PF conclui inquérito sobre hostilidade a Moraes e família em Roma sem indiciar ninguém

  • Por José Marques | Folhapress
  • 16 Fev 2024
  • 11:44h

Foto: Antonio Augusto/SCO/STF

O inquérito da Polícia Federal que investigou a conduta de brasileiros suspeitos de hostilizar o ministro Alexandre de Moraes em Roma chegou à conclusão de que o empresário Roberto Mantovani Filho cometeu o crime de injúria real contra o filho do integrante do STF (Supremo Tribunal Federal).

A conduta se caracteriza no Código Penal pelo "emprego de violência ou vias de fato" para ofender a dignidade ou o decoro de alguém.

"São exemplos de injúria real, conforme ensinado pela doutrina, desferir um tapa, empurrar, puxar a roupa ou parte do corpo (puxões de orelha ou de cabelo), arremessar objetos, cuspir em alguém ou em sua direção etc", diz relatório assinado pelo delegado Hiroshi de Araújo Sakaki.

Apesar da conclusão, o delegado disse que não indiciou o empresário porque há uma instrução normativa que veda o indiciamento por crime de menor potencial ofensivo. As investigações foram encerradas.

A confusão aconteceu em julho do ano passado, no Aeroporto de Roma. Segundo o delegado, as imagens mostram que Mantovani se dirigiu "de modo incisivo" a Alexandre Barci de Moraes, filho do ministro, e o "atinge no rosto com a mão direita, causando o deslocamento dos óculos do atingido".

"Observa-se também que, logo após tal contato físico, Alexandre Barci de Moraes revida, empurrando Roberto Mantovani Filho com o braço esquerdo. Em seguida, um homem se coloca entre ambos, apartando o conflito, e Alexandre Barci de Moraes é conduzido para dentro da sala VIP por sua irmã", acrescenta.

Moraes acionou a PF após a hostilidade contra ele e sua família na Itália. A polícia instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da abordagem e também de uma possível agressão ao filho do ministro.

A polícia investigava, além de Mantovani e de sua esposa, Andreia Munarão, o genro do empresário, Alex Zanata Bignotto, e seu filho, Giovanni Mantovani.

Na ocasião, o ministro do Supremo e presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) relatou ter sido chamado de "bandido, comunista e comprado", segundo informações colhidas pelos investigadores.

Os defensores dos envolvidos no episódio disseram que não partiu deles a hostilidade contra o magistrado. 

Projeto obriga operadoras a instalar bloqueadores de celular em presídios

  • Bahia Notícias
  • 16 Fev 2024
  • 09:30h

Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

O Projeto de Lei 6158/23 obriga as prestadoras de serviços de telefonia móvel a instalar bloqueadores de celular em presídios. O texto está em análise na Câmara dos Deputados, conforme proposta apresentada pelo deputado Sanderson (PL-RS) e outros seis parlamentares.  

De acordo com os autores do projeto de lei, as atuais tecnologias já permitem, a custos razoáveis, a instalação de modernos sistemas de bloqueio de sinais de telefonia celular em diversas áreas do País. “O projeto procura combater a comunicação de detentos com o mundo exterior, mediante os serviços de telefonia celular e de conexão móvel à internet”, afirmaram à Agência Câmara de Notícias.  

“Isso porque tem sido cada vez mais comum que, do interior dos presídios, detentos comandem facções criminosas ou cometam crimes de estelionato empregando telefones celulares”, acrescentam. Se a proposta virar lei, as operadoras de telefonia terão 90 dias, a partir da publicação da nova norma, para instalarem os bloqueadores. 

TRAMITAÇÃO

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Comunicação; de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. 

Globo muda regra interna e passa a citar facções criminosas em telejornais da emissora

  • Por Gabriel Vaquer | Folhapress
  • 16 Fev 2024
  • 07:44h

Foto: Reprodução / Instagram/Bahia Notícia

A Globo passou pela primeira grande mudança em seu jornalismo desde que o seu novo diretor responsável, Ricardo Villela, assumiu o cargo em janeiro. Telejornais de TV aberta e da GloboNews, canal de notícias da emissora, estão liberados para citar nomes de facções criminosas em reportagens.

A mudança, silenciosa, foi ordenada em janeiro, mas só começou a ser usada efetivamente na última quarta-feira (14), quando a emissora precisou noticiar a fuga de dois homens que escaparam do presídio de segurança máxima de Mossoró (RN).

No Jornal Nacional e no canal de notícias da Globo, foi citado em materiais sobre o assunto que ambos os homens faziam parte do Comando Vermelho, facção criminosa criada no Rio de Janeiro nos anos 1980, e que disputa território pelo Brasil com o PCC (Primeiro Comando da Capital).

Até então, a Globo não citava os nomes das fações para não ajudar em sua promoção. A regra não era escrita, mas vigorava informalmente em ordens de chefes desde os anos 1980, quando o Comando Vermelho tomou conta do noticiário policial.

Internamente, já existia muito debate na emissora sobre citar ou não as facções e o que isso mudava na percepção do público. Ali Kamel, diretor de jornalismo da Globo até dezembro, era um dos defensores de esconder os nomes das facções.

Kamel lembrava sempre do caso do sequestro do jornalista Guilherme Portanova, repórter que foi capturado pelo PCC em meio a ataques que aconteciam em São Paulo em 2006. Ele só foi liberado após a Globo aceitar exibir um vídeo com queixas de criminosos sobre o sistema prisional.

Ricardo Villela, atual diretor responsável, aplicou um entendimento que já existe em coberturas para a internet, com o prevalecimento da ideia de que não é possível explicar uma guerra entre facções sem mencioná-las.
 

A reportagem tentou contato com a Globo desde a última quarta-feira (15), mas não houve resposta até a última atualização desta reportagem. Caso a emissora se pronuncie, ela será atualizada.
 

Após fugir de unidade no Carnaval, traficante se apresenta na Polinter e é preso novamente

  • Bahia Notícias
  • 15 Fev 2024
  • 17:30h

Foto: Divulgação / Ascom PC

Após fugir de um posto policial no Carnaval de Salvador, um criminoso se apresentou na Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter), junto a seu advogado, na tarde desta quarta-feira (14). Ele é um dos líderes de uma organização criminosa com atuação em tráfico de drogas e homicídios.

No último domingo (11), integrantes do Comitê Integrado de Inteligência e Análise (CIIA) acionaram patrulhas da Polícia Militar da Bahia (PM-BA) a respeito da presença do criminoso na folia. As guarnições realizaram a prisão do homem e o levaram para a Central de Flagrantes, onde foi cumprido o mandado por homicídio. O suspeito, entretanto, fugiu horas depois. Desde a fuga, equipes da Polícia Civil, por meio dos departamentos Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), Especializado de Investigações Criminais (Deic) e da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core) intensificou as buscas para recapturar o criminoso.

Detido novamente, o homem passará por exames de lesões corporais e será encaminhado para o sistema prisional.

Quase metade da amazônia pode sofrer transição rumo ao não retorno até 2050, diz pesquisa

  • Por Vinicius Sassine | Folhapress
  • 15 Fev 2024
  • 15:20h

Foto: Divulgação/Bahia Notícias

Um grupo de cientistas brasileiros estima que, até o ano de 2050, de 10% a 47% da floresta amazônica estarão expostos a ameaças graves e poderão sofrer uma transição de ecossistema, com perda de resiliência da floresta e conversão a outras formas do bioma, incapazes de cumprir o papel de sumidouro de carbono desempenhado pela amazônia.

É o chamado ponto de não retorno, quando a floresta já não encontra formas de retroalimentação e colapsa, total ou parcialmente, convertendo-se em outras formas de existência biológica.

O ponto de não retorno da amazônia é um dos principais focos de atenção na discussão científica sobre mudanças climáticas, em razão dos impactos para o clima, que extrapolam os limites do bioma, para a emissão de CO2 e para o modo de vida dentro e fora da região amazônica.

Estimativas levadas em conta em outros estudos apontam a possibilidade de não retorno com um desmatamento de 20% a 25% da floresta. A perda de vegetação está, hoje, em uma faixa de 14% a 20%, dependendo do critério utilizado e da área analisada.

O governo Lula (PT) prometeu zerar o desmatamento da amazônia até 2030, uma meta que compõe o compromisso brasileiro com o Acordo de Paris. O acordo, definido em 2015 no âmbito da ONU (Organização das Nações Unidas), busca limitar o aquecimento global, com perspectiva de que o aumento da temperatura não ultrapasse 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais.

Nos últimos cinco anos, a amazônia perdeu 54,6 mil km2 em território brasileiro, segundo dados oficiais do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). O ritmo de aumento da devastação foi interrompido no primeiro ano do governo Lula.

O novo estudo conduzido pelos pesquisadores brasileiros afirma que a amazônia está cada vez mais exposta a pressões, com aumento de temperaturas, secas extremas, desmatamento e fogo, mesmo nas áreas mais centrais ou nas mais remotas. O colapso do bioma pode ser local, regional ou mesmo total, o que agravaria as mudanças climáticas, cita o estudo.

É preciso interromper o desmatamento e a degradação e expandir iniciativas de reflorestamento, afirmam os pesquisadores.

O artigo científico foi publicado nesta quarta-feira (14) na revista Nature. O estudo é liderado pelos pesquisadores Marina Hirota e Bernardo Flores, da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), e tem participação de cientistas do Brasil (como Carlos Nobre, José Marengo e Erika Berenguer), Estados Unidos e Europa. A pesquisa teve financiamento do Instituto Serrapilheira.

Temperaturas mais altas, secas extremas, desmatamento e fogo enfraquecem mecanismos que garantem a resiliência da floresta, com influência direta no ciclo de chuvas. Isso aproxima o bioma da "transição crítica", do ponto de não retorno.

Entre os limites críticos citados pelos pesquisadores, estão um aumento de temperatura acima de 1,5°C e desmatamento acumulado de 20% da cobertura florestal.

"Estamos nos aproximando de todos os limiares. No ritmo em que estamos, todos serão alcançados neste século. E a interação entre todos eles pode fazer com que aconteça antes do esperado", diz Bernardo Flores.

"Se quisermos evitar uma transição sistêmica, precisamos adotar uma abordagem preventiva que mantenha as florestas resilientes nas próximas décadas", afirma Marina Hirota.

Em 2023, a amazônia brasileira viveu uma seca histórica, com recordes de baixas dos rios, incêndios e alteração radical do modo de vida das pessoas que vivem na região, especialmente em comunidades tradicionais.

A seca extrema durou mais do que estiagens anteriores, as chuvas foram bem mais escassas (na seca e na cheia) e rios secaram de uma forma drástica, deixando comunidades inteiras sem água potável, sem comida e sem meio de locomoção. Municípios como Manaus, a cidade mais populosa da Amazônia, com 2 milhões de pessoas, foram inundados por ondas de fumaça, por meses a fio.

O extremo climático na amazônia foi uma combinação dos efeitos do El Niño, do aquecimento do Atlântico Tropical Norte, das mudanças climáticas e da degradação da floresta. O que ocorreu em 2023 vai impactar 2024.

O bioma está em nove países, uma região com 40 milhões de pessoas, das quais 2,2 milhões são indígenas de 300 etnias, aponta o estudo. A perda de floresta impacta diretamente a vida nessas comunidades, dizem os pesquisadores.

Os modelos usados para a pesquisa projetam, até 2050, um aumento significativo de dias secos (de 10 a 30 dias) e da temperatura (de 2°C a 4°C). Assim, pode haver um déficit de vapor e uma crise hídrica decorrente disso.

Há sinais de fragilidade em florestas tidas como de pé. Monitoramentos de campo, feitos a longo prazo, indicam um aumento d mortalidade de árvores em locais diversos, uma consequência da degradação da floresta.

Isso reduz o armazenamento de carbono e leva a uma substituição por espécies mais afeitas à seca, cita o artigo científico. Porções da amazônia já emitem mais carbono que absorvem.

Dez por cento da floresta amazônica têm potencial alto de transição, inclusive para uma feição de baixa cobertura de árvores, uma savanização do bioma. Outra composição florestal alternativa pode ocorrer na amazônia mais central, ao longo de rodovias como a BR-319 e a Transamazônica, aponta a pesquisa.

O maior potencial de transição estaria associado a fronteiras de desmatamento, que se dão em lugares com projetos de grandes rodovias. Áreas mais remotas e maiores, associadas a unidades de conservação e terras indígenas, têm baixo potencial de transição, segundo os pesquisadores.

Terceiro caso de estupro no Carnaval de Salvador é investigado pela polícia

  • Bahia Notícias
  • 15 Fev 2024
  • 13:12h

Foto: Alberto Maraux / SSP-BA

Um terceiro caso de estupro foi denunciado no Carnaval de Salvador, na quarta-feira (14). O caso é investigado pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) da Casa da Mulher Brasileira. As informações são do G1.

De acordo com a Polícia Civil, a vítima registrou ocorrência, foi ouvida e está sendo acompanhada pessoalmente por uma equipe multidisciplinar da Deam – composta, inclusive, pela delegada que apura o caso – em todos os procedimentos e exames médicos.

Ainda de acordo com a polícia, detalhes não serão divulgados em respeito à legislação aplicada a casos de crimes contra a dignidade sexual.

BALANÇO

A Secretaria de Segurança Pública da Bahia divulgou na manhã de quarta-feira (14) o balanço final do Carnaval de Salvador. De acordo com o órgão, a festa não teve morte violenta nos circuitos e 36 pessoas foram presas com auxílio do Sistema de Reconhecimento Facial. A ferramenta também contabilizou 11 milhões de foliões nas ruas da capital baiana. O evento contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues e do secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner. 

No total, incluindo as festas em Porto Seguro e Barreiras, 36 foragidos da Justiça foram localizados. Eles possuíam mandados de prisão pelos crimes de homicídio, roubo, furto, tráfico de drogas, estupro, associação criminosa e dívida de pensão alimentícia. Em Salvador ocorreram 34 prisões. O circuito com maior número de prisões foi o Barra-Ondina, totalizando 20.

STJ mantém condenação da Igreja Universal em R$ 23 milhões por demolir casarões históricos

  • Bahia Notícias
  • 15 Fev 2024
  • 11:35h

Foto: Reprodução / GoogleStreetView

Em decisão unânime, a Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve acórdão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) que condenou a Igreja Universal do Reino de Deus a pagar mais de R$ 23 milhões como indenização por danos patrimoniais e morais coletivos, pela derrubada de três casas declaradas patrimônio cultural de Belo Horizonte.

Ao confirmar decisão monocrática do ministro Sérgio Kukina, o colegiado entendeu que o processo de tombamento já estava em curso no momento das demolições e afastou as alegações apresentadas pela instituição, como a suposta falta de intimação quanto ao laudo técnico do Ministério Público de Minas Gerais que embasou parte do valor da indenização imposta.

Em julho de 2021, por meio de decisão cautelar, o ministro havia proibido a igreja de levar adiante seu plano de implantar um estacionamento no templo, que fica localizado na Avenida Olegário Maciel, no bairro Lourdes, região Centro-Sul da capital mineira.

Na ação civil pública que deu origem à condenação, o Ministério Público apontou que os imóveis foram destruídos em 2005 pela igreja com a finalidade de construir um estacionamento para os fiéis. Na época, os casarões já eram protegidos por atos administrativos de inventário e registro documental. O tombamento integral foi confirmado posteriormente pelos órgãos de preservação histórica e cultural da capital mineira.

Além da indenização por danos patrimoniais causados ao meio ambiente cultural, no valor de R$ 18 milhões, e por danos morais coletivos, em R$ 5 milhões, o TJ-MG também havia determinado que a Igreja Universal construísse um memorial em referência aos imóveis demolidos.

Barroso vai propor redução na nota de corte para pessoas com deficiência no Exame Nacional da Magistratura

  • Bahia Notícias
  • 15 Fev 2024
  • 09:10h

Foto: Rômulo Serpa / Ag. CNJ

O ministro Luís Roberto Barroso vai levar ao Plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) proposta para reduzir a nota de corte de 7 para 5 para pessoas com deficiência no Exame Nacional da Magistratura (Enam), que acontece em 14 de abril.

O exame, que é uma espécie de filtro nacional para o ingresso de juízes na carreira, teve edital lançado no começo de fevereiro e não previa nota de corte diferenciada para pessoas com deficiência. Pela primeira vez, porém, em exames para a magistratura, o CNJ previu a redução da nota de corte para pessoas negras e indígenas como uma ação afirmativa. Em relação a pessoas com deficiência, as regras do CNJ nunca previram uma diferenciação, apenas tempo maior para realização das provas.

Barroso decidiu levar ao colegiado a extensão da nota de corte também para pessoas com deficiência diante do que considera uma legítima reivindicação para igual tratamento. Agora, a decisão será do plenário do CNJ.

As inscrições começaram no dia 7 de fevereiro e vão até 7 de março. Em menos de 48 horas, foram registradas 12 mil inscrições, e a expectativa é de que os interessados passem de 50 mil, podendo chegar a 100 mil inscritos. O exame é coordenado pelo ministro Mauro Campbell Marques, também diretor da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam).

Governo Lula quer liberar FGTS Futuro para a compra da casa própria

  • Por Ana Paula Branco / Folhapress
  • 15 Fev 2024
  • 07:01h

Foto: Divulgação/Bahia Notícias

O governo Lula quer liberar o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) Futuro para facilitar a compra da casa própria pela população de baixa renda a partir de março, quando ocorre a próxima reunião do Conselho Curador do FGTS.

O valor será usado para compor renda e ajudar a pagar as prestações no programa MCMV (Minha Casa, Minha Vida).

A iniciativa passará por um período de teste, direcionando a nova modalidade do FGTS para famílias com renda mensal de até R$ 2.640, que compõem a Faixa 1 do programa habitacional.

O objetivo é, depois, atender a todas as faixas do Minhca Casa, Minha Vida, cujo limite de renda familiar é de R$ 8.000.

O FGTS Futuro foi instituído pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro às vésperas do segundo turno das eleições de 2022 e regulamentado pelo Conselho Curador do FGTS, mas nunca foi posto em prática.

Para entrar em vigor, o conselho deve aprovar as novas regras propostas pelo Planalto, permitindo que a Caixa Econômica Federal libere o valor do FGTS do trabalhador.

Pela proposta, quem optar por utilizar o FGTS Futuro deverá informar essa escolha ao banco onde será feito o financiamento imobiliário. Os depósitos então serão transferidos automaticamente da Caixa para essa instituição financeira quitar as parcelas do contrato.

Com o uso dessa antecipação, o trabalhador irá abater as prestações do imóvel usando o Fundo de Garantia assim que o valor for depositado pela empresa.

A renda extra aumenta ainda a capacidade de pagamento das prestações em aproximadamente 8% (valor depositado na conta do trabalhador do fundo mês a mês). É mais uma medida para reduzir a principal dificuldade do brasileiro para comprar a casa própria: a obtenção de crédito.

Pelas regras do Minha Casa, Minha Vida, o mutuário pode comprometer até 30% de sua renda mensal com a parcela da casa própria. Se a família comprovar renda de R$ 2.640, por exemplo, poderá pagar parcelas de até R$ 792 no financiamento.

Mas se a prestação do imóvel a ser financiado for de R$ 1.000, com o FGTS Futuro essa diferença de R$ 208 por mês passa a ser complementada com os depósitos que ainda serão feitos pelo empregador.

A decisão do uso do FGTS F uturo para financiar o imóvel é exclusiva do trabalhador e vale apenas para os novos contratos. Segundo o texto da iniciativa, a instituição financeira deve informar as condições de financiamento com ou sem a utilização desses depósitos.

Assim como em todas as linhas de crédito, o valor total a ser caucionado será feito pela instituição financeira. Com base no montante depositado mensalmente pelo empregador (8% do salário do trabalhador), o agente financeiro calcula o período pelo qual, inicialmente, será necessário caucionar os depósitos futuros.

Até então, o valor acumulado pelo empregado podia ser usado na compra da casa própria em três hipóteses: como entrada, no pagamento de 12 parcelas (uma vez por ano, limitado a 80% do valor das prestações) ou na amortização do saldo devedor do contrato (uma vez a cada dois anos).

O orçamento do FGTS em 2024 será de R$ 117,7 bilhões, dos quais R$ 97,2 bilhões serão destinados para a habitação popular.

O Minha Casa, Minha Vida, uma das principais bandeiras do presidente Lula (PT), será o principal destino dos recursos do fundo, com R$ 95,9 bilhões. O governo quer construir 2 milhões de novas moradias até 2026.

 

COMO FUNCIONA O FGTS FUTURO
 

- A modalidade aprovada pelo Congresso Nacional em julho de 2022 permite que o trabalhador com carteira assinada complemente um financiamento habitacional com créditos futuros do FGTS como forma de caução
 

- Com o uso do FGTS Futuro, será possível reduzir o valor da prestação e aumentar a capacidade de pagamento em aproximadamente 8% (valor depositado na conta do trabalhador do fundo mês a mês)
 

- A princípio, apenas famílias com renda mensal de até R$ 2.640 poderão utilizar o FGTS Futuro
 

- Historicamente, o subsídio oferecido a famílias dessa faixa de renda varia de 85% a 95%

COMO É FEITO O CÁLCULO DO FGTS FUTURO
 

- Pela medida, as parcelas futuras do FGTS poderão ser incorporadas à base de cálculo da capacidade de financiamento, como se fosse uma renda extra
 

- O banco fará uma simulação a partir dos depósitos mensais atuais do empregador à sua conta do FGTS em nome do trabalhador
 

- A diferença necessária para quitar a parcela será paga todo mês, de forma automática, pela Caixa Econômica Federal à instituição na qual o trabalhador fará o financiamento, com o dinheiro que iria para a sua conta no Fundo de Garantia gerenciada pela Caixa
 

- Pelas regras do Minha Casa, Minha Vida, o mutuário pode comprometer até 30% da renda familiar mensal como a parcela do imóvel. Por exemplo, se a família comprovar renda de R$ 2.640, poderá pagar parcelas de até R$ 792 no financiamento
 

- Se a prestação do imóvel a ser financiado for de R$ 900, por exemplo, com o FGTS Futuro, essa diferença de R$ 108 por mês passa a ser complementada com os depósitos que ainda serão feitos pelo empregador
 

- Esses recursos ficarão bloqueados até o pagamento da dívida
 

- Se o trabalhador for demitido, ele terá de assumir a parcela que vinha do depósito do ex-empregador no FGTS. Se ficar inadimplente, pode perder o imóvel

QUANDO O FGTS FUTURO COMEÇA A FUNCIONAR
 

- Após ter sido aprovado pelo Congresso, o FGTS Futuro foi regulamentado em outubro do mesmo ano pelo Conselho Curador do FGTS. A expectativa era de que o benefício entrasse em vigor no primeiro trimestre de 2023, o que não ocorreu
 

- Para a medida começar a funcionar, a Caixa Econômica Federal precisa publicar as normas operacionais. A partir daí, a operação pode ser iniciada em até 90 dias
 

- Segundo a Caixa, as regras serão definidas após o Conselho Curador aprovar os detalhes da nova regra do FGTS Futuro

 

REQUISITOS PARA PARTICIPAR DO MINHA CASA, MINHA VIDA
 

1. Ter renda familiar entre R$ 2.000 e R$ 8.000 por mês
 

- Para calcular sua renda a família, é preciso somar os ganhos mensais de cada membro que irá comprar o imóvel
 

- Não são consideradas nesta soma benefícios assistenciais e previdenciários como Bolsa Família, auxílio-doença e seguro desemprego
 

- A preferência é que o contrato seja feito no nome da mulher da casa. Mas podem compor a renda marido, esposa, filhos, irmãos, parentes e amigos que irão morar no imóvel
 

- Interessados não podem: ter imóvel residencial em seu nome, ter participado de outro programa de benefício habitacional, ser funcionário da Caixa, fazer parte do Programa de Arrendamento Residencial e ter registro no Cadastro Nacional de Mutuários

 

2. Comprovar que conseguirá pagar as parcelas do financiamento
 

- Todos os participantes do financiamento devem ter mais de 18 anos, comprovante de renda e nome limpo
 

- Não é preciso fazer cadastro para o programa. O financiamento é feito pela Caixa
 

- O Minha Casa, Minha Vida financia até 80% do valor do imóvel. O restante é a entrada do financiamento, que pode ser abatida com subsídios do governo e o uso do FGTS
 

- As parcelas deverão ser quitadas em até 35 anos
 

- A família pode comprometer até 30% da renda mensal com a parcela do imóvel. Por exemplo, se a família comprovar renda de R$ 3.000, poderá pagar parcelas de até R$ 900 no financiamento

 

USO DO FGTS
 

- O programa permite o uso do FGTS para comprar imóveis de até R$ 350 mil
 

- É possível utilizar o FGTS de todos os participantes do financiamento
 

- O saldo do Fundo de Garantia pode ser usado para:
 

1 - Quitar parcelas
 

2 - Diminuir o valor das parcelas
 

3 - Reduzir o número de parcelas

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Chefe de ONG detida na Venezuela está em prisão de serviço de inteligência

  • Por Folhapress
  • 14 Fev 2024
  • 17:29h

Foto: Divulgação/Bahia Notícias

A ativista venezuelana Rocío San Miguel, diretora da ONG Controle Cidadão, foi levada para a prisão do serviço de inteligência da Venezuela, em Caracas, após ser detida na última sexta-feira (9).

A transferência de Rocío foi realizada três dias após sua prisão. O local da detenção foi confirmado pelo advogado Joel García, que faz parte de defesa da ativista. Até então, não se sabia qual era o paradeiro dela. A última informação que se tinha era de denúncias de que ela havia sido submetida a um "desaparecimento forçado" após ser detida no aeroporto internacional Simón Bolívar, em Maiquetía.

Diretora de ONG é acusada de "traição" e "terrorismo". Na segunda-feira (12), o promotor Tarek William Saab publicou no X (o antigo Twitter) que o MP (Ministério Público) vai pedir para que o tribunal antiterrorismo da Venezuela cuide do caso.

Ex-marido de diretora de ONG também continua preso. O militar reformado Alejandro José Gonzales De Canales Plaza, que foi casado com Rocío, está detido por "suposta prática dos crimes de revelação de segredos políticos e militares relativos à segurança da nação, obstrução de administração da Justiça e associação". Ele foi preso na Direção Geral de Contra-Inteligência Militar da Venezuela.

A família da ativista foi liberada, mas vai ter que cumprir medidas cautelares. Segunda a defesa de Rocío, a filha, o pai e dois irmãos dela também estavam presos, mas foram soltos. Os quatro, porém, estão proibidos de deixar o país e falar com a imprensa, e também foram obrigados a se apresentar à Justiça periodicamente.
 

MP ACUSA ATIVISTA DE INTEGRAR TRAMA CONSPIRATÓRIA
 

Para o MP, Rocío e seus familiares fazem parte do grupo chamado "Brazelete Blanco". O governo Nicolás Maduro descreveu esse grupo como autor de um plano para atacar uma base militar em Táchira, na fronteira com a Colômbia, para, posteriormente, assassinar o presidente venezuelano.
 

O governo venezuelano alega que Maduro é alvo de outros planos conspiratórios. Só em 2023, afirma ter neutralizado cinco "conspirações" envolvendo militares, jornalistas e ativistas de direitos humanos. Em 2014, Rocío foi acusada pelo próprio ditador da Venezuela. À época, Maduro disse que a ativista estava envolvida em uma "revolta militar".

Pela 1ª vez na história fuga é registrada em penitenciária federal de segurança máxima; dois estão foragidos

  • Bahia Notícias
  • 14 Fev 2024
  • 15:21h

Os foragidos, Deibson e Rogério. Foto: Reprodução

Na manhã desta quarta-feira (14), dois presos fugiram da Penitenciária Federal de Mossoró, na região Oeste do Rio Grande do Norte. A dupla, segundo o g1, é ligada ao Comando Vermelho, facção de Fernandinho Beira-Mar, que está preso no mesmo presídio. Eles foram transferidos para a unidade  em 27 de setembro de 2023, após se envolverem em uma rebelião no presídio de segurança máxima Antônio Amaro, em Rio Branco – que resultou na morte de cinco detentos, três deles decapitados.

Esta é a primeira fuga registrada na história do sistema penitenciário federal, que conta com cinco presídios de segurança máxima. 

Os dois fugitivos são Rogério da Silva Mendonça, de 36 anos, e Deibson Cabral Nascimento, 34 anos, conhecido também como “Tatu” ou “Deisinho”. Ele são do Acre. 

A Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Norte confirmou durante a manhã desta quarta que recebeu solicitação de apoio para recaptura e "o apoio está sendo dado". A Secretaria de Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte também informou que auxilia nas operações de busca.

A Polícia Federal foi acionada para atuar na operação de recaptura dos fugitivos, e também para apurar a investigação das responsabilidades no episódio, de acordo com o blog da Camila Bonfim. O secretário André Garcia, da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), informou nesta tarde que vai até Mossoró.

O Sistema Penitenciário Federal (SPF), administrado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, foi criado em 2006. De acordo com a pasta, o sistema foi criado com o objetivo de combater o crime organizado, isolar lideranças criminosos e os presos de alta periculosidade.

No site da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) consta que "desde a sua criação, o Sistema Penitenciário Federal (SPF) é referência de disciplina e procedimento, uma vez que nunca houve fuga, rebelião nem entrada de materiais ilícitos nas unidades penitenciárias, aplicando-se fielmente a Lei de Execuções Penais (LEP)".

Além de Mossoró, o sistema federal tem presídios em Catanduvas (PR), Campo Grande (MS), Porto Velho (RO) e Brasília (DF), que recebem presos de alta periculosidade.

Piso do calçadão da Orla da Pituba cede com a maré alta

  • Bahia Notícias
  • 14 Fev 2024
  • 13:12h

Foto:Reprodução/Bahia Notícias

Moradores da Pituba e pessoas que costumam fazer atividade física na orla do local se depararam com o piso do calçadão parcialmente cedido, na manhã desta Quarta-feira de Cinzas (14). De acordo com reportagem do Jornal da Manhã, da Rede Bahia, o piso teria desmoronado em função da força da maré, que deve registrar alta ainda esta manhã. Não há registro de feridos.  

FGTS Futuro: nova modalidade promete aliviar prestação da casa própria

  • Dinheiro do FGTS Futuro será liberado, em princípio, para famílias que ganham até R$ 2.640, mas limite poderá ir a R$ 8 mil
  • Laura Braga/Metrópoles
  • 14 Fev 2024
  • 11:48h

Foto:Daniel Ferreira/Metrópoles

Uma nova modalidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) deve ser liberada pelo Governo Federal, em março, para a compra da casa própria. Inicialmente, o FGTS Futuro será voltado para beneficiários do Minha Casa, Minha Vida, com o foco em famílias com renda mensal de até R$ 2.640, que compõem a Faixa 1 do programa habitacional do governo.

Técnicos do Ministério das Cidades apontam que a ideia é passar primeiro por um período de teste para, mais adiante, ampliar para todos os contemplados do Minha Casa, Minha Vida, cujo limite de renda é de R$ 8 mil mensais.

O FGTS Futuro foi instituído pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas ainda depende de regulamentação pelo Conselho Curador do Fundo dos trabalhadores. O governo Lula manteve a ideia e agora vai regulamentar o uso da modalidade.
A medida permite que trabalhadores com carteira assinada possam comprometer a contribuição que o empregador ainda vai depositar na sua conta vinculada do FGTS, de 8% do salário mensal, para complementar a renda na hora de demonstrar capacidade de pagamento e tomar o financiamento habitacional.

Técnicos do Ministério das Cidades apontam que a ideia é passar primeiro por um período de teste para, mais adiante, ampliar para todos os contemplados do Minha Casa, Minha Vida, cujo limite de renda é de R$ 8 mil mensais.

O FGTS Futuro foi instituído pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas ainda depende de regulamentação pelo Conselho Curador do Fundo dos trabalhadores. O governo Lula manteve a ideia e agora vai regulamentar o uso da modalidade.
A medida permite que trabalhadores com carteira assinada possam comprometer a contribuição que o empregador ainda vai depositar na sua conta vinculada do FGTS, de 8% do salário mensal, para complementar a renda na hora de demonstrar capacidade de pagamento e tomar o financiamento habitacional.

Isso também pode beneficiar famílias que não conseguem pegar um empréstimo habitacional devido ao comprometimento de renda exigido. Ao incluir o FGTS Futuro, têm mais chance de serem elegíveis ao financiamento da casa própria. Assim, o FGTS passa a ser contado como renda mensal, o que não ocorre hoje.

Uso do FGTS

Atualmente, é possível usar até 80% do FGTS acumulado para reduzir o valor das prestações que vão vencer em um ano ou abater no valor do contrato habitacional. No caso do FGTS Futuro, será possível abater as prestações com o FGTS simultaneamente ao momento em que o trabalhador recebe os valores do empregador.

Mas há um risco maior. Caso o trabalhador opte pelo FGTS Futuro for demitido, o valor da prestação que ele tem de pagar sobe. Ou seja, será preciso pagar o valor cheio da prestação em dinheiro, somando a fatia que vinha do FGTS.

onsiderando o exemplo da prestação de R$ 500, esse valor seria acrescido de R$ 160 para cobrir a falta do depósito do FGTS. Em situação de inadimplência, o mutuário fica sujeito à retomada do imóvel pela instituição financeira.

Integrantes do Conselho Curador do FGTS chegaram a criticar a ideia, alegando que os trabalhadores que fizerem uso do FGTS Futuro vão deixar de acumular na conta vinculada os valores recolhidos pelas empresas. Na hora da demissão sem justa causa, teriam pouco dinheiro a sacar. Porém, a multa de 40% sobre os valores depositados pelo empregador, em caso de demissão sem justa causa, fica mantida.

Acesso ao programa

Membros do Ministério das Cidades avaliam que o FGTS Futuro amplia o acesso da população à casa própria e está dentro de uma das principais finalidades do Fundo, o apoio à habitação popular.

 

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Crítico dos saques recorrentes do FGTS, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, não se opõe ao FGTS Futuro para moradia. Mas o cotista não pode comprometer os recursos futuros com compra de móveis e outros tipos de bens.

A tendência é que a proposta de regulamentação seja aprovada sem problemas pelo Conselho Curador em março. O colegiado, comandado pelo Ministério do Trabalho, tem representantes de governo, trabalhadores e empregadores.

O FGTS reservou para este ano um orçamento de R$ 97,15 bilhões para novas contratações dentro do Minha Casa, Minha Vida e mais R$ 8,5 bilhões para quem tem conta no Fundo. Os juros variam entre 4% e 8,16% ao ano. O prazo de pagamento é de até 35 anos. O programa financia imóveis de até R$ 350 mil em todo o pais.

Economia

Além de condições mais facilitadas, o FGTS dá um desconto no valor total do crédito no ato do contrato, que pode chegar a R$ 55 mil para famílias com renda de até R$ 2.640. Para 2024, o volume total previsto para 2024 é de R$ 9,85 bilhões.

Para famílias de baixa renda, beneficiárias do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC, pago a idosos e pessoas com deficiência), o Minha Casa, Minha Vida doa o imóvel com recursos da União. A verba prevista no Orçamento para isso em 2024 é de R$ 9,4 bilhões.

Em governos anteriores recentes, o FGTS foi utilizado para estimular o consumo na economia, com a autorização de saques emergenciais que não estavam associados a políticas como o Minha Casa, Minha Vida.

Segundo dados da Caixa, o saque-aniversário, criado na gestão de Jair Bolsonaro e em vigor desde abril de 2020, é utilizado por 34,6 milhões de trabalhadores. Em 2023, foram sacados R$ 14,6 bilhões. As operações de antecipação já foram feitas por 19,2 milhões de trabalhadores até o último dia 19 de janeiro, somando R$ 133,3 bilhões.

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Com o fim do Carnaval, Lula deve nomear juiz para julgar Moro no PR

  • O presidente da República já assinou documento no qual escolhe o advogado José Rodrigo Sade para completar pleno e julgar cassação de Moro
  • Manoela Alcântara/Metrópoles
  • 14 Fev 2024
  • 09:20h

Foto:Hugo Barreto/Metrópoles

Com o fim das festas de Carnaval, a expectativa é que o nome do advogado José Rodrigo Sade seja publicado no Diário Oficial da União (DOU) em breve. O juiz foi o escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para assumir a vaga no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) e completar o pleno que julgará ações que pedem a cassação do ex-juiz da Lava Jato e senador Sergio Moro (União Brasil).

PL e PT argumentam que os gastos de pré-campanha destinados ao Planalto seriam “desproporcionais” e “suprimiram as chances dos demais concorrentes” ao Senado no Paraná. As consequências do julgamento, se as ações forem procedentes, é a cassação da chapa de Moro, ensejando novas eleições para o Senado no PR, além da inelegibilidade de Moro.

Data

A análise estava marcada para dia 8 de fevereiro, mas o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), desembargador Sigurd Roberto Bengtsson, suspendeu o julgamento por considerar que não havia tempo hábil para completar a nomeação do novo desembargador.

Sade foi o escolhido por Lula entre os integrantes de lista tríplice aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em 7 de fevereiro, o colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, confirmou que o documento de nomeação do juiz já havia sido assinado por Lula. Falta agora a nomeação oficial.

Até o momento, o julgamento de Moro está suspenso pela falta do integrante efetivo do TRE-PR. O senador responde a duas ações, movidas pelo PL e pelo PT, com as acusações de abuso de poder econômico no período de pré-campanha, quando ele estudava lançar candidatura ao Palácio do Planalto pelo Podemos, em 2022.

Para analisar Ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aijes), o TRE precisa ter em plenário todos os sete juízes que o compõem. José Rodrigo Sade era substituto na Corte e agora, assim que for nomeado por Lula, terá a posse marcada como efetivo a fim de completar o quórum para julgamento.

Somente após a posse, é que o presidente Sigurd Roberto Bengtsson pode remarcar a sessão na qual Moro será julgado.

José Rodrigo Sade

O jurista José Rodrigo Sabe já foi advogado do ex-deputado Deltan Dallagnol. Ele teve o apoio do Grupo Prerrogativas e se articulou. Antes de ser escolhido para a lista tríplice, procurou integrantes do governo e do PT do Paraná, que passaram a apoiar seu nome para a vaga nos bastidores.

É sócio do De Figueiredo Demeterco & Sade Sociedade de Advogados, onde é responsável pelo setor Contencioso Estratégico. É pós-graduado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) em Direito Contemporâneo e aluno ouvinte da Harvard Law School.

“Lula ladrão”: STF deve poupar Nikolas por declaração na ONU

  • Polícia Federal (PF) pediu ao STF abertura de inquérito contra Nikolas Ferreira (PL) após deputado chamar Lula de ladrão em discurso na ONU
  • Paulo CappelliPetrônio Viana/Metrópoles
  • 14 Fev 2024
  • 07:21h

Foto:Hugo Barreto/Metrópoles

O STF não deverá condenar o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) por chamar o presidente Lula de “ladrão” e dizer que ele “deveria estar na cadeia”, durante discurso na ONU. Decisões recentes mostram que tanto o Supremo quanto a Justiça comum se posicionam contra punições a políticos por ofensas direcionadas ao mandatário do país.

Como informou a coluna de Guilherme Amado no Metrópoles, a Polícia Federal pediu ao STF, na última quinta-feira (8/2), a abertura de inquérito contra Nikolas para investigar suposto crime de injúria pela fala na Cúpula Transatlântica.

Contudo, um inquérito contra o próprio Lula, por chamar o então presidente Jair Bolsonaro de “miliciano”, foi arquivado em 2020. A 15ª Vara Criminal do Distrito Federal considerou que Bolsonaro “não foi lesado ou exposto a qualquer tipo de lesão” com a manifestação de Lula, “a despeito de serem profundamente desrespeitosas”.

Em outra situação semelhante, em 2021, o STF arquivou uma notícia crime contra o deputado federal Marcelo Freixo por chamar Bolsonaro de “genocida”. O relator da ação, ministro Kassio Nunes Marques, nomeado pelo ex-presidente para a Corte, acolheu os argumentos do então procurador-geral da República, Augusto Aras.

“As declarações do parlamentar foram proferidas num contexto de debate político, consubstanciadas em críticas, ainda que mordazes e ríspidas, à atuação do Presidente da República, cuja ideologia é antagônica à sua própria, o que revela não estarem tais falas dissociadas do exercício do seu mandato parlamentar, sendo, à vista disso, devidamente resguardadas pela imunidade material prevista no art. 53 da Constituição Federal”, observou Aras.

O artigo 53 da Constituição trata da imunidade parlamentar e afirma que “deputados e senadores são invioláveis civil e penalmente por suas opiniões, palavras e votos”.

Ao acionar o STF contra Freixo, um bolsonarista havia acusado o deputado de “incitar a morte de Bolsonaro” e de “ofender a honra do presidente” ao escrever duas publicações no Twitter. Uma delas tinha o título “Impeachment ou morte”.

Influenciador

Em outro caso, a Justiça do Rio também arquivou uma investigação que mirava o influenciador Felipe Neto por chamar Bolsonaro de “genocida”. Como Felipe Neto não tem imunidade parlamentar, o processo não chegou ao STF.

“A conduta do paciente expressou, apenas, ácida crítica ao Presidente da República, sem objetivar ou colocar em risco o Estado ou suas instituições”, considerou a juíza da 38ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, Gisele Guida Faria.