- Daniel Simurro | Brumado Urgente
- 04 Abr 2016
- 07:27h
O encontro com o deputado federal Lúcio Vieira Lima foi muito positivo segundo 'Manelão' (Foto: Daniel Simurro | Brumado Urgente)
O pré-candidato a prefeito de Brumado, o empresário do ramo de comunicação, Emanoel “Manelão” Araújo (PMDB), vem fortalecendo as suas articulações políticas em Brumado e também na região e, na manhã deste domingo (03), fez questão de ir recepcionar o deputado federal Lúcio Vieira Lima em sua visita ao município de Livramento. A recepção aconteceu no Aeroporto de Rio de Contas, onde o empresário brumadense, juntamente com o atual prefeito de Livramento, Dr. Paulo Azevedo (PRP), foram recepcionar Lúcio, que veio para promover um novo planejamento político para o PMDB na região e confirmar o apoio à pré-candidatura de Dr. Paulo, que, ao que tudo indica, irá para a reeleição, ao contrário do que muitos imaginavam. Lúcio fez questão de aproveitar o momento para ter “conversas ao pé do ouvido” com “Manelão” que vem buscando dar mais musculatura à sua pré-candidatura. Assuntos como a nova postura do PMDB no Brasil e na Bahia e as estratégias que serão adotadas para reestruturar a legenda a nível regional foram o centro das conversas. Em contato com “Manelão” ele não escondeu o seu otimismo após o encontro com Lúcio relatando que “após as novidades que ele me passou, fiquei ainda mais entusiasmado, pois o clima é de total otimismo, onde importantes mudanças e transformações estão acontecendo no cenário político”. Sobre as possíveis coligações que o PMDB de Brumado poderá celebrar para ir para a disputa das urnas, ele garantiu que “elas estão acontecendo num ritmo até mais intenso do que planejávamos e, posso garantir que, estão avançando de forma muito dinâmica, tanto que Lúcio gostou muito das notícias que passamos para ele. Iremos intensificar ainda mais nos próximos dias as nossas conversas com lideranças políticas e fortalecer as possíveis parcerias, pois, como já disse, a atmosfera é muito positiva”.
Lúcio Vieira Lima, 'Manelão' e Dr. Paulo buscando novos rumos para a política regional (Foto: Daniel Simurro | Brumado Urgente)
(Foto: Divulgação)
Na terça-feira, 29, logo depois que o PMDB declarou em três minutos que rompia com o governo, deputados da Rede Sustentabilidade começaram a fazer as primeiras consultas, tanto a tucanos como a petistas. Como a receptividade foi pequena, o partido de Marina Silva decidiu levantar a bandeira sozinho, na esperança de que outros partidos e entidades venham a engrossar o movimento que está propondo. Na próxima terça-feira, 5, a Rede fará o primeiro do que espera venha a ser uma série de atos com o lema “Nem Dilma, nem Temer, nova eleição é a solução. Os deputados redistas têm se declarado contra o impeachment mas argumentam que, mesmo derrotando o golpe, a presidente Dilma terá dificuldades para governar. Poderá compor uma maioria com partidos pequenos e uma banda do PMDB mas estará sempre sujeita a cobranças de natureza fisiológica. Teria dificuldades para restaurar a credibilidade econômica do governo. “Para a REDE, a solução para a atual e grave crise política do país não está nem na presidente Dilma Rousseff, nem no seu vice Michel Temer, porque ambos são responsáveis pela atual situação do Brasil. Por isso, a realização de um novo pleito é a melhor forma de enfrentar todo esse contexto, ao devolver à sociedade a opção de rever sua opção através do voto”, diz a nota do partido que divulga o ato, marcado para as 14 horas de terça-feira no Hotel Nacional de Brasília. A Rede sustenta ainda que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é a instituição com legitimidade para decidir sobre a cassação da chapa Dilma/Temer, diz que a saída do PMDB do governo é apenas uma jogada oportunista para tentar se descolar da responsabilidade pela crise política, e que a distribuição dos cargos agora vagos a partidos igualmente implicados nas denúncias da Lava-Jato só agravaria a situação A proposta, entretanto, esbarra em dois poréns. Para ser viabilizada antes da votação do impeachment, Dilma e Temer teriam que renunciar, tal como sugeriu em editorial a Folha de São Paulo. E Dilma já respondeu: jamais renunciará ao mandato que recebeu do povo. Para haver nova eleição, ela e Temer teriam que renunciar este ano. Segundo, a possibilidade de cassação da chapa Dilma-Temer pelo TSE é um processo que ninguém sabe quando terminará, não representando, portanto, uma solução. Se eventualmente o desfecho for pela cassação da chapa, e acontecer no ano que vem, não haverá nova eleição, mas a posse do sucessor imediato, que hoje é Eduardo Cunha. Depois dele, Renan Calheiros. E depois, o presidente do STF. Finalmente, resta uma questão importante. A eleição seria só para presidente e vice ou o Congresso atolado na Lava Jato também seria renovado?
(Foto: Reprodução)
Uma dupla de ciclistas vem ganhando fama na internet por um gesto humanitário. Os dois pedalavam por uma trilha quando encontraram uma vaca presa a uma árvore. Solidários, eles resolveram ajudar o animal. Os ciclistas então realizaram algumas manobras afim de libertar a bezerra e fizeram questão de registrar o resgate. O vídeo foi compartilhado na página do Facebook do grupo Pedal e Lama e já coleciona mais de 65 mil compartilhamentos. Diversos internautas parabenizaram a dupla pela atitude. "Parabéns aos ciclistas. Se não fosse eles com certeza ela ia morrer", disse um. "Nossa eu pensei que já era mais valeu ciclista parabéns gostei do resultado", disse outro.
(Foto: Reprodução)
Os trabalhadores brasileiros gostariam de ter mais flexibilidade no trabalho. Segundo pesquisa feita em pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Ibope, sete em cada dez brasileiros querem horários mais flexíveis, mas apenas 56% têm essa possibilidade hoje e 73% têm o desejo de trabalhar em casa ou em locais alternativos. A divisão das férias também fez parte da pesquisa e mostrou que 53% gostariam de poder dividir as férias em mais de dois períodos. O número é maior entre os mais jovens: para os trabalhadores entre 16 e 24 anos, 62% gostariam de ter mais períodos de férias. Acima dos 55 anos, esse número cai para 44%. Ainda assim, 58% gostariam de poder entrar em acordo com o chefe para reduzir o horário de almoço e sair mais cedo e 63% gostariam de poder entrar em acordo com o chefe para trabalhar mais horas por dia em troca de mais folgas na semana.
Além disso, 62% gostariam de poder receber o vale-transporte diretamente em dinheiro. Entre 16 e 24 anos, 64% preferem receber o benefício em dinheiro. O porcentual é mais baixo nos trabalhadores acima de 55 anos, quando apenas 49% preferem que trocar a forma de receber o vale-transporte. Em meio à crise, a pesquisa perguntou ainda se aceitariam realizar acordos de redução de jornada e salário com o empregador para manter emprego e 43% responderam afirmativamente. Outros 54% não aceitariam a proposta. A rigidez nos horários é ainda maior nos empregos formais. Apenas 38% afirmam que a flexibilidade faz parte da rotina em quem tem emprego formal, no informal, esse número chega a 76%. Com o mesmo desenho, 42% dos trabalhadores formais tem a opção de trabalhar em casa, enquanto nos empregos informais, chega a 74%. A pesquisa foi feita de 18 a 21 de setembro de 2015. No total, foram 2002 entrevistas feitas em 140 municípios do País.
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(Foto: Reprodução)
Que o Brasil vem enfrentando uma grave crise econômica todos já sabem. Porém, se no ano passado as perspectivas para o orçamento das famílias brasileiras não eram boas, em 2016 elas não serão muito diferentes. Para driblar essas dificuldades, muitos brasileiros acabam optando por usar linhas de créditos pré-aprovadas ou os famosos cartões de crédito. Para o professor de finanças Carlos Alberto Ercolin, do ISAE/FGV, de Curitiba, apesar de ser atrativos, os cartões de crédito precisam ser utilizados com muito cuidado e responsabilidade. Segundo o especialista, tentar conhecer todos os tipos de cartões de crédito existentes no mercado, por exemplo, faz com que você adquira um cartão que combine com os seus hábitos de consumo e evite gastos desnecessários.
Ainda assim, as coisas não são tão simples quanto parecem. Para ele, o uso dos cartões de crédito exige cautela e organização. “Se o usuário não for disciplinado acabará por gastar mais que o que tem na conta corrente. Muita gente se esquece que terá de pagar o que gastou no cartão, agindo como se ele fosse um saldo adicional”, afirma. Segundo Ercolin, os cartões de créditos só devem ser usados em casos de emergência, já que sua modalidade de financiamento é uma das mais caras do mercado. Hoje, os juros dos cartões de crédito ultrapassam 439% ao ano, segundo o Banco Central. Mas, se ainda assim, o consumidor precisar usar o crédito, a principal dica do professor é sobre a pontualidade e o pagamento total das faturas. “Seja sempre pontual no pagamento total da fatura, nunca pague apenas parte da fatura, devendo quitar a totalidade dela”, comenta. Agora, se você não tomou os devidos cuidados e perdeu o controle dos gastos o especialista te dá algumas opções. A primeira é a renegociação com a administradora do cartão, negocie tantas vezes quantas necessárias, pois não adianta aceitar a primeira proposta da administradora, com taxas abusivas que você não conseguirá pagar e terá de voltar a negociar, posteriormente. A segunda são as feiras de renegociação, com os altos índices de inadimplência, muitas empresas optam pelas feiras para tentar sanar tais questões. Nessas feiras ainda costumam estar presentes advogados e entidades de proteção ao consumidor, como o PROCON, que podem auxiliá-lo na negociação. Para finalizar, Ercolin recomenda que o devedor pense em aposentar seus cartões, até estabilizar sua vida financeira novamente. “Pense, seriamente, em aposentar o cartão de crédito, pelo menos até você quitar sua dívida atual. Pois não adianta renegociar uma dívida se seus hábitos não forem revistos. Você voltaria a renegociar, dentro de pouco tempo, as novas dívidas feitas com o uso continuado o cartão”. Para o professor de finanças do ISAE/FGV, os cartões devem ser vistos apenas como uma reserva que será usada somente caso necessário e não para cobrir o rombo no final do mês. Agindo com disciplina, os cartões de crédito podem sim ser aliados em tempos de crise.
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Campanha nacional de vacinação nos hospitais públicos começa em 30 de abril (Foto: Reprodução/TV Tribuna)
O vírus H1N1 já matou 46 pessoas no país em 2016, mais do que no ano passado inteiro, quando foram registradas 36 mortes pela infecção. A chegada antecipada do vírus e a severidade dos casos têm chamado a atenção dos médicos e provocado uma corrida às clínicas de vacinação. Veja perguntas e respostas sobre o H1N1 e outros vírus da gripe:
É comum haver tantos casos graves e mortes por gripe nesta época do ano?
Não. Houve uma antecipação da temporada de gripe no Brasil. “O esperado para seria ter o pico de casos no mês de julho. O que está acontecendo neste momento é uma antecipação de circulação do H1N1”, diz a pediatra Lucia Bricks, diretora médica de Influenza na América Latina da Sanofi Pasteur.
Especialistas discutem várias hipóteses que podem explicar a antecipação da chegada do vírus, que vão desde fatores climáticos até o aumento de viagens internacionais que podem ter trazido o H1N1 que circulava no hemisfério norte. Também chama a atenção dos médicos a grande proporção de casos graves e mortes em adultos. Em geral, complicações costumam ser mais comuns em idosos, gestantes, crianças pequenas e outros grupos de risco. Até 19 de março, o país já tinha registrado 305 casos e 46 mortes por H1N1, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. Mais da metade dos casos graves e mortes registradas este ano foram na faixa etária de 40 a 60 anos.
Já é possivel se vacinar este ano?
As clínicas particulares já têm disponível os primeiros lotes da vacina trivalente contra influenza de 2016, que protege contra H1N1, H3N2 (ambos vírus da Influenza A) e uma cepa da Influenza B. A vacina trivalente pode ser usada a partir dos 6 meses de idade. Já a vacina tetravalente ou quadrivalente – que além de proteger contra o H1N1, o H3N2 e a Influenza B também protege contra uma segunda cepa da Influenza B – ainda está começando a ser distribuída. A vacina tetravalente pode ser usada a partir dos 3 anos de idade.
Como será a vacinação na rede pública?
A campanha nacional de vacinação contra gripe está marcada para começar no dia 30 de abril e vai até o dia 20 de maio. Alguns estados, como São Paulo, podem antecipar a vacinação pelo SUS devido ao aumento precoce de casos da infecção. O Ministério da Saúde anunciou que começaria a enviar as doses aos estados a partir desta sexta-feira (1º). Na rede pública, a vacinação contra influenza é destinada a alguns grupos prioritários: crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, idosos, profissionais da saúde, povos indígenas e pessoas portadoras de doenças crônicas e outras doenças que comprometam a imunidade.
A vacina muda todo ano?
Sim. Todo ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) faz uma previsão de quais serão os vírus Influenza que devem circular no inverno do hemisfério norte e do hemisfério sul com base em amostras de pacientes coletadas em centros sentinela distribuídos em todo o mundo. As vacinas são desenvolvidas com base nessa informação, que costuma ser divulgada pela OMS em setembro no caso do hemisfério sul. O processo de desenvolvimento da vacina é complexo e leva, em média, 6 meses. A vacina de 2016 tem o mesmo vírus H1N1 que a de 2015. As cepas do H3N2 e do Influenza B, porém, são diferentes em relação ao ano passado.
Quem tomou a vacina no ano passado está protegido este ano?
Não. Mesmo para o vírus H1N1, que permanece o mesmo do ano passado, a quantidade de anticorpos diminui ao longo dos meses, reduzindo o grau de proteção. Em relação ao vírus H3N2 e ao Influenza B, não há proteção nenhuma, já que os vírus mudaram.
Quais são os vírus Influenza circulando este ano?
No estado de São Paulo, cerca de 60% da circulação deste ano corresponde ao vírus Influenza A/H1N1 e 40% aos vírus Influenza B, segundo informações divulgadas no Simpósio Internacional de Atualização em Influenza, evento organizado pela Faculdade de Medicina da USP em São Paulo. Os casos mais graves têm sido associados principalmente ao H1N1.
Além da vacina, quais são as medidas preventivas contra a gripe?
Lavar as mãos com frequência e manter os ambientes ventilados continuam sendo medidas de prevenção importantes contra qualquer tipo de gripe. No vídeo, o infectologista Caio Rosenthal dá dicas de como se prevenir contra a influenza:
Quais são os sintomas do H1N1?
A gripe - tanto a H1N1 quanto a H3N2 ou a Influenza B - tem como sintomas febre alta e súbita, tosse, dor de garganta, dor no corpo, dor nas articulações e dor de cabeça. No caso do H1N1, um sintoma que chama a atenção é a falta de ar e o cansaço excessivo. É importante distinguir a gripe do resfriado comum, que é muito mais leve, com sintomas menos graves como coriza, mal estar, dor de cabeça e febre baixa.
Como é o tratamento do H1N1?
O tratamento deve envolver boa hidratação, repouso e uso do antiviral específico, prescrito pelo médico. Um deles é o Oseltamivir (mais conhecido pela marca Tamiflu), distribuído pela rede pública para hospitais e unidades básicas de saúde. Trata-se de um antiviral específico contra o vírus Influenza, indicado para pessoas com maior risco de desenvolver complicações. É importante que o paciente consiga tomar a medicação nas primeiras 48 horas do início dos sintomas, para que a eficácia seja maior. O tratamento também pode envolver o uso de analgésicos para aliviar os sintomas.
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- Tribuna da Bahia
- 03 Abr 2016
- 16:02h
(Foto: Reprodução)
O Whatsapp já é uma das ferramentas de comunicação mais utilizadas do mundo e também no Brasil. Por ser rápido e gratuito o serviço de mensagens começou a ser utilizado também pelas corporações como uma ferramenta de trabalho, principalmente para o compartilhamento de informações em grupo. Os “grupos de trabalho” já são comuns nas empresas, mas assim como o escritório, o ambiente é de relacionamento profissional entre os trabalhadores e gestores. É uma reprodução do espaço físico da empresa também deveria ser do comportamento dos usuários. O advogado especialista na área trabalhista, Giovanne Alves, explicou ao portal LeiaJá que se um funcionário desrespeita outro no grupo do Whatsapp, como por exemplo, comete assédio moral, ele está totalmente passível de ser acionado na Justiça.
De acordo com Alves, como a troca de informações e conteúdos em geral pode ser arquivada e printada, ela pode servir como prova para embasar os casos que vão parar na Justiça. “Fica ainda mais fácil de provar quando o assédio é feito em ambiente virtual, como no Whatsapp", explica o advogado. Mas o funcionário também deve ficar esperto. “Condutas inconvenientes, atos de insubordinação ou indisciplina ensejam demissão por justa causa. Se algum funcionário cometê-las, mesmo que só no Whatsapp, ele pode ser demitido”, explica o advogado. Diretor de RH do Grupo Ser Educacional, Wellington Maciel defende a utilização da ferramenta como troca de informações e principalmente meio de comunicação, mas discorda quando o app é usado pelo gestor para avaliação das equipes. “O mundo inteiro usa o Whatsapp. É uma ferramenta ágil de comunicação, mas deve ser utilizada com muito respeito entre as pessoas. Uma dica importante é não confundir grupos sociais com os grupos de trabalho. Evite brincadeiras fora de hora, correntes, posicionamentos políticos”, orienta o diretor ao portal LeiaJá.
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- Tribuna da Bahia
- 03 Abr 2016
- 14:00h
(Foto: Reprodução)
Especialistas do Instituto de Ciência e Tecnologia de Okinawa (OIST), no Japão, estão conseguindo decifrar muitos segredos sobre o envelhecimento e como evitá-lo ao catalogar a composição do sangue de pessoas idosas e os comparando com amostras mais jovens. Segundo a revista científica Proceedings of Natural Academy of Sciences (PNAS), dos Estados Unidos, foram encontradas 14 moléculas cuja presença varia de acordo com a idade da pessoa -- sete delas são abundantes no sangue dos jovens mas não nos mais velhos e vice versa. As "moléculas da juventude" se tratam principalmente de antioxidantes e compostos fundamentais para a saúde dos músculos. Isto significa que uma dieta baseada nestas substâncias pode trazer benefícios para pessoas mais velhas, como apontam diversos estudos que sugerem que uma dieta rica em polifenóis -- os antioxidantes presentes na uva, vinho tinto, chá, fruta e verduras em geral -- podem retardar o envelhecimento do cérebro.
Não é de surpreender que as dietas mediterrânea e japonesa tenham sido reconhecidas por seu papel "anti-aging", além evitar o Alzheimer, uma vez que são ricas em alimentos que contém antioxidantes como azeite, frutas, verduras, peixes e cereais. É na cidade japonesa de Okinawa, sede dos estudos citados pelo PNAS, que se encontram o maior número de pessoas "centenárias" do mundo. É lá também que doenças como câncer e Alzheimer, relacionadas à idade avançada, possuem uma incidência baixíssima e acredita-se que isso se deve justamente a alimentação rica em peixes, verduras e substâncias antioxidantes. Em comunicado, o professor Mitsuhiro Yanagida, que lidera o estudo, disse que "a longevidade é um grande mistério para nós" e que "queremos descobrir como as pessoas mais velhas poderão viver um final de vida feliz". Para a pesquisa, especialistas compararam o sangue de 15 jovens, com em média 29 anos, e 15 idosos, com em média 80 anos, medindo a concentração de grupos específicos de substâncias.
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Aedes aegypti, mosquito transmissor de zika, dengue, chikungunya e febre amarela, é visto sobre pele humana em laboratório (Foto: Luis Robayo/AFP)
O número de casos de dengue no Brasil este ano já é 52,3% maior do que o do mesmo período de 2015, ano que teve a maior epidemia de dengue da história do país. Nas primeiras oito semanas do ano, houve 396.582 casos prováveis de dengue, segundo o novo boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde. No mesmo período de 2015, tinham sido 259.827 casos. Do total de casos, 56,2% são da região Sudeste, 18% do Nordeste, 13,2% do Centro-Oeste, 8% do Sul e 4,9% do Norte. Apesar do aumento do número de casos, o número de mortes por dengue teve uma redução em relação ao ao passado.
De acordo com o boletim, houve 51 mortes confirmadas por dengue nos primeiros dois meses do ano, contra 197 óbitos pela doença no mesmo período de 2015. O boletim destacou como municípios com grande incidência de dengue em relação ao tamanho da cidade os municípios de Campanário (MG), que teve 11.304,6 casos por 100 mil habitantes, Coronel Fabriciano (MG), com 3.460 casos por 100 mil habitantes, Ribeirão Preto (SP), com 1.335,2 por 100 mil habitantes e Belo Horizonte (MG), com 1.273,9 por 100 mil habitantes.
Chikungunya
O país registrou também 3.748 casos de chikungunya até a oitava semana epidemiológica, dos quais 284 tiveram confirmação com exames laboratoriais. Os casos foram registrados em 18 unidades da federação.
Zika
O Ministério da Saúde não tem divulgado o número total de casos de infecção pelo vírus zika no país. Mas, nesta terça-feira, um boletim do Ministério da Saúde confirmou que ovírus já tem circulação autóctone em todos os estados do país.
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Um quinto da população brasileira é obesa, diz estudo (Foto: PA)
Estudo publicado na revista científica Lancet mostra que um quinto da população brasileira adulta, ou quase 30 milhões de pessoas, é obesa. O número é maior entre as mulheres: 23% delas, ou 18 milhões, eram obesas em 2014. Entre os homens, o índice é de 17% (11,9 milhões). Os números colocam o Brasil entre os países mais obesos do mundo. Entre os homens, só fica atrás de China e EUA; entre as mulheres o Brasil fica em 5º, atrás também de Rússia e Índia. A comparação é feita em números absolutos e todos os países listados estão entre os mais populosos do mundo. No ranking masculino, o Brasil está à frente da Índia, que tem população maior que a do Brasil. Em 1975, o Brasil estava em 10º no ranking de homens obesos e 9º no de mulheres. Por outro lado, o estudo mostra que o país melhorou em relação a pessoas abaixo do peso: o Brasil aparecia em 9º nos dois rankings em 1975 e agora está em 18º entre os homens e 13º entre as mulheres. Cerca de 3% da população adulta brasileira (4 milhões) estão abaixo do peso. São consideradas obesas, de acordo com a pesquisa, pessoas que tem o IMC (índice de massa corporal) acima de 30. Para se calcular o IMC deve-se elevar ao quadro a altura da pessoa e dividir pelo peso o resultado obtido.
Mundo
A pesquisa, coordenada por cientistas do Imperial College London, comparou o IMC de cerca de 20 milhões de homens e mulheres de 1975 a 2014. Os dados se referem a 186 países. O estudo conclui que há mais adultos no mundo classificados como obesos do que como abaixo do peso. Diz também que um quinto dos adultos do mundo será obeso em 2025 e que as chances de atingir as metas da ONU para frear a obesidade nos próximos dez anos são "virtualmente zero". O objetivo da OMS (Organização Mundial da Saúde) é que em 2025 os índices não sejam maiores que os de 2010. Seguindo a pesquisa, desde 1975 a obesidade triplicou entre homens e dobrou entre mulheres. O número de obesos passou de 105 milhões em 1975 para 641 milhões em 2014. Enquanto isso o número de pessoas abaixo do peso aumentou de 330 milhões para 462 milhões no mesmo período. Mas caiu em termos proporcionais: de 14% para 9% em homens e de 15% para 10% em mulheres. O principal autor do estudo, Majid Ezzat, disse que há uma "epidemia de obesidade grave". "Nossa pesquisa mostrou que em 40 anos nos fizemos a transição de um mundo em que o número de pessoas abaixo do peso era o dobro das obesas para um em que há mais obesos que pessoas abaixo do peso". "Embora seja reconfortante saber que o número (proporcional) de pessoas abaixo do peso caiu nos últimos anos, a obesidade global chegou a um ponto de crise."
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- Natasha Hinde, do HuffPost Brasil
- 03 Abr 2016
- 10:05h
Ansiedade: especialistas oferecem conselhos para lidar com a ansiedade nessa fase da vida, quando divórcio, luto e problemas financeiros costumam ser comuns | pixelheadphoto/Thinkstock
Os níveis de ansiedade atingem seu ponto máximo entre os 40 e os 60 anos, indicam novas estatísticas, provando que a “crise da meia-idade” pode ser mais real do que muita gente imagina. Um novo estudo do governo britânico sobre bem-estar apontou que, falando em termos gerais, as pessoas têm níveis relativamente altos de satisfação com a vida e de felicidade – com aqueles entre 16 e 19 anos e entre 65 e 79 mostrando os índices mais elevados. As pessoas entre 45 e 54 anos, entretanto, relataram índices mais baixos, o que coincidiu com um aumento notável nos níveis de ansiedade.
Médicos e especialistas em saúde mental oferecem conselhos para lidar com a ansiedade nessa fase da vida, quando divórcio, luto e problemas financeiros costumam ser comuns.
O Escritório Nacional de Estatísticas do Reino Unidoestudou os índices de bem estar pessoal entre 2012 e 2015 e criou notas médias para áreas que incluem satisfação com a vida, felicidade, senso de valor e ansiedade.
O levantamento indica que, dos 40 aos 60 anos, os níveis de ansiedade atingem o ponto mais alto para pessoas entre 50 e 54 anos.
Os níveis caem depois dos 60 anos, coincidindo com um aumento do nível de satisfação com a vida e de felicidade.
Helen Webberley é a clínica geral dedicada da Oxford Online Pharmacy. Ela diz que questões relacionadas à ansiedade são muito comuns em seus pacientes de meia-idade.
“A tendência é ver mais casos entre mulheres, e concordo que parece haver um pico entre os 40 e 50 anos”, diz a médica.
“Pode haver várias razões para isso, mas o cenário típico que encontro envolve pacientes com um ou mais empregos, demandas dos filhos e de administrar a casa e a preocupação extra de cuidar de parentes mais velhos.”
“No passado, as pessoas poderiam ter babá, cozinheira e empregada. Hoje, os dois adultos da casa têm de fazer tudo. As expectativas também são altas por parte dos empregadores, das crianças e dos parentes – a vida é difícil.”
“Acrescente a isso preocupações financeiras, e a pressão fica muito grande, o que pode causar depressão e ansiedade.”
Rachel Boyd, gerente de informações da ONG de saúde mental Mind, diz que lidar com divórcio e luto também pode compor o problema.
Por que esses sentimentos de ansiedade diminuem depois dos 60 anos, então?
Segundo Boyd, “é possível que a partir dos 60 anos, as pessoas tenham maior probabilidade de se aposentar, o que retira a pressão do trabalho desse cenário.”
“Também é provável que as pessoas aceitem melhor o que têm e exijam menos de si mesmas.”
Para quem tem níveis quase insuportáveis de ansiedade, muito além da ansiedade normal do dia a dia, Boyd tem alguns conselhos.
“A maioria das pessoas entende a ideia de se sentir tenso antes de uma entrevista de trabalho ou de uma mudança de casa, mas problemas mentais como ansiedade e depressão têm impacto muito maior na sua vida e podem até mesmo te impedir de fazer as coisas com que você estava acostumado”, explica ela.
“A ansiedade, entendida como problema de saúde mental, não é o mesmo que ser ‘meio tímido’, e é importante procurar ajuda assim que possível se você acha que ela está interferindo com sua capacidade de levar a vida normalmente.”
Ela explica que a ansiedade não tem impacto só na cabeça – ela também pode afetar seu corpo.
“Sintomas físicos incluem aumento da frequência cardíaca, tensão muscular, tontura, dificuldade para respirar, suor, tremores e náusea”, afirma ela.
“Sintomas psicológicos incluem nervosismo e tensão, preocupação incessante e a sensação de que os outros estão percebendo sua ansiedade.”
“Você pode ter ataques de pânico agudos ou frequentes, aparentemente sem motivo, ou ter uma sensação permanente de ansiedade. Você pode ter vontade de fugir, ou perceber que está gastando muita energia tentando evitar a ansiedade.”
“Se você tem ansiedade social, também pode evitar situações que podem disparar a ansiedade, tais como encontrar amigos, sair para fazer compras ou até mesmo atender o telefone.”
Boyd recomenda que pessoas que apresentem esses sintomas procurem ajuda, seja um especialista, um clínico geral ou até mesmo amigos e familiares.
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Letícia Steinert não tem filhos e dorme todos os dias com o Özil (Foto: Arquivo pessoal)
Cada vez mais os donos de pets tratam os bichinhos como parte da família. Prova disto é que uma pesquisa realizada por uma empresa que oferece hospedagem domiciliar aos cachorros aponta que 71% dos donos dormem com seus cães. Isso significa que três em cada quatro cachorros dividem a cama com seus "pais", sendo 43% frequentemente e 28% de vez em quando, segundo dados divulgados. O levantamento foi realizado pela internet com cinco mil pessoas, com idades entre 19 e 45 anos, segundo Eduardo Baer, que é sócio-diretor e co-fundador da empresa que realizou a pesquisa. Eduardo relata que a pesquisa é inédita e abordou também outros comportamentos. 51% dos entrevistados, por exemplo, admitem que seus cães assistem televisão. Na sexta-feira à noite, 93% dos tutores preferem a companhia do pet a sair para baladas. E, a cada aniversário do cachorro, 47% afirmaram ter vontade de fazer uma festa para comemorar. Dos 29% que já fizeram uma festinha de parabéns para o seu cão, 38% afirmam fazer todo ano.
O cão é da família
Para a empresa que realizou a pesquisa, a partir dos resultados, é possível concluir que o cachorro é considerado da família. A empresa destaca que um estudo do IBGE, publicado em 2015, revela que no Brasil o número de famílias que criam pelo menos um cachorro é maior do que o de famílias que têm crianças. São 52,2 milhões de cães e 44,9 milhões de crianças no País. "As pessoas estão tendo filhos mais tarde e acabam usando a companhia de um cão para não ficarem sozinhas. Mesmo quando têm filhos em casa, as famílias estão menores. Tem também as pessoas mais velhas, que acabam tendo um animal quando os filhos saem de casa. Um cachorro complementa a necessidade emocional das pessoas e diverte as famílias", explica Eduardo. A social media Letícia Steinert é uma das pessoas que considera os animais parte da família. Ela afirma que seus pets, a cadela Nina e o cachorro Özil, ambos vira latas, a ajudaram a se recuperar quando passou por uma fase difícil. Ela não tem filhos e conta que dorme todos os dias com o Özil por ele ser menor e gostar mais de ficar dentro de casa. "A princípio, ele não iria dormir na minha cama. Fiz uma cama pra ele ao lado da cabeceira da minha. Mas não aguentei ver ele tão lindinho ali embaixo", lembra Letícia. Ela dorme na mesma cama que a tia, mas afirma que ela não se incomoda com o animal na cama. "Deixo ele do meu lado da cama, perto da parede." "Dormir com ele me passa segurança, me sinto mais feliz e sei que ele também fica contente de estar ao meu lado", comenta Letícia. Ela relata que sua avó não aceitava animais dentro de casa e que reprova atitudes como segurar e abraçar os animais e deixá-los subir em sofás e camas. "Depois que comecei a adotar os animais, fui inserindo-os dentro de casa e, pouco a pouco, minha família foi aceitando. Hoje em dia, aceitam mais, porém, ainda me repreendem por dormir com o cão", conta.Shaila Duduch de Góes é psicóloga por formação e anfitriã domiciliar de cães. Ela recebe em casa animais de pessoas que não podem ficar com eles por alguns dias. "Trabalho para uma empresa que encaminha esses pets para mim. Eu geralmente não conheço nem os cães e nem os donos. Passamos por um período de adaptação antes de o animal ficar na minha casa", explica. E ela afirma que, se o dono tem o costume de dormir com o cão, ela dorme com ele também. Ela afirma que adora dormir com animais, mesmo que eles não sejam seus.
Dormir com o cão pode fazer mal para a saúde?
Eduardo, da empresa que realizou a pesquisa com os cães, destaca que os donos devem sempre se atentar à higiene dos pets, mas afirma que, no geral, dormir com o cachorro não causa problemas para os donos. "O que pode acontecer de ruim é o animal sentir falta de dormir com o dono quando ele viaja, por exemplo. Mas, no geral, o relacionamento de cães e donos que dormem juntos melhora, pois o animal tem a necessidade emocional de criar laços", explica. A social media Letícia afirma que nunca teve problemas por dormir com seu cachorro e que viu só vantagens. "Acho que, de certa forma, me ajudou a criar imunidade, pois minhas crises de rinite alérgica diminuíram depois que comecei a dormir com meu pet." Shaila também nunca teve problemas com esse hábito. Ela conta que sua alergia ataca muito com o pêlo do coelho que tem em casa, mas que nunca atacou com o pêlo dos cães. "Gosto muito de animais. Adoro dormir com eles", afirma Shaila, que ainda cita que pesquisas feitas com animais provam que a maioria prefere suprir primeiro a necessidade de afeto e deixa a alimentação em segundo plano. "Os cães nunca foram tão mimados e bem cuidados. A preocupação com o animal é a que se tem com um filho", completa Eduardo.
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- Guilherme Lucio da Rocha Do G1 Santos
- 03 Abr 2016
- 09:34h
Suspeito nega crime e acusa pintor que realizava serviços em apartamento. Polícia Civil investiga o caso e aguarda conclusão de laudos do IC.(Foto: Arquivo Pessoal)
A família da enfermeira Janaina Caroline Cunha Alves, de 26 anos, que foi agredida e asfixiada dentro da própria casa em São Vicente, no litoral de São Paulo, afirma que a jovem pode ter sido atacada após ter decidido ciar um perfil em uma rede social. Ela está internada em coma induzido na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e, segundo a polícia, o noivo da vítima é o principal suspeito de ter cometido o crime. Ele nega as acusações. Em depoimento à polícia, o noivo afirmou que ao chegar no apartamento onde a enfermeira morava encontrou a vítima sendo esganada por um pedreiro em um dos cômodos. Ao tentar salvar a jovem, ele entrou em luta corporal com o suposto agressor, que se desvencilhou e fugiu. Já o pedreiro negou ser o responsável pelo crime. Segundo a versão do funcionário, ele realizava serviços no apartamento quando o noivo da vítima entrou e ficou com ciúmes por algum motivo, atacando a mulher. No entanto, o pedreiro afirma que saiu do local sem ver o desfecho das possíveis agressões. Em entrevista ao G1 neste sábado (1), a avó da vítima, Nelci Alves da Silva, de 66 anos, conta que a neta era uma pessoa tranquila e que as discussões e brigas com o noivo eram constantes. "Ele é uma pessoa muito possessiva. Quando recebi a notícia, fiquei sem chão. Minha neta é tudo para mim", desabafa a idosa.
Estopim
Segundo Nelci, há uma semana as discussões entre ambos se intensificaram por conta de uma conta na rede social. "Ele não queria que a Janaina criasse [uma conta no] Facebook. Na semana passada, ela veio na minha casa e criou. Quando ele descobriu, ficou muito nervoso e foi tirar satisfação. Era uma paranóia eterna", explica.
Investigação
Os dois suspeitos pelo crime prestaram depoimento e foram liberados. O caso é investigado pela 2º Distrito Policial de São Vicente e a polícia aguarda a conclusão de laudos do Instituto de Criminalística (IC) para instauração de inquérito.
O G1 tentou contato com o noivo da mulher e com o advogado dele durante toda sexta-feira (1) e sábado (2) mas não obteve retorno.
Segundo familiares da vítima, Janaina apresenta ferimentos no pescoço, sinais de um possível estrangulamento, e está em internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), do Hospital Ana Costa, em Santos, e em coma induzido. O estado de saúde dela é considerado grave.
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- Raquel Carneiro | Veja
- 03 Abr 2016
- 09:04h
Em sua sexta temporada, série responsável por tirar zumbis das tumbas cults e levá-los para o mainstream televisivo alcança seu auge de audiência – e também de brutalidade
Quando começou, em 2010, The Walking Dead era facilmente descrita como uma série de zumbis. Agora, seis anos depois, quando um fiel espectador é questionado sobre o mote do programa, com certeza dirá que os seres mortos-vivos nada mais são que nojentos coadjuvantes na trama. A sexta temporada, que chega ao fim neste domingo, é a melhor prova desta afirmação. Com o passar do tempo, os zumbis perderam o posto de grande ameaça para os seres humanos. Afinal, se em um mundo sem leis, uma pessoa deu um jeito de sobreviver, provavelmente, boa gente não é. A teoria vale também para os amados protagonistas do seriado.
"Um dos principais propósitos do filão de zumbis é explorar a condição do homem, olhando para nosso lado obscuro. Realmente cuidamos um do outro ou estamos a apenas um apocalipse de distância de nos tornarmos nossos piores inimigos?", questiona Arnold T. Blumberg, especialista em zumbis (sim, isso mesmo) e professor do curso "Zumbis e a Mídia Popular" na Universidade de Baltimore, nos Estados Unidos.
Tal dúvida tem conduzido The Walking Dead ao longo dos anos, mas encontrou o que parece ser seu auge na atual temporada. O elenco principal, conduzido por Rick Grimes (Andrew Lincoln), passou pelas mais variadas adversidades em um roteiro cíclico, intercalando momentos sem rumo por florestas e cidades abandonadas, com outros em que eles encontram abrigo e tentam estabelecer uma sociedade minimamente digna. Recentemente, os personagens fincaram bandeira em Alexandria, um antigo condomínio fechado de classe média alta, reforçado por altos muros e constante vigilância. Se antes era difícil achar água para beber, agora os personagens gozam até mesmo de banhos quentes.
Se a vida ficou mais fácil, as visões sobre o novo mundo, nem tanto. Na primeira metade da temporada, o grupo principal se dividiu entre os que, traumatizados, não se arriscam mais e matam sem pensar duas vezes sempre que trombam com um novo individuo fora dos muros de Alexandria. Outros, especialmente Morgan (Lennie James), acreditam que toda vida tem seu valor e que a civilização só será possível se existirem segundas chances, julgamentos honestos e, por que não, um pouco de compaixão.
"Produções apocalípticas obrigam o espectador a confrontar seus valores mais arraigados e a se perguntar: ainda seríamos capazes de defender esses valores em um mundo assim? O que seria permitido fazer? O que seria proibido? Sobrou algum limite, no fim das contas?", questiona Christopher Robichaud, professor de literatura em Harvard e autor do livro The Walking Dead e a Filosofia(BestSeller).
Do outro lado da tela, os fãs também se dividem entre os dois pensamentos. No Twitter, espectadores acompanham ao vivo os episódios, exibidos no Brasil pelo canal Fox, e comentam as atitudes dos anti-heróis, com críticas ou mensagens de apoio. O burburinho tem dado bons resultados de audiência. Até o penúltimo episódio, a sexta temporada marca uma média de audiência 30% maior do que a quinta - que até então era a recordista. A série ostenta o título de programa mais visto em toda a história da Fox no Brasil. Nos Estados Unidos, o saldo é parecido, só que ainda mais exuberante. A atual temporada bateu picos de 19,5 milhões de espectadores em um único episódio. No caminho entre o trash e o cult, os zumbis de The Walking Dead encontraram seu lugar no mainstream.
A expectativa é que o último capítulo seja a alavanca final para dar à temporada um novo recorde de audiência. Os 15 últimos episódios, aliás, foram apenas uma "leve" introdução da produção que vai ao ar neste domingo. O ator Jeffrey Dean Morgan finalmente fará sua estreia na série na pele do vilão Negan, considerado o mais brutal personagem da trama nos quadrinhos.
Velhos monstrengos - Não é de hoje que os errantes corpos decrépitos andarilhos são um prato cheio para associações que vão de religião e política a criticas ao consumismo e à própria natureza humana. A série é resultado de uma onda crescente, que tomou corpo no começo dos anos 2000, com filmes bem recebidos como Extermínio (2002); e o remake Madrugada dos Mortos (2004), inspirado no clássico O Despertar dos Mortos (1978), de George A. Romero - aliás, considerado o pai da cultura do zumbi como é conhecida hoje em dia.
A superprodução com Brad Pitt Guerra Mundial Z (2013) e as comédiasZumbilândia (2009), Meu Namorado é um Zumbi (2013) e Orgulho e Preconceito e Zumbis (2015) completam o pacote mais recente que merece destaque. O efeito TWD também deu origem a outros programas televisivos como Z Nation, do canal SyFy, e o seriado adolescente iZombie, da CW. "Nunca estivemos mais alienados, assustados e esperando por um apocalipse como hoje em dia.
Culturalmente, nós gostamos dos zumbis para dar vazão aos nossos medos como uma maneira de compartilhá-los e vivê-los por duas horas no cinema, para depois sairmos sãos e salvos da sala", diz Blumberg. Segundo Mary Elizabeth Ginway, professora de literatura na Universidade da Flórida, a crise americana provocada pelos ataques às Torres Gêmeas em Nova Iorque, em 2001, colaborou para o ambiente de medo e incerteza, refletido nas produções de zumbis. "Grupos alheios, por idade, por ideologia, por raça ou classe, se tornam mais ameaçadores. A 'zumbificação' do ser humano representa os medos e também o ser que é um resultado de sistemas, como o econômico e político."
Com fundos filosóficos, educativos, ou para o mero entretenimento, os personagens comedores de carne humana - com apetite especial por cérebros - prometem continuar em alta por muito tempo.TWD, por exemplo, não tem prazo para terminar - rumores sugerem que o programa deve continuar no ar, pelo menos, até 2022. De livrarias até aplicativos de celular, sem esquecer as pegadinhas de Silvio Santos no SBT, a invasão dos zumbis pode ser vista por todos os lados, meios e para variadas idades. O apocalipse zumbi já aconteceu, mas, ao contrário do esperado, são poucos os que querem fugir desta infecção.
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- Estadão
- 03 Abr 2016
- 07:25h
Foto: Ricardo Stuckert
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que “como constitucionalista”, o vice-presidente Michel Temer sabe que “impeachmet é um golpe”. O petista participou na manhã do último sábado (02) de um ato em defesa do governo Dilma Rousseff, na capital cearense. A um público vestido de vermelho, com bandeiras do PT e da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Lula criticou a oposição que quer destituir a presidente e disse que, se Temer assumir, será um golpe. “A nossa resposta a ser dada aos opositores é garantir a governabilidade de Dilma”, afirmou. O ato, intitulado “Ceará com Lula”, foi organizado pela Frente Brasil Popular – Ceará e pelo diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT-CE). A assessoria de imprensa do vice-presidente divulgou nota oficial em resposta às afirmações de Lula: “Justamente por ser professor de direito constitucional, Michel Temer tem ciência de que não há golpe em curso no Brasil”, diz a nota. Procurada pela manhã, a assessoria tinha informado que não iria comentar as declarações. Em um discurso carregado de emoção, Lula abriu falando sobre a chuva que caía forte sobre a Praça. “Mesmo que não tivesse o ato, só a chuva que Deus mandou já valeria a pena”, comentou. Em seguida, ele falou sobre o “clima de ódio” que o Brasil vive. “Tenho 50 anos de política e nunca vi um clima de ódio estabelecido no País como vejo agora. Essa gente que vai para a manifestação vestido de verde e amarelo tem que saber que o povo, que está aqui na rua, é um povo trabalhador e pede que respeitem apenas uma coisa: o voto popular que elegeu a Dilma”. Contatada pela reportagem, a assessoria de Michel Temer disse que o vice-presidente prefere não comentar as menções de Lula a ele.