Dilma tem 36%, Marina, 21%, e Aécio, 20%, diz pesquisa Datafolha

  • G1
  • 18 Ago 2014
  • 06:07h

(Gráfico: G1)

Pesquisa feita pelo Datafolha para o jornal "Folha de S.Paulo" divulgada na edição desta segunda-feira (18) mostra Dilma Rousseff (PT) com 36% das intenções de voto para presidente, seguida de Marina Silva (PSB), com 21%, e Aécio Neves (PSDB), com 20%. É a primeira pesquisa que inclui um cenário em que a ex-senadora Marina Silva é o possível nome do PSB no lugar do ex-governador Eduardo Campos, que morreu na quarta-feira (13), em um acidente de avião. O PSB ainda não definiu se Marina será a candidata substituta, mas lideranças dão a escolha como certa. No levantamento anterior do Datafolha, realizado nos dias 15 e 16 de julho e divulgado no dia 17,Dilma tinha 36%, Aécio, 20%, e Eduardo Campos, 8%. O percentual de entrevistados que disseram não saber em quem votar ou que não responderam foi de 14% em julho e agora atingiu 9%. Brancos e nulos eram 13%; agora são 8%. O quarto colocado na pesquisa, pastor Everaldo (PSC), aparece com 3% das intenções de voto; no levantamento anterior, tinha os mesmos 3%. A pesquisa mostra que, se a eleição fosse hoje, haveria segundo turno: Dilma teria 36% contra 46% da soma dos demais candidatos. Na pesquisa anterior, Dilma tinha 36% contra 36% dos demais, o que indicava uma incerteza sobre a necessidade de segundo turno. O resultado da atual pesquisa mostra que, se for confirmada candidata do PSB no lugar de Campos, Marina começa a campanha em situação de empate técnico com Aécio Neves, numericamente à frante do tucano: 21% a 20%, dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais. Marina larga também em situação de empate técnico com Dilma na simulação de segundo turno: Marina com 47% e Dilma com 43%. O Datafolha não pesquisou um cenário entre Marina e Aécio. No cenário entre Dilma e Aécio, a petista tem 47%, e o tucano, 39%. O levantamento foi encomendado pelo jornal “Folha de S.Paulo”. O Datafolha ouviu 2.843 eleitores em 176 municípios nos dias 14 e 15 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Isso quer dizer que o instituto tem 95% de certeza de que os resultados obtidos estão dentro da margem de erro.

Ronaldinho Gaúcho deixa vizinhos aliviados ao colocar casa à venda

  • Fabíola Reipert
  • 17 Ago 2014
  • 16:17h

Mansão de Ronaldinho Gaúcho, no Rio, está à venda por R$ 15 milhões (Foto: Divulgacão)

Ronaldinho Gaúcho não vai deixar saudade no condomínio Santa Mônica, na Barra da Tijuca, no Rio. O jogador colocou sua luxuosa mansão à venda (por R$ 15 milhões). Muito barulhento, ele incomodava a vizinhança, que vivia reclamando e chamando a polícia. As festinhas cheia de marias chuteiras desinibidas iam até de manhã com pagode no último volume.

Brasileiro vai à Justiça para tentar impedir uso do aplicativo Secret no país

  • Marcella Franco, do R7
  • 17 Ago 2014
  • 14:31h

(Foto: Reprodução)

Era para ser algo divertido, mas o consultor de marketing Bruno de Freitas Machado não vê mais graça nenhuma no aplicativo Secret, que permite que seus usuários compartilhem segredos anonimamente entre sua agenda de telefones e lista de amigos do Facebook. Machado é apenas uma entre as muitas vítimas que vêm se manifestando contra o app desde o seu lançamento no Brasil, em maio deste ano. A diferença, no entanto, é que ele resolveu levar a queixa às últimas consequências e entrar na Justiça contra Google e Apple para pedir que o Secret seja banido das lojas virtuais.

Era para ser algo divertido, mas o consultor de marketing Bruno de Freitas Machado não vê mais graça nenhuma no aplicativo Secret, que permite que seus usuários compartilhem segredos anonimamente entre sua agenda de telefones e lista de amigos do Facebook.


Machado é apenas uma entre as muitas vítimas que vêm se manifestando contra o app desde o seu lançamento no Brasil, em maio deste ano. A diferença, no entanto, é que ele resolveu levar a queixa às últimas consequências e entrar na Justiça contra Google e Apple para pedir que o Secret seja banido das lojas virtuais.


Segundo sua advogada, Gisele Arantes, do escritório Assis e Mendes Advogados, o consultor de marketing, de 25 anos, teria sido exposto de maneira vexaminosa no aplicativo — foram espalhadas fotos suas em que ele aparece nu, e compartilhadas informações que, entre outras calúnias, dariam conta de que ele participaria com frequência de orgias, além de ser portador do vírus HIV.


Na última terça-feira (12), houve um despacho do juiz responsável pelo caso determinando que, por se tratar de um interesse individual, a eliminação do aplicativo não seria possível. A advogada de Bruno, no entanto, se diz otimista com o futuro da ação.


— Entendemos que o juiz tenha agido com grande cautela, o que não é condenável e já era esperado por esta equipe, considerando que estamos tratando de um caso de grande impacto para a sociedade, contra duas gigantes da internet, e, principalmente, porque se trata um caso extremamente novo para o Judiciário, o primeiro desta dimensão e baseado no Marco Civil.


O Marco Civil da Internet é a lei aprovada em abril passado no Senado Federal e sancionado pela presidente Dilma Roussef que regula o uso da internet no Brasil prevendo direitos e deveres aos usuários da rede.


Gisele explica que a ação busca impedir que novos usuários baixem o Secret, e que aqueles que já o fizeram sejam impedidos de usá-lo. Para ela e seu cliente, o aplicativo viola a Constituição Federal em relação ao anonimato, e também o Código de Defesa do Consumidor, já que seus termos de uso e políticas não são apresentados em português.


A advogada informa que, ainda que com uma primeira resposta pouco produtiva da corte, já está “adotando outras medidas”.


— Além de tentarmos reverter esta decisão, seja com o próprio juiz, seja no Tribunal de Justiça, também atuaremos junto ao Ministério Público e por outras frentes, buscando o mais rápido resultado no sentido de cessar a utilização do aplicativo que tem gerado inúmeras vítimas, com destaque para bullying (leia matéria aqui), pornografia infantil, ofensa à honra com divulgação não autorizada de fotos e comentários ofensivos e constrangedores. 

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A vice de Marina pode ser a viúva de Campos

  • Wilma Santana | Brumado Urgente
  • 17 Ago 2014
  • 14:12h

Foto: http://www1.leiaja.com/

Valdeci Paschoal, presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de Pernambuco, afirmou ao Estado que a viúva de Campos está  licenciada do cargo de auditora. Portanto, não existem impedimentos legais para que Renata Campos dispute a eleição presidencial deste ano na chapa que era encabeçada pelo marido morto na quarta-feira passada em acidente aéreo. Pelas regras eleitorais, servidores públicos podem ser candidatos desde que se afastem com antecedência mínima de três meses da eleição, que é o caso de Renata. Aliados de Marina Silva vem cogitando o nome de Renata na possível participação da chapa. Contudo, depois da morte do marido, nenhuma declaração pública foi dada por Renata.

Brasileira vence World Beauty Fitness & Fashion

  • EGO
  • 17 Ago 2014
  • 13:58h

Bella Falconi (Foto: Reprodução/ Instagram)

Bella Falconi levou a melhor e ficou com o 1º lugar no World Beauty Fitness & Fashion - concurso fitness que aconteceu neste fim de semana em Las Vegas. No Instagram, ela postou a foto de seu troféu e fez um pedido gastronômico: "cheesecake"."Não tenho palavras para expressar minha gratidão por ter conquistado o título de WBFF Pro, mas acima de tudo, sou imensamente grata a todas as minhas lutas, as quais me tornaram a mulher forte que sou. Agora eu entendo o significado de 'o fácil não tem graça', porque ninguém nunca aprende nada sem que haja obstáculos. As nossas dificuldades nos tornam campeões e as dificuldades, definitivamente, moram fora da nossa zona de conforto. (...) Agora, cheesecake pelo amor de Deus", escreveu ela. Bella ainda ficou com o prêmio de melhor fantasia da noite.

Lula e Dilma são vaiados em velório de Eduardo Campos

  • Agência Brasil
  • 17 Ago 2014
  • 12:08h

Lula e Dilma foram vaiados, e em seguida aplaudidos, em velório de Eduardo Campos (Foto: Agência Brasil)

A presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram vaiados na manhã deste domingo (17) ao chegarem ao Palácio do Campo das Princesas, sede do governo de Pernambuco, para o velório de Eduardo Campos, que se tornou adversário dos dois no ano passado, quando decidiu disputar a Presidência.Eles chegaram por pouco antes das 10h. Lula chorou na chegada, abraçou um dos filhos de Eduardo Campos, conversou longamente com Renata, viúva de Campos, e ficou atrás do prefeito do Recife, Geraldo Julio. Já Dilma ficou deslocada em meio à família do ex-governador de Pernambuco. Após as vaias, alguém puxou aplausos e o público acompanhou. Pessoas na plateia gritaram o nome de Campos. O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, o ex-ministro da Saúde de Dilma e candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, e o ministro da Casa Civil, Aloísio Mercadante estão junto com a presidente e o ex. O governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP), o ex-governador José Serra (PSDB-SP) também já chegaram ao velório. O senador Aécio Neves (MG), candidato tucano à Presidência, também está presente no velório. Além dele, acompanham a cerimônia o governador Jaques Wagner (PT-BA), Agnelo Queiroz (PT-DF), Renato Casagrante (PSB-ES), Teotônio Vilela Filho (PSDB-AL), a ministra Ideli Salvatti (Direitos Humanos), o porta-voz da Presidência, Thomas Traumann, os senadores Armando Monteiro (PTB-PE) e Eunício Oliveira (PMDB-CE)

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O jornalismo pela ótica da interdisciplinaridade

  • Por Jeferson Bertolini
  • 17 Ago 2014
  • 11:22h

(Imagem Ilustrativa)

O Diário Catarinense circula, desde o dia 5 de agosto, sem as tradicionais editorias de Política, Economia, Mundo, Geral e Polícia. Agrupou-as na seção Notícias e, para os demais conteúdos, exceto Esporte e Anexo, mantidos em cadernos temáticos, criou a editoria Sua Vida. Para usar uma expressão usada e abusada por Latino, intérprete deFesta no Apê e Kuduro, o DC “juntou e misturou”. Em texto destinado aos leitores, o editor-chefe informou que o jornal mudou porque “sempre se reinventou para levar informações a um leitor com hábitos em permanente mutação”. Outros jornais já trocaram editorias específicas por seções mais abrangentes. Em parte, mudanças assim se devem ao levante interdisciplinar, que provoca transformações tanto no jornalismo quanto na vida. Ora, o aquecimento global é um problema ecológico ou social? A máquina de laparoscopia vem da computação ou da medicina? A guerra no Oriente Médio têm a ver com história, geografia, religião ou todos esses campos juntos? A interdisciplinaridade é um dos temas mais emergentes na academia. Ela consiste, segundo o professor Héctor Ricardo Leis, do departamento de Sociologia e Ciência Política da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em “um processo de resolução de problemas que, por serem complexos demais, não podem ser tratados por uma disciplina”. Para Olga Pombo, da Universidade de Lisboa, interdisciplinaridade é “um conceito que invocamos sempre que nos confrontamos com os limites do nosso território de conhecimento, sempre que topamos com uma nova disciplina cujo lugar não está traçado no grande mapa dos saberes, sempre que nos defrontamos com um problema cujo princípio de solução sabemos exigir o consumo de múltiplas e diferentes perspectivas”. Mundo em transformação Na prática, a interdisciplinaridade é o contrário da especialização. No caso da medicina, por exemplo, o especialista é aquele que, de início, escolheu ser médico, depois optou por ser ortopedista e, por fim, decidiu que entenderia de ombros. Do ponto de vista interdisciplinar, é bom que o médico seja especialista. Mas seria melhor se pudesse enxergar o paciente como um todo. E se o problema no ombro tiver relação com estresse ou má circulação? Outro especialista deve ser chamado? Do ponto de vista histórico, interdisciplinaridade e especialização opõem-se há séculos: a primeira tem raiz na Grécia Antiga, quando se formulou a ideia do Uno e do Múltiplo e se estabeleceu que Filosofia, Matemática, Letras e Artes deveriam compor a formação de um intelectual; a segunda tem base em René Descartes (1596-1650) e Galileu Galilei (1564-1642), que defendiam “a necessidade de dividir o objeto de estudo para estudar finamente os seus objetos constituintes” e, depois, recompor o todo a partir daí. Dito de outra forma, acreditavam que c onhecendo a parte poderiam conhecer o todo. A nova ciência, diz o professor João Eduardo Pinto Basto Lupi, do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas da UFSC, é claramente interdisciplinar porque considera que “tudo está em relação a algo e deve ser considerado”. Ela “tem respeito por outras formas de ciência, por ciências femininas, por ervas, por conhecimentos práticos, por ciências orientais”. Nela, “há uma integração geral e holística”.No caso do Diário Catarinense, a recém-criada editoria Sua Vida tem um propósito parecido. Vai juntar e misturar. Ou, como informou o jornal, a editoria vai concentrar“notícias sobre comportamento, finanças pessoais, carreira, saúde, família, espiritualidade, ambiente e mobilidade”. Nas palavras do editor-chefe, Edgar Gonçalves, trata-se de um “espaço para informar os impactos no ser humano de um mundo em acelerada transformação”. (Jeferson Bertolinié repórter e doutorando em Ciências Humanas)

A alternativa comunitária no jornalismo contemporâneo

  • Por Carlos Castilho | OI
  • 17 Ago 2014
  • 08:33h

(Foto Ilustrativa)

Cento e trinta profissionais perderam seus empregos na Rede Brasil Sul (RBS), parceira da Rede Globo no sul do Brasil. E nos Estados Unidos, a Associação Americana de Editores de Jornais (ASNE) revelou que 1.300 jornalistas norte-americanos foram demitidos por empresas jornalísticas durante o ano de 2013. Os dois fatos mostram a manutenção da tendência das empresas de comunicação em cobrir perdas operacionais com o enxugamento de redações, uma política que já foi comparada inúmeras vezes ao ato de dar um tiro no próprio pé. Já se tornou um lugar comum afirmar que a minimização das redações e a substituição de profissionais experientes por recém-formados implica uma queda de qualidade na produção jornalística, o que inevitavelmente se reflete na perda de leitores e redução da receita dos jornais e revistas.

 

Cento e trinta profissionais perderam seus empregos na Rede Brasil Sul (RBS), parceira da Rede Globo no sul do Brasil. E nos Estados Unidos, a Associação Americana de Editores de Jornais (ASNE) revelou que 1.300 jornalistas norte-americanos foram demitidos por empresas jornalísticas durante o ano de 2013. 


Os dois fatos mostram a manutenção da tendência das empresas de comunicação em cobrir perdas operacionais com o enxugamento de redações, uma política que já foi comparada inúmeras vezes ao ato de dar um tiro no próprio pé. Já se tornou um lugar comum afirmar que a minimização das redações e a substituição de profissionais experientes por recém-formados implica uma queda de qualidade na produção jornalística, o que inevitavelmente se reflete na perda de leitores e redução da receita dos jornais e revistas.


No caso americano, o desemprego entre jornalistas no ano passado foi menor do que em 2012, quando chegou a 2.600 demitidos em 12 meses. Mas se tomarmos em conta os números desde 1989, a redução do número de empregos em redações jornalísticas nos Estados Unidos chega a espantosos 35%, um índice que a própria ASNE considera preocupante.


A insistência no recurso à redução da força de trabalho nas redações mostra a dificuldade dos executivos de empresas jornalísticas em aceitar o ajuste de expectativas financeiras nesta transição da era analógica para a digital no setor da informação e comunicação. Acostumados a lucros líquidos da ordem de até 30%, os donos de conglomerados jornalísticos qualificaram inicialmente como transitória a queda abrupta de lucratividade na virada do século; com isso, perderam tempo precioso para ajustar-se à nova realidade e agora ficaram sem reservas para enfrentar a mudança que é permanente e irreversível.


Ninguém tem ainda uma fórmula para resolver a crise do modelo de negócios das empresas, mas os jornalistas demitidos já começam a vislumbrar alternativas e elas se concentram em duas áreas: os nichos informativos especializados e o jornalismo comunitário. Nenhuma delas oferece salários milionários, mas pelos dados mais recentes, especialmente nos Estados Unidos e na Europa, os profissionais estão mais preocupados em explorar novas oportunidades do que com o contracheque.


Os nichos informativos são atraentes na medida em que o profissional pode explorar de forma individual – ou com um reduzidíssimo número de parceiros – a experiência, dados, informações e contatos acumulados durante o trabalho em redações. Muitos estão vendendo matérias jornalísticas para as mesmas empresas que os demitiram. O problema é que a consolidação financeira de um nicho informativo demora tempo, o que vai exigir paciência e uma poupança prévia para sobreviver. Mas depois de consolidado, o nicho informativo é financeiramente estável, como demonstram os casos de profissionais que renunciaram a empregos sólidos para criar o seu próprio negócio.


Mas a maioria dos desempregados está procurando uma forma social de sobreviver à perda do emprego com garantias trabalhistas. Trata-se do jornalismo comunitário, uma tendência em franca ascensão na imprensa norte-americana, alimentada pela emergente preocupação das pessoas em resolver problemas locais diante da ineficiência e gigantismo da máquina administrativa estatal. O ressurgimento da pequena imprensa local, que está sendo estudado aqui no Brasil pelo projeto “Grande Pequena Imprensa”, do Instituto Projor/Observatório da Imprensa, gerou um aumento da vendagem das publicações locais da ordem de 2,78% em 2013, apesar da crise na indústria da comunicação jornalística.


Em agosto deste ano, a Columbia Journalism Review identificou um forte crescimento no número de iniciativas de jornalistas na captura, processamento e análise de dados municipais, um filão do jornalismo em base de dados que estava inexplorado. Esta emergente tendência revive a ênfase no patrulhamento das gestões municipais diante da preocupação dos cidadãos com a aplicação dos recursos pagos em impostos.


Ainda segundo a CJR, jornais locais como o The Plain Dealer, da cidade de Cleveland, no estado de Ohio (EUA), já produzem quase metade de sua pauta diária de notícias a partir da análise de dados da prefeitura. A produção de notícias a partir de estatísticas está sendo realizada essencialmente por profissionais recém-formados e por jornalistas experientes, uma combinação de talentos que tem se revelado fundamental para o aumento dos acessos ao site do jornal e na vendagem em bancas.


Na Holanda, o jornal Dichtbij transformou-se num fenômeno do jornalismo local ao acumular lucros nos últimos dois anos, apesar do ceticismo dos executivos centrais do conglomerado Telegraaf Media Group (TMG), que controla a publicação. Criado em 2010, o Dichtbij, um dos 44 jornais locais do grupo, foi deficitário até 2012, quando passou a colher os frutos de uma controvertida estratégia publicitária. O jornal oferecia dois anos de publicação grátis para anunciantes se eles firmassem um contrato de cinco anos, os três últimos com pagamentos mensais.


Hoje o Dichtbij tem 30 funcionários, metade deles jornalistas, e deixou de ser um peso dentro das finanças do TMG, cujos executivos já começaram a copiar o mesmo esquema para outros jornais locais do grupo.


Aqui no Brasil o jornalismo comunitário ainda é pouco valorizado, apesar da experiências significativas como O TREM Itabirano, em Itabira, Minas Gerais ou o Voz de Rio das Pedras, no Rio de Janeiro. Há várias outras iniciativas que ainda não ganharam relevância nacional por falta de circulação de informações sobre o segmento. A troca de experiências neste segmento é vital para a sobrevivência das publicações porque todas podem aprender com os erros e sucessos mútuos.


Para os jornalistas desempregados no Brasil, a alternativa da imprensa comunitária pode ser bem mais do que a busca de uma nova fonte de renda. Pode ser a reinserção da profissão na utilização da notícia na produção de conhecimento socialmente relevante e com ele gerar mais capital social capaz de alavancar o desenvolvimento socioeconômico de comunidades sociais. 

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Lídice continua candidata e acusa os adversários de espalhar boatos

  • Tribuna da Bahia
  • 17 Ago 2014
  • 08:16h

Lídice da Mata ao lado do seu vice Eduardo Vasconcelos (Foto: Reprodução)

A candidata a governadora da Bahia pelo PSB, Lídice da Mata, disse estar cada vez mais convencida da importância de sua candidatura para manter vivo o sonho construído ao lado de Eduardo Campos de mudar o Brasil e a Bahia. “Mais que nunca precisamos estar juntos nesta luta para acabar as desigualdades e construir um estado e um país socialmente justos, em que as oportunidades sejam iguais para todos e onde todos possam ter uma vida melhor”, afirmou. Ainda consternada com a prematura morte de Eduardo Campos num acidente aéreo na quarta-feira ((13/8), Lídice lamentou que adversários políticos locais venham se aproveitando de um momento como esse para espalhar boatos sobre uma suposta desistência da sua candidatura. “Pelo contrário, estamos cada vez mais fortes na disposição de dar continuidade ao sonho de Eduardo, que era nosso líder e também um companheiro, um amigo. Nosso compromisso agora é seguir unidos. Não vamos desistir do Brasil. Não vamos desistir da Bahia”, garantiu.

Comportamento: Pavio curto, eu?

  • BU Curiosidades
  • 17 Ago 2014
  • 08:09h

(Foto: Reprodução)

As pessoas de pavio curto são aquelas que perdem o eixo facilmente, e são naturalmente incomodadas com tudo e com todos. A personalidade de uma pessoa de pavio curto também envolve características como impulsividade, forte reação negativa, irritabilidade exagerada e raiva. Também é comum ouvir que pessoas com pavio curto apresentam mau humor, falta de paciência, pessimismo, afastamento social e dificuldades de relacionamento. Se você se familiarizou com algumas destas características, saiba que você tem grandes chances de ser um exemplo clássico de pavio curto. Quem tem essa personalidade, normalmente, fica frustado quando suas expectativas não são alcançadas, apresenta grande ansiedade e tem atitudes egoístas. Estas pessoas podem ter acessos de raiva e ira, podendo até desenvolver um lado agressivo. A irritabilidade excessiva da pessoa com pavio curto pode refletir também no aspecto físico, causando problemas de saúde como enxaqueca, problemas gástricos, estresse e problemas dermatológicos. Aquelas pessoas apontadas como pavio curto são negativas, buscam o alívio imediato da raiva e falam sem pensar. No fundo, estas pessoas são extremamente inseguras e vulneráveis. Para saber se você pode ser considerado um pavio curto, basta fazer uma auto-análise. Você é uma pessoa autoritária e está sempre criticando os outros? Você tem explosões de raiva e age por impulso? Você se considera uma pessoa chata e impaciente? Se você respondeu sim para a maioria das perguntas, é muito provável que você seja um cidadão ou cidadã de pavio muito curto. Estas características podem tornar a vida de uma pessoa insuportável. Por isso, é importante buscar uma terapia para tentar resolver questões referentes a própria personalidade e trabalhar a tolerância e a paciência. Deixe de lado a tensão e fique atento ao próprio comportamento. Analise os efeitos negativos do seu comportamento e tente mudá-lo. Esta atitude facilitará sua adaptação social e evitará que a sua postura prejudique suas relações afetivas e profissionais. 

Cem mil pessoas devem acompanhar enterro de Eduardo Campos neste domingo

  • Agência Brasil
  • 17 Ago 2014
  • 07:59h

Em frente ao Palácio do Campo das Princesas, sede do governo de Pernambuco, flores são deixadas em homenagem a Eduardo Campos (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

O enterro do ex-governador do estado Eduardo Campos e de três assessores dele, mortos em acidente aéreo na última quarta-feira (13), deve ocorrer às 17h de domingo (17) no cemitério de Santo Amaro, próximo ao Centro do Recife. Com a dificuldade na identificação e liberação dos restos mortais de São Paulo, o governo de Pernambuco já trabalha com a possibilidade de alterações na cerimônia fúnebre – antes, o enterro estava previsto para as 16h. O governo do estado já trabalha com a expectativa de que o funeral reúna mais de 100 mil pessoas. As autoridades locais estimam que os corpos devem sair de São Paulo com destino à capital pernambucana até as 17h de hoje (16), com previsão de chegada entre 20h e 22h. Da Base Aérea, o caixão com o corpo do ex-governador seguirá, em carro aberto do Corpo de Bombeiros, até o Palácio do Campo das Princesas, sede do governo do estado. Carros funerários levarão os corpos do assessor de imprensa Carlos Percol, do fotógrafo Alexandre Severo e do cinegrafista Marcelo Lyra, que também serão velados em frente ao palácio. Está prevista para este domingo, às 10h, a celebração da missa de corpo presente, pelo arcebispo de Recife e Olinda, dom Fernando Saburido, em frente à sede do governo de Pernambuco. Ontem (15) à noite, a pedido da família de Campos, foram feitas alterações no trajeto do cortejo fúnebre para que ele passe por bairro mais humildes da capital. Com isso, o desfile seguirá por toda Avenida Mascarenhas de Moraes, passando pelo Largo da Paz. Entrará na Estrada dos Remédios, passando pelo bairro da Torre e chegando até a Avenida Norte finalizando no Palácio do Campo das Princesas. O trajeto está sendo preparado hoje, com faixas, cartazes e bannersem homenagem a Eduardo Campos. Além da presidenta Dilma Rousseff, que concorre à reeleição pelo PT, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do presidenciável pelo PSDB, Aécio Neves, e de Marina Silva, vice na chapa de Eduardo Campos, 12 governadores já confirmaram presença nas cerimônias. Também são esperados ministros, parlamentares, prefeitos, vereadores, empresários e embaixadores.

Um brasileiro no topo do mundo

  • Monica Weinberg, de Paris
  • 16 Ago 2014
  • 16:08h

SENHOR DO CAOS - Avila e a borboleta, símbolo da teoria que o consagrou: em algum desvão escuro do caos esconde-se a ordem que só a matemática descobre | (Gilberto Tadday/VEJA)

A matemática possui não apenas verdade, mas também suprema beleza — uma beleza fria e austera, como a da escultura.” Para quem apanhou da matéria na escola, a definição do filósofo e matemático inglês Bertrand Russell (1872-1970) é uma afronta. Afinal, no mesmo instante em que esta reportagem está sendo lida, crianças e jovens em todas as partes do mundo estão repetindo em dezenas de idiomas: “Eu detesto matemática!”. Isso não a torna menos verdadeira, austera e bela. A matemática é a linguagem que a natureza usa para expressar seus segredos aos seres humanos e, assim, se deixar dominar por nosso intelecto. Embora alguns símios demonstrem habilidades básicas com números, reconhecendo conceitos como muito e pouco, o pensamento matemático é tão e somente humano quanto a linguagem e, quem diria, o comércio. Nenhuma outra espécie descobriu o potencial de criação de riqueza das trocas vantajosas para os dois lados. Sem a capacidade matemática, não teria havido civilização. Os grandes gênios que semearam o terreno dos números para a evolução do conhecimento sempre buscaram harmonia e beleza ao se mover na direção da verdade, a grande recompensa. No começo, eram cientistas no sentido universal do termo, mas, à medida que a disciplina foi ganhando complexidade, o desbravamento ficou a cargo de especialistas — ou ultraespecialistas. É a esse grupo seleto que pertence Artur Avila, 35 anos, o primeiro brasileiro a gravar seu nome entre os pesos-pesados da matemática deste século como ganhador da honraria máxima, a Medalha Fields, prêmio que ombreia em prestígio com o Nobel.

Filho de funcionários públicos, ele escolhe onde e como quer trabalhar. Há treze anos, reveza-se entre o Rio, onde segue baseado no Impa, e Paris, onde aprendeu a apreciar foie gras e tornou-se diretor de pesquisas no Centro Nacional de Pesquisa Científica, uma espécie de CNPq. O cargo é pomposo, mas, tirando um ou outro formulário que precisa preencher, Avila se recusa a deixar que as aparências de ordem, sejam burocráticas, sejam acadêmicas, perturbem seu caos criativo. Oficialmente ele divide uma sala na Universidade Paris VI com um colega que ele nunca viu. No Rio, faz da praia o “escritório”. Conta que um amigo dos tempos do Colégio São Bento, onde passou quase toda a fase escolar, achava que sua vida era tão mansa que decidiu entrar para a faculdade de matemática. “Claro que não funcionou”, lembra Avila. Fazer política não é com ele. Diz um ex-colega do Impa, Jairo Bochi, 39 anos: “O Artur não assiste a palestras só por educação e não perde tempo com quem não lhe interessa”.


Sua casa em Paris fica estrategicamente localizada a poucos minutos a pé de alguns dos melhores centros da matemática do mundo: na Rua D’Ulm, próxima ao Panteão, enfileiram-se a École Normale Supérieure, o Collège de France e o Instituto Poincaré. O espremido apartamento parisiense é um caos à procura de ordem: roupas no sofá, no chão, na mesa, documentos espalhados e caixas vazias de leite. Nenhum livro à vista. O último que leu foi O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde, em 2009. “Perdi esse hábito, prefiro conversar”, diz. A escolha do terno, a barba e o corte de cabelo para ser apresentado ao mundo na cerimônia da premiação em Seul se transformaram em odisseia. De frente para o Museu do Louvre, no qual nunca botou os pé nesses anos todos de Paris, ele conclui: “Só a matemática me interessa”.

Nenhum brasileiro voou tão alto no mundo acadêmico. O jovem carioca do Leblon ingressou em um panteão no qual só entra quem dá nova estatura à ciência germinada pelos egípcios, cultivada pelos gregos e elevada às alturas pelos homens pós-Renascença. Apenas aqueles cujos trabalhos lançam verdadeira e duradoura luz sobre enigmas resistentes da matemática e têm potencial para produzir mais podem sonhar em ser lembrados para receber a Medalha Fields. O brasileiro Avila é desses poucos e felizes 56 agraciados — aí computados os que, como ele, receberam a distinção durante o Congresso Internacional de Matemáticos, na Coreia do Sul. Mais do que virtuoses em seus campos, eles são autores de descobertas que reverberaram de forma poderosa na comunidade científica pela originalidade e pelo poder de abrir novas portas para o saber. Quando tomou conhecimento, há dois meses, de que seria agraciado com a medalha, Avila conjecturou em sua lógica peculiar: “Ótimo. Pronto. Esse problema acabou”


A PIONEIRA - A iraniana Maryam Mirzakhani, a primeira mulher a ingressar no rol dos medalhistas Fields: só entram nessa seletíssima turma autores de trabalhos originais que reverberam no mundo do saber


“Artur Avila foi escolhido pelo conjunto da obra, um sinal de maturidade e vigor criativo”, explicou a VEJA o matemático francês Étienne Ghys, 59 anos, integrante da comissão que elegeu os atuais medalhistas. O número de publicações com seu nome nas principais revistas especializadas é três a quatro vezes maior do que as assinadas por geniozinhos da mesma idade: são 56 trabalhos feitos em colaboração com estudiosos de todo o mundo. Dali se extrai a maturidade. Artur “atacou” e “destroçou” (esse é o jargão) problemas que prendiam a comunidade acadêmica em labirintos teóricos fazia décadas. Diz ele: “Na matemática, você está perdido quase o tempo todo, sem nenhuma garantia de que vai sair do escuro, por mais força que coloque em cima de um problema”.


Nesse mundo de esforços sem garantias de sucesso, Avila foi escolher como sua especialidade justamente uma das áreas mais complexas. Seu nicho é conhecido pelos matemáticos como sistemas dinâmicos. Simplificadamente, é o campo que tenta encontrar ordem no caos ou descobrir padrões em certos fenômenos que, à primeira vista, parecem completamente aleatórios. Albert Einstein, talvez o maior gênio científico de todos os tempos, intuitivamente rejeitava a incerteza — e com sua famosa expressão “Deus não joga dados com o universo” quis dizer que o desmonte teórico de um sistema inevitavelmente abriria caminho para outro tipo de ordenamento. Einstein bagunçou a sinfonia celestial de sir Isaac Newton e o balé perfeito dos astros em suas órbitas. Einstein encheu o céu de galáxias instáveis, estrelas explosivas, buracos negros devoradores de matéria. Um caos. Mas um caos obediente a uma regra fundamental, única, imutável: nada pode superar a velocidade da luz. Essa constante harmoniza o universo de Einstein e o torna tão previsível que até Newton se daria por satisfeito. Mas onde estaria o equivalente da velocidade em outros sistemas nos quais certamente existem ordem e regras, mas elas estão escondidas? Bem, elas estão em desvãos que só a matemática consegue iluminar. É nesses desvãos que o brasileiro Artur Avila tenta ver ordem no caos, o que ilumina mas, para desespero de nosso cérebro limitado, não acaba com todos os enigmas, a exasperação que, de novo, Einstein formulou com perfeição: “A coisa mais incompreensível do universo é justamente o fato de ele poder ser compreendido”.


O mais incompreensível no caos é justamente o fato de ele poder ser compreendido. É a isso que se dedica o brasileiro premiado com a Medalha Fields na semana passada. Deve-se ao meteorologista americano Edward Lorenz (1917-2008) a primeira reflexão sistemática sobre, afinal, o que rege o caos. Lorenz concluiu que, mesmo de posse de todas as informações — temperatura, pressão, chuva, sol —, era impossível cravar a previsão do tempo com dias de antecedência. Isso porque uma imperceptível alteração no ponto de partida — o vento provocado pelo singelo bater de asas de uma borboleta, comparou ele famosamente — poderia alterar tudo, tudo mesmo. Daí a questão: “O bater de asas de uma borboleta no Brasil pode causar um tornado no Texas?”. O lugar onde a borboleta bate as asas e o efeito causado mudam ao gosto do freguês, mas a indagação central de Lorenz permanece: como, por que e em sistemas de que tipo eventos aparentemente insignificantes podem dar origem a fenômenos avassaladores aparentemente desconexos em pontos remotos? A melhor aposta em uma resposta está em Avila e seus colaboradores.

 

“A matemática é um ser vivo alimentado de lógica, fruto da mente humana, e Artur se nutre o tempo todo dele”, resume César Camacho, dire­tor-geral do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), onde o jovem fez o doutorado. As questões que o rondam, portanto, repousam nesse mundo de abstração e são de uma complexidade tal que muito matemático se perde. “Às vezes, nem mesmo meus coautores entendem o que escrevo”, reconhece ele, que não se incomoda em ser pouco compreendido. Fiel ao lema “Quanto mais complicado, mais interessante”, Avila resolveu estudar a evolução do movimento de uma bola em um bilhar pentagonal — no jargão, um “brinquedo” matemático. Por que pentagonal? Simples: no quadrado ou no hexágono tudo é muito previsível. A ideia desses “brinquedos” não é tornar o jogo de salão (que Avila, por sinal, não pratica) mais atraente, mas extrair deles leis que possam reger tanto bolas de bilhar quanto partículas subatômicas interagindo com campos magnéticos em uma dimensão quântica. “Grandes matemáticos impactaram de forma decisiva diversas áreas do conhecimento sem nunca ter ambicionado nem sabido disso”, lembra Jairo da Silva, doutor em lógica e epistemologia. O alemão Johannes Kepler (1571-1630) usou os princípios divisados 2 000 anos antes pelos gregos para descrever a órbita elíptica dos planetas. Wernher von Braun e os engenheiros do Projeto Apollo utilizaram tão somente os cálculos de Kepler para colocar o primeiro homem na Lua, em 1969. É uma cadeia de transmissão de verdades reveladas pela matemática graças à “beleza fria e austera” que Bertrand Russell viu nela.


A trajetória de Avila combina um talento anunciado cedo, a exposição a um ambiente que o puxou para a fronteira de sua área e o pragmatismo para fazer escolhas na carreira. Na escola ou no Impa, Avila era daqueles alunos que pareciam ter pouca expressão, mas, quando abria a boca, mostrava que estava dois, três anos à frente dos colegas e levantava questões que emudeciam os professores. Quando descobriu as olimpíadas de matemática, praticamente deu adeus à escola. Aos 16 anos, no Impa e já fazendo mestrado, esqueceu as olimpíadas. “Fez” (entre aspas mesmo) a faculdade de matemática, na Universidade Federal do Rio, junto com o doutorado. Aos 21 anos, Avila já tinha concluído o Ph.D. e ainda estava pendurado em álgebra linear “básica” porque perdera o exame. Vingou-se solucionando um problema no qual o professor trabalhava fazia uma década. Moral da história para Avila? “Nunca subestime um aluno.”

 

Filho de funcionários públicos, ele escolhe onde e como quer trabalhar. Há treze anos, reveza-se entre o Rio, onde segue baseado no Impa, e Paris, onde aprendeu a apreciar foie gras e tornou-se diretor de pesquisas no Centro Nacional de Pesquisa Científica, uma espécie de CNPq. O cargo é pomposo, mas, tirando um ou outro formulário que precisa preencher, Avila se recusa a deixar que as aparências de ordem, sejam burocráticas, sejam acadêmicas, perturbem seu caos criativo. Oficialmente ele divide uma sala na Universidade Paris VI com um colega que ele nunca viu. No Rio, faz da praia o “escritório”. Conta que um amigo dos tempos do Colégio São Bento, onde passou quase toda a fase escolar, achava que sua vida era tão mansa que decidiu entrar para a faculdade de matemática. “Claro que não funcionou”, lembra Avila. Fazer política não é com ele. Diz um ex-colega do Impa, Jairo Bochi, 39 anos: “O Artur não assiste a palestras só por educação e não perde tempo com quem não lhe interessa”.

Sua casa em Paris fica estrategicamente localizada a poucos minutos a pé de alguns dos melhores centros da matemática do mundo: na Rua D’Ulm, próxima ao Panteão, enfileiram-se a École Normale Supérieure, o Collège de France e o Instituto Poincaré. O espremido apartamento parisiense é um caos à procura de ordem: roupas no sofá, no chão, na mesa, documentos espalhados e caixas vazias de leite. Nenhum livro à vista. O último que leu foi O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde, em 2009. “Perdi esse hábito, prefiro conversar”, diz. A escolha do terno, a barba e o corte de cabelo para ser apresentado ao mundo na cerimônia da premiação em Seul se transformaram em odisseia. De frente para o Museu do Louvre, no qual nunca botou os pé nesses anos todos de Paris, ele conclui: “Só a matemática me interessa”.

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Entre as 500 melhores universidades do mundo, seis delas estão no Brasil

  • Wilma Santana | Brumado Urgente
  • 16 Ago 2014
  • 15:11h

Foto: Ana Carolina Moreno

De acordo com um ranking da Universidade Jiao Tong, de Xangai, publicado nesta sexta-feira (15), seis universidades brasileiras estão entre as 500 melhores do mundo. A melhor colocada entre as Universidades brasileiras, é a Universidade de São Paulo (USP), que aparece na 144ª posição – três a mais do que ano passado – o que a coloca como a única da América Latina entre os 150 melhores do mundo. As outras universidades do Brasil que aparecem na lista são a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG, na 317ª posição), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ, em 318ª), a Universidade Estadual Paulista (Unesp, 362ª), a Universidade de Campinas (Unicamp) (365ª) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS, 421ª). Harvard foi considerada a melhor do mundo, seguida por Standford, MIT e Universidade da Califórnia – todas nos EUA. Esse ranking de Xangai foi criado em 2003 na Universidade Jiao Tong da cidade chinesa. São avaliadas, a cada ano, 1.200 universidades de todo o mundo, mas a lista inclui apenas as 500 melhores.

Justiça Eleitoral reconhece nove infrações nas propagandas de Paulo Souto

  • Política Livre
  • 16 Ago 2014
  • 15:02h

(Divulgação)

A assessoria jurídica da coligação Pra Bahia Mudar Mais, que tem Rui Costa como candidato a governador, ganhou nove ações na Justiça contra atos do grupo de apoio a Paulo Souto, nos últimos dois dias. Com isso, a Justiça Eleitoral determinou a retirada imediata de placas publicitárias da oposição, localizadas no bairro de São Cristóvão; na Paralela – Estação Mussurunga; Cruz da Redenção; Avenida Magalhães Neto; Vale do Canela; Avenida Mário Leal; Dorival Caymmi; Stiep; Stella Mares; Avenida ACM-Iguatemi – em frente ao Shopping Iguatemi; em frente à TendTudo – no Caminho das Árvores; Praça da Piedade e Campo Grande. Segundo o advogado Pedro Scavuzzi, foram protocolados, nos dias 14 e 15 de agosto, 12 ações pedindo remoção das propagandas eleitorais ilegais de Paulo Souto e Geddel Vieira Lima- inclusive as divulgadas através de infláveis (Blimps), feitas em tamanho superior ao permitido pela legislação eleitoral. Duas ainda então em análise no TRE. Outra decisão, em caráter liminar, garante à coligação de Rui o direito de manter na avenida Tancredo Neves as placas publicitárias denominadas autoportantes. A decisão do juiz eleitoral diz que o não cumprimento imediato da decisão judicial acarretará pena de pagamento de multa diária de R$ 20 mil.

Brumado: 'Cavalinhos' voltam a ser atração na Zeca Leite

  • Daniel Simurro | Brumado Urgente
  • 16 Ago 2014
  • 12:37h

Os equinos acabaram se tornando uma atração, principalmente para as crianças que passaram pela Praça Coronel Zeca Leite (Foto: Leitor Brumado Urgente)

Os animais soltos nas vias públicas voltam a chamar a atenção de Brumado e voltar a trazer preocupação para os condutores de veículos, já que muitas vezes esses animais desfilam no meio da via pública, causando riscos de acidentes. Já foram realizadas ações por parte dos poderes constituídos para resolver a situação, as quais tinham obtido resultados positivos, com a apreensão dos animais, mas, de uns dias para cá, o número de animais soltos pelas ruas começa a aumentar, o que deve desencadear novas ações nesse sentido. Na tarde desta sexta-feira (15) uma tropa de 6 equinos fez uma visita à Zeca Leite, mais especificamente aos jardins da praça, que é o maior cartão postal da cidade. Muitas crianças e respectivos familiares pararam para ver os “cavalinhos” e até para tirar fotos, como se fossem uma “atração turística” da cidade. Funcionários municipais logo apareceram e “espantaram” os animais que seguiram em caminha atrás de alimento. O número de animais soltos nas praças de Brumado deve continuar aumentando já que a estiagem está cada vez mais rigorosa, o que faz com que os pastos fiquem cada vez mais escassos.