Anatel investiga uso de programa encontrado pela PF na Abin e que acessa rede 4G

  • Por Fabio Serapião | Folhapress
  • 19 Fev 2024
  • 13:20h

Bolsonaro e Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin. Foto: Presidência

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) abriu uma investigação após a Polícia Federal encontrar na Abin (Agência Brasileira de Inteligência) um programa com suposta capacidade de coletar dados da rede de telefonia 4G.

O programa se chama LTESniffer, e sua descoberta foi citada na decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que autorizou busca e apreensão contra o deputado federal Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin no governo de Jair Bolsonaro (PL).

Um trecho da representação do delegado do caso, transcrito por Moraes, fala da necessidade do "devido aprofundamento" sobre o programa encontrado na agência.

A Abin disse que não faz ações invasivas contra redes e que "realiza estudos sobre o funcionamento da ferramenta para preservar a segurança cibernética do país".

Após a citação na decisão de Moraes, a Anatel instaurou uma apuração e irá solicitar dados para a Abin sobre o uso da LTESniffer.

As operadoras foram notificadas e questionadas sobre eventual utilização de ferramentas desse tipo para saber se houve ataques às suas redes. Após as repostas, a Anatel vai definir os próximos passos.

A agência de telecomunicações também está em contato com a Abin para entender por que a agência de inteligência possui o programa.

O 4G, também conhecido como LTE, é um tipo de tecnologia por meio de ondas de rádio para comunicação de equipamentos sem fio, como celulares.

O LTESniffer, de acordo com informações em grupo de discussão sobre o tema, tem capacidade de detectar o tráfego de dados entre as antenas que transmitem as ondas de 4G.

A tecnologia, no entanto, não consegue capturar as comunicações criptografadas, embora consiga acessar algumas informações como o IMSI, que é a identidade internacional do assinante do celular. É o número que identifica cada usuário da rede.

A capacidade de invasão da rede de telefonia brasileira por softwares é um dos principais pontos da investigação em andamento na PF e que mira a suposta Abin paralela durante a gestão Bolsonaro.

Nesse caso, está no centro das apurações outro software, o FirstMile -a PF afirma que ele invade a rede de telefonia para acessar a geolocalização dos celulares monitorados.

Como mostrou a Folha, um dos elementos de prova indicados pela PF é uma troca de email em que um funcionário da empresa responsável pelo FirstMile relata tentativa de invasão na rede da Tim.

As investigações na Anatel ainda buscam informações sobre quais dados foram acessados, em qual volume e de qual país partiram os ataques.

O LTESniffer atua de forma diferente do FirstMile, mas também usa dados protegidos pelo sigilo e cujo acesso depende de autorização prévia da Justiça.

No caso do FirstMile, a ferramenta, diz a PF, usa a "estrutura de telefonia no exterior (SS7) para simular chamadas em roaming, inclusive valendo-se de envios de SMS Spoofing, resultando na manipulação dos sinais da rede de telefonia".

A PF afirma que, desde o início, a Abin sabia do caráter invasivo do software e de sua capacidade de invadir a rede de telefonia nacional.

Para os investigadores, já na proposta comercial a empresa vendedora informou que a ferramenta usa técnicas para acessar a rede de telefonia.

Nas investigações feitas até o momento, a Anatel não conseguiu mapear quais dados e qual a origem dos ataques às redes das operadoras brasileiras.

As operadoras, afirma a Anatel, corrigiram as falhas que permitiam a atuação do FirstMile antes de março de 2023, quando o caso veio a público em reportagem do jornal O Globo.

"Os autos da apuração não conseguem concluir quando ou se as operadoras Claro, Vivo e Tim realmente perceberam os ataques de invasão por meio do FirstMile. No entanto, quando a Anatel iniciou os processos de investigação para esclarecer o que havia sido noticiado, foi identificado que medidas de proteção já haviam sido implementadas pelas operadoras em um passado recente", disse a agência.

O uso do software espião e a produção de relatórios de inteligência sobre adversários políticos da família do ex-presidente Bolsonaro estão na mira da Polícia Federal. As operações deflagradas tentam esclarecer a atuação da chamada "Abin paralela" do governo Bolsonaro na gestão de Ramagem, hoje deputado federal.

Os investigadores afirmam que oficiais da Abin e policiais federais lotados na agência monitoraram os passos de adversários políticos de Bolsonaro e produziram relatórios de informações "por meio de ações clandestinas" sem "qualquer controle judicial ou do Ministério Público".

A Abin disse em nota que não realiza ações invasivas contra redes. Segundo a agência, o "LTESniffer é um software de código livre, gratuito, que, de acordo com o desenvolvedor, seria capaz de obter informações trafegadas pelo protocolo LTE, utilizado na comunicação celular".

A Abin afirma que o programa é conhecido por ser utilizado por serviços de inteligência estrangeiros e também para realizar ataques cibernéticos contra órgãos da administração pública federal.

Por isso, diz a Abin, a agência realiza estudos sobre o "funcionamento da ferramenta para preservar a segurança cibernética do país", já que cabe aos oficiais de inteligência estarem atualizados sobre os "métodos utilizados por agentes adversos contra o Estado brasileiro."

"A Agência Brasileira de Inteligência não realiza ações invasivas contra redes. Na verdade, a agência atua na ponta oposta: a área de segurança cibernética detecta possível uso de ferramentas por atores maliciosos contra redes da agência ou de algum órgão do Estado", diz nota enviada à Folha de S.Paulo.

Israel declara Lula como "persona non grata" após comparação com Holocausto: “Não perdoaremos”

  • Bahia Notícias
  • 19 Fev 2024
  • 11:20h

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Israel Katz, chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “persona non grata”, por conta das declarações do brasileiro, quando comparou a situação em Gaza ao Holocausto. A fala de Lula aconteceu neste domingo (18), ocasionando uma crise diplomática entre os dois países. 

Em uma publicação nas redes sociais, o chanceler isaraelense disse que Israel não vai perdoar e não vai esquecer o que foi dito pelo presidente brasileiro, até que ele peça desculpa pelo o que falou. 

"Não perdoaremos e não esqueceremos - em meu nome e em nome dos cidadãos de Israel, informei ao Presidente Lula que ele é "persona non grata" em Israel até que ele peça desculpas e se retrate de suas palavras", afirmou em publicação no X, antigo Twitter.

A declaração do israelense chega após o governo alterar o protocolo para encontros com diplomatas e representantes de nações estrangeiras. Ainda houve uma reunião com o embaixador do Brasil em Israel, no museu do Holocausto, em Jerusalém. Em outras ocasiões, o encontro aconteceria no Ministério das Relações Exteriores. 

“Esta manhã convoquei o embaixador brasileiro em Israel para o Museu do Holocausto, o lugar que testemunha mais do que qualquer outra coisa o que os nazistas e Hitler fizeram aos judeus, incluindo membros da minha família” , esclareceu o chanceler Israel Kantz.

O depoimento de Lula aconteceu durante entrevista coletiva neste domingo, onde comparou as mortes de palestinos em Gaza à matança de judeus na Alemanha nazista de Adolf Hitler. Logo depois, o governo de Israel anunciou que iria repreender o embaixador brasileiro em Tel Aviv. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que “as palavras do presidente do Brasil são vergonhosas e graves”.

"A comparação do presidente brasileiro Lula entre a guerra justa de Israel contra o Hamas e as acções de Hitler e dos nazis, que destruíram 6 milhões de judeus, constitui um grave ataque anti-semita que profana a memória daqueles que morreram no Holocausto", disse o chanceler nas redes.

OAB aciona STF e PGR contra delegado da PF após exposição de conversas em inquérito sobre Moraes

  • Por Tayguara Ribeiro | Folhapress
  • 19 Fev 2024
  • 09:20h

Foto: Valter Campanato | Agência Brasil

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) apresentou uma representação contra o delegado da Polícia Federal que analisou e expôs as comunicações entre um advogado e seu cliente, no caso que envolve a apuração de hostilidade ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes em Roma.
A petição foi apresentada à PGR (Procuradoria-Geral da República) e ao STF neste domingo (18). Segundo o texto da entidade, o delegado federal Hiroshi de Araújo Sakaki incluiu no processo "transcrições de diálogos, prints de imagens e de documentos concernentes às comunicações entre o cliente e o seu advogado".

O caso se refere à família investigada sob suspeita de hostilizar Moraes e seus parentes em um aeroporto em Roma.

A Folha de S.Paulo procurou a PF para comentar o caso, mas não obteve retorno até a publicação deste texto.

Em um documento com análise dos celulares apreendidos na investigação, que foi juntado ao processo, a PF relata trocas de mensagens entre o empresário Roberto Mantovani Filho, um dos alvos da investigação, e seu advogado, Ralph Tórtima Filho.

Em relatório divulgado na quinta (15), a PF chegou à conclusão de que Mantovani cometeu o crime de injúria real contra o filho de Moraes, mas decidiu não indiciar ninguém.

"A atuação da OAB neste caso tem como objetivo a defesa das prerrogativas da advocacia, com foco no sigilo das comunicações entre advogado e cliente", diz nota divulgada pela entidade.

As representações no STF e na PGR são assinadas pelo presidente nacional da OAB, Beto Simonetti, pelas diretoras e diretores nacionais, pelas presidentes e pelos presidentes de todas as seccionais, que pedem a responsabilização criminal do delegado em decorrência do cometimento de abuso de autoridade.

"O episódio contém ofensa grave às prerrogativas da classe e, por isso, a OAB solicitou ao STF e à PGR providências para assegurar o sigilo das comunicações, que é protegido pela Constituição", afirma Simonetti.

"É inaceitável regredir à época em que não havia direitos e liberdades fundamentais. Defender a democracia envolve proteger seus pilares, inclusive as prerrogativas da advocacia", diz na nota o presidente nacional da OAB.

A defesa dos investigados sob suspeita de hostilizar a família do ministro pediu à corte a exclusão de conversas entre advogado e cliente de inquérito da PF sob a justificativa de que houve violação do sigilo profissional.

Nas conversas expostas, segundo o relato da PF, o advogado orienta Mantovani a não falar com a imprensa, dizendo que "eles são muito habilidosos e distorcem as palavras", e solicitou um relatório completo do que teria acontecido.

Também afirmou que iria elaborar uma nota à imprensa. Mantovani questiona se o relatório deveria ser enviado do seu próprio celular, e o advogado diz que é melhor enviar por um aparelho que não seja da família.

A confusão entre a família de Mantovani e a do ministro aconteceu em julho do ano passado. Moraes acionou a PF, que instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da abordagem e também de uma possível agressão ao filho do ministro.

A polícia investigava, além de Mantovani e de sua esposa, Andreia Munarão, o genro do empresário, Alex Zanata Bignotto, e seu filho, Giovanni Mantovani. As defesas dos envolvidos no episódio sempre disseram que não partiu deles a hostilidade contra o magistrado.

Até o próximo dia 23, o Supremo julga, de forma virtual, outros recursos apresentados pela defesa e também pela PGR no inquérito.

O episódio mobilizou autoridades pelo país, que prestaram solidariedade ao ministro do Supremo. O presidente Lula (PT) comparou o caso a um ato de "animal selvagem".

O delegado da PF responsável pelo caso, Hiroshi de Araújo Sakaki, disse que não indiciou o empresário porque há uma instrução normativa que veda o indiciamento por crime de menor potencial ofensivo, de pena máxima de um ano. As investigações foram encerradas.

A injúria real se caracteriza no Código Penal pelo "emprego de violência ou vias de fato" para ofender a dignidade ou o decoro de alguém.

Dilma relatou a Lula suspeita de espionagem da Abin na noite da posse de Moraes, diz coluna

  • Bahia Notícias
  • 19 Fev 2024
  • 07:49h

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A ex-presidente Dilma Rousseff relatou a Lula, durante a campanha de 2022, fatos que indicavam que ela vinha sendo espionada. O episódio que despertou a suspeita de Dilma ocorreu na noite de 16 de agosto de 2022, em Brasília, após a posse do ministro Alexandre de Moraes na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As informações são da coluna de Guilherme Amado do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.


Naquele dia, após participar da posse no TSE, Dilma foi jantar com amigos no restaurante italiano Villa Tevere, na Asa Sul, bairro nobre de Brasília. Ao chegar ao estabelecimento, a segurança da ex-presidente foi informada de que “seguranças do GSI” já haviam passado pelo local, em referência ao Gabinete de Segurança Institucional.


A informação causou estranheza na equipe de seguranças de Dilma, porque o local onde todos jantariam havia sido combinado por telefone horas antes, sem que qualquer outra equipe tivesse sido acionada. E não foi o único fato que chamou a atenção de Dilma naquela noite.

Ao longo do jantar, a ex-presidente, mesmo acostumada com ambientes públicos, estranhou a atitude de outros três clientes, sentados a uma mesa no mesmo andar que a sua. Dilma havia pedido uma mesa no segundo andar, exatamente por ser mais discreto.


A informação relatada por Dilma na época ganhou importância em meio à revelação de que o então ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, havia pedido a infiltração de agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) nas campanhas presidenciais. No vídeo da reunião de 5 de julho de 2022, Heleno disse ter conversado com o então diretor-geral da Abin sobre o plano. O general tentava explicar o assunto, mas acabou interrompido por Bolsonaro.


Disse Heleno: “Conversei ontem o Victor (Carneiro), novo diretor da Abin. Nós vamos montar um esquema para acompanhar o que os dois lados estão fazendo. O problema todo disso é se vazar qualquer coisa aí… Muita gente se conhece nesse meio. E, se houver qualquer acusação e infiltração desses elementos da Abin em qualquer dos lados…”


Antes de concluir a frase, Heleno foi interrompido por Bolsonaro: “General, eu peço que o senhor não fale, por favor. Peço que o senhor não prossiga mais na sua observação. Se a gente começar a falar ‘não vazar’, esquece, pode vazar. Então, a gente conversa particular na nossa sala sobre esse assunto”.

Brumado: Carro invade contra mão no Bairro Olhos D'água, colide contra motocicleta e atropela duas mulheres, e, ainda foge sem prestar socorro

  • Brumado Urgente
  • 18 Fev 2024
  • 18:27h

Foto: WhatsApp Brumado Urgente

Um acidente ocorrido no início da tarde deste domingo (18), na Rua Horácio José dos Santos no bairro Olhos D’água em Brumado deixou duas mulheres feridas caídas ao solo.

Câmeras de monitoramento de uma residência registraram o momento em que um carro de cor branca invade a contra mão, sobe na calçada arrancando uma palmeira e na sequência atropela duas mulheres que trafegavam na via em uma motocicleta na sua devida mão, e, ao que tudo indica, em velocidade compatível com a via. Após atropelar as vítimas a pessoa que conduzia o veículo deu meia volta e fugiu do local sem prestar socorro às vítimas.

Anteriormente este site noticiou erroneamente que as mulheres haviam perdido o controle da motocicleta, entretanto, ao tomar conhecimento das imagens, vimos que erramos ao noticiar tal fato, razão pela qual pedimos humildemente desculpas aos leitores, às vitimas, e a todos que se sentiram prejudicado com a notícia.

Foto: WhatsApp Brumado Urgente

Netanyahu diz que deixar de invadir Rafah significaria 'perder a guerra' para o Hamas

  • Por Folhapress
  • 18 Fev 2024
  • 14:20h

Foto: Agência Lusa

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou neste sábado (17) que deixar de invadir a cidade de Rafah, ao sul da Faixa de Gaza, equivaleria a "perder a guerra" para o Hamas.

O premiê ainda disse que o Exército israelense seguirá com o plano independentemente do desfecho de um acordo para a libertação de reféns levados pelo grupo terrorista em 7 de outubro do ano passado. "Mesmo que tenhamos sucesso, entraremos em Rafah", afirmou Netanyahu à imprensa.

A declaração ocorre no momento em que o governo de Israel está sob intensa pressão internacional contra a ofensiva terrestre. Localizada na região da fronteira com o Egito, Rafah abriga hoje cerca de metade dos 2,4 milhões de habitantes de Gaza, forçados a se deslocar para o sul da Faixa ainda no início da guerra.

A comunidade internacional tem alertado para a possibilidade de um massacre na cidade. Tel Aviv, por sua vez, afirma que uma ação terrestre é necessária para eliminar membros e estruturas do Hamas que ali operariam.

O primeiro-ministro israelense tem prometido estabelecer uma "passagem segura" para os civis deslocados em Rafah, mas não está claro para onde poderiam ir tantas pessoas que estão amontoadas em barracas improvisadas na cidade que faz fronteira com o país egípcio.

Rafah é a única cidade de Gaza em que as forças de Israel não entraram desde o começo da guerra com o Hamas, embora a região tenha sido bombardeada diariamente.

Neste sábado, Netanyahu também disse que a negociação de uma trégua no conflito foi frustrada por demandas "delirantes" apresentadas pelo Hamas. Negociadores israelenses foram enviados ao Cairo, no Egito, a pedido do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, mas o premiê diz estar fechado a novas tratativas até que o grupo terrorista mude suas exigências.

O primeiro-ministro afirmou ainda que um acordo diplomático mais amplo com os palestinos só poderá ser alcançado por meio de negociações diretas, livres de pré-condições.

Na semana passada, o presidente americano disse que a resposta militar de Israel em Gaza é "exagerada", na crítica mais contundente do mandatário dos EUA a Israel desde o início da guerra.

Biden pediu ao premiê israelense que uma operação militar em Rafah não aconteça a menos que um plano "crível e realizável" garanta a segurança da população, segundo comunicado da Casa Branca. O chefe do Executivo americano também demandou "medidas concretas e urgentes para melhorar a eficácia e a consistência" da assistência humanitária destinada aos civis palestinos.

Diversos apelos contra a invasão a Rafah foram feitos por lideranças diplomáticas nos últimos dias. "O povo de Gaza não pode desaparecer completamente", escreveu a ministra alemã das Relações Exteriores, Annalena Baerbock, nas redes sociais.

Já o Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita alertou no sábado para as "repercussões muito sérias de um ataque em Rafah" e pediu uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU.

O chefe da diplomacia britânica, David Cameron, por sua vez, expressou estar "profundamente preocupado" com a ofensiva e afirmou que "a prioridade deve ser uma pausa imediata nos combates, além do envio de ajuda e retirada dos reféns".

Milhões em conta de Jair Bolsonaro viram novo foco de investigação

  • Bahia Notícias
  • 18 Fev 2024
  • 12:30h

Foto: Agência Brasil

A devassa feita pela Polícia Federal na conta bancária de Jair Bolsonaro com autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, levou à abertura de uma nova e importante frente nas investigações que envolvem o ex-presidente.

Ao mapear as transações dos últimos meses, os investigadores constataram que uma parte dos cerca de R$ 17 milhões que Bolsonaro recebeu de apoiadores via Pix no ano passado já saiu das contas dele. As informações são da coluna de Rodrigo Rangel do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.

Chamou a atenção o fato de o dinheiro, em boa medida, ter ido parar em contas de advogados do ex-presidente.

Essas transferências causaram estranhamento porque, teoricamente, esses advogados estariam sendo pagos pelo PL — não haveria motivo, portanto, para Jair Bolsonaro, na pessoa física, fazer pagamentos a eles.

Como tem sido comum nas investigações que envolvem o ex-presidente, nas quais a cada etapa surgem elementos que acabam levando a novas suspeitas que precisam ser apuradas, agora há mais uma frente de trabalho na PF com potencial de encrencá-lo.

As transações envolvendo os milhões arrecadados por Bolsonaro entre apoiadores estão sendo minuciosamente mapeadas. A ideia é seguir o caminho do dinheiro.

Uma das hipóteses de investigação envolve a possibilidade de os valores terem sido transferidos a terceiros para, em seguida, voltarem de outras maneiras para integrantes da família de Bolsonaro.

Nesse caso, a depender do que surgirá nas próximas etapas da apuração, o ex-presidente pode até ser enquadrado por lavagem de dinheiro.

Brasil registra 94 mortes por dengue; BH decreta emergência

  • Por Ana Paula Bimbati e Mariana Durães | Folhapress
  • 18 Fev 2024
  • 10:10h

Foto: Arquivo / Agencia Brasil

O Ministério da Saúde informou que 94 pessoas morreram em decorrência da dengue no país. O avanço da doença fez a Prefeitura de Belo Horizonte decretar situação de emergência.

Há 381 mortes em investigação, informou o ministério. Os dados da pasta são referentes até ontem à tarde e fazem parte do Painel de Monitoramento das Arboviroses.

Foram registrados 555.583 mil casos entre suspeitos e confirmados da doença no país. Desses, mais de 226 mil já foram confirmados.

Minas Gerais é o estado com maior incidência de casos prováveis da doença, 192.258. Em seguida estão São Paulo, o Distrito Federal e o Paraná, com 90 mil, 67 mil e 58 mil, respectivamente.

Reportagem do UOL mostrou que o aumento na busca por repelentes nas farmácias do DF deixou o produto mais caro ou em falta. A venda de repelentes subiu 60% neste ano em comparação com o mesmo período de 2023.

BELO HORIZONTE DECRETA SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA

A capital mineira tem 3.718 casos e cinco mortes confirmadas pela dengue. Além disso, são 259 casos de chikungunya — nenhum caso de zika foi confirmado.

A situação de emergência é válida por 180 dias, mas pode ser prorrogada. O decreto, assinado pelo prefeito Fuad Noman (PSD), foi publicado no Diário Oficial do Município neste sábado (17).

Com a medida, a prefeitura poderá adquirir bens e serviços para enfrentamento das doenças sem licitações. Além disso, também fica liberada a contratação de profissionais para a rede de saúde pública, bem como a extensão de contratos temporários e ampliação da carga horária dos servidores.

Combate aos focos é facilitado. O decreto permite, ainda, a entrada das equipes de fiscalização em imóveis públicos e particulares vagos ou abandonados, para ações de combate aos focos do mosquito Aedes aegypti. "A abertura forçada também será autorizada para os imóveis habitados quando houver recusa para o acesso dos Agentes de Combate a Endemias (ACE)", explica a prefeitura.

 

Como se proteger

A dengue é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti. Por isso, a melhor forma de evitar a transmissão é combater a proliferação do inseto. O importante é eliminar possíveis locais de armazenamento de água como manter a caixa d'água fechada e encher até a borda os pratos das plantas com areia.

Colocar no lixo todo objeto não utilizado que possa acumular água também é uma recomendação dos especialistas. Além disso, é preciso manter as calhas limpas e não deixe água acumulada sobre a laje.

É importante também usar repelente.

Quais os sintomas da dengue
 

- Febre alta;
 

- Dor no corpo e nas articulações;
 

- Dor atrás dos olhos;
 

- Mal-estar;
 

- Dor de cabeça;
 

- Manchas vermelhas no corpo.

CONTINUE LENDO

Lewandowski vai a Mossoró acompanhar caçada a fugitivos de presídio

  • Bahia Notícias
  • 18 Fev 2024
  • 08:35h

Foto: Agência Brasil

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, irá viajar para Mossoró, no Rio Grande do Norte, na manhã deste domingo (18) para acompanhar as investigações sobre a fuga dos dois detentos da penitenciária federal. As informações são do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.

Rogério da Silva Mendonça, de 35 anos, e Deibson Cabral Nascimento, 33 anos, conseguiram fugir da Penitenciária Federal de Mossoró na madrugada da última quarta-feira (14/2). Segundo o Ministério da Justiça, eles utilizaram ferramentas das obras da unidade prisional para escapar do local.

Lewandowski sairá de Brasília às 7h deste domingo acompanhado do diretor-geral em exercício da Polícia Federal (PF), Gustavo Souza. O ministro da Justiça pretende se reunir com os chefes das equipes responsáveis pela recaptura dos fugitivos.

O secretário Nacional de Políticas Penais, André Garcia, que está em Mossoró desde quarta, irá acompanhar as agendas do ministro da Justiça na cidade. Lewandowski afirmou na última quinta-feira (15/2) que a prioridade deste momento é a recaptura dos detentos.

Mais de 300 agentes da PF, da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e das forças estaduais estão atuando nas buscas pelos fugitivos. Três helicópteros e drones também foram empregados na recaptura.

O secretário Nacional de Políticas Penais, André Garcia, que está em Mossoró desde quarta, irá acompanhar as agendas do ministro da Justiça na cidade. Lewandowski afirmou na última quinta-feira (15/2) que a prioridade deste momento é a recaptura dos detentos.

Mais de 300 agentes da PF, da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e das forças estaduais estão atuando nas buscas pelos fugitivos. Três helicópteros e drones também foram empregados na recaptura.

SAC adota Operação Verão e amplia horário de atendimento para RG neste sábado

  • Bahia Notícias
  • 17 Fev 2024
  • 12:30h

Foto: Carol Garcia/GOVBA

O Carnaval acabou, mas a vida continua! Por isso, o SAC adota a Operação Verão, que tem o objetivo principal de atender ao público que perdeu documentos na folia de Momo; ou aquelas que precisam da carteira de identidade para a matrícula escolar das crianças.

Neste sábado (17), os postos SAC Bela Vista, Shopping da Bahia e Salvador Shopping; além do SAC Camaçari, que funciona no Boulevard Shopping, vão atender de 9h às 15h, ampliando o expediente em duas horas. O horário entre 13h e 15h está reservado para o atendimento exclusivo de RG.

No interior, vão abrir os postos SAC Feira II e Barreiras para a Operação Verão, com atendimento somente de carteira de identidade. Para tirar o RG é necessário apresentar certidão de nascimento ou de estado civil original, e o número do CPF. A 1ª via do documento é gratuita. A partir da 2ª via é preciso pagar uma taxa de R$ 48,35. Em ambos os postos, o horário de atendimento será das 8h às 12h. Em todos os postos que vão funcionar na Operação Verão o atendimento será através de agendamento.

Para agendar, é só baixar o aplicativo ou acessar o portal de serviços do Estado. Outras informações podem ser obtidas no site institucional do SAC e no call center: (71) 4020-5353 (ligação de celular) ou 0800 071 5353 (ligação de fixo).

Influencer Renato Cariani vira réu por suspeita de desvios de produtos para o tráfico

  • Por Folhapress
  • 17 Fev 2024
  • 10:15h

Foto: Reprodução / Instagram/Bahia Notícia

A 3ª Vara Criminal de Diadema, na região metropolitana de São Paulo, aceitou denúncia do Ministério Público de São Paulo e tornou réu o empresário e atleta Renato Cariani, 47, suspeito de envolvimento em um esquema de desvio de produtos químicos para a fabricação de drogas como cocaína e crack.

A decisão, a que reportagem teve acesso, foi assinada nesta sexta-feira (16) pela juíza Maria da Conceição Pinto Vendeiro. Em nota, a defesa de Cariani disse que as acusações contra ele são, "para além de inconsistentes, desprovidas de qualquer sentido lógico".

Também se tornaram rés outras quatro pessoas, entre elas, Roseli Dorth, sócia do influenciador em uma empresa para venda de produtos químicos, a Anidrol Produtos para Laboratórios Ltda., em Diadema, e o suposto intermediário Fábio Spinola Mota, apontado como membro PCC.

Os acusados têm dez dias para apresentarem defesa e todos precisarão apresentar seus passaportes em até 24 horas, pois estão proibidos de deixar o país. A Justiça indeferiu pedido de bloqueio de bens dos suspeitos.

O advogado Aldo Romani Netto, que defende o empresário, diz ainda que o recebimento da denúncia não era esperado, "uma vez que inexistem indícios de autoria e prova da materialidade delitiva em relação a Renato Cariani". Afirma também que o influencer está confiante de de que, ao final, a Justiça irá reconhecer sua inocência.

"Não faz qualquer sentido lógico considerar que dois estabelecidos executivos do setor químico, após dedicarem uma vida inteira de trabalho à empresa, aventurar-se-iam no submundo do tráfico de drogas para dividirem, com mais de uma dezena de pessoas, um suposto lucro de R$ 1,5 milhão, enquanto essa mesma empresa faturou R$ 130 milhões reais no mesmo período", diz trecho da nota.

"Juntamos aos autos mais de uma centena de documentos que comprovam que meu cliente jamais praticou qualquer conduta ilícita, e isso agora será compartilhado com todos, com o levantamento do sigilo do processo", declarou.

A reportagem não conseguiu contato com a defesa das demais pessoas que tiveram denúncia aceita pela Justiça.

Mota havia sido preso no início do ano passado em outra operação da PF, a Operação Downfall, que investigou esquema de "tráfico internacional e interestadual de drogas, com diversas ramificações no país". Para a polícia, ele seria o intermediário de Cariani com o PCC.

Em sua decisão judicial desta sexta-feira, a juíza cita os suspeitos em vários artigos da Lei Antidrogas, como associação para o tráfico, lavagem de dinheiro ou ocultação de bens. As penas podem superar 15 anos de reclusão, de acordo, de acordo com o crime, se forem condenados.

As suspeitas tiveram início após a Receita Federal detectar depósito em dinheiro, no valor de R$ 212 mil, aparentemente feitos pela farmacêutica AstraZeneca. A empresa negou, porém, tal movimentação e também ligação com a empresa da qual o influenciador é sócio, a Anidrol, localizada em Diadema.

Deu-se, então, início à inquirição. O inquérito foi concluído pela Polícia Federal no início deste ano.

Ao longo da apuração, Cariani apresentou troca de mensagens com um suposto funcionário do laboratório. A análise telemática demonstrou, contudo, que teria sido Mota, amigo de Cariani, quem havia registrado um domínio na internet em nome da AstraZeneca, com extensão com.br, e criado um email em nome desse funcionário fantasma.

"Não faz qualquer sentido lógico considerar que uma empresa clandestina, criada para fornecer produtos controlados para o crime organizado, venderia produtos com rótulo original, embalagem original, prazo de validade e número de série, como os veiculados pela mídia no dia da busca e apreensão", afirma a defesa de Cariani.

A hipótese da polícia é que parte do material adquirido legalmente pela Anidrol era desviado para a produção de cocaína e crack. Para justificar a saída dos produtos, eram emitidas notas fiscais falsas e depósitos em nome de laranjas, usando indevidamente o nome da AstraZeneca.

Conforme a investigação, foram desviadas cerca de 12 toneladas de produtos como acetona, éter etílico, ácido clorídrico, cloridrato de lidocaína, manitol e fenacetina, substâncias utilizadas para transformar a pasta base de cocaína em pó ou em pedras.

"A gente não pegou a droga, porque essa informação só chegou para a gente em 2021. Então, os produtos já haviam sido desviados", disse à reportagem o delegado Fabrizio Galli, chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da PF.

A estimativa é que o esquema de desvios de produtos possa ter rendido ao grupo valores superiores a R$ 6 milhões.

Os documentos analisados abrangem o período de 2016 a 2020.

O QUE DIZ CARIANI?

Quando houve a operação da PF, em dezembro, o influenciador se manifestou por meio de vídeos publicados no Instagram.

Segundo ele, a empresa da qual é sócio tem mais de 40 anos e opera com todas as licenças necessárias.

"O importante é o seguinte: eu sei quem eu sou, a jornada que cumpro, sei muito bem disso. Quem tem empresa está fadado a esse tipo de situação. Estou tranquilo", afirmou, em trecho do vídeo.

Lançamento da novela Renascer impulsiona economia cacaueira e turismo em Ilhéus

  • Por Eduarda Pinto / Thiago Tolentino/Bahia Notícias
  • 17 Fev 2024
  • 08:38h

Foto: Reprodução / TV Globo

Originalmente lançada em 1993, a novela Renascer retrata a vida de um agricultor de cacau em Ilhéus, o protagonista José Inocêncio, interpretado por Leonardo Vieira e Antônio Fagundes. Relançada no mês de janeiro, a trama, de forma direta ou indireta, provoca a admiração e a curiosidade de milhares de brasileiros sobre a potência da economia cacaueira no extremo sul da Bahia. O agricultor de cacau e consultor da novela, Lucas Árleo, conta que a trama se mistura com a história de vida de várias famílias na região, inclusive a dele. 

“Eu estou a frente da fazenda da minha família. Na verdade, eu sou a terceira geração [de produtores], a quarta é a da Júlia, minha filha e meu filho, Pedro. Trabalho com cacau desde 2000. Na verdade, eu comecei a ficar à frente da fazenda, por conta da vassoura de bruxa. Meu avô já estava idoso, já não tinha mais condições de cuidar da fazenda”, detalhou. Um dos temas centrais da história é a vassoura-de-bruxa, citada por Lucas. A doença, causada pelo fungo Moniliophthora perniciosa, causou a destruição de centenas plantações de cacau no sul baiano entre os anos 1990 e 2000. 

A epidemia da doença também impactou diretamente a economia na região, levando dezenas de produtores à falência. Lucas conta que a sua família também foi fortemente afetada. “Foi uma época muito complicada. A fazenda da gente produzia 9 mil arrobas de cacau, meu avô chegou a ter 70 trabalhadores, na época de colheita. O cacau era uma colheita ótima até a chegada da vassoura. A produção foi caindo ao ponto em que no início dos anos 2000 só tinha um funcionário na fazenda. E chegamos a uma produção de 120 arrobas de cacau. A gente saiu de 9 mil para 120. Foi uma coisa avassaladora para região toda”, detalhou. 

A partir deste momento, o agricultor conta que ele saiu de Salvador para vir cuidar da produção. Com auxílio das novas tecnologias, ele implantou o modo de produção de cacau especial, um método de pós-colheita da fruta, que ajudou a reerguer a fazenda. Ele afirma ainda que serviu de inspiração para algumas mudanças no enredo da trama: “E um dos personagens da novela, deve se inspirar pelo caminho que eu segui, que é a produção do cacau especial. Que é uma forma de conviver com a vassoura e manter o patrimônio.”

Lucas também especifica como ocorreu o convite para a consultoria da novela: “Fomos falar sobre como foi a questão da vassoura-de-bruxa para a nossa família e como nós buscamos soluções. É muito gratificante ver o reconhecimento de um trabalho que a gente tem feito com tanto carinho. A fazenda é uma fazenda que foi cuidada por meu avô e construída por ele, então tenho uma grande missão que é manter de pé esse patrimônio.” 

Atualmente, Lucas é o responsável pela fazenda da família e dono da marca de chocolates, que faz o uso do cacau produzido por eles, “Ju Árleo”, em homenagem a sua filha e idealizadora do projeto, a Julia. Segundo o produtor, a repercussão nacional da novela deve contribuir para o crescimento do projeto. “Foi muito gratificante, trouxe uma visibilidade muito boa e eu acho que a novela vai contribuir bastante para essa nova fase da cacauicultura e para o segmento dos chocolates também”, afirmou.

Retratada por diversos poetas e escritores, a ascensão e decadência da economia do cacau abriu as portas do município para a economia portuária, industrial e turística, é o que explica o Diretor de Interiorização da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), Raimundo Machado Junior. 

“A cidade vem recebendo dois grandes investimentos, um é o porto sul e outro é a ferrovia leste oeste, que faz a ligação até Tocantins. Isso tudo traz para Ilhéus um grande movimento econômico. O que precisávamos é que Ilhéus fosse um fomentador de emprego não só no turismo, mas também nos outros negócios que estão começando a ser implantados em Ilhéus. Acredito que daqui a 10 anos Ilhéus será a melhor cidade da Bahia para se viver e ganhar dinheiro”, ressaltou.

Ainda segundo o gestor, apesar da variabilidade da produção, o imaginário da cultura cacaueira ainda atrai muitos turistas a região, principalmente os baianos, o principal público do turismo no município: “O mundo já olhou para Ilhéus como uma das cidades mais interessantes do Brasil. Quando o cacau vivia o seu tempo áureo lá atrás, a cidade tinha um estrangeiro muito forte. Hoje, com a nova vinda da recuperação da lavoura cacaueira, junto às novas fábricas de chocolate que vêm sendo construídas, o mundo todo passa a notar Ilhéus novamente. Temos muitas empresas que olham para Ilhéus como oportunidade de negócio.”

Assim como Lucas, Raimundo também acredita que o sucesso de Renascer, que conquistou um pico de 29 pontos de audiência ainda na primeira semana, deve repercutir positivamente na economia de Ilhéus. “Ilhéus hoje é a bola da vez, a cidade vive um momento muito bom onde as pessoas estão começando a enxergar o destino a Ilhéus, que nunca foi destino de turista, sempre foi cidade de veraneio”, e completa: “Acredito que a repercussão da novela virá na frente. Ainda estamos recebendo o fruto de um novo momento que Ilhéus vai vivendo, desse crescimento do porto, ferrovia e nova estruturação da cidade, além dos muitos empreendimentos mobiliário.”

Com tantas mudanças, a indústria hoteleira de toda a região se prepara para o aumento da visitação ao município, com a criação de novos hotéis, restaurantes e zonas de comércio. Atualmente, a novela Renascer, que já está na segunda fase da trama, é o programa com maior audiência da televisão aberta no horário das 21h, mantendo uma média de 20 pontos de audiência na última semana, segundo o Ibope.

Lewandowski admite que sequência de falhas contribuiu para fuga de presos de penitenciária de segurança máxima

  • Por Carine Andrade/Bahia Notícias
  • 16 Fev 2024
  • 17:10h

Foto: Reprodução / Youtube CNN Brasil

Em coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira (15), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, comentou a fuga de presos da Penitenciária Federal de Mossoró, no Estado Rio Grande do Norte, na manhã de ontem. Os dois fugitivos são Rogério da Silva Mendonça, de 36 anos, e Deibson Cabral Nascimento, 34 anos, conhecido também como “Tatu” ou “Deisinho”. Ambos são do Acre.

Aos jornalistas, Lewandowski admitiu que algumas câmeras da unidade de segurança máxima não estavam funcionando adequadamente, assim como as luzes dos sensores de presença. “Porque que isto ocorreu, de quem era essa responsabilidade, isso será apurado do ponto administrativo e do ponto de vista criminal”, adiantou.  

O ministro também revelou que a fuga não foi orquestrada de fora, pois não haviam veículos aguardando os fugitivos. A polícia, segundo ele, já tem a informação de que os homens invadiram uma casa em uma localidade rural e roubaram alimentos e roupas e que, ao que tudo indica, ambos estejam no perímetro de até 15 km do local da fuga. “Não houve também uso de helicópteros e muito dinheiro envolvido. Eu acho, creio eu, que tudo foi feito muito barato, utilizando os recursos que eles encontraram na hora”, pontuou o ministro. 

Lewandowski afirmou que haverá a modernização do sistema de videomonitoramento; as câmeras atuais foram instaladas em 2009 e, portanto, tem uma tecnologia obsoleta. Os aparelhos serão substituídos pelos de reconhecimento facial nas dependências internas. Outra medida é a ampliação do sistema de alarmes e sensores, assim como a construção de muralhas no entorno da penitenciária. O presídio de Mossoró também vai receber 40 fuzis novos e 48 carabinas. 

Confira outras medidas anunciadas pelo ministro: 

1. Determinou a ida do secretário Nacional de Políticas Penais, André Garcia, a Mossoró, acompanhado de uma equipe de seis servidores, para a apuração presencial dos fatos e a tomada das ações cabíveis no âmbito administrativo.

2. Acionou a Direção-Geral da Polícia Federal para abertura de investigações e o deslocamento de uma equipe de peritos ao local, com objetivo de apurar responsabilidades e de atuar na recaptura dos dois fugitivos, ação que já conta com o engajamento de mais de 100 agentes federais.

3. Ordenou a mobilização das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficco), que congregam as polícias federais e estaduais nas ações de repressão da criminalidade organizada, para colaborarem com os esforços de localização e prisão dos foragidos.

4. Instruiu a Polícia Federal (PF) para que efetuasse o registro dos nomes dos fugitivos no Sistema de Difusão Laranja da Interpol, bem como a sua inclusão no Sistema de Proteção de Fronteiras, para que sejam procurados pela comunidade policial internacional;

5. Mobilizou a Polícia Rodoviária Federal (PRF) para que realize o monitoramento das rodovias sob sua jurisdição e dê suporte à recaptura dos presos.

6. Mandou que fosse realizada uma imediata e abrangente revisão de todos os equipamentos e protocolos de segurança nas cinco penitenciárias federais. 

Inscrições para processo seletivo da PGE terminam na próxima terça-feira

  • Bahia Notícias
  • 16 Fev 2024
  • 15:05h

Foto: Divulgação/PGE-BA

O processo seletivo promovido pela Procuradoria Geral do Estado da Bahia (PGE-BA) para o preenchimento, via Regime Especial de Direito Administrativo (Reda), de 96 vagas da função temporária de Analista e Assistente de Procuradoria se encerra na próxima terça-feira (19). 

São ofertadas 26 vagas para Assistente e 70 vagas para Analistas. Além de Salvador, há oportunidades para atuação na cidade de Feira de Santana. Os aprovados serão contratados pelo prazo determinado de até 36 (trinta e seis) meses, com possibilidade de renovação por igual período, uma única vez. A remuneração varia entre R$ 1.695,88 e R$ 4.811,96 e a jornada de trabalho para todas as funções é de 40 horas semanais. 

As inscrições serão realizadas, exclusivamente, pelo site do Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional (Idecan), responsável pela condução do certame. A taxa de inscrição é de R$ 70 para as funções de nível médio, e de R$ 90 para nível superior. O prazo para solicitar isenção do pagamento já se esgotou. 

Os candidatos serão avaliados por meio de aplicação de prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório, composta por 100 questões de múltipla escolha, com assuntos de conhecimentos gerais e específicos das áreas pretendidas. A aplicação da prova objetiva está prevista para o dia 24 de março, nas cidades de Salvador e Feira de Santana. 

PF imputará crime contra a soberania nacional à Abin de Bolsonaro

  • Uso de software espião israelense na Abin será citado pela Polícia Federal (PF) ao pedir o indiciamento de integrantes do governo Bolsonaro
  • Paulo Cappelli/Metrópoles
  • 16 Fev 2024
  • 13:20h

Foto:Hugo Barreto/Metrópoles

A Polícia Federal (PF) pedirá o indiciamento de integrantes do governo Bolsonaro pelo cometimento de crime contra a soberania nacional, no âmbito do inquérito que apura irregularidades na Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O delito é previsto na Lei nº 14.197, sancionada pelo então presidente Bolsonaro em 2021 e que tipifica crimes contra o Estado Democrático de Direito.

Fontes a par da investigação relataram à coluna que o crime teria se configurado pelo uso do software espião First Mile. Adquirido pela Abin por R$ 5,7 milhões ainda no governo Temer, o dispositivo israelense foi usado para monitorar a geolocalização de autoridades, adversários e aliados de Bolsonaro durante a gestão passada.

O artigo 359, referente à espionagem, é lembrado por investigadores. Ele caracteriza como crime “entregar a governo estrangeiro, a seus agentes, ou a organização criminosa estrangeira, em desacordo com determinação legal ou regulamentar, documento ou informação classificados como secretos ou ultrassecretos”.

O inciso 2 estabelece também haver crime se “documento, dado ou informação for transmitido ou revelado com violação do dever de sigilo”. A pena prevista, neste caso, é de 6 a 15 anos de reclusão.

 

Sede em Israel

O First Mile armazenava dados em um servidor em Israel, sede da Cognyte, empresa que desenvolveu o software. A companhia tinha acesso, por exemplo, aos números de telefones inseridos no sistema.

Integrantes da PF acreditam que, ao usar o dispositivo israelense para espionar autoridades brasileiras, o governo Bolsonaro expôs para países estrangeiros informações sensíveis à soberania do Brasil.

O First Mile possibilita saber a localização aproximada de pessoas que usam celulares com as tecnologias 2G, 3G, 4G. Dessa forma, a Abin conseguia mapear, por exemplo, se pessoas monitoradas se encontraram pessoalmente ou para onde viajaram.

O aparelho não faz interceptação telefônica ou telemática. Ou seja, não tem acesso a conversas nem mensagens trocadas pelos alvos.

Individualização das condutas

Além do uso indevido do First Mile, a PF apura outras supostas irregularidades na Abin. Entre elas, se agentes se infiltraram na campanha de candidatos em 2022 e se a estrutura da agência foi usada para blindar o senador Flávio Bolsonaro no caso das rachadinhas.

No âmbito dessas múltiplas investigações, servidores da própria agência e nomes do cenário político estão no foco da PF. Além de Bolsonaro, figuram nessa lista o deputado federal Alexandre Ramagem (PL), que chefiou a agência no governo passado, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos) e o general Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

A PF busca individualizar a conduta de cada um nos casos investigados. Todos, sem exceção, negam ter cometido qualquer irregularidade na Agência Brasileira de Inteligência.

Os quatro já foram alvo de mandados de busca e apreensão determinados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

CONTINUE LENDO