A Cruel Banalização da Vida Humana: 'Pode atirar filho, que não dá em nada'
- Daniel Simurro | Brumado Urgente
- 03 Nov 2014
- 10:53h

(Fotocomposição: Brumado Urgente)
A banalização da vida humana vem atingindo seus níveis mais cruéis, tanto que o número de vítimas da atual violência no Brasil ultrapassam os índices de muitas guerras, mostrando que a situação é de um forte conflito, que, pelas projeções, parece somente piorar. A flexibilização das leis, somada a vil impunidade, tem deixado o maior bem do ser humano, cada vez mais banal, porque, como dizem os poetas do apocalipse, “a vida humana já não vale mais nada”. Um homicídio ocorrido neste domingo (02), em pleno Dia de Finados, no município de Guanambi acabou ilustrando de forma muito impactante essa banalização, já que segundo os registros, um pai incentivou o seu filho de apenas 13 anos de idade a matar o comerciante Jeanevan Vieira dos Santos (33), dizendo para ele “atira que não dá nada”. A motivação torpe para o crime foi de que o comerciante estaria com o som do seu veículo alto. O pai, João Dias Costa, acabou sendo preso e o seu filho deverá passar por medidas socioeducativas. O caso acabou revelando, com as tintas carregadas de sangue, que a impunidade acabou motivando um homicídio, tendo a agravante que os disparos foram feitos por um adolescente de apenas 13 anos, que teve o seu próprio pai como mentor. Enquanto muitos ficam divagando o “sexo dos anjos”, a questão da violência no país ainda está em segundo plano, ou até em terceiro plano, pois pouca coisa de efetivo tem sido feita. A população brasileira espera a adoção de medidas urgentes, de endurecimento e aplicabilidade correta das leis e, em alguns casos, a redução da maioridade penal, já que muitos argumentam que isso é uma grande incongruência, pois se um adolescente de 16 anos tem total capacidade para poder escolher o futuro da nação votando para presidente, teria também, consequentemente, a total consciência dos seus atos. Enquanto medidas de impacto não são adotadas, a sociedade terá que conviver com notícias como essa de Guanambi como se fossem totalmente naturais.



















