Múcio diz saber que ex-comandante citado por Cid tinha inclinação golpista

  • Por Folhapress
  • 22 Set 2023
  • 08:02h

Foto: Reprodução / Agência Brasil

O ministro da Defesa José Múcio Monteiro disse saber que o ex-comandante da Marinha almirante Almir Garnier Santos, que chefiava a instituição na gestão de Jair Bolsonaro (PL), tinha "inclinação golpista".
 

O QUE ACONTECEU:
 

O colunista do UOL Aguirre Talento apurou que tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, teria afirmado na sua delação premiada que Santos se mostrou favorável ao plano golpista durante as conversas de bastidores, mas não houve adesão do Alto Comando das Forças Armadas.
 

Durante entrevista em frente ao Ministério da Defesa nesta quinta-feira (21), transmitida pela GloboNews, um jornalista perguntou ao ministro da Defesa se ele sabia de possível "inclinação golpista" do almirante Garnier. José Múcio Monteiro respondeu: "É uma coisa pessoal. Sabia, mas ele passou. [Jornalista: Mas o senhor sabia?] Olha, ele não me recebeu para conversar, depois, nós nos encontramos, eu conversei. Mas era uma posição pessoal, havia um presidente eleito, havia um presidente empossado, a justiça promulgou, de maneira que nós estávamos 100% do lado da lei, e ele não".

O almirante já havia demonstrado publicamente a insatisfação com o governo Lula ao negar a sua participação na cerimônia de transmissão do cargo ao comandante da Marinha escolhido pelo petista, Marcos Sampaio Olsen, em uma quebra de protocolo.
 

Ainda na entrevista, Múcio declarou que as notícias divulgadas nesta quinta-feira "constrangem" o ambiente militar com uma "áurea de suspeição coletiva" que incomoda, porém, destacou que as informações são relativas ao "governo passado, aos comandantes passados, não mexe com ninguém que está na ativa".
 

O ministro ainda explicou que conversará com os comandantes das corporações, mas destacou que costuma falar com eles todos os dias, seja presencialmente ou por telefone. "Eles [comandantes] vão dizer a mesma coisa. Nós não temos nada além do que vocês informaram. Nós ficamos sempre torcendo que essas coisas tenham fim. Porque você pode imaginar o que é trabalhar com o manto de suspeição. É muito ruim, né?"
 

Múcio também comentou ter "absoluta certeza" que o "golpe não interessou" aos militares.
 

"Olha só uma coisa: Eu tenho absolutamente certeza, cristalina, que o golpe não interessou. Não interessou em momento nenhum às Forças Armadas. São atitudes isoladas de componentes das Forças, mas o Exército, a Marinha e Aeronáutica, nós devemos a eles a manutenção da nossa democracia", disse Múcio.
 

CID DISSE À PF QUE BOLSONARO CONSULTOU MILITARES SOBRE GOLPE
 

Mauro Cid afirmou que Bolsonaro recebeu das mãos do assessor Filipe Martins uma minuta de decreto para convocar novas eleições, que incluía a prisão de adversários.
 

O então presidente submeteu o teor do documento em conversa com militares de alta patente e obteve apoio do então comandante da Marinha, almirante Almir Garnie, segundo Cid.
 

Investigadores vão realizar diligências para verificar a veracidade das informações apresentadas e podem chamar Cid para esclarecimentos complementares, afirma Aguirre Talento, colunista do UOL.
 

O QUE DIZ BOLSONARO?
 

A defesa de Jair Bolsonaro (PL) emitiu uma nota após parte do conteúdo da delação de Mauro Cid, e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, ter sido revelada pelo UOL —o ex-presidente teria consultado militares sobre uma minuta do golpe entregue a ele.
 

Bolsonaro nega ter compactuado com "qualquer movimento ou projeto que não tivesse respaldo em lei". O comunicado, assinado pelos advogados Paulo Amador da Cunha Bueno, Daniel Bettamio Tesser e Fábio Wajngarten, repete que Bolsonaro "jogou dentro das quatro linhas da Constituição" —frase comumente utilizada pelo ex-presidente.
 

Ex-presidente "jamais tomou qualquer atitude que afrontasse os limites e garantias" da Constituição e da democracia, alega a defesa.
 

A defesa afirma que não teve acesso à delação e menciona ação contra "toda e qualquer manifestação caluniosa" que extrapole "o conteúdo de uma colaboração que corre em segredo de Justiça".

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Idoso morre após tropeçar na máquina de lavar louça e cair em cima de faca

  • Foto: Reprodução / Midea
  • 21 Set 2023
  • 18:13h

Foto: Reprodução / Midea

Um homem de 63 anos morreu em Pavia, na Itália, após tropeçar e cair em cima de uma faca que estava na máquina de lavar louça.
 

Alessandro Riboni foi encontrado morto em seu apartamento após cair em cima de uma faca que ele tinha acabado de colocar na máquina de lavar louça, segundo o jornal Italy 24 Press News.
 

Ele era aposentado e morava sozinho. No momento do acidente, não havia ninguém além dele em casa.
 

Nas investigações, a polícia constatou que o homem estava colocando a louça na máquina de lavar quando tropeçou e caiu na porta aberta. Ao cair, uma das facas que estava no eletrodoméstico perfurou a perna do homem, atingindo a artéria femoral.
 

A chamada para o número de emergência partiu de alguns vizinhos que ouviram gritos vindos do apartamento de Riboni.
 

Quando a ajuda chegou, a máquina de lavar louça ainda estava aberta e Riboni estava caído no chão, já morto.

INSS alerta governo para alta em despesas da Previdência em 2023 e pede mais R$ 3,2 bi

  • Por Idiana Tomazelli | Folhapress
  • 21 Set 2023
  • 16:04h

Foto: Agência Brasil

O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) alertou a equipe econômica da necessidade de reforçar o orçamento do órgão em mais R$ 3,2 bilhões neste ano para honrar o pagamento de benefícios previdenciários e compensações devidas a estados e municípios.
 

Em ofício obtido pela Folha de S.Paulo, o órgão afirma que o enfrentamento à fila de segurados impulsionou o número de concessões de benefícios, tornando necessária a ampliação dessa despesa em R$ 1,646 bilhão.
 

O órgão diz ainda que a previsão de gastos com a compensação previdenciária cresceu R$ 1,595 bilhão, o que também demandará ajuste no Orçamento. Essa compensação é devida quando um antigo segurado do INSS acaba se aposentando pelo regime próprio de algum estado ou município.

As informações constam em nota técnica produzida pelo INSS para subsidiar o relatório de avaliação de receitas e despesas do 4º bimestre, que será divulgado na próxima sexta-feira (22).
 

Segundo interlocutores do governo, embora o documento tenha sido formalizado na última segunda (18), emissários da Previdência já haviam relatado à equipe econômica o aumento das despesas com benefícios na semana passada, o que acendeu um sinal amarelo nos bastidores.
 

Como se trata de uma despesa obrigatória, o governo precisa acomodá-la sob os limites de gasto ainda vigentes para 2023 --o que pode significar novos bloqueios. O governo já precisou travar R$ 3,2 bilhões dos ministérios até julho para evitar o descumprimento de regras fiscais.
 

Havia expectativa de que o relatório de setembro já indicasse a existência de espaço para um desbloqueio de recursos, mas a surpresa no INSS pode frustrar essa intenção.
 

Segundo técnicos ouvidos pela reportagem, algumas reduções em despesas discricionárias ligadas à saúde e na previsão de despesa com pessoal podem compensar parte do baque vindo da Previdência, mas talvez não o suficiente para permitir o desbloqueio.
 

No ofício, o INSS faz alerta de que o quadro pode se agravar nos próximos meses. Desde o início do ano, o órgão identificou um crescimento médio de 0,39% ao mês nos valores da folha de pagamento de benefícios. Segundo os técnicos, trata-se de um "aumento significativo na média".
 

O documento salienta que "avaliações futuras poderão demandar incrementos adicionais na dotação orçamentária, especialmente se o crescimento vegetativo das despesas previdenciárias se mantiver acima das projeções atuais".
 

A maior fonte de combustível para essa projeção se realizar é o Programa de Enfrentamento à Fila da Previdência Social, uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que vem sendo colocada em prática por meio da implementação de um bônus para servidores do INSS e peritos.
 

A cada análise extra concluída, eles recebem R$ 68,00, no caso de avaliação administrativa, ou R$ 75,00, no caso de perícia médica.
 

A fila do INSS acumula pelo menos 1,69 milhão de pedidos --o número está sob escrutínio após divergências entre relatórios revelarem o sumiço de 223 mil requerimentos, como mostrou a Folha de S.Paulo.
 

A intenção do ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, é regularizar a situação até o fim do ano, para que não haja mais pedidos sem resposta há mais de 45 dias.
 

Para técnicos do governo, a situação demonstrada no ofício apenas reforça a existência de uma prática que se tornou recorrente nos últimos anos: a subestimação da despesa com a Previdência Social no Orçamento.
 

O ano começou com R$ 835,2 bilhões reservados para o gasto apenas com benefícios, valor que subirá a R$ 839,9 bilhões após o relatório do 4º bimestre --uma diferença total de R$ 4,7 bilhões.
 

Para o ano que vem, como mostrou a Folha de S.Paulo, o governo não considerou eventual redução da fila de espera do INSS e ainda abateu R$ 12,5 bilhões a serem economizados com revisão de benefícios, em uma mudança de última hora vista com desconfiança e ceticismo dentro e fora do governo.
 

No Comprev, há também sinais preocupantes na avaliação de interlocutores do governo. Além da necessidade de recursos extras em 2023, o ofício pede à equipe econômica a liberação com "urgência" de outro R$ 1,3 bilhão já alocado para essa finalidade, "com um prazo crítico até 30 de setembro de 2023".
 

"A maior parte do crédito disponível já foi utilizada, e o montante restante precisa ser alocado até 30 de outubro de 2023 para garantir a aderência ao princípio da competência e evitar possíveis encargos decorrentes de atrasos no pagamento. Essa urgência se tornou evidente devido ao aumento significativo das despesas nas competências mais recentes", diz o documento.
 

Além disso, a despesa total da compensação para 2023 está em R$ 7,3 bilhões --mais do que os R$ 6 bilhões inicialmente reservados para o ano que vem.
 

O Comprev acaba configurando um repasse estratégico para estados e municípios, que têm regimes previdenciários deficitários e encontram nessas compensações uma importante fonte de receitas.
 

Cada vez que um antigo segurado do INSS migra para um regime próprio desses entes, a Previdência Social precisa repassar a eles as contribuições já recolhidas --isso é o que constitui a compensação.
 

O tema, porém, é um alvo histórico de impasse. Há quase 444 mil processos aguardando análise, feita hoje de forma manual.
 

Um processo de automatização está em curso, mas sua implementação pode pressionar ainda mais as despesas do governo. Estimativas internas mostram que o gasto do Comprev pode passar de R$ 6 bilhões para R$ 15 bilhões em 2024.

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Falta apenas um voto para derrubar tese do marco temporal; STF continua julgamento nesta quinta

  • Bahia Notícias
  • 21 Set 2023
  • 14:20h

Foto: STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) continuará na tarde desta quinta-feira (21) o julgamento da chamada tese do marco temporal, que estabelece a data de 5 de outubro de 1988 como prazo para a demarcação de terras indígenas. A Corte tem encaminhado para derrubar a proposta e falta apenas um voto para que o STF declare a sua inconstitucionalidade. 

 

Até o momento, cinco ministros votaram contra o marco temporal, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Dias Toffoli, Edson Fachin (relator) e Luís Roberto Barroso. Toffoli proferiu o voto na sessão realizada nesta quarta-feira (20) e afirmou que a Constituição concretizou os direitos indígenas, que começam com o direito à terra. Em seu voto, o ministro também defendeu o pagamento de indenização prévia a fazendeiros que tenham ocupado, de boa-fé, os territórios indígenas (veja aqui).

 

Outros dois ministros se manifestaram a favor da tese: Kassio Nunes Marques e André Mendonça. Ainda faltam votar os ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Rosa Weber, presidente do STF.

Regulamentação dos cigarros eletrônicos no Brasil é tema de debates entre senadores e médicos; entenda

  • Por Mauricio Leiro / Victor Hernandes
  • 21 Set 2023
  • 12:35h

Foto: Ministério da Saúde

A regulamentação da venda dos cigarros eletrônicos no Brasil, como ferramenta de “redução de danos” , tem embasado parte de discussões e debates no país e até no Senado Federal. A proibição do produto se iniciou em 2009 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No entanto, desde o inicio de 2023, fabricantes do produto estão tentando a regulação para a venda do produto, que mesmo proibindo é vendido no país. 

 

A possível regulamentação foi proposta como medida de monitorar os riscos ocasionados pela falta de controle com base em regras sanitárias. O tema ainda ganhou mais ênfase quando, na última quinta-feira (14), o ministro do Turismo, Celso Sabino (União Brasil), consumiu cigarro eletrônico em local fechado durante uma entrevista coletiva convocada pela Embratur. 

 

No último dia 30, a Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal aprovou a realização de audiência pública para discutir a comercialização de cigarros eletrônicos no mercado brasileiro e os riscos causados pela falta de regulamentação. A audiência, proposta através de um requerimento protocolado pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), deve contar com a participação de 15 pessoas, entre políticos e especialistas da área. 

 

O processo de regulamentação está sob responsabilidade da Anvisa, que deverá dar continuidade ao assunto, estabelecendo prazo para que atores sociais e econômicos envolvidos na discussão enviem seus posicionamentos acerca do assunto.

 

A decisão, prevista para ocorrer ainda este ano, já tem sido discutida por políticos e especialistas. O senador baiano Otto Alencar (PSD) antecipou ao Bahia Notícias, que caso a proposta avance no Senado, ele não deve apoiar e votará contra a regulamentação. 

 

"Eu acho que ainda não está no Senado. Tem que analisar os efeitos danosos, as consequências. A utilização desses cigarros causa danos. Não fumo e sou contra quem fuma. Qualquer tipo de ar que entra em pulmões é danoso às células do pulmão. Então, os brônquios sentem muito, a nicotina tem efeito cumulativo. Consequências graves, cânceres. Quantos amigos já perdi. Um projeto desse voto contra. Sou radical nesse sentido. A nicotina é uma droga lícita. A única coisa que deve entrar nos pulmões é o ar puro", indicou Otto, que também é médico. 

 

RISCOS À SAÚDE 

O uso de cigarros eletrônicos está associado também com o diagnóstico de doenças do aparelho respiratório. Só na Bahia, as doenças deste tipo causaram no ano passado mais de 74.356 internações na rede hospitalar estadual e 10.133 óbitos, segundo dados da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab). 

 

Segundo o diretor da Associação Bahiana de Medicina (ABM), o pneumologista Guilhardo Fontes Ribeiro, o produto pode causar alguma doença respiratória por conta da presença de metais existentes na composição. 

 

“O risco dele existe quando você aquece a cigarro eletrônico para poder dar aquela tragada, vaporizada e aquece metais pesados pelo filamento. Aquilo cai em um líquido que a pessoa evapora e traga esses metais pesados como o ferro e zinco. O cigarro eletrônico causa várias doenças, são 60 doenças que são tabaco relacionadas e o cigarro eletrônico tem muitas delas, inclusive metais pesados que não tem cigarro tradicional. Então o dano pode ser muito grande. Não reduz. Ele aumenta a dano”, explicou. 

 

Para o especialista, a alegação para regular a venda dos produtos seria “enganação” das empresas e indústrias que comercializam o objeto. 

 

“Isso é uma enganação que as grandes indústrias estão dizendo que causa menos danos, já assistimos esse discurso no passado. É um novo discurso dizendo que é menos dando, sendo que o [cigarro eletrônico] tem os mesmos danos do cigarro tradicional e em algumas situações até mais graves”, afirmou. 

 

O pneumologista disse ainda que caso seja aprovada a liberação da venda do produto, riscos a saúde dos consumidores podem aumentar e gerar maiores riscos a saúde dos consumidores e o número de fumantes pode crescer. 

 

“Então eu acho que isso vai se disseminar de uma forma já mais vista porque o cigarro não dá cheiro. O aroma dele é bom. Tem milhares de sabores e cheiros diferentes, então eles vão se proliferar. Já está crescendo no Brasil de uma forma assustadora uma liberação só se agrava, não vai melhorar”, disse. 

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Lula busca nomear mulher à Justiça ou AGU para reduzir críticas por ida de homem ao STF

  • Por Catia Seabra, Julia Chaib e Thiago Resende | Folhapress
  • 21 Set 2023
  • 10:28h

Foto: Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu a auxiliares que recomendem nomes de mulheres para uma possível sucessão do ministro da Justiça, Flávio Dino (PSB), ou do ministro-chefe da AGU (Advocacia-Geral da União), Jorge Messias  - ambos cotados para vaga no Supremo Tribunal Federal.
 

A intenção de Lula, dizem, é mitigar a esperada repercussão negativa da indicação de mais um homem para o STF, agora para a cadeira da ministra Rosa Weber.
 

Rosa é presidente da corte, e sua substituição por um homem reduziria a representatividade no tribunal a apenas uma mulher, a ministra Cármen Lúcia.
 

O petista também busca compensar a saída de Ana Moser do Ministério do Esporte, anunciada neste mês. Atualmente, mulheres comandam 9 dos 38 ministérios da Esplanada. No início do governo, eram 11 de 37 pastas.

Outra mulher que está ameaçada no cargo é a presidente da Caixa, Rita Serrano. O cargo é pleiteado pelo centrão, comandado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
 

A orientação de Lula é vista por auxiliares como mais uma demonstração do favoritismo de Dino na corrida pela indicação ao Supremo.
 

Aliados ponderaram que o cargo de ministro da Justiça tem forte caráter político e lida diretamente com a Polícia Federal. Por isso, eles dizem que hoje é mais fácil encontrar candidatas mulheres ao posto de ministra da AGU.
 

A avaliação é que a posição de ministro da Justiça precisa ser ocupada por alguém com forte respaldo político. Nesse sentido, entre os nomes citados como compatíveis com o cargo estão os das ex-senadoras Simone Tebet (MDB) --hoje titular do Planejamento-- e Kátia Abreu (PP).
 

Aliados do presidente trabalham com a possibilidade de Messias ser deslocado para a Justiça caso não seja possível encontrar uma mulher para substituir Dino na pasta, em caso de indicação do ministro para o Supremo.
 

Isso abriria espaço para uma nomeação na chefia da AGU. Dois nomes mencionados são o da procuradora-geral da Fazenda Nacional, Anelize Almeida, e o da assessora especial de diversidade e inclusão da AGU, Cláudia Trindade.
 

Outro nome lembrado para a vaga é o da secretária-geral de Consultoria da AGU, Clarice Costa Calixto.
 

Uma hipótese também considerada é o desmembramento do Ministério da Justiça e criação da pasta da Segurança Pública. Esse desenho chegou a ser discutido na transição de governo, no ano passado. Nesse cenário, a PF --estrutura sensível hoje sob o guarda-chuvas da Justiça-- ficaria com a Segurança Pública.
 

Entre os homens, figuram como possibilidades para assumir a Justiça no lugar de Dino os nomes de Ricardo Cappelli, secretário-executivo do ministério, Augusto de Arruda Botelho, secretário nacional de Justiça, e Marco Aurélio de Cavalho, coordenador do Prerrogativas, grupo de advogados aliados de Lula.
 

Além de Dino e Messias, o presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), Bruno Dantas, também é cotado para o Supremo, embora com menos chances.
 

Lula terá de escolher um dos nomes para ocupar a cadeira do Supremo que será deixada por Rosa, que se aposentará até o dia 2 de outubro.
 

A escolha de Dino tem sido defendida por ministro do STF e por aliados de Lula pelo histórico na área --ele foi juiz federal por 12 anos-- e também por se tratar de um nome de confiança do presidente.
 

O ex-governador do Maranhão foi uma escolha pessoal de Lula para ocupar o Ministério da Justiça, um dos principais postos na Esplanada.
 

Segundo colaboradores do presidente, o nome de Dino passou a ser cogitado para a vaga só depois de ele admitir a Lula a disposição de assumir a cadeira no STF. Ainda segundo esses relatos, meses antes Dino chegou a negar ao presidente a pretensão de ocupar uma vaga no tribunal.
 

Com o fortalecimento de Dino, crescem também ponderações contrárias à sua indicação. Uma delas é que a opção pode ser encarada como uma contradição à promessa de campanha de Lula contra a politização do Judiciário.
 

Outros aliados do petista lembram ser difícil ignorar a postulação ao Supremo de um ministro da Justiça, especialmente com tamanha popularidade nas redes sociais.
 

Em outra frente, aliados de Lula acreditam que a decisão que ele tomar para o STF influenciará na escolha do substituto de Augusto Aras na PGR (Procuradoria-Geral da República). Aras precisa deixar o cargo até a próxima terça-feira (26).
 

Isso porque, caso ele opte por Dino, como tem sinalizado, a indicação fortalecerá uma ala do Supremo formada por Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. Ambos apoiam a escolha.
 

A mesma dupla de magistrados tem atuado para que Lula indique à PGR o atual vice-procurador eleitoral, Paulo Gonet. Por isso, auxiliares palacianos duvidam que Lula optará por Gonet e Dino ao mesmo tempo, justamente para evitar um empoderamento excessivo de Gilmar e Moraes.
 

Lula teve na semana passada uma conversa tanto com Gonet como com Antonio Bigonha, candidato à PGR apoiado por setores do PT. Depois dos encontros, ele relatou a auxiliares não ter sido cativado por nenhum dos dois. Diante disso, aliados passaram a sugerir outros nomes.
 

Um deles é o do procurador Aurélio Virgílio Veiga Rios, cuja indicação conta com apoio de integrantes de movimentos de esquerda.
 

Lula também deverá se reunir com o subprocurador Carlos Frederico Santos, que é aliado de Aras. Ele passou a ser citado por sua atuação na responsabilização dos envolvidos nos ataques antidemocráticos de 8 de janeiro.
 

Ainda segundo aliados, o presidente aventou a possibilidade de ouvir outros postulantes ao cargo. Há quem defenda que Lula só tome uma decisão após a cirurgia no quadril que ele deve realizar no próximo dia 29.

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Aposentadoria foi calculada errada? Saiba como identificar erros do INSS e pedir a revisão

  • Por Camila São José I Bahia Notícias
  • 21 Set 2023
  • 07:52h

Foto: Paulo Victor Nadal I Bahia Notícias

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) costuma cometer erros nos cálculos de aposentadorias e, com isso, diversos trabalhadores podem ter o valor do seu benefício reduzido ou até mesmo negado. Mas quais são os principais erros? Como identificá-los? Como cobrar essa correção?

 

Essas e outras perguntas o advogado Eddie Parish, presidente da Comissão de Direito Previdenciário da seccional baiana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA) e sócio do Parish & Zenandro Advogados, escritório especializado em causas contra o INSS, responde em entrevista ao Bahia Notícias. 

 

Parish aponta para os erros mais comuns cometidos pelo INSS. Tudo começa pelas informações contidas no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). O CNIS reúne todos os dados sobre vínculos empregatícios, remunerações e contribuições previdenciárias da vida profissional de qualquer trabalhador. Neste ponto, como destaca o advogado, os erros têm sido provocados, principalmente, pela automatização do sistema previdenciário nacional. 

 

“Existem muitas falhas no CNIS. Por quê? Porque a empresa sonegou, pagou errado ou porque não registrou o trabalhador”, detalha. “E aí o CNIS começa a ter vários buracos. Então, esse documento eletrônico que deveria ter toda a sua vida laboral, ele tem falhas, porque ele é alimentado por um cruzamento de dados”. 

 

Entre esses erros estão a desconsideração de período de trabalho contido na carteira, dos valores corretos dos salários, a não soma dos salários de quem trabalhou em dois ou mais lugares ao mesmo tempo, e até a não identificação da melhor regra para aposentadoria. (Veja aqui a entrevista na íntegra)

Câmeras na farda de PMs exigem planejamento e convencimento da tropa, diz relatório

  • Por Ranier Bragon | Folhapress
  • 20 Set 2023
  • 18:07h

Foto: Alberto Maraux / SSP-BA

O uso de câmeras nos uniformes contribui para a redução de mortes e maior profissionalização das polícias, mas precisa ser aplicado com planejamento detalhado e convencimento da tropa, defende nota técnica elaborada pelo ex-gerente do programa da Polícia Militar paulista Robson Cabanas Duque e pelo Instituto Sou da Paz.
 

Atualmente coronel da reserva, Cabanas coordenou de 2018 a 2022 o projeto Olho Vivo, que implantou as "body cams" nos uniformes de parte dos policiais do estado.
 

A nota técnica é lançada em um momento em que o programa paulista está sob questionamento no governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) —na campanha ele chegou a dizer que extinguiria a ação, mas depois recuou— e em que o governo Lula (PT) estuda implantar a medida na esfera federal, além de induzir a adoção por estados.
 

"Não pode haver pressa, sistemas complexos demandam tempo para pesquisa, produção de conhecimento, estruturação da implantação e preparação do ambiente interno do departamento de polícia e da sociedade", diz a primeira das 11 recomendações do documento elaborado por Cabanas e o Sou da Paz.

"O convencimento interno é um dos grandes desafios", prossegue, afirmando serem necessárias estratégias de comunicação e formação para os profissionais de nível gerencial e operacional.
 

As "body cams" na PM paulista foram implantadas de forma efetiva na gestão de João Doria (PSDB), mas o projeto é uma iniciativa anterior da própria Polícia Militar, que envolveu recursos e treinamento de milhares de policiais.
 

O sistema começou a ser pensado em 2014, porém só decolou em 2020, após a ação da PM em um baile funk na favela de Paraisópolis, na zona sul da capital, que acabou com a morte de nove jovens. Atualmente, há 10.125 câmeras na polícia estadual.
 

O uso das câmeras voltou ao centro dos debates com a Operação Escudo, que causou a morte de ao menos 28 pessoas na Baixada Santista, sendo que boa parte desses casos não foram captados pelos equipamentos.
 

Os dados de segurança pública em São Paulo mostram uma redução da letalidade policial coincidente ao período de aplicação das câmeras.
 

Em 2021, ano da expansão do programa, houve queda de 36% no número de pessoas mortas em supostos confrontos no estado, redução puxada, em boa parte, pelos batalhões integrantes do Olho Vivo.
 

O número de PMs mortos em serviço também foi o menor em 31 anos de estatísticas: 4 óbitos, sendo três em acidentes de trânsito.
 

Em setembro de 2022, São Paulo registrou o menor número de mortes decorrentes de intervenção policial desde 1994, início da série histórica (15).
 

Em 2023, os indicadores de letalidade voltaram a subir no primeiro semestre, alta de 10% de acordo com dados compilados pelo Sou da Paz.
 

Levantamento feito pela Folha de S.Paulo em agosto deste ano mostrou que no país a adoção das câmeras avança a passos lentos, sendo que apenas 7 das 27 unidades da Federação afirmaram utilizar a medida —só São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina têm um número de câmeras superior a 10% do seu contingente policial.
 

O governo Lula (PT) tem projeto de implantação das câmeras na esfera federal, começando pela Polícia Rodoviária, além de estudos para incentivos à adoção do mecanismo pelos estados.
 

Em entrevista na última segunda-feira (18), o ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmou que há debate com os estados sobre custos, forma de implantação, cronograma e tecnologia a ser usada.
 

"Nós temos termos de referência elaborados no Ministério da Justiça para a compra de câmera e doação aos estados que tiverem interesse", disse Dino, acrescentando, porém, que a fase ainda é de estudos técnicos e que uma equipe da pasta foi enviada à China para estudar alternativas tecnológicas.
 

Pesquisa do Datafolha realizada no final de junho de 2022 mostrou que o uso das câmeras nos uniformes policiais é aprovado por mais de 90% da população em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
 

Na nota técnica sobre as câmeras, Cabanas e o Sou da Paz listam seis vantagens no uso, entre as quais a qualificação das provas de crimes, a redução de denúncias contra policiais, a redução de ações violentas por parte de suspeitos e policiais, a transparência e o aperfeiçoamento de treinamentos.
 

Sobre o convencimento interno das tropas, o documento defende que os policiais de nível gerencial sejam entusiastas da tecnologia, pois são "peça central no convencimento do outro grupo, que será sempre o mais difícil, os operacionais".
 

"É importante que a estratégia inclua, nas vias de comunicação, as mensagens sobre os benefícios ao policial. Mostrar que a câmera é uma proteção contra falsas acusações, que os dados mostram a diminuição da violência sofrida pelos policiais, que o vídeo fortalece a prova por ele produzida e que o sistema não foi implantado para controle disciplinar."
 

O documento lista ainda um detalhado passo a passo, o que inclui desde treinamento a configuração das câmeras, além de frisar ser importante que o principal gestor do programa ocupe um cargo de alto nível hierárquico, suficiente para a tomada de decisões fundamentais ao projeto.
 

A diretora-executiva do Sou da Paz, Carolina Ricardo, destaca ainda a importância de "uma decisão política muito clara" de governadores, secretários e comandantes, que devem abrir mão de antigas crenças em prol de uma polícia profissional.
 

"Eles precisam acreditar de fato que a implantação desse sistema é o melhor caminho para aperfeiçoar a atuação policial, para melhorar a relação com a sociedade e contribuir para polícias mais técnicas e eficientes. Se a crença ainda for numa lógica de confronto, de pouco planejamento, de enfrentar o crime a qualquer custo, muito dificilmente a 'body cam' terá efeito", afirma.
 

Carolina defende ainda que o modelo estudado pelo governo federal seja muito bem desenhado, compreendendo que o projeto é "muito mais do que o controle da força e da letalidade policial", mas também investimento em profissionalizar as polícias, com estratégias de convencimento, metodologias de revisão de vídeos, transparência, entre outros pontos, que devem servir de critérios para o repasse de verbas.
 

O Ministério da Justiça não respondeu às perguntas enviadas pela Folha de S.Paulo.
 

O Governo de São Paulo também não respondeu aos questionamentos, entre os quais o de qual é a posição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em relação às câmeras corporais.
 

A SSP (Secretaria de Segurança Pública) de São Paulo disse que as mais de 10 mil câmeras em uso abrangem 52% dos policiais e que há estudos de viabilidade para a expansão do Olho Vivo para mais regiões do estado.
 

A secretaria, porém, não respondeu se sargentos e tenentes estão fazendo mensalmente a revisão aleatória de pelo menos 30 vídeos de policiais sob sua supervisão, nem por que o plano de expansão das câmeras foi interrompido.
 

A Polícia Militar do Rio de Janeiro afirmou que as câmeras começaram a ser implantadas em maio de 2022, na maior licitação desse tipo já feita no país, e que atualmente estão em operação 9.510 unidades, com previsão de se chegar a 13 mil câmeras até o final do ano.
 

A PM de Santa Catarina afirmou que pelo menos um dos policiais de cada guarnição está equipado com câmera, com o total de 2.245 unidades, e que o resultado até agora tem sido considerado "satisfatório".

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Indígenas bloqueiam trecho no Extremo Sul baiano contra marco temporal; STF volta a julgar tese nesta quarta

  • Bahia Notícias
  • 20 Set 2023
  • 16:04h

Foto: Reprodução / TV Santa Cruz

Centenas de indígenas bloqueiam um trecho da BR-101 entre Itabela e Itamaraju, no Extremo Sul do estado. O protesto, iniciado por volta das 9h desta quarta-feira (20), é contra o chamado marco temporal, que retorna a votação nesta quarta no Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a TV Santa Cruz, o bloqueio ocorre nos dois sentidos da rodovia na altura do início do Parque Nacional Monte Pascoal. Participam do ato indígenas de várias aldeias da região.

 

Os manifestantes são contra a tese votada no STF que só reconhece a posse das terras aos indígenas que estiveram nos mesmos locais em outubro de 1988, quando a Constituição Federal foi promulgada. 

O placar da votação no Supremo é de 4 a 2 contra a tese. O último ministro a votar foi Luís Roberto Barroso, que foi contrário ao marco temporal. 

 

Também já rejeitaram a tese Edson Fachin, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin. Os dois a favor do marco temporal foram Nunes Marques e André Mendonça. 

Ainda faltam votar a presidente do STF, Rosa Weber, além de Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Luiz Fux. 

Empresa de assessor de Bolsonaro já recebeu neste ano mais de R$ 500 mil do PL

  • Por Marcelo Rocha | Folhapress
  • 20 Set 2023
  • 14:01h

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Ex-secretário de Comunicação Social da Presidência na gestão de Jair Bolsonaro, Fabio Wajngarten é sócio de empresa que mantém contrato com o partido do ex-presidente da República, o PL.
 

Neste ano, a FW Comunicação já recebeu da legenda ao menos R$ 562,5 mil, segundo prestação de contas enviada ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A quantia foi paga em parcelas nos meses de maio, junho e julho.
 

Os valores foram debitados de conta bancária mantida pelo PL para o recebimento de recursos do fundo partidário, dinheiro público repassado anualmente para manutenção dos partidos políticos.
 

É nessa mesma conta que são descontados os salários de Bolsonaro, de Michelle Bolsonaro e do ex-ministro Walter Braga Netto, vice na chapa encabeçada pelo ex-presidente nas eleições do ano passado.

Procurado pela reportagem, Wajngarten compartilhou nota da direção nacional do PL, partido comandado por Valdemar Costa Neto. O texto informa que a FW foi contratada para "fazer a assessoria de imprensa para a presidência de honra da legenda".
 

"Para esse trabalho ele conta com equipe que faz o monitoramento das mídias, análise dos materiais publicados, além do trabalho de assessoramento de imprensa, que inclui atendimento permanente aos jornalistas dos veículos de comunicação", afirmou o comunicado.
 

Bolsonaro ocupa o posto de presidente de honra do PL desde que retornou dos Estados Unidos, para onde viajou na véspera do término do seu mandato, evitando, assim, o rito democrático de passar a faixa a seu sucessor, o hoje presidente Lula (PT).
 

O fundo partidário é composto por dinheiro do Orçamento da União, multas, penalidades, doações e outros recursos financeiros estabelecidos em legislação.
 

Entre janeiro e junho de 2023, a Justiça Eleitoral distribuiu pouco mais de R$ 500 milhões. A maior parcela, de R$ 77,4 milhões, coube ao PL, segundo dados do TSE.
 

Atualmente, Wajngarten também compõe a equipe jurídica encarregada da defesa de Bolsonaro em investigações criminais que tramitam contra o ex-presidente, como o caso das joias. Essa apuração ocorre no STF sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
 

O ex-secretário de Comunicação Social esteve recentemente na Polícia Federal para ser ouvido na condição de testemunha, mas optou pelo silêncio —a defesa de Bolsonaro questiona o STF como foro para a tramitação do caso.
 

Wajngarten entende também que estaria desobrigado a depor como testemunha pelo fato de atuar como defensor nos autos.
 

Não é a primeira vez que a FW Comunicação figura na contabilidade do PL. No ano passado, a empresa recebeu cerca de R$ 650 mil do partido de Valdemar, de acordo com extratos também disponibilizados pela legenda TSE.
 

Às vésperas do início da campanha do ano passado, Wajngarten foi escalado para reforçar o time de suporte ao então candidato à reeleição.
 

Em 2020, a Folha de S.Paulo revelou que o então chefe da Secom recebia, por meio da FW, dinheiro de emissoras de TV e de agências de publicidade contratadas pela própria secretaria, ministérios e estatais do governo Bolsonaro.
 

Na época, Wajngarten negou haver conflito de interesse. Também na ocasião a Comissão de Ética Pública da Presidência arquivou o caso, mas sem que houvesse abertura de investigação.
 

A Secom é a responsável pela distribuição da verba de propaganda do Planalto e também por ditar as regras para as contas dos demais órgãos federais.
 

Cadastros da Receita Federal e da Junta Comercial de São Paulo indicam que o Wajngarten tem 95% das cotas da empresa FW e sua mãe, Clara Wajngarten, outros 5%.

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Após cerimônia da ONU, Lula retorna ao Brasil na próxima semana para lançar Novo PAC

  • Bahia Notícias
  • 20 Set 2023
  • 12:10h

Foto: Ricardo Stuckert / Agência Brasil

O presidente Lula desembarca em São Paulo no início da próxima semana para fazer o lançamento regional do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no estado. No momento, Lula está em Nova York, Estados Unidos, onde participou da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira (19).

A cerimônia de lançamento do Novo PAC está prevista para a segunda-feira (25), no Memorial da América Latina, na Barra Funda, na região Oeste da capital. As informações são do colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.

 

Embora seja oposição, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi convidado para o evento ao lado de Lula. No estado, a previsão é que o programa invista R$ 179,6 bilhões em quatro obras nas áreas de moradia e transporte. 

Comissão da Câmara adia votação de relatório contra casamento de pessoas do mesmo sexo

  • Por Folhapress
  • 20 Set 2023
  • 10:05h

Foto: Pixabay

A Comissão de Previdência e Família da Câmara dos Deputados adiou nesta terça-feira (19) a votação de uma proposta que proíbe o reconhecimento do casamento civil de pessoas do mesmo sexo.
 

O relatório do deputado Pastor Eurico (PL-PE) foi discutido, em sessão tumultuada, por cerca de duas horas. Sem clima para votação, a pauta foi adiada pela segunda vez.
 

O tema será rediscutido em uma audiência pública na próxima semana.
 

Discussão da proposta na Câmara gerou bate-boca entre deputados da bancada evangélica e de partidos de esquerda

Governo Lula descumpre decisão do STF sobre orçamento secreto

  • Bahia Notícias
  • 20 Set 2023
  • 10:00h

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O Ministério da Defesa e o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional negaram, via Lei de Acesso à Informação (LAI), o acesso a quais parlamentares fizeram as indicações nas emendas de relator (orçamento secreto) que estão sendo pagas neste ano. As informações são da coluna de Guilherme Amado do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.

No governo Jair Bolsonaro, essas emendas ficaram conhecidas como orçamento secreto devido à falta de transparência sobre os parlamentares que estavam sendo atendidos com indicações para suas bases eleitorais.

A coluna mostrou, em agosto, que a Secretaria das Relações Institucionais (SRI) entregou a parlamentares uma prestação de contas das verbas da União que estão sendo usadas para negociação política no governo.

 

O documento informava que o governo já pagou R$ 2,8 bilhões em emendas de relator cujo gasto tinha sido autorizado no governo Bolsonaro, antes de a modalidade ser proibida no final de 2022 pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Além disso, informava que o governo atual conseguiu identificar R$ 2 bilhões em demandas feitas pela Câmara dos Deputados — ou seja, por deputados — e que, desse valor, R$ 1 bilhão foi pago. Esse aproveitamento dos restos a pagar das emendas de relator tem sido chamado de “reapadrinhamento” no Congresso, já que há novos padrinhos.

Na ocasião, a SRI disse à coluna que o governo Lula não está repetindo o orçamento secreto porque os ministérios, hoje, têm a obrigação de disponibilizar a informação sobre quem fez as indicações que estão sendo pagas, ao contrário do que ocorria antes.

 

Os pagamentos “só são realizados mediante o fornecimento das informações dos parlamentares que indicaram as emendas, sob controle e gestão dos ministérios responsáveis”, disse a SRI.

Apesar disso, tanto o Ministério da Defesa quando o da Integração e Desenvolvimento Regional disseram à coluna que não têm acesso à informação de quem está sendo beneficiado pelos pagamentos que estão sendo feitos.

A decisão do STF, porém, vai além do que informou a SRI. A Corte determinou que, no caso dos restos, que são R$ 10,6 bilhões, as indicações antigas não deveriam mais ser tratadas como vinculantes.

 

Caberia às pastas “orientarem a execução desses montantes em conformidade com os programas e projetos existentes nas respectivas áreas, afastado o caráter vinculante das indicações formuladas pelo relator-geral do orçamento”, ou seja, essas indicações deveriam ser analisadas de acordo com novos critérios técnicos antes de serem pagas.

O Ministério da Defesa negou que esteja atendendo indicações políticas. “Os montantes dos recursos orçamentários estão em conformidade com os programas e projetos existentes na área de atuação do Programa Calha Norte (PCN), afastado o caráter vinculante das indicações formuladas pelo relator-geral do orçamento”, respondeu a pasta à coluna via LAI.

Já o Ministério da Integração informou que publicou uma portaria estipulando critérios técnicos para a execução das despesas em abril de 2023 e que desconhece quais foram as indicações de parlamentares feitas ao relator geral antes de os pagamentos serem autorizados no governo Bolsonaro.

UNEB – UPT 2023 - I FEIRA DAS PROFISSÕES

  • ASCOM: UNEB CAMPUS XX
  • 20 Set 2023
  • 08:01h

Foto: Divulgação

A I Feira das Profissões do Programa Universidade Para Todos UPT /UNEB, acontecerá 30/09 às 08h no Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias – DCHT, da Universidade do Estado da Bahia – UNEB/Campus XX Brumado –, oportunizando aos alunos do Ensino Médio das Escolas da rede pública, privada e sociedade brumadense, a visitarem os Sanders e conhecerem o cotidiano dos Cursos de Graduação e o funcionamento e a estrutura da Universidade.

A I Feira das Profissões tem como objetivo fundamental despertar no aluno a consciência sobre a importância dos estudos para a qualificação profissional, propiciar a orientação vocacional, bem como evitar a evasão escolar.

A Feira das Profissões da UPT terá como parceiros e autoridades das extensões das cidades de Dom Basílio, Livramento de Nossa Senhora, Rio de Contas e Caculé além dos municípios de Aracatu e Malhada de Pedras que visam o funcionamento do Programa UPT em suas localidades. 

Enem deverá ser alterado em 2025, diz ministro da Educação

  • Por Isabela Palhares e Laura Matos | Folhapress
  • 19 Set 2023
  • 18:16h

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou que está pronto o projeto de lei que desfaz parte da reforma do ensino médio, e disse esperar que as mudanças sejam aprovadas pelo Congresso ainda este ano para que as escolas possam fazer ajustes na etapa ainda em 2024.
 

O ministro confirmou, conforme adiantou a Folha de S.Paulo, que dentre as alterações, há a retomada da carga horária das matérias da formação básica (as regulares, como português e matemática) para 2.400 horas —que haviam sido reduzidas a 1.800. Esse foi um dos principais pontos de crítica de estudantes e professores.
 

Segundo Santana, o projeto de lei será apresentado ao presidente Lula (PT) assim que ele retornar de viagem dos Estados Unidos, e depois encaminhado ao Congresso, também reduz o número de opções das partes de aprofundamento —os chamados itinerários.

As informações foram dadas pelo ministro nesta terça-feira (19) no 7º Congresso Internacional de Jornalismo de Educação, realizado na Fecap, em São Paulo.
 

Primeiro, ainda no palco, o ministro disse que as mudanças não valeriam para o próximo ano, mas, na saída do evento, afirmou que para estudantes ingressantes no ensino médio em 2024, será possível fazer alterações se as redes de ensino e escolas quiserem.
 

Já o Enem, segundo ele, só terá alterações em 2025. "Nosso objetivo é aprovar as mudanças no ensino médio ainda neste ano [no Congresso] e, em 2024, discutir alterações para o Enem para 2025", disse o ministro.
 

Ele também prometeu uma ação de recomposição de aprendizagem das matérias básicas para os estudantes que chegarem ao 3º ano do ensino médio em 2024, que são os que fizeram toda a etapa no formato atual. O ministro não deu detalhes sobre essa proposta.
 

Ele anunciou também que haverá um programa de bolsa de estudos para estudantes do ensino médio vulneráveis economicamente, a fim de reduzir a evasão escolar, mas afirmou que o valor ainda não está definido, assim como outros detalhes.
 

Segundo o ministro, as mudanças no ensino médio vão alterar a formulação dos itinerários para que eles sejam definidos por regras estabelecidas pelo CNE (Conselho Nacional de Educação).
 

No formato atual, não há limites para o número de itinerários e cada rede de ensino e escola podem definir quais disciplinas querem ofertar nessa parte dos currículos, o que resultou em matérias das mais variadas.
 

"Uma grande mudança vai ser nos itinerários, que vamos chamar de percursos. Eles vão ser mais restritos e definidos pelo CNE e MEC para fortalecer as matérias da formação básica comum", explicou o ministro.
 

No caso do ensino técnico, o MEC atendeu ao pedido do Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação), do CNE (Conselho Nacional de Educação) e do Foncede (Fórum dos Conselhos Estaduais de Educação) para que a carga horária da formação básica fosse de 2.100, e não de 2.400, a fim de viabilizar as disciplinas específicas necessárias para esse tipo de curso.
 

O evento começou na segunda-feira e, entre outros temas, discutiu a educação antirracista e os ataques a escolas.

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