Governo da Bahia lança programa de oportunidade profissional para jovens e anuncia parcerias com Ministério do Trabalho

  • Bahia Notícias
  • 19 Mai 2023
  • 10:09h

Fotos: Mateus Pereira / GOVBA

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues ( PT), lançou nesta quinta- feira (18), em Salvador, o programa Juventude Produtiva. A ação do Governo do Estado, por meio da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), visa criar oportunidades para autonomia econômica de jovens com idade entre 16 e 29 anos. 

 

O evento contou com a participação do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, que assinou o Protocolo de Intenções para implantação do Novo SineBahia como projeto-piloto nacional e divulgou a Escola do Trabalhador 4.0. Em um investimento de R$ 8,1 milhões, o programa vai beneficiar 17.040 jovens baianos, mediante dez ações que atuam em duas frentes: inserção no mercado de trabalho e empreendedorismo.

 

“Quero primeiro agradecer a presença do ministro Marinho aqui com sua equipe para fazer o pontapé inicial de uma política nacional aqui pela Bahia, pelo tamanho, pela contribuição e pela estratégia de política de emprego, de formação, de capacitação. A expectativa em relação a essa parceria com o Ministério do Trabalho é que a gente possa ampliar as oportunidades de capacitação e de formação. É claro que aí tem uma ferramenta fundamental que é a escola. Nós vamos continuar fortalecendo essa agenda para que possamos chegar em cada canto da Bahia com a educação formal do Ensino Médio, com a Educação Profissional e com oportunidades de capacitação”, declarou Jerônimo.

O Programa Juventude Produtiva reúne ações vinculadas aos seguintes projetos: Gestão Jovem; Acelerando seu Corre Bahia; Força Jovem; Jovem Empreendedor; Conectar EaD; Trilha; Saber para Crescer; Qualificação SineBahia, Capacitação Senac e Projeto com as Mãos, Eu Recomeço.

 

“Uma das vertentes desse programa é exatamente oferecer um conjunto de projetos que dão acompanhamento aos jovens empreendedores e aqueles que querem se transformar em empreendedores. Não estou falando aqui de trabalho precário. São empreendedores de fato, daquela economia popular que movimenta e gera emprego para as famílias, especialmente de média e baixa renda. A finalidade é preparar para o mercado de trabalho”, explicou o titular da Setre, Davidson Magalhães.

 

Novo SineBahia

 

O Novo SineBahia será um projeto-piloto nacional com a oferta de novos serviços à população e passa a ser um modelo estruturado de unidade descentralizada do Sistema Público de Trabalho, Emprego e Renda. O portfólio de serviços prestados atualmente será ampliado, passando a incluir a mediação de conflitos e homologação entre empregadores e trabalhadores. Serão investidos R$ 4 milhões no processo.

 

“O estado da Bahia demonstra uma grande experiência só por preservar a rede mesmo depois do desmonte do governo anterior. Nós estamos olhando para a Bahia dizendo: vocês merecem dar conosco o pontapé da restauração da Rede Sine. Pretendemos que a Rede Cine seja a única porta de entrada para todos os trabalhadores, de todos os serviços relacionados ao mundo do trabalho, relacionado à economia solidária, e aos desafios da qualificação e capacitação. Enfim, e a Bahia nos parece o melhor exemplo para que a gente, a partir daqui, possa oferecer aos demais estados brasileiros esse processo de reestruturação”, afirmou o ministro Marinho.

 

Escola do Trabalhador 4.0

 

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) também disponibilizará, para difusão no âmbito da rede de atendimento ao trabalhador do Estado da Bahia, a Escola do Trabalhador 4.0, que faz parte do programa Caminho Digital e oferece cursos gratuitos em tecnologia e produtividade.  Serão 500 mil vagas disponibilizadas para a Bahia na plataforma digital do Ministério do Trabalho e Emprego: https://ead.escoladotrabalhador40.com.br/.

 

Mais parcerias

 

A Setre também assinou Acordo de Cooperação com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) para promover a capacitação profissional através de uma ação no programa Juventude Produtiva. O acordo prevê intermediação de mão de obra por meio da Rede SineBahia, para fins de contratação dos jovens qualificados.

 

Durante o evento, aconteceu também uma exposição de 53 projetos do Fundo do Trabalho Decente (Funtrad), iniciativa que já beneficiaram 23 mil pessoas com investimentos de mais de R$ 22 milhões. Projetos de todo o estado foram exibidos com amostras da produção de cada um deles com alimentação, artesanato, estamparia, bijuterias, dentre outros.

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Haddad diz que governo não sabe lidar com redes sociais

  • Por Fábio Zanini | Folhapress
  • 19 Mai 2023
  • 08:05h

Foto: Reprodução / CNN

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), disse em entrevista ao empresário Abílio Diniz que comunicar-se bem é crucial, mas que governo não sabe lidar bem com as redes sociais.
A declaração foi dada no programa "Caminhos com Abílio Diniz", que foi ao ar na CNN Brasil na quinta-feira (18).

Abílio havia dito que "não basta ser, também tem que parecer", comentando a necessidade de o governo se comunicar bem.

 

"Isso é crucial sobretudo hoje com as redes sociais", respondeu Haddad. Ele acrescentou que a extrema-direita aprendeu a usar essas ferramentas. "Mas nós democratas não sabemos lidar com as redes sociais", completou.

O ministro também falou sobre a queda de juros, uma demanda do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Banco Central, que é autônomo. Para Haddad, as medidas tomadas até o momento abrem espaço para a redução e que a decisão tem de ser técnica.

"Essa discussão é técnica, não deve ser política. Você pode ter dois economistas, um que acha 'não, é melhor esperar' e outro que pensa 'pelo andar da carruagem já há espaço para que a política monetária reforce a política fiscal'", explicou.

Filha mata pai de 72 anos por causa de cartão do SUS

  • Bahia Notícias
  • 18 Mai 2023
  • 18:15h

Imagem aérea ilustrativa de Água Boa (MT) | Foto: Reprodução / YouTube

Um crime chamou atenção dos moradores do município de Água Boa, a 800 km de Cuiabá (MT), nesta quarta-feira (17). De acordo com as informações, Isídio Pereira da Silva, de 72 anos, foi morto no final da manhã e a principal suspeita do crime é a filha dele, que alegou que tinha sido atacada pela vítima e acusada de furtar o cartão do Sistema Único de Saúde (SUS) do idoso. Isídio foi socorrido ainda com vida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

 

De acordo com informações do boletim de ocorrência, populares acionaram a Polícia Militar, relatando que uma mulher estava correndo atrás de um idoso com uma faca nas mãos. Quando a PM chegou ao local, encontrou Isídio caído no quintal de uma casa, com lesões nas costas e no nariz. A filha foi presa.

 

As informações são do RDNews.

Tradicional festa junina é suspensa devido à proibição judicial no Extremo Sul baiano

  • Bahia Notícias
  • 18 Mai 2023
  • 16:40h

Foto: Divulgação

Atendendo a uma decisão da Justiça Federal, que proibiu a realização de eventos em estradas federais no município de Eunápolis, a prefeita Cordélia Torres confirmou ao Radar News, parceiro do Bahia Notícias, que neste ano de 2023, não será realizado o Pedrão, tradicional evento junino do município. 

 

De acordo com a prefeita, a medida foi tomada por precaução, para não desobedecer a uma determinação judicial cuja multa, em caso de descumprimento, é de R$ 10 milhões por dia.

 

A prefeita lamentou ter que cancelar um evento tão aguardado pela população e pelo comércio do município, mas prometeu que, em 2024, será realizado um Pedrão melhor do que foi o de 2022, inclusive com espaço próprio para as crianças.

 

Promovido desde 2005, o Pedrão é uma das festas mais importantes de Eunápolis. Há vários anos, evento junino vinha sendo realizado em um trecho da BR-367.

 

Apesar do cancelamento do Pedrão deste ano, o município manterá os festejos de São João nos bairros e na Vila do Forró, no centro da cidade, adiantou Cordélia.

 

AÇÃO DO MPF

O risco de cancelamento de uma das mais tradicionais festas do município já havia sido alertado pela Prefeitura de Eunápolis no ano passado, quando o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública contra o município de Eunápolis visando proibir eventos festivos que impliquem interdição de rodovia federal, em especial o trecho da BR-367 onde tradicionalmente acontece o Pedrão.

 

A decisão da Justiça Federal não proibiu a realização do Pedrão, mas exigiu que o evento ocorra em um local apropriado. No entanto, segundo a prefeita, o município não teve recursos financeiros para construir um local adequado à realização do Pedrão deste ano.

 

TRADICIONAL LOCAL DE EVENTOS

Não é de agora que a BR-367, no trecho de Eunápolis, vem sendo utilizada para a realização de eventos festivos. Desde 1997, pelo menos, a rodovia serve de palco para grandes eventos.

 

Entre eles, a micareta promovida em 1997, 1998 e 1999, na gestão do então prefeito Paulo Dapé, e que continuou sendo realizada nos anos seguintes pelo então prefeito Gediel, e depois por Robério Oliveira.

 

IMPACTO À ORDEM E SEGURANÇA DO TRÂNSITO

O MPF alegou, na ação civil pública, que o fechamento da rodovia para a realização de festas prejudica o desenvolvimento das atividades ordinárias da PRF, causa transtornos ao trânsito e aumenta as ocorrências de acidentes, de modo que não é razoável a utilização irregular de bem da União.

 

Em sua defesa, a Prefeitura de Eunápolis sustentou que o Pedrão é patrimônio cultural do município, o maior evento junino do Extremo Sul da Bahia, fonte de mais de 5 mil empregos e que faz circular mais de R$ 50 milhões na economia local.

 

Afirmou que o circuito do Pedrão ocupa um espaço de pouco menos de um quilômetro da BR-367, e que durante todo o período de realização do evento há rotas alternativas de tráfego.

 

No entanto, em sua decisão, o juiz federal titular da Subseção Judiciária de Eunápolis, Pablo Baldivieso, destacou que “resta evidente que a obstrução da rodovia federal para a realização do evento festivo tem impacto significativo na ordem e segurança do trânsito”. Segundo ele, tanto o DNIT quanto a Polícia Rodoviária Federal manifestaram-se contrários à realização do Pedrão na BR-367.

Ibama nega pedido da Petrobras de explorar bacia da foz do Amazonas

  • Bahia Notícias
  • 18 Mai 2023
  • 14:15h

Foto: Tânia Rego / Agência Brasil

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou nesta quarta-feira (17) que negou a licença para a Petrobras perfurar o poço de petróleo no litoral do Amapá. A estatal aguardava apenas essa autorização para iniciar a medida de teste na bacia da Foz do Amazonas, localizada a cerca de 175 quilômetros da costa amapaense.

 

Em novembro do ano passado, a Petrobras declarou que o processo de licenciamento estava na fase de execução dos projetos ambientais e preparação para a Avaliação Pré-Operacional (APO), requisito para a emissão da licença ambiental pelo Ibama.

 

No entanto, uma nota contra a ação já havia sido divulgada pela área técnica do Ibama. Agora o presidente do órgão, Rodrigo Agostinho, acompanhou o parecer.

 

Como justificativa, o órgão indicou que o plano da estatal para a área não dava garantias para atendimentos à fauna em caso de acidentes com o derramamento de óleo, além de não mostrar uma previsão de impactos da atividade em três terras indígenas em Oiapoque.

Conquista pressiona ViaBahia por duplicação da BR-116; diretor-geral da ANTT diz que obra sai este ano

  • Bahia Notícias
  • 18 Mai 2023
  • 12:12h

Foto: Reprodução / SECOM

A prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (UB), firmou na manhã desta quarta-feira (17) um convênio com a concessionária Via Bahia, visando incluir investimentos em novas intervenções que fazem parte do projeto de duplicação da BR-116. Ela também cobrou da concessionária o início das obras por Vitória da Conquista. Nesta terça (16), o deputado federal Jorge Solla (PT) participou de uma reunião com o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que antecipou que a obra deve começar ainda neste ano.

 

A assinatura do termo entre a concessionária e a prefeitura aconteceu no gabinete da gestora conquistense. De acordo Sheila, as cobranças da gestão municipal para que a obra seja concluída dentro do prazo continuarão de forma incansável. A obra é guardada desde a assinatura do contrato de concessão à ViaBahia, em 2009.

 

 “São muitos anos de luta para que a gente conseguisse ter a BR-116 duplicada. Nosso compromisso é com o progresso e a qualidade de vida dos conquistenses, e a duplicação da BR-116 é um passo crucial nessa direção, pois, proporcionará uma rodovia mais segura e moderna para todos”, disse a prefeita.

 

O convênio de cooperação aborda as demandas viárias de várias localidades, incluindo Lagoa das Flores, Pé de Galinha, Veredinha, a duplicação do anel rodoviário e o acesso ao aeroporto de Vitória da Conquista.

 

O diretor jurídico e regulatório da concessionária, Hederverton Andrade Santos, comprometeu-se a atender às demandas da prefeitura e buscar soluções em conjunto para implementar o que foi acordado.

 

De acordo com o Executivo, assim que a burocracia seja superada, as obras serão iniciadas no município. A prefeita Sheila Lemos deixou clara a posição estratégica da terceira maior cidade da Bahia.

 

Vitória da Conquista é o município que congrega cidades como Anagé, Cândido Sales, Planalto, Barra do Choça, Belo Campo, Encruzilhada, Itambé, Ribeirão do Largo e Encruzilhada. “Como o maior município da região, entendemos que é importante termos esta garantia de atendimento pela Via Bahia”, concluiu a prefeita.

 

PROMESSA A SOLLA

Durante reunião com o deputado Jorge Solla, o diretor-geral da ANTT, Rafael Vitale, indicou que as obras na região de Vitória da Conquista devem começar ainda em 2023. O parlamentar foi acompanhar a evolução dos processos dos contratos de concessão da BR-116, administrada pela ViaBahia.

 

O encontro ocorreu na sequência da reunião que o diretor teve com o presidente da ViaBahia, que apresentou os projetos para melhorar o acesso ao aeroporto conquistense, além dos dispositivos a serem implantados no trecho urbano da rodovia. “Essa foi mais uma etapa das tratativas em busca de uma solução negociada para que a ViaBahia cumpra o contrato de concessão firmado com o governo federal, em 2009, no sentido de entregar melhores serviços que deem segurança à população”, disse Solla.

 

Em abril, aconteceu uma Audiência Pública convocada pelo deputado na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados, a pedido da população de Vitória da Conquista.

 

Ainda como resultado da Audiência Pública, o Governo Federal, por meio do Ministério dos Transportes, determinou a criação de um Grupo de Trabalho (GT) para encontrar soluções para os contratos de concessão das rodovias administradas pela empresa. Além da BR-116, na Bahia, a empresa também administra as rodovias BR-324, BA-526 e BA-528.

Entenda impactos da nova política de preços da Petrobras na Bahia; gás de cozinha pode baixar

  • Por Anderson Ramos
  • 18 Mai 2023
  • 10:08h

Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil

A nova política de preço dos combustíveis anunciada pela Petrobras na terça-feira (16), com o abandono da Política de Paridade Internacional (PPI), já fez reduzir o valor da gasolina, diesel e gás de cozinha no Brasil, mas não será adotada na Bahia.

 

A Acelen, dona da Refinaria Mataripe, informou em comunicado que não adotará a decisão da estatal e manterá o seu modelo, que segue em consideração variáveis como custo do petróleo, dólar e frete, em consonância com as práticas internacionais de mercado.

 

Fontes ouvidas pelo Bahia Notícias afirmam que, apesar do barateamento, os valores que passaram a ser praticados pela Petrobras nesta quarta (17), estão equiparados aos praticados pela refinaria que pertence ao fundo árabe Mubadala ao longo de 2023.

 

A avaliação feita por quem acompanha o setor é de que o preço do combustível praticado pela estatal a partir de hoje é o mesmo que já é praticado na PPI pela Acelen. A demora em atualizar os valores levando em conta as variações do mercado internacional - com o dólar e o preço do barril em baixa - justificaria o argumento.

 

Conforme anunciado pela Petrobras, o litro do diesel vai cair 40 centavos, de R$ 4,89 para R$ 4,49, o que significa um desconto de 8,17%. Já a gasolina vai ficar 6,9% mais barata, ou 20 centavos, passando de R$ 3,28 para R$ 3,08 por litro.

 

Procurada pela reportagem, a Acelen informou que nos últimos meses, reduziu, semanalmente, os preços dos combustíveis produzidos na Refinaria de Mataripe. Segundo a empresa, o diesel sofreu 10 reduções consecutivas, acumulando queda de 31% desde o início do ano. Já a gasolina acumula queda de 16% no mesmo período.

 

“Os reajustes para baixo refletem a política de preços da empresa, que segue critérios técnicos, levando em consideração variáveis como custo do petróleo, dólar e frete, em consonância com as práticas internacionais de mercado. Cabe destacar que a empresa possui uma política de preços transparente, a partir de uma fórmula objetiva, homologada pela agência reguladora, que assegura previsibilidade e preços justos, visando um mercado mais competitivo no país”, informou a companhia.

 

Porém, há uma ponderação. As mesmas fontes dizem que a recente redução no preço do gás de cozinha é superior aos que foram feitos pela Acelen neste ano, e que o produto estaria sendo vendido mais barato pela Petrobras.

 

A estatal reduziu em R$ 8,97 o preço do botijão de 13 kg, o que equivale a um corte de 21,3% no valor final. Apesar de não ser controlada pelo governo, há a estimativa que o preço do botijão de gás para o consumidor final pode cair abaixo dos R$ 100.

 

Já a Acelen informou que em relação ao GLP, que tem preço atualizado mensalmente, a redução foi de cerca de 10%, de março para maio. Um novo reajuste será anunciado no início de junho.

 

Procurada pela reportagem, a Petrobras não havia se pronunciado até o momento da publicação desta matéria.

 

SUPOSTA FALTA DE TRANSPARÊNCIA

A Acelen vê com ressalvas a nova política adotada pela principal concorrente. Segundo a detentora da Refinaria Mataripe, a medida da Petrobras não traz informações suficientemente claras para garantir a previsibilidade dos preços de combustíveis no Brasil.

 

“Por ser uma empresa dominante no mercado, esta premissa é base para garantir o abastecimento nacional e promover o desenvolvimento da indústria de óleo e gás. A ausência de previsibilidade dos preços de combustíveis desta nova política tende a afastar novos investidores e investimentos”, pontuou a empresa em nota.

 

A empresa ainda afirmou considerar “saudável” que o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) acompanhe as variações de preços e aplicação dessa nova política, garantindo simultaneamente as condições isonômicas de acesso ao petróleo brasileiro pelas refinarias privadas, preservando a competitividade e a sustentabilidade do setor.

 

A Mataripe produz cerca de 300 mil barris de petróleo por dia e é responsável por 14% da capacidade total de refino do país. A refinaria abastece cerca de 80% do mercado na Bahia e 42% no Nordeste.

Manobras no arcabouço fiscal turbinam gasto do governo em até R$ 82 bi em 2024

  • Por Alexa Salomão e Idiana Tomazelli | Folhapress
  • 18 Mai 2023
  • 08:03h

Foto: Reprodução / Youtube

 

Alterações no projeto de lei complementar do novo arcabouço fiscal estão garantindo recursos adicionais para o Executivo turbinar seus gastos fora dos parâmetros propostos inicialmente pelo próprio governo.
 

Pelo menos duas mudanças já chamaram a atenção dos especialistas: a autorização para os gastos crescerem no máximo previsto pela regra em 2024 e a permissão permanente para o governo usar a inflação a favor de mais despesas em caso de repique dos preços até o fim do ano.
 

As duas manobras asseguram um espaço extra de até R$ 82 bilhões para gastos do governo petista em 2024 e ampliam a base de cálculo para os anos seguintes.
 

"Tentam garantir mais gastos, possivelmente atendendo a pressões. Essa é uma coisa ruim do substitutivo", afirma Felipe Salto, economista-chefe da Warren Rena.
 

A avaliação entre os especialistas é que o Ministério da Fazenda reconhece que terá dificuldades para elevar as receitas e cumprir os parâmetros, o que levaria a uma menor expansão orçamentária já na largada do arcabouço. Por isso, a pasta busca alternativas no Congresso para garantir recursos adicionais.

 

Pela regra em discussão, o limite de gasto do ano seguinte deve equivaler a 70% da variação da receita em 12 meses acumulados até junho do ano anterior, já descontada a inflação, mas sempre dentro de uma banda de 0,6% a 2,5%.
 

O relator do projeto de lei na Câmara que estabelece o novo regime fiscal, deputado federal Cláudio Cajado (PP-BA), fixou que a despesa do governo pode ter um crescimento real de 2,5% no gasto, seja qual for a receita.
 

O governo vinha projetando um crescimento da despesa menor, de cerca de 2,3%. No entanto, a estimativa era generosa quando comparada à feita por parte dos economistas que trabalham com estatísticas macroeconômicas. A articulação para cravar o percentual de 2,5% reforça a percepção de que seria difícil chegar a esse patamar.
 

O ex-secretário do Tesouro Nacional Jeferson Bittencourt, economista da ASA Investments, fez as contas sobre o eventual efeito dessa mudança. Ele estima que a fixação do crescimento real do limite em 2,5% para o ano que vem pode render R$ 40 bilhões adicionais para o governo, na comparação com a expectativa inicial de um avanço pelo piso de 0,6%.
 

Há também um custo para a imagem do governo.
 

"Ficou ruim fixar no primeiro ano um percentual, já desviando da proposta original. Mostra dificuldade de o governo lidar com a sua própria regra", afirma o economista Manoel Pires, coordenador do Núcleo de Política Econômica e do Observatório de Política Fiscal do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas).
 

Pires acredita que o governo terá de seguir fazendo ajustes para cumprir a regra, possivelmente em pouco tempo.
 

"Minha perspectiva é que se produzam alguns avanços nos próximos três anos, como melhora de primário e dos mecanismos de gestão", diz ele. "Depois, avaliamos algum ajuste mais estrutural na regra, mantendo o que funcionou e ajustando outras coisas. As regras mudam em outros países também na medida em que essas avaliações são feitas. É um debate evolutivo no mundo todo."
 

Pires estimava crescimento de pouco mais de 1% nos gastos pelos parâmetros da proposta apresentada originalmente.
 

O número é ligeiramente superior ao projetado pelo economista Bráulio Borges que, considerando as receitas até junho deste ano, trabalhava com um aumento real de 0,9% para as despesas dentro da regra.
 

"A sinalização é ruim porque mostra que o governo não quer fazer ajuste já no primeiro ano de vigência do novo arcabouço, e isso depois de ter um ano de forte expansão de despesas, por causa da PEC (proposta de emenda à Constituição) aprovada em 2022", afirma, em referência à proposta aprovada ainda na transição, que assegurou um adicional de R$ 168 bilhões.
 

Nas projeções de Borges, a fixação do crescimento da despesa no teto da banda também vai elevar o esforço necessário para cumprir a meta de resultado primário --a promessa do ministro Fernando Haddad (Fazenda) é zerar o déficit no ano que vem. Se antes o governo precisaria de R$ 150 bilhões, com a mudança vai ter de conseguir um adicional de receita da ordem de R$ 180 bilhões.
 

Procurado pela reportagem, Cajado explicou que a fixação dos 2,5% busca contornar os efeitos da desoneração dos combustíveis adotada no fim de 2022, que contribuiu para derrubar a inflação --que agora corrigirá o novo teto (já que um menor índice de preços diminui a correção das despesas).
 

Segundo ele, a proposta foi colocada na mesa de negociação e foi aceita por todos que participam das conversas sobre o novo arcabouço.
 

No entanto, a metodologia para o reajuste do limite de despesas pela inflação também foi alterada na tramitação do texto --o que deve impulsionar mais os gastos.
 

Pela proposta original, seria considerado o IPCA acumulado de janeiro a junho e o estimado pelo governo de julho a dezembro. Como estimativas estão sempre em uma área cinzenta, o relator considerou mais apropriado considerar o IPCA que de fato ocorreu nos 12 meses encerrados em junho do ano anterior do Orçamento.
 

Essa mudança também veio acompanhada de uma manobra que ajudou a turbinar as despesas na largada do arcabouço. A nova versão do texto autoriza o governo a fazer ajustes, caso o índice de preços tenha uma aceleração nos meses até dezembro.
 

Esse ajuste significa, na prática, a possibilidade de ampliar gastos no exercício seguinte. Via de regra, a incorporação dessa diferença seria temporária, mas o texto prevê uma exceção para 2024, quando o ajuste nos gastos será permanente. Isso ajudará a inflar a base de cálculo do limite para 2025 em diante.
 

Bittencourt, da ASA Investments, estima que só esse efeito pode dar mais R$ 42 bilhões para o governo gastar.
 

Isso porque a inflação acumulada em 12 meses até junho de 2023 deve ficar em 3,7%, enquanto o IPCA até dezembro é estimado em 5,8%. A diferença de 2,1 ponto percentual é quanto o teto crescerá a mais, de forma permanente, por causa da redação da regra.
 

Técnicos que participam das negociações do projeto admitem que a redação proporciona um espaço extra de pelo menos R$ 35 bilhões --menor que as estimativas do mercado porque há expectativa de queda no preço dos combustíveis.
 

Outros técnicos minimizam o ruído em torno desse ponto sob a justificativa de que o projeto original do governo já previa a correção do limite pela inflação observada até junho mais a projeção até dezembro. Para esse grupo, o valor extra já estaria contabilizado nas estimativas.
 

No mercado, outros economistas também apontam o espaço extra que o desenho da regra está proporcionando ao governo. "Nossa conta é de que o governo 'ganha' R$ 68 bilhões a mais para gastar no ano que vem", estima Tiago Sbardelotto, da XP Investimentos. Desse valor, R$ 19 bilhões viriam da fixação do crescimento da despesa em 2,5%, e os outros R$ 49 bilhões, da diferença nos índices de inflação.
 

Procurada pela reportagem, a assessoria do Ministério da Fazenda disse que não comentará projeções feitas por instituições privadas e que o arcabouço segue o trâmite no Congresso.
 

"O Ministério da Fazenda apresentou o projeto do Regime Fiscal Sustentável e o submeteu ao Congresso Nacional. Neste momento, dentro da normalidade do sistema democrático, cabe ao relator e ao Parlamento debaterem a proposta."
 


 

Veja ponto a ponto as principais mudanças feitas pelo relator:
 

OBRIGAÇÃO DE CONTINGENCIAR
 

- Relator inseriu no texto a obrigação de o governo contingenciar despesas durante o ano, caso haja perspectiva de frustração de receitas ou aumento de outros gastos que ameace o cumprimento da meta fiscal no exercício. A tarefa é exigida pela Lei de Responsabilidade Fiscal, mas o governo pretendia flexibilizar a norma por meio do novo arcabouço.
 

- Relator inova ao propor que o contingenciamento das discricionárias deve ficar limitado a 25% de seu total.
 

INCLUSÃO DE GATILHOS DE AJUSTE
 

Caso as contas do governo apresentem resultado abaixo do limite inferior da meta, fica vedado:
 

- Alteração de estrutura de carreira que implique aumento de despesa
 

- Criação ou majoração de auxílios, vantagens e benefícios de qualquer natureza
 

- Criação de despesa obrigatória
 

- Medida que implique reajuste de despesa obrigatória acima da variação da inflação, observada a manutenção do poder de compra
 

- Criação ou expansão de programas e linhas de financiamento de dívidas que ampliem subsídios e subvenções
 

- Concessão ou ampliação de incentivo ou benefício de natureza tributária
 


 

As medidas valem por um ano. Se no ano seguinte a meta for atingida, as sanções caem automaticamente.
 

O presidente da República pode propor ao Congresso a suspensão parcial ou maior gradação das vedações listadas acima, desde que demonstre que o impacto e a duração das medidas adotadas serão suficientes para a correção do desvio.
 

Medidas de ajuste não se aplicam aos reajustes do salário mínimo definidas em lei de valorização do piso.
 

No segundo ano seguido de descumprimento, passa a ficar vedado também:
 

- Aumentos e reajustes em geral na despesa com pessoal
 

- Admissão ou contratação de pessoal, a não ser para repor vacâncias
 

- Realização de concurso público, exceto para repor vacâncias
 


 

DIMINUIÇÃO DA LISTA DE EXCEÇÕES AO LIMITE DE DESPESAS
 

O que o relator tirou da lista de exceções proposta pelo governo (ou seja, itens passam a consumir espaço no limite de gastos):
 

- Despesas com investimentos do Tesouro em empresas estatais não-financeiras
 

- Repasses a estados e municípios para bancar o piso da enfermagem
 

- Fundeb (fundo da educação básica)
 

- Ajuda federal às forças de segurança do Distrito Federal por meio do FCDF (Fundo Constitucional do Distrito Federal)
 

Como ficou a lista de exceções ao limite de gastos:
 

- Transferências constitucionais a estados e municípios a título de repartição tributária
 

- Créditos extraordinários, liberados em casos imprevisíveis e urgentes (como os decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública)
 

- Despesas custeadas com recursos de doações ou de acordos judiciais ou extrajudiciais firmados em função de desastres
 

- Despesas das universidades e instituições federais, e das empresas públicas da União prestadoras de serviços para hospitais universitários federais, quando custeadas com receitas próprias, de doações ou de convênios
 

- Despesas custeadas com recursos oriundos de transferências dos demais entes da Federação para a União destinados à execução direta de obras e serviços de engenharia
 

- Despesas com acordos de precatórios a serem pagos com desconto
 

- Operações de encontros de contas com precatórios
 

- Despesas não recorrentes da Justiça Eleitoral com a realização de eleições
 

- Transferências legais a estados e municípios de recursos obtidos com concessão florestal
 


 

CÁLCULO DE RECEITAS
 

- Adiciona à lista de exceções do cálculo das receitas os programas especiais de recuperação fiscal que sejam destinados a regularizar a situação de devedores e gerar recursos à União. Com isso, o governo não poderá usar esse tipo de recurso para expandir a receita e, em consequência, a despesa do ano seguinte.
 

- Relator manteve de fora do cálculo das receitas os demais itens propostos pelo governo. São eles toda a arrecadação com concessões e permissões, dividendos e participações pagos por estatais, e ganhos com a exploração de recursos naturais (o que compreende principalmente royalties com petróleo) -além da conta com transferências constitucionais feitas a estados e municípios.
 


 

BÔNUS PARA INVESTIMENTOS
 

- Passa a prever que apenas 70% do excesso de superávit poderá ser direcionado a investimentos. No projeto original, o excesso de arrecadação em relação à meta de primário poderia ser usado, de forma única, para bancar obras e outros investimentos sem afetar o limite de despesas. Haveria apenas um limite temporário, equivalente a R$ 25 bilhões (corrigido anualmente pela inflação), válido até 2028.
 


 

Tramitação
 

O que acontece agora, com a aprovação da urgência?
 

O projeto em regime de urgência pode ser votado rapidamente no plenário, sem necessidade de passar pelas comissões. O relator dá seu parecer durante a sessão no plenário. O texto é lido na tribuna, e há possibilidade de votação imediata. A votação do mérito está prevista para a próxima quarta-feira (24).
 


 

O que é preciso para a proposta ser aprovada no Congresso?
 

Projetos de lei complementar exigem maioria absoluta de votos favoráveis, isto é, mais da metade dos integrantes de cada Casa. Isso significa ao menos 257 votos na Câmara e 41 votos no Senado.
 


 

Qual é o percurso final da tramitação?
 

Após passar pela Câmara dos Deputados, o texto segue para o Senado. Caso não haja mudanças, o texto vai à sanção presidencial.
 

No entanto, se os senadores fizerem modificações no texto, o projeto retorna para a Câmara, que terá palavra final --os deputados podem acatar as mudanças dos senadores ou restituir o texto originalmente aprovado na Câmara. Nesse caso, após a nova votação o texto é remetido à sanção do presidente da República.
 

O chefe do Executivo tem 15 dias úteis para sancionar o projeto integral ou com vetos parciais em alguns dispositivos, ou ainda vetá-lo totalmente. Todos os vetos passam por posterior validação do Congresso, que pode derrubá-los mediante maioria absoluta de deputados (257) e senadores (41).

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Dallagnol diz que foi punido por vingança e acusa TSE de fraude

  • Por Edu Mota, de Brasília / Flávia Requião
  • 17 Mai 2023
  • 18:54h

Foto: Bruno Spada/ Câmara dos Deputados

Após ter o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o deputado federal Deltan Dallagnol (Podemos-PR), justificou nesta quarta-feira (17), durante coletiva de imprensa, que a perda do seu cargo foi por vingança do governo.

 

“Eu fui cassado por vingança, por que eu ousei o que é mais difícil no Brasil, enfrentei o sistema de corrupção do país”, disse o ex-procurador, se referindo à ocasião em que coordenava a força-tarefa da Operação Lava Jato.

 

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Deltan também disse que a sua punição é contraditória pois, segundo ele, é como se fosse um crime cometido no futuro. “Ou pior, é punir alguém de uma acusação que não existe”.

 

Dallagnol ainda acusou o TSE de ter fraudado a lei e a constituição “ao criar uma nova inelegibilidade contra a lei e contra o que diz a constituição”, ratificando que Corte teria “invertido a presunção de inocência” e transformado em “presunção de culpa”.

 

O deputado cassado disse que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a decisão e que a história ainda não acabou. "Hoje é um novo começo para minha voz. Convido todos a lutarem por uma transformação que vai além de nós. Eu jamais vou me arrepender de ter combatido a corrupção do país”, afirmou.

Bahia será o primeiro estado a receber recursos da Lei Paulo Gustavo

  • Bahia Notícias
  • 17 Mai 2023
  • 14:28h

Foto: Reprodução Bahia Notícias

O secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, anunciou, em publicação no Twitter na noite desta terça-feira (16) que o estado será o primeiro a receber os recursos previstos pela Lei Paulo Gustavo, oficializada durante uma cerimônia na última quinta-feira (11), em Salvador. 

“A Bahia sempre na frente! O nosso plano de trabalho da Lei Paulo Gustavo foi o primeiro a ser aprovado, hoje, pelo Ministério da Cultura. Com isso, seremos os primeiros a receber os recursos previstos pela lei. São R$ 148 milhões para fomentar a cultura em toda a Bahia!”, declarou. 

Monteiro ainda ressaltou a importância do estado estar no centro de um “momento tão significativo”.

 

“A LPG é uma importante política de fomento e esses recursos precisam chegar nas comunidades, nas periferias, nos quilombos, em todos os segmentos que fazem cultura e que valorizam a nossa identidade”, declarou.

O secretário participou hoje de um seminário do ministério, em parceria com a Universidade Federal da Bahia, que teve o objetivo de capacitar gestoras e gestores públicos de cultura e a sociedade civil sobre a agora regulamentada Lei Paulo Gustavo.

Confira:

URGENTE!????A Bahia sempre na frente! O nosso plano de trabalho da Lei Paulo Gustavo foi o primeiro a ser aprovado, hoje, pelo @CulturaGovBr. Com isso, seremos os primeiros a receber os recursos previstos pela lei. São R$ 148 milhões para fomentar a cultura em toda a Bahia!

— Bruno Monteiro (@brunogmonteiro) May 16, 2023

CNJ determina fim dos hospitais de custódia; quais os impactos na saúde e segurança pública?

  • Por Camila São José
  • 17 Mai 2023
  • 12:25h

Foto: Frame do filme “A Casa dos Mortos”, de Débora Diniz

Os hospitais de custódia e tratamentos psiquiátricos terão que encerrar as atividades dentro de um ano. O prazo começou a contar a partir deste dia 15 de maio. A determinação está estabelecida em resolução expedida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que institui a Política Antimanicomial. Com a medida, homens e mulheres presos por crimes de homicídio, pedofilia, feminicídio, canibalismo, poderão ser acompanhados na rede regular de saúde. 

 

Na Bahia, conforme dados da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado (Seap), são 206 presos no hospital de custódia e tratamento psiquiátrico (HCT) localizado na Baixa do Fiscal, em Salvador. A unidade é a única do estado. 

 

Deste total, 113 são homens presos provisoriamente e 82 por medida de segurança; mais seis mulheres em prisão provisória e cinco em medida de segurança. O hospital tem capacidade nominal para 150 presos e capacidade real para 120, ou seja, a unidade possui um excedente de 86 custodiados. 

“O CNJ está construindo um passo a passo com os estados para o cumprimento da decisão. Na Bahia, um grupo de trabalho foi formado para atuar em todas as etapas da resolução. Esse grupo é composto por representantes do Ministério Público, da Sesab, do Tribunal de Justiça, Defensoria, SEAP - Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização e SJDH - Secretaria de Justiça e Direitos Humanos”, indica a Seap em nota enviada ao Bahia Notícias.

 

Antes da interdição total, no prazo de seis meses a Justiça determinará a interdição parcial de estabelecimentos, alas ou instituições de custódia e tratamento psiquiátrico em todo o Brasil, com a proibição de novas internações. Neste mesmo período, as autoridades judiciais competentes terão que revisar os processos para avaliar a possibilidade de extinção da medida de segurança executada, progressão para tratamento ambulatorial em meio aberto ou transferência para estabelecimento de saúde adequado nos seguintes casos: execução de medida de segurança que estejam sendo cumpridas em HCTPs, em instituições congêneres ou unidades prisionais; pessoas que permaneçam nesses estabelecimentos, apesar da extinção da medida ou da existência de ordem de desinternação condicional; e pessoas com transtorno mental ou deficiência psicossocial que estejam em prisão processual ou cumprimento de pena em unidades prisionais, delegacias de polícia ou estabelecimentos congêneres.

 

“À medida que forem saindo, essas pessoas vão ser atendidas pelas Raps - Rede de Atenção Psicossocial formada pelos Caps, Serviços Residenciais Terapêuticos, Residências Inclusivas (muito próximas aos Caps) e afins”, explica a Seap. 

 

Ao Bahia Notícias, a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) informou que a Bahia “faz um movimento há anos de desinstitucionalização” e um exemplo é o Hospital Psiquiátrico Afrânio Peixoto, em Vitória da Conquista, que teve o seu perfil alterado. A pasta ainda sinaliza que os hospitais gerais farão o atendimento dos presos nos casos de crise. No entanto, a Sesab não passou mais detalhes sobre os possíveis impactos da medida na rede pública de saúde, nem como será dado o auxílio aos municípios para realizar tais atendimentos. 

 

A Secretaria de Saúde de Salvador (SMS) não respondeu aos questionamentos da reportagem até o fechamento desta matéria. O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) também foi procurado, mas não deu retorno até a publicação. 

 

O CNJ afirma que o fechamento gradual dos hospitais de custódia está previsto há mais de 20 anos na Lei Antimanicomial (Lei nº 10.2016/2001), que proíbe a internação de pessoas com transtornos mentais em instituições com características asilares, como os hospitais de custódia, e regulamentada agora pela resolução nº 487/2023. Conforme o colegiado, a norma orienta pela preferência ao tratamento em meio aberto, em serviços comunitários e em diálogo permanente com a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). A ideia é aprimorar os espaços para tratamento adequado àqueles e àquelas que, de acordo com a lei, são inimputáveis, mas cometeram crimes ou delitos e estão em ambiente não apropriado para o cuidado em saúde. 

 

Em nota, o Conselho Federal de Medicina (CFM), a Associação Brasileira de Psiquiatra (ABP), a Associação Médica Brasileira (AMB), a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e a Federação Médica Brasileira (FMB) repudiam a resolução do CNJ. Segundo as entidades, 5.800 criminosos sentenciados (matadores em série, assassinos, pedófilos, latrocidas), que cumprem penas em hospitais psiquiátricos de custódia, começarão a ser soltos, trazendo riscos à sociedade brasileira, com impactos sociais e na segurança pública. 

 

“Esse documento é um perigo para a população brasileira, pois determina o fechamento desses Hospitais de Custódia e Tratamento Psiquiátrico e diz que todas essas pessoas (criminosos) voltariam para a sociedade e fariam tratamento junto com a comunidade, se assim, essas pessoas quiserem”, diz a nota. 

 

Os médicos e demais profissionais de saúde afirmam que a categoria não foi consultada sobre a medida. “São muitos alertas! O sistema público de saúde e o sistema prisional comum não estão preparados para receber todas essas pessoas, por isso haverá abandono do tratamento médico, aumento da violência, aumento de criminosos com doenças mentais em prisões comuns, recidiva criminal, dentre outros prejuízos sociais. Estamos diante de uma situação calamitosa e urgente, pois a partir de 15 de maio de 2023 a Resolução começará a valer e mais nada poderá ser feito, por isso precisamos que essa decisão seja revogada”.

 

AUDIÊNCIAS DE CUSTÓDIA

A resolução do CNJ também aponta diretrizes para a atuação da magistratura durante as audiências de custódia - ainda no processo de identificação das pessoas com indício de transtorno mental em caráter preventivo. Conforme a norma, essas pessoas continuarão sob os cuidados de um médico, mas também devem ser acompanhadas por uma equipe multidisciplinar qualificada e, desde então, receber atendimento de saúde apropriado e de acordo com as respectivas necessidades, sem prejuízo do acompanhamento da medida judicial eventualmente imposta.

 

Após ouvir o Ministério Público e a defesa, a autoridade judicial deverá encaminhar a pessoa ao atendimento da Rede de Atenção Psicossocial, que também  tratará de endereçar encaminhamentos voltados à proteção social e políticas e programas adequados, a partir de fluxos já estabelecidos com a rede e o modelo orientado pelo CNJ.

 

O CNJ destaca que a medida de internação só deverá ser implementada em hipóteses excepcionais, quando não suficientes outras medidas ou quando compreendida como recurso terapêutico momentaneamente adequado no âmbito dos Projetos Terapêuticos Singulares (PTS). A internação poderá ser aplicada quando necessária para o restabelecimento da saúde da pessoa, desde que prescrita pela equipe de saúde, quando os recursos extra-hospitalares se mostrarem insuficientes.

 

A internação será cumprida em leito de saúde mental em Hospital Geral ou outro equipamento de saúde referenciado pelo Centros de Atenção Psicossocial (Caps), cabendo ao Poder Judiciário atuar para que nenhuma pessoa com transtorno mental seja colocada ou mantida em unidade prisional, ainda que em enfermaria, ou seja submetida à internação em instituições com características asilares.

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Pesquisas baianas terão investimento de R$ 15 milhões da Capes e da Fapesb

  • Bahia Notícias
  • 17 Mai 2023
  • 10:23h

Foto: Reprodução / Fapesb

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, fundação ligada ao Ministério da Educação, firmaram nesta terça-feira (16), em Brasília, um novo Acordo de Cooperação Técnica para promover mais investimentos na formação de recursos humanos altamente qualificados em área prioritárias no âmbito do Programa de Desenvolvimento da Pós-Graduação (PDPG) – Parcerias Estratégicas nos Estados III.

O acordo, que tem o objetivo de viabilizar mais de cem bolsas de pesquisas na Bahia, entre mestrado, doutorado e pós-doutorado, destinará para isso, através da CAPES e da Fapesb, um aporte de, aproximadamente, R$ 15 milhões, sendo R$ 11,7 da CAPES e R$ 3,3 milhões da Fapesb.

 

O diretor Geral da Fundação, Handerson Leite, que esteve presente para a assinatura do documento, destaca a importância dessa parceria. “Esse acordo com a CAPES fortalece cada vez mais a Pós-Graduação na Bahia. Estamos no terceiro edital e, em todos eles, a Fapesb teve os projetos que apresentou aprovados”, reforça.

De acordo com o professor Laerte Guimarães, diretor do Programa de Bolsas no país, da CAPES, a criação do PDPG ressignificou a relação entre a CAPES e as Fundações de Amparo à Pesquisa, porque permitiu que os estados também participassem do processo de construção da proposta de apoio. “Esse acordo é importante porque é um marco para o futuro. São 4 mil bolsas concedidas pela CAPES (em todo o país) no âmbito dos PDPG I, II e III”, frisa Guimarães.

Opinião: Baianos serão cobaias da “livre concorrência” entre Petrobras e Acelen

  • Por Fernando Duarte
  • 17 Mai 2023
  • 08:20h

Foto: Divulgação/ Acelen

A mudança da política de preços da Petrobras, que deixa de manter a paridade com o mercado internacional para derivados de petróleo, vai provocar uma situação interessante para os baianos. Será colocado à prova um princípio básico do capitalismo, a livre concorrência. Em território baiano, a distribuição de gasolina, diesel e GLP (o popular gás de cozinha) cabe, majoritariamente, à Acelen, que opera a refinaria de Mataripe, primeira a ser privatizada pela petrolífera brasileira. Agora, com a alteração da política de preços da estatal, a população da Bahia vai aguardar, ansiosamente, se a livre concorrência vai provocar algum tipo de redução dos preços dos combustíveis fósseis.

 

A Acelen não é fornecedora exclusiva dos derivados na Bahia. Porém custos de logística dificultam que outras distribuidoras sejam competitivas por essas bandas. A partir do fim da paridade com o barril de petróleo internacional, a refinaria lidará com a Petrobras com preços que podem ser artificialmente mais baixos do que a concorrência. Caberá, então, um reposicionamento no mercado para se manter como um jogador efetivo na disputa.

 

Todavia, não há essa obrigatoriedade. A refinaria Mataripe poderá continuar praticando preços compatíveis com o mercado internacional, tal qual a Petrobras fez entre 2016 e 2023, e o ônus dessa opção recair sobre o consumidor baiano. Por isso há um debate relevante sobre o controle estatal de áreas sensíveis do ponto de vista energético. Ao optar pela privatização, o governo brasileiro transferiu a responsabilidade para o mercado se autorregular - e não necessariamente o famigerado mercado se regula com os interesses da população.

 

O grupo Mubadala, que adquiriu Mataripe dentro do processo legalmente reconhecido, dificilmente sairá no prejuízo. A livre iniciativa, que rege o alicerce do capitalismo, é quem ditará efetivamente se os baianos serão beneficiados com as mudanças da política de preços da Petrobras ou, simplesmente, terão que lidar com o ônus de sediar a primeira refinaria privatizada do país.

Fiscais da Receita Federal preparam greve nesta terça-feira

  • Por Julio Wiziack | Folhapress
  • 16 Mai 2023
  • 18:44h

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Os servidores da Receita Federal planejam entrar em greve, à partir desta terça-feira (16), após o governo Lula descumprir acordo de que assinaria um decreto liberando verba para que eles passem a receber bônus por produtividade.

 

Conforme mostrou a Folha de S.Paulo, em 7 de março o secretário da Receita, Robinson Barreirinhas enviou áudio a um grupo de auditores informando que Lula assinaria o decreto ainda naquela semana, o que não aconteceu até o momento.

 

Os fiscais agora pressionam o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para acelerar a liberação do dinheiro a que teriam direito, estabelecido em uma lei de 2017. As discussões sobre o pagamento de bônus de eficiência vêm sendo travadas desde 2016 e já foram alvo de críticas do TCU (Tribunal de Contas da União).

 

A estimativa de impacto com a medida é de quase R$ 900 milhões por ano aos cofres da União e os ajustes começariam a valer à partir do ano que vem. O benefício também seria estendido aos servidores da reserva.

Petrobras anuncia nova política de preço para combustíveis e fim da paridade internacional

  • Bahia Notícias
  • 16 Mai 2023
  • 16:10h

Foto: Priscila Melo / Bahia Notícias

Petrobras anunciou nesta terça-feira (16) a nova política de preços que vai definir o valor dos combustíveis no Brasil. Em conjunto, a estatal anunciou também o fim da paridade de preços do petróleo com o mercado internacional.

 

Em vigor desde 2016, o preço desses produtos no mercado interno acompanha as oscilações internacionais, ou seja, não há intervenção do governo para garantir preços menores. "Os reajustes continuarão sendo feitos sem periodicidade definida, evitando o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio", diz o comunicado.

 

Segundo nota da Petrobras, a nova "estratégia comercial" usa duas referências de mercado que são o custo alternativo do cliente, como valor a ser priorizado na precificação e o valor marginal para a estatal.

 

"O custo alternativo do cliente contempla as principais alternativas de suprimento, sejam fornecedores dos mesmos produtos ou de produtos substitutos", explica o comunicado da Petrobras, publicado no G1.

 

 Já o "valor marginal", segundo a petroleira, é "baseado no custo de oportunidade dadas as diversas alternativas para a companhia dentre elas, produção, importação e exportação do referido produto e/ou dos petróleos utilizados no refino".

 

"Com a mudança, a Petrobras tem mais flexibilidade para praticar preços competitivos, se valendo de suas melhores condições de produção e logística e disputando mercado com outros atores que comercializam combustíveis no Brasil, como distribuidores e importadores", diz o texto.