NATURAL LIFE: Promoção relâmpago amanhã (28)
- 27 Mai 2016
- 07:01h


(Foto: Reprodução)
Não tomar sol é tão preocupante quanto fumar, de acordo com uma pesquisa publicada na revista científica Journal of Internal Medicine, realizada com 30 mil mulheres por cerca de 20 anos. Este estudo indica que evitar o sol é um fator de risco de morte da mesma magnitude que fumar. Quando comparado a alguém que se expõe mais ao sol, a expectativa de vida de quem não toma muito sol pode diminuir até dois anos e um mês. Os pesquisadores do Hospital Universitário de Karolinska, na Suécia, responsáveis pelo estudo, notaram que mulheres que tomam mais sol tem menos riscos de problemas cardiovasculares e doenças crônicas como diabetes e esclerose múltipla do que quem evita o sol. Um ponto interessante do estudo é que os benefícios aumentam conforme a pessoa toma mais sol. Diante de tudo isso, o doutor Pelle Lindqvist, autor do estudo, defende que a mulher não deve se expor nem demais e nem de menos ao sol. "Há tempos sabemos que existem três hábitos que são perigosos para a nossa saúde, são eles: fumar, sedentarismo e estar acima do peso. Agora, com esta pesquisa vimos que existe um quarto: evitar exposição ao sol", conta Lindqvist.
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Um estudo feito na Universidade de Cambridge, Reino Unido, e publicado na revista PLoS ONE, destacou a importância dos amigos e do apoio dos parentes na prevenção da depressão entre os jovens. Um dos principais fatores de risco para o transtorno é a vivência de adversidades na infância, como falta de afeto, perda de algum membro familiar, dificuldades financeiras, abuso emocional, físico ou sexual, além do bullying que também é associado à depressão em jovens. Segundo os pesquisadores, o assédio moral enfrentado por eles, associado à problemas na infância, torna os sintomas do transtorno ainda mais graves. Para realizar a pesquisa, foram avaliados 800 adolescentes (322 garotos e 449 garotas) e para analisar o impacto que amizades e o apoio familiar aos 14 anos podem ter aos 17 anos, foram utilizados modelos matemáticos. Os pesquisadores descobriram que os jovens que enfrentaram problemas familiares na infância foram os mais propensos a sofrer bullying e menos propensos a ter uma rede de amigos na adolescência. O apoio da família e dos amigos no início da adolescência ajuda a reduzir os sintomas depressivos provavelmente por melhorar a autoestima, trazer alívio ao estresse a ajudar a desenvolver habilidades interpessoais, segundo o estudo.

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O açúcar, segundo o cardiologista e nutrólogo, Daniel Magnoni, não é o principal vilão e não torna uma pessoa obesa. Magnoni é autor da pesquisa "Consumo Equilibrado: Uma nova percepção sobre o açúcar". Para ele, fatores de ricos – uma somatória de maus hábitos – tornam a pessoa obesa, hipertensa e com doença cardiovascular. A pesquisa mostrou também que as pessoas não leem o rótulo e os que leem, enxergam o açúcar como quinta opção. O nutrólogo afirma ainda que "existe uma grande moda da dieta que retira o açúcar e o carboidrato da alimentação e o que acontece é que a pessoa fica tonta, confusa, sonolenta, passa mal e logo logo sai da dieta", enfatiza.
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(Foto: Reprodução)
Nos últimos 15 anos, a expectativa de vida da população mundial cresceu cinco anos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), este é o avanço mais rápido desde a década de 60. No entanto, apesar do crescimento, a desigualdade nos países ainda persiste. O maior aumento foi observado na África, devido a melhorias nos cuidados de saúde para as crianças e melhor disponibilidade de medicamentos, incluindo remédios de combate à malária e à AIDS. A média no continente subiu 9,4 anos, para 60 anos. A agência de saúde da ONU diz que, globalmente, a expectativa de vida de um bebê nascido em 2015 foi de 71 para as mulheres e 69 para os homens. O relatório registra que recém-nascidos em 29 países, todos desenvolvidos, têm uma estimativa de vida de 80 anos ou mais. Já os que nascem em 22 países da África subsariana têm uma estimativa de menos de 60 anos. O relatório observou que havia falhas nos dados de alguns países e que cerca de metade de todas as mortes em todo o mundo não são registrados.

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Tirar a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) foi um processo prático e rápido para a jornalista Fernanda Gama, 31 anos, que utilizou os serviços online do Departamento de Trânsito da Bahia (Detran-BA). “Só precisei ir ao Detran para comprar o laudo e pegar a minha habilitação. Fiz o simulado, verifiquei o resultado dos exames médicos e testes teórico e prático de direção, tudo pela internet. O avanço tecnológico facilitou bastante a minha vida”, contou. A comodidade oferecida ao cidadão está disponível no site do órgão e no aplicativo para smartphone Detran.BA Mobile. É preciso preencher um cadastro para ter acesso aos serviços, como a segunda via da CNH e do licenciamento do veículo, a Permissão Internacional para Dirigir (PID), pontuação na carteira, histórico de multas, gravame, simulado e resultado de exames, entre outros. Nos últimos seis meses, quase seis mil pessoas acessaram serviços de habilitação online. De acordo com o departamento, a partir do próximo semestre, quem consultar pela internet o andamento do processo da CNH vai saber se o documento já está disponível e em que local será entregue. Outra novidade será o serviço via SMS, alertando o condutor sobre o prazo para a renovação da carteira e do licenciamento do veículo. “Estamos aprimorando cada vez mais os nossos serviços, com o objetivo de evitar que as pessoas se desloquem até as unidades fixas de atendimento sem ter a certeza que o documento está pronto. A ideia é que, em breve, o cidadão possa resolver quase tudo pelo computador ou celular”, disse a coordenadora de Planejamento e Gestão do Detran, Thatiane Aragão.

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Luiz Fux, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou o Recurso Extraordinário que discute a prevalência da paternidade socioafetiva sobre a biológica. A ação questiona a interpretação do artigo 226, caput, da Constituição Federal, na qual é dito que a família é base da sociedade e tem proteção especial do Estado. O recurso alega que a decisão proferida pelo Supremo, ao priorizar a família biológica em detrimento da socioafetiva, não priorizou as relações de família. O pedido sustenta que, desta forma, o STF teria afrontado o artigo da Constituição. “Verifico que o tema é relevante sob os pontos de vista econômico, jurídico e social”, afirmou o ministro Luiz Fux ao proferir seu voto pela existência da repercussão geral no RE. A Associação de Direito da Família e das Sucessões (ADFAS) e o Instituto Brasileiro de Direito de Família (IDBFAM) irão fornecer subsídios às decisões do tribunal, oferecendo uma base para esta questão. Luis Fux liberou nesta quarta (25) o processo para que seja incluído na pauta no Plenário do Supremo.

Ministro disse que o governo está aberto para conversar com todas as centrais sindicais
O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, disse, nesta quarta-feira, 25, na capital paulista, que nenhuma alteração será feita na lei trabalhista sem que o trabalhador seja protagonista das decisões. Segundo ele, mesmo que haja uma flexibilização das leis trabalhistas, que ele chamou de "aprimoramento da legislação", os direitos do trabalhador serão preservados. "Essa garantia diz respeito a quem faz seus investimentos e ao trabalhador que fornece sua mão de obra. Quanto ao formato desse aprimoramento da legislação o trabalhador não será surpreendido", falou após participar de reunião com lideranças da União Geral do Trabalhador. Nogueira afirmou que todas as discussões sobre os temas que envolvem opiniões do setor empresarial e de especialistas envolverão o próprio trabalhador, que também poderá opinar. "A função do Ministério do Trabalho é promover políticas públicas de proteção ao trabalhador. São programas essenciais e vamos atuar dentro do espírito para o qual foi criado". Ele reforçou que o governo está aberto para conversar com todas as centrais sindicais. "A sinalização do presidente em exercício é a de que o ministério não atue de forma excludente. O governo respeita todas as centrais sindicais e reconhece sua importância na representatividade do trabalhador. Todas elas serão procuradas". O ministro ressaltou que entre as prerrogativas de combate ao desemprego está a qualificação. "O mercado oferece novas oportunidades depois de uma crise e também é uma medida do Ministério do Trabalho atuar para oferecer ao trabalhador oportunidade para ele ampliar suas habilidades". De acordo com o presidente da UGT, Ricardo Patah, a reunião foi feita para iniciar um processo de diálogo em um momento de desemprego e também para propor sugestões. "Nossa preocupação é com os desempregados do país. A UGT está pronta para o diálogo mesmo com relação a questões complexas como o aprimoramento do mundo sindical e das relações do trabalho. Estamos dialogando e não aceitando. Mas estamos dispostos a dialogar".

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Ao menos 24 defensores de direitos humanos foram mortos no Brasil nos quatro primeiros meses deste ano, sendo 21 ligados a direitos agrários e a movimentos de luta pela terra. Segundo informações da Agência Brasil, os dados foram coletados pelo Comitê Brasileiro de Defensores e Defensoras de Direitos Humanos, que é composto por entidades da sociedade civil como Artigo 19, Justiça Global, Comissão Pastoral da Terra (CPT), e o Conselho Indigenista Missionário (Cimi). O levantamento foi encaminhado à Organização das Nações Unidas (ONU) e à Organização de Estados Americanos (OEA) para pressionar o governo brasileiro em relação à proteção dos defensores e na responsabilização dos responsáveis pelos crimes. O primeiro relatório foi enviado no dia 8 de março e outros dois documentos nos dias 11 e 27 de abril, totalizando relatos de 22 mortes. É a primeira vez que o comitê faz o levantamento. Em 2015, foram registrados 50 assassinatos no Brasil relacionados a conflitos de terra, de acordo segundo a CPT, que faz o monitoramento desde 1985. De acordo com os dados da CPT, 90% dos casos foram registrados nos estados do Maranhão, Pará e de Rondônia.

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Estar conectado a redes sociais ou interagir com jogos virtuais e outros dispositivos eletrônicos são possibilidades de entretenimento que merecem um alerta quando o indivíduo desenvolve sintomas de abstinência, aliviados apenas com após prática do comportamento. É a chamada dependência de tecnologia, tratada como um tipo de Transtorno Impulsivo-Compulsivo do Comportamento. De acordo com a médica psiquiatra do Espaço Nelson Pires, Amanda Marinelo, a pessoa pode ser considerada dependente quando preenche, pelo menos, cinco dos oito critérios propostos em um estudo realizado na Universidade de Pittsburg: preocupação excessiva com a internet; necessidade de aumentar o tempo conectado para ter a mesma satisfação; fazer esforço repetido para diminuir o tempo de uso; presença de irritabilidade e/ou depressão; quando o uso é restringido, o indivíduo apresenta instabilidade emocional; permanecer mais tempo on-line do que o programado; comprometimento do trabalho e das relações sociais pelo uso excessivo; mentir aos outros a respeito da quantidade de horas conectadas.
“Os critérios referem-se à Internet, mas podem ser extensivos a qualquer dispositivo eletrônico. Além disso, existem outros sinais de alerta, como sensação de euforia quando conectado e comportamento negligente com amigos e família”, acrescenta a médica. Segundo Amanda, grande parte dos casos de dependência de tecnologia é associada a outras comorbidades psiquiátricas, como Depressão, Transtorno Bipolar do Humor, Transtorno de Ansiedade e Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH). “Dessa maneira, uma vez identificada essa associação, o tratamento deverá ser individualizado, associando-se terapia farmacológica e psicoterapia para obtenção de melhores resultados”, afirma. O dependente em substâncias psicoativas experimenta uma série de sintomas físicos e psicológicos com a diminuição ou interrupção do uso da substância, a citar cefaleia, ansiedade, irritabilidade e agressividade. “Em se tratando da dependência de tecnologia, a situação é semelhante e os sintomas podem variar de acordo com o indivíduo, mas a privação do uso do celular, internet, videogame ou outro dispositivo eletrônico pode resultar em explosões de forte emoção, frustração, sentimento de perda e ansiedade”, completa. Amanda relata a preocupação de pais em relação ao fato dos seus filhos fazerem uso excessivo de tecnologia cada vez mais cedo. Essa situação, segundo ela, é reconhecidamente prejudicial a crianças e adolescentes, acarretando prejuízos físicos (distúrbios do sono, fadiga, negligência com a alimentação) e sociais (isolamento, dificuldade de interagir com outras pessoas, diminuição da produtividade na escola). “Os pais precisam impor limites e horários para o uso de dispositivos tecnológicos e, caso sejam percebidos sintomas físicos ou psicológicos com a imposição desses limites, é indicada a busca de auxílio profissional”, finaliza.
Fique atento aos sinais:
1. Preocupação excessiva com a internet
2. Necessidade de aumentar o tempo conectado para ter a mesma satisfação
3. Fazer esforço repetido para diminuir o tempo de uso
4. Presença de irritabilidade e/ou depressão
5. Quando o uso é restringido, o indivíduo apresenta instabilidade emocional
6. Permanecer mais tempo on-line do que o programado
7. Comprometimento do trabalho e das relações sociais pelo uso excessivo
8. Mentir aos outros a respeito da quantidade de horas conectadas
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O presidente interino Michel Temer alterou artigos do Código de Trânsito Brasileiro tonando obrigatório o uso de farol baixo em rodovias durante o dia. A lei com as alterações foi publicada hoje (24/5) no Diário Oficial da União. Manter os faróis acesos em luz baixa durante o dia já era medida obrigatória a ônibus, ao circularem em faixas próprias, e às motos. O condutor que não mantiver o farol baixo ligado em rodovias cometerá infração média, poderá ser autuado e receber quatro pontos na habilitação, além de multa de R$ 85,13.
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Um estudo desenvolvido na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) concluiu que, diferente do temor que existe, o número de infecções por dengue entre turistas estrangeiros nas Olimpíadas será muito baixo. A mesma equipe avaliou, em 2014, o risco de contaminação pela doença durante a Copa do Mundo e afirmou que o número seria mínimo. "Sabe quantos casos foram? Apenas três: dois de turistas dos Estados Unidos e um do Japão. Acertamos na mínima", afirmou o professor Eduardo Massad à Agência Fapesp. Caso a epidemia de dengue em 2016 siga o mesmo padrão verificado em agosto de 2007 – mês com maior total de casos desde o início da epidemia no Brasil –, a modelagem matemática estima que haverá, entre os 400 mil turistas estrangeiros aguardados, apenas 23 casos sintomáticos. São aqueles casos em que se registra febre e demais sintomas e que podem vir (ou não) a resultar em internações hospitalares. Já com relação aos casos em que não é possível identificar sintomas, o número de casos esperados é de 206. Os resultados foram publicados em novo artigo, "The risk of dengue for non-immune foreign visitors to the 2016 summer olympic games in Rio de Janeiro, Brazil", na revista BMC Infectious Diseases. Foram utilizados os mesmos modelos matemáticos da pesquisa anterior, além de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde. "Não conseguimos fazer uma previsão de risco sem conhecer o passado da doença. Felizmente, no caso da dengue, o banco de dados do Sinan é um dos mais completos do mundo", avaliou o doutorando Raphael Ximenes, líder da nova pesquisa e orientando do professor Massad.
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Uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta que o mosquito Aedes aegypti é o principal responsável pela transmissão de zika para humanos. Pela primeira vez no Brasil foram encontrados Aedes aegypti infectados pelo vírus em áreas epidêmicas. O fato já era suspeitado, mas não se tinha comprovação de que o mosquito era realmente o transmissor. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores fizeram coletaras em lugares onde foram identificados casos de zika no Rio de Janeiro. Ao analisar os insetos, os pesquisadores notaram que apenas o Aedes aegypti estava infectado por zika e tinha capacidade de transmissão. Os cientistas só haviam comprovado a infecção em teste laboratoriais. Os cientistas capturaram cerca de 1.500 mosquitos adultos de diversas espécies ao longo de dez meses, o vírus da zika foi encontrado em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, e de Realengo, na zona norte do Ri. Anteriormente estudos haviam apontado outras duas espécies como possíveis vetores: o Aedes albopictus e o Culex, conhecido como pernilongo. Na pesquisa, eles foram encontrados, mas nenhum deles estava infectado. O líder do estudo, chefe do Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários do Instituto Oswaldo Cruz, Ricardo Lourenço, afirmou que fatores como o comportamento do Aedes, a densidade e a distribuição populacional das regiões brasileiras podem ter contribuído para a rápida propagação do zika.

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Dias após ser feita refém por um 'fã', Ana Hickmann fez a primeira postagem em suas redes sociais na manhã desta quarta-feira, 25. Até então, apenas seu marido Alexandre Correa havia se pronunciado. A apresentadora agradeceu por ela, o cunhado Gustavo Correa e a mulher Giovana Oliveira terem saído vivos do atentado no quarto do hotel em Belo Horizonte. "Deus! Se hoje, eu, Giovana e Gustavo, estamos vivos, é porque Deus nos salvou. Minha família está unida!". Giovana foi baleada durante a ação e continua internada. Ela foi atingida no braço, intestino grosso, intestino delgado e artéria femoral. Ela vai ser transferida nesta quarta para um hospital de São Pau

Lorrayne Isidoro Gonçalves, de 17 anos, está com viagem marcada rumo à Copenhague, na Dinamarca, para representar o Brasil na 16ª Olimpíada Internacional de Neurociência (2016 Brain Bee World Championship), que acontece de 30 de junho a 4 de julho. Aluna de escola pública e moradora da Favela da Camarista, no Méier, subúrbio do Rio de Janeiro, a jovem superou outros 13 concorrentes na final do torneio da 4ª Olimpíada Brasileira de Neurociências (Brazilian Brain Bee). Para vencer a competição, Lorrayne teve de responder 100 questões em provas de neuroanatomia, neurohistologia, neurofisiologia e neurociências clínicas. "Está uma correria agora. Tenho que me preocupar com passaporte, buscar mais livros para estudar e organizar meu tempo para me sair bem na olimpíada, sem esquecer da escola e do Enem. Mas eu estou muito feliz. Faço isso com dedicação e alegria", conta Lorrayne, na barraca de camelô do pai, nas proximidades da estação de trem do Engenho Novo, na zona norte do Rio, pouco depois de sair do Colégio Pedro II, instituição de ensino federal em que estuda.
Durante o preparo para a olimpíada internacional, a garota que já fala inglês e francês também começou a estudar dinamarquês por conta própria. Ela diz que é para poder se comunicar melhor durante a competição. "Fico feliz de ver a determinação dela. A coisa mais normal do mundo é eu chegar do trabalho, quase meia-noite, e encontrar a Lorrayne estudando. Ela está certa de buscar o objetivo", conta o pai da jovem, Jorge Cabral Gonçalves, de 61 anos, que estudou até o 2º ano do ensino médio.
Por que neurociência?
O interesse em neurociência surgiu por acaso. Há algum tempo Lorrayne já pensava em fazer faculdade para se tornar pesquisadora, só que não sabia exatamente qual área escolher. Ao ver um material de divulgação sobre a competição de neurociência no corredor da escola, decidiu arriscar. A primeira iniciativa foi procurar uma orientadora, requisito para participar da olimpíada. Camila Marra, professora de biologia no colégio, assumiu a missão. Os estudos começaram com o empréstimo de livros de graduação para Lorrayne ler durante as férias. Quando as aulas voltaram, a estudante já tinha devorado os livros. "Ela veio apenas para tirar dúvidas. Eu cheguei a preparar aulas expositivas, mas a gente praticamente não teve encontros para isso. Ela tinha compreendido praticamente tudo e usava o Facebook para fazer perguntas. Foi como uma orientação de uma monografia, mas sem a produção de um texto", disse a professora. Além disso, a adolescente participou de um curso de férias sobre neurociência oferecido pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e se tornou voluntária Museu Itinerante de Neurociência da mesma instituição. Lorrayne diz que o segredo para aprender rápido foi saber administrar o tempo e usá-lo com disciplina. "Dá para fazer de tudo. Só que a hora de estudar tem que ser de dedicação. Quando começo a estudar não fico batendo papo no WhatsApp", afirma.
Futura médica
No fim do ano, Lorrayne vai fazer prova do Enem e disputar uma vaga para o curso de medicina, na UFRJ. Caso ela passe, será a primeira pessoa na família a frequentar a faculdade. Apesar da vaga garantida no evento internacional, Lorrayne só teve a tranquilidade para continuar estudando após a confirmação de que a escola vai pagar sua passagem e hospedagem, assim como de sua orientadora. Sem a certeza de que o colégio bancaria as despesas, os próprios organizadores da Olimpíada Brasileira de Neurociências criaram uma vaquinha online para arrecadar dinheiro. Nos 5 dias de campanha, a estudante conseguiu mais de R$ 56 mil em doações, que vão permitir que ela participe em condição de igualdade com os concorrentes.