual carteira emitida pela União Europeia”, disse ele.
O casal move dois processos, um cível e outro criminal, relacionados ao mesmo episódio. Como a ré não foi localizada na época, o julgamento ocorreu à revelia. A condenação criminal foi decretada em 2024.
- Bahia Notícias
- 18 Nov 2025
- 18:05h
Foto: Reprodução / Banco Master
Deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta terça-feira (18), a Operação Compliance Zero cumpriu mandado de prisão contra Augusto Lima, empresário baiano que também é sócio do Banco Master.
Além dele, a PF também prendeu Daniel Vorcaro proprietário do Banco Master, no Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU). Segundo informações confirmadas pela corporação, ele tentava deixar o país em um avião particular quando foi abordado.
A ação tem o objetivo de combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional.
Policiais federais cumprem cinco mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e 25 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares diversas da prisão, nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e no Distrito Federal.
As investigações tiveram início em 2024, após requisição do Ministério Público Federal, para investigar a possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes por uma instituição financeira. Tais títulos teriam sido vendidos a outro banco e, após fiscalização do Banco Central, substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada.
Foto: Divulgação
A Blaack Empreendimentos segue acelerando sua trajetória de crescimento e chega agora à sua 6ª cidade de atuação: Piatã, um dos destinos mais promissores da Chapada Diamantina.
Esse movimento reforça nosso compromisso de que quem facilita, tá aqui gerando oportunidade para a venda de terrenos rurais com alto potencial de valorização.
Com presença consolidada em Brumado, Maracás, Ibiassucê, Guanambi e Lagoa Funda. Agora, Piatã entra para o mapa se destacando pelo turismo crescente, clima diferenciado e demanda aquecida para moradia e investimento — exatamente o cenário ideal para a Blaack entregar qualidade, acessibilidade e futuro.