Guanambi: Jovem universitário morre em acidente de trânsito aos 27 anos

  • Wilma Santana I Brumado Urgente
  • 04 Mai 2015
  • 11:40h

Foto: Reprodução

Neste domingo (3), o jovem Felipe Ledo, foi vítima de acidente de trânsito na BR-030. O jovem veio a óbito aos 27 anos de idade. De acordo com informações o jovem seguia em sua motocicleta com uma mulher na garupa, quando teria perdido a direção e caído do veículo, não resistido aos ferimentos. A moça foi levada ao Hospital Regional de Guanambi por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Por conta do ocorrido, a Faculdade de Guanambi, da qual, Felipe era discente, suspendeu as aulas desta segunda-feira. 

Brasil: 2.552 casos da febre chikungunya são registrados neste ano

  • Wilma Santana I Brumado Urgente
  • 04 Mai 2015
  • 11:16h

Foto: Ilustração I Internet

De acordo com a Folha de São Paulo, a  febre chikungunya já atingiu 2.552 pessoas em todo o Brasil neste ano. A Bahia é um dos cinco estados que têm registros de pacientes que contraíram o vírus no país, ao lado de Amapá, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Roraima. A Secretaria de Saúde da Bahia indica que sete municípios do estado possuem casos confirmados da doença: Baixa Grande, Feira de Santana, Riachão do Jacuípe, Ribeira do Pombal, Amélia Rodrigues, Valente e Camaçari. Outras nove cidades também notificaram casos da doença, mas a secretaria suspeita que eles foram adquiridos em Feira de Santana e Riachão do Jacuípe.

Restaurante Fogão a Lenha terá Dia das Mães temático com as grandes delícias da culinária regional

  • Daniel Simurro | Brumado Urgente
  • 04 Mai 2015
  • 11:11h

(Fotocomposição: Brumado Urgente)

A correria da vida moderna tem provocado mudanças estruturais na vida de todos nós e, com isso, algumas datas de grande importância acabam passando em branco, o que não deveria ocorrer. Dentre essas datas a do Dia das Mães ocupa um lugar muito especial e o Restaurante Fogão a Lenha irá proporcionar para a sua clientela uma grande oportunidade de unir o útil ao agradável, já que realizará de forma inovadora um Dia das Mães Temático, com distribuição de brindes e sorteios e muitas outras novidades. Então as famílias que ainda estavam em dúvida de como será o Dia das Mães uma grande oportunidade se abre, num ambiente familiar, muito agradável e com delícias da culinária caseira que são totalmente irresistíveis. Como já foi citado, na era atual, devido ao ritmo frenético do dia-a-dia, fica aquela dúvida onde se comemorar o Dia das Mães com alegria, praticidade e economia, então, não pense duas vezes, pois a sua dívida já foi desfeita, pois o lugar ideal para uma comemoração familiar é no Restaurante Fogão a Lenha que fica situado na Rua Sergipe, próximo à Praça da Prefeitura, ao lado de Tiazinha Distribuidora. 

Busca pelo corpo perfeito: Brasileiro quase teve que amputar os braços

  • Wilma Santana I Brumado Urgente
  • 04 Mai 2015
  • 10:47h

Foto: Jornal ciência

Atualmente têm-se presenciado com frequência as consequências provocadas pela busca incansável de um corpo perfeito. Essa busca atinge tanto as mulheres quanto os homens.  Um caso bastante interessante tem chamado a atenção dos internautas: Um brasileiro, inspirado no personagem Incrível Hulk, arriscou sua vida ao aplicar uma injeção de óleo e álcool em seus braços, quase tendo de amputá-los. Romário Dos Santos Alves, de 25 anos, usou a "bomba" potencialmente letal até aumentar 43 cm de seus bíceps e agora enfrenta uma série de problemas graves de saúde.  Depois das consequências ocorridas, Romário tenta alertar outras pessoas que tentam buscar um corpo perfeito de forma obcecada: "Eu quero que outras pessoas vejam os perigos que passei, eu poderia ter morrido só porque eu queria músculos maiores". 

Cotas serão necessárias enquanto houver racismo, diz ministro da educação

  • Wilma Santana I Brumado Urgente
  • 04 Mai 2015
  • 10:00h

O ministro da Educação Renato Janine Ribeiro (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)

O ministro da educação Renato Jnaine Ribeiro afirmou em entrevista ao G1 que enquanto houver racismo, as cotas serão necessárias. Nesta semana, o ministro que completa um mês à frente do Ministério da Educação, afirmou que a desigualdade que resulta da discriminação de negros e indígenas "é uma realidade empírica". Ele afirma ainda que essa situação requer medidas. E a medida mais adequada, segundo ele, se chama ação afirmativa que pode incluir ou não cotas. O MEC adotou em agosto de 2012 a política de cotas sociais e raciais no Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Em 2013, as universidades federais e institutos tecnológicos destinaram 12,5% das vagas para alunos de escolas públicas e, dentro deste universo, um percentual para estudantes autodeclarados pretos, pardos ou indígenas. Em 2014, 25%. Em 2015, 37,5%. Em 2016, 50% das vagas serão para cotistas. 

Bandido a cavalo assalta restaurante chinês bem no centro de Brumado

  • Daniel Simurro | Brumado Urgente
  • 04 Mai 2015
  • 09:44h

(Fotomontagem: Brumado Urgente)

A criminalidade tem várias faces e, em Brumado, algumas dessas facetas aparecem das formas mais inusitadas, mostrando que os bandidos atacam nos mais diversos francos. Desta feita um delito que aconteceu no início da noite deste domingo (03), bem no centro de Brumado, relembra os velhos tempos do faroeste, onde os bandidos praticavam seus delitos a cavalo. Foi justamente dessa forma que um meliante agiu, chegando a cavalo em um restaurante chinês, que, inclusive é novo na cidade. Dissimulado ele se passou primeiro por cliente e depois apresentou o seu “cartão de visita”, um revólver que foi acompanhado da voz de assalto. O proprietário que veio de fora para tentar implantar essa nova vertente da gastronomia na cidade entregou tudo que tinha no caixa, como também celulares e outros objetos de valor. Em seguida o assaltante montou em seu cavalo e se evadiu tranquilamente do lugar. 

Declaração do Imposto de Renda pode ser retificada a partir desta segunda-feira

  • Wilma Santana I Brumado Urgente
  • 04 Mai 2015
  • 09:00h

Foto: Ilustração I Internet

A partir das 8h de hoje, os contribuintes que precisam retificar a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2015 já podem fazer as alterações. Quem não entregou a versão original do documento até a última quinta-feira (30), quando acabou o prazo, também poderá enviar as informações com atraso, mas, neste caso, pagará multa. Neste ano, o total de contribuintes que enviaram a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) dentro do prazo somou 27.895.994. O número mostrou crescimento de 3,8% em relação ao ano passado e superou as estimativas do Fisco, que esperava receber 27,5 milhões de documentos em 2015.

Brumado: Bandido leva mountain bike de ciclista próximo ao anel viário da BA-262

  • Daniel Simurro | Brumado Urgente
  • 04 Mai 2015
  • 08:41h

(Fotocomposição: Brumado Urgente)

O Ciclismo é o esporte de maior ascensão em Brumado nos últimos anos, tanto que os encontros da categoria já conseguem reunir um grande número de seguidores. Dentre deste novo contexto o número de atletas também vem aumentando consideravelmente e, um deles, acabou entrando para as estatísticas criminais na tarde deste domingo (03), já que foi vítima de um assalto quando treinava na BA-262, próximo ao anel viário. Segundo informações o bandido apareceu a pé com um revólver preto na mão e levou a bicicleta, uma Mountain Bike vermelha de última geração, quadro Mosso e com freio a disco. Ainda segundo informações da vítima o meliante aparentava ser menor de idade e fugiu em cima de sua bike. 

Baianão: Bahia vence Conquista por 6 a 0

  • Wilma Santana I Brumado Urgente
  • 04 Mai 2015
  • 08:18h

Jogadores do Bahia comemoram o quinto gol do tricolor, de Souza, cobrando pênalti I Foto: Margarida Neide | Ag. A TARDE

Um show de goleada! Na tarde deste domingo (3), na Arena Fonte Nova, o Bahia goleou o Conquista com 6 a 0. Após ter perdido a primeira partida, o Bahia necessitava fazer 3 gols para se sagrar campeão. No primeiro tempo, o Bahia já havia conseguido alcançar a meta e no segundo tempo de jogo, concretizou a vitória. O Bahia volta a campo no próximo sábado, 9, no estádio do Independência, em Minas Gerais, para enfrentar o América-MG na estreia da Série B do Campeonato Brasileiro.

Vacinação contra a gripe começa hoje (04)

  • 04 Mai 2015
  • 06:51h

(Foto: Divulgação)

A Campanha de Vacinação contra a Gripe começa na próxima segunda-feira, 4, em 65 mil postos de saúde espalhados pelo país. Serão disponibilizados 54 milhões de doses para a imunização de 49,7 milhões de pessoas. A meta do governo é vacinar 80% do público-alvo. Devem ser imunizadas crianças com mais de 6 meses e menores de 5 anos, pessoas com mais de 60 anos, trabalhadores da saúde, povos indígenas, gestantes, puérperas (mulheres até 45 dias após o parto), presos e funcionários do sistema prisional. É importante levar aos postos de saúde o cartão de vacinação e um documento de identificação. Também serão vacinadas pessoas com doenças crônicas não transmissíveis ou com condições clínicas especiais. Neste caso é preciso levar também uma prescrição médica especificando o motivo da indicação da dose. Pacientes que participam de programas de controle de doenças crônicas no Sistema Único de Saúde devem ir aos postos onde estão cadastrados para receber a dose, sem necessidade da prescrição médica. O Ministério da Saúde destaca que a vacina é segura e consiste em uma das medidas mais eficazes de prevenção a complicações e casos graves de gripe. Segundo a pasta, estudos demonstram que a imunização pode reduzir entre 32% e 45% o número de pessoas que recorrem aos hospitais por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações decorrentes da influenza. Como o organismo leva, em média, de duas a três semanas para criar os anticorpos que geram proteção contra a gripe após a vacinação, o governo ressaltou que é fundamental realizar a imunização no período da campanha para garantir a proteção antes do início do inverno. A campanha termina no dia 22 de maio.

Hoje (04) é o último dia para eleitores regularizarem seus títulos e ficarem em dia com a JE

  • 04 Mai 2015
  • 06:47h

(Foto: Reprodução)

Quem não votou nem justificou nas três últimas eleições, tem até esta segunda-feira, 4, para regularizar a situação com a Justiça Eleitoral, evitando o cancelamento do título de eleitor. Os eleitores devem consultar se o documento está sujeito ao cancelamento no portal do Tribunal  Regional Eleitoral da Bahia. É só acessar a seção 'Serviços ao Eleitor' e clicar na opção 'Situação Eleitoral'. O eleitor que estiver em falta com a Justiça Eleitoral perde uma série de benefícios. Não poderá obter passaporte ou carteira de identidade; inscrever-se em concurso público ou tomar posse no respectivo cargo; conseguir empréstimos em instituições oficiais de crédito; renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo, entre outros benefícios. O eleitor que for regularizar sua situação em um dos postos de atendimento da Justiça Eleitoral, na Capital ou em outro município com biometria, também deverão passar pelo procedimento. Para os dados da biometria serem coletados (coleta de dados como impressões digitais, fotografia e assinatura digitalizada) é necessário apresentar documento oficial com foto e comprovante de residência atualizado.

BuzzFeed: O rei do viral da internet

  • Bruno Ferrari
  • 03 Mai 2015
  • 10:45h

onah Peretti, fundador do BuzzFeed. Ele descobriu o que era um viral na internet por acaso (Foto: Michael Lewis/Corbis Outline)

O mundo on-line vivia sua pré-história em 2001. A internet servia basicamente para acessar sites pouco interativos, trocar e-mails e mensagens por programas de bate-papo. Em fevereiro daquele ano, Jonah Peretti, um americano de 27 anos, navegava na web à procura de uma distração. Estava sem inspiração para terminar o trabalho da pós-graduação do Media Lab, laboratório de tecnologia do MIT. Encontrou o anúncio de um tênis numa loja virtual da Nike que podia ser personalizado com uma palavra enviada on-line. Mandou a expressão “sweatshop” (em inglês, um local de trabalho com condições precárias). A Nike sofria acusações de trabalho infantil nas fábricas na Ásia. Peretti recebeu uma resposta por e-mail dizendo que o pedido violava as regras da loja. Após uma troca de mensagens, ele escreveu: “Vou pedir o tênis com outra palavra. Só gostaria de um favorzinho: vocês teriam como me enviar a foto da garota vietnamita de 10 anos que irá fabricá-lo?”. A Nike não lhe respondeu. Peretti pegou a troca de e-mails e a enviou a dez amigos contando o ocorrido, que mandaram para mais dez, e assim a história se espalhou. Em poucos dias, Peretti havia recebido mais de 3.500 mensagens comentando a iniciativa. O fato virou notícia, e ele foi parar na bancada de um programa popular de TV para debater o caso com um executivo da Nike. Sem querer, Peretti havia criado seu primeiro viral na internet.

A história da Nike seria a faísca para aquilo que anos mais tarde se transformaria num dos maiores fenômenos da internet: o BuzzFeed. O site explora conteúdos com potencial para se disseminar rapidamente na internet – “viralizar”, no jargão do mundo virtual. Mais especificamente, listas e testes bem-humorados, além de fotos de animais fofos. São mais de 200 milhões de visitantes mensais. Talvez você nunca tenha entrado diretamente no site do BuzzFeed, mas certamente já esbarrou em algum assunto que surgiu ali. Pode ser a lista das “48 coisas que vão te fazer chorar de saudade dos anos 90” ou o teste “Quem é você na novela das 9”. A maior parte da audiência, 75%, vem de textos do BuzzFeed publicados em redes sociais, como o Facebook e o Twitter. Mesmo uma simples imagem pode virar um enorme sucesso em poucos minutos. Um exemplo recente foi a polêmica envolvendo a cor de um vestido que estava na vitrine de uma loja em Londres, no final de fevereiro. Dependendo de quem olhava a foto, via o vestido branco e dourado ou preto e azul. A repercussão foi global. Apresentadores de TV brincavam ao vivo para saber quais eram as cores corretas. A jornalista Poliana Abritta chegou a apresentar o Fantástico, da Rede Globo, com o vestido.


Peretti lançou o BuzzFeed em 2006. “Eram tempos pré-Facebook e Twitter. Para um conteúdo viralizar, era preciso mandar por e-mail para um grupo de amigos e esperar dias para que ele se tornasse conhecido”, afirma (leia a entrevista completa). O formato do BuzzFeed nasceu de um desafio proposto a Peretti por um colega de faculdade chamado Cameron Marlow. Ele queria que Peretti repetisse o feito com o caso da Nike produzindo outro tipo de conteúdo e enviando para os amigos. Marlow estava preparando uma tese de doutorado em que argumentava que o viral era um fenômeno espontâneo, que exigia uma combinação de diversos fatores para se concretizar. Era impossível criar um modelo de replicação. Peretti, um talentoso programador, decidiu provar que seu colega estava errado. Desenvolveu um modelo estatístico sobre quais tipos de conteúdo funcionam e quais não. Hoje, esse modelo é a “fórmula da Coca-Cola” da companhia.“Muita coisa mudou na última década. As redes sociais e os smartphones tiveram grande impacto no tipo de conteúdo que as pessoas gostam de compartilhar”, diz Peretti.


O segredo do sucesso do BuzzFeed como empresa não está em só atrair audiência com conteúdo superficial. Ele conseguiu adequar seu modelo editorial às demandas do mercado publicitário.Empresas como Pepsi e BMW pagam ao BuzzFeed para que ele crie listas, jogos e outros conteúdos relacionados. Cada campanha pode custar até US$ 100 mil. Para quem entra no site não há grandes diferenças entre uma publicação paga e a produzida por uma equipe independente. O modelo é polêmico. A imprensa séria delimita claramente o que é conteúdo publicitário e o que é conteúdo editorial. Juntar os dois sem tomar os devidos cuidados pode acabar por enganar quem está consumindo o conteúdo. “Propagandas são colocadas no conteúdo do site como gotas de chocolate sobre um cookie”, disse John Oliver, um dos humoristas de maior sucesso nos Estados Unidos, em seu programa no canal HBO. “Só que não são gotas de chocolate. São uvas-passas que parecem com chocolate. E ninguém gosta de uva-passa.”


Em 2011, Peretti trouxe para o time do BuzzFeed o jornalista Ben Smith, um blogueiro de política de sucesso nos Estados Unidos. A ideia era fazer o site ir além das listas engraçadinhas e dos bichos fofos. Peretti queria fazer jornalismo. Entre testes e gatos, começaram a surgir notícias e reportagens. “O BuzzFeed teve papel fundamental na cobertura dos atentados na maratona de Boston em 2013”, diz o jornalista Caio Túlio Costa, que passou um tempo na Universidade Columbia, em Nova York, estudando novas formas de fazer jornalismo. “Ele conseguiu exportar para o jornalismo o modelo de equipes enxutas e gestão eficiente”, diz.


O que possibilitou a Peretti investir em jornalismo foi um caminhão de dinheiro depositado por investidores americanos. Em agosto do ano passado, o site recebeu US$ 50 milhões da empresa de capital de risco Andreessen Horowitz. Isso colocou o valor de mercado do site entre US$ 850 milhões e US$ 1 bilhão. Ao longo de 2014, o número de funcionários do BuzzFeed saltou de 350 para 700 e o faturamento ultrapassou a marca dos US$ 100 milhões. A empresa abriu escritório em diversos países, incluindo o Brasil. Por aqui, há uma redação de jornalistas e, em breve, haverá um departamento comercial. “Estamos no caminho para nos transformarmos em uma empresa global de mídia”, diz Peretti. O BuzzFeed está construindo um estúdio em Los Angeles para produção de vídeos. Ao mesmo tempo, tem correspondentes internacionais em zonas de conflito. “O BuzzFeed é um daqueles unicórnios que surgem na internet. São raros e impressionam”, diz Caio Túlio Costa. “Mas é cedo para dizer se eles se transformarão numa empresa de domínio global. Basta ver o que aconteceu com o Yahoo! no início dos anos 2000.”


Para se tornar um gigante de mídia, Peretti ainda terá de encontrar uma forma de replicar o sucesso que teve com conteúdos mais superficiais num mundo mais real e denso como o do jornalismo. Por enquanto, o que ocorre é o contrário. Muitos sites de notícia tentam copiar o BuzzFeed. Até revistas de economia e finanças se apegam a listas e jogos curiosos para atrair mais leitores. Mas ninguém ainda conseguiu tirar o posto de “Rei do viral” de Peretti. Prova disso é a quantidade de dinheiro que a Nike paga a ele para criar anúncios dentro do BuzzFeed.  

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Imprensa investe cada vez mais na imbecilização

  • Por Ângela Carrato | OI
  • 03 Mai 2015
  • 09:34h

(Imagem Ilustrativa)

Recente pesquisa divulgada pela Federação do Comércio do Rio de Janeiro mostrou que 70% dos brasileiros não leram um livro sequer em 2014. O resultado é preocupante, especialmente se comparado a anos anteriores. Até 2012, a média de leitura do brasileiro era pequena, mas apresentava um número bem mais significativo. Esta média era de quatro livros por ano, sendo 2,1 livros lidos até o fim, segundo levantamento feito pelo Ibope Inteligência em 2011. Por que o Brasil lê tão pouco? O assunto não gerou nenhuma comoção nacional. Não motivou manchetes de jornais e revistas, reportagens especiais no rádio ou na TV e muito menos comentários ou editoriais indignados. Em outras palavras, pouquíssimo se falou sobre o tema, com professores e escritores repetindo as respostas de sempre: o problema se deve ao pouco investimento em estudo, à falta de vontade política e à própria cultura do povo brasileiro, mais oral do que textual. Vistas assim, estas explicações acabam jogando a responsabilidade no colo do governo (seja ele qual for) e das próprias pessoas, já que seria parte da “própria cultura do povo brasileiro”. Se para alguns estas “explicações” podem ser suficientes, elas estão longe de abranger o problema em toda a sua dimensão e, principalmente, de apontarem soluções eficazes.

Além do governo e das próprias pessoas, existe outro grande responsável por este estado de coisas que nunca é lembrado: a mídia brasileira, sobretudo a mídia audiovisual comercial que pensa apenas no lucro e transforma o ouvinte/telespectador em mero número na disputa desenfreada por audiência. Nunca houve, de forma efetiva e continuada, investimento desta mídia no aprendizado e desenvolvimento de crianças, jovens e adultos. Ao contrário, investiu-se e investe-se cada vez mais na imbecilização geral.


Em todos os países democráticos, a educação sempre foi uma das tarefas prioritárias dos meios de comunicação, ao lado de informar, entreter e prestar serviços. Tarefa reforçada pelo fato de que na Europa, a mídia audiovisual pública, comprometida os interesses da cidadania, precedeu à mídia comercial. O quê faz uma enorme diferença. Mesmo nos Estados Unidos, onde a mídia comercial prevalece, existem mais de 600 emissoras de rádios e TVs públicas que servem de parâmetro para as demais e para a própria sociedade.


Roquette-Pinto e a “escola dos sem-escola”

No Brasil, as primeiras experiências envolvendo o rádio e a televisão tiveram em comum a mesma pessoa: o médico, sociólogo, educador, professor e cientista carioca Edgar Roquette-Pinto. A Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, por ele criada em 1923, tinha como objetivo difundir a educação e a cultura em todo o território nacional, pois entendia este veículo como “a escola de quem não tem escola”.


A Rádio Sociedade do Rio de Janeiro foi a primeira emissora na América do Sul a transmitir uma ópera completa, a apresentar um programa de teatrinho infantil, a levar ao ar cursos de português, história, inglês, física, biologia e química, além de transmitir palestras sobre assuntos do momento e tocar música brasileira com regularidade. Apesar de sua importância e do compromisso com a educação, num país tão carente de iniciativas dessa ordem, uma série de determinações do governo federal passou a complicar a vida da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro.


O decreto nº 16.657 de 5 de novembro de 1924 proibiu a inserção comercial nas suas transmissões. Até aí, tudo bem, porque a emissora sobrevivia graças à mensalidade paga por seus 300 filiados. No entanto, o crescimento da radiodifusão provocou o interesse de agências de publicidade norte-americanas em relação ao mercado consumidor brasileiro. Agências que vieram para cá acompanhando as empresas dos Estados Unidos, Canadá e Inglaterra que aqui se instalavam. O enorme interesse das pessoas pelo rádio começou a ter efeitos também sobre os proprietários de jornais que identificaram o novo veículo como adequado para se ganhar dinheiro.


Um desses proprietários era Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo que, já possuindo sete jornais e uma revista, o Cruzeiro, inaugura, em 1935, no Rio de Janeiro, sua primeira emissora de rádio, a Tupi. Para viabilizar seu negócio, contou com recursos de empresas como a General Eletric e de patrocinadores, entre os quais estavam quase todos os milionários cariocas e paulistas. Chateaubriand passa a pressionar – e consegue – que o governo liberasse a publicidade nestas emissoras. Depois disso, o rádio brasileiro nunca mais voltou a dar ênfase à educação, com o próprio Roquette-Pinto entregando, no ano seguinte, numa atitude inédita, sua emissora para o Ministério da Educação e Cultura (MEC). Ele não aceitava condicionar a programação aos interesses dos anunciantes e, sem outra forma para manter a rádio, uma vez que os assinantes minguavam, acreditava que nas mãos do governo ela poderia ter um futuro melhor.


Numa triste coincidência, mais de duas décadas depois, Roquette-Pinto vai se deparar novamente com Assis Chateaubriand, desta vez nos primórdios da televisão no Brasil. Como cientista Roquette-Pinto já vinha, desde 1940, pesquisando sobre a “oitava maravilha do mundo” e dispunha de todas as condições técnicas para colocar no ar uma emissora comprometida com a educação e a cultura. Já o empresário Chateaubriand, em 1943, é apresentado à tecnologia da televisão numa visita que faz aos Estados Unidos e imediatamente percebe que ali residia uma nova fórmula para ampliar seu poder e ganhar mais dinheiro.


Resumo da ópera: a televisão educativa sonhada e planejada por Roquette-Pinto, que já contava com o apoio e o financiamento da Prefeitura do Rio de Janeiro (então distrito federal), acabou, por pressões políticas, sendo inviabilizada, enquanto a emissora comercial de Chateaubriand foi inaugurada em 19 de setembro de 1950, em São Paulo. Ao contrário de outros países, a televisão comercial no Brasil nunca pensou seriamente em seu compromisso com a educação e menos ainda que foi e continua sendo uma das principais responsáveis pelo próprio iletramento vigente no país.


Iletramento e alienação

Os males do analfabetismo são conhecidos. Uma pessoa que não dispõe da “tecnologia” do ler e do escrever, não pode exercer em toda a plenitude os seus direitos de cidadão. O analfabeto é marginalizado e não tem acesso aos bens culturais das sociedades letradas. No entanto, existe, nos dias atuais, outra forma de analfabetismo tão ou mais grave, sobre a qual quase nada é dito. Trata-se do iletramento provocado pelos meios de comunicação, em especial os audiovisuais.


No campo acadêmico, estes estudos são denominados media literacy, que em português não tem tradução direta, pois a palavra letramento não existe nos dicionários da língua portuguesa. Razão pela qual, muitos preferem referir-se ao tema como sendo educação para a mídia. Seja como for, o certo é que letramento ou educação para a mídia significa que o indivíduo precisa de uma educação especial que o habilite a entender o conteúdo da mídia e o possibilite a formular sua própria opinião sobre os assuntos abordados.


O iletrado é o oposto disso. É o cidadão que não dispõe de recursos para compreender como a mídia funciona e, sobretudo, para relativizar o que lhe é mostrado. Até porque, a verdade/realidade para a mídia comercial, com as exceções de praxe, é quase sempre o que interessa aos seus proprietários e anunciantes.


Na Europa e nos Estados Unidos, onde este problema há muito foi detectado, a preocupação em evitar que o iletramento leve à alienação da sociedade está se transformando em prioridade para universidades, instituições de ensino e cidadãos.  Nestes países, a mídia audiovisual é regulada e conta com o contraponto da mídia pública. Situação que torna a realidade brasileira mais grave ainda, a exigir das autoridades, dos Ministérios (Educação, Cultura e Comunicações), das escolas de ensino básico e fundamental, das universidades e dos setores mais sensíveis a esta temática um posicionamento imediato.


Que a mídia comercial brasileira nunca teve preocupação com a elevação do nível intelectual e de informação da população é fato. O problema é que este descompromisso está aumentando e a grande maioria não se dá conta disso. Quando se pensa em educação da população brasileira, pensa-se como há 50 ou 100 anos, quando a tarefa era função primordial da família, das igrejas e da escola. Hoje não é mais.


Midiotas

A mídia, em especial a televisão, transformou-se na arena por excelência do espaço público brasileiro. Presente em 98% dos lares, ela é também o principal meio de que dispõe a população para se informar e para entender o mundo em que vive.  Quando a televisão deixa de lado esta tarefa e passa a mostrar uma realidade que não condiz com os fatos, não é preciso muito esforço para se avaliar os problemas daí decorrentes.


As novas tecnologias da comunicação, em especial a internet 2.0 com suas redes sociais, tem contribuído para minimizar os efeitos deseducativos da mídia comercial. Mas no Brasil, infelizmente, ainda se está longe de uma universalização do acesso a estas redes, o quê mantem e aprofunda a gravidade do quadro, em que a redução da leitura é apenas uma das pontas do iceberg.


Em outras palavras, fica mais fácil entender como diria o saudoso Stanislaw Ponte Preta, o febeapá dos dias atuais, com “indignados” reivindicando “intervenção militar constitucional” ou tendo como palavras de ordens difusos xingamentos e palavrões contra o governo. Os telejornais brasileiros (Jornal Nacional à frente) são os principais responsáveis pela desinformação que permeia a sociedade brasileira, pois ao mostrarem diariamente, sem qualquer contextualização e espaço para o contraditório, problemas diversos envolvendo, por exemplo, corrupção, acabam levando a população a acreditar que ela começou agora e é o inimigo número 1 do Brasil.


Mais ainda, a mídia tem sido, no Brasil, fonte de “soluções” conservadoras e reacionárias. Basta pensar nos Big Brothers, nos programas de auditório, com suas competições e jurados duvidosos, e nos programas policialescos, com o permanente estímulo ao se fazer “justiça com as próprias mãos”. Daí, não causar surpresa, que no início do século 21, existam aqui tantas pessoas acreditando que “vencer na vida é questão de puro mérito pessoal”, outras tantas pensando que “homossexualismo é doença”, e um contingente cada dia maior disposto a apoiar a redução da maioridade penal, como solução para a criminalidade.


Mesmo quando a televisão, através de algumas telenovelas, tenta abordar temas tabus (a exemplo do homossexualismo feminino) o faz de uma forma descontextualizada que passa longe de conseguir aprofundar, efetivamente, a questão. Isto porque esta temática, por exemplo, está ausente de outros programas de sua grade, sem falar que é apresentada para a população sem mediações. Situação que mostra como fazem falta, aqui, programas educativos como os da British Broadcasting Corporation (BBC), a TV Pública Inglesa, ou da Public Broadcasting System (PBS), a TV Pública norte-americana, ou mesmo da TV Nacional, a TV Pública argentina, em que estas e tantas outras temáticas são discutidas e aprofundadas através de documentários, mesas-redondas e até mesmo reality shows. Só que reality shows completamente diferentes dos que conhecemos.


A título de exemplo, um dos realities shows de maior sucesso na BBC, até recentemente, envolvia personalidades e gente comum e suas críticas ao consumismo e aos produtos nocivos e sem interesse para a comunidade. Uma celebridade ou uma pessoa simples jogar na fogueira um determinado refrigerante ou posicionar-se contra um novo modelo de celular é quase impensável no Brasil. Mas na Inglaterra, não.


Os debates presidenciais nos Estados Unidos são realizados e conduzidos pela PBS e seria inaceitável para a maioria da população que eles acontecessem nas emissoras comerciais e com regras impostas por elas, como se dá no Brasil. Mais ainda: na Argentina, a população tem na TV Nacional o contraponto à cobertura partidarizada que a mídia comercial faz de questões desde responsabilidades por violações aos direitos humanos e torturas durante o período de ditadura militar até recentes convênios de cooperação técnico-científica, assinados pela presidente Cristina Kirchner em viagens à China e à Rússia.


Enquanto isso, aqui no Brasil, a mídia comercial, numa unanimidade que Nelson Rodrigues já sabia ser burra, continua promovendo e contribuindo para o iletramento da população. Ou, como já bem definiu Luciano Martins Costa (aqui neste Observatório) para que no lugar de cidadãos tenhamos, cada vez mais, midiotas. Voltarei ao assunto.

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Derrotado, Pacquiao contesta a decisão dos juízes

  • (Com Gazeta Press)
  • 03 Mai 2015
  • 09:07h

(Foto: Reprodução)

Vitorioso para boa parte do público que esteve na MGM Grand Garden Arena na madrugada deste sábado para domingo, o filipino Manny Pacquiao acabou derrotado por pontos pelo norte-americano Floyd Mayweather. E, assim como os seus seguidores, protestou contra a decisão unânime da arbitragem."Para mim, venci a luta. Ele só fugiu do combate, se defendeu. Não fez nada. Atirei golpes desde o início, enquanto ele só se mexia para os lados", protestou Pacquiao, decepcionado ao deixar o ringue de Las Vegas. O filipino se sentia tão confiante com a vitória que, segundo ele, poupou-se nos momentos derradeiros da luta. "Estava me sentindo bem, então não ataquei tanto nos dois últimos assaltos", comentou, sem se importar com o tamanho de seu adversário. "Ele não é muito maior do que eu." O ídolo filipino contabiliza ainda 57 vitórias (38 por nocaute) e dois empates. Já Floy Mayweather unificou os títulos dos meio-médios (até 66,7 kg) do Conselho Mundial de Boxe (CMB), da Associação Mundial de Boxe (AMB) e da Organização Mundial de Boxe (OMB) com a sua vitória de número 48.

 

Festival da Juventude: Vocalista do 'Dona Iracema' recebe voz de prisão no palco

  • 03 Mai 2015
  • 07:56h

(Foto:: Divulgação)

A arte musical está acima de qualquer divergência ideológica e atitudes “rebeldes”, principalmente quando a música é compartilhada em público e financiada pelo poder público. Independente do gênero, a música deve ser meio de integração, reflexão, entretenimento, desenvolvimento social e crescimento intelectual. Mas o fato ocorrido na noite deste sábado, 02, no Centro Cultural Glauber Rocha, durante o Festival da Juventude, feriu os princípios básicos do bom senso e da convivência coletiva. Uma intervenção policial, que poderia passar desapercebida pelo público, ainda na primeira canção da banda Dona Iracema, demonstrou a imaturidade do vocalista da banda.Com o preconceito explicito ao policiais, ele teria incitado o público a hostilizar os militares e afirmou que não continuaria a cantar caso eles permanecessem no evento. A resposta da autoridade policial, que é representante legal do Estado, foi imediata: um oficial subiu ao palco e, diante de 10 mil pessoas, o vocalista Rodrigo Pinheiro de Melo, de 24 anos, recebeu voz de prisão.