Mundo: Homem encontra rato de 1m e 12kg perto de parque infantil na Inglaterra

  • 13 Mar 2016
  • 15:04h

Foto de Tony Smith com o enorme rato fez sucesso nas redes sociais (Foto: Reprodução/Twitter/Luis Hernan Tabares)

Um homem tomou um susto ao encontrar um rato de mais de 1 metro nas ruas de Londres, na Inglaterra. O engenheiro britânico Tony Smith, 46 anos, achou o animal enquanto trabalhava próximo de um parquinho infantil em um condomínio de Hackney Downs, leste da cidade. Segundo informações da imprensa britânica, o roedor pesava mais de 12 quilos e já foi encontrado morto. "Tenho um gato e um terrier e o rato era maior que os dois juntos. Diria que tinha uns quatro pés (1,20 metro)", contou Tony. A foto de Smith segurando o enorme rato foi divulgada no Twitter e fez sucesso.  Alguns internautas questionaram o tamanho do roedor, alegando que parece grande apenas por causa da perspectiva.  Consultada pelo jornal 'The Guardian", uma agência de notícias que entrevistou o engenheiro disse que a "perspectiva tem um papel" no tamanho do rato na foto, mas que se baseou no comprimento informado pelo engenheiro.

Dieta TLC ajuda a diminuir o mau colesterol em seis semanas

  • 13 Mar 2016
  • 14:01h

(Foto: Reprodução)

Criada pelo "National Institutes of Health's National Cholesterol Education Program", nos Estados Unidos, a dieta Therapeutic Lifestyle Changes (TLC) visa a diminuição do LDL, mais conhecido como mau colesterol, em seis semanas. O objetivo do TLC, Mudanças Terapêuticas no Estilo de Vida, em tradução livre, é diminuir em até 8% o colesterol ruim do organismo. O programa é rico em frutas, legumes, grãos integrais, laticínios com pouca ou sem gordura, peixe e aves sem pele. Enquanto alimentos como carnes vermelhas, laticínios integrais e frituras devem ser evitados. Assim como em outros casos, a dieta TLC deve ser acompanhada por um nutricionista, que poderá ajudar no cálculo da necessidade energética de cada paciente, montando o cardápio adequado a cada perfil. De acordo com a revista Exame, o cálculo leva em conta se o paciente pretende apenas controlar o colesterol ou também perder peso.

Brasil possui 14 milhões de diabéticos

  • 13 Mar 2016
  • 11:03h

(Foto: Reprodução)

Atualmente, de acordo com a Federação Internacional da Diabetes (IDF), pouco mais de 14 milhões de pessoas, em todo o Brasil, sofrem com a doença. Um problema que, dentre outras coisas, pode levar até mesmo à morte. Contudo, segundo a mesma organização, até 2040, esse número deve ultrapassar as 23 milhões de pessoas. Neste ranking, o país está apenas atrás da China, Índia e Estados Unidos. Em nível de Bahia, dados de 2013 da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) do Ministério da Saúde indicavam que 5% da população do estado possuía a doença. O que mais chama a atenção, além do que já foi citado, é que apenas 10% desse grupo sabe que tem a doença no Brasil, segundo especialistas. Caracterizada por uma alteração onde existe uma deficiência parcial ou total de insulina e onde a ação dessa insulina está reduzida, o diabetes está dividida em dois tipos que afetam diferentes grupos etários. “A do Tipo 1 corresponde a 20% dos casos. É quando existe uma deficiência total de insulina e é mais comum em crianças e adolescentes. Neste caso, há a necessidade de aplicação de insulina várias vezes ao dia. Já os outros 80% restantes estão incluídos no Tipo 2", disse."E cerca de 80% desse grupo são pessoas que estão obesas ou tem sobrepeso. Geralmente acomete adultos e idosos e o histórico familiar é fundamental para que a pessoa venha a desenvolver a doença”, disse Ana Cláudia Ramalho, endocrinologista e presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) - Regional Bahia.


 

Segundo a especialista, os principais fatores de risco para o desenvolvimento do diabetes Tipo 2 estão a obesidade, sedentarismo, tabagismo e histórico familiar. Já a genética é mais percebida para quem tem a do Tipo 1. Apesar de ser considerada silenciosa, alguns sintomas podem ajudar o paciente a ficar mais atento, como a ingestão de muita água, ganho ou perda de peso, visão embaçada ou ir ao banheiro várias vezes ao dia para urinar. Ana Cláudia ainda aponta que o fato de a classe baixa na Região Nordeste do país ser mais obesa do que em relação a resto do Brasil, pode ser um indicativo de que haja um maior número de pessoas com a doença. “Como o diabetes aumenta linearmente com a obesidade, podemos imaginar que a doença acabe seguindo a mesma linha”, pontuou.

Demora

Para a especialista, o fato de o diabetes ser uma doença silenciosa pode atrapalhar o diagnóstico e o posterior tratamento. “O paciente pode até ter um atraso no diagnóstico de até 10 anos. Isso é desfavorável, pois pode ser diagnosticado já com complicações como alterações renais, redução da visão e aumento da sensibilidade nos pés. Uma vez instaladas, elas podem não evoluir, mas não regridem. Portanto, é importante evitá-las através de um bom controle”, destacou a endocrinologista. Com o intuito de evitar complicações, uma das coisas mais importantes para quem tem a doença é controlar o nível de glicose no sangue e pode ser feita por meio de um monitor de glicemia, por exemplo. É importante que a pessoa, segundo a SBD, siga as orientações médicas e tome as medicações realizas nos horários corretos.De acordo com a entidade, a glicemia em jejum normal não deverá ultrapassar os 100 mg/dL e, duas horas após a refeição, esse valor não pode superior a 140 mg/dL. Além disso, é interessante manter uma alimentação saudável, controlar o peso e, claro, fazer o uso da insulina segundo orientação médica. Porém, segundo a coordenadora técnica do Centro de Diabetes do Estado da Bahia (Cedeba), Flávia Resedá, o portador da diabetes pode, além da alimentação, levar uma vida normal e até mesmo não havendo a necessidade do uso da insulina, desde que ele realize atividades físicas de forma constante. “Mas é necessária muita disciplina, tendo hábitos de vida mais saudáveis. Importante focar nos exercícios que podem ser a única maneira de controlar o açúcar e retardar o uso da medicação”, contou. Para ela, o diabetes pode ser considerado uma epidemia mundial. “É necessária uma intervenção da saúde pública com relação a isso. Afinal, além das complicações que ele pode trazer em órgãos como os rins e o próprio pâncreas, ele pode levar ao AVC e ao derrame. Além disso, a principal causa de morte nos pacientes com diabetes é o infarto devido ao excesso de açúcar no sangue”, alertou Flávia.

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Fechar aplicativos não economiza bateria do iPhone, revela executivo da Apple

  • 13 Mar 2016
  • 10:03h

(Foto: Reprodução)

Os donos de iPhone costumam reclamar com frequência sobre a duração da bateria, que muitas vezes não suporta um dia de uso. Tentando minimizar esse problema, alguns tentam fechar os aplicativos que não estão sendo utilizados, acreditando que isso faz com que a bateria dure mais. Mas, o sonho acabou e o truque não passa de um mito. A informações foi confirmada por Craig Federighi, executivo da Apple responsável pelos sistemas operacionais iOS e OS X, em uma conversa com um consumidor.  Numa troca de e-mails, Federighi responde uma mensagem encaminhada pelo diretor executivo da Apple, Tim Cook. No e-mail, divulgado pelo site '9to5Mac', um consumidor pergunta a Cook se ele "fecha os aplicativos do iOS frequentemente e se isso tem implicações na duração da bateria?". 

Aparentemente, Cook encaminhou a pergunta a Federighi, que respondeu ao cliente, identificado apenas como Caleb. "Olá, Caleb. Eu sei que você perguntou ao Tim, mas eu vou ao menos oferecer minha visão: Não e não". Ao clicar duas vezes no botão 'home' do iPhone, iPad ou iPod, uma lista de aplicativos é mostrada. A Apple já afirmou, contudo, que isso não significa que eles estejam rodando e consumindo energia. A companhia esclarece que "após mudar para um aplicativo diferente, alguns apps rodam por um curto período antes de serem ajustados para um estado suspenso. Apps que estão em estado suspenso não estão ativamente em uso, abertos ou consumindo recursos do sistema". De acordo com informações do jornal 'O Globo', aplicativos que afetam a duração da bateria são os que rodam em segundo plano, como navegação por GPS, player de música e outros que fazem buscas por atualizações, como os programas de redes sociais e e-mail. Assim, forçar o desligamento de um aplicativo é necessário apenas quando ele trava e precisa ser reiniciado.

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Governo Dilma gasta R$ 10 milhões para criar 'Netflix brasileiro' estatal

  • Fernando Rodrigues / UOL
  • 13 Mar 2016
  • 09:33h

Serviço de streaming estreia este ano com 30 mil títulos Acervo terá filmes de domínio público e da Cinemateca Beneficiários do Bolsa Família ganharão receptor de graça

SAV (Secretaria do Audiovisual), órgão vinculado ao Ministério da Cultura, gastará R$ 10 milhões na criação de um ''Netflix brasileiro''. O serviço estatal ainda consumirá valores maiores para manutenção e ampliação do projeto no futuro. O Netflix é um serviço comercial que oferece acesso, via streaming, a filmes e séries de TV. A empresa foi criada nos EUA em 1997 e tem mais de 75 milhões de assinantes no mundo. Cerca de 30 mil produções da Cinemateca Brasileira, conteúdos da rede pública de televisão, títulos de baixo orçamento e de editais, como o DOCTV América Latina, serão colocados à disposição do público. O projeto também determina  o intercâmbio de conteúdos de nações da CPLP(Comunidade de Países de Língua Portuguesa). A plataforma usará soluções híbridas na difusão de conteúdos, como transmissões móveis por meio de sinal UHFredes P2P e CDN. Ou seja, não será necessário ter acesso à internet para assistir filmes do “Netflix brasileiro''. Com receptores dedicados para TVs será possível receber o sinal via UHF. “A ideia é criar uma plataforma pública de vídeo por demanda para devolver esse acervo da memória brasileira para o cidadão, para as escolas e para a rede pública de televisão”, afirma Paulo Roberto Ribeiro, secretário do Audiovisual.


MANUAL
O usuário do serviço fará o cadastro e receberá um login. A 1ª fase do projeto será gratuita, mas a SAV não descarta cobrar pelo acesso a determinados tipos de conteúdo. Os casos serão discutidos de forma individual, informa Ribeiro. Por enquanto, a plataforma não tem um nome oficial. É chamada de VOD Brasil (Video on Demand) pelos idealizadores. Mas dentro do próprio governo o Blog ouviu várias vezes a designação “Netflix brasileiro''. O grupo de trabalho está analisando outros modelos de distribuição de conteúdos já existentes no Brasil (Instituto Alana) e também casos argentinos, franceses e canadenses.


BOLSA FAMÍLIA & TV
O governo distribuirá 12 milhões de receptores a famílias inscritas no Bolsa Família e no Cadastro Único Para Programas Sociais. Os aparelhos receberão sinal digital e terão tecnologia para captar conteúdos do “Netflix brasileiro'' (VOD Brasil) via radiodifusão. A ideia é garantir programação televisiva a pessoas de baixa renda após o desligamento do sinal analógico em todo o Brasil. Também será um canal direto do governo federal com um universo de pessoas. As 12 milhões de famílias cadastradas no Bolsa Família equivalem a cerca de 40 milhões de brasileiros.

Modelo tatuada conquistense é capa de caderno no jornal Correio da Bahia

  • 13 Mar 2016
  • 09:25h

Cheia de personalidade, Tayzza Ferreira já representou Vitória da Conquista em diversos concursos, com destaque para o Miss Bahia 2014 (Foto: Divulgação)

Lindíssima, de tirar o fôlego de qualquer marmanjo, a modelo conquistense Tayzza Ferreira de 24 anos estampa uma das capas do jornal Correio da Bahia deste domingo(13). Cheia de personalidade, a modelo já representou Vitória da Conquista em diversos concursos, com destaque para o Miss Bahia 2014. Tayzza é uma modelo super antenada as tendências e procura esta sempre em forma com seus 61 kg, 1,74 de altura, 66 cintura ,98 de quadril. Essa verdadeira escultura corporal da gata é embelezada com uma linda tatuagem recém-adotada pela modelo. “A pele que habito” [capa], destaca-se a personalidade com representação através de tatuagens na derme relacionadas a historias na vida.

Um incentivo à investigação no exercício do jornalismo

  • Por Guilherme Bittar / OI
  • 13 Mar 2016
  • 09:12h

(Foto: Divulgação)

A conquista do principal Oscar de 2016 por Spotlight premia não apenas um grande filme com um elenco magistral, no qual brilham Michael Keaton e Mark Ruffalo, mas consagra, sobretudo, o bom jornalismo. Dos concorrentes ao Oscar, Spotlight era o mais impactante em termos políticos, o que pode ter pesado na escolha como melhor filme do ano. Trata-se de um longa biográfico, que narra uma investigação jornalística desenvolvida por um time de repórteres que abalaria as estruturas da Igreja Católica. O filme se passa entre 2001 e 2002 em Boston, uma cidade americana de porte médio (645 mil habitantes). A história sacode o vespeiro que é a questão da pedofilia na igreja e mostra que jornalismo é fundamental, quando feito com independência, estrutura e determinação em investigar. Spotlight é honesto. Elenco e roteiro dão verossimilhança à história, sem se valerem de velhos clichês que costumam envolver histórias desse tipo, normalmente conduzidas por tipos caricatos de repórteres deslumbrados. O roteiro é sóbrio e ajuda a entender os bastidores de uma profissão difícil, compreendida por poucos. Pressões e porta na cara de jornalista estão lá, ameaças, além de tentativas de acobertar informações que deveriam ser de acesso público. The Boston Globe possui uma equipe de repórteres especializados em investigação, chamada de Spotlight. Eles podem ficar meses debruçados num assunto e não conseguir êxito. Ou então puxar o novelo de uma grande história, de impacto mundial, a exemplo dos escândalos na igreja. E ter a coragem de publicar. Mostrando os fatos, sem contemporizar, com o destaque que merecem ter. A despeito dos conchavos que uma instituição poderosa pode sugerir. A pauta sobre pedofilia na igreja já estivera à porta do Boston Globe em outras ocasiões, sem receber atenção. Foi preciso chegar um novo editor, Marty Baron, vindo de outra cidade, talvez por isso descontaminado pelo tipo de relações locais. É ele quem incentiva a equipe a levar o assunto adiante.

Em uma passagem marcante, o arcebispo sugere um acordo de cavalheiros ao editor, para que não prossiga com a pesquisa. “A cidade desponta com a aproximação de suas grandes instituições”, diz o arcebispo. “Obrigado. Sou da opinião de que um jornal só desempenha bem suas funções se for independente”, rebate, de forma direta, Marty Baron. E ele, direção e repórteres levaram mesmo à frente, após um ano de apuração, para o bem do jornalismo e das centenas de crianças que foram violentadas ou poderiam vir a ser não fosse os fatos se tornarem públicos. Uma cobertura desse tipo revela o que há de essencial no jornalismo: investigar e produzir histórias que possam causar transformação social. Mas a história só foi possível pela coragem dos repórteres e da própria direção do jornal – não apenas em publicar, mas em financiar uma equipe de investigação, o que custa caro. Times como o Spotlight estão em extinção nas redações dos médios e grandes jornais, que tentam reduzir custos de todas as maneiras. Spotlight mostra aos não iniciados que jornal diário sério não é jogar confete. Ao menos nas publicações que pretendem ser relevantes e, por isso, tendem a ter um futuro possível, qual seja a plataforma. Ao passo que o jornalismo mambembe, preguiçoso, subjugado pelas conveniências, voltado a interesses menores, esse será difícil vender para leitores cada vez mais críticos e detentores de um universo de informações disponível sem custos na internet e redes sociais. Os jornais importantes não têm de trazer grandes escândalos todos os dias. É impossível. Mas têm de estar preparados para cobri-los, tendo disposição de investigá-los sem aceitar a primeira explicação. Sem se contentar com a versão oficial. É essa relevância, quando vista na prática, que faz do jornalismo algo sensacional e indispensável. Spotlight é um sopro de esperança num meio marcado pela instantaneidade das informações. Que ajude despertar a luz do jornalismo investigativo em outros periódicos, para que mais histórias com poder de melhorar o mundo possam ser contadas. Isso é mais importante que qualquer Oscar.

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Guilherme Bittar é jornalista e editor-chefe do jornal Diário do Sudoeste, no Paraná

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Microcefalia: 'Para nós é uma criança normal, apesar de a medicina não achar'

  • 13 Mar 2016
  • 09:03h

(Foto: Reprodução)

O lancheiro Robson Souza Pureza, de Terezópolis, no Rio de Janeiro, foi visitar os parentes em Salvador junto com a mulher, Raquel Silva de Andrade. No momento da viagem, em junho de 2015, a cidade estava passando por um surto de zika vírus, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Robson adoeceu, mas os sintomas persistiram por apenas poucos dias de maneira quase branda. Raquel também teve indisposições enquanto estava na cidade. De volta a Terezópolis, ela apresentou sinais de estar infectada pelo zika vírus, como coceiras no corpo e, quando foi ao médico tentar esclarecer, descobriu, de surpresa, estar grávida de dois meses. Naquele momento, o zika vírus não estava associado como causador de microcefalia, e Raquel seguiu despreocupada com a gestação. Em uma ultrassonografia morfológica, no quinto mês de gravidez, uma alteração foi detectada no bebê. “Nós nos perguntávamos o que seria aquilo”, conta Robson. “Fizemos outra ultrassonografia morfológica e tornamos a ver o problema." “Quando apareceu uma calcificação no cérebro, o médico disse que a cabeça dele não estava compatível com o tamanho da gestação”, explica. “Pelo tempo de gravidez, a cabeça devia estar um pouco maior”. Pelas características da alteração, o médico que acompanhava Raquel pensou se tratar de sequelas de toxoplasmose, já conhecido como causador da malformação. O exame para detecção foi pedido e veio negativo para essa doença e também para o citomegalovírus, que também provoca microcefalia.

Um mês depois, conta Robson, eles começaram a ver notícias de que o zika vírus poderia estar causando o aumento de casos de microcefalia. “Depois que veio à tona na televisão e jornais que foi cair a ficha que ela podia ter sido causada pelo zika”. Em um momento difícil de saúde pública do Rio de Janeiro, com muitas greves, Robson e Raquel tiveram de pagar todos os exames para identificar o problema no bebê. “E a gravidez dela foi de alto risco”. Com a dificuldade de fazer o acompanhamento em Terezópolis, eles tiveram de se locomover até a capitalpara ter acesso aos médicos. Pedro Emanuel nasceu em 12 de fevereiro, com 49 centímetros, 3,347 kg e 31,5cm de perímetro cefálico. Ficou uma semana internado na UTI neonatal. O amor pelo bebê é nítido. “Para nós, ele é uma criança normal, apesar de a medicina não achar. Nós o amamos muito, com certeza”, declara o pai. Robson conta que Pedro Emanuel toma um remédio para evitar convulsões, e uma vitamina. Um dos braços do bebê ainda não responde aos movimentos normais para a idade. Dentro de três semanas, no entanto, eles devem começar o tratamento multidisciplinar no Rio de Janeiro. "Cremos que Deus dá a cruz que podemos carregar, então nessa dificuldade estamos fazendo o nosso melhor. Ele é observado por nós 24h por dia, qualquer chorinho já estamos em cima para ver a reação", conta o pai. 

“Luto pelo filho ideal e construção de vínculo com o filho real”

Neuropsicóloga e especialista em cuidados com crianças com deficiência, Débora Moss explica que toda mãe sonha com um bebê perfeito. “Quando o filho não tem nenhuma deficiência, é muito mais fácil o ajuste à rotina do bebê do que se imaginava com o que está na frente”, conta. Há casos de mães de bebês com microcefalia com dificuldade para se adaptar à nova vida. “Quando o bebê nasce com alguma deficiência, acontece um processo de luto. É abrir mão do filho que se sonhava, que se tinha expectativa”, explica Débora, que também é mestre em psicologia do desenvolvimento pela Universidade de São Paulo (USP). “É um luto pelo filho ideal e a construção desse vínculo com o filho real. Isso acontece com qualquer mãe." O acompanhamento psicológico é necessário para muitas mães que passam por essa situação. “Há a fase de negação, exatamente como as etapas do luto. Fase da raiva, depois um processo de aceitação e até mesmo de resiliência”, detalha a neuropsicóloga. Segundo Débora, o ideal é fazer psicoterapia em grupo, já que dessa forma o psicólogo pode fazer um acolhimento de todas as angústias das mães, e há também a troca de experiência entre elas. “Há mães que já passaram por uma fase e outras que estão vivendo aquela ainda, então há a troca de experiências”. Ouvir e acolher os sentimentos de culpa, de revolta e de dificuldade de fazer vínculo com o bebê evita a superproteção ao bebê, que pode ser nociva para seu desenvolvimento. “É normal ter sentimentos de ‘amo e odeio’, ‘não aceito e aceito’, ‘amo do jeito que é e não amo do jeito que é’. Há muitos sentimentos assim e, muitas vezes para se proteger disso, a mãe cria uma superproteção que gera angústia para elas e prejudica o bebê." Uma das dificuldades enfrentadas pelas mães de bebês com microcefalia é que, muitas vezes, a forma em que eles se desenvolvem é diferente das fases esperadas para um bebê sem microcefalia. “Um filho sem deficiência, muitas vezes dá sinais claros para a mãe nessa comunicação. Ele passa a falar em algum momento, consegue se comunicar”, explica Débora. “Quando o bebê tem microcefalia, dependendo do grau ele tem mais dificuldades, às vezes a forma de se comunicar é não verbal, e muitas vezes não é rápida”, diz ela, ressaltando que cada bebê tem seu tempo. “É uma criança que não tem nenhuma referência”, diz a psicóloga, explicando que, quando o bebê não tem microcefalia, se espera que ele aja de algumas formas em determinadas fases da vida. “Não é algo que a mãe vê no primo ou sobrinho, que, quando tem alguma dúvida sobre o desenvolvimento da criança, vai na comadre, na vizinha ou na internet”, diz. No caso da microcefalia, explica a psicóloga, o bebê é único. O acompanhamento psicológico para a família que cuida do bebê é importante para estabelecer um bom vínculo e livrar a mãe de qualquer tipo de culpa ou dificuldades. Além disso, o seguimento com uma equipe multidisciplinar é fundamental. “É um trabalho com a criança e com a família. Ela vai ser avaliada para ver o que precisa naquele momento de vida dela. Conforme vai crescendo, outras demandas vão surgindo”, completa.

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Após 80 anos de casamento, idosa com Alzheimer só reconhece marido

  • 13 Mar 2016
  • 08:02h

Casal completou 80 anos juntos em fevereiro deste ano (Foto: Laila Braghero/G1)

Do alto da cama hospitalar instalada no meio da sala, dona Genésia Generina Soares de Araújo, de 97 anos, espia o marido pelo canto do olho direito enquanto ele fala sobre quando construiu uma casinha de barro para os dois morarem em um sítio, no interior deNatal (RN). Com Alzheimer há 6 anos, apesar da família de 103 descendentes entre filhos, netos e até tataranetos, ela só reconhece o centenário Luiz Gonzaga de Araújo, com quem se casou há 8 décadas. A união do casal aconteceu em 1936. Ela era de família com melhores condições financeiras, mas não se importou em mudar para um lugar mais simples com o companheiro. Foram morar na casa que Luiz ergueu na propriedade do pai dele e viveram lá por cinco anos. Por baixo dos óculos miúdos, a mulher magrinha reconhece o esposo pela voz e pelo arrastar do andador até a poltrona que fica ao lado da cama dela, na residência com quintal amplo do bairro Vale do Sol, em Piracicaba (SP), onde moram desde os anos 1980.

 

A família conta que a ex-costureira foi diagnosticada com Alzheimer 4 anos depois de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) que paralisou o braço direito, mas nunca esqueceu o amor da vida dela. – Quem é seu marido? – pergunta a filha caçula, professora Rita Maria de Araújo, de 56 anos, enquanto reclina o encosto da cama na posição vertical para a mãe sentar. – Luiz Gonzaga – responde a idosa.

A união
Luiz se apaixonou pela prima aos 20 anos. Ela tinha 18. Hoje, o agricultor aposentado soma um século de histórias para contar, entre elas o dia do casamento, fato vivo na memória como se fosse ontem, mas que na realidade ocorreu em 25 de fevereiro de 1936, em Florânia (RN). A festa que oficializou a união do casal foi embalada por sanfonas e muita dança, para fazer jus ao xará do Rei do Baião (Luiz Gonzaga do Nascimento).


Grande família
Seu Luiz e Genésia tiveram 15 filhos. As 6 primeiras meninas morreram ainda bebês, vítimas da falta de informações médicas no Nordeste daquela época. Mas os demais, outras 6 meninas e 3 meninos, não só "vingaram" como deram ao casal 46 netos, 33 bisnetos e 9 tataranetos. Já adultos, os filhos convenceram os pais a se mudarem para Piracicaba em 1986. A família toda migrou para o interior de São Paulo e nunca mais voltou para o Rio Grande do Norte. Foi na cidade paulista que o aposentado comemorou os 100 anos, em junho do ano passado. A festa reuniu quase 200 pessoas.

Alzheimer x convivência
O neurologista Márcio Balthazar, professor da Unicamp, disse ao G1 que o fato de Genésia ainda reconhecer o marido entre tantos outros familiares e amigos pode ser atribuído à relação próxima entre eles, à convivência e às muitas conversas diárias ao longo dos anos. "A princípio as pessoas não reconhecem o companheiro mesmo, mas quanto mais intimidade melhor. Quanto mais contato tiver com o outro, melhor." Ele ressaltou também que o Alzheimer é uma doença que afeta primeiro as lembranças recentes. Segundo o professor, há casos em que a mãe ou pai não reconhece mais o filho pois só lembra dele quando criança. "Vê um barbudo, uma pessoa mais velha chamando de filho, causa estranheza. É mais fácil achar que o neto é filho." O especialista ainda afirmou que o mesmo pode acontecer entre casais. "Às vezes, a paciente confunde o marido com o pai."

80 anos juntos
As oito décadas de matrimônio reluzem na mente de seu Luiz como fagulhas embaralhadas pelo peso de seu centenário e saem como peças de um quebra-cabeça. A filha Rita é responsável pela montagem desses fragmentos para facilitar o entendimento inclusive entre o próprio casal. Com olhos marejados à sombra do chapéu, o idoso recorda como a mulher era "trabalhadeira" e deu conta dos estudos dos herdeiros sozinha. "Uma vez passei seis meses aqui para tratar de uma infecção e seis meses na estrada de Minas. Cheguei no Nordeste e ela tinha cuidado de tudo na casa. Não levei um centavo, porque eu não tinha, e ainda voltei e estava tudo certo." "Nós todos estudamos por conta dela", confirmou Rita. "Meu pai vivia na roça, trabalhando, e ela tomava conta da gente. Fazia de tudo para estudarmos." E deu certo. A caçula fez magistério e depois cursou pedagogia. "Era aquela pessoa que andava na cola da gente para estudarmos."

Saudades do diálogo
O casal sempre foi de conversar muito quando Luiz Gonzaga estava em casa. Já na velhice, todas as tardes eles passavam sentados na calçada olhando a rua e batendo papo. Chegavam a almoçar na rua, conta a filha. "Eu ainda dava aulas, então a moça que cuidava deles era orientada a dar comida fora de casa mesmo, porque eles não queriam entrar", lembrou Rita. Aos poucos, porém, ambos se tornaram mais quietos. Nos últimos dois anos, mesmo período em que Genésia passou a ficar acamada, o silêncio começou a falar mais alto entre os dois. "Ele não aceita muito a situação dela", diz Rita. O aposentado passa pela cama da esposa, pergunta se está tudo bem, mas não entende muito bem o que a mulher fala e sente saudades dos tempos em que a companheira tinha mais saúde. Rita acredita que ambos pioraram depois que um dos filhos morreu de câncer no intestino, há três anos. "Era o xodó da minha mãe. Quando ela pergunta dele e a gente diz que ele morreu, ela dá um suspiro. Então às vezes a gente só fala que ele saiu."

Mimos e poesia
Todos os dias, a filha enfeita os cabelos de Genésia com uma flor. A costureira sempre gostou de flores e ganhava uma cada vez que o marido voltava para casa. Ainda hoje ele a presenteia com pequenos mimos. Outro costume de seu Luiz e que deixa a casa mais alegre é a literatura de cordel que aprendeu com o pai na infância:

"Se o poeta Laurindo fosse criança mimosa
No peito da mãe mamando, com as faces cor de rosa
No peito da mãe mamando, se ele se amamentasse
O tempo bom foi passado
Ah, se o passado voltasse"

Enquanto Luiz declama, Genésia acompanha interessada com a cabeça inclinada para o lado da poltrona onde o marido está sentado.

65 livros em um ano
O gosto da mulher pela leitura também pode ter contribuído para retardar o avanço do Alzheimer, conforme o neurologista Márcio Balthazar. De acordo com a filha, a costureira chegou a ler pelo menos 65 livros em um ano. "Quanto mais escolaridade, mais atividade mental e intelectual menores são as chances de ter a doença", afirmou o professor da Unicamp. "Muitas vezes isso retarda o aparecimento da doença ou faz com que ela apareça de forma mais branda", completou Balthazar.

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Luto: Clemente Caíres aos 30 anos; ele era tecladista e tocava na banda do forrozeiro Ed Rossi

  • Daniel Simurro / Brumado Urgente
  • 12 Mar 2016
  • 20:13h

Clemente Caíres era conhecido pelo seu sorriso fácil e pelo seu alto astral e sua morte causou muita tristeza na classe musical brumadense (Foto: Reprodução Facebook)

A música brumadense “chorou” na tarde deste sábado (12) com a confirmação da morte do tecladista Clemente Caíres (30), o qual foi vítima fatal de um acidente ocorrido numa estrada vicinal que corta a Comunidade de Morrinhos, na região do Distrito de Cristalândia. Segundo as informações chegadas à redação do Brumado Urgente, ele estava numa motocicleta que derrapou numa curva e ele foi lançado violentamente ao solo, tendo lesões graves na região craniana. Ele foi socorrido por um motorista que passava na hora no local, que tentou o trazer para o Hospital Magalhães Neto. No meio do caminho a equipe do SAMU 192 fez a interceptação e, logo foi prestar o socorro, mas, infelizmente, Clemente já tinha vindo a óbito. Filho do comerciante “Noé da Buchada”, Clemente era muito querido do meio musical, pois com seu alto astral conquistava cada vez mais amigos. Considerado um músico versátil e de grande habilidade, Clemente atualmente estava tocando na banda do forrozeiro Ed Rossi. O corpo foi trazido para o IML de Brumado e o sepultamento acontecerá neste domingo (13). 

O acidente aconteceu próximo da Lagoa de Morrinhos (Foto: Daniel Simurro / Brumado Urgente)

Nova vacina elimina efeito da nicotina em fumantes e promete acabar com vício

  • 12 Mar 2016
  • 20:02h

(Foto: Reprodução)

Uma nova ajuda para as pessoas que querem largar o vício no cigarro surgiu. Nesta sexta-feira (11), um grupo de pesquisadores norte-americanos divulgou que desenvolveu uma vacina para eliminar o efeito da nicotina no corpo. O remédio treina o organismo a atacar as moléculas dessa substância antes que ela chegue ao cérebro. Sem o efeito prazeroso do cigarro, o fumante consegue largar o vício mais rapidamente.  Essa versão da vacina tem 60% de eficiência, se comparada às anteriores que possuiam o mesmo objetivo.

 

Testes
A equipe liderada pelo químico Nicholas Jacob testou em ratos um mecanismo diferente, treinando o sistema imunológico a atacar a nicotina. Ele perceberam que, com níveis corretos de proteínas transportadoras e moléculas de nicotina, os animais desenvolvem uma resposta imunológica eficiente. E ainda deixaram os ratos um pouco nauseados ao receber uma dose extra de nicotina. Os estudiosos ainda vão testar se o medicamento provoca o mesmo efeito em seres humanos.

Perigo
Dez mil pessoas morrem por dia em decorrência do consumo de cigarro em todo o mundo, totalizando cerca de seis milhões de pessoas por ano. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgados em maio do ano passado, o tabaco é a principal causa de morte, seguida pelo álcool e pela inalação indireta do fumo, que atinge indivíduos que convivem com fumantes.  Apesar dos números alarmantes, Salvador é a capital brasileira com o menor índice de fumantes. De acordo com informações do Ministério da Saúde, 5,2% da população adulta declara fazer uso do cigarro. 

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Fóssil de 250 milhões de anos achado no RS revela nova espécie de réptil

  • 12 Mar 2016
  • 19:04h

(Foto: Reprodução)

Paleontólogos descobriram, no Rio Grande do Sul, um fóssil excepcionalmente bem-conservado do crânio de um réptil primitivo nunca antes descrito que viveu há 250 milhões de anos na região. A nova espécie recebeu o nome de inspiração indígena Teyujagua paradoxa. Na língua guarani, Teyujagua significa “réptil feroz”. De acordo com o paleontólogo Felipe L. Pinheiro, professor da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), a espécie tem características intermediárias entre os répteis primitivos e o grupo dos arcossauriformes, do qual fazem parte os dinossauros e os pterossauros, além das aves e jacarés atuais. O achado, portanto, traz informações importantes sobre início da evolução desse grupo. O crânio foi descoberto no começo de 2015 durante trabalho de campo na formação geológica Sanga do Cabral, em São Francisco de Assis-RS. Segundo Pinheiro, essa formação já era conhecida por ter fósseis, mas os que tinham sido encontrados até então eram pequenos e fragmentados.

Depois da grande extinção
“É uma formação muito importante porque registra uma época da história da vida na Terra logo após uma grande extinção que ocorreu no final do período permiano. A formação é do triássico inferior e registra uma etapa em que a vida está se reestruturando após essa extinção em massa”, diz o paleontólogo. Essa grande extinção, ocorrida há 252 milhões de anos, eliminou cerca de 90% das espécies do mundo. Ele conta que logo que seu grupo encontrou o crânio de 11 cm, teve certeza de que era uma coisa nova.  O Teyujagua paradoxa era um réptil quadrúpede que tinha no máximo 1,5 m de comprimento, dentes serrilhados e curvados e narinas posicionadas no topo do focinho, o que se encontra geralmente em animais aquáticos ou semiaquáticos. Era um animal carnívoro generalista, ou seja, não muito seletivo quanto ao seu cardápio, alimentando-se de anfíbios e pequenos répteis. “Uma das conclusões a que chegamos é que os arcossauriformes começaram a se diversificar logo após a grande extinção na forma de animais oportunistas. Eles não têm características anatômicas que o tornam um superpredador, são generalistas de pequeno porte.” A descoberta foi publicada nesta sexta-feira (11) na revista “Scientific Reports”, do grupo Nature, por Pinheiro e por pesquisadores da Universidade Federal do Vale do São Francisco, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e da Universidade de Birmingham, no Reino Unido. “Hoje, existe muito apelo para se estudar os grandes eventos de extinção em massa porque se presume que estejamos vivendo uma extinção em massa, então isso pode ajudar a compreender o momento que estamos vivendo hoje”, observa o paleontólogo.

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Salinização na foz do Rio São Francisco ameaça peixes e vegetação

  • 12 Mar 2016
  • 18:02h

Perto da foz do São Francisco, em Alagoas, embarcações coloridas formam um cartão-postal

O Rio São Francisco transforma em espetáculo cenas do dia a dia. Em Piaçabuçu, perto da foz, em Alagoas, as embarcações formam um cartão-postal. Josenildo dos Santos é um dos maiores responsáveis por esse colorido espalhado pelo rio. Ele já pintou mais de 500 barcos. Mas a situação nunca esteve tão difícil para os pescadores. Os peixes de água doce desapareceram em seis povoados ribeirinhos, onde a água salgada do mar invadiu o leito do rio. Só em Piaçabuçu, 3,4 mil pescadores dependem do rio para sustentar suas famílias. A salinização não ameaça só os peixes. Também prejudica a vegetação que nasce na beira do rio. A vegetação nativa vai sendo substituída pelo manguezal, que suporta a água salgada. É o retrato triste de um gigante que está cada vez mais vulnerável. O Rio São Francisco não tem mais a força de antes quando duelava com o mar. Antes a água doce invadia o oceano. Agora é o mar que vai ganhando terreno. O oceano já engoliu até um pequeno povoado. Da Vila do Cabeço, onde viviam mais de 100 famílias, só restou o farol, que está tombando aos poucos. Um drama provocado pela combinação das secas e também pelo represamento das águas pelas hidrelétricas. A vazão controlada não deixa o rio correr como antigamente. E o Rio São Francisco, depois de percorrer mais de 2.800 quilômetros, se despede diante de uma paisagem exuberante, um deserto de areia.

Microcefalia faz aumentar caso de mães abandonadas por companheiros

  • 12 Mar 2016
  • 16:03h

Ianka Mikaelle Barbosa, de 18 anos, com sua filha Sophia, de 18 dias, que nasceu com microcefalia (Foto: Reuters/Ricardo Moraes)

Ianka Barbosa estava grávida havia 7 meses quando descobriu que seu bebê tinha microcefalia, uma malformação craniana. Antes mesmo de o bebê nascer, o pai da criança já tinha ido embora. Ianka, de 18 anos, atribui o rompimento à doença, que os médicos acreditam ter ligação com o vírus da zika, que ela contraiu durante a gestação. "Acho que, para ele, é minha culpa o bebê ter microcefalia", disse ela embalando Sophia, de duas semanas, na casa de tijolos expostos onde agora mora com seus pais na Paraíba, no nordeste do país. "Quando eu mais precisava de ajuda, ele me largou". A casa, que fica de frente para um córrego poluído à beira de uma vizinhança pobre, agora abriga nove pessoas. Só o pai de Ianka tem emprego, trabalhando ocasionalmente em construções. Seu ex-companheiro, Thersio, diz que não vê Sophia, mas evita falar sobre a microcefalia e culpa os pais de Ianka pela separação. "Eu deixei ela escolher, você é mulher dos seus pais ou é minha... e ela escolheu os pais."

 

Mães solteiras são comuns no Brasil, onde alguns estudos mostram que até 1 de cada 3 crianças de famílias pobres crescem sem o pai biológico, mas os médicos na linha de frente do surto de Zika se dizem preocupados com o número de mães de bebês com microcefalia que estão sendo abandonadas. Em um país no qual o sistema de saúde está sobrecarregado, o aborto é proibido e o vírus afeta mais os mais pobres, um pai ausente é mais um fardo para mães lutando para criar uma criança que pode nunca andar ou falar. Em uma clínica especializada em microcefalia de Campina Grande, na Paraíba, a psicóloga Jacqueline Loureiro ajuda mães a lidar com o estresse e o trauma. Das 41 mulheres que ela aconselha, somente 10 recebem apoio financeiro ou emocional adequado de seus companheiros, disse. "No começo, muitas das mulheres dizem que têm um companheiro, mas à medida que você as conhece percebe que o pai nunca está por perto e que o bebê e a mãe na prática foram abandonados", afirmou. Até a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarar o aumento de casos de microcefalia e outros problemas neurológicos possivelmente associados ao vírus da zika uma emergência de saúde pública mundial no dia 1º de fevereiro havia pouco interesse na malformação e nenhuma informação sobre o ônus sobre os pais. Mas estudos sobre crianças com outras necessidades especiais mostram que a doença aumenta substancialmente a chance de separação de casais. A secretária da Saúde de Campina Grande, Luzia Pinto, disse à Reuters que a cidade planeja fornecer moradia para as mães e as crianças com microcefalia por meio de um programa habitacional do governo para auxiliar o enfrentamento da crise. Ela também garantiu que uma psicóloga foi contratada na clínica para dar apoio às mães

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STF revoga liminar que suspendia pagamento do seguro-defeso

  • 12 Mar 2016
  • 15:00h

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou nesta sexta-feira (11) uma liminar que suspendia o pagamento do seguro-defeso. O benefício é concedido a pescadores para que eles não ficassem sem renda durante o período da reprodução dos peixes. Em sua decisão, Barroso diz que a suspensão do benefício tinha motivação fiscal e que o governo não foi capaz de demonstrar que havia fraude no sistema de pagamento da bolsa que justificasse o grave dano ambiental que poderia ser causado se os pescadores não suspendessem as suas atividades durante o período de defeso. Em meio à crise financeira, o governo esperava economizar R$ 1,6 bilhão com a suspensão do pagamento. O benefício tem o valor de um salário mínimo mensal e é pago a mais de 487 mil pescadores. A questão chegou ao STF em janeiro, quando a presidente Dilma Rousseff protocolou uma ação questionando a constitucionalidade de um decreto do Congresso que anulava uma portaria do Executivo para assegurar o pagamento aos pescadores. Na época, o presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, concedeu a liminar a favor do governo. Para Barroso, apesar de a decisão do colega ter sido "prudente e sensível", ele não poderia mantê-la depois de obter informações técnicas sobre o caso. O governo poderá recorrer da decisão.