Foto: Nilson Bastian / Câmara dos Deputados
Caminhoneiros começaram na madrugada desta segunda-feira (9) uma paralisação que pode atrapalhar o trânsito nas rodovias do país. De acordo com o jornal O Globo, organizadores estimam que aconteçam manifestações em pelo menos 20 estados. O movimento é organizado pelo Comando Nacional do Transporte (CNT), que surgiu nas redes sociais e não tem apoio dos sindicatos da categoria. O grupo é liderado por Ivan Schmidt, da cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte, e tem como maior reivindicação é a renúncia da presidente Dilma Rousseff. "A paralisação será por tempo indeterminado, até que haja a renúncia da presidente Dilma. Temos adesões em vários lugares do país, e será uma paralisação grande. A população e o governo vão se surpreender", afirmou em entrevista ao O Globo. Outras organizações como a União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam) e a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) já se posicionaram contra a paralisação. O Palácio do Planalto monitorou a organização do protesto através da internet e avalia que ele pode causar apenas transtornos isolados nas rodovias.
Adolescentes foram identificados e vão prestar depoimento
Uma festa com cerca de 40 adolescentes chamou a atenção neste fim de semana, em Guanambi (a 686 km de Salvador). Após receber uma denúncia, policiais militares estiveram no local e encontraram os jovens em uma casa abastecida com diversas bebidas alcoólicas, como cerveja, vodka e wisky. No local, eles também acharam drogas, como maconha e cocaína, além de uma seringa, de acordo com o delegado plantonista Rhudson Barcelos. Além dos adolescentes, dois homens maiores de idade foram levados para a delegacia, sendo que um deles era segurança do evento e o outro um participante da festa. Este último, com 18 anos. Os dois prestaram depoimentos na delegacia. Os adolescentes foram identificados e conduzidos para a delegacia. Eles foram entregues aos pais e serão convocados depois para prestar depoimento. O imóvel onde a festa era realizada foi alugado por um adulto, que pode ser responsabilizado criminalmente, assim como o proprietário da casa, segundo o delegado.
- Por Joelma Carvalho
- 09 Nov 2015
- 10:21h
(Foto: Laércio de Morais | Conquista Urgente)
O Arraial da Conquista foi fundado em 1783 pelo sertanista português João Gonçalves da Costa. A origem desse arraial está relacionada à busca do ouro, à introdução da atividade pecuária e ao interesse da metrópole portuguesa em criar um aglomerado urbano entre aa região litorânea e o sertão O arraial foi elevado à Imperial Vila da Vitória , desmembrando-se do município de Caetité em 09 de novembro de 1840 e em 1891 , a imperial vila da Vitória passou à categoria de cidade com o nome de Conquista. Em 1943 o município recebe finalmente o nome de Vitória da Conquista.
Judicialmente , o município de Vitória da Conquista esteve ligado à Minas do Rio Pardo, às comarcas de Nazaré , Maracás e por último à Comarca de Santo Antônio da Barra ( atual Condeúba), quando em 1882, transformou-se em Comarca. O município foi habitado por indígenas das tribos Mongoiós , Ymborés e Pataxós com aldeias que se espalhavam por todo o Sertão da Ressaca, região compreendida entre as margens do alto do rio Pardo até o médio rio das Contas. Com a invasão dos portugueses essa região foi palco de lutas entre os povos indígenas e os colonizadores que culminaram com a batalha de 1872 : uma luta (conhecida como “banquete da morte”) entre soldados de João Gonçalves da Costa e os povos indígenas, ondes estes saíram derrotados e para comemorar a vitória o português mandou construir uma Igreja que foi demolida em 1932 para se construir a atual Catedral Nossa senhora das Vitórias.
- Daniel Simurro | Brumado Urgente
- 09 Nov 2015
- 10:00h
O presidente do Legislativo, vereador Alessandro Lôbo, está fazendo questão de ir a todos os eventos com a camisa do Novembro Azul (Foto: Daniel Simurro | Brumado Urgente)
O presidente do Poder Legislativo de Brumado, vereador Alessandro Lôbo, que é geriatra e também atua como médico do trabalho vem sendo o maior ‘garoto propaganda’ da Campanha Novembro Azul. Sempre se mostrando conectado aos avanços da Medicina, Lôbo vem fazendo com que o Legislativo de Brumado tenha uma face mais humanista, contribuindo e participando ativamente de campanhas dessa natureza. Ele que está fazendo questão de participar de todos os eventos com a camisa oficial da campanha, lembra a todos os homens que estão na faixa de risco do câncer de próstata a importância de se fazer o exame. “A cada ano que passa notamos que essas campanhas estão se potencializando, conseguindo de forma muito satisfatório atingir os públicos alvos”, relatou ao Brumado Urgente. Ele ainda destacou que “o Legislativo de Brumado vem fazendo a sua parte, divulgando e massificando essas campanhas, as quais são muito importantes para a consciência de nossa população. Os vereadores de mostram muito receptivos e durante todas as sessões sempre é lembrado a necessidade de se fazer o exame. Com isso estamos fazendo a nossa parte, elevando a qualidade de vida de nossa população”.
(Foto: Reprodução)
Responsável por gerir o Bolsa Família, o economista Helmut Schwarzer, 48 anos, não acredita que a proposta de corte de R$ 10 bilhões no orçamento de 2016 do programa se torne realidade, mas não quer pagar para ver. Para tornar impossível o que agora classifica como improvável, ele já solicitou apoio de diversas entidades. Em conversa com o CORREIO, na terça-feira (3), quando participou da Conferência Estadual de Assistência Social, em um hotel do Itaigara, o secretário nacional de Renda de Cidadania do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) estimou que 1 milhão de baianos voltariam à extrema pobreza, caso o orçamento menor vingue. Ele diz ter a garantia da presidente Dilma Rousseff e do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, de que não haverá cortes e que, no final das contas, a polêmica sobre os cortes serviu para divulgar como o programa é bem gerido e tem resultados práticos a serem comemorados.
Em meio à crise, o relator do projeto de Orçamento de 2016, deputado Ricardo Barros (PP-PR), propõe um corte de R$ 10 bilhões no orçamento do Bolsa Família. Qual a chance real de esse corte acontecer?
Não sabemos. O relator fez essa proposta e, no entanto, a posição do governo é de que o orçamento do Bolsa Família deve ser preservado para 2016. Tanto é que a proposta de Lei Orçamentária, que foi enviada em agosto, prevê um total de R$ 28,8 bilhões para as ações do programa em 2016. Então, com isso, nós podemos manter o nível de proteção que temos hoje, podemos manter o número de famílias dentro do programa. Tivemos nos últimos dias manifestações da própria presidenta Dilma, do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, falando que o programa é extremamente relevante, temos manifestações de outras autoridades do governo, mas é o Congresso que vota a proposta de Lei Orçamentária.
Existe alguma possibilidade de, havendo corte, ele ser menor do que os R$ 10 bilhões?
Nós não estamos discutindo corte. Eu vou usar as palavras do ministro Joaquim Levy. Ele disse que o Bolsa Família é um gasto pequeno com efeito muito grande. Nós não entendemos que exista, nesse momento, espaço para cortar o Bolsa Família. É um erro conceitual recortar o programa.
Nesse cenário, o que dá para ser feito antes de se chegar a um corte?
Acho que um dos aspectos positivos desse debate é que nós podemos falar um pouco sobre tudo que fazemos na gestão do Bolsa Família e no Cadastro Único, exatamente no sentido de prevenir pagamentos indevidos, de coibir fraudes, que é justamente um dos argumentos do relator. O programa, hoje, é administrado de modo compartilhado pelo governo federal, estados e, principalmente, municípios. Então, todos os 5.570 municípios assinaram termo de adesão e se comprometeram a administrar o programa de modo estrito, correto e nós temos mecanismos de auditoria, avaliação e monitoramento muito fortes, além das auditorias de costume da Controladoria Geral da União, do Tribunal de Contas da União, dos Ministérios Público Federal e Estadual. Também fazemos todos os anos a revisão e a averiguação cadastral. São mecanismos muito poderosos que fazem com que, todo ano, a gente tenha em torno de 1,5 milhão de famílias que deixam o programa.
O Bolsa Família é um programa tão caro quanto parece ser?
Claro que não! É extremamente barato. Custa apenas 0,5% do PIB, já incluindo benefícios e custo de administração. Com esse 0,5% do PIB, a gente atinge quase 25% da população, que são 48 milhões de beneficiários. E um corte como esse (R$ 10 bilhões), no caso da Bahia, por exemplo, é um milhão de pessoas que voltam para a pobreza extrema. Significa pessoas que já não têm mais renda para comprar a comida. É um milhão de baianos que voltariam a passar fome.
O senhor falou de uma moção de apoio que vem sendo feita nas conferências estaduais de Assistência Social. Qual a importância dessas moções para a manutenção do orçamento?
O Ministério do Desenvolvimento Social acha que é importante divulgar esses números para que saibam qual é a consequência (do corte). Nesse caso, o debate é muito concreto, tem impactos muito reais.
Há várias críticas ao programa, mas qual delas o senhor considera mais ‘injusta’ ou qual o maior ‘mito’ sobre o Bolsa Família?
Existem muitos mitos e preconceitos. O primeiro preconceito é que se trata de um programa meramente nordestino, o que não é verdade. Depois da Bahia, São Paulo é o segundo estado com mais beneficiários. Outro mito muito injusto é achar que o programa incentiva a ociosidade, a preguiça, que afasta as pessoas do mercado de trabalho. E as taxas de atividades nos adultos do Brasil, com ou sem Bolsa Família, são semelhantes: 75% dos adultos do Bolsa Família estão no mercado trabalho.
Então, a que o senhor atribui essa quantidade de críticas?
Eu acho que há muito preconceito. Gosto de uma frase do Pepe Mujica, o ex-presidente do Uruguai, que diz que “só acha que se gasta demais em proteção social aqueles que não precisam de proteção social”. Agora, claro, estamos sempre abertos a melhorar a gestão do programa, a fazer novos esforços e a debater com quem quer que seja ideia sobre como melhorar os programas que estão sob a sua gestão.
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(Foto: Reprodução)
O governo vai lançar uma campanha que prega a superação das dificuldades e a união do país ao tratar da Olimpíada de 2016. Até dezembro serão lançadas nove ações publicitárias, sendo sete delas com custo estimado de R$ 56 milhões, incluindo a da Olimpíada - que ficará em R$ 12 milhões. Duas ainda não foram orçadas. Com o slogan "Somos todos Brasil", a propaganda a ser veiculada na TV, no rádio e na internet, a partir deste mês, transmitirá a mensagem de que é possível enfrentar crises e vencer. No momento em que a presidente Dilma Rousseff sofre ameaça de impeachment, o Planalto decidiu apostar na divulgação de uma agenda positiva para mostrar que o governo não está parado. Os filmes sobre os jogos olímpicos do Rio exploram a ideia de que o país é capaz de se unir em torno de um projeto, apesar de suas divergências. "Mesmo sendo um povo tão diferente, tão misturado, com tantas cores, raças, pensamentos, religiões, somos um povo único, somos todos brasileiros", diz um dos comerciais. Em outro trecho, um locutor afirma que "todos estamos convocados para defender o Brasil não apenas nas quadras, pistas, piscinas, estádios (...), mas nas ruas e praças, táxis, praias, bares, restaurantes, em todos os lugares", pois "agora somos um só time (...), um time de 200 milhões". A campanha da Olimpíada deve permanecer no ar por cerca de 15 dias. "Essa é uma oportunidade única de exposição, tanto nacional quanto internacional, de um conjunto de assuntos referentes ao país", defende o secretário executivo da Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), José Otaviano Pereira. Das nove campanhas previstas até o fim do ano, a maioria tem caráter de serviço, para divulgar ações do governo, como o Simples Doméstico e o Programa de Proteção de Empregos. Outras são peças de "conscientização" e abordam temas como racismo e violência contra a mulher.
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O Porto do Malhado, em Ilhéus, Litoral Sul do estado, pode ser a alternativa para a continuidade das obras da Ferrovia Oeste Leste (Fiol). De acordo com a Coluna Farol Econômico, do Correio, aAPOSTA
é do governador Rui Costa diante da escassez de recursos para tocar as obras do Porto Sul, que tem a construção integrada à Fiol, que por sua vez, sofre do mesmo problema de repasses. Segundo Rui, com a previsão de que o trecho da Fiol entre Ilhéus e Caetité esteja pronto até o final de 2016, o Porto do Malhado seria a opção para escoar produtos trazidos pela ferrovia. Ainda conforme o governador, o estado negocia uma Parceria Público Privada (PPP) de cerca de R$ 20 milhões com o Ministério dos Transportes antes de a Fiol ficar pronta para melhorar as condições de escoamento da produção no sul do estado.
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As dezenas sorteadas no concurso 1.758 da Mega-Sena foram 06 - 11 - 16 - 23 - 36 - 42. O prêmio acumulou e pode pagar R$ 55 milhões no próximo sorteio, que será realizado na terça-feira (10). O sorteio da noite deste sábado (7) aconteceu no Caminhão da Sorte, em Presidente Figueiredo (AM). A Quina teve 230 ganhadores, que receberão R$ 21.071,57. Já a Quadra teve 13.800 vencedores que poderão resgatar um prêmio de R$ R$ 501,70. Na última quarta-feira (4), nenhum bilhete tinha as seis dezenas sorteadas: 13 - 25 - 28 - 37 - 43 - 56. A aposta mínima da Mega custa R$ 3,50 e pode ser feita até às 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio em qualquer uma das lotéricas do país.
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Aquele problema de vestir um jeans 38 em uma loja e 42 em outra poderá deixar de ser tão comum a partir do ano que vem. Representantes de universidades, das indústrias e de varejistas se uniram em um estudo a fim de definir novas normas para as medidas de roupas no país. O projeto, iniciado em 2006, passou a fazer medições em 2012 e agora segue para validação. A expectativa é que a pesquisa, que tem inclusive uma espécie de raiox para tirar medidas, vire uma referência permanente aos fabricantes. "As referências criadas permitirão que a indústria desenvolva produtos maisaderentes ao biótipo brasileiro, trazendo uma maior assertividade para o consumidor em relação ao tamanho", afirma Marcelo Ramos, gerente do Senai/Cetiqt. Ramos também diz acreditar que a norma poderá ajudar as vendas online no país. "[A norma] trará uma confiança maior na compra sem que se possa experimentar." Representantes do setor, porém, evitam falar em padronização obrigatória a ser adotada pelos fabricantes. "Os produtores deverão partir de um referencial de corpo nacional. Assim, teremos basicamente a mesma numeração", diz Fernando Pimentel, diretorsuperintendente da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção).
MÁQUINAS
No estudo antropométrico, o Senai/Cetiqt, braço de pesquisa do órgão industrial, utilizou duas máquinas que realizaram medições em 10 mil pessoas das cinco regiões do país. O investimento na pesquisa foi de R$ 8 milhões, sendo que para cada uma das máquinas foram desembolsados R$ 120 mil. Todas as medições foram feitas pelo equipamento, parecido com um provador de roupa, e que gera 35 medidas do corpo humano na mesma hora. Com os dados gerados também foi possível estabelecer características regionais específicas. "Caso uma empresa vá produzir apenas para uma região, ela terá como confeccionar os números voltados justamente para esse público, adaptando poucos centímetros em relação à numeração média nacional", afirma Pimentel. As novas recomendações abrangem do número 32 até o 63.
MODA PEGA?
Segundo os organizadores do estudo, a coletânea de dados atual e sua dimensão deverá ser o fator persuasivo às indústrias. "Não é uma lei, então é difícil prever um percentual de produtores que vão aderir ao referencial. Porém, o embasamento em dados deverá convencer ossetores envolvidos a adotar os termos", diz Ramos. Além de Abit e Senai, assinam o estudo representantes da USP (Universidade de São Paulo) e varejistas como C&A, Pernambucanas, Renner e Walmart. O projeto deverá ser enviado para consulta pública em janeiro e, assim, a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) poderá emitir nacionalmente as normas.
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O aplicativo Galley Doctor ajuda o usuário a limpar rapidamente as imagens ruins que são desnecessárias e ocupam espaço no celular. Disponível para iOS e Android, o programa é gratuito para o sistema do Google, mas custa US$ 2,99 para os dispositivos da Apple. Para isso, o programa identifica na galeria do smartphone todas as fotos que estão tremidas, embaçadas ou escuras, e ainda traz para o usuário as imagens repetidas, que podem ser apagadas com facilidade. Em cada grupo de fotos, o usuário pode verificar quais imagens foram selecionadas pelo programa e que serão apagadas, o que evita que uma imagem seja deletada por engano.
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Negra, jovem, solteira e com o ensino fundamental incompleto: este é o perfil da maioria das presas na Bahia, de acordo com o Ministério da Justiça. Segundo os dados, das 587 mulheres presas na Bahia 92% são negras - os outros 8% são brancas. Elas estão, em 33%, entre 18 a 24 anos. Vinte e três por cento delas têm entre 25 a 29 anos, 21% entre 30 a 34 e 17% entre 35 a 45. Entre 46 a 60 apenas 5% e entre 61 a 70 anos 1%. Segundo o relatório, a maioria das presas está em “pleno período economicamente ativo da vida” – o que gera um prejuízo para o país. A maioria das presas na Bahia é solteira – 67%. Ainda neste recorte, 21% estão em união estável ou amasiada, 7% casadas, 2% separadas judicialmente, 1% é divorciada e 1% é viúva. Das 587 mulheres presas, 60% têm o ensino fundamental incompleto. Onze por cento delas têm ensino médio completo, outras 11% foram alfabetizadas sem cursos regulares, 9% têm o ensino médio incompleto, 5% o ensino fundamental completo e 5% é analfabeta. Nenhuma detenta tem ensino superior incompleto ou completo. Procurada pelo Bahia Notícias, a secretária estadual de Políticas para Mulheres, Olívia Santana, afirmou que muitas mulheres incorrem no crime por falta de oportunidade. "Muitas mulheres atuam como 'mula' ou como traficantes, pois não tiveram outras oportunidades, não estudaram e isso gera uma situação dura", analisou. Ainda de acordo com Olívia, a superação destes números passa por uma mudança de cultura. "A busca da superação do estigma passa pela qualificação, informação. A mulher precisa encontrar novos horizontes", apontou.
Pesquisa foi apresentada no 13º Congresso Nacional da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (Foto: Epagri/Divulgação)
Pesquisadores de Itajaí descobriram que uma espécie de hibisco pode inibir o avanço de câncer do colón. O experimento foi feito em ratos e apresentado no Congresso Nacional da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição, em agosto. Os pesquisadores, agora, verificam os resultados de novas experiências, feitas com o chá da planta. A pesquisa começou no final do ano passado, explica a professora Sandra Soares Melo, responsável pelo Laboratório de Nutrição Experimental (Lanex) da Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Os estudantes, do curso de nutrição, trabalham com plantas medicinais e procuravam um novo objeto de estudo. Em uma visita à unidade da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), os técnicos apresentaram a planta aos estudantes. "O vermelho intenso nos chamou a atenção como fonte de antioxidante", conta a professora. Segundo ela, os trabalhos científicos com a espécie hibiscus cannabinus são muito restritos e o grupo quis saber mais sobre a planta.
Experimento
Como um dos pesquisadores já tinha um trabalho relacionado ao câncer de cólon, o grupo resolveu direcionar o estudo para essa linha. No início do ano, os estudantes induziram o câncer de cólon em dois grupos de ratos da linhagem Wistar. Um conjunto de animais foi submetido a uma dieta normal e o outro teve a alimentação enriquecida com o extrato seco da flor. A conclusão do estudo é que os ratos que tiveram acesso ao hibisco tiveram inibição no avanço da doença. A professora explica que isso ocorreu porque o hibisco fez com que diminuíssem alterações no DNA da célula, que causam mutações nela e fazem com que ela não funcione de forma normal. Também diminuiu o número de células alteradas.
Estudos continuam
A equipa continua os estudos, e o objetivo agora é facilitar o uso dessa espécie hibisco pela população, por isso a ideia do chá. "Já começamos [a pesquisa], mas não terminamos, está em fase de leitura de lâminas", diz a professora. Quando for certificado que não há nenhum risco para humanos, serão feitos testes com pessoas. Porém, as pesquisas com animais devem continuar por pelo menis mais um ano. "O foco não é muito a prevenção. Há vários alimentos que podem ser usados na prevenção do câncer, como o brócolis. A ideia é algo que possa ser usado contra a doença, quase uma quimioterapia natural", explica a pesquisadora. Sandra acredita que o hibisco também poderia ser usado contra outros tipos de câncer.
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(Foto: Reprodução)
O mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika vírus e febre chikungunya, evoluiu geneticamente e agora consegue sobreviver a temperaturas mais baixas. A descoberta foi feita por cientistas do Instituto Butantan, em São Paulo, segundo reportagem do telejornal SPTV, da TV Globo. Os pesquisadores encontraram mosquitos com tamanho e formato de asas diferentes, mudanças em um nível maior do que o esperado para a espécie. Iniciado em 2011, o estudo examinou 150 fêmeas do mosquito e durou mais de um ano. De acordo com o coordenador da pesquisa, Lincoln Suedesk, as mudanças apresentadas pelos mosquitos surpreenderam os pesquisadores. "Era presumida que a evolução era rápida, mas a gente não imaginou que era tão rápida", afirmou. Uma vacina contra a doença, feita também pelo Butantan, está sendo testada em 13 mil. Apesar de já ter chegado a esta fase, o imunobiológico pode sair só em 2018. A vacina, que começou a ser elaborada há dois anos, teve bons resultados em fases anteriores. Os pesquisadores do instituto e da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) fizeram a vacina com o vírus da dengue enfraquecido. Ela foi fabricada para combater os quatro tipos de vírus existentes no país em uma só dose.
(Foto: Reprodução)
A empresa de segurança Lookout Security alertou que o Brasil está entre os dez países mais afetados por uma família de pragas para Android capaz de se instalar em locais reservados ao sistema. Os vírus utilizam falhas de segurança no Android para copiar seus arquivos para uma pasta especial e garantir a persistência do vírus mesmo após uma restauração das configurações de fábrica. De acordo com a Lookout, os dez países mais infectados pelo vírus são Estados Unidos, Alemanha, Irã, Rússia, Índia, Jamaica, Sudão, Brasil, México e Indonésia. O código chega aos celulares por meio de aplicativos falsos em lojas de aplicativos de terceiros (fora do Google Play). A companhia de segurança afirmou que está rastreando três códigos com comportamento semelhante, o que indica que pode haver uma relação entre eles: ShiftyBug ou Kemoge, Shuanet e Shedun. A semelhança de programação entre os três vírus varia de 71 a 82%. Uma vez que a vítima baixa o aplicativo falso, o programa parece funcionar exatamente como o app original. Os criminosos disfarçam o vírus com apps famosos, como Twitter, Facebook e New York Times. Junto do aplicativo original, porém, o pacote inclui um dos códigos maliciosos. Quando ele finaliza sua instalação, a praga exibe anúncios publicitários indesejados (como na foto).
De acordo com uma análise da empresa de segurança FireEye, um desses vírus, o Kemoge, chega a baixar 8 códigos de ataque diferentes para tentar explorar vulnerabilidades no sistema Android e obter o acesso máximo, chamado de "root", para modificar os aplicativos da "raiz" do Android. Se o celular for vulnerável, o código então escreve seus arquivos na pasta "/system". Para o especialista em segurança Michael Bentley, da Lookout, a praga é "quase impossível de remover". As companhias de segurança não deram orientações para usuários infectados. Segundo a Lookout, a maioria dos usuários terá que procurar um técnico especializado ou até adquirir um aparelho novo. O blog Segurança Digial acredita que um "reflash" completo deve ser capaz de eliminar o vírus, porque a pasta "/system" é reformatada nesse procedimento, mas a realização de um reflash pode ser complicada para alguns usuários. A dica é a prevenção: os aplicativos falsos foram encontrados fora do Google Play. A FireEye disse que encontrou uma versão do código no Google Play, mas essa versão não tinha as funcionalidades mais agressivas do código e não era capaz de explorar vulnerabilidades. Sendo assim, quem baixa apps apenas no Google Play parece estar livre desta ameaça específica. Manter o sistema do celular atualizado também impede que o vírus consiga o acesso "root", porém, as correções de segurança não são repassadas pelos fabricantes ou operadoras para todos os aparelhos.
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Em seis meses, os 22.528 moradores do maior município da Bahia em extensão territorial sentiram o cheiro da chuva pela primeira vez na semana passada. Mas a ajuda do céu para Formosa do Rio Preto, no Extremo-Oeste da Bahia, não conseguiu melhorar em nada a situação da cidade diante da seca. A cidade entra na lista dos municípios em situação de emergência por conta da estiagem desde 2012. Este ano, ocupa uma posição incômoda: é o único município baiano onde 100% da população atingida. Assim como os moradores de Formosa, os habitantes de outros 142 municípios da Bahia aguardam ansiosamente pelo mesmo tipo de ajuda. Mas a chuva, segundo especialistas, só deve chegar em meados de novembro. De acordo com levantamento feito pela Superintendência de Proteção e Defesa Civil da Bahia (Sudec), 147 municípios haviam decretado situação de emergência por conta da estiagem da Bahia até o último dia 5 de novembro. Destes, 143 já tinham seus decretos homologados pelo estado e outros 118 já tiveram suas situações reconhecidas pelo governo federal.
Ou seja: um terço dos 417 municípios baianos pediram ajuda ao estado e ao governo federal por conta da seca. Isso significa que mais de 1,8 milhão de pessoas sofrem com a falta d’água na Bahia neste momento. É o mesmo número de pessoas que foi atingida pela estiagem ao longo de todo o ano de 2014. Enquanto a chuva não vem, os gestores públicos tentam socorrer a população com carros-pipa, poços artesianos e maquinário como bombas, motores a diesel, filtros de pressão e tubos de PVC. A presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Maria Quitéria Mendes, diz que o momento é preocupante. Na última semana, a UPB conversou diretamente com a presidente Dilma Rousseff (PT) e fez um apelo para que o Ministério da Integração Nacional (MI) mantenha os recursos para socorrer os municípios na seca. O Sudec informou que recebeu um apoio de R$ 15 milhões do governo federal para abertura de 100 poços artesianos no estado. “A gente está começando um período preocupante de estiagem, porque os municípios que vinham saindo da situação de seca ainda não estão bem. Eles passaram por uma seca sem precedentes, que foi a de 2012 e 2013 e muitos já entraram nessa situação de novo. Com certeza, a gente vai ter mais municípios em situação de emergência do que esses”, disse Maria Quitéria. Chama a atenção este ano a seca em municípios da região de Vitória da Conquista, onde há, tradicionalmente, um bom volume de chuvas.
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