Uma Reflexão Poderosa: O suicídio do jornalismo

  • Por Sylvia Debossan Moretzsoh
  • 26 Abr 2015
  • 14:24h

(Imagem Ilustrativa)

No início dos anos 1990, a internet ainda engatinhava no Brasil mas já começavam os debates sobre o futuro do jornal impresso e do próprio jornalismo diante da nova tecnologia. Em 1993, aFolha de S.Paulo promoveu seu primeiro fórum internacional para tratar desse tema. Um dos convidados, Warren Hoge, então chefe de redação adjunto do New York Times, sintetizou a crítica aos que exaltavam a hipótese de dispensar essa mediação essencial: os jornais, disse, dão ao público “aquilo que ele não sabe que precisa”. Falava-se, então, em “informação personalizada”, ainda oferecida pelos jornais de sempre – o que hoje chamamos de “mídia tradicional” –, a partir da qual o público seria incentivado a montar seu próprio jornal. Seria uma expressão da liberdade de escolha. Na época, escrevi que esta seria “uma fórmula que expande o velho princípio do ‘direito de saber’: o público não apenas tem esse direito como já sabe o que quer e sabe onde encontrar. A consequência lógica é, por um lado, a segmentação da audiência e a formação de um círculo vicioso que termina por se revelar o contrário da diversidade prometida: a constituição de guetos fechados em torno de seus próprios interesses” (Jornalismo em ‘tempo real’. O fetiche da velocidade, ed. Revan, 2002, p. 170). Rapidamente a hipótese de o público montar seu próprio jornal por esse método foi substituída pela exaltação do protagonismo desse mesmo público na produção de notícias. Sem qualquer base para argumentação, porque deveria ser evidente que esse público, de modo geral, não tem acesso às fontes que poderiam fornecer informações nem competência ou tempo para apurar o que quer que seja. Porém, com a ajuda de teóricos afamados que surfam a onda do momento e só produzem espuma, mas têm grande audiência inclusive e sobretudo no meio acadêmico, essa ideia libertária do jornalismo-cidadão se disseminou. E ajudou a minar o terreno em que se pratica o jornalismo profissional, dentro ou fora das grandes empresas de mídia.

Jornalismo caça-cliques

Ao mesmo tempo, as grandes empresas, no Brasil e no exterior, não parecem ter clareza do que devem fazer diante do campo aberto pela internet e, em vez de priorizarem o jornalismo, que exige distanciamento e rigor, cedem progressivamente ao imediatismo e à cacofonia das redes. A justificativa corrente é a de que a alteração no hábito de leitura e consumo de notícias provocada ou favorecida pela disseminação da tecnologia digital jogou o jornalismo num ambiente inédito e imprevisto, que retirou das empresas o sustento da publicidade tradicional. O resultado seria a caça ao clique, como forma de contabilizar uma massa de leitores atraente para o mercado publicitário, ainda que seja difícil estabelecer preferências de consumo – e, portanto, definir o “público-alvo” – num meio tão dispersivo e volátil como o virtual.


Ocorre que a caça ao clique é a morte anunciada do jornalismo, porque o que costuma excitar o público é a surpresa, o escândalo, o bizarro, o curioso, o grotesco. Em síntese, o fait-divers, que sempre foi elemento periférico para os jornais de referência.


O caminho da decadência

A gravidade da situação pode ser medida pela pesquisa publicada pela Quartz, site de notícias de negócios ligado à revista The Atlantic, que põe o Brasil na liderança de consumo de notícias no Facebook: dos 80% que dizem frequentar essa mídia, 67% afirmam utilizá-la para consumir notícias. Restaria indagar o que se classifica como “notícia”: há muitos anos, uma pesquisa sobre a audiência de programas radiofônicos populares indicou que boa parte daquele público considerava “notícia” a publicidade de promoções de supermercado, feita pelos animadores durante os programas.


Ao compartilhar o gráfico, a jornalista Lúcia Guimarães comentou:

“Assim como queimamos a etapa da leitura nos anos 60, passamos do vasto analfabetismo para um sistema sofisticado de TV que uniu o país (…), não vamos migrar para plataformas de jornalismo digital abrangente. Jornalismo, não importa se de papel, ou digital, é um pilar da democracia. Vamos passar direto ao desmonte da experiência da informação consequente.


“No momento em que a mídia no Brasil e nos EUA (New York Times a vários outros a bordo) considera ceder grande parte de sua independência à plataforma do Facebook (saem os links, Facebook vira o anfitrião do conteúdo jornalístico, controla o tráfego), as consequências, no caso do Brasil, são especialmente assustadoras. Já temos uma geração pouco educada e não leitora chegando à idade adulta convencida de que se informar é circular por aqui [pelo Facebook]”.


É a mesma geração que se “forma” nas escolas fazendo pesquisa pela internet sem a devida orientação, com resultados previsivelmente catastróficos.


Varal digital

Lúcia recorda que “a informação jornalística, para o Facebook, é apenas um arranjo para compor o cenário de outras plataformas mais lucrativas” e lembra um comentário de Mark Zuckerberg, definidor de seu conceito de notícia: “Um esquilo morrendo no seu jardim deve ser mais relevante para o seu interesse do que pessoas morrendo na África”. “A relevância a que se refere Zuckerberg”, diz Lúcia, “é a decidida pelo seu orwelliano algoritmo. Uma fórmula matemática decide o que é notícia neste varal digital.”


Daí a sua conclusão sobre o fim do jornalismo – não o jornalismo impresso, mas o jornalismo como o conhecemos e valorizamos –, como quem marcha “de olhos vendados na prancha do navio em direção ao mar”. Lúcia conclui:


“Informar não é agradar. Quem sabe, uma nova geração vai imaginar alternativas para esta alienação que já é claramente refletida no debate político brasileiro, contaminado por polarização e desprezo por fatos.


“Mas, a médio prazo, não posso me sentir otimista sobre este dilema no Brasil.


“Os novos destituídos não serão necessariamente os explorados num mercado de trabalho injusto. Serão os que não sabem, não querem saber ou não sabem o que mais há para saber”.


“Não sabem o que mais há para saber” porque estarão num tempo em que não haverá mais jornais para “dar ao público aquilo que ele não sabe que precisa”.


Assim se deformam os cidadãos involuntariamente alienados, como observou Janio de Freitas em sua coluna de domingo (19/4) na Folha de S.Paulo, ao criticar a falta de divulgação de informações relativas às discussões a respeito da reforma política, de óbvio interesse público: “Informação e ação pública andam a reboque. (…) Nem sempre quem cala consente. Depende de estar ou não informado”.


Reinventar o jornalismo?

Pensemos agora no quadro que vivemos atualmente: a onda de demissões nos principais jornais do país, parcialmente resultante da conjuntura econômica brasileira, que leva as empresas a recorrer ao mecanismo de sempre e reduzir custos cortando profissionais, justamente aqueles que poderiam garantir qualidade ao seu “produto”. Nessas horas retornam com força os apelos em torno da “reinvenção” não só do jornalismo mas do próprio jornalista, supostamente não qualificado para atuar nesse novo ambiente que, ao mesmo tempo, ninguém sabe como funciona ou para onde caminha.


Bem a propósito, o estudante de jornalismo Ricardo Faria lembrou de artigo da revista New Yorker de janeiro deste ano, um texto irônico sobre o “rei dos caça-cliques”, um criador de sites desenhados especificamente para viralizarem e lucrarem com cliques de Facebook (ver aqui). “É o retrato do espírito desta web”, comentou, destacando um trecho significativo em que o “empreendedor” explica seu processo de trabalho:


“Se eu fosse responsável por uma empresa de hard news e quisesse informar as pessoas sobre Uganda, em primeiro lugar eu procuraria descobrir exatamente o que está acontecendo por lá. Então buscaria algumas imagens comoventes e histórias que provocam emoção, faria um vídeo – de menos de três minutos – com palavras e estatísticas simples e claras. Frases curtas e declarativas. E, no final, diria às pessoas algo que elas pudessem fazer, algo que as levasse a se sentir esperançosas”.


“Aquela frase de Saramago ressoa na minha cabeça: ‘De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido’”, desabafou o estudante.


Mas trata-se de um estudante crítico. Quantos não verão aí uma saída “criativa” para a crise da profissão?


Não. Mudam as tecnologias, não os fundamentos. O jornalismo não precisa se reinventar: precisa corresponder ao ideal que o justifica e o legitima socialmente. Já se disse inúmeras vezes que o imediatismo e a cacofonia das redes tornam o jornalismo ainda mais necessário para filtrar, em meio à profusão de banalidades, boatos, falsidades e incorreções, o que é informação confiável e relevante. É, além de tudo, uma tarefa que exige compromissos éticos fundamentais, e isto não é retórica vazia: ética diz respeito a princípios e finalidades. Ética pressupõe autonomia e liberdade. Exige, portanto, uma luta permanente, sobretudo quando as empresas escancaram seu desrespeito a esses pressupostos.


Fábrica de produzir infelizes

Mas para fazer jornalismo é preciso contar com profissionais competentes. A recente onda de demissões atingiu muitos dos mais experientes. Alguns saíram a pedido, insatisfeitos com a falta de perspectiva de valorização na empresa. Os baixos salários da maioria e a falta de um plano de carreira são reclamações recorrentes. Entre os jornalistas começa a se difundir o sentimento de que esta é uma profissão para quem tem até 30 anos e não tem filhos, e que as redações são uma fábrica de produzir infelizes: gente mal paga e que não se reconhece no que faz. Considerando que o jornalismo é uma atividade à qual as pessoas se dedicam por prazer, não é difícil calcular o tamanho da frustração.


Reinventar-se e tornar-se empreendedor de si mesmo é o mantra desse mercado que desmantela qualquer perspectiva de estabilidade e joga purpurina sobre a dramática realidade da precarização, da qual as propostas de terceirização, atualmente em discussão e cinicamente vendidas como um benefício aos assalariados, são o exemplo mais acabado.


As mudanças no mundo do trabalho têm levado contingentes inteiros de trabalhadores qualificados a se degradar – perdão, a se “reinventar” –, obrigando-os a abandonar habilidades duramente aprendidas para se transformarem em pau para toda obra. Simplesmente porque é preciso sobreviver, e porque não se vislumbra saída imediata.


A crise que estamos enfrentando, e que não é de hoje, nos impõe uma resposta à altura, e esta resposta não será individual, como sugere a ideia de “reinventar-se”, que ignora a perspectiva coletiva, sem a qual nada muda. Para os jornalistas, em particular, essa resposta não pode dispensar a luta pela recuperação da dignidade e pela exigência do respeito aos princípios que norteiam a profissão.

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Motorista sobrevive após ter o carro atingido por pneus de micro-ônibus em Lauro de Freitas

  • 26 Abr 2015
  • 10:41h

Rodas se soltaram e atingiram para-brisa de carro, em movimento. Acidente aconteceu na região metropolitana de Salvador. (Foto: Reprodução)

O engenheiro eletricista Nilton Yamane Barros, de 37 anos, ainda custa a acreditar que sobreviveu após ter o para-brisa do carro que dirigia atingido em cheio por pneus que se soltaram de um micro-ônibus na cidade de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. O acidente aconteceu neste sábado (25), na BA-099, conhecida como Estrada do Coco, enquanto ele seguia sozinho para a casa dos pais, que moram no município de Camaçari, a cerca de 20 quilômetros depois do local da colisão. Como faz todos os sábados, Nilton saiu da casa onde mora, em Salvador, bem cedo, por volta das 7h da manhã, para visitar os parentes. Antes de pegar a estrada, deixou a filha de 13 anos em um colégio no bairro Patamares, em Salvador, para fazer uma prova. “Eu estava dirigindo e o trânsito estava tranquilo. De repende, vi os pneus voando desgovernados na minha direção e nem tive reação. Quando pensei em desviar, já era tarde e os pneus jás tinham entrado no para-brisa. Foi questão de segundos. É difícil acreditar porque nunca imaginei que uma coisa dessa pudesse acontecer”, disse o engenheiro, em contato

ONU pede à Indonésia para não executar brasileiro e outros condenados

  • 26 Abr 2015
  • 10:25h

Foto: Reprodução

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, apelou hoje (25) ao governo indonésio para nãoexecutar dez pessoas, entre as quais o brasileiro Rodrigo Gularte, condenadas à morte por tráfico de drogas, reiterando a tradicional oposição à pena capital. Os dez condenados são um indonésio e nove estrangeiros oriundos da Austrália, Brasil, Filipinas, Nigéria e França. Nove destes condenados foram informados da sua execução iminente, tendo o francês Serge Atlaoui sido excluído da lista das próximas execuções.  Ban Ki-moon “apelou ao governo indonésio para não executar, como anunciou, os dez prisioneiros que se encontram no corredor da morte pelos crimes alegadamente ligados à droga”, diz um comunicado da ONU. “Segundo a legislação internacional, em casos onde a pena de morte está em vigor, esta apenas deve ser aplicada em crimes graves, como mortes com premeditação”, diz a ONU. Acrescenta ainda que “as infrações ligadas à droga não estão normalmente incluídas nesta categoria de crimes muito graves”.Gularte foi preso em julho de 2004 após entrar na Indonésia com seis quilos de cocaína dentro de pranchas de surf, tendo sido condenado à morte em 2005. Pelas leis indonésias, os presos e seus representantes devem ser comunicados com 72 horas de antecedência da execução. A convocação dos representantes das embaixadas gerou especulação entre quem acompanha o caso e os envolvidos de que, neste sábado (25), as autoridades do país podem definir a data da execução por fuzilamento. Em janeiro, a Indonésia executou seis traficantes de drogas, incluindo o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, o que causou uma crise diplomática entre a Indonésia e o Brasil. O país asiático, que retomou as execuções em 2013 após cinco anos de moratória, tem 133 prisioneiros no corredor da morte, dos quais 57 condenados por tráfico de drogas, dois por terrorismo e 74 por outros crimes.

O repórter que desistiu da notícia

  • Por Angela Pimenta | OI
  • 26 Abr 2015
  • 09:16h

(Imagem Ilustrativa)

Ao longo da semana, o repórter americano Rob Kuznia virou notícia por um motivo insólito. Na segunda-feira (20/4), a Universidade Columbia, que administra o Prêmio Pulitzer, anunciou que o repórter e mais dois colegas – Rebecca Kimitch e Frank Suraci – do jornal The Daily Breeze, da pequena cidade californiana de Torrance, eram os ganhadores na categoria mídia local da premiação de 2015. Liderado por Kuznia, ao longo de 2014 o time publicou uma série de dez reportagens investigativas sobre um esquema criminoso numa escola pública, a Centinela Valley Union High School, localizada em um dos distritos mais pobres da região de Los Angeles. Graças a conexões políticas, o ex-vereador José Fernandez converteu-se em superintendente da escola, conseguindo fechar um contrato sigiloso que lhe garantia rendimentos anuais de US$ 663 mil, além de benefícios extras que elevavam o pacote a mais de US$ 1 milhão, tudo bancado com dinheiro público. O contrato incluía até um empréstimo subsidiado para a compra da casa própria.

A série de reportagens do Breeze venceu dois mil concorrentes em todo o território americano. Mas o que amplificou a fama de Kuznia não foi o Pulitzer em si, mas o fato de que, para pagar as contas, ele trocou o emprego no jornal, onde ganhava cerca de US$ 40 mil anuais, para virar relações públicas. Há oito meses, por um aumento de 25% no salário, Kuznia trabalha como assessor de imprensa na fundação Shoah. Sediada na Universidade da Califórnia do Sul (USC), a Shoah é uma iniciativa filantrópica bancada pelo diretor Steven Spielberg para homenagear as vítimas do Holocausto.


A história de Kuznia ganhou repercussão mundial depois de uma matéria publicada pelo The New York Times. Ele contou ao jornal que chegou a receber um aumento do Breeze. “Não que eles não ligassem. Mas simplesmente não era suficiente”, disse. Ao site The Daily Beast, Kuznia acrescentou: “Eu conseguia pagar o aluguel, mas de fato não conseguia fazer muito mais do que isso. (…) Não existia poupança e comprar uma casa era um sonho engavetado”.


Ao blog de Erik Wemple, do Washington Post, Kuznia revelou que a migração do jornalismo para a assessoria de imprensa lhe trouxe um certo pesar. “Eu acho que os jornalistas alimentam por muito tempo a crença de que virar assessor de imprensa significa desistir ou se vender, mas, você sabe, quando era repórter, eu precisava do pessoal da assessoria. (…) Eles me forneceram muitas das histórias que acabei apurando.”


Fazer dinheiro


Depois do anúncio do prêmio, Kuznia voltou à redação do Breeze para rever os colegas e estourar uma garrafa de champanhe. Ao Daily Beast, disse que sabia que o editor Frank Suraci havia inscrito as matérias no Pulitzer, mas que considerava a chance de ganhar “muito irrealista”. Segundo a comissão de jurados da premiação, a série do Breeze ganhou “por sua investigação sobre a corrupção disseminada em um distrito pequeno e sem recursos financeiros, incluindo o uso intensivo do website do jornal”. Além da medalha dourada do Pulitzer, o prêmio garante US$ 10 mil ao trio vencedor.


Contando com apenas sete repórteres e uma carteira de 63 mil assinantes, o Breeze pertence à linhagem de publicações mais vulneráveis à revolução digital. São aquelas sediadas em cidades pequenas, onde autoridades públicas e empresas privadas costumam sofrer menos escrutínio da imprensa. Em tempos de queda contínua na circulação e no faturamento, esses pequenos jornais lutam para obter anúncios, aumentar a carteira de assinantes e vender exemplares avulsos. Foi nesse ambiente hostil à investigação jornalística de fôlego – e resultado incerto – que durante seis meses Kuznia vasculhou documentos do Escritório de Educação do Condado de Los Angeles. Além da demissão de José Fernandez, o escândalo causado pela cobertura do Breeze provocou a criação de regras mais rígidas para a remuneração e fiscalização de gestores educacionais no condado.


Conforme os jurados do Pulitzer notaram, o pequeno jornal tem produzido conteúdo digital de qualidade. Para especialistas na indústria da mídia, o fim do jornal de papel é apenas uma questão de tempo – quando, ninguém sabe. Em uma coluna recente, Margaret Sullivan, editora pública (cargo equivalente a ombudsman) do New York Times, dialogou com o pensador Clay Shirky sobre o declínio da mídia impressa. Professor da Universidade de Nova York (NYU), em 2009 Shirky escreveu um artigo de fôlego a respeito. Em sua coluna, Sullivan argumentava que hoje 70% de todo o faturamento do Times vem do jornal impresso, seja na forma de assinaturas ou publicidade. E ela citava dois editores executivos do jornal – Roland Caputo e Dean Baquet – para quem o impresso continuará de pé por pelo menos mais uma década.


Eis parte da réplica de Shirky: “Gostaria de oferecer uma narrativa consideravelmente mais sombria: penso que o padrão de declínio do faturamento do impresso será rápido, lento, rápido”. Para ele, a perda de receita dos jornais se acelerou entre 2007 e 2009, em meio à recessão e à explosão dos smartphones e tablets. Graças, em parte, à recuperação da economia americana, a queda de faturamento se desacelerou. Mas Shirky prevê uma nova fase de forte queda de receita à medida que a circulação impressa continuar a encolher: “O problema da mídia impressa é que os retornos vantajosos obtidos com a distribuição física de jornais tornam-se desvantajosos quando a escala diminui”.


Se a tese de Shirky se confirmar, num futuro não muito distante um grande jornal como o NYTpode deixar de circular em versão impressa, ou fazê-lo apenas em edições dominicais. Os pequenos jornais como o Daily Breeze encontram-se sob pressão econômica ainda maior. Pensando nos desafios já enfrentados por jovens repórteres e profissionais que desejam continuar na carreira, instituições como o centro TowKnight ensinam empreendedorismo e gestão em jornalismo. Sediado na City University of New York (CUNY), o TowKnight prevê que “o futuro do jornalismo será construído pelo empreendedores que desenvolvam novos modelos de negócios e projetos inovadores”.


Parte deste futuro já vem sendo construído em redações sem fins lucrativos. Um relatório recente da Fundação Knight indica que o faturamento de publicações sem fins lucrativos cresceu 73% entre 2011 e 2013, através de várias formas de captação de recursos, de assinaturas e anúncios em websites a doações de leitores no formato crowdfunding. Para evitar que a história de Rob Kuznia se repita maciçamente, a ideia é que, além de produzir notícias, jornalistas aprendam também a fazer algum dinheiro.

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'Fiz questão de ser preso trabalhando', afirma foragido da 20a Coorpin

  • Brumado Urgente
  • 25 Abr 2015
  • 17:13h

Uma ação conjunta das polícias Civil e Militar resultou na recaptura de um dos fugitivos do Setor de Carceragem da 20ª Coorpin na tarde deste sábado (25) em Brumado. A operação foi resultado de uma investigação que levou ao retorno para à prisão de Renato Ribeiro Freire (25), o qual foi rendido, - diferentemente da grande maioria dos recapturados -, trabalhando de ajudante de pedreiro em uma obra no Bairro Jardim de Alah. Ele afirmou que acabou comprovando que não é mais um malfeitor e que hoje vive como um cidadão honesto e trabalhador. Condenado a 6 anos de reclusão Renato foi categórico ao afirmar que “fiz questão de ser preso trabalhando para comprovar que hoje sou um cara de bem que luta honestamente para ganhar a vida”. Apesar de sua atitude, o jovem teve que retornar à prisão para cumprir o resto da pena que lhe foi imposta. 

Brumado: Jovem alterado acaba disparando contra a própria namorada na tarde deste sábado (25)

  • Brumado Urgente
  • 25 Abr 2015
  • 13:18h

A jovem foi internada no Hospital Magalhães Neto (Foto: Brumado Urgente)

Em tempos de relacionamentos conturbados está cada vez mais comum se visualizar na mídia casos de crimes passionais, onde alguns parceiros perdem a razão e acabam cometendo atos insanos que, em algumas vezes, acabam em tragédias. Guardadas as devidas proporções, um ato dessa natureza aconteceu na tarde deste sábado (25) em Brumado, onde, após uma intensa discussão, um jovem acabou efetuando um disparo contra a sua namorada. O fato aconteceu na Rua II de julho, na residência do rapaz. A namorada, que mora na Urbis II, foi rapidamente socorrida por vizinhos que a levaram com rapidez para o HMPMN. Segundo as informações o estado dela é estável e não corre risco de morte. Ainda segundo informações o tiro pegou de raspão. A Polícia já foi acionada e o jovem deverá ser autuado por tentativa de homicídio e porte ilegal de arma. 

STJ: Prisão em flagrante efetuada por guardas municipais não gera prova ilícita

  • Com informações da Assessoria de Imprensa do MP-SP.
  • 25 Abr 2015
  • 10:03h

(Foto: Reprodução G1)

Inexiste ilegalidade na prisão em flagrante efetuada por guardas municipais, pois o Código de Processo Penal permite que qualquer pessoa do povo prenda quem for encontrado em flagrante delito. Assim entendeu o ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça, ao derrubar decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo que havia absolvido uma mulher por considerar ilícita a prisão dela. Acusada de tráfico de drogas, ela havia sido condenada a 2 anos e 6 meses de reclusão em primeira instância, mas teve a pena reduzida para 1 ano e 8 meses no TJ-SP. Como não houve unanimidade nos votos dos desembargadores, a defesa apresentou Embargos Infringentes e conseguiu reverter a decisão, sendo inocentada. Segundo o acórdão, o problema ocorreu porque guardas municipais “têm a sua atuação restrita àquela prevista na Constituição, cabendo-lhes a tarefa precípua de proteção ao patrimônio do município, entre as suas atribuições não se inserindo o poder de realizar revistas pessoais quando simplesmente suspeitam de alguma pessoa”. O Ministério Público de São Paulo levou o caso ao STJ, alegando que a decisão contrariou o artigo 301 do CPP e que guardas podem sim prender em flagrante delito, quando ficam sabendo da prática de tráfico de entorpecentes. O ministro relator concordou com os argumentos, em decisão monocrática, e afirmou que já há jurisprudência na corte reconhecendo a possibilidade de que guardas municipais façam prisões. Como o recurso não questionou a redução da pena no primeiro acórdão, Reis Júnior manteve a prisão em 1 ano e 8 meses, em regime aberto. A decisão já transitou em julgado (sem possibilidade de novos recursos). 

Empreiteira arrasta Lula para o meio do escândalo, diz Veja

  • Informações do Bocão News
  • 25 Abr 2015
  • 09:51h

(Foto: Reprodução)

O A revista Veja, ferrenha opositora do PT e do governo Dilma,  antecipou em sua página do facebook a capa da próxima edição, que chega às bancas dia 29, onde o promente revelar "os novos tentáculos da Operação Lava Jato" em que, pela primeira vez, o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é citado diretamente no esquema que desviou bilhões da Petrobras.  Segundo a publicação, que estampa o título: "Empreiteira arrasta Lula para o meio do escândalo", a denúncia partiu do presidente da OAS, Léo Pinheiro, preso pela Polícia Federal e que promete levar à Justiça informações relevantes que ligam o líder petista ao mais recente esquema de corrupção chefiado pelo Partido dos Trabalhadores. 

Definida a construtora para a obra da rodovia Brumado/Sussuarana

  • 25 Abr 2015
  • 08:28h

(Foto: Divulgação)

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) realizou, no último dia 22, pregão para escolha da construtora que fará a  recuperação do trecho que liga Brumado a Sussuarana, distrito de Tanhaçu, na BR-030, no qual saiu vencedora a construtora  CBV. Agora falta pouco para começar a obra, defendida pelos deputados Waldenor Pereira (federal) e Zé Raimundo (estadual) e o vereador de Brumado, Zé Carlos de Jonas, que vem acompanhando todo o processo para a sua realização.A  realização do pregão confirmou  que havia sido anunciado aos deputados e ao vereador, em reunião recente (em 13/04), pelo superintendente regional do DNIT, Amauri Lima, que fez questão de entregar a cópia do aviso do pregão, de nº 140/2015 (foto). Nesta última audiência no DNIT, Waldenor, Zé Raimundo e o vereador Zé Carlos de Jonas foram informados por Amaury que a obra deve começar em meados de maio. Segundo ele, serão investidos R$ 30 milhões para a recuperação total do trecho que também passará a receber a manutenção pelo órgão federal. São 50 quilômetros da rodovia que se encontram em situação intrafegável que vão receber um tratamento especial de recuperação, que passará inclusive por recapeamento total.

Vídeo mostra imagens de dentro de tornado e porta sendo arrancada. Assista

  • 25 Abr 2015
  • 08:20h

As imagens mostram o momento em que ele passa pela rua. A força do vento arrancou portas e tirou objetos de dentro da casa. No meio do vendaval, um cachorro busca se proteger.“Eu estava viajando com a família. Chegamos na segunda de noite. A família já havia avisado sobre o ocorrido e ao mesmo tempo agradecemos a Deus por não estar em casa”, afirma Ademir Piaseski, morador do bairro São Jorge, em Xanxerê. A funcionária da família estava na residência durante a passagem do tornado e ficou no banheiro para se proteger. Ela não se feriu. “O vento arrancou a porta, quebrou os vidros e até os móveis foram danificados com a chuva e com o vento, que tirou tudo do lugar”, detalha Piaseski. Segundo o Intituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a velocidade dos ventos pode ter atingido a 330km/h.

Com redução da maioridade, sistema pode ter 32 mil presos a mais em 1 ano

  • G1
  • 24 Abr 2015
  • 17:39h

Levantamento realizado pelo G1 aponta que cerca de 32 mil adolescentes de 16 e 17 anos deram entrada nas unidades de cumprimento de medidas socioeducativas no país em 2014, após serem apreendidos por infrações de maior gravidade ou com violência. Essa é a quantidade de menores que poderia entrar no sistema prisional brasileiro ao longo de 1 ano caso a redução da maioridade penal seja aprovada no Congresso. O G1 fez no ano passado um levantamento mostrando que há 200 mil detentos a mais do que o sistema carcerário brasileiro comporta. São 563.723 presos nas penitenciárias do país, mas há, no entanto, 363.520 vagas disponíveis nas unidades. Os dados sobre os menores foram obtidos com secretarias e órgãos que administram unidades de internação de infratores em todos os estados e no Distrito Federal. Apenas o governo de Goiás informou que só tinha dados até 2013 e que não poderia disponibilizar as informações mais recentes. A reportagem questionou, a cada entidade, quantos adolescentes, com idades de 16 e 17 anos, deram entrada nas unidades de cumprimento de medidas socioeducativas do estado durante todo o ano de 2014. Não há informações sobre o tempo médio que ficou internado cada adolescente.

Artista plástica radicada em Vitória da Conquista vai expor em Dubai pela segunda vez

  • Press Release
  • 24 Abr 2015
  • 16:50h

(Foto: Divulgação)

A convite do Eric Landmayer, a artista plástica Valéria Vidigal (foto), volta a expor em Dubai. Entre os dias 18 a 21 de maio , Vidigal estará representando a nossa Bahia no Dubai World Trade Center, em seguida também irá expor na Gallery 76,também localizada na cidade de Dubai. Segundo Landmayer, crítico de arte da Associação Internacional de Críticos de Arte de Paris, “contemplar as telas pintadas pela artista Valéria Vidigal, provoca-nos impactos inesperados. Percebemos estar diante de obras que trazem novas mensagens sobre a nossa terra e a arte do cultivo do Café, através das formas e cores que se unem harmoniosamente. Esta artista visionária, no silêncio dos traços e na vibração das cores produz suas obras que ficarão impressas para sempre para o deleite de seus apreciadores”.

Divulga a lista de mortos e feridos em acidente com micro-ônibus da Prefeitura de Ipiaú

  • Informações do Giro em Ipiaú
  • 24 Abr 2015
  • 15:35h

Duas pessoas morreram e 16 saíram feridas no acidente (Foto: Giro em Ipiaú)

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou, no final da manhã desta sexta-feira (24), os nomes dos mortos e dos feridos no grave acidente na BR-101 envolvendo um micro-ônibus da Prefeitura de Ipiaú. Morreram duas pessoas: Maria de Lourdes dos Santos no local do acidente e Judite Cordeiro Oliveira (50) pouco depois de dar entrada no Hospital de Base. Foram 16 os feridos: Gutembergue de Almeida Rosa (34); Luciana Souza de Jesus (29); Ivonildes Ramos dos Anjos (56); Maiane Ventura dos Santos (23); Wagner Andrade; Jorge Artur do Nascimento Meireles (70), Joélio de Jesus Santos (33); Neilza Oliveira Santos (32); Wagner Oliveira de Andrade, Lirane Ramos Bidu (32); Gilson de Souza Santos (52); Rogério Santos da Silva (35); Ângela Maria Nery Lemos (57); Gerson de Souza; Antônio Cristiano Neves de Souza (59) e Rafael Neves de Souza (22). O micro-ônibus saiu de Ipiaú na manhã desta segunda-feira com destino a Itabuna para levar pacientes para realizar exames médicos. Por volta das 7h, à cerca de 15 km de Itabuna, o motorista perdeu o controle do veículo ao trafegar numa curva. O micro-ônibus saiu da pista e capotou diversas vezes. A maior parte das vítimas foi projetada para fora do veículo.Esquipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) prestaram socorro e encaminharam as vítimas para o Hospital de Base. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, poucos passageiros usavam cinto de segurança. Na hora do acidente chovia forte. Um laudo do Departamento de Polícia Técnica (DPT) deve apontar as causas do acidente. 

Bandidos explodem agência em Conceição do Jacuípe

  • 24 Abr 2015
  • 15:05h

(Foto: Reprodução)

A agência da Caixa Econômica Federal de Conceição do Jacuípe, no Portal do Sertão, foi explodida na madrugada desta sexta-feira (24). Segundo testemunhas, vários homens armados participaram da ação que ocorreu por volta das 3h da manhã e durou cerca de 30 minutos. Um morador local, que foi ao local por acreditar que o caso seria de acidente, foi rendido, jogado no chão, e teve o celular roubado. Outro homem teve o veículo, um Gol, também roubado. De acordo com o site Jacuípe Notícias, os bandidos colocaram objetos perfurantes na rua, os chamados “Miguelitos”, para impedir a perseguição por outros veículos.

Ironia do Destino?: Após Passeata pela Paz, Brumado volta a sofrer nova onda de assaltos

  • Brumado Urgente
  • 24 Abr 2015
  • 13:05h

(Fotocomposição: Brumado Urgente)

O ceticismo, a supertição, o radicalismo e até mesmo o sobrenatural são fundamentos que fazem com que as opiniões sejam divididas, mas, mesmo diante disso, não há como negar que existam algumas coincidências que mereciam uma explicação, mesmo que elas sejam difíceis de serem compreendidas.

Uma dessas coincidências atingiu Brumado nos últimos dias, já que, logo após a realização de uma nova Caminhada pela Paz, a qual tinha como mote o aumento urgente do contingente policial na 34ª CIPM, uma nova onda de assaltos voltou a assustar a população, inclusive do meio rural, já que um caso grave aconteceu na Comunidade de Várzea da Pedra, onde uma família foi aterrorizada pela “Quadrilha do MLK”, que amarrou, amordaçou e agrediu 4 pessoas, levando um Hilux, dois cofres e inúmeros objetos de valor, deixando a residência totalmente desconfigurada.

Elucubrações a parte, a dura e fria realidade dá algumas pistas para se decifrar o enigma desse "paradoxo cósmico", já que, no período em que a passeata foi realizada, o número de assaltos e delitos na cidade tinha tido uma baixa considerável. Segundo correntes mais radicais, a nova onda de assaltos seria claramente uma resposta direta dos criminosos que não gostaram da atitude da sociedade de ter saído às ruas, então, para mostrar força, voltaram a agir de uma forma mais contundente.

Para os céticos, foi apenas uma simples coincidência, que não deve ser vista como “nada do outro mundo”. Para os espiritualistas a situação é um reflexo das emanações de espíritos do passado, principalmente de índios e coronéis que travaram um grande duelo, onde muito sangue foi derramado e que agora vêm sendo provocados por movimentos holísticos. Para os que têm a lógica como base, a nova onda de violência é uma contingência normal da realidade local, já que o crime vem se mostrando cíclico, com o vai e vem dos criminosos pela região, que se soma a liberação assaltantes que foram presos, mas como não existe local para a sua custódia, a Justiça se vê obrigada a fazer com que eles voltem para as ruas e engrossem novamente as fileiras delitivas.

Visualizando a situação por um viés mais amplo, fica evidente que a falta de políticas públicas sérias, juntamente com o vácuo da área social e, principalmente, uma Educação muito longe do ideal, que se preocupa somente com números e dados e que faz de tudo para não reprovar, seria a raiz do problema que não é tratado da forma como deveria, recebendo somente medidas paliativas que vêm se mostrando ineficazes ao longo dos anos.

A criminalidade em Brumado, assim como em todo o país, é um grande desafio que só será vencido com atitudes pontuais por parte dos governos, que teriam que se concentrar nos pontos listados acima, o que não traria uma solução imediata, mas que garantiria , pelo menos, uma qualidade de vida melhor para as futuras gerações.

Mesmo diante dos esforços hercúleos dos bravos soldados e oficiais da 34ª CIPM, o déficit da segurança pública no município não será solucionado somente com o aumento do contingente policial, que traria avanços sim, mas que não é a solução para toda a problemática.

A construção do Conjunto Penal seria outro ponto positivo que amenizaria a situação, mas, até o momento as obras não foram efetivamente iniciadas o que já provocou uma nuvem de incredulidade na população, que viu tanta briga para se trazer o CP para o município, mas, depois que tudo foi equacionado, houve uma refrigeração total sobre a questão.

Em suma, a projeção não é das mais animadoras, mas, não é por isso que todos irão cruzar os braços e sentar no “sofá do comodismo”, cada cidadão tem que fazer a sua parte, pois o problema atinge a todos, até mesmo os que se acham “intocáveis”.